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28
novembro
2015
COP 21 - do que se trata?
O músico, poeta e compositor Arnaldo Antunes na Mobilização Mundial pelo Clima! Um dia antes da maior conferência sobre mudanças climáticas da ONU, milhares de pessoas ao redor do mundo vão às ruas em

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (do original em inglês United Nations Framework Convention on Climate Change - UNFCCC) foi elaborada durante a Rio-92 (ou Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Também conhecida como Cúpula da Terra, reuniu mais de 100 chefes de Estado, no Rio de Janeiro, em 1992, para debater formas de desenvolvimento sustentável, um conceito relativamente novo à época). Entrando em vigor em março de 1994, essa Convenção reconhece que o sistema climático é um recurso compartilhado, planetário, cuja estabilidade pode ser afetada por atividades humanas – industriais, agrícolas e desmatamento – que liberam dióxido de carbono e outros gases – chamados gases de efeito estufa - que aquecem a Terra. 

A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção e reúne regularmente os países que assinaram e ratificaram a Convenção e o Protocolo de Kyoto*. Os países-membros já se reuniram 20 vezes até hoje,em conferências em Berlim, Genebra, Kyioto, Buenos Aires, Bonn, Haia e Bonn, Marrakech, Nova Déli, Milão, Buenos Aires, Montreal, Nairóbi, Bali, Poznan, Copenhague, Cancún, Durban, Doha, Varsóvia, Lima.

A falta de vontade política dos países-membros da UNFCCC, especialmente dos países desenvolvidos, para enfrentar a fundo os problemas que provocam e provêm da crise climática, fez com que, depois de mais de 20 anos de negociações, pouco tenha sido feito. A partir do próximo dia 29 de novembro, os 196 países-membros irão se reunir em Paris, para buscar um consenso sobre o rumo da Rio92 e para assinar um novo acordo global, que possa substituir o único instrumento legal da Convenção, o Protocolo de Kyoto, que expirava em 2012 e foi estendido até que se chegasse a um novo acordo.

Até agora, cada um dos países-membros apresentou uma lista de metas, as chamadas INDCs, a serem alcançadas para reduzir as emissões e evitar que a temperatura global aumente mais que de 2 graus Celsius até o final do século XXI. O Brasil é um desses países e apresenta as seguintes intenções: reduzir 43% das emissões até 2030; 45% de energias renováveis na matriz energética do país; reflorestamento de doze milhões de hectares, com espécies nativas e exóticas e, ainda, zerar o desmatamento ilegal na Amazônia.

Mesmo com as metas apresentadas até agora pelos países, estamos bem longe de frear o aquecimento da Terra. Se não se brecar o aquecimento, haverá gravíssimas consequências: secas, perda de lavouras, aumento da fome e da pobreza extrema, catástrofes, inundações de áreas costeiras e até migrações forçadas de populações… Apesar dos atentados terroristas em Paris, neste mês, as autoridades francesas garantem medidas de segurança mais fortes (e cancelamento de festas, shows e passeatas), para que a COP seja realizada.

 

A Mobilização Mundial pelo Clima e a sociedade civil brasileira

No dia 29 de novembro, acontecerá a Mobilização Mundial pelo Clima, em várias capitais ao redor do globo! Uma grande marcha  ocorrerá em São Paulo, na Avenida Paulista, em frente ao MASP. Veja a programação no site www.mobilizacaopeloclima.com.br : São Paulo, 29 de novembro, a partir das 11h da manhã!

https://www.facebook.com/mobclimasp/
http://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/campanha-leva-mensagem-da-terra-para-cop-21
http://www.socioambiental.org/pt-br/cop-21
http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-grri/entenda-a-cop-21-e-as-disputas-em-jogo-5188.html
http://www.ebc.com.br/noticias/meio-ambiente/2015/09/entenda-o-indc-brasileiro-que-sera-apresentado-na-cop-21-em-dezembro
http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11915:contribuicao-brasil-indc-27-de-setembro&catid=43&lang=pt-BR&Itemid=478
http://mobilizacaopeloclima.com.br/participe/

 

