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26
setembro
2014
AS ELEIÇÕES 2014 EM
DEBATE NO ÍTACA
postado sob cidadania, Ítaca, política

Corrupção, desafios de mobilidade urbana, crise da água, união civil homoafetiva e muitos outros temas foram discutidos no debate sobre as eleições 2014, na terça-feira, dia 23, entre os alunos do Ítaca e os candidatos e representantes de quatro partidos - PSOL, PT, PSB, PSDB (o outro partido convidado recusou o convite).

Os estudantes do Fundamental 2 e do Ensino Médio demonstraram grande interesse, com muitas perguntas, em um clima de cidadania e questionamentos pertinentes, fundamentados nos programas de governo de cada partido, bem como em análises, leituras e discussões prévias em aula. 

Compareceram ao debate o candidato a deputado federal pelo PSOL, Thiago Aguiar; o candidato a deputado estadual pelo PSDB, Paulo Mathias; o coordenador da campanha do PSB em São Paulo, Marcelo Peron; e o assessor político, militante do PT, Iuri Codas.

Com professor do Ítaca comandando a mesa, o debate foi divido em três blocos. No primeiro, os políticos responderam a três perguntas cada, com um tempo de cinco minutos para cada resposta. No 2º, os alunos formularam cinco perguntas com temas livres, com cinco minutos para as respostas. No 3º e último bloco, cada candidato teve dez minutos para as considerações finais e réplicas.

Ao final da atividade, os representantes dos partidos e os alunos mostraram-se muito entusiasmados pelo bom nível, a abrangência de temas e a articulação das ideias. Muitos alunos disseram-se emocionados ao exercerem seu direito de cidadão, questionando homens públicos, com precisão e educação.

Na sequência, houve uma simulação das eleições para Presidente da República e Governador de São Paulo, através de uma urna eletrônica online, disponível na internet. Em clima de festa cívica, alunos, funcionários e professores do Ítaca compareceram às suas “seções eleitorais”, já bem decididos quanto ao seu voto. Os resultados, apurados no mesmo dia, serviram depois para muitas conversas e comemorações ou certa decepção. Elementos da democracia… 

O Colégio agradece a disponibilidade e a transparência dos convidados e a sempre excelente disposição e seriedade dos alunos. 

24
setembro
2014
Está começando agora o ano judaico de 5775!
postado sob cultura, história

Comemora-se a partir de hoje o Rosh Hashaná (literalmente “Cabeça do Ano”, em Hebraico), o Ano Novo pelo calendário judaico.  Pela história da religião, o primeiro Rosh Hashaná foi numa sexta-feira, o sexto dia da Criação. Neste dia, Deus criou os animais dos campos e das selvas, e todos os animais rastejantes e insetos, e finalmente - o homem. Assim, quando o homem foi criado, encontrou tudo pronto para ele. 

A cada Rosh Hashaná, o judaísmo coroa o seu rei, Criador do Mundo, anunciando isso com o soar do Shofar - instrumento sonoro, feito de chifre - símbolo central do Rosh Hashaná. Ao seu toque, desperta-se a necessidade da comunhão entre irmãos, o retorno à fé, além de conduzir cada indivíduo para um exame de consciência. 

O Rosh Hashaná é um período de grandes festas, reflexões, de conservar e transmitir ensinamentos às gerações mais jovens. É o momento de se consolidar o estilo de vida judaico, por meio de suas tradições e de sua religião. 

Tradicionalmente, na noite do Rosh Hashaná os judeus vão à sinagoga rezar. Em seguida, as famílias se reúnem em volta da mesa de jantar onde há rezas e vários alimentos simbólicos são ingeridos sendo que um pedido é feito para cada alimento. 

Uma fatia de maçã doce é mergulhada no mel, ao recitar a bênção da fruta (Borê Peri Haetz):”Possa ser Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce”. E assim, para cada alimento (mel, peixe, romã, cabeça de carneiro ou peixe,feijão, abóbora, tâmara), há uma reza e uma simbologia específica. Não se come nada temperado com vinagre em Rosh Hashaná ou raiz forte para não ter um ano amargo. 

