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25
maio
2016
Colhendo frutas nas ruas da cidade

agricultura urbana 2
reprodução: William Mur/Folhapress
Mapa das árvores frutíferas de Berlim

Pelo mundo afora, incluindo o Brasil, as pessoas começam a olhar para as ruas da cidade como extensão do próprio lar, como local de convivência coletiva, que deve ser apropriado por todos.

Em Berlim, Alemanha, andar pela cidade e colher frutas pela rua de graça já é algo bastante fácil. A oferta é grande, apesar de conter mais de três milhões de habitantes. Pensando nisso, um grupo criou uma plataforma que reúne todas as informações necessárias para quem busca por frutas nas ruas.
Por meio do site Mundraub, a população pode buscar por bairro e tipos de fruta. Também é usada para organizar colheitas coletivas. Como a plataforma é colaborativa, já foram inseridos no mapa árvores frutíferas de vários locais do mundo, inclusive do Brasil, confira aqui.

Um aplicativo para mapear frutas
Em Brasília, os universitários Adarley Grando, 22, Fábio Rezende, 25, e Vinícius Magalhães, 20, criaram o aplicativo Fruit Map. O programa mapeia as árvores frutíferas da cidade e funciona de maneira colaborativa. Os próprios usuários podem sinalizar onde estão as árvores, além de dizer se ela é de fácil ou difícil acesso, ou ainda se está em local público ou privado. Até o momento mais de 800 pessoas já baixaram o app e mais de 50 tipos de frutas já foram catalogadas.

Magalhães conta que a ideia surgiu durante um curso de programação, mas que sempre teve vontade de fazer um aplicativo do tipo, já que costuma procurar árvores frutíferas pela cidade. Vinícius afirma que o aplicativo está chegando a outras cidades e lembra que Brasil tem mais de 500 espécies de frutos e que ainda há muito trabalho pela frente. 
O crescimento tem sido meteórico: o Fruit Map foi lançado em junho de 2015, mas já rompeu as fronteiras do Distrito Federal e também do Brasil. Os criadores pretendem traduzir a plataforma para inglês, espanhol e alemão. Pretendem também aumentar o número de frutas catalogadas e oferecer informações sobre a época de cada fruta.

Nas ruas de São Paulo
Em São Paulo, desde 2009 há um mapa colaborativo de árvores frutíferas, idealizado pelo chef Isaac Akira que se chama Árvores frutíferas. O mapa tem mais de 350 indicações e qualquer um pode incluir um ponto.
Alguns usuários colaboradores também incluem detalhes sobre a quantidade e qualidade das frutas, o tamanho das copas e as condições das árvores.
Para conferir o mapa, clique aqui.

A prática de utilizar ingredientes colhidos em centros urbanos tem mais adeptos no mundo. Entre as iniciativas, está o trabalho de coletivos como o californiano Fallen Fruit e o Abundance London.
Os grupos mapeiam árvores, organizam caçadas de frutas e vegetais e promovem "geleiadas", convidando comunidades a fazer conservas, chutneys e geléias.

identificando frutas locais
Buscar frutas em espaços públicos pode ser também uma forma de descobrir espécies nativas. Hoje, entre as 20 frutas mais consumidas no país, segundo o IBGE, apenas três (maracujá, goiaba e abacaxi) são naturais do país.
"No começo do século 20, na rua Maranhão, em Higienópolis, existia a melancia do campo, fruta que já foi extinta. Essas histórias vão sendo esquecidas", diz o botânico e ambientalista Ricardo Cardim, fundador da Associação dos Amigos das Árvores.
Para quem quiser conhecer frutas nativas, Cardim indica passeios no Instituto Butantan e no parque do Jaraguá, onde se encontra cambucá (tipo de jabuticaba amarela) e cabeludinha (de casca aveludada, rica em vitamina C).
Na hora de colher frutas direto do pé na cidade, valem algumas precauções.
Segundo Aloisio Sampaio, professor de produção vegetal da Unesp, não há indícios de que a contaminação do solo se transfira para as frutas, como geralmente acontece com hortaliças.
Mas é bom evitar os frutos de regiões contaminadas (que abrigaram, por exemplo, depósitos de lixo ou fábricas, que deixam passivos no solo). E, por causa da poluição do ar que pode se alojar sobre a fruta, lave-a bem.

