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28
outubro
2016
O Ítaca tem 100% dos professores com formação específica

O Ítaca está entre as 32 escolas brasileiras que têm todas as disciplinas ministradas por professores com formação específica na área em que lecionam. Esses são dados de uma avaliação do Ensino Médio de 14.998 escolas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2015. No total, são 25 privadas e sete públicas.
Isso significa 0,21% das instituições analisadas, a partir de dados coletados no Enem do ano passado. 

No Ítaca, soma-se a isso o fato de que a massiva maioria dos professores têm títulos (ou estão em curso) de Mestrado, Doutorado ou Pós-doutorado, em suas áreas de estudo.

Logo abaixo nessa avaliação, o índice de professores formados em suas áreas é de 80%, numa grande diferença em relação às anteriores.
 
João Cardoso Palma Filho, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, reforça que há uma forte correlação entre a formação adequada do professor e o desempenho dos alunos. "Esse não é o único fator, mas é determinante. O professor é peça-chave. Apesar de todos os recursos que se têm na escola, de tecnologias a bibliotecas, se você não tem um bom professor, a coisa não anda", diz.
Para ele, os dados divulgados pelo Inep explicitam uma situação cotidiana nas escolas públicas: a falta de professores. "Nesse sistema, para se ter professores, o nível de exigência acaba sendo diminuído. Por outro lado, o professor que precisa ganhar um salário aceita dar aulas sobre um conteúdo para o qual ele não foi licenciado."
 
Veja quais são as escolas  a média geral no Enem das 32 escolas que têm todas disciplinas ministradas por professores com formação específica
 
