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31
dezembro
2014
Aos pais, alunos e professores do Ítaca
postado sob Ítaca

Saiu o resultado das provas do ENEM, relativas a 2013. E, mais uma vez, o desempenho dos nossos alunos foi muito bom.

As pontuações de nossas turmas, nesses anos todos de Enem, têm colocado o Ítaca sempre em ótima posição. Mérito da cooperação e da confiança de alunos, professores, pais, funcionários, coordenação, direção.

Inegavelmente, a análise desses rankings, sempre feita com seriedade pela equipe da escola – tem contribuído para aperfeiçoamentos. Mas o que realmente consideramos importante é que a regularidade dessa performance revela a coerência, a solidez e a continuidade de um trabalho que nunca se voltou só pra esse resultado, indo bastante mais além, em larga e profunda abrangência.

Por tudo isso, nossos muitos agradecimentos e parabéns aos alunos e professores!

31
dezembro
2014
Pintura, desenho, escultura, música nos bonecos do Giramundo
postado sob arte, cultura, música, teatro

O Giramundo é um grupo fundado em 1970, em Belo Horizonte. Na década de 1950, o artista plástico Álvaro Apocalypse (1937-2003) tornou-se professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde conheceria sua futura mulher, Terezinha Veloso (1936-2003), também artista plástica e docente na instituição. Em 1970, os dois iniciaram uma parceria artística com a aluna Maria do Carmo Vivacqua Martins, a Madu, bolando apresentações cênicas informais para crianças, familiares e amigos. Dessas sessões surgiu a primeira produção do grupo: A Bela Adormecida.
 
Em atividade há mais de 40 anos, esse coletivo mineiro é referência no campo do teatro de bonecos ‒ tanto pela qualidade das suas produções quanto pelo grau de experimentação que elas trazem à cena. A mostra, no Itaú Cultural, conta com a curadoria de Beatriz Apocalypse, Marcos Malafaia, Ulisses Tavares e a equipe Itaú Cultural. Além de bonecos originais representativos de diversos momentos do grupo, a exposição  desvenda o processo de criação de personagens, passando pelo desenho, pela construção, pelo figurino e pela pintura. Malafaia destaca a importância do desenho para a Companhia. “O Giramundo é um grupo que desenha. O espetáculo todo é visto anteriormente em um desenho”, conta.
 
Durante o período da mostra, às quintas e sextas-feiras um artista instala sua oficina no espaço expositivo e o público pode assistir à concepção e ao nascimento de uma marionete. “No teatro de bonecos existe uma confluência muito grande de todas as belas-artes. A gente pinta, esculpe, interpreta, canta e o boneco está no meio disso. Ele é a mídia. Nós trabalhamos com ele para nos expressarmos em todas as formas”, conta Tavares.
 
Um boneco, no entanto, só revela todo seu poder e sua magia inserido em sua história, em seu contexto, ganhando vida durante a encenação. “Para ser um bom marionetista é necessário observar, observar muito a vida e a natureza para que seja possível reproduzirmos movimentos e expressões em cena”, completa Beatriz Apocalypse. Por isso, aos sábados e domingos, o local vira palco para a apresentação de trechos de diferentes espetáculos do grupo.
 
Feitas para serem manuseadas de diferentes maneiras – por meio de fios, varas, luvas… –, as criaturas desenhadas, modeladas, pintadas e vestidas pelo Giramundo já estrelaram 34 espetáculos, também eles bastante diversos: de peças baseadas em contos de fadas ou lendas da cultura popular brasileira a óperas e apresentações multimídia.
 
Veja os desenhos, os modelos, as marionetes na exposição, e participe dos eventos paralelos.
http://sites.itaucultural.org.br/ocupacao/#!/pt/artistas/
 
Serviço:
Ocupação Giramundo
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149
até 11 de janeiro de 2015
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
Piso Térreo [livre para todos os públicos]
a 2 quarteirões do metrô Brigadeiro
 

 

22
dezembro
2014
Menos embalagem, menos lixo!

