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27
abril
2016
HORTAS URBANAS COMUNITÁRIAS
agricultura urbana 1
ACESSE O MAPA NO: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=z_2HYVuSvyhE.kXAsDr51B2eQ&usp=sharing
do site: http://www.oeco.org.br/reportagens/27417-hortas-urbanas-uma-revolucao-gentil-e-organica/
imagem: https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

Você já deve ter visto ou ouvido falar de hortas urbanas comunitárias, mas talvez não saiba exatamente como funcionam. 
Praticantes da agricultura urbana geralmente são militantes que defendem uma produção de alimentos menos artificial (com menos pesticidas e adubos químicos) e mais participativa, que agregue a comunidade local, promova a educação ambiental e a alimentar. Afirmam também que as hortas urbanas comunitárias promovem o senso de cidadania na construção de cidades mais justas e sustentáveis, assumindo, então, “a responsabilidade de cultivar a vida nos espaços mortos da cidade e incentivando o compartilhamento equitativo do espaço público pelas pessoas”(veja o manifesto do grupo Cidades comestíveis). http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/

Programas da Prefeitura de São Paulo
A cidade de São Paulo possui um Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (PROAURP - Lei 13.727/04 e Decreto 45.665/04) que incentiva a criação de hortas comunitárias e hortas caseiras para autoconsumo. Esse programa é de responsabilidade da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Vale a pena dar uma lida na lei para saber dos seus direitos: http://bit.ly/1Bshi9p
- A Lei Municipal Nº 16.212, de 10.06.2015 possibilita que ocorra a gestão participativa de praças públicas por meio de comitês formados por moradores. A Lei cria diretrizes para que uma praça possa ter uma horta comunitária e envolve na gestão desses projetos, mais ativamente, a Subprefeitura, que deve ser contatada caso um grupo esteja interessado em constituir uma horta no espaço público.

Projeto Cidades Comestíveis
Cidades Comestíveis é um projeto de que visa a estimular uma rede colaborativa de compartilhamento de recursos, conhecimentos e trabalho entre pessoas interessadas em cultivar hortas comunitárias e caseiras. 
No site da instituição, há um mapa colaborativo, em que é possível indicar e encontrar terrenos ociosos e pessoas interessadas em trabalhar, buscando incentivar e facilitar o processo de criação e manutenção de hortas comunitárias. 
Além disso, o site oferece um guia com 10 passos para quem quer criar uma horta comunitária (http://www.cidadescomestiveis.org/projeto/#ten-steps).

Um mapa
O MudaSP disonibiliza um mapa na internet, com a localização de hortas comunitárias, feiras de produtos orgânicos e restaurantes: acesse aqui

Um manual grátis, online
Para ajudar aqueles que querem desenvolver um modo de vida mais sustentável nas cidades, o coletivo mexicano Azoteas Verdes, de Guadalajara, disponibiliza gratuitamente o Manual de Agricultura Urbana, que reúne importantes dicas para a manutenção de uma horta familiar, com base em conceitos de permacultura.
O objetivo é fortalecer a ideia de soberania alimentar - direito de um povo de determinar suas próprias políticas de produção e distribuição de alimentos. 
Entre os conteúdos, estão instruções para fazer uma composteira, como lidar com o lixo orgânico e como controlar as pragas sem usar pesticidas. O conteúdo está em espanhol.
https://blogdeazoteasverdes.files.wordpress.com/2012/10/manual-agricultura-urbana.pdf

Referências
https://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/manual-de-agricultura-urbana-promove-alimentacao-sustentavel-nas-grandes-cidades/
http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/
http://muda.org.br/index.html
https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

22
abril
2016
PESSACH - Páscoa
postado sob cultura, história

(baseado em texto de Jean-Yves Leloup*)

Pessach, correspondente judaico à Pácoa cristã, é a festa da liberdade.  Começa ao pôr do sol desta sexta-feira, 22 de abril, e termina ao anoitecer de sábado, 30 de abril.

Pessah, em hebraico, quer dizer passagem. A passagem, no rio, de uma margem à outra, a passagem de um pensamento a outro, a passagem de um estado de consciência a outro. A passagem de um modo de vida a um outro modo de vida. 

A vida é uma ponte e, como diziam os antigos, não se constrói o própria casa sobre uma ponte. Temos que manter, ao mesmo tempo, as duas margens do rio – a matéria e o espírito, o céu e a terra, o masculino e o feminino – e fazer a ponte entre essas nossas diferentes partes, entendendo que estamos de passagem.

Lembrando do caráter passageiro de nossa existência, da impermanência de todas as coisas, a Páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna.

É a passagem da escravidão para a liberdade, simbolizada pela migração dos hebreus, do Egito para a terra prometida.

