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8
dezembro
2016
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 68 anos no dia 10 de dezembro
divulgação
Eleanor Roosevelt exibe cartaz contendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1949).

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”

Esse é o primeiro artigo, de um total de 30, que compõe a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de Dezembro de 1948, através da Resolução 217 A (III) da Assembléia Geral, como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. 

A Organização das Nações Unidas (ONU), é uma organização internacional fundada em 24 de outubro de 1945, pouco depois de acabada a Segunda Guerra Mundial, e formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais. O documento de fundação da Organização, conhecido por Carta das Nações Unidas, expressa os ideais e os propósitos dos povos cujos governos se uniram para constituí-la:
“Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que, por duas vezes no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade, e a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e pequenas, e a estabelecer condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes de direito internacional possam ser mantidos, e a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla.”

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), firmada 3 anos depois,  é a base da luta universal contra a opressão e a discriminação, defende a igualdade e a dignidade das pessoas e reconhece que os direitos humanos e as liberdades fundamentais devem ser aplicados a cada cidadão do planeta. É um compromisso firmado por todos os 193 países-membros da ONU

É o documento mais traduzido do mundo (com traduções para mais de 360 idiomas) e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes. Embora não formulada como tratado, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi expressamente elaborada para definir o significado das expressões "liberdades fundamentais" e "direitos humanos", constantes na Carta das Nações Unidas, obrigatória para todos estados membros.

Os direitos humanos são os direitos essenciais a todos os seres humanos, sem que haja discriminação por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade ou por qualquer outro motivo (como religião e opinião política). Eles podem ser civis ou políticos, como o direito à vida, à igualdade perante a lei e à liberdade de expressão. Podem também ser econômicos, sociais e culturais, como o direito ao trabalho e à educação e coletivos, como o direito ao desenvolvimento. 

Leia o texto integral da Declaração Universal dos Direitos Humanos aqui.
 

Referências
https://nacoesunidas.org/conheca/
http://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/
http://www.dudh.org.br/declaracao/
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2009/11/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-garante-igualdade-social=

 


 

4
dezembro
2016
Quem são meus ancestrais?
postado sob Biologia, cultura, história

O DNA humano (ADN, ácido desoxirribonucleico, em português, ou DNA, deoxyribonucleic acid, em inglês) é como um código feito de três bilhões de letras. Ele é um composto de moléculas que contêm instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e de alguns vírus, e que transmitem as suas características hereditárias.

O que é o teste de ancestralidade?
Teste de ancestralidade genética ou genealogia genética é uma forma de descobrir mais sobre a própria origem, além do que se conhece pela documentação ou relato familiar. E justamente exames de DNA podem dar indícios sobre os locais de origem de seus ancestrais, além de relacionamentos entre famílias: alguns padrões de variação genética são frequentemente comuns entre pessoas do mesmo ambiente. Quanto mais próximos são os indivíduos, famílias ou  populações, mais eles compartilham padrões genéticos.

Existem basicamente 3 tipos de testes de ancestralidade mais utilizados para pesquisas de genealogia:

• Teste de cromossomo Y: variações no cromossomo Y, passado exclusivamente de pai para filho, podem ser usadas para explorar a ancestralidade pela linha masculina, pois esses cromossomos são encontrados apenas nos homens.  Mesmo assim, frequentemente mulheres se interessam por esse teste, já que em muitas culturas os nomes de família são passados pela linha masculina, de modo que o teste de cromossomo Y pode esclarecer se há relações entre famílias de mesmo sobrenome.
• Teste de DNA mitocondrial: esse tipo de teste identifica variações genéticas em DNA de estruturas celulares chamadas mitocôndrias, que têm seu próprio DNA, apesar de que a maior parte do DNA se encontra no núcleo das células.
Tanto homens como mulheres têm DNA mitocondrial, que é passado pela mãe, de modo que o teste pode ser aplicado a ambos os sexos, produzindo informação sobre a linha ancestral materna. Esse teste pode fornecer informações perdidas dos registros históricos, uma vez que a maior parte dos sobrenomes são passados pela linha paterna, perdendo-se, então, o rastro da origem por linha materna.
• Teste de polimorfismo de nucleotídeo único ou polimorfismo de nucleotídeo simples (em inglês single nucleotide polymorphism; SNP): uma variação na sequência de DNA que afeta somente uma base (adenina (A), timina (T), citosina (C) ou guanina (G)), na sequência do genoma. Esse teste avalia um grande número de variações no genoma de uma pessoa. O resultado é comparado com o de outras pessoas que passaram pelo mesmo teste, de modo a estimar as suas origens étnicas. Por exemplo, o padrão de SNPs pode indicar que a origem de uma pessoa é 50 % africana, 25% europeia, 20% asiática, e 5% desconhecida. Genealogistas usam esse tipo de teste, pois aqueles de cromossomo Y e teste mitocondrial, que representam apenas uma das linhas ancestrais, não captam a origem étnica global de um indivíduo. 

Porém, testes de ancestralidade genética têm limitações, uma vez que as comparações com exames de outros indivíduos, que são importantes para o rastreamento étnico, dependem do banco de dados de cada laboratório que os aplicam.
Além disso, houve várias migrações na história de populações humanas e várias misturas entre grupos próximos, o que faz com que a etnicidade possa diferir das expectativas dos indivíduos. Em grupos étnicos com menos variações genéticas, devido ao seu tamanho e sua história, muitos indivíduos podem compartilhar váriosSNPs, tornando-se difícil distinguir do restante do grupo como um todo pessoas que têm recentes ancestrais em comum, como primos, por exemplo.

Há muitas empresas que comercializam esses testes, hoje em dia. Algumas delas oferecem fóruns online, que conectam pessoas que fizeram o teste e querem discutir e descobrir mais sobre ancestralidade em comum. Em uma escala maior, testes de ancestralidade de muitas pessoas podem ter seus resultados combinados como forma de os cientistas explorarem a história de populações e descobrirem como surgiram, migraram e se misturaram com outros grupos.

Para saber mais, veja o Genographic, projeto interessante da National Geographic:
https://genographic.nationalgeographic.com/news/

Referências
https://ghr.nlm.nih.gov/primer/testing/ancestrytesting
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/04/120418_ancestrais_idadepedra_pai.shtml
http://www.genera.com.br/teste-de-ancestralidade.php

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