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18
abril
2017
DRONES QUE SALVAM VIDAS, CRIADOS POR ESTUDANTES

 

O drone que elimina minas terrestres

As minas terrestres (dispositivos que explodem quando alguém pisa neles), vitimam milhões de pessoas, incluindo crianças e idosos, todos os anos. 
No mundo todo, hoje em dia existem cerca de 100 milhões de minas, muitas delas remanescentes de antigos conflitos. 

Dois irmãos afegãos estão à frente do projeto do Mine Kafon Drone (MKD), um drone que tem a capacidade de mapear, detectar e detonar minas terrestres de forma mais rápida, barata e segura.
O drone tem distintas unidades: uma é utilizada para mapear a área, a segunda para detectar as minas, ressaltando-as com marcadores do GPS. 
Após essas duas operações, um braço de robô é usado para colocar pequenos detonadores, do tamanho de uma bola de tênis, sobre a mina. O robô sai da área e as minas são detonadas.

O projeto original partiu do designer Massoud Hassani, que inventava brinquedos eólicos quando era criança. O projeto do drone começou como trabalho de formatura da turma de 2011 da Academia de Design Eindhoven, na Holanda, e também era inicialmente movido a vento e constituído essencialmente por uma esfera feita do bambu, de ferro e plástico. 
Massoud e seu irmão Mahmud (que tb participou do projeto) são de um subúrbio de Kabul, no Afeganistão, onde se concentram aproximadamente 10 milhões de minas, em uma área de 500 quilômetros quadrados.

Eles começaram sua primeira campanha de Kickstarter para aprimoramento e construção do protótipo em 2012, mas tiveram que modificar o projeto, pois o dispositivo era difícil de controlar , uma vez que era movido a vento. O sistema foi aprimorado por controle remoto e melhorado quando resolveram adotar o aerotransporte (drone).
Até agora, não houve uma opção segura ou acessível para a detonação de minas terrestres e o custo de sua remoção pode ser superior a 50 vezes o custo de sua produção. O drone Mine Kafon mapeia facilmente, detecta e, em seguida, detona minas terrestres 20 vezes mais rápido do que a tecnologia de desminagem atual. Além disso, é aproximadamente 200 vezes mais barato. Os novos drones Kafon dos Hassani visam a limpar todas as minas terrestres do mundo em menos de 10 anos.

Os designers reconhecem que ainda há alguns problemas, como a dificuldade de detectar minas enterradas há muitas décadas, portanto mais profundas, uma vez que o drone flutua a 4 cm do solo. Também há questões relativas à precisão da localização desses artefatos, através do GPS, por isso pretende-se fazer uma triangulação por antenas externas.  

Mesmo com essas questões ainda por resolver, se o MKD se aprimorar, poderá mudar e salvar muitas vidas no mundo todo. Os autores acreditam que essa tecnologia tem o potencial de eliminar todas as minas terrestres do mundo em aproximadamente 10 anos. 


O drone ambulância

Os primeiros minutos após uma parada cardíaca ou acidente são fundamentais para determinar o tempo e as possibilidades de recuperação, mas ambulâncias nem sempre conseguem ser rápidas o suficiente, pois enfrentam tráfego pesado das cidades. 
Mas, se ferramentas básicas de primeiros socorros (desfibrilador, materiais para reanimação cardiorrespiratória e medicamentos) puderem ser ser enviadas antes de aambulância chegar, podem-se salvar vidas.

O Ambulance Drone, ou drone-ambulância, é o projeto de conclusão de curso de Alex Monton, aluno da Delft University of Technology, também 

na Holanda. Feito com fibra de carbono, o pequeno avião não-tripulado pode ser a solução da tecnologia para salvar vidas.
“É essencial que as pessoas tenham o tratamento médico necessário nos primeiros dez minutos”, diz Alec Momont. “Se nós conseguirmos chegar ao local da emergência antes, poderemos salvar mais vidas e facilitar a recuperação de muitos pacientes. Isso está estritamente relacionado aos casos de problemas cardíacos, afogamentos, e falhas respiratórias”, conta o engenheiro.

Espalhados pelos principais pontos de uma cidade, os drones seriam comandados pelo mesmo centro de atendimento responsável pelas ambulâncias e, quando alguém precisasse de ajuda, tanto o drone quanto os profissionais médicos seriam acionados para ir até o local. 

