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26
março
2015
Cadê o rio que estava aqui???
https://pedalverde.wordpress.com/page/3/
logo do rios e ruas - www.rioseruas.com

Sob o solo da cidade de São Paulo existe uma imensa malha hidrográfica, constituída de mais de 3.500 metros de cursos d’água canalizados.  
E essa canalização dos rios e córregos é um dos problemas mais graves na capital paulista, e por isso hoje tão criticado pelos especialistas. Esse modelo de urbanização, que canaliza e cobre as fontes naturais e os cursos d'água, foi também seguido por muitas outras cidades do interior do Estado de SP e do restante do país.
 
Nossos rios são lembrados quando a temporada de chuvas faz com que as galerias subterrâneas transbordem, com alagamentos e graves transtornos para a população.
Pela visão deturpada, que os considerava como um obstáculo ao desenvolvimento urbano, quase todos os rios, incluindo os de água limpíssimas, foram canalizados. Além disso, grande parte do solo urbano está impermeabilizado pelos calçamentos e construções, e basta uma forte chuva para que centenas de córregos e riachos voltem à superfície. 
 
Os rios também carregam nossa história e nos fazem entender o passado. Como serviam como via de transporte e fonte de água, grande parte das cidades se desenvolveu ao longo deles - como podemos observar em monumentos históricos como a Casa do Bandeirante, em São Paulo, por exemplo, que foi pouso de desbravadores das terras paulistas e situa-se próximo às águas do rio Pinheiros.
No entanto, apesar de serem um componente importante na história das cidades eles, em geral, não são valorizados pela população e não fazem parte do seu cotidiano
 
Mas é preciso dizer também que, com a crise hídrica assolando nossa cidade, diversas iniciativas de valorização e recuperação de nossas fontes e rios têm aparecido. Há movimentos como o Parque da Fonte e o YButantã, no bairro do Butantã, que cobram da iniciativa pública a recuperação e apropriação pública das águas e dos espaços de preservação.
 
Quando são implantados parques e é recuperada a mata ciliar, ao longo das áreas de proteção dos rios, há uma diminuição dos episódios de enchentes e inundações durante as fortes chuvas de verão, contribuindo para a drenagem urbana. Os parques também evitam que essas áreas sejam invadidas ou degradadas.
“O mais surpreendente é que, em vários casos, sobre os rios canalizados foram construídos parques públicos. Em vez de correrem pelos parques, tornando-se fatores de desfrute para a população, os rios foram escondidos no subterrâneo”, comenta Norma Regina Truppel Constantino, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesp
 
Dentre as iniciativas atuais, o projeto Rios e Ruas, desenvolvido pelo urbanista José Bueno juntamente com o geógrafo Luiz de Campos Jr e a bióloga Juliana Gatti, propõe-se a revelar uma realidade profunda, possibilitando uma mudança no olhar dos paulistanos para suas águas e árvores.
Despertar a consciência dos paulistanos para uma nova convivência com os elementos vivos da natureza urbana de São Paulo é aprofundar a reflexão sobre o uso do espaço público, sobre o desenvolvimento da cidade onde vivemos e sobre o futuro que deixaremos como legado para nossos filhos e netos.
 
Para que os rios passem a ser valorizados pelas populações, é necessário um trabalho de conscientização e elaboração de projetos participativos que qualifiquem os lugares, mais do que a simples aprovação de leis e regulamentos.
 
“É importante a visualização dos rios, porque, se as pessoas os veem, elas passam a valorizá-los e a se mobilizar por sua integridade”, enfatiza Constantino.
 
referências

http://rioseruas.com
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/parceiros-do-planeta/charles-groisman-e-a-reconexao-do-homem-com-a-natureza/
http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-itaca/porque-e-o-rio-que-corre-pela-minha-aldeia/

 
 

