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3
outubro
2017
9º EF faz viagem de estudo a Minas Gerais

As chamadas cidades “históricas” mineiras são marcos de desenvolvimento de sua época, pois o ouro e o diamante alavancaram a prosperidade das artes tanto quanto a qualidade de vida. 

Manifestações artísticas na escultura e pintura são marcos do Barroco mineiro e posteriormente do Rococó.  Grandes artistas e seus discípulos nos legaram seus trabalhos através de obras extensas que encantam por sua expressão e qualidade. O estilo das artes mineiras é próprio e não uma simples cópia de seus predecessores do velho mundo. 

Os literatos mineiros souberam contar sua sociedade e seus costumes sob as rígidas regras do estilo barroco e, mais tarde, como neoclássicos, “habitaram a Arcádia” com seus poemas campestres e prazerosos. O Barroco mineiro é, assim, uma vasta realidade a ser constatada através da interligação de disciplinas como Artes, Geografia, História e Português. 

Em contraste com esse universo, Inhotim se insere como um templo da arte contemporânea no país, encravado no coração do Barroco mineiro. 

Nesta viagem de estudo do meio de quatro dias, nossos alunos, guiados pela Uggi – Educação ambiental e acompanhados por professores do Ítaca, vivenciam essa junção de passado e futuro, num mergulho profundo em considerável parte da Cultura Brasileira, em localidades que estão além da história, uma vez que são consideradas centros culturais arquitetônicos de rara composição urbana e originalidade de projetos. 

As fotos desta matéria foram feitas pela Lara Gurianova de Araújo, aluna da turma.

 

2
março
2015
MASP EM NOVA FASE
postado sob arquitetura, arte, cultura
cavaletes originais do Masp, desenhados por Lina Bo Bardi
Foto: Bob Wolfenson
Lina Bo Bardi na obra do Masp

O Museu de Arte de São Paulo - MASP, é considerado o mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul.
 
O próprio edifício-sede do museu, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, é um ícone da cidade de São Paulo. A obra é de autoria de Lina Bo Bardi (Roma, 1914 –São Paulo, 1991), cujos 100 anos do nascimento foram comemorados em 2014, com várias homenagens. 
 
Além de museu, o MASP é um centro cultural que proporciona diversas atividades ao público, como escola de arte, ateliês, espetáculos de dança, música e teatro, palestras e debates, cursos para professores, entre outras tantas atividades realizadas durante todo o ano. 
 
Seu acervo possui cerca de 8.000 peças, contendo obras importantes da pintura ocidental, do século XIII aos dias de hoje, de artistas como Rafael, Mantegna e Botticceli – da escola italiana – e Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall – da chamada Escola de Paris.
 
Além das escolas italiana e francesa, possui grande coleção de pinturas da escola portuguesa, espanhola e flamenga, além de artistas ingleses e latino-americanos, como Diego Rivera. 
 
Artistas brasileiros importantíssimos estão também presentes na coleção: Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior.
 
Nas esculturas, destacam-se os mármores da deusa grega Higeia, do século IV a.C., e a coleção de 73 esculturas de Degas, que só podem ser vistas integralmente no MASP, no Metropolitan Museum de Nova York, ou no Museu D`Orsay, em Paris. Também destacam-se os bronzes de Rodin, as peças de Ernesto di Fiori e Victor Brecheret, entre outros. 
 
Coleções de gravuras, fotografias, desenhos, arqueologia, maiólicas, tapeçaria e artes decorativas europeias, além de uma grande coleção de peças kitsch, também fazem parte do acervo do museu. 
 
A convite do Museu d`Orsay, de Paris, o MASP integra o “Clube dos 19”, do qual participam apenas os museus que possuem os acervos de arte europeia mais representativos do século XIX, como o próprio d´Orsay; o Metropolitan Museum, de Nova York; The Art Institute of Chicago; o Museum of Fine Arts, de Boston; o Van Gogh Museum, de Amsterdã; a Kunstaus, de Zurique; o Hermitage, de St. Petersburg; a Galleria Nazionale d´Arte Moderna, de Roma, e a National Gallery e aTate Gallery, de Londres. 
 
Em novembro de 2014, Adriano Pedrosa assumiu como diretor artístico da instituição e a primeira mostra – MASP em processo - promovida sob sua curadoria pretende revelar um museu que estava escondido do público. Segundo Pedrosa: “O redescobrimento ou arqueologia da arquitetura é um aspecto central da MASP em processo. Inaugurado em 1968, nosso edifício, de Lina, é o mais precioso e singular item de nosso acervo. Nos últimos anos, ele foi alterado para adaptar-se às demandas das exposições e dos fluxos. O MASP ganhou camadas de arquitetura temporária que se engessaram com o passar dos anos. Durante o MASP em processo, algumas camadas serão desnudadas com o objetivo de revelar as configurações originais dos espaços. Numa segunda etapa, outras áreas do museu serão revistas e reconsideradas”.
 
