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5
dezembro
2017
O Ítaca apoia exposição de cartazes sobre as questões dos refugiados
postado sob arte, cidadania, design, Ítaca
O juri presencial com os 10 cartazes selecionados

REFUGIADOS - liberdade de ir e vir é uma mostra dos cartazes selecionados pelo júri do concurso de 2017 da P4T, levantando a discussão sobre o direito dos imigrantes, refugiados. Segundo a própria organização, “no decorrer da história, imigrantes enriqueceram seus novos países com seu conhecimento, tradições e cultura. Todos os campos do conhecimento humano foram beneficiados por influências externas. Se continuarmos olhando apenas dentro de nossas fronteiras e nos fecharmos para os outros países, iremos retroceder e não avançar.”

Esssa mostra é muito relevante para o contexto brasileiro. De alguma maneira cada um de nós é um imigrante – com exceção dos indígenas – seja por imposição, como no caso dos escravos, por conveniência ou por necessidade. Essa referência deveria nos favorecer no exercício da tolerância, do acolhimento e da sabedoria em aprender com outras culturas, enriquecendo a nossa própria existência.

Histórico da mostra
A cada ano, a ONG Poster for Tomorrow, sediada em Paris, organiza um concurso mundial de cartazes sobre algum tema de direitos humanos. O objetivo é lançar o foco sobre questões de interesse para a paz e a igualdade entre os seres humanos. Hoje já conta com quase 7.000 inscritos em cada edição.

Um júri online faz a pré-seleção dos cartazes, provenientes de todos os continentes, e um júri presencial escolhe os 100 melhores e os 10 top, entre esses 100. A seleção final é exposta em diversos lugares do mundo, com inauguração preferencialmente no dia 10 de dezembro, data de aniversário da Declaração dos Direitos Humanos.

Este ano, os 10 top vão ser expostos em São Paulo, por enquanto na parte externa do muro da Unibes Cultural,que fica na entrada do metrô Sumaré e na parede externa da Casa do Povo, centro cultural.

O Colégio Ítaca colaborou para que este evento ocorresse e vai expor na escola os mesmos 10 cartazes em forma de bandeiras de tecido, em formato 50 X 70 cm.

Entre os 10 mais desta edição está o designer brasileiro Ricardo Garla.

Para mais informações sobre os projetos da P4T e galerias de outras edições, acesse http://www.posterfortomorrow.org/en/

 

 

21
outubro
2017
Exuberante olhar da Polônia
postado sob arte, cultura, design

São 70 cartazes, 50 publicações e 20 capas de disco (CD e LP) selecionados a partir de centenas de livros e cartazes desenhados por artistas e designers poloneses mais recentes, reunidos numa impressionante mostra, no Instituto Tomie Ohtake. A exposição apresenta o resultado de trabalhos gráficos feitos para iniciativas culturais, obras consideradas vanguardistas de alta qualidade e que apontam para novas direções.

Não é a primeira vez que o Instituto Tomie Ohtake, realiza mostras com os nomes históricos do design gráfico polonês. Agora fez uma parceria com Culture.pl e Fontarte, trazendo um novo recorte dessa produção reconhecida mundialmente.  

Essa edição da exposição "Eye on Poland - Olhar Polônia: o cartaz, o livro e a capa de disco contemporâneas" tem curadoria de Magdalena Frankowska e Artur Frankowski, e busca apresentar ao público brasileiro o design gráfico polonês contemporâneo, representado pelos mais interessantes projetos dos últimos tempos. A exposição já foi apresentada na China (2010-11), no Japão, Coréia do Sul e Índia (2015-17).

Para Magdalena Frankowska e Artur Frankowski, o design gráfico polonês, nos últimos anos, tem se desenvolvido dinamicamente e ganhado reconhecimento na Europa e pelo mundo. “A razão por trás disso não está somente nas tradicionais associações com a arte dos cartazes e com artistas da genericamente chamada “Escola Polonesa de Cartazes” (entre meados da década de 1950 até o final da década de 1960), como Henryk Tomaszewski, Józef Mroszczak, Jan Lenica, Roman Cieślewicz ou Wiktor Górka, mas também nas produções das gerações intermediária e jovem de designers que estão hoje buscando soluções originais em suas práticas”.  

A dupla acrescenta que esse crescente reconhecimento pode também ser atribuído à recente expansão das artes e da área cultural na Polônia, especialmente com o surgimento de novas instituições culturais e com o desenvolvimento das já existentes. Destacam ainda o crescimento acelerado das publicações independentes. “Nos últimos anos, temos visto muitas publicações de alto nível, cuidadosamente desenhadas e produzidas por editores independentes”.

Diferentemente do francês, suíço ou holandês, o design gráfico contemporâneo polonês, dizem os curadores, tem seu estilo original identificável: colorido, veloz, espirituoso e inteligente. “É nossa tradição nesse campo, nossa língua nativa, nossa identidade cultural e nossa imaginação original têm um impacto considerável na linguagem gráfica contemporânea do país e, consequentemente, nas obras de design gráfico”, ressalta o casal.

(Editado a partir do site: http://www.institutotomieohtake.org.br/visite)

SERVIÇO

EYE ON POLAND - OLHAR POLÔNIA
De 19 de setembro a 29 de outubro

Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201
(Entrada pela R. Coropés, 88) 
Pinheiros - São Paulo- SP
CEP 05426-100
A 800m do Metrô Faria Lima (Linha Amarela)

Telefone 11 2245 1900
Horário de funcionamento. Terça a domingo das 11h às 20h
Entrada gratuita

O Instituto Tomie Ohtake possui elevadores para acesso aos visitantes com mobilidade reduzida.

 

3
outubro
2017
9º EF faz viagem de estudo a Minas Gerais

As chamadas cidades “históricas” mineiras são marcos de desenvolvimento de sua época, pois o ouro e o diamante alavancaram a prosperidade das artes tanto quanto a qualidade de vida. 

Manifestações artísticas na escultura e pintura são marcos do Barroco mineiro e posteriormente do Rococó.  Grandes artistas e seus discípulos nos legaram seus trabalhos através de obras extensas que encantam por sua expressão e qualidade. O estilo das artes mineiras é próprio e não uma simples cópia de seus predecessores do velho mundo. 

Os literatos mineiros souberam contar sua sociedade e seus costumes sob as rígidas regras do estilo barroco e, mais tarde, como neoclássicos, “habitaram a Arcádia” com seus poemas campestres e prazerosos. O Barroco mineiro é, assim, uma vasta realidade a ser constatada através da interligação de disciplinas como Artes, Geografia, História e Português. 

Em contraste com esse universo, Inhotim se insere como um templo da arte contemporânea no país, encravado no coração do Barroco mineiro. 

Nesta viagem de estudo do meio de quatro dias, nossos alunos, guiados pela Uggi – Educação ambiental e acompanhados por professores do Ítaca, vivenciam essa junção de passado e futuro, num mergulho profundo em considerável parte da Cultura Brasileira, em localidades que estão além da história, uma vez que são consideradas centros culturais arquitetônicos de rara composição urbana e originalidade de projetos. 

As fotos desta matéria foram feitas pela Lara Gurianova de Araújo, aluna da turma.

 

7
agosto
2017
Bichos do Brasil no muro da escola
postado sob arte, Ítaca, meio ambiente
Esboços de base para a pintura
Esboços de base para a pintura
Esboços de base para a pintura
O muro pintado
O muro pintado
O muro pintado
Esboço de base para a pintura
Ficha técnica criada pela artista
Ficha técnica criada pela artista
Ficha técnica criada pela artista
Ficha técnica criada pela artista

Você viu a nova pintura do muro do Ítaca?

Trata-se da série Bichos do Brasil, pintada pela artista plástica Walkiria Barone.

Walkiria é formada pela FAAP e coordena projetos para crianças. Ela também pinta muros em parques e em estações de metrô, como obras temporárias ou permanentes. Entra suas obras públicas está o muro externo das estações Cidade Jardim e Villa-Lobos, da CPTM. Além disso, a coleção de bichos brasileiros já foi exposta em metrôs como a Estação 165,em Nova York, e em São Paulo, nas estações Trianon-Masp, São Bento, Faria Lima, Fradique Coutinho e Paulista.