SHANA TOVAH UMETUKAH - um ano doce para todos!

18
setembro
2014
Aplicativo que ajuda a economizar água?

Hoje, o nível do sistema Cantareira, que abastece de água a grande São Paulo, atingiu níveis preocupantes pela falta de chuva, mas também de planejamento e obras para tal situação. A população, com isso, passou a ter que se conscientizar do problema e se disciplinar, de forma a economizar água como nunca antes.

Para ajudar o brasileiro a economizar água neste cenário de seca e cuidar melhor desse recurso natural por toda a sua vida, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Instituto Akatu lançam o aplicativo sobre vazamentos, chamado “Nossa Água”. 

Ele foi desenvolvido para orientar as pessoas em relação ao consumo consciente da água, além de oferecer calculadora de banho, dicas para um consumo eficiente e o “O Encanador”, no qual o usuário emenda vazamentos em canos, até que as extremidades estejam ligadas para a água fluir por toda a tubulação - quem conectar o aplicativo ao Facebook poderá ver sua colocação no ranking geral de quem baixou o app e joga o game. Já a calculadora é uma espécie de cronômetro que, além do tempo de banho, vai contando os litros gastos no chuveiro: se uma pessoa demora 40 minutos no chuveiro o seu gasto médio pode chegar a 200 litros, enquanto que um banho de 10 minutos gasta 50 litros de água. O app ainda elogia aqueles que economizam e adverte quando o consumo é maior. “Queremos que o usuário perceba que ao reduzir o tempo de banho ele pode colaborar com o meio ambiente e ainda economizar dinheiro na conta de água”, avalia Fábio Moraes, diretor de educação financeira da Febraban. 


A ferramenta faz parte do programa de educação financeira, o portal meubolsoemdia.com.br, sendo que o aplicativo marca o primeiro de uma série de ferramentas sobre consumo consciente que serão lançadas ainda este ano. “Todos nós temos responsabilidade sobre o meio ambiente, seja no descarte incorreto de um lixo como no consumo exagerado da água. Com o app queremos mostrar que a mudança deve começar no dia a dia, com pequenas atitudes sustentáveis e, principalmente, consumo consciente”, avalia Moraes. 

“Aplicativos como o “Nossa Água” garantem que informações sejam disseminadas de forma lúdica e clara aos consumidores sobre os impactos de suas escolhas de consumo e, por isso, têm alto potencial de promover mudanças de comportamento. O problema do consumo excessivo de água – e o impacto negativo que essa prática tem sobre o orçamento individual, o meio ambiente, a sociedade e a economia – pode se transformar em uma oportunidade para tratar das práticas necessárias para se construir estilos mais sustentáveis de vida”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. 

Há mais três ferramentas que serão lançadas até o final do ano, todas com mecânica parecida, tratando de assuntos essenciais à vida humana: a de energia é a próxima, e será lançada ainda em setembro. Depois virão a de alimentação e a de transporte.
Os quatro aplicativos aliam o caráter educativo de uma parte de dicas com o aspecto financeiro (uma calculadora de gastos) e o do entretenimento, representado por um jogo destinado a atrair a atenção dos mais jovens.
— Vai ser possível ver o gasto de cada um dos eletrodomésticos da casa. Isso é algo que ninguém nunca tinha conseguido ver.

Optar por focar nos jovens não é uma decisão infundada. A crescente influência deles nos gastos familiares pesou na decisão:
— Vemos o jovem como agente de mudança. Há pesquisas que mostram que, na classe média, que é o nosso grande foco, o jovem é o influenciador. Ele, geralmente, tem mais escolaridade que os pais, e acaba se tornando formador de opinião dentro de casa. Focando nele, atingimos o adulto e também o idoso. Entendemos o jovem como nosso parceiro e grande disseminador dessa filosofia que queremos propagar — afirma.
O aplicativo é simples de usar e já está disponível para download gratuito no Google Play/Play Store. No momento, o app está liberado para aparelhos smartphones da versão Android.

veja onde baixar o aplicativo:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.soundy.nossaagua

referências
http://www.akatu.org.br/Temas/Agua/Posts/Febraban-e-Instituto-Akatu-lancam-aplicativo-para-ajudar-na-economia-de-agua
http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/febraban-instituto-akatu-lancam-aplicativo-para-estimular-economia-de-agua-13941608

14
setembro
2014
Como falar sobre coisas que não existem

Esse é o título da 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, uma das mais prestigiadas do mundo, que abriu no dia 6 de setembro e vai até dia 7 de dezembro, no Parque Ibirapuera (parque este que, por sinal, acaba de completar 60 anos de existência!). 