No primeiro andar, a MASP em processo exibe obras que não são expostas ao público com frequência, trazendo à luz e arejando acervos de diferentes épocas e territórios, mesclando cronologias e gêneros. A sala volta a ser ampla e livre de paredes internas. Não por acaso o emblema desse processo é a escultura Ar-cartilha do superlativo, de Rubens Gerchman.”
 
No subsolo, as paredes estão sendo retiradas, as vitrines por muito tempo escondidas voltam a ser reveladas, e todo o espaço ganhará nova luz. Pedrosa explica que pretende voltar à experiência descrita pelo arquiteto Marcelo Ferraz, que trabalhou com Lina: “Ao descermos ao subsolo, como em uma estação de metrô, em vez da escuridão, da falta de ar, encontramos a luz, cristalina, filtrada pelo verde das floreiras, e a vista livre sobre o vale.”
— É uma mostra experimental, um olhar para dentro de si próprio e, ao mesmo tempo, a busca por uma relação que não intimide o público. O Masp era uma instituição muito opaca, fechada, como são os museus de coleções clássicas. É interessante constatar que os princípios arquitetônicos do prédio são de transparência — diz o curador.
A volta dos icônicos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi para expor a coleção permanente, no segundo andar, está programada para o segundo semestre de 2015.
 
 
Serviço
Até 12 de março
Masp
Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3251 5644
 
• Horários: Terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30). Quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até as 19h30).
• Ingressos: R$ 25,00 (entrada) e R$ 12,00 (meia-entrada). O ingresso dá direito a visitar todas as exposições que estiverem em cartaz no dia da visita. Menores de 10 anos não pagam. Estudantes, professores e maiores de 60 anos e aposentados pagam R$ 12,00 (meia-entrada). Aceitamos todos os cartões de crédito. Vale Cultura é bem-vindo.
 
Referências:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=177&periodo_menu
http://masp.art.br/masp2010/sobre_masp_historico.php
http://vejasp.abril.com.br/atracao/masp-em-processo
http://oglobo.globo.com/cultura/exposicao-no-masp-ilustra-processo-de-transicao-14889231

31
outubro
2014
4 exposições comemoram os 100 anos de Lina

A arquitetura política

Lina designer

Lina gráfica

Maneiras de expor

Em 5 de dezembro de 2014, Lina Bo Bardi faria 100 anos.
Para marcar essa data, uma série de exposições sobre seu trabalho estão sendo montadas no Brasil e no exterior.

Achillina Bo Bardi (Roma, Itália 1914 - São Paulo, SP 1992) foi arquiteta, designer, cenógrafa, editora e ilustradora. Após estudar desenho no Liceu Artístico, formou-se, em 1940, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma.  Em desacordo com o ambiente fascista que predominava na cidade, na época, ela se transferiu para Milão, onde trabalhariacom o arquiteto Gió Ponti (1891 - 1979), líder do movimento pela valorização do artesanato italiano e diretor das Trienais de Milão e da revista Domus. Em pouco tempo, Lina passou a dirigir a Domus e a atuar politicamente, integrando aResistência à ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e colaborando com o Partido Comunista Italiano - PCI, então clandestino.

Em 1946, após o fim da guerra, casou-se com o crítico e historiador da arte Pietro Maria Bardi (1900 - 1999), com quem viajaria para o Brasil - país no qual o casal decidiu se fixar e que Lina chamria de "minha pátria de escolha".

No ano seguinte, Pietro Maria Bardi foi convidado pelo jornalista Assis Chateaubriand (1892 - 1968) a fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Lina projetaria as instalações do museu, bem como algum mobiliário, como a cadeira dobrável de madeira e couro para o auditório do museu, considerada "a primeira cadeira moderna do Brasil". 

Criaria ainda, em 1950, a revista Habitat que,dedicada à arquitetura, duraria até 1954. Em 1951, projetou sua própria residência, no bairro do Morumbi, em São Paulo: uma construção apelidada de "casa de vidro" e considerada obra paradigmática do racionalismo artístico no país. Hoje, a Casa de Vidro abriga o Instituto Lina e Pietro Maria Bardi,estando aberta a visitação. 

Em 1957, Lina iniciou, então, o projeto para a nova sede do Masp, na avenida Paulista obra completada apenas em 1968, que mantém a praça-belvedere aberta no piso térreo, suspendendo o edifício com um vão livre de 70 metros, extremamente ousado para a época.

Em 1958, é convidada pelo governador da Bahia, Juracy Magalhães, a dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM/BA, e muda-se para Salvador. Lá também se relaciona criativamente com uma importantes artistas vanguardistas, como o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger e o cineasta Glauber Rocha, realizando o projeto de restauro do Solar do Unhão, um conjunto arquitetônico do século XVI, tombado e ainda hoje importante centro cultural e ícone da arquitetura de Lina. 

