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6º ano no Petar

As linguagens escritas e não escritas na Contemporaneidade

Nos dias de hoje, as crianças e os jovens têm muito mais contato com as linguagens visuais e audiovisuais do que com a linguagem verbal escrita, o texto. É fácil encontrar crianças com os dedinhos deslizando nos tablets e smartphones. Essa profusão de fotos, áudios e vídeos, no entanto, é apresentada sem critérios, sem crítica, na imensa maioria das vezes.

Nesse contexto, no Ítaca, o plano de ensino é pensado também para o aluno desenvolver e aprimorar o senso crítico e estético em relação justamente a essa avalanche de imagens, a partir já do ensino fundamental. Mais do que meros espectadores, os alunos são desafiados a compreender o papel do audiovisual na sociedade e a produzir mídia. Quando chegam ao ensino médio, o trabalho intensifica o viés da análise crítica, com o módulo de Análise Midiática, no  curso de Contemporaneidades.

No 6° e 7° anos, acontece o projeto Linguagens Audiovisuais. No 6°, a Fotografia é o tema central. No 7°, o Cinema é o protagonista. No 8° e 9°, o tema avança para o projeto Panoramas, no qual os alunos entram em contato com todas as linguagens audiovisuais, desde os quadrinhos e desenho animado, passando pelo youtube e instagram.

 A coordenadora pedagógica do fundamental 2, Lina Mendes, explica que os projetos de Linguagens Audiovisuais e o de Panoramas provocam boas discussões temáticas na sala de aula. "Debatemos, por exemplo, como a mídia usa as linguagens visuais para influenciar a opinião pública", conta.

No 6°, os alunos refletem sobre a Fotografia e suas múltiplas faces e características, como manifestação artística, jornalística, publicitária, de registro, documental, entre outras. Na parte prática, eles constroem "máquinas" fotográficas, revelam filmes e montam exposições.

Já no 7°, os alunos são convidados a conhecer a história do cinema, técnicas de storyboard, roteiro, os principais gêneros – drama, comédia, documentário – e até maquiagem. A criatividade é posta à prova, com a construção de personagens e a produção de vídeos. "Fazemos o aluno compreender o cinema como um elemento essencial da cultura contemporânea", explica Lina Mendes.

Com os conteúdos aprendidos no projeto Linguagens Audiovisuais, os alunos adquirem a base que será desenvolvida no percurso de Panoramas. "Nossos alunos já estão com uma ideia de como essas linguagens se manifestam e se estruturam. Assim, no 8° e 9° anos, eles olham para esses vídeos e fotografias não mais como meros espectadores, mas com um olhar mais crítico", explica a coordenadora.

Afiados na linguagem audiovisual, quando entram no 1º ano do ensino médio os alunos têm um semestre do curso Análise Midiática, desenvolvido por um profissional de jornalismo. Segundo a coordenadora pedagógica do segmento, Mercedes Ferreira, o objetivo do curso é convidar o aluno a entender e ter olhar crítico e bem fundamentado sobre as mídias impressas (diárias), rádio, TV e internet. “Eles aprendem como as empresas de mídia se organizam, o que é um editorial e o que ele revela sobre o posicionamento de determinado veículo”, conta. Para isso, os alunos comparam analiticamente manchetes sobre o mesmo assunto; veem filmes sobre o assunto, discutindo a realidade, a partir também do olhar ficcional; analisam os jornais televisivos e também as versões de jornais na internet, e discutem suas análises em debates acalorados em sala de aula.

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