Nas 6 primeiras edições, a exposição ficou a cargo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas em, em 1962, foi criada a Fundação Bienal de São Paulo, que passou a ser a responsável pela organização do evento. Localizada no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, em um pavilhão emblemático da arquitetura modernista brasileira, projetado por Oscar Niemeyer, é hoje uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte contemporânea e seu impacto no desenvolvimento das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido.

Desde a primeira edição, em 1951, foram produzidas trinta Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 8 milhões de visitantes. As duas últimas Bienais atraíram mais de 500 mil visitantes em cada edição, além do público registrado nas itinerâncias, realizadas em diversas cidades do país, o que,na 29ª Bienal (2010), foi de 230 mil visitantes e, na 30ª Bienal, foi de 185 mil visitantes.

Esta Bienal de 2014, cuja entrada é gratuita, reúne mais de 250 trabalhos de mais de cem artistas de 34 países. São obras de arte contemporânea que lançam olhares críticos sobre a sociedade, ocupando quatro pavimentos do pavilhão Ciccillo Matarazzo. 

"Não há um tema. Levantamos urgências políticas, sociais e econômicas do mundo atual e trabalhamos esses assuntos", diz Luiza Proença, curadora associada. Questões indígenas, de gêneros e ecológicas estão na mostra - que, no entanto, não foge do criativo. "A reticência do título permite o uso de qualquer verbo ali. É possível pensar ou lutar por coisas que não existem."
Coube a cada artista transcender em suas ideias. Dez estrangeiros, inclusive, fizeram isso no Brasil. "Eles passaram meses aqui e incorporaram a nossa realidade em suas linhas de trabalho."  

De acordo com Pablo Lafuente, um dos curadores, a 31ª Bienal “serve para que o público aprenda com as coisas que não existem – ou até lutem contra elas – numa espécie de misticismo”. Lafuente conclui: “É importante entender que arte não faz uma única coisa. Ela pode gerar diversos questionamentos. Por meio da arte, a gente pode mudar o mundo”. O cartaz de divulgação desta edição da Bienal foi feito pelo artista indiano Prabhakar Pachpute, refletindojustamente o espírito de produção coletiva e de transformação.

A programação, produzida pelos curadores, artistas, educadores e demais profissionais da área, tem um olhar voltado à educação. Segundo Nuria Enguita Mayo, também curadora, os artistas e coletivos artísticos desta edição estão ligados a projetos de arte educativos. Nesse contexto, a 31ª Bienal quer analisar, inclusive, diversas maneiras de gerar conflito, por isso muitos dos projetos têm em suas bases relações e confrontos não resolvidos: entre grupos diferentes, entre versões contraditórias da mesma história ou entre ideais incompatíveis. 

O texto do site oficial desta Bienal afirma: “esta não é uma Bienal fundada em objetos de arte, mas em pessoas que trabalham com pessoas que, por sua vez, trabalham em projetos colaborativos com outros indivíduos e grupos, em relações que devem continuar e desenvolver-se ao longo de sua duração e talvez mesmo depois de seu encerramento. Embora se possa dizer que um pequeno grupo de pessoas sejam os iniciadores, o foco da 31ª Bienal é posto sobre todos aqueles que entrarão em contato com ela e dela farão uso, bem como sobre o que será criado a partir dos encontros no evento como um todo. Essa abertura do processo precisa ser entendida como um meio de aprendizagem: uma troca educacional estabelecida ao longo e em cada um dos níveis e que é, por conseguinte, não resolvida e experimental.”