1º - OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADO (São Paulo/SP)
Média: 751,29
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 41/ Alunos participantes: 41
Índice de permanência: De 60% a 80%
2º - ETAPA III COLEGIO (São Paulo/SP)
Média: 736,34
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 35/ Alunos participantes: 32
Índice de permanência: Menos de 20%
3º - ESCOLA PARQUE - BARRA (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 648,23
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 68/ Alunos participantes: 64
Índice de permanência: 80% ou mais
4º - SANTA CLARA COLÉGIO (São Paulo/SP)
Média: 629,88
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 74/ Alunos participantes: 71
Índice de permanência: 80% ou mais
5º - ITACA COLÉGIO (São Paulo/SP)
Média: 622,05
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 24/ Alunos participantes: 23
Índice de permanência: 80% ou mais
6º - OBJETIVO CENTRO INTERESCOLAR UNIDADE POMPEIA (São Paulo/SP)
Média: 616,06
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 94/ Alunos participantes: 81
Índice de permanência: De 60% a 80%
7º - RAINHA DA PAZ COLEGIO EIFM (São Paulo/SP)
Média: 613,32
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 72/ Alunos participantes: 65
Índice de permanência: 80% ou mais
8º - COLEGIO CURSO INTELLECTUS - UNIDADE MEIER (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 603,97
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 49/ Alunos participantes: 47
Índice de permanência: De 60% a 80%
9º - INTERESCOLAR OBJETIVO UNIDADE GRANJA VIANA CENTRO (Cotia/SP)
Média: 603,03
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 58/ Alunos participantes: 42
Índice de permanência: De 60% a 80%
10º - OBJETIVO CENTRO INTERESCOLAR UNIDADE VERGUEIRO (São Paulo/SP)
Média: 594,98
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 104/ Alunos participantes: 77
Índice de permanência: De 60% a 80%
11º - OBJETIVO COLÉGIO I UNIDADE PINHEIROS (São Paulo/SP)
Média: 593,09
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 56/ Alunos participantes: 41
Índice de permanência: De 40% a 60%
12º - COLÉGIO CURSO INTELLECTUS - UNIDADE OCEANICA (Niterói/RJ)
Média: 575,12
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 82/ Alunos participantes: 78
Índice de permanência: De 60% a 80%
13º - ESCOLA SESI HANS SCHLACHER DE ENSINO MÉDIO (Sabará/MG)
Média: 564,33
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 31/ Alunos participantes: 29
Índice de permanência: 80% ou mais
14º - SAO JOSE ESCOLA SALESIANA (Campinas/SP)
Média: 563,12
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 60/ Alunos participantes: 55
Índice de permanência: 80% ou mais
15º - SOC EDUC A PASSOS COL MONTEIRO PASSOS (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 558,20
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 47/ Alunos participantes: 37
Índice de permanência: Menos de 20%
16º - COLÉGIO E CURSO INTELLECTUS - UNIDADE TIJUCA (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 556,18
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 41
Índice de permanência: De 20% a 40%
17º - SESI COLÉGIO ENSINO MÉDIO (Foz do Iguaçu/PR)
Média: 544,13
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 46/ Alunos participantes: 38
Índice de permanência: De 60% a 80%
18º - SESI 126 CENTRO EDUCACIONAL (Sorocaba/SP)
Média: 535,32
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 29/ Alunos participantes: 25
Índice de permanência: 80% ou mais
19º - SESI 021 CENTRO EDUCACIONAL (Jundiaí/SP)
Média: 534,50
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 57/ Alunos participantes: 43
Índice de permanência: De 40% a 60%
20º - NOROESTE C ED EM (Paranavaí/PR)
Média: 534,02
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 100/ Alunos participantes: 80
Índice de permanência: De 60% a 80%
21º - COL JEAN PIAGET (São Gonçalo/RJ)
Média: 533,85
Rede: Privada
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 35
Índice de permanência: Menos de 20%
22º - MARCO A PIMENTA C E EF M (MaringáPR)
Média: 526,09
Rede: Estadual
NSE*: Alto
Total de alunos: 30/ Alunos participantes: 20
Índice de permanência: 80% ou mais
23º - SESI 156 CENTRO EDUCACIONAL (São João da Boa Vista/SP)
Média: 524,08
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 30/ Alunos participantes: 27
Índice de permanência: 80% ou mais
24º - COLÉGIO DOM BOSCO FAZENDA RIO GRANDE (Fazenda Rio Grande/PR)
Média: 523,78
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 19/ Alunos participantes: 13
Índice de permanência: De 60% a 80%
25º - ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL FUNDAÇÃO BRADESCO (Maceió/AL)
Média: 523,44
Rede: Privada
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 65/ Alunos participantes: 63
Índice de permanência: 80% ou mais
26º - IEC-UNIDADE INDUSTRIAL (Contagem/MG)
Média: 512,85
Rede: Municipal
NSE*: Médio
Total de alunos: 56 / Alunos participantes: 46
Índice de permanência: De 20% a 40%
27º - ESC INSTITUTO SÃO JOSE (Rio Branco/AC)
Média: 510,57
Rede: Estadual
NSE*: Alto
Total de alunos: 131/ Alunos participantes: 125
Índice de permanência: 80% ou mais
28º - CECILIA MEIRELES C E EF M (Ubiratã/PR)
Média: 508,46
Rede: Estadual
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 34/ Alunos participantes: 31
Índice de permanência: 80% ou mais
29º - GERALDO FERNANDES C E D EF M (Cambé/PR)
Média: 504,79
Rede: Estadual
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 26/ Alunos participantes: 14
Índice de permanência: 80% ou mais
30º - ESC EDUC BAS E PROFISSIONAL GOV JANARY G NUNES (Santana/AP)
Média: 499,66
Rede: Privada
NSE*: Médio
Total de alunos: 79/ Alunos participantes: 71
Índice de permanência: 80% ou mais
31º - EE VILA BRASIL (Fátima do Sul/MG)
Média: 480,50
Rede: Estadual
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 16/ Alunos participantes: 11
Índice de permanência: De 60% a 80%
32º - CED 04 DO GUARA (Brasília/DF)
Média: 477,94
Rede: Estadual
NSE*: Médio
Total de alunos: 127/ Alunos participantes: 87
Índice de permanência: De 60% a 80%
 
*A sigla NSE representa o nível socioeconômico dos estudantes. O cálculo desse indicador foi feito a partir das informações fornecidas pelos próprios alunos.
 