Com os drones trabalhando em sintonia com serviços de emergência, as chances de salvamento passam de 8% para 80%. Quando recebem uma chamada relacionada a problemas no coração, o aparelho se prepara para entregar o desfibrilador no local da ocorrência. A nave não tripulada só é capaz de encontrar o endereço por meio dos sinais liberados pelo celular que realizou a ligação.
Além disso, uma conexão de livestream é capaz de situar a equipe médica que ainda não chegou ao local para instruir as pessoas que estiverem na cena. O “drone-ambulância” pode voar a 100 km/h e carregar até quatro quilos de bagagem.

O primeiro protótipo foi feito para transportar um desfibrilador, mas a ideia é expandir esse espaço. Nesse processo, seria importante incluir uma webcam, funcionando como canal de comunicação entre os operadores de emergência e as pessoas que vão aplicar o tratamento no local, antes de a ambulância chegar. “Normalmente, apenas 20% das pessoas conseguem fazer o processo corretamente. Isso pode subir para 90%, se tiverem as instruções corretas”, afirma Momont.
No entanto, é necessário que haja uma nova infraestrutura médica, para que isso funcione. Uma rede de atendimento efetiva é essencial.
Além disso, há outros obstáculos: apesar de conseguir voar de maneira autônoma, isso ainda não é permitido pela lei, pelo que se sabe,(estranho dar esse tipo de informação) em nenhum lugar. O protótipo ainda não foi testado com vítimas ”reais”, mas a invenção traz luz a novas soluções de atendimento médico emergencial, principalmente nas grandes cidades.

Referências
http://engenhariae.com.br/tecnologia/drone-criado-por-jovem-afegao-vai-eliminar-todas-minas-terrestre-do-mundo-em-menos-de-10-anos/
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/12/14/irmaos-afegaos-que-brincavam-em-campo-minado-desenvolvem-drone-para-desativar-minas.htm
http://www.hypeness.com.br/2014/11/drone-ambulancia-poderia-aumentar-as-taxas-de-sobrevivencia-de-acidentes-em-ate-80/
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/11/drone-ambulancia-pode-diminuir-drasticamente-riscos-das-pessoas-com-ataques-cardiacos.html
http://www.tudointeressante.com.br/2016/02/veja-como-funciona-o-drone-ambulancia-que-pode-salvar-muitas-vidas.html
 

10
abril
2017
Páscoa, Pessach
postado sob cultura, história

A origem da comemoração da Páscoa cristã vem de muitos séculos atrás. O termo “Páscoa”  vem do latim Pascae, ou do grego Paska e, antes disso, do termo Pessach, dos hebreus, cujo significado é “passagem”. 


Pessach, a páscoa judaica
Esta data marca o êxodo do povo judeu, saindo do Egito, por volta de 1.250 a.C., onde haviam sido  escravizados pelos faraós, por muito tempo. Esta história encontra-se no livro Êxodo, do Velho Testamento da Bíblia: liderados por Moisés, fugiram, atravessando o Mar Vermelho por uma passagem que se abriu.
Nesta data, hoje em dia, os judeus seguem ritual com um jantar em que cada comida tem um valor simbólico: o matzá (pão sem fermento), a cenoura, o sal, o ovo, cada um simbolizando um momento e um sentimento relacionados ao êxodo.  
Para alguns estudiosos, a celebração do Pessach foi crucial para que a comunidade judaica preservasse seus laços nos mais diferentes lugares em que viveram e ainda vivem.

Entre as civilizações antigas
Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da Antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estavam ligados a maiores chances de sobrevivência, em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.
 
A Páscoa entre os cristãos
Entre os primeiros cristãos, a Páscoa já celebrava a ressurreição de Jesus Cristo e era realizada no domingo seguinte à lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março).  
Para os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos, data que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.   
 
A História do coelhinho da Páscoa e os ovos  
A figura do coelho está simbolicamente relacionada à fertilidade, porque é um animal que se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da Antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Já a decoração de ovos de galinha, com tintas coloridas e desenhos delicados, aparece já no séc. 13, e uma das explicações para a tradição é a de que era proibido comer ovos na Quaresma, portanto as pessoas os pintavam e decoravam, nos dias de penitência e jejum, para comê-los na celebração da Páscoa.
 
Na Rússia, ovos de joalheria passaram a ser produzidos por Peter Carl Fabergé, em 1885, sob a encomenda do czar Alexandre III, como um presente de Páscoa para sua esposa Maria Feodorovna. Por fora, parecia um simples ovo de ouro esmaltado mas, ao abri-lo, havia mecanismos com uma gema de ouro que se abria e continha uma galinha que, por sua vez, continha um pingente de rubi e uma réplica em diamante da coroa imperial. Esses ovos são verdadeiras relíquias e foram produzidos até 1917, ano da Revolução Russa, para os czares. 