A expectativa é de que todos que entrarem em contato com a 31ª Bienal possam explorar algumas das possibilidades ali presentes, para depois seguirem os seus próprios caminhos, individuais e/ou coletivos, levando algo novo consigo, de modo que este momento seja transformador para todos os envolvidos. 

Desse modo, segundo os organizadores, “as coisas que não existem podem ser trazidas à existência e, assim, contribuir para uma visão diferente do mundo. É provável que seja este, no fim das contas, o potencial da arte.”

 

Referências:

http://www.bienal.org.br

http://www.31bienal.org.br/pt/

http://www.tnonline.com.br/noticias/entretenimento/13,288379,04,09,a-31a-bienal-de-sao-paulo-abre-suas-portas-amanha-no-parque-ibirapuera-com-visoes-de-mundo-variadas.shtml

https://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/31a-bienal-de-sp-tem-data-marcada-e-75-projetos-artisticos-selecionados/

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/01/poster-da-31-bienal-de-sao-paulo-traz-torre-movida-forca-humana.html

https://www.facebook.com/bienalsaopaulo

 

SERVIÇO

6 set - 7 dez 2014  Entrada gratuita 
Parque do Ibirapuera - Portão 3

PAVILHÃO DA BIENAL  

Visitação  
TER, QUI, SEX, DOM E FERIADOS: 9H - 19H (ENTRADA ATÉ 18H)  
QUA, SÁB: 9H - 22H (ENTRADA ATÉ 21H)  
FECHADO ÀS SEGUNDAS

10
setembro
2014
E esse numerão do código de barras???  O que é?

Os 13 dígitos estão agrupados em cinco blocos e cada um deles está separado do anterior por uma guia. Este número vem sempre precedido pelas siglas ISBN. Veja o significado de cada grupo:

  1. O primeiro é um número de 3 dígitos que identifica o livro como produto. Até hoje são usados os códigos 978 e 979.

  2. O segundo bloco, chamado de Identificador de grupo, identifica o grupo nacional, geográfico ou linguístico do editor. Ao Brasil, corresponde o número 85.

  3. O terceiro é o prefixo editorial, que pode identificar uma editora concreta ou ser um prefixo coletivo, como o outorgado aos autores-editores.

  4. o quarto corresponde ao Número de título, que identifica o título específico ou a edição de una obra.

  5. O quinto e último grupo corresponde ao Dígito de verificação. Consta de um só dígito, e garante a correta utilização de todo o sistema.

     

PARA QUE SERVE O ISBN

Criado inicialmente em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972,
o ISBN - International Standard Book Number - é um sistema usado
mundialmente, que identifica numericamente os livros segundo o título, o
autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição.
O sistema é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta e
delega poderes às agências nacionais. No Brasil, a Fundação Biblioteca
Nacional representa a Agência Brasileira desde 1978, com a função de
atribuir o número de identificação aos livros editados aqui. 
A partir do número gerado é que se cria o código de barras que identifica
uma publicação (é exatamente aquele número que aparece junto do código de
barras). Esse número especifica o país, idioma, editora, publicação, etc.
Assim podemos saber de onde vem um livro e em qual idioma está escrito,
dependendo dos primeiros números do código antes do hífen (o código do
Brasil é 85).
A partir de 1º de janeiro de 2007, o ISBN passou de dez para 13 dígitos, de
modo a aumentar a capacidade do sistema, devido ao crescente número de
publicações, com diferentes edições e formatos. Essa é a diferença entre o
ISBN-10 e o ISBN-13.
Também existem outros códigos, tais como ISMN, para a música; ISAN, para os
filmes, games e meios audiovisuais; ISSM, para periódicos e revistas, e até
o ASIN, código que a loja virtual Amazon usa para identificar seus produtos.

Para mais informações, acesse o site da Agência Brasileira do ISBN:
http://www.isbn.bn.br/website/

Mais referências:
http://www.cbl.org.br
http://blog.ludoeducativo.com.br/o-que-e-o-isbn/=
http://www.bibliofiloenmascaradhttp://www.bibliofiloenmascarado.com/2010/12/23/el-isbn-se-privatiza-en-espana/o.com/2010/12/23/el-isbn-se-privatiza-en-espana/

8
setembro
2014
Permacultura? O que é isso?