Referências:
http://www1.folha.uol.com.br/comida/2014/05/1457231-e-possivel-comer-fruta-no-pe-pelas-ruas-de-sao-paulo-descubra-onde.shtml
http://seacidadefossenossa.com.br/2015/11/moradores-de-berlim-mapeiam-arvores-frutiferas/
https://catracalivre.com.br/geral/dica-digital/indicacao/mapa-virtual-coletivo-reune-dados-sobre-arvores-frutiferas-de-sao-paulo/
http://seacidadefossenossa.com.br/2016/01/comer-fruta-direto-do-pe-em-sp/
http://saopaulosao.com.br/conteudos/causas/1302-guerrilla-grafters-quer-florestas-de-frutas-nas-ruas-de-são-francisco.html
http://noticias.r7.com/distrito-federal/aplicativo-mostra-onde-pegar-frutas-no-pe-pelas-ruas-de-brasilia-30122015

18
maio
2016
O "plástico verde”, biodegradável

Os plásticos utilizados atualmente em sacolas, brinquedos, mesas, utensílios domésticos, garrafas, embalagens e nos mais diversos produtos ao nosso redor são de origem fóssil, ou seja, eles são derivados do petróleo.
O petróleo bruto passa por um processo de destilação fracionada, nas refinarias, e produz várias frações. Algumas dessas frações, por sua vez, passam pelo processo de craqueamento, em que moléculas de hidrocarbonetos maiores são quebradas e originam moléculas menores. Esses hidrocarbonetos de cadeias carbônicas menores passam então por reações de polimerização que resultam nesses plásticos.

Com o polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) e com o polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) (esses são os memsos dos citados acima? Entraram de repente com outro nome. Seria interessante dizer: Por sua vez, há também os...., gerados por outro processo. Com eles são fabricados....) são fabricados inúmeros objetos, como garrafas de água, refrigerantes e sucos; toalhas de mesa, sacos plásticos, cortinas para banheiro, películas plásticas, embalagens de produtos farmacêuticos e de alimentos, revestimentos de fios, cabos, tubos, brinquedos e utensílios domésticos.
O problema é que esse plástico (o PEAD? O PEBD? O de cima é biodegradável? OU são os mesmos?)) não é biodegradável (não é degradado por micro-organismos, como fungos e bactérias) e acaba permanecendo no meio ambiente por décadas e até séculos, agravando ainda mais o problema de acúmulo de lixo e poluição da água, solo e ar. 

Além disso, a extração e exploração do petróleo também gera poluição e impactos ambientais.
Como é praticamente impossível pensar no desenvolvimento de nossa sociedade sem o uso de polímeros, há algum tempo pesquisam-se alternativas a esses (é isso??) plásticos de origem fóssil.

Plástico feito com cana-de-açúcar
Uma das soluções encontradas foi o plástico verde ou polietileno verde proveniente do etanol da cana-de-açúcar. Ele tem as mesmíssimas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações do polietileno comum, com a diferença de matéria-prima utilizada na sua produção, que, em vez de ser o petróleo, é a cana-de-açúcar.
O seu processo de produção, resumidamente, é o seguinte::
1- A cana-de-açúcar é colhida e levada para as usinas, onde passa pelo processo comum de produção de álcool.
2- O álcool produzido passa por um processo de desidratação para que se obtenha o eteno.
3- O eteno é polimerizado em unidades de produção do polietileno.
4- O polietileno verde é transformado nos produtos desejados, tais como filmes para fraldas descartáveis, brinquedos, tanques de combustível para veículos e recipientes para iogurtes, leite, xampu e detergentes.

Vantagens desse plástico verde:
• Ele é 100% reciclável;
• Sua fonte de matéria-prima (cana-de-açúcar) é renovável, ao contrário do petróleo, que é finito;
• Não contribui para o acréscimo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Esse gás é o principal causador do aquecimento global e é produzido pelos combustíveis fósseis. Já no caso do plástico verde, ele pode contribuir para a redução do aquecimento global, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar realizam fotossíntese, absorvendo o CO2 da atmosfera;
• Mesmo quando incinerado, o polietileno do etanol da cana-de-açúcar é praticamente neutro em relação ao CO2. Assim, depois de usados e descartados, esses plásticos podem ser incinerados para geração de energia, economizando no uso de combustíveis fósseis.