Os atuais ovos de chocolate são resultado do desenvolvimento da culinária e, antes disso, da descoberta do continente americano, já que, ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação do chocolate na Europa. Duzentos anos mais tarde foram fabricados, provavelmente na França, os primeiros ovos de chocolate da História, que permanecem como o principal símbolo da Páscoa.
 
Saiba mais, em matérias já publicadas anteriormente neste site
http://itaca.com.br/noticias/post/1196
http://itaca.com.br/noticias/post/1859
http://itaca.com.br/noticias/post/2437

Mais referências
http://brasilescola.uol.com.br/pascoa/pascoa-judaica.htm
http://www.suapesquisa.com/historia_da_pascoa.htm

5
abril
2017
Comemoramos 27 anos, festejando a memória arqueológica do Brasil
reprodução: Fundham
reprodução: Fundham
reprodução: Fundham
reprodução: Fundham
uma das inscrições rupestres mais conhecidas da Serra da Capivara

Como brinde de comemoração dos 27 anos do Ítaca, produzimos um lápis com desenhos baseados em alguns dos registros rupestres encontrados no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Estado do Piauí. Esse parque tem uma história encantadora. Vale a pena conhecer e, quando possível, visitá-lo.

História do Parque Nacional da Serra da Capivara
Desde o início da década de 1970, um grupo de arqueólogos, sob a direção de Niède Guidon, realizava pesquisas na região com financiamento da França.

A partir de 1978, essas pesquisas passaram a ser interdisciplinares, com a participação, além das instituições francesas que faziam parte da Mission Archéologique du Piauí, de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Em 1986, esse grupo de pesquisadores criou a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM). 

Em 1991, a UNESCO inscreveu o Parque Nacional Serra da Capivara na lista do Patrimônio Mundial, a título Cultural, em razão da importância dos registros rupestres existentes nos seus sítios arqueológicos. A FUMDHAM aceitou a responsabilidade de preservar esse patrimônio.

A FUNDHAM, declarada de interesse público pelo governo brasileiro, reúne na atualidade uma série de atividades científicas e culturais, no âmbito das ciências humanas, biológicas e da terra, mas também realiza atividades em benefício da sociedade.

Museu do Homem Americano
Situado na sede da FUMDHAM, o Museu do Homem Americano foi criado com o objetivo de divulgar a importância do patrimônio cultural deixado pelos povos pré-históricos. O Museu procura mostrar ao público os resultados mais recentes das pesquisas, sendo realizadas, portanto, atualizações regulares, tanto na exposição permanente quanto nas temporárias.

Visitação
O Parque Nacional Serra da Capivara está aberto à visitação e conta com guaritas para a recepção dos turistas, estradas, Centro de Visitantes, trilhas, escadarias e passarelas que permitem o passeio com segurança. Mas, para conhecer o Parque, é preciso estar acompanhado de um condutor de turismo.

Sítios arqueológicos
Os registros rupestres, pintados ou gravados sobre as paredes rochosas, são formas gráficas de comunicação utilizadas pelos grupos pré-históricos que habitaram a região do Parque. As representações gráficas abordam uma grande variedade de formas, cores e temas. Foram pintadas cenas de caça, sexo, guerra e diversos aspectos da vida cotidiana e do universo simbólico dos seus autores. O estudo desses registros possibilita o reconhecimento de temas recorrentes e a identificação de diferentes maneiras de representá-los. Pode-se dizer, ainda, que são pistas da forma de vida dessas populações.

Do conjunto de 1.354 sítios arqueológicos cadastrados, 183 estão preparados para a visitação turística, sendo 17 deles acessíveis a pessoas com dificuldades de locomoção. Pela quantidade e variedade dos sítios, os roteiros de visitação devem ser estabelecidos com os condutores de turismo a partir do perfil do visitante e do seu tempo disponível. Há, no entanto, algumas sugestões de roteiros preestabelecidos.

Belezas naturais
O Parque é formado por um conjunto de quatro Serras – Serra da Capivara, Serra Branca, Serra Talhada e Serra Vermelha – que apresentam diferentes ambientes e paisagens onde também se pode contemplar os monumentos geológicos, a fauna e a flora da caatinga.

Visite a página da Fundação Museu do Homem Americano:
http://www.fumdham.org.br

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