26
março
2015
Pessach e Páscoa - qual a diferença?
postado sob cultura, história
Karl Fabergé
ovo Fabergé
ovo Fabergé
www.fundodetela.com.br
Pêssankas: ovos coloridos a mão, de origem eslava.
Reprodução UOL
Pintura de ovos de Páscoa em mercado de Schleife, perto de Berlim, na Alemanha.  Essa decoração é uma tradição antiga do povo sorábio, que vive na região da Lusácia
reprodução
A Santa Ceia pintada em 1498 por Leonardo da Vinci. Encontra-se nas paredes do Convento Santa Maria delle Grazie, em Milão. É considerada uma representação da ceia de Pessach, páscoa judaica.  Mede 46

Pessach (a Páscoa judaica) é a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel, a partir da qual ocorrem as outras festas na Bíblia. A palavra Pessach significa "passagem" e representa a travessia pelo Mar Vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão no Egito para a liberdade na Terra Prometida, há mais de 3.000 anos. 
A Páscoa judaica dura 7 dias (em alguns lugares, 8 dias). Algumas famílias, nesse período, limpam meticulosamente a casa, removendo todas as migalhas e lembrando os judeus que deixaram o Egito às pressas.
A forma como, desde o século VI a.C., os judeus celebram a Festa de Páscoa é praticamente a mesma até hoje. Segundo a tradição, o Pessach deveria ser celebrado com um jantar familiar, em que cada prato tem um valor simbólico muito forte e preciso. Um cordeiro seria assado e comido por todos. O jantar também deveria ter o pão ázimo, ou sem fermento (matzá, em hebraico) e ervas amargas, como a raiz forte e o rabanete. O pão sem fermento serve para lembrar que, no êxodo do Egito, os judeus comeram às pressas o pão que não teve tempo de fermentar. As ervas amargas são para lembrar como a vida era amarga quando os judeus eram escravos de Faraó. Por volta do ano 550 a.C., os judeus criaram uma sequência para o jantar (chamada de Hagadá), que incluía o relato do Êxodo, os 4 cálices de vinho e o Charosset (pasta doce).  A intenção do mandamento é que todos os membros da família participem das narrativas e da liturgia, e que a festa seja uma maneira de ensinar as crianças sobre a saga de seus ancestrais. 
A Santa Ceia, segundo historiadores, seria um Seder (jantar de Pessach). Jesus, que era hebreu e chamado de Yeshua, quando celebrou seu último jantar de Páscoa com os discípulos, seguiu exatamente a tradição judaica e utilizou quase todos os elementos e a sequência que temos ainda hoje nos lares judaicos. Não apenas isso, mas utilizou parte da tradição criada no séc VI a.C., para institucionalizar a Santa Ceia (um Kidush com simbolismo mais rico).
 
Já o simbolismo da Páscoa cristã é parte da mensagem no Novo Testamento, baseada no evento da Páscoa Judaica. 
No início da formação da cristandade, alguns grupos da Igreja Primitiva davam continuidade ao ritual judaico (incluindo o sacrifício do cordeiro), enquanto outros rejeitavam essa prática, pois interpretavam que Cristo era o símbolo do último cordeiro (o cordeiro e filho de Deus), que foi enviado como vítima para a remissão dos pecados e salvação dos homens. Os rituais católicos relacionados com a Páscoa passaram a ser organizados, então, com base em autossacrifício, como o jejum e as penitências da Quaresma.
“Para os cristãos, ela tem um sentido mais metafísico. Representa a passagem de Cristo pela morte”, afirma o teólogo Fernando Altmeyer Júnior, da PUC de São Paulo, referindo-se à tradição de que Jesus teria ressuscitado no terceiro dia após sua crucificação. Assim, a comemoração representa a ressurreição de Jesus Cristo, que foi crucificado na sexta- feira e ressuscitou no domingo.
 
A partir do Concílio de Niceia*, realizado no século IV d.C. pelaIgreja Católica, a Páscoa passou a ser celebrada no equinócio da Primavera (no hemisfério norte), podendo ser então comemorada entre os dias 22 de março e 25 de abril. Essa tradição permanece até hoje e o dia da Páscoa varia em função dela. Os dias do Carnaval e do período da Quaresma também existem em função do dia da Páscoa.  É comum que toda a família se reúna em um grande almoço, já que todos teriam saído de restrições alimentares e penitências por toda a Quaresma - quarenta dias, a partir da Quarta-feira de Cinzas. Hoje em dia, na verdade, isso existe mais como tradição, já que poucos seguem o período de restrição.
 