A série Bichos do Brasil é o resultado da admiração da artista pelos animais e pela arte. Com o intuito de despertar a consciência para a preservação das espécies nativas, principalmente as que estão em extinção, Walkiria busca lugares públicos para expor suas pinturas.

12
junho
2017
Alice Guy-Blaché - importante presença feminina na história cinematográfica
postado sob arte, cinema, cultura

Considerada a primeira mulher diretora de filmes, Alice Guy-Blaché (1873 –1968) fez um dos primeiros filmes narrativos da história do cinema, aos 23 anos, em 1896. Dirigiu e produziu cerca de 700 filmes e é, até hoje, a única mulher a ser proprietária de um estúdio de produção cinematográfica.  Curiosamente, tudo isso aconteceu antes mesmo de ela, e todas as mulheres, terem o direito de votar. Apesar desses feitos notáveis, Alice Guy-Blaché não aparece nos livros de história do cinema entre os nomes de notáveis pioneiros dessa arte, como George Méliès, Edwin S. Porter e D.W. Griffith. Mas nos últimos anos há várias ações que prometem corrigir tal erro: em 2009, o Whitney Museum of American Art programou uma mostra de 80 exemplares do seu trabalho; após uma longa campanha, o Directors Guild of America conferiu uma homenagem a Guy-Blaché, com um Lifetime Achievement Award e, recentemente, os diretores Pamela Green e Jarik van Sluijs levantaram 200.000 dólares no Kickstarter para fazer um documentário sobre sua vida, chamado Be Natural, que tem como produtor executivo Robert Redford e é narrado por Jodie Foster.

Nascida na França, Alice Guy entrou no cinema ao ser contratada como secretária por Leon Gaumont, da Gaumont-Paris, após completar seus estudos na Suíça. A Gaumont, que produzia câmeras, passou a produzir filmes, e Alice, que ganhou responsabilidade na empresa, dirigiu em 1896 o curta-metragem La Fée aux Choux , considerado o primeiro filme narrativo da história do cinema. Ainda na França, continuou a fazer filmes sobre diferentes tópicos. Foi das primeiras pessoas a experimentar o som no cinema e a utilizar essa nova tecnologia, a partir de 1905. 

Alice conheceu o cameraman Herbert Blaché enquanto trabalhava em uma filmagem e os dois se casaram em 1906. Em seguida, foram a New York incumbidos de montar o escritório local da Gaumont.  Aparentemente, foi o marido quem a acompanhou em sua carreira da Gaumont, e não vice-versa, porém foi ele quem dirigiu esse escritório, enquanto ela criava a filha do casal, Simone. 

Em 1910, a cineasta montou sua própria produtora, Solax, em New York e construiu um estudio em Fort Lee, New Jersey, enquanto Herbert continuou na Gaumont

Depois de um período de bastante sucesso, a Solax entrou em crise e foi fechada. Apesar disso,  Alice continuou a dirigir vários filmes, mas se viu marginalizada, depois de seu boom criativo, pela indústria cinematográfica burocratizada e corporativa do pós-Guerra de 1914-18.

Retornou à França com sua filha em 1922, após se divorciar. Encontrou o país empobrecido pela guerra e com a indústria cinematográfica sucateada. Não conseguiu seguir com a carreira e, em 1964, retornou aos Estados Unidos, onde faleceu em 1968.

Espera-se que as novas iniciativas no sentido de regatar a memória de seu trabalho confiram o devido lugar de Alice Guy-Blaché na história da cinematografia mundial.

Referências
http://www.openculture.com/2014/10/alice-guy-blache-first-female-director.html
http://www.imdb.com/name/nm0349785/bio?ref_=nm_ov_bio_sm
https://www.nwhm.org/education-resources/biography/biographies/alice-guy-blache/
https://www.youtube.com/watch?v=DqlD7RLoNAI

Filmes
https://www.youtube.com/watch?v=UkT54BetFBI
https://www.youtube.com/watch?v=-p2hWW-dZ3g
https://youtu.be/47qRYJVIl9k
https://www.youtube.com/watch?v=CYbQO6pwuNs
https://www.youtube.com/watch?v=dQ-oB6HHttU
https://www.youtube.com/watch?v=AKQUiac27dM
https://www.youtube.com/watch?v=G7cpV9L5d84
https://www.youtube.com/watch?v=e8_fb3AtmVo

 

31
janeiro
2017
Cores do sagrado, em São Paulo
postado sob arte, cultura
imagem: reprodução
Mãe senhora e Carybé
imagem: reprodução
imagem: reprodução
imagem: reprodução

A exposição As Cores do Sagrado, em cartaz na Caixa Cultural, Praça da Sé, é um rico apanhado da obra do pintor Carybé, abordando as tradições e os ritos do candomblé, religião de origem africana. A mostra apresenta aquarelas do artista e tem curadoria de sua filha Solange Bernabó, secretária do Instituto Carybé e membro do Conselho Curador da Fundação Casa de Jorge Amado. As imagens da exposição foram produzidas ao longo de três décadas (1950 a 1980) e registram as vivências do artista em terreiros de candomblé. Carybé retratou as cerimônias (ritos de iniciação, festas, incorporação dos orixás e rituais fúnebres) com precisão e detalhes. Uma de suas principais obras, que faz parte da mostra em São Paulo, é Mãe Senhora, sobre a famosa mãe de santo baiana, de quem Carybé foi amigo. 

Quem foi Carybé?
Definido como “argentino no nascimento, carioca por criação e baiano por opção”, o artista Carybé, cujo nome de batismo era Hector Julio Páride Bernabó, nasceu em 1911, na Argentina, viveu no Rio de Janeiro e depois em Salvador, lugar que considerava especial. Foi um dos mais produtivos e inquietos artistas que viveram no Brasil. Além de pintor, foi gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro, por volta de 1925. Entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro Macunaíma, de Mário de Andrade (1893 - 1945), em 1943. Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual na Galeria Nordiska Kompainiet, em Buenos Aires. 

Em 1944, viajou para a Bahia e se encantou pela cultura local.  Desde 1950, quando se fixou definitivamente em Salvador, Carybé interessou-se especialmente pela religiosidade e pelos costumes locais e também pelo cotidiano de pessoas humildes, como pescadores, vendedores ambulantes, capoeiristas, lavadeiras e prostitutas, temas constantes em sua produção. 

Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior (1923), Genaro (1926 - 1971) e Jenner Augusto (1924 - 2003). Em 1957, naturalizou-se brasileiro. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez (1928), Jorge Amado (1912 - 2001) e Pierre Verger (1902 - 1996), entre outros.
O artista realizou ainda diversos painéis, como o que se encontra no Aeroporto J. F. Kennedy, de Nova York, no qual trabalhou com diversos materiais, e o que fez para o Banco da Bahia, composto por 27 pranchas esculpidas em cedro representando os orixás do candomblé.

Por quase toda a sua vida, acreditou que o apelido Carybé provinha de um pássaro da fauna brasileira. Somente muitos anos depois, através do amigo Rubem Braga, descobriu que a sua alcunha significava 'mingau ralo', o que lhe rendeu diversas brincadeiras.

Frequentador do terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, Carybé morreu aos 86 anos, no dia 1° de outubro de 1997, em Salvador, durante uma cerimônia no próprio terreiro. O artista deixou como legado mais de 5.000 trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços.

As 50 obras desta mostra, fazem parte das 128 incluídas no livro “Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia“, de 1981, com introdução de Jorge Amado e textos de Pierre Verger e Waldeloir Rego – esgotado e, hoje em dia, item de colecionador. É uma oportunidade única de ver esse trabalho. As Cores do Sagrado passou por Salvador, Recife e Rio de Janeiro e fica em cartaz na Caixa Cultural até 28 de fevereiro.  Não perca!


Carybé – As Cores do Sagrado
10/12/16 a 28/02/17, de terça a domingo das 9h às 19h
Caixa Cultural São Paulo: Praça da Sé, 111, Centro, SP
(11) 3321-4400
Entrada franca

Referências:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2017-01/exposicao-sobre-candomble-traz-aquarelas-do-artista-carybe
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1199/carybe
http://www.lilianpacce.com.br/e-mais/as-lindas-aquarelas-de-carybe-em-exposicao/
http://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noticias/2016/12/05/caixa-cultural-recebe-carybe.html
https://educacao.uol.com.br/biografias/carybe-hector-julio-paride-bernabo.htm

30
agosto
2016
AGROGLIFO????
Nos relatos do século 17, sobre desenhos nas plantações, esse fenômeno era atribuído a forças do mal.
desenhos de agroglifos (http://www.circlemakers.org)
divulgação lucypringle.com
divulgação lucypringle.com
Chilcomb Range, Hampshire, Inglaterra. 3 agosto 2016. Campo de trigo. cerca de33.5 m de diâmetro.

