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30
agosto
2014
um novo parque, aqui do lado

No dia 17/08, foi anunciada a criação de um parque, no terreno onde atualmente funciona a Chácara do Jockey, vizinha ao Colégio Ítaca, na Vila Sônia. A área é muito significativa e, só para comparar, supera as dimensões do parque da Aclimação:  são 151 mil metros quadrados, com um lago, baias de cavalos dasativadas e jardins. Na década de 1970, quando o turfe estava em seu auge, o local serviu de apoio a treinos de cavalos e jóqueis. Atualmente abriga uma escolinha de futebol, projeto social (criado em 2005) que será mantido, segundo o prefeito, mesmo com a criação do parque.

Entre 2008 e 2009, o Jockey Clube chegou a fazer, na Prefeitura, pedido de aprovação de um empreendimento imobiliário no local, mas o projeto não era desejado pelos moradores locais e acabou não indo adiante: a municipalidade já vinha sendo pressionada desde a última gestão por um movimento dos moradores da região, com abaixo-assinados, página no Facebook etc., para que esse parque existisse. Sua criação, finalmente, se dará por meio de um acordo entre o Jockey e a Prefeitura de São Paulo, uma vez que o Clube tem uma dívida muito grande de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e ainda deve à Receita Federal. O valor será abatido com a desapropriação.

Aguarda-se que a Justiça estabeleça o valor da desapropriação e o plano é abrir o local para a população até o final do ano.  

Referências:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/chacara-do-jockey-vai-virar-parque-em-sao-paulo.html
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/07/1487116-terreno-da-chacara-do-jockey-vai-abrigar-novo-parque-municipal-em-sp.shtml

28
agosto
2014
Um livro sobre plantas medicinais do Acre impresso em papel sintético???????

Fotos do lançamento do livro no Parque Laje, Rio de Janeiro, em 18/07/2014 
Midia Ninja - Creative commons

Pois é! Essa solução servirá para manter o livro Una Isĩ Kayawa por mais tempo, nas condições adversas da floresta:umidade, barro, etc. Foi usado o Vitopaper, material produzido pela empresa Vitopel e originalmente desenvolvido por Sati Manrich, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos, SP (UFSCar), com apoio da Fapesp.

O plástico é proveniente de embalagens e depois é higienizado e moído. Em seguida, são adicionadas algumas partículas minerais para a obtenção de propriedades – como brilho, brancura, contraste, dispersão e absorção de luz – e resistência mecânica à tração e dobras.A mistura é colocada em uma máquina extrusora a altas temperaturas, onde se funde e depois transforma-se em uma folha fina, semelhante a um papel fabricado com celulose, que será cortada.

Segundo o fabricante, para cada tonelada de Vitopaper produzido, são retirados das ruas e lixões 750 quilos de resíduos plásticos, e cerca de 30 árvores deixam de ser derrubadas.

O livro Una Isĩ Kayawa, lançado recentemente em várias cidades do Brasil, propõe-se a preservar o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido oralmente há séculos pelos pajés do povo indígena Huni Kuĩ (também conhecidos pelos nomes de “Kaxinawá”), grupo mais numeroso do Acre, que vive à beira do rio Jordão. Sua presença vai até parte do Peru. No Brasil, somam mais de 7 mil indivíduos, divididos em 12 diferentes terras. O “livro da cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias de uma dessas terras indígenas que se estende pelo rio Jordão.

Chamado de “Livro da Cura” e produzido pelo Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IJBRJ) e pela Editora Dantes, ele descreve 109 espécies da terapêutica indígena, em uma tiragem de 3.000 exemplares em papel comum, couchê, e mais 1.000 no papel sintético, destinado exclusivamente às aldeias indígenas.

O projeto foi idealizado pelo pajé Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru, que morreu pouco tempo antes de a obra ser concluída. A pesquisa e a organização das informações levaram dois anos e meio e foram coordenadas pelo botânico Alexandre Quinet, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

“O pajé Ĩka Muru era um cientista da floresta, observador das plantas. Há mais de 20 anos ele vinha reunindo esse conhecimento até então oral, em seus caderninhos. Buscando informações com os mais antigos e transmitindo para os aprendizes de pajé. Ele tinha o sonho de registrar tudo em um livro impresso, como os brancos fazem, e deixar disponível para as gerações futuras”, contou Quinet. O “Livro da Cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias das terras indígenas que se estendem pelo rio Jordão.