De volta a São Paulo após o golpe militar de 1964, incorporou em seus projetos o legado da temporada no Nordeste,adotando uma radical simplificação da linguagem e assumindo o que qualificou como "arquitetura pobre". Bons exemplos dessa fase são os suportes museográficos da exposição A Mão do Povo Brasileiro, 1969, feitos de tábuas de pinho de segunda; o edifício do Sesc Pompéia, 1977, adaptação de uma antiga fábrica de tambores; e o Teatro Oficina, 1984, construção que desmonta a relação palco-plateia pela criação de um teatro-pista.

Em São Paulo, atualmente há 4 exposições em homenagem à Lina (veja abaixo). Além das exposições brasileiras, outras homenagens acontecem até julho de 2015, em Zurique (Suíça), Nova York (EUA), Roma (Itália) e Munique (Alemanha).


São essas as 4 exposições:

1- Lina Bo Bardi DesignerO Mobiliário dos Tempos Pioneiros, na Casa de Vidro. A mostra reúne 30 móveis, entre peças finalizadas e protótipos, desenhos originais e fotografias, que acompanham a trajetória de Lina desde a chegada ao Brasil,em 1947, incluindo suas criações para o MASP, para o Studio de Arte Palma e para sua sede própria, na rua 7 de Abril. 

2- Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi, no Museu da Casa Brasileira. A exposição traz desenhos, cartazes e fotos originais de exposições realizadas por Lina, além de 6 exemplares dos famosos cavaletes de vidro criados pela arquiteta. A partir da pesquisa em documentos e fotografias, e da construção de maquetes e expositores em escala, foram montadas ambientações que transformam as salas do MCB em modelos de aproximação de mostras como Caipiras, capiaus: pau-a-pique, Bahia no Ibirapuera, além das pinacotecas do MASP 7 de abril e MASP Paulista.

3-A Arquitetura Política de Lina Bo Bardi, no Sesc Pompéia, aborda a arquitetura de Lina em três grandes projetos: Solar do Unhão (em Salvador), Masp (Museu de Arte de São Paulo) e o próprio Sesc Pompéia.

Há desenhos originais de Lina, estudos, plantas, projetos, textos originais, material fotográfico de acervo e documentos relacionados a cada uma das três obras, além de 3 vídeos, mostrando o pensamento de Lina e abordando todo o contexto e processo construtivo nas obras.

A mostra tem curadoria dos arquitetos André Vainer e Marcelo Ferraz, que trabalharam 15 anos com Lina.

4- Lina Gráfica, também no Sesc Pompéia, aborda o pensamento gráfico de Lina, em cerca de 100 peças, quase todas pertencentes ao acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

Com curadoria de João Bandeira e Ana Avelar, são expostas ilustrações, desenhos originais, cartazes e outros tipos de desenhos não arquitetônicos, produzidos entre 1940 e 1980, na Itália e no Brasil. Há projetos de cartazes para exposições no Sesc, croquis do próprio logotipo do Sesc Pompéia,desenhos feitos em bico de pena na juventude, quando cursou o Liceu Artístico de Roma e trabalhos como ilustradora de revistas italianas (Bellezza, Grazia, Lo Stile Domus), além de sua criação da revista Habitat, início de sua atuação no Brasil.

 

Serviço

arquitetura política de Lina Bo Bardi Lina gráfica
até 14 de dezembro de 2014.
Terça a sexta, das 10h às 21h
sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

Área de Convivência do SESC Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia
Mais informações: (11) 3871-7700 ou www.sescsp.org.br
Entrada gratuita

Lina Bo Bardi Designer: O Mobiliário dos Tempos Pioneiros
até 6/12, de quinta a domingo, das 10h às 16h30.

Casa de Vidro: r. General Almério de Moura, 200, Morumbi, SP
tel 11 
3743 3875
Entrada gratuita

Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi:
até 9/11, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Museu da Casa Brasileira: av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, SP
tel 11 3032 3727
Entrada gratuita

Veja a Linha do tempo de Lina:
http://www.institutobardi.com.br/linha_tempo.asp#

Mais referências:
http://www.sescsp.org.br/programacao/41315_A+ARQUITETURA+POLITICA+DE+LINA+BO+BARDI#/content=saiba-mais
http://www.sescsp.org.br/programacao/41322_LINA+GRAFICA#/content=saiba-mais
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1646/Lina-Bo-Bardi
http://www.mcb.org.br/mcbItem.asp?sMenu=P002&sTipo=5&sItem=2819&sOrdem=0
http://guia.uol.com.br/sao-paulo/exposicoes/noticias/2014/10/08/centenario-de-lina-bo-bardi-e-celebrado-em-quatro-exposicoes-em-sp.htm
http://www.lilianpacce.com.br/e-mais/100-anos-de-lina-bo-bardi/

16
junho
2014
Oscar Niemeyer: Clássicos e Inéditos

Mais de 300 obras originais do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), ocupam três andares do espaço Itaú Cultural, a partir de 5 de junho.