 

Agroglifo, como diz a palavra, é uma inscrição no campo (grego agrós, campo + grego glifo, signo gravado).
Chamam-se agroglifos as formações, geralmente muito grandes, criadas por meio do achatamento cuidadosamente projetado de uma cultura agrícola, como cereais, cana, ou capim.  
Todos os anos, centenas desses desenhos aparecem em diversos países do mundo, em mais de 30 países diferentes, sendo a maioria no sul da Inglaterra.

A maior parte tem forma circular e muitas se parecem com mandalas.  Ufólogos acreditam que são feitas por seres extraterrestres, enquanto que cientistas afirmam que são feitos pelo homem e que, em raras exceções, podem ter sido feitos por fenômenos naturais ou meteorológicos.

O que causou maior mistério é que os agroglifos geralmente apareceram de manhã cedo, ou seja, foram feitos durante a noite. O fenômeno começou a ser registrado na Inglaterra, onde existe a maior parte dos casos, e as formas aparecem perto das estradas, em áreas de fácil acesso,tornando mais provável que tenham sido feitos pelo homem.  Vestígios arqueológicos podem causar marcas em campos com formas de círculos e quadrados, mas eles não aparecem durante a noite e estão sempre nos mesmos lugares todos os anos, diferentemente desses agroglifos.

Há relatos muito antigos, já no século 17, sobre desenhos nas plantações, e atribuía-se esse fenômeno a forças do mal. Mas, a maioria dos relatos de círculos nas plantações apareceu e se popularizou mesmo a partir do final da década de 1970. 

Nessa época, dois artistas brincalhões, Doug Bower e Dave Chorley, disseram ter criado os “crop circules”, como eles chamaram essas inscrições nas plantações, inspirados em um caso australiano ocorrido em 1958, quando um círculo misterioso apareceu em um pântano. O motorista de um trator disse ter visto decolar um disco voador, que logo formou um redemoinho na grama. No dia seguinte, os jornais especularam que a marca tinha sido causada pela aterrissagem de uma nave extraterrestre.  "O que aconteceria aqui se nós fizéssemos um desses círculos?”, brincou Doug. "As pessoas pensariam que um disco voador pousou", Dave respondeu. Eles, então, usaram um cano de PVC para achatar as plantas, além de um par de escadas de alumínio e uma tábua, que usaram como ponte temporária, para que pudessem andar pelo campo cultivado sem deixar rastros das pegadas. 

Muito depois, em 1991, após a declaração de Bower e Chorley de que eram responsáveis por muitos dos desenhos, os círculos começaram a aparecer em todo o mundo. Estima-se que cerca de 10 mil círculos em plantações têm sido relatados em vários países, como em regiões da antiga União Soviética, Reino Unido, Japão, Estados Unidos e Canadá. Os céticos observam uma correlação entre os círculos nas plantações, a intensa cobertura da mídia e a ausência de cercas e/ou legislação anti-invasões.

Em 1992, os húngaros Gábor Takács e Róbert Dallos, de 17 anos, alunos de uma escola secundária na Hungria especializada em agricultura, criaram um agrolifo de 36 metros de diâmetro em um campo de trigo perto de Székesfehérvár. Em 3 de setembro, a dupla apareceu na TV húngara e expôs que o círculo era uma brincadeira, mostrando fotos do campo antes e depois de a formação ter sido feita. A dona da propriedade, então, processou os jovens por danos. 

A partir dos anos 2000, o número e a complexidade das formações em plantações aumentaram, alguns com até duas mil diferentes formas e que incorporam algumas características matemáticas e científicas complexas.

O grupo Circlemakers, nascido em 1995, formado por John Lundberg, Geoff Gilberto e Rod Dickinson, começou a espalhar círculos em plantações pelo mundo como forma de expressão artística e como prova de que os “crop circules”, ou agroglifos, são sim uma obra humana.  Esse coletivo ainda está em atividade e, além da militância artística e ambiental, produz obras de agroglifos sob encomenda para empresas.  Seu site é bem interessante e vale uma visita.

No Brasil, há relatos de agroglifos em plantações de trigo do Sul do país desde 2008, especialmente no interior de Santa Catarina, no município de Ipuaçu e, apesar das evidências históricas em relação à construção humana dessas formações, ainda assim são alvo de explicações místicas.


Referências:
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI345188-18580,00-AGROGLIFOS+DE+SANTA+CATARINA+CIRCULOS+EM+PLANTACOES+AINDA+NAO+SAO+ASSUNTO+S.html
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/voce-sabe-o-que-sao-agroglifos/n1237640585135.html
http://www.circlemakers.org
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculos_nas_plantações
http://pt.slideshare.net/LCDias/agroglifos-6493959
http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2215/doug-dave-fabricantes-de-crculos
http://shop.lucypringle.co.uk​

 

10
maio
2016
Matisse inspira comunicação visual no Ítaca
postado sob arte, design, Ítaca
La Danse, uma das obras mais conhecidas de Matisse (1910)
Matisse já doente, trabalhando na cama

No começo do ano, os alunos, professores, pais e funcionários tiveram a surpresa de encontrar as novas classes do pátio, feitas em contêineres, envelopadas com imagens coloridas. A ideia foi de incorporar aquele espaço ao restante das reformas feitas na escola, com um ar mais agradável e compatível com a identidade do Ítaca.

O Estúdio Infinito, estúdio de comunicação visual e design gráfico que já faz há anos a comunicação visual do Colégio baseou-se nas colagens de Henri Matisse, criou imagens vetorizadas de alguns de seus recortes e recriou essas imagens digitalmente com distintas montagens e cores.  As composições se pautaram por representar, em faces diferentes das salas, a terra, o ar e a água. As impressões foram feitas em vinil adesivo e aplicadas sobre as faces. Veja as imagens abaixo.

 

o container antes do envelopamento
Em processo...
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Mais uma face desenhada
idem
Como ficou o corredor entre os 2 contêineres
Desenho da água
Desenho do ar

 

Quem foi Henri Matisse 
Henri-Émile Benoît Matisse foi um pintor, escultor e artista gráfico francês, nascido em 1869. Formou-se em Direito, em 1887, mas não exerceu a função. Aos 22 anos, mudou-se para Paris para estudar arte e matriculou-se na Academie Julian, onde foi aluno de William-Adolphe Bouguereau, e depois no ateliê do pintor Gustave Moreau.

Depois de anos de estudos, de 1900 a 1905, participou da mostra Salão dos Independentes e Salão de Outono, em Paris, e integrou o grupo dos pintores chamados fauvistas (entre eles, André Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy e Emile Othon Friesz).
O Fauvismo (do francês fauvisme, oriundo de les fauves, "as feras", como foram chamados seus pintores) foi uma escola que inovou na arte por não seguir os cânones impressionistas, utilizando cores vibrantes e livre tratamento da forma na representação do mundo, iniciando a redução da linguagem da pintura a seus meios de expressão essenciais: cor, forma e pincelada.  
Uma das obras mais conhecidas de Matisse desse período é a pintura “A Dança” (La danse).

Entre 1906 e 1912 empreendeu diversas viagens. Voltou da Argélia influenciado pelo uso decorativo da arte islâmica e introduziu o decorativismo na sua pintura. Viajou também para o Marrocos. 
A partir daí passou a ser um artista bastante divulgado e considerado e a influenciar a arte de seu tempo, com um estilo que se caracterizava pelo uso de cores em tonalidades fortes, mas ao mesmo tempo, combatida por uma parcela da burguesia francesa apreciadora de arte, que a consideravam como uma diluição da arte. Matisse criou um estilo simplificado em que o uso da cor chapada, sem nuances, é limitada pelo traço e desaparecem os volumes. 