Assim, apesar de receberem o mesmo nome, as celebrações judaica e cristã têm significados distintos e não ocorrem necessariamente em datas coincidentes, embora isso possa ocorrer. Em 2015, o período de Pessach será do dia 4 ao dia 10 de abril, e a Páscoa cristã será no dia 5 de abril.
 
 
SOBRE COELHINHOS E OVOS DE CHOCOLATE
Esse processo de instituição de comemoração da Páscoa também assimilou vários mitos do norte da Europa, como o mito da deusa germânica Ostara, com o qual estão relacionados os símbolos dos ovos e do coelho,  no Brasil e grande parte do mundo ocidental, e em função do qual  se perpetua a tradição de presentear com ovos e coelhos (principalmente de chocolate). O coelho da Páscoa tornou-se um forte símbolo da Páscoa cristã e, embora não coloque ovos, pois é um mamífero, é acompanhado por ovos de chocolate. 
O coelho, aliás, é reconhecido como um agente de renovação por várias culturas: na tradição japonesa, por exemplo, está associado ao Ano Novo; na Grécia, era associado à deusa Afrodite e presentear com um coelho era sinal de amor, no séc. VI a.c.**. Essas associações referem-se claramente à fertilidade, pois os coelhos reproduzem com muita velocidade.
O ovo, símbolo antigo de “vida nova” sempre foi associado a festas pagãs de celebração da primavera.Do ponto de vista cristão, representa a ressurreição. A decoração de ovos de galinha, com tintas coloridas e desenhos delicados, aparece já no séc. 13, e uma das explicações para a tradição é a de que era proibido comer ovos na Quaresma, portanto as pessoas os pintavam e decoravam, nos dias de penitência e jejum, para comê-los na celebração da Páscoa. 
Na Rússia, ovos de joalheria passaram a ser produzidos por Peter Carl Fabergé, a partir de uma encomenda, em 1885, pelo czar Alexandre III, como um presente de Páscoa para sua esposa Maria Feodorovna. Por fora, parecia um simples ovo de ouro esmaltado, mas ao abri-lo, havia uma gema de ouro contendo uma galinha, que por sua vez continha um pingente de rubi e uma réplica em diamante da coroa imperial. Esses ovos são verdadeiras relíquias e foram produzidos até 1917, para os czares da Rússia. 
Já os atuais ovos de chocolate, mais populares, são resultado do desenvolvimento da culinária e, antes disso, da descoberta do continente americano, já que, ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação do chocolate no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História, que permanecem até hoje como o principal símbolo da Páscoa.
 
referências:
http://super.abril.com.br/religiao/qual-relacao-pascoa-judaica-crista-444446.shtml
http://www.bbc.co.uk/print/schools/religion/judaism/passover.shtml

http://www.history.com/topics/holidays/easter-symbols
http://german.about.com/gi/o.htm?zi=1/XJ&zTi=1&sdn=german&cdn=education&tm=21&f=10&su=p284.13.342.ip_&tt=2&bt=0&bts=0&zu=http%3A//www.osterhasenmuseum.de/
http://german.about.com/od/holidaysfolkcustoms/a/German-Easter-Traditions.htm
http://www.bbc.co.uk/print/schools/religion/christianity/easter.shtml
http://www.brasilescola.com/pascoa/a-origem-ovo-pascoa.htm
 
*O Primeiro Concílio de Niceia foi um conselho de bispos cristãos reunidos na cidade de Niceia da Bitínia (atual İznik, Turquia), pelo imperador romano Constantino I, em 325 d.C.. Foi a primeira tentativa de obter um consenso na igreja, através de uma assembleia representando toda a cristandade. Entre outros assuntos, se fixou ali a data da Páscoa.
 
** O Livro dos Símbolos - Reflexões sobre imagens arquetípicas, Editora Taschen GmbH, Colônia, Alemanha, 2010

12
março
2015
HOJE FAZEMOS ANIVERSÁRIO.
SÁBADO, 14/03/2015, TEM COMEMORAÇÃO
postado sob Ítaca

VEJA A PROGRAMAÇÃO DO SÁBADO, 14/março:

O evento incluirá  apresentações para todos da comunidade Ítaca  (crianças, adolescentes e adultos).