Desvantagens:
• o polietileno verde não é reciclável, mas pode ser classificado como um bioplástico, pois, de acordo com a definição da European Bioplastics Association, plásticos produzidos a partir de fontes renováveis e/ou plásticos biodegradáveis são classificados como bioplásticos ou biopolímeros.
• para produzir o plástico verde é necessário expandir a agricultura da cana-de-açúcar, o que poderia ocupar terras que seriam utilizadas para outras culturas, além do fato de que a cana-de-açúcar já é bastante utilizada para a produção de álcool e açúcar. Estimativas apontam que um hectare de cana-de-açúcar gera três toneladas de plástico verde.
A primeira empresa produtora desse plástico foi a Brasken. Segundo alguns produtores e estudiosos do caso, a produção de matéria-prima do plástico verde é favorável e não afeta a produção de açúcar ou etanol combustível. Acredita-se  também que o desenvolvimento de novas tecnologias pode auxiliar esse processo de produção.

Filme plástico comestível
Após vinte anos de muito trabalho, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação, de São Carlos (SP),  criaram um filme plástico biodegradável que também é comestível, podendo ser utilizado no preparo de alimentos. 
A película pode ser produzida a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica possibilita que outras opções sejam desenvolvidas.
 
A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e teve investimento de R$ 200 mil. Os trabalhos foram coordenados pelos pesquisadores Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.
O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima é composta por água, polpa de frutas e verduras  é transformada em uma pasta.
Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Vantagens da película biodegradável:
• é um plástico orgânico mais resistente e tão eficiente como os convencionais
• decompõe-se em até 90 dias e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto, sem causar impactos ao meio ambiente
•  possibilidade de reduzir o desperdício de alimentos, o que auxilia no aumento da produtividade, sem precisar aumentar áreas de plantio.
• tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, pois os pesquisadores adicionaram a ele quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas,  o que aumenta o tempo de conservação dos alimentos..
• é comestível, podendo ser utilizado como alimento: “As possibilidades de uso deste material são inúmeras. Na área de alimentação, você pode fazer sushis,  podendo usar como uma cobertura de uma outra comida ou algo que possa enrolar, como os Wraps – em que se pode fazer um enroladinho com este filme comestível, como um temaki, por exemplo, já que pode-se comê-lo como a alga nori que é usada no sushi”, explica Marconsini

Desvantagens:
• é sensível à umidade, precisa estar em um ambiente seco, então pode-se usá-lo para embalar alimentos secos como frutas, hortaliças, bolachas, pães.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação a fim de demonstrar interesse na inovação.
Diversas pesquisas, com matéria-prima de origem variada, estão sendo feitas no sentido de encontrar melhores soluções para o plástico ecológico ou orgânico. A produção desse material ainda é bem limitada e dirigida basicamente para a área médica.  Alguns problemas devem ser sanados para a sua viabilidade econômica (o processo é muito caro) e ambiental (uso de grandes áreas de plantação, no caso da cana-de-açúcar).

Mas a preocupação e o investimento nessa direção prometem um grande ganho ambiental para o planeta.

Saiba mais:
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/plastico-verde.htm
http://diarioverde.com.br/2016/04/22/pesquisadores-da-embrapa-criam-plastico-oganico-comestivel-11/
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/01/pesquisadores-brasileiros-criam-plastico-comestivel-que-nao-vira-lixo.html

10
maio
2016
Matisse inspira comunicação visual no Ítaca
postado sob arte, design, Ítaca
La Danse, uma das obras mais conhecidas de Matisse (1910)
Matisse já doente, trabalhando na cama

No começo do ano, os alunos, professores, pais e funcionários tiveram a surpresa de encontrar as novas classes do pátio, feitas em contêineres, envelopadas com imagens coloridas. A ideia foi de incorporar aquele espaço ao restante das reformas feitas na escola, com um ar mais agradável e compatível com a identidade do Ítaca.

O Estúdio Infinito, estúdio de comunicação visual e design gráfico que já faz há anos a comunicação visual do Colégio baseou-se nas colagens de Henri Matisse, criou imagens vetorizadas de alguns de seus recortes e recriou essas imagens digitalmente com distintas montagens e cores.  As composições se pautaram por representar, em faces diferentes das salas, a terra, o ar e a água. As impressões foram feitas em vinil adesivo e aplicadas sobre as faces. Veja as imagens abaixo.

 

o container antes do envelopamento
Em processo...
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Mais uma face desenhada
idem
Como ficou o corredor entre os 2 contêineres
Desenho da água
Desenho do ar

 

Quem foi Henri Matisse 
Henri-Émile Benoît Matisse foi um pintor, escultor e artista gráfico francês, nascido em 1869. Formou-se em Direito, em 1887, mas não exerceu a função. Aos 22 anos, mudou-se para Paris para estudar arte e matriculou-se na Academie Julian, onde foi aluno de William-Adolphe Bouguereau, e depois no ateliê do pintor Gustave Moreau.

