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28
maio
2015
bonecos, poesias, pedrinhas, brinquedos, livros!
postado sob arte, Ítaca, Literatura

“Os brinquedos de sensações fazem parte da natureza humana. Já os brinquedos invisíveis são aqueles que estão diante dos nossos olhos, mas só encontramos com atenção e observação.”

Mãe de ex-alunos do Ítaca, a artista plástica e educadora paulistana Selma Maria Kuasne coleciona bonecos, poesias, pedrinhas e brinquedos -visíveis e invisíveis. Sua pesquisa sobre a cultura da infância longe dos centros urbanos chegou até o sertão de Minas Gerais, onde cresceu o escritor Guimarães Rosa (1908 - 1967), nas cidades de Codisburgo, Morro da Garça e Três Marias.

Selma Maria, é arte-educadora, escritora e artista plástica. Trabalha no educativo do Museu da Casa Brasileira, onde atua com várias instituições de ensino, entre elas a Fundação Casa.

Tem dez livros infanto-juvenis publicados no Brasil que ganharam editais federais PNBE, PNAIC  e estaduais PROAC.

Faz palestras, dá cursos sobre poesia e o brincar na infância de vários países.

Vejam entrevista e mais: 
http://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/selmamaria/
http://www.bloguito.com.br/divertido-bate-papo-com-a-escritora-selma-maria
https://www.facebook.com/selmamariak

 

27
maio
2015
Quando lá não é tão diferente de cá…
postado sob cultura, história, Ítaca

Texto do Professor Cayo Candido Rosa (Estudos Áfricos EF2) publicado no blog do Estadão

Os olhares curiosos atravessavam os corredores: a mãe de uma aluna do sexto ano traria um conhecido para falar sobre sua cultura. A notícia já havia sido anunciada semanas antes, porém um feriado prolongado e a avalanche de tarefas acumuladas fizeram com que boa parte das crianças se esquecessem de que, naquela manhã de quinta-feira, horário reservado para as aulas de Estudos Áfricos, Timóteo Daco daria uma palestra sobre seu país de origem, Moçambique.

O despertar da memória se misturava ao despertar do interesse, à medida que os alunos pegavam cadernos, lápis e canetas multicoloridas, além de uma atividade já feita sobre o país africano. “Então foi por isso que fizemos a pesquisa sobre Moçambique?”.

Ainda que bem feita, a pesquisa fria, distanciada e, até mesmo, factual jamais substituiria o encontro com Timóteo, que falou de sua terra natal e de seu passado, suas línguas, seus ícones, símbolos culturais e identidades, sempre com muita saudade, palavra comum ao português falado tanto aqui quanto lá, além, é claro, de outras 41 línguas reconhecidas (e a linguagem de sinais) como o BiTonga e o EChuwabodialetos antes proibidos sob a obrigação da língua oficial do colonizador e agora aceitos e perpetuados.

Daco falou não só sobre figuras políticas do passado de Moçambique, mas também de personalidades artísticas como o recentemente falecido escultor Naftal Langa e o premiado escritor Mia Couto. Explicou sobre as diferenças das escolas no campo e na cidade, falou das belas cidades litorâneas, baseadas em turismo, destacou pratos da culinária típica moçambicana como o matapa, feito na folha de mandioca e acompanhado de molho à base de leite de coco e amendoim pilado, e contou a história da capulana, tecido de origem asiática muito usado em seu país como lenço para cobrir o cabelo, toalha de piquenique ou, até, como uma bolsa para carregar um bebê no colo ou nas costas.

Ao final, as questões  desprovidas de preconceito e recheadas de inocência deram a Timóteo mais uma oportunidade de mostrar para as crianças que Moçambique, como qualquer outro país, não é tão diferente assim do Brasil e que, como toda nação, é povoado de riquezas culturais, símbolos nacionais e, obviamente, contradições.

“Qual o seu esporte favorito?”

“Do que você sente falta?”

“Fale mais sobre a comida!”

“Como é a vida lá?”

A essas e a muitas outras perguntas ele respondeu com seu sotaque típico do “português de Portugal” – “Ora, depende… em geral as pessoas acordam, tomam café, vão ao trabalho ou à escola…” -, fazendo com que as crianças rissem em vários momentos, quando se identificavam com a mesma rotina nos dois países.

Fruto de um desejo de estudar de modo mais aprofundado a História e a Cultura afro-brasileiras, a disciplina Estudos Áfricos, incorporada ao currículo do Colégio Ítaca há quase dez anos, busca também desmistificar a ideia do continente africano como um bloco único, banhado de estereótipos e visões acríticas (a esse respeito ver Lei federal nº 10.639/03).

Atividades como a palestra de Timóteo Daco aproximam os alunos de uma realidade que já está muito mais próxima a eles do que imaginam, e a troca cultural – seja entre os dois países ou, mesmo, nesse breve encontro entre os alunos do sexto ano e um visitante moçambicano – enriquece o amadurecimento crítico de cada um, ao ver e compreender o outro em si mesmo.

“Do que você brincava quando era criança?” 

“Nadávamos num rio, sem medo, mesmo que cheio de crocodilos”, - respondeu Timóteo, sem especificar se brincava ou falava sério, deixando que os alunos levassem com eles o benefício da dúvida.

18
maio
2015
Quando o desperdício vira boa comida!

Dois colegas, Dorival Neto e Felipe Nava, tiveram uma grande ideia: aproveitar a tendência dos Food Trucks e criar um caminhão que arrecada sobras de alimentos e com elas criam-se novos pratos, para serem distribuídos aos moradores de rua.  A agência de publicidade Africa Rio, em parceria com a ONG brasileira Make Them Smile e a Truckvan(empresa que adapta caminhões) desenvolveu o projeto, que se chama Feed Truck. 
 