Veja também nossa publicação em anos anteriores:
http://itaca.com.br/noticias/post/1859

 

* Jean-Yves Leloup é um escritor, teólogo e padre ortodoxo francês. Doutor em Psicologia, Filosofia e Teologia, aborda nos seus livros, conferências e seminários um aprofundamento dos textos sagrados, assim como uma abordagem e uma reflexão sobre a espiritualidade no cotidiano.

Perito em conferências, um dos mais solicitados no continente europeu, divulga por todos os recantos do Planeta suas idéias claramente holísticas. Ele é inclusive presidente da Universidade Holística Internacional de Paris, bem como orientador do Colégio Internacional dos Terapeutas. Leloup é considerado um dos filósofos mais consagrados dos nossos dias. Ele visita freqüentemente o Brasil, geralmente durante eventos produzidos pela Universidade da Paz – Unipaz.

12
abril
2016
Os mosaicos de Zeugma
localização da cidade de Zeugma

Três novos mosaicos foram descobertos na antiga cidade grega de Zeugma, localizada às margens do Rio Eufrates, na atual província de Gaziantep, sul da Turquia, segundo anunciou, no início do mês de novembro de 2015, Kutalmýþ Görkay, diretor do projeto de escavações e professor da Universidade de Ancara.

E, apesar de esses mosaicos datarem de aproximadamente 200 a.C., estão em ótimo estado de conservação.

A cidade grega, que se chamava Seleuceia, foi fundada por Seleucus, à beira do rio Eufrates, em aproximadamente 300 a.C.,  juntamente com a cidade de Apamea, na outra margem (esta em homenagem à sua esposa persa). Seleuceia tornou-se o principal ponto de cruzamento entre as 2 margens do rio, ligando a Anatólia à Mesopotâmia. Pela sua posição estratégica, tornou-se, ainda, centro da legião romana e importante cidade de fronteira entre Ocidente e Oriente. Supõe-se que foi cena de frequentes encontros interculturais, pelo que se encontrou em suas escavações. 

Mais tarde, no século 64 a.C., o Império Romano conquistou a região e renomeou a cidade como Zeugma, que significa “ponte”, em grego antigo.  Os romanos ocuparam Zeugma até 253 d.C., quando esta caiu em decadência, após ser saqueada e tomada pelo Império Sassânida, persa.

O sítio arqueológico, hoje território da Turquia, foi descoberto em 1970 pelo alemão Jorg Wagner, e as escavações começaram a tomar corpo, sob os auspícios do Ministério da Cultura da Turquia, nas décadas de 1980/90.

Mas foi apenas em 2.000, com a construção da barragem de Birecik, que inundaria grande parte da cidade antiga, que apelos internacionais levaram à mobilização do governo turco para um projeto arqueológico emergencial que pudesse salvar e restaurar parte da história da cidade: as escavações revelaram um conjunto de 2.000 a 3.000 casas bem conservadas.

Com recursos do Ministério da Cultura e da Packard Humanities Institute, uma equipe italiana de 100 arqueólogos e 25 restauradores trabalharam exaustivamente, sob temperaturas elevadas, retirando mosaicos e afrescos que foram transferidos para o Gaziantep Museum.  Na impossibilidade de retirar todos os mosaicos, alguns deles foram protegidos com camadas de argila e outros materiais semelhantes aos utilizados na época de sua construção, depois cobertos de areia, para continuarem conservados após o alagamento provocado pela barragem.

A partir de 2005, as escavações de Zeugma e a coordenação das pesquisas ficaram a cargo do Prof. Kutalmış Görkay, da Universidade de Ankara, Departamento de Arqueologia.

O professor Kutalmış revela o caráter dos mosaicos encontrados: “Eles eram um produto da imaginação do seu dono. Não eram simplesmente ‘escolhidos a partir de um catálogo’”, explica. “Eles pensavam em cenas específicas, a fim de criar uma impressão específica. Por exemplo, se você tivesse um nível intelectual para discutir literatura, então você podia selecionar uma cena como a das três musas”.

Veja alguns dos links abaixo, que permitem aprofundar sobre o assunto, além de acompanhar alguns lindos procedimentos de restauro.

http://zeugmaarchproject.com/index.php/english/zeugma

https://dailymedia.info/stunning-2200-year-old-mosaics-discovered-ancient-greek-city-2/

http://paleonerd.com.br/2015/07/19/mosaicos-romanos-encontrados-em-zeugma-turquia/

https://dailymedia.info/stunning-2200-year-old-mosaics-discovered-ancient-greek-city-2/

http://hypescience.com/mosaicos-de-2-000-anos-de-idade-sao-descobertos-na-turquia-antes-de-serem-perdidos-em-inundacao/

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