• das 11h00 às 11h50 – espetáculo com o Mágico Ed.

• das 11h50 às 12h10 – apresentaçăo de chorinhos pelo músico Joăo Baptista Pires Neto (pai de alunas do Ítaca)

• das 12h10 às 13h  – show de blues com o grupo Marcio Pignatari e os Takeus.

6
março
2015
Porque um dia para as mulheres?

O Dia Internacional da Mulher aparece no início do sec XX, como decorrência da e turbulência social e expansão industrial, crescimento populacional e advento de radicalismos ideológicos. 

1908
a opressão social e desigualdade levou as mulheres a debaterem e questionarem sua condição e assumirem papéis ativos de transformação. Em 1908, 15.000 mulheres protestaram em Nova Iorque reivindicando redução da jornada de trabalho, melhores salários e direito ao voto.

1909
O Partido Socialista norte americano cria o primeiro Dia Nacional da Mulher, em 28 de fevereiro. As mulheres norte americanas continuam celebrando o Dia Nacional, até 1913, no último domingo de fevereiro. 

1910
A Segunda Conferência Internacional das Mulheres Trabalhadoras acontece em Copenhagen, Dinamarca. Clara Zetkin, líder das mulheres do Partido Democrático alemão, lança a ideia do Dia Internacional da Mulher (DIM), para enfatizar as demandas femininas. A conferência, que reuniu 100 mulheres de 17 países representando sindicatos, partidos socialistas, clubes de mulheres trabalhadoras e incluindo as 3 primeiras mulheres eleitas no Parlamento Finlandês, aprovou a ideia da criação do DIM, por unanimidade. 

1911
Cumprindo a resolução de Copenhagen, em 1911 o Dia Internacional da Mulher foi comemorado pela primeira vez na Austria, Dinamarca, Alemanha e Suiça, em 19 de março. Mais de 1 milhão de mulheres e homens participaram das atividades do DIM, em campanhas pelo direito da mulher ao trabalho, voto, educação, ocupação de cargos públicos e contra a sua discriminação social.
No entanto, menos de uma semana depois, em 25 de março, mais de 140 mulheres trabalhadoras, a maioria de imigrantes italianas e judias, foram assassinadas em Nova Iorque, no evento chamado 'Triangle Fire’***. Esse episódio chamou mais atenção ainda sobre as condições legais e de trabalho das mulheres, foco principal das subsequentes comemorações do DIM. 
 
1913-1914
Durante campanhas pela paz, no período da Primeira Guerra Mundial, mulheres russas comemoraram seu primeiro dia no último domingo de fevereiro, em 1913.
A partir desse ano, o DIM foi transferido para 8 de março, permanecendo a data até hoje.  Em 1914, as mulheres foram muito ativas em campanhas contra a guerra e expressando a solidariedade feminina.

1917
No último domingo de fevereiro, mulheres russas iniciaram uma greve para “pão e paz” em resposta à morte de mais de 2 milhões de soldados russos na guerra.
A greve persistiu até que o governo provisório concedeu o direito ao voto feminino. 
 
1918 - 1999
Desde a sua criação, no berço do movimento socialista, o Dia Internacional da Mulher cresceu e é reconhecido e celebrado. Por muitos anos, a ONU promoveu conferências em comemoração ao DIM, coordenando esforços em favor dos direitos das mulheres e de sua participação nos processos políticos, sociais e econômicos. 
Organizações de mulheres e governos de diversos países promovem eventos de grande escala no dia 8 de março, rememorando a necessidade de continuada vigilância e ação pela garantia da igualdade de oportunidades para as mulheres.