Depois de anos de estudos, de 1900 a 1905, participou da mostra Salão dos Independentes e Salão de Outono, em Paris, e integrou o grupo dos pintores chamados fauvistas (entre eles, André Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy e Emile Othon Friesz).
O Fauvismo (do francês fauvisme, oriundo de les fauves, "as feras", como foram chamados seus pintores) foi uma escola que inovou na arte por não seguir os cânones impressionistas, utilizando cores vibrantes e livre tratamento da forma na representação do mundo, iniciando a redução da linguagem da pintura a seus meios de expressão essenciais: cor, forma e pincelada.  
Uma das obras mais conhecidas de Matisse desse período é a pintura “A Dança” (La danse).

Entre 1906 e 1912 empreendeu diversas viagens. Voltou da Argélia influenciado pelo uso decorativo da arte islâmica e introduziu o decorativismo na sua pintura. Viajou também para o Marrocos. 
A partir daí passou a ser um artista bastante divulgado e considerado e a influenciar a arte de seu tempo, com um estilo que se caracterizava pelo uso de cores em tonalidades fortes, mas ao mesmo tempo, combatida por uma parcela da burguesia francesa apreciadora de arte, que a consideravam como uma diluição da arte. Matisse criou um estilo simplificado em que o uso da cor chapada, sem nuances, é limitada pelo traço e desaparecem os volumes. 

Os "papiers collés” (papéis colados)
Em 1920 mudou-se para Nice, e passou a pintar quadros de grande riqueza cromática como na série das Odaliscas, em que aparecem mulheres semivestidas com roupas exóticas, em ambientes decorados, com flores. 
Em 1930 teve problemas de saúde, ficando proibido de usar tinta a óleo e passou a trabalhar com outros materiais como recortes de papel e carvão. Neste momento, seu trabalho torna-se cada vez gráfico.  Suas colagens, "papiers collés", ganham potência, como o que se vê nas ilustrações do livro Jazz (1947) e na série "Nu bleu" (1952), trabalhos que tornaram-se muito conhecidos.

A partir de 1941, vítima de câncer e depois de sofrer uma operação, passou depender de uma cadeira de rodas para se locomover.
Entre 1948 e 1951 dedicou-se ao projeto da capela do Rosário em Saint-Paul, perto de Vence, no sul da França, concebendo todos os detalhes, dos vitrais ao mobiliário. 
Com o agravamento de sua doença, vem a falecer em 3 de novembro de 1954, de ataque cardíaco, aos 84 anos de idade. 

Matisse tem exposição em Salvador
Coincidentemente, neste momento há uma exposição importante de Matisse no Brasil: “Henri Matisse – Jazz” chega a Salvador no dia 12 de maio de 2016, no Espaço Caixa Cultural Salvador, e fica até o dia 3 de julho, com acesso gratuito para todos os públicos. Serão exibidas 20 pranchas originais feitas especialmente para o livro Jazz, publicado em 1947.
A mostra expõe obras de arte do histórico livro Jazz, de Matisse, que foi veiculado em uma edição limitada, contendo reproduções de colagens coloridas, acompanhadas por pensamentos escritos do artista. 

Referências
http://www.henri-matisse.net
http://www.wikiart.org/en/henri-matisse/the-lute-1943
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/05/mostra-cultural-exibe-colagens-do-artista-henri-matisse-em-salvador.html
http://educacao.uol.com.br/biografias/henri-matisse.htm
http://www.moma.org/collection/artists/3832

4
maio
2016
CALENDÁRIOS DO VESTIBULAR 2017 DEFINIDOS
postado sob Ítaca, vestibular

Em reunião, USP, Unesp, Unicamp, Unifesp, ITA, PUC-SP, PUC-Campinas, Mackenzie, Famerp e Famema definiram as datas dos seus Vestibulares 2017 de modo a evitar a coincidência de datas e permitir que os vestibulandos possam participar de mais de um processo seletivo.