Os "papiers collés” (papéis colados)
Em 1920 mudou-se para Nice, e passou a pintar quadros de grande riqueza cromática como na série das Odaliscas, em que aparecem mulheres semivestidas com roupas exóticas, em ambientes decorados, com flores. 
Em 1930 teve problemas de saúde, ficando proibido de usar tinta a óleo e passou a trabalhar com outros materiais como recortes de papel e carvão. Neste momento, seu trabalho torna-se cada vez gráfico.  Suas colagens, "papiers collés", ganham potência, como o que se vê nas ilustrações do livro Jazz (1947) e na série "Nu bleu" (1952), trabalhos que tornaram-se muito conhecidos.

A partir de 1941, vítima de câncer e depois de sofrer uma operação, passou depender de uma cadeira de rodas para se locomover.
Entre 1948 e 1951 dedicou-se ao projeto da capela do Rosário em Saint-Paul, perto de Vence, no sul da França, concebendo todos os detalhes, dos vitrais ao mobiliário. 
Com o agravamento de sua doença, vem a falecer em 3 de novembro de 1954, de ataque cardíaco, aos 84 anos de idade. 

Matisse tem exposição em Salvador
Coincidentemente, neste momento há uma exposição importante de Matisse no Brasil: “Henri Matisse – Jazz” chega a Salvador no dia 12 de maio de 2016, no Espaço Caixa Cultural Salvador, e fica até o dia 3 de julho, com acesso gratuito para todos os públicos. Serão exibidas 20 pranchas originais feitas especialmente para o livro Jazz, publicado em 1947.
A mostra expõe obras de arte do histórico livro Jazz, de Matisse, que foi veiculado em uma edição limitada, contendo reproduções de colagens coloridas, acompanhadas por pensamentos escritos do artista. 

Referências
http://www.henri-matisse.net
http://www.wikiart.org/en/henri-matisse/the-lute-1943
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/05/mostra-cultural-exibe-colagens-do-artista-henri-matisse-em-salvador.html
http://educacao.uol.com.br/biografias/henri-matisse.htm
http://www.moma.org/collection/artists/3832

12
abril
2016
Os mosaicos de Zeugma
localização da cidade de Zeugma

Três novos mosaicos foram descobertos na antiga cidade grega de Zeugma, localizada às margens do Rio Eufrates, na atual província de Gaziantep, sul da Turquia, segundo anunciou, no início do mês de novembro de 2015, Kutalmýþ Görkay, diretor do projeto de escavações e professor da Universidade de Ancara.

E, apesar de esses mosaicos datarem de aproximadamente 200 a.C., estão em ótimo estado de conservação.

A cidade grega, que se chamava Seleuceia, foi fundada por Seleucus, à beira do rio Eufrates, em aproximadamente 300 a.C.,  juntamente com a cidade de Apamea, na outra margem (esta em homenagem à sua esposa persa). Seleuceia tornou-se o principal ponto de cruzamento entre as 2 margens do rio, ligando a Anatólia à Mesopotâmia. Pela sua posição estratégica, tornou-se, ainda, centro da legião romana e importante cidade de fronteira entre Ocidente e Oriente. Supõe-se que foi cena de frequentes encontros interculturais, pelo que se encontrou em suas escavações. 

Mais tarde, no século 64 a.C., o Império Romano conquistou a região e renomeou a cidade como Zeugma, que significa “ponte”, em grego antigo.  Os romanos ocuparam Zeugma até 253 d.C., quando esta caiu em decadência, após ser saqueada e tomada pelo Império Sassânida, persa.

O sítio arqueológico, hoje território da Turquia, foi descoberto em 1970 pelo alemão Jorg Wagner, e as escavações começaram a tomar corpo, sob os auspícios do Ministério da Cultura da Turquia, nas décadas de 1980/90.

Mas foi apenas em 2.000, com a construção da barragem de Birecik, que inundaria grande parte da cidade antiga, que apelos internacionais levaram à mobilização do governo turco para um projeto arqueológico emergencial que pudesse salvar e restaurar parte da história da cidade: as escavações revelaram um conjunto de 2.000 a 3.000 casas bem conservadas.

Com recursos do Ministério da Cultura e da Packard Humanities Institute, uma equipe italiana de 100 arqueólogos e 25 restauradores trabalharam exaustivamente, sob temperaturas elevadas, retirando mosaicos e afrescos que foram transferidos para o Gaziantep Museum.  Na impossibilidade de retirar todos os mosaicos, alguns deles foram protegidos com camadas de argila e outros materiais semelhantes aos utilizados na época de sua construção, depois cobertos de areia, para continuarem conservados após o alagamento provocado pela barragem.

A partir de 2005, as escavações de Zeugma e a coordenação das pesquisas ficaram a cargo do Prof. Kutalmış Görkay, da Universidade de Ankara, Departamento de Arqueologia.

O professor Kutalmış revela o caráter dos mosaicos encontrados: “Eles eram um produto da imaginação do seu dono. Não eram simplesmente ‘escolhidos a partir de um catálogo’”, explica. “Eles pensavam em cenas específicas, a fim de criar uma impressão específica. Por exemplo, se você tivesse um nível intelectual para discutir literatura, então você podia selecionar uma cena como a das três musas”.

Veja alguns dos links abaixo, que permitem aprofundar sobre o assunto, além de acompanhar alguns lindos procedimentos de restauro.

http://zeugmaarchproject.com/index.php/english/zeugma

https://dailymedia.info/stunning-2200-year-old-mosaics-discovered-ancient-greek-city-2/

http://paleonerd.com.br/2015/07/19/mosaicos-romanos-encontrados-em-zeugma-turquia/

https://dailymedia.info/stunning-2200-year-old-mosaics-discovered-ancient-greek-city-2/

http://hypescience.com/mosaicos-de-2-000-anos-de-idade-sao-descobertos-na-turquia-antes-de-serem-perdidos-em-inundacao/

11
março
2016
Sobre nossa saída para perceber a Terra: viagem do 1º EM rumo a Botucatu (SP)

"O que é uma fazenda?" nos perguntava o agricultor Paulo, da estância Demétria, em Botucatu. "Um pedaço de terra?" responderam... e se disséssemos ser  "um pedaço da Terra?" Há alguma diferença?

Entender-se como parte da Terra envolve um posicionamento ético que emerge não das especulações lógicas e racionais, mas da percepção do mundo através de um olhar qualitativo, integrador e holístico. Não é tarefa fácil.... Exige paciência, abertura, porosidade, atenção e muita observação para que algo comece a verter do fenômeno que está diante de nós, para que comecemos a "ler o livro aberto da natureza", como diria Goethe, até que ela a nós se revele, generosamente. Essa metodologia de investigação pode ser controversa, mas não há dúvidas de que seja um caminho bastante fértil para recuperarmos nossa capacidade de construir percepções do mundo (e não só repetir descobertas científicas que tornam o universo um conjunto de objetos a serem utilizados: nós separados do mundo que está a nosso serviço, ou lá, bem longe de minha realidade cotidiana).

Investigar a formação da Terra a partir de nossas observações - percebendo como uma massa rochosa é a cristalização de uma história de bilhões de anos, de movimentos, de feitos e efeitos, e que, ao percebê-lo, somos parte disso - é uma forma de buscarmos outras relações com a natureza, cujo ponto de partida é o próprio processo de percepção. As rochas deixam de ser paredes, calçadas, pias, pisos ou acidentes do relevo no meio das estradas... a fazenda deixa de ser um lugar para se plantar... São todos partes da Terra e nós, nela, ao começarmos a perceber aquilo que está para além do objeto, concreto em nossa frente, tornamo-nos responsáveis por vitalizá-la. 

É a partir do olhar que isso começa a acontecer. E não há momento escolar mais propício para isso do que um estudo de campo.

Saída envolvendo as disciplinas de Geografia, Biologia, História da Arte e Língua Portuguesa.

Texto: Professor Arthur Medeiros

15
fevereiro
2016
Banco de tecidos reaproveita sobras de materiais especiais
Desperdiça-se toneladas de tecidos
O Banco de tecido reaproveita sobras

Em janeiro de 2015,  Lu Bueno criou o Banco de Tecido, na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo. O Banco é uma loja que vende, a quilo, sobras de boa qualidade de materiais já usados por ela e outros colegas de profissão. ”Sempre guardei o que restava e, quando vi, tinha quase uma tonelada de tecidos acumulada", conta Lu, cenógrafa e figurinista que já soma 25 anos de carreira. "Comecei a trocar com alguns amigos e então percebi que tinha um bom negócio em mãos."