de 2000 em diante
o Dia Internacional da Mulher já é uma data oficial no Afeganistão, Armênia, Azerbadião, Bielorussia, Burkina Fasso, Camboja, China, Cuba, Georgia, Guiné-Bissau, Eritreia, Kazaquistão, Kyrgistão, Laos, Madagascar, Moldovia, Mongolia, Montenegro, Nepal, Russia, Tajikistão, Turkmenistão, Uganda, Ucrânia, Uzbekistão, Vietnam e Zambia. Pela tradição, os homens homenageiam suas mães, esposas, namoradas, colegas, etc, com flores e presentes, nessa data.  
O novo milênio testemunhou mudanças significativas na mentalidade social e das mulheres em geral, em relação à igualdade de gêneros e emancipação feminina.Há que se reconhecer melhorias: mulheres já são astronautas, presidentes, universitárias em maior número, têm maior liberdade para o trabalho e escolhas de vida.

Mas, infelizmente, as mulheres ainda não são pagas igualmente ao realizarem os mesmos trabalhos que os homens, não estão em mesmo número que os homens nos negócios e na política e, globalmente, estão em desvantagem em relação à educação e saúde, além de ainda serem vítimas de violência.
Anualmente, no dia 8 de março, milhares de eventos acontecem pelo mundo, inspirando as mulheres a continuar suas lutas e a celebrar suas conquistas.

São jornadas políticas, conferências, atividades governamentais, atividades culturais, tais como, shows, performances teatrais, etc.

Fique atento para a programação perto de você. Vale a pena se informar e participar!

 

***O incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist em Nova Iorque a 25 de Março de 1911 foi um grande desastre industrial que causou a morte de mais de uma centena de pessoas. Este incêndio iria contribuir para a especificação de critérios rigorosos sobre as condições de segurança no trabalho e para o crescimento dos sindicatos que despoletavam como consequência da revolução industrial.

 

veja mais, clicando nos itens abaixo:

Programação do mês de março, da Secretaria Municipal de Políticas para as mulheres
Ato no Recife e vigília no Sertão marcam dia de luta pelo direito das mulheres
Coletivos celebram Dia Internacional da Mulher com grafitti e lambes pelas ruas de SP
Pronunciamento de Dilma Roussef para o Dia da Mulher
Dia Internacional da Mulher: livros escritos por mulheres com até 60% de desconto​
Dia da Minissaia' alerta contra o assédio às mulheres no Rio
Cinemateca Brasileira promove sessão em homenagem ao Dia da Mulher​

Outras referências

http://www.internationalwomensday.com/about.asp#.VPmankJZ-lk
http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/8-marco-dia-internacional-mulher-genero-feminismo-537057.shtml
http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/parabens-pelo-seu-dia-mulher-uma-homenagem-do-machismo-2810.html
http://law2.umkc.edu/faculty/projects/ftrials/triangle/trianglevictims2.html
http://motherboard.vice.com/read/the-triangle-shirtwaist-factory-fire-of-1911-celebrating-100-years-of-the-8-hour-work-day

2
março
2015
MASP EM NOVA FASE
postado sob arquitetura, arte, cultura
cavaletes originais do Masp, desenhados por Lina Bo Bardi
Foto: Bob Wolfenson
Lina Bo Bardi na obra do Masp

O Museu de Arte de São Paulo - MASP, é considerado o mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul.
 
O próprio edifício-sede do museu, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, é um ícone da cidade de São Paulo. A obra é de autoria de Lina Bo Bardi (Roma, 1914 –São Paulo, 1991), cujos 100 anos do nascimento foram comemorados em 2014, com várias homenagens. 
 
Além de museu, o MASP é um centro cultural que proporciona diversas atividades ao público, como escola de arte, ateliês, espetáculos de dança, música e teatro, palestras e debates, cursos para professores, entre outras tantas atividades realizadas durante todo o ano. 
 
Seu acervo possui cerca de 8.000 peças, contendo obras importantes da pintura ocidental, do século XIII aos dias de hoje, de artistas como Rafael, Mantegna e Botticceli – da escola italiana – e Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall – da chamada Escola de Paris.
 
Além das escolas italiana e francesa, possui grande coleção de pinturas da escola portuguesa, espanhola e flamenga, além de artistas ingleses e latino-americanos, como Diego Rivera. 
 
Artistas brasileiros importantíssimos estão também presentes na coleção: Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior.
 