Durante um mês, foram recolhidos alimentos que seriam jogados fora e chefs voluntários prepararam refeições dentro do próprio food truck. As “quentinhas” foram entregues nas ruas do Rio de Janeiro (Copacabana e Centro) e aproximadamente 2 mil refeições já foram distribuídas com mais de uma tonelada de sobras de alimentos.

Os número são alarmantes: segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 40 mil toneladas de alimentos são desperdiçados por dia no Brasil.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), alerta para o fato de que o desperdício de alimentos causa diversos impactos ambientais, pois para produzir frutas e legumes é necessário usar muita água e terra, que, ao longo do processo de produção e preparo, emitem toneladas de gases de efeito estufa para a atmosfera, impactando diretamente no clima.

É necessário trabalhar para que iniciativas como essa (que teve um piloto de 1 mês no Rio) sejam replicadas e multiplicadas!


referências:

http://www.hypeness.com.br/2015/04/food-truck-transforma-alimentos-que-iriam-pro-lixo-em-refeicoes-pra-quem-precisa/
http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6667
https://razoesparaacreditar.com/empreender/nesse-food-truck-eles-pegam-alimentos-que-iriam-para-o-lixo-e-transformam-em-refeicoes-para-moradores-de-rua/
http://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/O-Programa/noticia/2015/04/food-truck-diferente-alimenta-moradores-de-rua-com-pratos-elaborados-por-chefs.html

 


 

 

9
maio
2015
Dia das mães: Quem criou esse dia???
postado sob cultura, história
mãe Guajajara e seu filho

Desde a Idade Antiga há relatos de rituais e festivais em torno de figuras mitológicas maternas e de fenômenos como a fertilidade. 

Na Grécia e Roma antigas, por exemplo, celebravam-se as festas das deusas Rhea e Cybele. 

Na Idade Média, havia também muitas referências à figura da mãe, sobretudo no simbolismo judaico-cristão, com as figuras de Eva e Maria e os cristãos passaram a celebrar festividades para as mães, em diversas partes da Europa. Eram festas religiosas, na verdade um serviço especial celebrado com os fiéis, na paróquia de sua vizinhança.  Com o passar do tempo, a comemoração foi se consolidando e o hábito de presentear as mães com flores virou tradição.

As raízes americanas do Dia das Mães datam do século 19, na década de 1860, quando Ann Reeves Jarvis, da West Virginia, ajudou a instaurar os  “Mothers’ Day Work Clubs” para ensinar as mulheres do local a cuidarem de suas crianças adequadamente.

Outro movimento precursor dessa data veio da abolicionista e defensora do sufrágio universal Julia Ward Howe. Em 1870, ela escreveu a Proclamação do Dia das Mães, uma chamada para que as mães promovessem a paz mundial. In 1873 Julia fez uma campanha para o “Dia das mães pela Paz”, a ser celebrado todos os anos, no dia 2 de junho. Outra pioneira americana foi Juliet Calhoun Blakely, ativista que inspirou o Dia das Mães em Albion, Michigan, na década de 1870. 

Enfim, várias iniciativas pipocaram pelos Estados Unidos até a criação do Dia das Mães como conhecemos hoje.

Mas foi apenas no início do século XX que as mães passaram a ter um dia oficial para serem homenageadas. A escolha da data (todo segundo domingo de maio) remete à história da americana Anna Jarvis.

Anna perdeu sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em maio de 1905, na cidade de Grafton, na Virgínia Ocidental, EUA. Com essa perda e dor, Anne decidiu organizar com a ajuda de outras moças um dia especial para homenagear todas as mães e para ensinar as crianças a importância da figura materna.

Em 10 de maio de 1908, o grupo de Anne conseguiu celebrar um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista Andrews, em Grafton. A repercussão do tema do culto logo chamou atenção de líderes locais e do então governador do estado de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock. Glassock definiu a data de 26 de abril de 1910 como o dia oficial dessa comemoração.

Logo a repercussão da celebração oficial em âmbito estadual alastrou-se para outras regiões dos Estados Unidos e foi adotada também por outros governadores. Por fim, no ano de 1914, o então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, propôs que o dia nacional das mães fosse comemorado em todo segundo domingo de maio. A decisão de Wilson foi tomada a partir de sugestão da própria Anna Jarvis, que ficou internacionalmente conhecida como patrona da data.

Em muitas ocasiões, o dia teve um forte cunho político e feminista. Em 1968, por exemplo, Coretta Scott King, esposa de Martin Luther King Jr., fez uso do Dia das Mães para organizar uma passeata em favor das mulheres e crianças desprivilegiadas. Em 1970, grupos de mulheres americanas também se utilizaram da data para chamar atenção em favor da igualdade de direitos e acesso a creches e escolas. Hoje em dia, cada vez mais, o Dia das Mães tem sido usado para fins comerciais.

No Brasil e no Mundo

Existem várias outras versões outras do Dia das Mães pelo mundo. Na Tailândia, por exemplo, o Dia das Mães é celebrado em agosto, na data de aniversário da rainha Sirikit. Em outra versão, na Etiópia, as famílias se encontram para cantar e comer, em um grande festival chamado Antrosht, celebrado por vários dias, em torno da homenagem à maternidade. 

No caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio.
 

referências:

http://www.history.com/topics/holidays/mothers-day
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-das-maes.htm
http://ethiopianties.blogspot.com.br/2011/05/mothers-days-antrosht-comes-after-rains.html
http://blue-charcoal.com/mothers-day-history/
http://www.speakingtree.in/blog/10-mothersday-customs-from-around-the-world/?track=cntshtw
http://www.juliawardhowe.org​

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