Inaugurado há aproximadamente 3 meses, em Berlim, o Original Unverpackt é um supermercado que procura eliminar o uso de qualquer embalagem.
As embalagens desperdiçam uma quantidade excessiva de materiais e quase sempre se mostram inúteis depois de cumprir sua função principal de transporte do produto. Por esse motivo 2 alemãs, Sara Wolf e Milena Glimbovski, criaram uma start-up chamada Original Unverpackt, com o intuito de abolir completamente as embalagens nas dependências do supermercado. 
Como é possível? O cliente pode levar seu próprio recipiente para guardar as compras, usar uma embalagem de papel reciclável, ou comprar recipientes reutilizáveis. Há também um serviço de depósito de embalagens recicláveis para quem chega às compras despreparado. Produtos embalados em plástico não entram no supermercado.  

O supermercado disponibiliza informações sobre a procedência e os ingredientes do produto e também planeja novas experiências de consumo. 
A empresa afirma que não trabalhará com muitas marcas e que venderá por enquanto alimentos, produtos de limpeza e higiene, dando preferência aos produtores locais e a alimentos orgânicos. A venda é feita por peso, para que não haja desperdício, de maneira que cada um compra apenas aquilo de que necessita.
Uma ótima ideia que merece ser disseminada pelo mundo afora!

 

Referências
http://original-unverpackt.de
http://misturaurbana.com/2014/12/berlim-tem-o-primeiro-supermercado-com-produtos-sem-embalagem/
http://www.hypeness.com.br/2014/06/uma-start-up-alema-inaugura-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-descartaveis-no-mundo/
http://greenme.com.br/consumir/eco-shopping/362-original-unverpackt-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-em-berlim

16
dezembro
2014
Pouco conhecidas, pouco consumidas e… riquíssimas em nutrientes essenciais: frutas nativas do Brasil

O açaí na tigela tornou-se famoso nos últimos anos e é largamente consumido nas cidades brasileiras, misturado com guaraná e açúcar e servido como um creme gelado ou em forma de sorvete. Poucos sabem, porém, que ele é alimento de populações indígenas e de várias regiões do Norte do Brasil, há centenas de anos: preparado tradicionalmente com farinha de mandioca ou tapioca, é servido também em forma de pirão, para acompanhar peixe assado ou camarão.

Assim como o açaí foi “descoberto” há pouco, o Brasil tem uma infinidade de outras frutas ótimas para consume mas pouco conhecidas pela maioria das pessoas.

Segundo Guilherme Domenichelli, em matéria publicada na Carta Capital (link no final desse texto):

“O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no mundo, atrás apenas da China e da Índia. Sua enorme extensão de terras férteis, o clima e a disponibilidade de água favorecem a produção de uvas, melões, mangas, maçãs e bananas. Uma boa parte é consumida internamente e outra, exportada em forma processada ou na de frutas frescas. Mas, por incrível que pareça, a grande maioria das frutas consumidas por nós consiste de itens exóticos, ou seja, que não têm origem nos biomas brasileiros. Para se ter ideia, das 20 frutas mais consumidas aqui, só três são nativas.

E estima-se que existam pelo menos 312 frutas tipicamente brasileiras, sem contar que muitas tidas como "a cara do Brasil" (como banana, laranja, manga, graviola, pinha, tamarindo, romã, acerola, jaca, jambo) não são naturais de terras brasileiras. O caso do coco, por exemplo, é muito curioso: "Para alguns pesquisadores, ele é considerado uma fruta exótica da Ásia, enquanto para outros, é uma árvore nativa da América do Sul, provavelmente no litoral Norte e Nordeste do Brasil", esclarece a professora Flávia Cartaxo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

Mas, apesar do número impressionante de nativas, apenas seis frutas brasileiras são cultivadas comercialmente em grande escala", diz o engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, coautor do livro Frutas Brasileiras Exóticas e Cultivadas. 