Resumidamente, é um sistema de planejamento para a criação de ambientes sustentáveis.

Segundo o australiano Bill Mollison, considerado um dos pais da Permacultura,na década de 1970, ela consiste na ‘elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente’

A professora do Colégio Ítaca, Luana Ribeiro, envolvida diretamente com a prática da permacultura, explica: "é a ideia de uma cultura permanente, de buscar alternativas de viver de uma forma mais solidária, que rompa com o sistema que vem desumanizando as relações". 

O seu projeto “Estações Orquídea”, construído em colaboração com os amigos e educadores Eduardo Bonzatto e Leandro Gaffo, foi escolhido para ser apresentado no IX Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire, que acontecerá de 17 a 20 de setembro, em Torino, na Itália.

Professora do 5° ano de Ciências, Geografia e Matemática e do 6° ano de Estudos Áfricos, Luana conta que se interessou pela Permacultura em 2006. "Faço parte de um grupo de pessoas, amigos de longa data, que vem discutindo e trabalhando com a Permacultura. Refletimos sobre o quanto a gente precisa para viver. Discutimos as melhores formas de usar a energia que entra nossa vida", diz.

O projeto Estações Orquídea trabalha hoje em instituições com diferentes características organizando oficinas de diálogos e práticas que envolvem as teorias do  educador brasileiro Paulo Freire.

Hoje, as oficinas acontecem em cinco pontos do Brasil: em São Paulo, no Cursinho da Poli; em Carapicuíba (SP), na faculdade Nossa Cidade; em Itapecerica da Serra (SP), na escola pública Bairro do Engenho, em parceria com a Cia Deodara; em Juazeiro do Norte (CE), na Universidade Federal do Cariri; e em Teixeira de Freitas (BA), na Universidade Fedaral do Sul da Bahia. 

Como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo

A Permacultura, diz Luana, busca trazer para o meio urbano práticas tradicionais do meio rural que foram sendo perdidas com o passar do tempo. "Precisamos repensar a sociedade de consumo. Pensar o quanto produzimos de lixo, o quanto compramos por impulso; muitas vezes trabalhamos demais e não temos tempo para pensar na nossa prática, sobre o nosso lugar no mundo", diz.

"Sempre achamos que o problema está no outro e nunca é com a gente. As pessoas falam: eu não sou consumista, não compro um tênis por mês. E aí a gente pergunta: fica no facebook o dia inteiro? Então você é consumista de facebook", afirma. "Depois, mostramos que ninguém está sozinho; há meios de recuperar algumas práticas e formas de convivência social".

Composteira no Ítaca

No Ítaca, Luana tem conversado bastante com a professora Cecília Braga de Arruda, do 7° ano, da disciplina de Sustentabilidade. "A Cecília começou um trabalho de reflexão de descarte dos resíduos, com lixeiras. Agora, a escola já colocou uma composteira aberta, com as folhas secas", diz.

Luana defende que toda a pessoa pode reciclar e reutilizar a energia que produz, em um processo local e global. "Trabalhamos com o conceito de que toda a energia que produzimos em casa pode ficar dentro de casa. Ela não precisa ser tratada em aterros, que custam muito dinheiro público. Um exemplo é produzir adubo; mesmo quem mora em apartamento, pode gerar adubo para o seu prédio, para a praça do bairro. É uma preocupação local e global", ensina.

A professora destaca que o projeto Estações Orquídea, embora esteja dentro do espaço da educação formal, não está dentro do currículo. Seu sonho é incluir a Permacultura na educação formal. "Nosso grande sonho é levar esta reflexão para dentro da educação formal. No nosso dia-a-dia, na nossa prática. Às vezes fica parecendo que é algo separado da realidade, mas não é. A Permacultura é pensar como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo". 

Referências:
http://www.permear.org.br/permacultura/
http://www.ipoema.org.br/ipoema/home/conceitos/permacultura/
http://www.permacultura-bahia.org.br
http://www.ipemabrasil.org.br

http://permacultura.ufsc.br

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