Buscando uma forma de lidar com esse estoque, ela encontrou com o Banco de Tecido, uma solução para reaproveitar o que estava parado. Em paralelo, profissionalizou-se, fazendo um curso de empreendedorismo no Sebrae, antes de abrir o negócio.

Além do preço baixo (R$ 35,00 o quilo do tecido), a vantagem é que se encontram lá materiais que não podem ser encontrados facilmente no varejo. Entre seus maiores clientes estão os profissionais da moda, estilistas e costureiras, além de figurinistas que trabalham em teatro.

Os consumidores também podem ser doadores de sobras e trocá-las por creditou na loja. Evitar o desperdício é um dos pontos-chave do consumo consciente, segundo Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu.

Com a intenção de expandir o projeto, Lu criou um selo, que batizou de 'Tecido de reúso para uso'. "A ideia é que os criadores coloquem a etiqueta na peça feita com nosso tecido, pois, mais do que lucrar, quero vender a ideia da importância da reutilização", diz Lu.   

O escritório e estoque principal do Banco, hoje em dia, está sob os seus cuidados. Fica localizado no mesmo espaço onde ela desenvolve seus projetos paralelos ao banco, como espetáculos de teatro e outras produções.

http://bancodetecido.com.br
Endereço: Rua Campo Grande, 504, V. Leopoldina Horário de Atendimento: de 2ª a 6ª das 9:30 às 18h
Contato: bancodetecido@lupa.art.br ou 11 4371-3283 Falar com: Andressa Burgos ou Lu Bueno

Referências:
http://saopaulosao.com.br/negocios-criativos/119-um-banco-para-troca-de-restos-de-tecido.html
http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/moda,banco-de-tecido-oferece-sobras-de-material-a-r-35-o-quilo,1711253
https://www.facebook.com/banco-de-tecido-581735865226676/=

19
janeiro
2016
O MUNDO EM QUE PISAMOS

Gary Greenberg é um doutor que combina sua paixão pela arte e pela ciência, criando paisagens dramáticas de mundos escondidos.
 
Greenberg usa microscópios para revelar paisagens de mundos fora de nossa percepção cotidiana, mas com os quais convivemos todos os dias. Para ele, os segredos da natureza estão visíveis em todos os lugares, são tangíveis, mantendo-se secretos até que sejam revelados, pelo microscópio. Alcançando-os, nos conectamos com o universo.
 
Originalmente fotógrafo e cineasta de Los Angeles, Estados Unidos, aos 33 anos Greenberg iniciou o Pós-graduação em Pesquisa Biomédica, em Londres, Inglaterra. Foi professor universitário na Califórnia, nos anos 80, e na década de 90 inventou um microscópio 3D de alta definição, para o qual registrou 18 patentes nos Estados Unidos. 
 
Desde 2001, Greenberg foca seu microscópio em objetos comuns: grãos de areia, flores e comida.  Esses objetos do cotidiano assumem outra realidade quando aumentados centenas de vezes, revelando aspectos escondidos e inesperados da natureza. Pelas imagens da areia, por exemplo, nos damos conta de que, ao caminhar pela praia, pisamos sobre milhares de anos de história biológica e geológica.
 
Recentemente Greenberg fotografou a areia da Lua, trazida pela missão da Apollo 11.
Vale a pena conhecer seu trabalho, surpreender-se e deliciar-se com as imagens.


Referências:
http://sandgrains.com

14
dezembro
2015
ARTE NA MODA: conjunto completo da coleção de moda 'MASP Rhodia'
postado sob arte, cultura, design
Metro Arquitetos: http://www.metroo.com.br/projects/view/112

A Rhodia era uma indústria química francesa que promovia seus fios sintéticos no Brasil há aproximadamente 50 anos, causando furor por meio de desfiles-show, editoriais e coleções de moda ousadas. Lançava duas coleções por ano, que viajavam em desfiles pelo Brasil e exterior. Essa estratégia foi criada pelo visionário gerente de publicidade da empresa, Lívio Rangan (1933-1984). Apresentados na Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), o maior evento de moda da época, os desfiles-show, realizados entre 1960 e 1970, pareciam espetáculos e reuniam artistas de teatro, da dança, música e das artes visuais. 

O MASP (Museu de Arte de SP) detém uma coleção de 79 peças da época, selecionadas por Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor-fundador do museu, e doada em 1972 pela Rhodia. Esse conjunto que reúne roupas de diferentes coleções, é o único remanescente dessa produção. As peças são únicas, feitas sob medida e apenas para promoção da marca.  Rangan trazia referências da moda internacional revolucionária da époça e escolhia artistas brasileiros para reprocessarem essas informações, em um rico diálogo com a arte contemporânea do momento. 

Pela primeira vez, o MASP exibe seu acervo completo de vestuário da Rhodia, com roupas criadas a partir da colaboração entre artistas e estilistas na década de 1960. 

O conjunto inclui artistas que trabalhavam com a abstração geométrica, como Willys de Castro (1926-1988), Hércules Barsotti (1914-2010), Antonio Maluf (1926-2005), Waldemar Cordeiro (1925-1973) e Alfredo Volpi (1896-1988); com a abstração informal, como Manabu Mabe (1924-1997) e Antonio Bandeira (1922-1967); com referências populares brasileiras, como Carybé (1911-1997), Aldemir Martins (1922-2006), Lula Cardoso Ayres (1910-1987), Heitor dos Prazeres (1898-1966), Manezinho Araújo (1910-1993), Gilvan Samico (1928-2013), Francisco Brennand e Carmélio Cruz; e outros associados a uma vertente da arte pop, como Nelson Leirner e Carlos Vergara.

A coleção MASP Rhodia é um acervo fundamental para enxergar o potencial criativo da colaboração entre arte, moda, design e indústria, e que permanece único e insuperável no Brasil. Que sirva de inspiração para criatividade e novas discussões no momento atual na moda.

Serviço
Arte na moda: Coleção MASP Rhodia
23 de outubro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016
Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30);
quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Tel (11) 3149-5959
Ingressos: R$ 25 (entrada); R$ 12 (meia-entrada) (O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo, e às quintas-feiras, a partir das 17h)

Referências:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=239&periodo_menu=breve
http://ffw.com.br/noticias/moda/masp-abre-dialogo-com-a-moda-em-exposicao-de-vestidos-estampados-por-artistas-dos-anos-60/
https://catracalivre.com.br/sp/bom-bonito-barato/barato/masp-apresenta-conjunto-completo-da-colecao-de-moda-masp-rhodia/

 

19
outubro
2015
Mais uma Mostra Internacional de Cinema!
postado sob arte, cidadania, cinema, cultura
cartaz da mostra, com desenhos de Martin Scorcese

De 22 de outubro a 4 de novembro, acontece a tradicional Mostra Internacional de Cinema, de São Paulo. Durante duas semanas, serão exibidos 312 títulos de 62 países, em 22 endereços - cinemas, espaços culturais e museus - espalhados pela capital paulista, incluindo-se exibições gratuitas e ao ar livre.

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é um festival anual, organizado pela Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema.  Foi criada em 1977, quando o crítico de cinema e então diretor do departamento de cinema do Museu de Arte de São Paulo (MASP) Leon Cakoff resolveu celebrar o 30º aniversário do Museu com uma mostra de filmes. 
 

A MOSTRA E A CENSURA DO GOVERNO MILITAR

Durante os primeiros 7 anos de festival, quando o Brasil vivia sob a ditadura militar, a Mostra teve uma série de problemas com a censura : frequentemente os filmes tinham que ser mostrados a uma comissão de censores para serem liberados para exibição. Muitas vezes, as diversas embaixadas tinham que ajudar no envio de material para o Brasil.

Em 1984, último ano da ditadura, a Mostra saiu do Masp e ganhou uma batalha contra a submissão dos filmes à censura prévia.  No entanto, foi suspenso na primeira semana, após exibir o filme O Estado das Coisas (1982 , de Wim Wenders. Essa interrupção do festival pela censura teve repercussão internacional e durou 4 dias, tempo em que os censores assistiram a todos os filmes, voltando a controlar as exibições.