Leia a matéria completa, no UOL:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/10/04/so-32-escolas-no-brasil-tem-todos-os-professores-com-formacao-adequada.htm
 
Matérias correlatas:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-10/matematica-publicas-com-melhor-desempenho-tem-professores-com-melhor
http://www.contratandoprofessores.com/2016/10/no-brasil-27-das-escolas-tem-menos-da.html

26
outubro
2016
Aconteceu no dia 08 de outubro: EXPRESSÃO, CORPO E CULTURA
postado sob cultura, educação, Ítaca

O que é:
Encontro anual de alunos, pais e professores do EF2 e EM, em que se privilegiam a expressão artística, corporal e esportiva, da nossa e das mais diversas culturas. Um happening cultural, corporal e esportivo.

Os objetivos
1) a expressão em linguagens diversas, como desenho, pintura, fotografia, poesia, teatro, dança, artes do corpo, jogos...
2) a compreensão do corpo como forma de expressão por meio da qual refletem-se traços de nossa cultura. 
3) a mescla, nessas expressões, de culturas diversas, em apresentações de danças como a grega e a  indiana; aulas abertas como as de tai-chi-chuan e a de hip hop; apresentações como a de gaita de fole escocesa e a de maracatu...entre muitas e muitas mais...
4) a valorização e a divulgação das expressões culturais dos mais diversos grupos humanos.
5) a apresentação de obras de alunos produzidas durante o ano letivo ou realizadas durante o próprio evento...

Em 2016
No dia 8 de outubro, teve a seguinte programação:
Jogo de futsal entre alunos e professores.
Feira de troca, com vistas a estimular o exercício da sustentabilidade.
- apresentação do Grupo de Capoeira Irmãos Guerreiro, de Mestre Marrom, com a participação de alunos.
Roda de Samba aberta ao público.
- Apresentação do Grupo de Teatro de alunos, sob a direção do diretor João Furtado, com o espetáculo Caleidoscópio Mambembe, uma releitura de peças clássicas como A Gaivota, de Anton Tchekov (Rússia, 1896), Woyzeck, de Georg Büchner (Alemanha, 1837), Sonhos de uma noite de verão, de William Shakespeare (Inglaterra, 1596) e A Cantora Careca, de Eugene Ionesco (França, 1950).
- Apresentação do Grupo Tamashii Taiko Falcão (Tambores do Japão, folclóricos), com o grupo Falcão Peregrino.
Exposição de obras diversas, de alunos do EF2 e EM.
Criação de grafite e pinturas a carvão, de alunos do EM.
Aula aberta de zumba, com a professora Regyna Rodrigues. 

Em 2017 vai ter mais!

 

 

22
outubro
2016
De onde vem essa peça universal do guarda roupa, quase indispensável?
postado sob história, moda
Reprodução
foto: reprodução
Levi Strauss e Jacob W. Davis
reprodução
A antiga fábrica da Levis em São Francisco, Califórnia
reproduçnao
Anúncio dos anos 1960
reproduçnao
James Dean
foto reprodução
A primeira calça jeans

Levi Strauss, um jovem judeu alemão viajou da Alemanha a New York, em 1851, para encontrar seu irmão, que era dono de uma loja. Em 1853, ele se mudou para São Francisco, na Califórnia, em pleno auge da corrida do ouro, e lá montou sua própria loja. Entre outras coisas, vendendo tecidos de algodão. 

Um de seus clientes era Jacob W. Davis, alfaiate do Reno, Nevada. Davis fazia itens funcionais como tendas, mantas de cavalos e coberturas para carroças. Um dia, um cliente encomendou um par de calças que fosse adequado a trabalhos pesados, e ele criou uma calça com tecido muito resistente que comprou de Levi Strauss. A calça fez sucesso e ele convidou Strauss a patenteá-la junto com ele. Abriram, então, uma fábrica, onde passaram a produzir em maior escala o que foi o precursor dos jeans de hoje.
 