"Dificilmente você iria à feira livre comprar picinguaba, mangaba, camu-camu, ajuru, fruta-do-lobo, murici, umbu, jatobá ou sapota-do-solimões. Ainda que quisesse, não encontraria. Pois esses nomes “estranhos”, de que você provavelmente nunca tinha ouvido falar, são de frutas nativas, ou seja, tipicamente brasileiras. Muitas delas eram comuns no passado e hoje são raríssimas, como o oiti-da-baía, que alguns historiadores relatam ter sido uma das frutas preferidas do imperador Pedro II", afirma Domenichelli.  

 

As espécies nativas destacam-se, aí sim, como matérias-primas para a agroindústria - suco, geleias, licores, polpa, bolachas, compotas, sorvete -, indústria farmacêutica e indústria de cosmético. E muitas delas são importantes fontes de alimento para as populações de baixa renda em várias partes do país.

 

Saúde à mesa

O que não se discute, no entanto, é o bem que as frutas - nativas ou não - fazem ao nosso corpo, como fontes riquíssimas de vitaminas. 

Alimentos essenciais para o organism, devem fazer parte do cardápio de todos. Ricas em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, não têm altas taxas de gordura, sódio e calorias e são ricas em nutrientes controladores da pressão arterial. Elas também possuem antioxidantes que ajudam a prevenir o aparecimento de câncer e a retardar o envelhecimento.

As frutas que são comercializadas e consumidas hoje são resultado de pesquisas focadas em selecionar e melhorar sabores, tamanhos e tempo de duração. Melancias, abacates e mangas, entre outras, têm hoje aspectos e características bem diferentes de seus originais. As frutas nativas também poderiam passar por esses estudos – aliás, isso já aconteceu com a goiaba, aprimorada há décadas por agricultores japoneses radicados no Brasil.

Mas, quando não existe demanda em alta escala, caso das nativas brasileiras, a produção não compensa e as pesquisas não acontecem. Tornar nossas frutas comerciáveis é algo que requer tempo e investimento, mas valorizá-las proporcionará, além de tudo, a preservação dos biomas brasileiros e de suas riquezas e culturas regionais. Hoje, muitas já são usadas como verdadeiros tesouros culinários regionais no preparo de licores, doces, geleias, mingaus, bolos, sucos, sorvetes e aperitivos. Além das diversas formas de alimentos, os frutos dessas plantas podem proporcionar outros benefícios como remédios, cosméticos, fibras naturais e até artesanatos.

Com pesquisas, incentivos e investimentos, as frutas nativas poderão se tornar nova fonte de renda para populações rurais, para que, além do consumo regional, as riquezas possam chegar à mesa de todos. Quem sabe, no futuro, ao invés de uma maçã, um aluno possa presentear sua professora com um cubiu, uma grumixama ou uma mangaba? 

As 20 frutas mais consumidas no Brasil e suas origens

1. Abacate –  América Central

2. Abacaxi – Brasil

3. Banana – Sudeste Asiático

4. Caqui – Ásia

5. Coco-da-baía – origem polêmica

6. Figo – Ásia

7. Goiaba – Brasil

8. Laranja – Ásia

9. Limão – Sudeste Asiático

10. Mamão – América Tropical

11. Manga – Ásia

12. Maracujá – Brasil

13. Marmelo – Europa e Ásia

14. Maçã – Ásia

15. Melancia – África

16. Melão – Europa, Ásia e África

17. Pera – Europa

18. Pêssego – Ásia

19. Tangerina – Ásia

20. Uva – Ásia, América do Norte e Europa

 

Referências:

 http://www.cartanaescola.com.br/mobile/single/221

http://www.ibraf.org.br/news/news_item.asp?NewsID=5544

http://www.brasilescola.com/frutas/

http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/quais-frutas-sao-originais-brasil-496994.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-frutas-sao-originais-do-brasil