A 9ª edição da Mostra,  em 15 a 31 de outubro de 1985, já foi totalmente livre de censura.
 

IMPORTÂNCIA E REPERCUSSÃO

"A história da Mostra Internacional de São Paulo é o relato de uma batalha constante contra a censura, as leis arbitrárias, o descaso pela cultura. É, finalmente, uma luta pela criação e preservação de uma memória coletiva"
Comentário do cineasta Walter Salles, diretor de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta".

Nos seus 39 anos de existência, a Mostra cresceu e tornou-se um evento de grande escala, que acontece em diversos lugares da cidade, exibindo anualmente mais de 300 filmes do mundo todo e dando ao Brasil uma visibilidade importante no meio cinematográfico internacional.

O diretor de cinema Fernando Meirelles acredita que, se não fosse a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o público local conheceria apenas as grandes produções comerciais norte-americanas e europeias.  

Diversos diretores e produtores de cinema brasileiros, além de convidados internacionais, ganham espaço na Mostra, participando ativamente de exibições, debates e entrevistas. Alguns convidados internacionais tiveram destaque desde 1977, como Dennis Hopper, Pedro Almodóvar, Park Chan-Wook, Miguel Gomes, Victoria Abril, Jane Birkin, Guy Maddin, Abbas Kiarostami, Claudia Cardinale, Amos Gitai, Les Blank, Quentin Tarantino, Maria de Medeiros, Wim Wenders, Alan Parker, Manoel de Oliveira, Christian Berger, Kiju Yoshida, Atom Egoyan, Danis Tanovic, Satyajit Ray, Eizo Sugawa, Theo Angelopoulos, Marisa Paredes, Rossy de Palma, Geraldine Chaplin e Jonas Mekas.

Além disso, a Mostra também produziu alguns filmes de curta metragem, dirigidos por seus organizadores Leon Cakoff e Renata de Almeida e por convidados.

Leon Cakoff, fundador, organizador e diretor do evento, faleceu em 2011, logo depois da 35ª edição da exibição . Sua viúva e coprodutora do festival, Renata de Almeida, continuou o trabalho.
 

A 39ª MOSTRA, em 2015

A seleção deste ano faz um apanhado do que da produção do cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas.

Ela é composta por seis seções: 
1- Competição Novos Diretores - exibe títulos de diretores que tenham realizado até dois longas (os mais bem votados pelo público serão vistos pelo Júri Internacional, que escolhe posteriormente os que vão receber o Troféu Bandeira Paulista)
2 - Perspectiva Internacional - apresenta um panorama do recente cinema mundial
4 - Retrospectiva - seção com clássicos e títulos de importantes diretores restaurados pela The Film Foundation
5 - Homenagem - celebração ao centenário do diretor italiano Mario Monicelli, com exibição de cinco títulos restaurados
6 - Apresentações Especiais - sessões em espaços alternativos ou de filmes que completam obra de diretores selecionados pelo evento; Mostra Brasil - títulos brasileiros inéditos em São Paulo.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI
 

Referências
http://39.mostra.org/br/pag/informacoes-gerais
https://www.facebook.com/mostrasp
https://en.wikipedia.org/wiki/São_Paulo_International_Film_Festival=
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/morre-leon-cakoff-fundador-da-mostra-de-cinema-de-sao-paulo/n1597279416140.html
http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/dossie-da-mostra-internacional-de-cinema-2015​
http://www.ccine10.com.br/39a-mostra-internacional-de-cinema-de-sao-paulo-cobertura/​

 

8
outubro
2015
OS BRINQUEDOS DO ARTISTA TORRES-GARCÍA, na Biblioteca Mario de Andrade
postado sob arte, cultura, história
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pintura de Torres-García
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pintura de Torres-García
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Inspirado tanto pela experiência com seus filhos pequenos quanto pela atividade docente na escola progressista Mont D’Or (na cidade catalã de Tarrasa) – onde ministrou aulas de desenho –, o artista uruguaio Joaquín Torres García produziu, entre 1915 e 1916, uma série de brinquedos de madeira que, anos mais tarde, durante sua estadia nos EUA, ele registraria com a marca Aladdin Toys. Compostos por peças intercambiáveis que davam à criança a possibilidade de desmontá-los e voltar a montá-los livremente, os brinquedos permitiam uma interação diferente, na qual a forma poderia ser fragmentada, usufruída e reconstruída, conferindo  dinamismo à concepção.

Agora, temos a chance de conhecer bem de perto toda essa experiência lúdica, com a mostra na Mario de Andrade. Dedicada à família, a abertura da exposição contará também com oficinas para o público infantil.
 
Sobre o artista
Joaquín Torres-García nasceu em Montevideo, Uruguay, 28 de julho de 1874, filho de mãe uruguaia e pai catalão. Considerado o pai do Construtivismo latino-americano, viveria  por cerca de 40 anos nos Estados Unidos e Europa.
 
Devido a dificuldades econômicas, ele e a família voltaram à terra natal, em junho de 1891, e Torres-García passou a estudar desenho, na Escola Municipal de Artes e Ofícios de Mataró, e pintura com o artista Josep Vinardell (1851-1918).  Em 1892, sua família se mudou para Barcelona, onde ele continuou estudando Artes, na Academia de Bellas Artes, e, em seguida, na Academia Baixas além de frequentar o café Els Quatre Gats, onde artistas de vanguarda, como Pablo Picasso, e intelectuais e escritores se encontravam.  Nesse período, conheceu Antoni Gaudí, com quem colaborou, de 1903 a 1907, nas obras do Templo Expiatório da Sagrada Familia e nos vitrais da Catedral de Palma de Mallorca.

Em 1918, começou a projetar brinquedos de madeira como extensão de seus ensinamentos. Esses brinquedos, que variavam de formas simples a construções complexas, foram uma introdução ao que Torres-García iria fazer em sua obra de arte construtivista. Ele continuou com os brinquedos após se mudar para New York, em 1920; em 1922 eles foram colocados em produção na Europa.
Torres-García fixou-se em Paris, em 1926, e depois de ser rejeitado no Salão de Outono de 1928, começou seus experimentos no Construtivismo.
 
Seu trabalho equilibra formas naturais e elementos plásticos, muitas vezes incorporando signos de referência das culturas indígenas da América do Sul. 
Em 1929, Torres-García conheceu Piet Mondrian (1872-1944) e, com ele e  Michel Seuphor (1901-1999), formou o movimento Cercle et Carré (Circulo e Quadrado). O grupo surgiu como alternativa artística ao Surrealismo, movimento dominante na época em Paris. O grupo se apresentou ao público, em 1930, com um jornal homônimo e uma exposição de 46 artistas construtivistas, na Galerie 23 de Paris
Torres-García deixou o grupo em 1930, depois de muitos desentendimentos com Seuphor.
Após um curto período em Madri, onde ele lecionou e deu palestras, voltou ao Uruguai em abril de 1934. Ali, fundou a Asociación de Arte Constructiva (Associação de Artistas Construtivistas) e publicou o jornal Circulo y Cuadrado, que introduziu a arte dos vanguardistas do cubismo, neoplasticismo e construtivismo aos artists de no seu país.  
Publicou inúmeros artigos de Teoria da Arte e difundiu suas ideias, convidando os artistas, em 1935, a inverterem a tradicional hierarquia, colocando a América Latina em destaque sobre a Europa, em seu texto Escuela del sur . Seu mapa invertido das Américas é um forte ícone dessas ideias.
Torres-García teve diversas exposições individuais, incluindo uma no  Museo de Arte Moderna de Madrid (1933); Musée National d'Art Moderne de Paris (1955); Museo de Bellas Artes, Caracas, Venezuela (1980 e 1997) e a Sala Torres-García na Bienal em duas Bienais de São Paulo (1959 e 1991). Torres-García morreu dia 8 de agosto de 1949, em Montevideo.
 