 

*O Protocolo de Kyoto
Foi adotado na 3ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, realizada em Kyoto, no Japão, em dezembro de 1997. Entrou em vigor em fevereiro de 2005,definindo metas obrigatórias de redução nas emissões de gases de efeito estufa para 37 países industrializados e a União Europeia, que fazem parte do Anexo I da Convenção (nações desenvolvidas e do Leste Europeu). Estabeleceu que as emissões deveriam ser diminuídas em 5%, em média, entre 2008 e 2012, em comparação aos níveis de 1990. Os Estados Unidos não ratificaram o protocolo (veja os países que compõem o chamado Anexo I do Protocolo de Kyoto: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Bielo-Rússia, Bulgária, Canadá, Comunidade Europeia, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Federação Russa, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos. Os países que não fazem parte do Anexo I (países em desenvolvimento) são os que não se comprometeram com metas obrigatórias de redução de emissão.

 

15
novembro
2015
OBA!!!!!!!
postado sob Ciências, Ítaca

Recebemos os resultados da OBA e novamente fomos muito bem, em nível nacional.
 
Todos os alunos receberam os seus certificados de participação, como de costume.
 
Os alunos que receberam medalhas da OBA, segundo ranking de notas por faixa de medalha estabelecido pela OBA, foram:
 
EF1: Pedro Siqueira Noventa – medalha de bronze
 
EF2:  Guilherme Bolzan –  medalha de ouro
          Pedro Croso – medalha de prata
          Bruno Croso – medalha de prata
          Sebastião Froes Navarro  – medalha de bronze
 
EM: Vitor Fuks –  medalha de prata
 
Super resultados!!!!!

Para saber mais sobra as Olimpíadas:
http://www.oba.org.br/site/index.php

8
novembro
2015
A agroecologia e a produção de orgânicos
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
Feira Nacional da Reforma Agrária
Feira Nacional da Reforma Agrária
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
marcha das margaridas

o que é?
Agroecologia  é o estudo da agricultura na perspectiva ecológica. Aborda os processos agrícolas de maneira ampla, não apenas visando a maximizar a produção, mas também a otimizar o agroecossistema total - incluindo seus componentes socioculturais, econômicos, técnicos e ecológicos. Enfim, considera os ecossistemas agrícolas.
O termo agroecologia pode ser entendido como uma disciplina científica, uma prática agrícola e um movimento social e político.  É uma ciência que agrega conhecimentos de outras ciências, além de de saberes populares e tradicionais provenientes das experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas e camponesas.
Portanto, a base de conhecimento da agroecologia constitui-se mediante a sistematização e a consolidação de saberes e práticas (empíricos,tradicionais ou científicos), visando à agricultura que garantisse a preservação do solo, dos recursos hídricos, da vida silvestre e dos ecossistemas naturais, ao mesmo tempo que asseverasse a segurança alimentar.
 
A agroecologia no Brasil
O Brasil instituiu, em 2013, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), uma política pública do Governo Federal criada para ampliar e efetivar ações para orientar o desenvolvimento rural sustentável. 
Fruto de um intensivo debate e construção participativa, envolvendo diferentes órgãos do Governo e dos movimentos sociais do campo e da floresta, o PLANAPO é o principal instrumento de execução da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO). O plano busca integrar e qualificar na sua execução as diferentes políticas e programas coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, e com parcerias da Secretaria-Geral da Presidência da República; Ministério da Fazenda; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério do Meio Ambiente; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Ministério da Educação; Ministério da Saúde; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério da Pesca e Aquicultura.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países que utilizam agrotóxicos. Já ultrapassamos a marca de 1 milhão de toneladas por ano, mais de 5 kg de veneno agrícola por pessoa. A pulverização aérea, uma das principais responsáveis por esse dado, é uma das questões que terão atenção especial dentro do PRONARA (Programa Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos), fruto de uma solicitação das agricultoras familiares que já se mobilizam na Marcha das Margaridas  desde 2000.
O Governo tem metas para curto, médio e longo prazo a serem alcançadas com o programa, que anda junto com o PLANAPO, esperando a apresentação  dos primeiros resultados até o final de 2019.