Inicialmente de cor marrom, as calças criadas pela dupla rapidamente se tornaram um sucesso para os mineiros da Califórnia, mas existia uma queixa recorrente: o tecido era pouco flexível. Levi Strauss resolveu, então, procurar um tecido que fosse ao mesmo tempo resistente, durável, flexível e confortável de usar. E decidiu procurar esse tecido na Europa, onde havia mais oferta de produtos. Encontrou o chamado “tecido de Nimes”, feito de algodão sarado e utilizado na roupa dos marinheiros do Porto de Gênova. Alguns dizem que esses marinheiros genoveses chamavam as suas calças de “genes” que, pronunciada com o sotaque italiano local, acabou por se transformar em “jeans”... e assim se espalhou pelo mundo. Outra versão afirma que o nome apareceu apenas depois da segunda guerra mundial, sem mais explicações.
 
O primeiro lote de calças da Levi Strauss tinha como código o número 501, que acabou por batizar o modelo mais famoso e clássico da marca e existe até hoje. Devagarinho, com o passar dos anos, as calças jeans foram sendo melhoradas: por exemplo, em 1860, acrescentaram-se os botões de metal; em 1886, ganhou a etiqueta em couro no cós. O índigo, tintura azul tão popular nos jeans atuais, só começou a ser utilizado em 1890 e tornou as calças ainda mais atraentes. 
 
Origens do índigo
O índigo é um tingimento orgânico, de azul característico. Desde a Antiguidade, é produzido na Índia – por isso seu nome –, de onde era exportado para o Egito, Grécia e Roma. Outras civilizações antigas, como a China, Japão, Mesopotâmia, países da África, América do Sul e Central também usavam o índigo para tingimentos, principalmente da seda. O tecido mais antigo registrado, tingido assim, data de 6.000 anos e foi encontrado em Huaca Prieta, no Peru. 

Na Índia, onde até se exportava sua grande produção, era produzido a partir da planta Indigofera tinctoria, porém a fixação da cor era precária, desbotando muito. Mesmo assim, transformou-se em um luxo restrito a poucos, na Europa medieval, por conta do controle da rota para a Índia pelo Mediterrâneo, até que o descobrimento de rota alternativa pelo cabo da Boa Esperança, em 1488, permitiu uma difusão maior do produto. Já no final do século 19, a criação do índigo sintético obteve bons resultados e reduziu o custo de produção da tintura, que acabou substituindo o orgânico utilizado até então.
  
A transformação
A calça jeans passou a ser usada no contexto urbano e acabou virando um ícone da moda, popularizado por astros de cinema como James Dean, Paul Newman, Marilyn Monroe, entre outros.

Na década de 1970, Calvin Klein foi o estilista pioneiro na história do jeans, provocando polêmica ao levar esta peça às passarelas. Mas, logo depois, seria imitado por várias outras grifes, como as marcas Levi’s, Lee, Ellus, entre outras. 
As calças jeans passaram a ganhar diversos estilos, mudando alturas de cós, bolsos, boca das pernas, apliques, lavagens especiais, rasgos, etc. O tecido dos jeans também foi, e ainda é, utilizado para confecção de outras peças de roupa, como shorts, saias, vestidos, jaquetas, blazers e casacos, alguns deles muito sofisticados e caros.
 
Hoje, os jeans são usados em todos os continentes tanto por trabalhadores do campo como da cidade, pelos ricos e pelos pobres, ainda mantendo características originais das primeiras calças feitas por Levi Strauss.
 
Veja o vídeo sobre a invenção de Levi Strauss:
https://youtu.be/hlJ911HYEuY
 
Referências
http://www.historyofjeans.com/jeans-making/
http://origemdascoisas.com/a-origem-dos-jeans/
http://www.infoescola.com/curiosidades/historia-do-jeans2/
https://en.wikipedia.org/wiki/Indigo_dye
https://hannakramolisck.wordpress.com/2011/01/12/767/
http://fortune.com/2014/09/18/brief-history-of-blue-jeans/
http://www.levistrauss.com/our-story/heritage-timeline/heritage-timeline-2/

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