Serviço
Torres García – El niño aprende jugando - exposição
Biblioteca Mario de Andrade
Rua da Consolação, 94
Telefone: (11) 3775-0002
Abertura: 11/10 domingo, às 14h
Local: Sala Oval
visitação gratuita:
de 12 de outubro a 15 de dezembro de 2015
segunda a sexta das 8:30h às 20:30h
sábado das 10:00h às 17:00h
 
Referências
http://www.guggenheim.org/new-york/collections/collection-online/artists/bios/1029/Joaqu%C3%ADn%20TorresGarc%C3%ADa
http://www.ceciliadetorres.com/pdf/artbio_1.pdf
http://jtorresgarcia.com
https://www.facebook.com/BibliotecaMariodeAndrade/info?tab=page_info
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/programacao/index.php?p=12096

 

8
setembro
2015
Um novo velho tratado das cores
postado sob arte, design, história

Em 1692, um artista chamado A. Boogert dedicou-se a escrever um livro, em holandês, sobre misturas de cores em aquarela. O livro começava com algumas explicações sobre o uso da cor na pintura e se aprofundava, mostrando como obter tonalidades de cor com adição de uma, duas ou três partes de água.  Isso tudo era ilustrado com as próprias cores aquareladas.  Parece um escopo muito simples, mas o resultado é surpreendentemente detalhado e bonito. 

O livro, com o título de Traité des couleurs servant à la peinture à l’eau, tem mais de 700 páginas manuscritas e é considerado o mais provavelmente detalhado guia de cores e de pintura da época. Segundo o historiador Erik Kwabel, que descobriu a publicação em um banco de dados e traduziu parte da sua introdução, no século 17, conhecido como a época áurea da pintura holandesa, esse manual era providencial e tinha vocação educativa. O professor Kwabel conclui, porém, que o livro não teve a atenção merecida pelos historiadores modernos e, provavelmente, nem atingiu o propósito educativo que se propôs, pelo fato de existir apenas uma cópia, que foi vista por poucas pessoas.

Difícil não compará-lo ao famoso Guia de Cores Pantone (escala internacional de padronização de cores usada em Design gráfico e de produtos, moda, etc), publicado pela primeira vez em 1963.

O livro todo pode ser consultado em alta resolução no endereço.  O original do manuscrito está na Bibliothèque Méjanes, em Aix-en-Provence, França.

Referências:
http://www.e-corpus.org/notices/102464/gallery/
http://erikkwakkel.tumblr.com/post/84254152801/a-colourful-book-i-encountered-this-dutch-book
http://followthecolours.com.br/just-coolt/achado-livro-de-1692-sobre-as-cores-e-um-medidor-de-azul-do-ceu/
http://www.pantone.com/fashion-home-color-guide
http://www.citedulivre-aix.com/citedulivre/

19
junho
2015
Mais uma Virada Cultural!
postado sob arte, cidadania, cultura

“A Virada é um evento democrático de convivência e ocupação da cidade, que convida a população a se apropriar de espaços públicos por meio da arte, da música, da dança, das manifestações populares”, afirma Nabil Bonduki, secretário municipal de Cultura.

A Virada Cultural de São Paulo, que chega a sua 11ª edição nos dias 20 e 21 de junho, é um dos maiores eventos culturais do mundo. Refletindo o espírito da “cidade que nunca dorme”, a Virada oferece, durante 24 horas, atrações gratuitas nos mais variados gêneros artísticos. O evento tem início às 18 h do sábado (20), com a Orquestra Paulistana de Viola Caipira, e segue até às 18 h do domingo (21), com encerramento de Caetano Veloso, fazendo um bis de sua performance do show/ disco Abraçaço.

A Virada deste ano acontece em várias regiões de São Paulo, descentralizando-se a sua programação, para que esteja ao alcance do maior número de pessoas. Bairros como Campo Limpo, Penha, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Heliópolis, Cidade Tiradentes, Jaraguá, Santana, Belém, Pinheiros, Interlagos e Pompeia, receberão música, saraus, afoxés e apresentações nos equipamentos da Secretaria de Cultura.

Ampliando o leque de linguagens artísticas, a curadoria da Virada incluiu representantes de outras áreas da Cultura, como Alex Atala em Gastronomia; Martinho Lutero, maestro do Coral Paulistano Mário de Andrade, em música erudita; Thomas Haferlach, criador do coletivo Voodoohop, na consultoria das festas de rua, e Henrique Rubin, que atua na Gerência de Ação Cultural do Sesc-SP, promovendo todos os anos diversas atrações da Virada. 

A abertura oficial do evento será no palco na Praça da República, com apresentação da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, regida pelo maestro Rui Torneze, no “Arraial da Inezita Barroso”, que homenageia a cantora, compositora e pesquisadora cultural popular que faleceu em março deste ano. 
Na praça também poderão ser encontradas diversas opções de comidas típicas das festas juninas.

Mais atrações
Os 50 anos da Jovem Guarda serão homenageados em palco montado na Av. São João. Durante 24h, integrantes do movimento, como Jerry Adriani, Leno e Lilian, Golden Boys, Paulo Cesar Barros, Martinha, Vanusa, Wanderléa e Erasmo Carlos cantarão seus maiores sucessos.

Haverá também programação para as crianças: a “Viradinha”, no entorno da Praça Rotary, reunirá atividades para toda a família, como oficinas, horta, grafite e músicas e sensações para bebês; shows de grupos como Palavra Cantada, Grupo Tri e Trupe Pé de História; espaço de dança e bate-papo para mães; feira gastronômica de alimentação saudável e diversas brincadeiras.

Há também muito mais atrações de música erudita e popular, além de peças musicais, atividades circenses, oficinas, espetáculos, jogos e competições.

Gastronomia
Nesta edição da Virada Cultural, a Gastronomia ganhou espaço: o “Galinhódromo” da Praça Roosevelt, onde restaurantes apresentam suas receitas de galinhada; os “bike foods” da região da Luz, que ocuparão as ruas com comidas brasileiras, peruana, japonesa, vegetariana, cachorro-quente, paletas mexicanas, bolos e waffles, entre outras. O Largo São Francisco abrigará a feira gastronômica, uma das principais responsáveis pela popularização da comida de rua na cidade.

Para as crianças, haverá comidinhas saudáveis na região da “Viradinha”, além da Feira Gastronômica da Magali, no Pátio do Colégio, homenageando os 50 anos da personagem, comemorados neste ano. 

Veja a programação completa da Virada:
http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2015/programacao/

Referências
http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2015/
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/06/metro-e-trens-da-cptm-vao-operar-durante-toda-virada-cultural-em-sp.html

9
junho
2015
Joan Miró e a força da matéria
postado sob arte, cultura

O Instituto Tomie Ohtake organiza e traz ao Brasil, em parceria com a Fundação Joan Miró, de Barcelona, a maior exposição dedicada ao artista: A Força da Matéria. São 112 obras  de Miró (1893-1983): 41 pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos, 26 gravuras e três objetos (pontos de partida de esculturas), além de fotografias sobre a trajetória do pintor catalão. As peças pertencem à Fundação e a coleções particulares.
 
A mostra é dividida em três grandes partes, que buscam traçar um panorama geral da carreira de Miró. A primeira compreende os anos 1930 e 1940, com a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial; a segunda narra os anos 1950 e 1960 e o grande interesse do pintor pelas esculturas, e a terceira, sobre os anos 1970, identifica o questionamento do espanhol a respeito do real sentido da arte e suas experimentações em diferentes suportes (destaque para as gravuras).
 
Ao lado das belas obras em si, a própria exposição está muito bem montada e contém material complementar que permite compreender melhor o artista, sua obra, e mergulhar no processo criativo e nas técnicas que adaptou à sua maneira. Filmes, por exemplo, mostram Miró pintando no chão, obras imensas. Ele traçava as primeiras linhas e depois preenchia o espaço com linhas grossas de tinta preta e cores fortes.
Muitas esculturas eram montagens de objetos encontrados pela rua, pedaços de peças montadas e depois moldadas e fundidas em metal.  Além disso, um filme mostra experimentos bem particulares, como a moldagem de um repolho, para fazer uma forma que viraria um pedaço de uma peça fundida, virando uma grande escultura.  Esculturas gigantes e seu processo de montagem com equipes de várias pessoas comandadas pelo artista também aparecem nos filmes. Fotografias enormes no meio das obras mostram o atelier de Miró e trazem o universo da vida do artista para complementar essa linda exposição.
 
Imperdível! Mesmo para quem já viu muito Miró.
 