Todo o conteúdo do livro, que apresenta não apenas as plantas medicinais, mas também um pouco da cultura do povo Huni Kuĩ, como hábitos alimentares, músicas e concepções sobre doença e espiritualidade, está escrito em “hatxa kuĩ” – a língua falada nas aldeias do rio Jordão – e traduzido para o português.

“O objetivo inicial do pajé Ĩka Muru era criar um material de ensino para aprendizes de pajé, visando a facilitar a localização das plantas nos jardins medicinais. Mas o livro também tem o objetivo de difundir a cultura da tribo  e a importância de sepreservar a floresta de forma ampla. Buscaram o Jardim Botânico para que esse conhecimento pudesse ser universalizado dentro de bases científicas”, disse Quinet.

Referências:
http://agencia.fapesp.br/19667
https://www.facebook.com/UnaIsiKayawa?fref=ts​
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/jardim-botanico-do-rio-lanca-livro-de-plantas-medicinais-em-tribo-no-acre,1654b87cd9106410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

 

15
agosto
2014
fruta feia pode contribuir para diminuir fome no mundo!

A pera é toda torta. A maçã, pequenininha. O tomate tem mancha. A alface está meio passada. Mas a qualidade é a mesma ou até melhor, porque são fresquinhos, vieram diretamente do agricultor. São apanhados de manhã e vendidos à tarde.  É só uma questão de aparência.
 
Com o lema "Gente Bonita Come Fruta Feia", a cooperativa portuguesa “Fruta Feia”, que já tem apoio da COTEC Portugal (Associação Empresarial para a Inovação) e da Fundação Gulbenkian, pretende criar as bases que permitam diminuir o desperdício de frutas e legumes em Portugal. Em declarações à rádio TSF, sua presidente, Isabel Soares, recordou que toneladas de frutas e hortícolas ficam nos terrenos porque os agricultores nem as apanham, sabendo que não as conseguem vender porque não apresentam boa aparência.
 
Cerca de metade da comida produzida no mundo cada ano vai para o lixo. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o atual desperdício alimentar nos países industrializados ultrapassa 1,3 bilhões de toneladas por ano, suficientes para alimentar as cerca de 925 milhões de pessoas que todos os dias passam fome. 
Pelos dados estatísticos apresentados no ano passado, em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano, ou seja 17% do que é produzido, vai para o lixo. 
Na Europa toda, o desperdício de produtos hortofrutícolas próprios para consumo chega aos 30%. 

Esse desperdício tem consequências não apenas éticas, mas também ambientais, já que envolve o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção (como terrenos, energia e água) e a emissão de dióxido de carbono e metano resultante da decomposição dos alimentos que não são consumidos.
 
Os motivos para tal desperdício são vários e ocorrem ao longo de toda a cadeia agroalimentar: condições inadequadas de colheita, armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade demasiado apertados e promoções que encorajam os consumidores a comprarem em excesso, entre outros, são algumas das causas que contribuem para o enorme desperdício atual.

Em vista desse panorama, o Parlamento Europeu declarou 2014 como o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. A proposta foi apresentada para que sejam tomadas decisões importantes na resolução do problema do desperdício alimentar que existe na Europa. 

Assim como o projeto “Fruta Feia”, há outros, como o “Fruit Moche”, iniciativa francesa do supermercado Intermarché que visam a combater uma ineficiência de mercado, criando um mercado alternativo para frutas e hortaliças “feias” que consigam alterar padrões de consumo. Um mercado que gere valor para os agricultores e consumidores e combata tanto o desperdício alimentar como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção.
 
Essa é uma daquelas ideias simples que, se derem certo, podem ser boas para todo mundo: para o produtor rural, que vende o produto que antes ia para o lixo ou, no máximo, para  a alimentação dos animais; para os consumidores, que fazem uma boa economia, porque compram mais barato e, principalmente, para o meio ambiente, porque há economia de energia, água, espaço.
 
Uma boa ideia, que deveria se espalhar pelo mundo.
 
referências
http://www.frutafeia.pt/projecto
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/12/mercado-de-fruta-feia-oferece-menor-preco-e-reduz-desperdicio-em-lisboa.html
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3414755
http://europedirect.ccdr-alg.pt/site/index.php?name=News&file=article&sid=170#.U-4gc1aZMnU
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-desperdicio-de-comida-imp-,992093
http://envolverdhttp://envolverde.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/e.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/

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