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31
julho
2017
Exposição virtual
Povos Indígenas no Brasil 1980/2013
reprodução ISA
reprodução ISA
reprodução ISA
reprodução ISA
reprodução ISA

Retrospectiva em imagens da luta dos povos indígenas no Brasil por seus direitos coletivos

A exposição, organizada pelo ISA e pelo Programa para Povos Indígenas da Embaixada da Noruega, mostra fotos e filmes dos últimos 36 anos, período em que os povos indígenas do Brasil saíram da invisibilidade para entrar na agenda do Brasil contemporâneo. O processo que teve como marco o capítulo dos direitos indígenas da Constituição de 1988.

Inaugurada em 2013 na Praça Externa do Museu Nacional em Brasília, a mostra fotográfica fez parte das comemorações dos 30 anos do Apoio Norueguês aos Povos Indígenas no Brasil e dos 25 anos da Constituição. O projeto foi uma realização da Embaixada da Noruega no Brasil e do Instituto Socioambiental (ISA), e itinerou até 2015, passando por São Paulo (SP), Brasília (DF), Manaus (AM) e Belém (PA).

Desde abril passado, em uma parceria com Google Arts & Culture,  a mostra ganhou uma versão digital e atualizada composta por fac-símiles de publicações, vídeos, áudios e 22 fotos, com momentos e personagens históricos do movimento indígena brasileiro.

As imagens retratam a batalha pelo reconhecimento das Terras Indígenas; a resistência às invasões de suas terras; o apoio de artistas como Milton Nascimento; a apropriação das tecnologias de comunicação; entre outros temas.
“Pretende-se que essas imagens sirvam de referência para as narrativas dos seus protagonistas, assim como para o aprendizado das novas gerações”, comenta Beto Ricardo, do ISA, curador da exposição e editor do livro Povos Indígenas no Brasil 2011/2016.

VISITE A MOSTRA VIRTUAL
http://bit.ly/2uQglfB

Referências
https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/luta-dos-povos-indigenas-no-brasil-vira-exposicao-digital
http://amazonia.org.br/2017/04/luta-dos-povos-indigenas-no-brasil-vira-exposicao-digital/
https://conexaoplaneta.com.br/blog/povos-indigenas-no-brasil-livro-destaca-retrocessos-mobilizacoes-mas-tambem-maior-participacao-das-mulheres/

20
julho
2017
Cais do Valongo é o 21º patrimônio histórico brasileiro reconhecido pela ONU
Foto reprodução
Gravura de Jean-Babtiste Debret
Foto reprodução
Gravura de Rugendas
Foto reprodução
Foto reprodução
Foto reprodução

O Cais do Valongo, no centro da cidade do Rio de Janeiro, foi reconhecido em 9 de julho de 2017 como Patrimônio Mundial pela Unesco (organização para a Educação, Ciência e Cultura da ONU). O local foi definido como “o traço físico mais importante da chegada de escravos africanos ao continente americano”. Apresentada em janeiro de 2016 pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e prefeitura do Rio à Unesco, a candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio Mundial comparava o local ao campo de concentração de Auschwitz. Segundo o documento, a importância do cais “reside no valor simbólico que sintetiza toda a tragédia do tráfico de africanos cativos para as Américas”. Por isso, deveria ser reconhecido como "sítio de memória" da escravidão.

Segundo o antropólogo Milton Guran, coordenador do grupo de trabalho que apresentou o projeto à ONU, o fato de o Estado brasileiro ter proposto a candidatura do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial mostra que ele assume a importância da matriz africana na história brasileira. 

Guran afirma que com a questão da escravidão, o cais se torna um sítio de memória de forte simbologia, assim como Hiroshima e o campo de concentração de Auschwitz e “remete a um acontecimento da história da humanidade que ela não quer que se repita”

Segundo o Iphan, o desembarque de escravos no Rio foi integralmente concentrado na região da Praia do Valongo a partir de 1774, e ali se instalou o mercado de escravos que, além das casas de comércio, incluía um cemitério e um lazareto (hospital onde eram isolados os leprosos). O Cais se tornou o maior porto de entrada deles no país até meados do século 19. 

Após a declaração da República no Brasil, em 1889, o cais do Valongo foi aterrado e esquecido. Sua riqueza começou a ser redescoberta durante o trabalho de revitalização da zona portuária do Rio para as Olimpíadas de 2016. Com as obras do Porto Maravilha, foram encontrados milhares de objetos pessoais na região, como partes de calçados, botões feitos com ossos, colares, amuletos, anéis e pulseiras em piaçava.

A poucos quarteirões do cais está um cemitério onde, entre 1770 e 1830, milhares de escravos foram enterrados. Restos desse local foram encontrados por acaso em 2011, quando um casal reformava sua casa na área e se deparou com ossos e crânios.

No que implica ser Patrimônio da Humanidade
Estar assegurado como Patrimônio da Humanidade não implica em receber incentivos financeiros da Unesco. Projetos de vulto no Cais do Valongo precisarão obter outras fontes de financiamento para a sua manutenção. A Unesco recomenda que o governo execute projetos que promovam uma “visão holística” sobre o local e o que ele representa. 

Algumas das propostas em estudo para o Cais do Valongo são: 
• Criação de um Circuito arqueológico
• Centro de referência
• Museu da escravidão 

Veja a lista completa dos locais no Brasil que foram reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco (organização para a Educação, Ciência e Cultura da ONU):
Cidade de Ouro Preto (MG)
Centro histórico de Olinda (PE)
Ruínas de São Miguel das Missões (RS)
Centro histórico de Salvador (BA)
Santuário de Bom Jesus do Congonhas (MG)
Parque Nacional do Iguaçu (PR)
Brasília (DF)
Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)
Centro histórico de São Luís (MA)
Áreas protegidas de Mata Atlântica do Sudeste (PR e SP)
Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento (BA e ES)
Centro histórico de Diamantina (MG)
Complexo de Conservação da Amazônia Central (AM)
 Área de conservação do Pantanal (MT)
Ilhas do Atlântico: Reservas de Fernando de Noronha (PE) e Atol das Rocas (RN)
Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (GO)
Centro histórico da Cidade de Goiás (GO)
Praça de São Francisco na cidade de São Cristóvão (SE)
Cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Conjunto moderno da Pampulha (MG)
Cais do Valongo (RJ)
        
Referências        
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/07/10/O-que-significa-o-Cais-do-Valongo-se-tornar-Patrimônio-Mundial
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40554059
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/09/unesco-declara-cais-do-valongo-patrimonio-da-humanidade.htm?cmpid=copiaecola

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