Nas esculturas, destacam-se os mármores da deusa grega Higeia, do século IV a.C., e a coleção de 73 esculturas de Degas, que só podem ser vistas integralmente no MASP, no Metropolitan Museum de Nova York, ou no Museu D`Orsay, em Paris. Também destacam-se os bronzes de Rodin, as peças de Ernesto di Fiori e Victor Brecheret, entre outros. 
 
Coleções de gravuras, fotografias, desenhos, arqueologia, maiólicas, tapeçaria e artes decorativas europeias, além de uma grande coleção de peças kitsch, também fazem parte do acervo do museu. 
 
A convite do Museu d`Orsay, de Paris, o MASP integra o “Clube dos 19”, do qual participam apenas os museus que possuem os acervos de arte europeia mais representativos do século XIX, como o próprio d´Orsay; o Metropolitan Museum, de Nova York; The Art Institute of Chicago; o Museum of Fine Arts, de Boston; o Van Gogh Museum, de Amsterdã; a Kunstaus, de Zurique; o Hermitage, de St. Petersburg; a Galleria Nazionale d´Arte Moderna, de Roma, e a National Gallery e aTate Gallery, de Londres. 
 
Em novembro de 2014, Adriano Pedrosa assumiu como diretor artístico da instituição e a primeira mostra – MASP em processo - promovida sob sua curadoria pretende revelar um museu que estava escondido do público. Segundo Pedrosa: “O redescobrimento ou arqueologia da arquitetura é um aspecto central da MASP em processo. Inaugurado em 1968, nosso edifício, de Lina, é o mais precioso e singular item de nosso acervo. Nos últimos anos, ele foi alterado para adaptar-se às demandas das exposições e dos fluxos. O MASP ganhou camadas de arquitetura temporária que se engessaram com o passar dos anos. Durante o MASP em processo, algumas camadas serão desnudadas com o objetivo de revelar as configurações originais dos espaços. Numa segunda etapa, outras áreas do museu serão revistas e reconsideradas”.
 
No primeiro andar, a MASP em processo exibe obras que não são expostas ao público com frequência, trazendo à luz e arejando acervos de diferentes épocas e territórios, mesclando cronologias e gêneros. A sala volta a ser ampla e livre de paredes internas. Não por acaso o emblema desse processo é a escultura Ar-cartilha do superlativo, de Rubens Gerchman.”
 
No subsolo, as paredes estão sendo retiradas, as vitrines por muito tempo escondidas voltam a ser reveladas, e todo o espaço ganhará nova luz. Pedrosa explica que pretende voltar à experiência descrita pelo arquiteto Marcelo Ferraz, que trabalhou com Lina: “Ao descermos ao subsolo, como em uma estação de metrô, em vez da escuridão, da falta de ar, encontramos a luz, cristalina, filtrada pelo verde das floreiras, e a vista livre sobre o vale.”
— É uma mostra experimental, um olhar para dentro de si próprio e, ao mesmo tempo, a busca por uma relação que não intimide o público. O Masp era uma instituição muito opaca, fechada, como são os museus de coleções clássicas. É interessante constatar que os princípios arquitetônicos do prédio são de transparência — diz o curador.
A volta dos icônicos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi para expor a coleção permanente, no segundo andar, está programada para o segundo semestre de 2015.
 
 
Serviço
Até 12 de março
Masp
Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3251 5644
 
• Horários: Terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30). Quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até as 19h30).
• Ingressos: R$ 25,00 (entrada) e R$ 12,00 (meia-entrada). O ingresso dá direito a visitar todas as exposições que estiverem em cartaz no dia da visita. Menores de 10 anos não pagam. Estudantes, professores e maiores de 60 anos e aposentados pagam R$ 12,00 (meia-entrada). Aceitamos todos os cartões de crédito. Vale Cultura é bem-vindo.
 
Referências:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=177&periodo_menu
http://masp.art.br/masp2010/sobre_masp_historico.php
http://vejasp.abril.com.br/atracao/masp-em-processo
http://oglobo.globo.com/cultura/exposicao-no-masp-ilustra-processo-de-transicao-14889231

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