Veja abaixo os calendários da Fuvest, Unicamp e Unesp

FUVEST
A primeira fase da Fuvest ficou marcada para o dia 27 de novembro, com inscrições a serem realizadas entre os dias 19 de agosto e 8 de setembro de 2016. A segunda fase acontecerá entre os dias 8 e 10 de janeiro de 2017.
CALENDÁRIO FUVEST
Início das inscrições -19 de agosto
Último dia das inscrições - 8 de setembro
Prova da primeira fase - 27 de novembro
Provas da segunda fase - 8 a 10 de janeiro de 2017
 

UNICAMP 
As inscrições para o vestibular 2017 da UNICAMP terão início dia 1º de agosto e deverão ser feitas até dia 1º de setembro. 
O valor da taxa de inscrição ainda não foi definido. 
A primeira fase será realizada dia 20 de novembro e a segunda fase acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2017. Antes da primeira fase, haverá provas de Habilidades Específicas para candidatos aos cursos de Música (no período de 2 a 9 de setembro – Etapa I). Para os demais cursos que exigem provas específicas (Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança), as provas de Habilidades Específicas ocorrerão no período de 23 a 26 de janeiro de 2017. A primeira chamada será divulgada pela Comvest no dia 13 de fevereiro, para matrícula não presencial entre os dias 14 e 15 de fevereiro.
Isenções da Taxa de Inscrição
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) recebe até o dia 23 de maio, os pedidos de isenção da taxa de inscrição do Vestibular Unicamp 2017As inscrições para pedir a isenção devem ser realizadas exclusivamente pela internetna página da Comvest (www.comvest.unicamp.br). Para finalizar o processo de inscrição, o candidato deve enviar a documentação necessária (descrita no Edital), pelo correio, para a Comvest até o dia 24 de maio. A falta de qualquer documento e/ou o envio após o prazo excluem o candidato do processo. Todas as informações estão disponíveis na página da Comvest na internet.
CALENDÁRIO UNICAMP
• Inscrições e Pagamento da Taxa de Inscrição - 1/8 a 1/9/2016 
• Provas de Habilidades Específicas de Música:
Etapa I – 2 a 9/9/2016
Etapa II – 9 a 10/10/2017
• 1ª fase - 20/11/2016
• 2ª fase - 15, 16 e 17/1/2017
• Provas de Habilidades Específicas - 23 a 26/1/2017
• Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 13/2/2017
• Matrícula não presencial - 14 e 15/2/2017

 

UNESP  
O período de inscrições para a Universidade Estadual Paulista (Unesp) será de 12 de setembro a 10 de outubro. Antes deste período, a instituição divulgará as datas para pedidos de isenção e redução da taxa. 
O exame da primeira fase acontecerá no dia 13 de novembro, um domingo. Os candidatos habilitados e convocados para a segunda fase farão novas provas nos dias 18 e 19 de dezembro, um domingo e uma segunda. No ano passado, as provas foram aplicadas para 103.694 candidatos em 34 cidades, sendo 31 destas no Estado de São Paulo.
O resultado final da Unesp será divulgado em 3 de fevereiro de 2017. A Resolução deverá ser divulgada até julho, com todas as informações sobre cursos e vagas disponíveis para ingresso em 2017. Em 2016, a Unesp ofereceu 7.355 vagas em 176 cursos, disponíveis em 23 cidades. 
No Vestibular 2016, o Sistema de Reserva de Vagas para a Escola Básica Pública (SRVEBP) garantIu um mínimo de 35% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Isso ampliou a proporção destes alunos nos cursos da Unesp, que neste ano foi de 46,6% das vagas oferecidas.

 

1
maio
2016
Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador?

No Brasil e em vários países do mundo, o 1º de maio é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. Mas como isso começou?
 
Nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos, no final do século XVIII e durante o século XIX, salários baixos associados a jornadas de trabalho de até 17 horas eram comuns. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos. 
 
Com essas primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. No dia 1º de maio de de 1886, na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos), milhares de trabalhadores organizados foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas e exigir a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.
 
No mesmo dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e, até mesmo, mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. 
 
Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes, fato que gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. 
Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. 
 
Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.
 
Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que essa data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas (1930-1945), as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles, mas curiosamente não nos EUA, país onde sucederam os acontecimentos que o inspiraram.
 
Como é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história, muitos alegam que não deveria chamar-se Dia do Trabalho e sim Dia do Trabalhador.
 
 
Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:
 Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo, que deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)
Em 1º de maio de 1941, foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas especificamente às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
 


 Referências:

http://www.vermelho.org.br/1demaio/noticia.php?id_noticia=152845&id_secao=292
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_do_trabalho.htm
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-do-trabalho.htm
 

 

Bibliografia indicada:

• Os sentidos do trabalho
Autor: Antunes, Ricardo
Editora: Boitempo

• Da divisão do trabalho social
Autor: Durkheim, Émile
Editora: WMF Martins Fontes

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