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23
julho
2014
Do Macaco ao Homem: exposição registra evolução humana

Os 7 milhões de anos que marcaram a trajetória evolutiva da humanidade estão reeditados na nova exposição permanente Do Macaco ao Homem, no espaço Catavento Cultural, em São Paulo. A mostra exibe  a evolução da espécie humana por meio de réplicas fiéis de ossadas, ferramentas, artefatos de pedra lascada e objetos do cotidiano dos nossos ancestrais.

O grande objetivo desse projeto é tornar disponível um extenso acervo de réplicas arqueológicas e transformá-lo em um museu de história natural na cidade de São Paulo, inexistente até então na capital. A exposição, que levou 7 anos de elaboração, foi concebida a partir do projeto do arqueólogo e antropólogo físico Walter Neves, coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, do Instituto de Biociências (IB) da USP.

O laboratório, que se dedica ao estudo da evolução humana, já colecionava peças há 20 anos, por meiode compras e de trocas com outras instituições, constituindo a maior coleção evolutiva da América Latina. “Nas últimas três ou quatro décadas, foram encontrados muitos fósseis de hominídeos na África e em outras partes do Velho Mundo”, e “o principal objetivo da exposição é mostrar que os conhecimentos sobre o processo que levou ao surgimento dos hominídeos e do homem moderno já estão bastante avançados. Agora podemos caracterizar, com um elevado grau de certeza, os principais passos de nossa linhagem evolutiva”, afirma Neves. “Sempre foi um sonho compartilhar o acervo com a sociedade”, ressalta Neves.

No Catavento Cultural, que se interessou prontamente pelo projeto, Do macaco ao homem inaugura um novo espaço didático no interior do Palácio das Indústrias, o prédio histórico da instituição: as arcadas no subsolo, que dão criam um clima de exploração, como se os visitantes participassem de uma verdadeira expedição arqueológica.

Uma das coisas mais impressionantes da exposição exibição é a quantidade e a qualidade das réplicas de esqueletos de hominídeos e de grandes símios – ao lado de uma ossada completa de Homo Sapiens, há outra, de chimpanzé, e uma terceira, de gorila, nossos parentes mais próximos na ordem dos primatas –além de artefatos de pedra lascada e de osso, cunhados pelo homem moderno e seus antepassados. “Noventa por cento das réplicas foram feitas a partir de peças da nossa coleção que está na USP”, comenta Neves. As cópias de Lucy (famoso fóssil de Australopithecus afarensis ) e dos macacos vieram dos Estados Unidos. Há também reproduções das representações artísticas feitas pelo homem moderno durante o que Neves denomina a “explosão criativa do Paleolítico Superior”, por volta de 45 mil anos atrás. Para ilustrar esse momento-chave da evolução humana, foram destacadas cópias de trechos de famosas pinturas rupestres, como os murais das grutas de Lascaux e Chauvet, na França, e de Altamira, na Espanha.

Como se disse, para a exposição, réplicas em resina foram feitas a partir das de outras já existentes na USP, a fim de se conservarem as peças estas últimas, que são usadas para pesquisas do Laboratório da Universidade.

SERVIÇO
Catavento
Palácio das Indústrias (antiga sede da Prefeitura), Parque D. Pedro.
mapa: http://www.cataventocultural.org.br/mapas

De terça a domingo, das 9h às 16h, com permanência até 17h. Entrada: R$ 6,00 / Meia entrada: grátis Estacionamento até 4h: R$ 10,00,com adicional por hora: R$ 2,00.

Acesso para pessoas com deficiência motora

Referências

http://www.cataventocultural.org.br
http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/01/13/macaco-ao-homem/
http://www5.usp.br/40238/do-macaco-ao-homem-exposicao-do-catavento-registra-evolucao-da-especie-humana/=

22
julho
2014
Ocupação Aloísio Magalhães
postado sob arte, cultura, história

Em homenagem ao Design brasileiro e a um de seus mais importantes pensadores, o Itaú Cultural inaugura no dia 26 de julho a “Ocupação Aloisio Magalhães”, exposição que retrata os múltiplos caminhos percorridos por ele: seja como artista plástico, seja como designer ou político cultural. Não perca!

 

Quem foi Aloisio Magalhães

Aloisio Magalhães, nascido em 1927 no Recife, foi uma das figuras mais importantes da Cultura Brasileira do séc. XX. Formado em Direito, acabou se dirigindo à área artística e cultural. Foi pintor, pioneiro do design gráfico no Brasil, administrador cultural e, acima de tudo, defensor do patrimônio histórico e artístico.