5
dezembro
2014
SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS

Semana de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo

 

 

Teija Kellosalo - Austria
cartaz sobre direito à educação

cartazes da mostra "Poster for Tomorrow: direitos humanos em cartaz"

 

 

Na próxima semana, comemoram-se 66 anos da adoção da Declaração dos Direitos Humanos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A questão dos direitos do homem não é nova. Remonta ao século VI  antes de Cristo, quando o imperador persa, Ciro, o Grande, libertou os escravos e declarou que todas as pessoas tinham o direito de escolher sua religião e que deveriam ser iguais perante a lei, independentemente de sua raça.  No decorrer da história, distintos povos e governos também estabeleceram parâmetros de direito e igualdade.

Em abril de 1945, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, delegados de cinquenta países reuniram–se em SãoFrancisco (EUA), na Conferência das Nações Unidas, com o objetivo de formar um corpo internacional para promover a paz e prevenir futuras guerras. Os ideais da Organização foram declarados no preâmbulo da sua Carta de Proposta: “Nós,os povos das Nações Unidas, estamos determinados a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra que, por duas vezes na nossa vida, trouxe incalculável sofrimento à humanidade”. Assim, foi criada a ONU, em 24 de outubro.

Em 1948, a nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, sob a presidência de Eleanor Roosevelt, viúva do presidente americano Franklin Roosevelt, defensora dos direitos humanos e delegada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, elaborou o rascunho do documento que viria a converter–se na Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A Declaração dos Direitos Humanos, com 30 artigos, foi adotada pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948.

No seu preâmbulo e no Artigo 1.º, a Declaração proclama inequivocamente os direitos inerentes a todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência dahumanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem... Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”

Infelizmente, apesar de muito saudada até hoje e apesar de grande parte dos países que fazem parte da ONU terem assinado a Declaração, ela não tem força de lei e continua sendo desrespeitada, mesmo pelos países signatários.Para se ter uma ideia, 58 países (dos 192 membros) ainda aplicam a pena de morte, mesmo sendo essa prática condenada pela Organização.

Mesmo assim, há esperanças. E elas se devem também porque, em todos os lugares do mundo, há os que fazem questão de chamar a atenção para a questão dos direitos do homem, sob as mais diversas formas. Vejam a seguir.

 

2º Festival de Direitos Humanos Cidadania nas Ruas

Durante uma semana, de 8 a 14 de dezembro, São Paulo ganha mais de 30 atividades entre debates, encontros e diálogos, cinema, passeios e performances, premiações, um monumento e um grande show no Parque Ibirapuera. Tudo gratuito.

Veja a programação:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/noticias/index.php?p=186141

 

Poster for Tomorrow: Direitos Humanos em cartaz

A exposição Poster for Tomorrow reúne na Caixa Cultural mais de 100 cartazes do mundo todo sobre os direitos humanos.

Os cartazes abordam 6 temas: direito à moradia, igualdade de gêneros, direito à educação, democracia, contra a pena de morte, liberdade de expressão e são de países tão diferentes como China, Eslovênia, Bolívia, Botsuana e, claro, Brasil.

A exposição abre no dia 13/12, sábado, às 11 horas, com a presença de Hervé Matine, presidente da ONG Poster for Tomorrow, vindo da França, e Ivo Herzog, filho do jornalista brasileiro Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura em 1975.
https://www.facebook.com/events/329574520526007/?fref=ts

 

Referências
http://openlink.br.inter.net/aids/declaracao.htm
http://nacoesunidas.org/?post_type=post&s=direitos+humanos
http://www.ideafixa.com/um-logo-para-os-direitos-humanos-vencedor/​
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/​

Veja um pouco mais sobre a história dos direitos humanos:
http://www.humanrights.com/pt/what-are-human-rights/brief-history/cyrus-cylinder.html

 

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