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“A cultura é nossa maior proteção”, afirmou o pajé Agostinho Manduca Mateus Ïka Muru (1944-2011). Nessa frase, o líder espiritual expressa uma das marcas do posicionamento dos Huni Kuĩ, habitantes da região amazônica entre Peru e Acre, na atualidade: o esforço de preservar suas tradições e de transmiti-las não só às próximas gerações, mas também aos não brancos, de modo a retomar o passado e construir o Novo Tempo, o Xiña Bena.

Nesta exposição, que vai até dia 13 de fevereiro, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, são exibidas algumas facetas do conhecimento desse povo: seus saberes sobre fauna e flora, suas cerimônias espirituais, seus métodos de cura, seus objetos tradicionais, suas pinturas e seus desenhos.

Entre os itens exibidos, estão também produções audiovisuais, como os documentários de Camilla Coutinho, sobre o modo de viver e pensar do povo Huni Kuin, e de Tauá Klonowski, com imagens aéreas das aldeias do rio Jordão e do rio Taraucá.

A exposição tem organização do pajé Dua Busë e de outros representantes Huni Kuĩ, com colaboração da editora Anna Dantes, do artista Ernesto Neto e do Itaú Cultural. Ela é um desenvolvimento da publicação Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva, obra produzida com o apoio do Rumos Itaú Cultural 2013-2014 que reúne o saber medicinal desse grupo e, por sua vez, segue o trabalho começado com Una Isi Kayawa: Livro da Cura, publicado pela Dantes Editora e pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 2014.

São 13 mitos que contam a origem desse povo e de seus costumes e que estão na publicação sobre a exposição. A versão digital está disponível aqui.

visitação
até terça 13 de fevereiro de 2018
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
pisos -1 e -2

+30
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