Em 1949, participou do IV Salão de Arte Moderna do Recife. Dois anos mais tarde, recebeu bolsa do governo francês para curso de Museologia no Louvre. Em 1953 participou da II Bienal de São Paulo com duas pinturas.

Em 1954, fundou, no Recife, o Gráfico Amador, mistura de atelier gráfico e editora, com Gastão de Hollanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurênio de Mello. Expôs no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Ministério da Educação e Cultura. Em 1955, participou da III Bienal de São Paulo.

Nos anos seguintes, realizou inúmeras exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.  O Museu de Arte Moderna de Nova York adquiriu seu quadro PAISAGEM, 1956, feito com guache e nanquim.

Publicou ANIKI BOBÓ, "ilustrado" por João Cabral de Melo Neto, e IMPROVISAÇÂO GRÁFICA, no qual interpreta tipograficamente textos de autores diversos. Em 1960, integrou a representação brasileira, na XXX Bienal de Veneza, e iniciou atividade de designer, fundando o que, dentro de poucos anos, se tornaria o mais importante escritório de Design do país.

A partir de então, dedicou-se integralmente a essa atividade, criando inúmeros símbolos e diversificadas peças gráficas para os mais variados fins. Integrou, em 1963, o grupo criado pelo governador do então Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, para organizar a Escola Superior de Desenho Industrial - ESDI, a primeira escola de Design na América Latina e até hoje uma das principais do Brasil.

Em 1964, ganhou o concurso para criação do símbolo do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro. Como designer, este será seu primeiro trabalho de grande repercussão pública. No ano seguinte, elaborou projetos de identidade visual para a Light S.A. e para a Bienal de São Paulo, ambos resultados de concursos fechados apenas para profissionais convidados.

Tornou-se consultor da Casa da Moeda e do Banco Central do Brasil para o desenvolvimento de novos desenhos para notas e moedas brasileiras.

Em 1970, desenvolveu o primeiro grande projeto de Design no país, para a Petrobrás, abrangendo desde a criação do símbolo da empresa até suas embalagens, os elementos de identidade visual nos postos de distribuição e a bomba de gasolina.

Continuou, nesse tempo, também com seu trabalho de pintura e de atividade pictórica e apublicação de livros. Dando continuidade à atividade de design, seu escritório desenvolveu sistemas de identidade visual para grandes empresas nacionais, privadas e estatais - Banco Central do Brasil, Caixa Econômica Federal, Complexo Petroquímico de Camaçari, Furnas Centrais Elétricas, Banco Nacional, Companhia de Gás de São Paulo, Itaipu Binacional, Comlurb - Companhia Municipal de Limpeza Urbana, Grupo Peixoto de Castro, Companhia União dos Refinadores de Açúcar e Café, Companhia Souza Cruz, entre outras.

Em 1975, coordenou e implantou uma instituição dedicada à analise da cultura brasileira - o Centro Nacional de Referência Cultural (CNRC) -, sua primeira investida no território das ações de Estado em relação à cultura.

Aloisio Magalhães foi nomeado, em 1979, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan -  e secretário da Cultura, do Ministério da Educação e Cultura, em 1981. Na década de 1980, iniciou campanha pela preservação do patrimônio histórico brasileiro. Apresentou propostas especialmente em relação a Ouro Preto  (MG) e às ruínas de São Miguel das Missões (RS).

Em junho de 1982, participou de uma reunião de Ministros da Cultura dos países de língua latina, em Veneza. Após ser eleito presidente do encontro, Aloísio fez ali seu último pronunciamento - uma defesa apaixonada e veemente das questões prementes da nossa sociedade em oposição à vertente que tratava essas questões apenas pela esfera culta. Logo após, sofreria violento derrame cerebral. Às pressas, foi conduzido para Pádua, onde viria a falecer na madrugada de 13 de junho.

 

SERVIÇO

Itaú Cultural
atendimento@itaucultural.org.br
tel 11 2168 1777
Avenida Paulista, 149
São Paulo/SP

De SÁBADO, 26 JULHO, a DOMINGO, 24 AGOSTO.

De terça a sexta: das 9h às 20h [permanência até as 20h30]; aos sábados, domingos e feriados: das 11h às 20h.

referências:
http://www.mamam.art.br/mam_apresentacao/aloisio.htm
http://www.esdi.uerj.br/arcos/arcos-05-2/05-2.03.jplacido-o-design-diferencial.pdf
http://www.revistaleaf.com.br/dia-do-designer-aloisio-magalhaes/1377
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=543&cd_idioma=28555

 

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