Os benefícios para os agricultores que fazem a transição de um sistema convencional de produção para um com base agroecológica e orgânica são muitos. “Primeiro, é a saúde do próprio agricultor. Quando ele deixa de utilizar o agrotóxico, já é um ganho muito grande para ele e sua família. Outra vantagem é não contaminar o meio ambiente onde eles vivem. Se essa família deixa de utilizar o agrotóxico em sua propriedade, também vai gerar saúde para os vizinhos e para toda a comunidade. Outra questão importante é a saúde do alimento que ele vai vender. Dessa forma, a relação do agricultor com o consumidor será mais forte, porque o consumidor vai identificar que aquele produto é saudável, construindo uma ponte, uma relação de mercado muito grande”, afirma Cássio Trovatto, coordenador de Formação de Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário).
 
 
1° Feira Nacional da Reforma Agrária 
De 22 a 25 de outubro de 2015, o Parque da Água Branca abrigou  a 1° Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra).
Foram quatro dias em que 800 feirantes acampados e assentados de 23 estados, mais o Distrito Federal, reuniram-se para mostrar e comercializar os produtos vindos das áreas de assentamentos da Reforma Agrária. 
 
Ao todo, foram vendidas 220 toneladas de produtos espalhados em 800 itens de 80 cooperativas e associações. Cerca de 150 mil pessoas passarampor lá, durante os quatro dias de evento, segundo a direção do Parque da Água Branca. A praça de alimentação contou com 15 cozinhas de todas as regiões do Brasil, onde foram servidas 10 mil refeições. 


A agricultura camponesa é hoje responsável por alimentar 70% da população brasileira:  
"O que a gente quer é  ter uma saúde melhor, por isso tomamos a decisão de produzir sem agrotóxico. Todo mundo trabalha, todo mundo divide. Foi na farinheira que formamos um coletivo de mulheres”. Marília Nunes, 19 anos, vinda do assentamento Palmares 2, em Paraupebas (PA). 
 
A feira surgiu como expressão da alternativa de consumo saudável e acessível, além de ser um instrumento de fortalecimento do diálogo entre campo e cidade.
Para Carla Guindadi do setor de produção do MST, o papel desempenhado pela Feira é o de trazer à tona o atual modelo agroexportador que afeta de maneira negativa toda a cadeia produtiva e de consumo. Carla relaciona a Reforma Agrária como mote para a produção de alimentos saudáveis no país:
“São Paulo é a maior cidade do Brasil, é o local onde o debate campo/cidade é mais evidente. Aqui é onde os dois modelos de disputa atuais - o modelo do agronegócio e o da agricultura camponesa -, estão mais visíveis. E fazer essa feira no Parque da Água Branca, espaço que já é conhecido na capital paulista pela cultura aos orgânicos, é também um espaço de diálogo com o público consumidor. É o momento de pautarmos as diferenças entre a produção saudável de alimentos, a produção orgânica e a produção fetichizada de alimentos pautada pelo agronegócio e dar visibilidade a essa produção que é invisibilizada pela grande imprensa. Não é todo mundo, por exemplo, que sabe que hoje a maior produção de arroz orgânico da América Latina pertence aos assentamentos da Reforma Agrária” , conclui.

Referências
https://www.facebook.com/events/1499754990323457/
http://www.mst.org.br/2015/10/25/a-feira-mostrou-a-sociedade-que-e-possivel-criarmos-um-novo-jeito-de-se-produzir-no-pais-afirma-dirigente-do-mst.html
http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/brasil-é-pioneiro-em-pol%C3%ADticas-de-agroecologia
http://kaosenlared.net/sao-paulo1-feira-nacional-da-reforma-agraria-entrevista-de-carla-guindani/
http://www.mda.gov.br/planapo/
http://www.namu.com.br/materias/brasil-lideranca-no-uso-de-agrotoxicos
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/brasil-e-o-pais-que-mais-consome-veneno-agricola-872141.shtml
http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/agricultura-mais-saudável-e-sem-agrotóxico

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