Com curadoria de Lauro Cavalcanti e expografia de Pedro Mendes da Rocha e, além de mostrar os trabalhos em si, a exposição examina o processo criativo de Niemeyer, com plantas, croquis, desenhos originais, maquetes, filmes e fotos, possibilitando uma especial percepção de sua produção. “O objetivo é revelar projetos inéditos que, por vários motivos, permaneceram no papel e, agora, são trazidos ao público por um extenso trabalho de pesquisa e digitalização de originais”, destaca Cavalcanti.

A grande maioria dos desenhos da exposição provém de cadernos de trabalhos não executados. Eles nos permitem ver a metodologia do arquiteto e entender um pouco mais de seu modo de conceber, desenhar, escrever e, em alguns casos, acompanhar o desenvolvimento dos projetos. 

Um projeto que merece atenção especial é o da cidade de Negev, em Israel, desenhada em 1964, apenas três anos após a inauguração de Brasília. Com características praticamente opostas à capital brasileira, a cidade contempla mais a escala humana, em detrimento do automóvel, adotando ruas estreitas e distâncias entre casa, trabalho e lazer que possam ser percorridas a pé, nenhuma maior do que 500 metros.

Também faz parte da exposição um rolo de 16 metros de comprimento, praticamente desconhecido, desenhado por Niemeyer durante a gravação do documentário Oscar Niemeyer - O Filho das Estrelas, dirigido por Henri Raillard, em 2001.

A mostra ainda terá a projeção contínua de dois documentários sobre Niemeyer, exibidos na íntegra: Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro, com direção e roteiro de Fabiano Maciel, e depoimentos de outros arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, Ciro Pirondi e Ruy Ohtake, gravados em vídeo.

Itaú Cultural 
av. Paulista 149

visitação
de 5 de junho a 27 de julho de 2014
de terça a sexta-feira, das 9h às 20h
sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h

Entrada gratuita

 

http://novo.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/oscar-niemeyer-classicos-e-ineditos/

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2014-06-04/com-arquivos-raros-exposicao-sobre-oscar-niemeyer-recebe-mais-de-300-obras.html

5
junho
2014
Como mover montanhas…
Ops! como construir pirâmides!

Imagens de dentro do túmulo de Djehutihotep, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio egípcio (de aproximadamente 1.900 A.C.), na qual há um homem, na frente de um trenó, derrama líquido na areia. Pode-se vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.

 

Os antigos egípcios tiveram que deslocar volumes pesadíssimos para seus templos: estátuas imensas, blocos de pirâmides de 2,5 toneladas por longas distâncias, sobre a areia do deserto, sem nenhuma ajuda da tecnologia moderna.  Como fizeram isso??? Como foi possível?  Mesmo andar sobre a areia pode ser tão penoso…

Isso intrigou egiptólogos, físicos, historiadores por muitos séculos, mas agora acredita-se que a charada foi desvendada: imagens de pinturas murais egípcias mostram grandes volumes sendo transportados por exércitos de homens, em cima de uma espécie de trenó.  Porém, assim mesmo, pelo peso desses volumes, seria impossível fazer o transporte sobre a areia apenas com aquela quantidade de homens. Então, uma equipe de pesquisadores, liderada por Daniel Bonn, da Universidade de Amsterdã, Holanda, começou a testar a mudança de atrito da areia, conforme a umidade, e descobriu que com uma pequena quantidade de água pode-se reduzir consideravelmente esse atrito da areia, permitindo-se um deslizamento muito melhor. Desse modo, os egípcios precisariam de metade da tração humana (metade do número de homens) para transportar o mesmo volume e peso. Na verdade, o líquido, em pouca quantidade, agrega os grãos de areia, tornando-a mais rígida.  

Os físicos testaram isso colocando, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia; para determinar a rigidez, usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Essas experiências resolvem um mistério de séculos e nos confirmam o conhecimento que os egípcios já tinham, e o que nós provavelmente já deveríamos ter. 

 

referências:

http://chc.cienciahoje.uol.com.br/os-egipcios-e-o-atrito/

http://gizmodo.uol.com.br/estudo-egipcios-piramides/

http://www.iflscience.com/physics/mystery-how-egyptians-moved-pyramid-stones-solved#qHZmGuk1YPP16Hqz.99

http://www.iflscience.com/physics/mystery-how-egyptians-moved-pyramid-stones-solved

https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.112.175502

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