 
De 24 de maio a 16 de agosto de 2015
De terça-feira a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Avenida Faria Lima, 201
(Entrada pela Rua dos Coropés, nº 88)

Referências
http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/miro-a-forca-da-materia/
http://gq.globo.com/Cultura/noticia/2015/05/joan-miro-ganha-exposicao-no-instituto-tomie-ohtake.html
http://www.archdaily.com.br/br/tag/joan-miro-a-forca-da-materia 
http://www.guiadasemana.com.br/artes-e-teatro/galeria/saiba-mais-sobre-a-exposicao-de-joan-miro-em-10-fotos

2
junho
2015
Dentro e fora do museu
postado sob arte, cultura, Ítaca

Texto dos Professores Fernando Vidal (Filosofia EM) e Renato Izabela (História da Arte EM) publicado no blog do Estadão

Uma caminhada com os alunos do 3º ano EM pela bairro da Vila Madalena: primeiro, a exposição Imagine Brasil, no Instituto Tomie Ohtake; depois, os muros grafitados dos Becos do Batman e do Aprendiz. Um roteiro em que aspectos da arte contemporânea são vivenciados, dentro e fora do museu, em diálogo com as aulas de História da Arte.

Dentro do museu: exercitar o olhar, observar as múltiplas possibilidades de suportes como pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos, música, para assim entender melhor essas linguagens da contemporaneidade. Convenhamos que, às vezes, pela maneira intrincada como são abordadas, essas linguagens aparentam ser coisa de outro mundo, narrativas incompreensíveis. Para dissolver essa estranheza que bloqueia o pensamento e a percepção, só mesmo se abrindo com generosidade às propostas dos artistas. Nesse sentido, a exposição que visitamos nos pareceu um bom ponto de partida: Imagine Brasil é um amplo panorama da arte contemporânea brasileira, em que artistas jovens ‘convidam’ aqueles que consideram suas referências, e isso dá um pouco do tom da mostra – formas, procedimentos, temas – e dos rumos que a arte trilha entre nós, hoje. Inevitáveis, então, os questionamentos, ideias que nos fizessem matutar; além de uma oficina, que gerou trabalhos. Assim, constituindo uma experiência interessante e significativa em si mesma, essa proposta também complementa, por assim dizer,  seminários apresentados pelos alunos, em aula,  sobre temas da arte contemporânea.
Fora do museu: sentir a Arte de Rua ou “Arte Pública”, que traz uma linguagem ilustrativa, com uma narrativa que se aproxima de cartuns ou psicodelismos. Podemos, quem sabe, chamar essas intervenções de “tatuagens na cidade”.  Os alunos se sentem mais familiarizados com essa forma de arte, talvez por conta da linguagem carregada de símbolos do universo juvenil. E, o que também é mais comumente possível na rua,  encontramos ali um artista, o grafiteiro Boleta, que estava trabalhando e trocou algumas informações conosco sobre traço, tintas, spray etc.
De dentro pra fora (ou de fora pra dentro), o que muda e o que permanece? Não vamos forçar a mão, é claro, com formulações genéricas acerca da relação entre o espaço sacralizado e silencioso do museu e o espaço profano e barulhento da rua. Pelo que pudemos notar, os alunos perceberam fricções, atritos e convergências entre as formas de arte com que tomaram contato durante esse breve passeio. Assunto a ser retomado em sala de aula. Seja como for, essas vivências não são apenas um suporte didático; mais do que isso, são um tempo em que o acesso à produção cultural da cidade proporciona também um exercício coletivo da imaginação e do pensamento.

28
maio
2015
bonecos, poesias, pedrinhas, brinquedos, livros!
postado sob arte, Ítaca, Literatura

“Os brinquedos de sensações fazem parte da natureza humana. Já os brinquedos invisíveis são aqueles que estão diante dos nossos olhos, mas só encontramos com atenção e observação.”

Mãe de ex-alunos do Ítaca, a artista plástica e educadora paulistana Selma Maria Kuasne coleciona bonecos, poesias, pedrinhas e brinquedos -visíveis e invisíveis. Sua pesquisa sobre a cultura da infância longe dos centros urbanos chegou até o sertão de Minas Gerais, onde cresceu o escritor Guimarães Rosa (1908 - 1967), nas cidades de Codisburgo, Morro da Garça e Três Marias.

Selma Maria, é arte-educadora, escritora e artista plástica. Trabalha no educativo do Museu da Casa Brasileira, onde atua com várias instituições de ensino, entre elas a Fundação Casa.

Tem dez livros infanto-juvenis publicados no Brasil que ganharam editais federais PNBE, PNAIC  e estaduais PROAC.

Faz palestras, dá cursos sobre poesia e o brincar na infância de vários países.

Vejam entrevista e mais: 
http://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/selmamaria/
http://www.bloguito.com.br/divertido-bate-papo-com-a-escritora-selma-maria
https://www.facebook.com/selmamariak

 

2
março
2015
MASP EM NOVA FASE
postado sob arquitetura, arte, cultura
cavaletes originais do Masp, desenhados por Lina Bo Bardi
Foto: Bob Wolfenson
Lina Bo Bardi na obra do Masp

O Museu de Arte de São Paulo - MASP, é considerado o mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul.
 
O próprio edifício-sede do museu, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, é um ícone da cidade de São Paulo. A obra é de autoria de Lina Bo Bardi (Roma, 1914 –São Paulo, 1991), cujos 100 anos do nascimento foram comemorados em 2014, com várias homenagens. 
 
Além de museu, o MASP é um centro cultural que proporciona diversas atividades ao público, como escola de arte, ateliês, espetáculos de dança, música e teatro, palestras e debates, cursos para professores, entre outras tantas atividades realizadas durante todo o ano. 
 
Seu acervo possui cerca de 8.000 peças, contendo obras importantes da pintura ocidental, do século XIII aos dias de hoje, de artistas como Rafael, Mantegna e Botticceli – da escola italiana – e Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall – da chamada Escola de Paris.
 
Além das escolas italiana e francesa, possui grande coleção de pinturas da escola portuguesa, espanhola e flamenga, além de artistas ingleses e latino-americanos, como Diego Rivera. 
 
Artistas brasileiros importantíssimos estão também presentes na coleção: Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior.
 
Nas esculturas, destacam-se os mármores da deusa grega Higeia, do século IV a.C., e a coleção de 73 esculturas de Degas, que só podem ser vistas integralmente no MASP, no Metropolitan Museum de Nova York, ou no Museu D`Orsay, em Paris. Também destacam-se os bronzes de Rodin, as peças de Ernesto di Fiori e Victor Brecheret, entre outros. 
 
Coleções de gravuras, fotografias, desenhos, arqueologia, maiólicas, tapeçaria e artes decorativas europeias, além de uma grande coleção de peças kitsch, também fazem parte do acervo do museu. 
 
A convite do Museu d`Orsay, de Paris, o MASP integra o “Clube dos 19”, do qual participam apenas os museus que possuem os acervos de arte europeia mais representativos do século XIX, como o próprio d´Orsay; o Metropolitan Museum, de Nova York; The Art Institute of Chicago; o Museum of Fine Arts, de Boston; o Van Gogh Museum, de Amsterdã; a Kunstaus, de Zurique; o Hermitage, de St. Petersburg; a Galleria Nazionale d´Arte Moderna, de Roma, e a National Gallery e aTate Gallery, de Londres. 
 
Em novembro de 2014, Adriano Pedrosa assumiu como diretor artístico da instituição e a primeira mostra – MASP em processo - promovida sob sua curadoria pretende revelar um museu que estava escondido do público. Segundo Pedrosa: “O redescobrimento ou arqueologia da arquitetura é um aspecto central da MASP em processo. Inaugurado em 1968, nosso edifício, de Lina, é o mais precioso e singular item de nosso acervo. Nos últimos anos, ele foi alterado para adaptar-se às demandas das exposições e dos fluxos. O MASP ganhou camadas de arquitetura temporária que se engessaram com o passar dos anos. Durante o MASP em processo, algumas camadas serão desnudadas com o objetivo de revelar as configurações originais dos espaços. Numa segunda etapa, outras áreas do museu serão revistas e reconsideradas”.
 
No primeiro andar, a MASP em processo exibe obras que não são expostas ao público com frequência, trazendo à luz e arejando acervos de diferentes épocas e territórios, mesclando cronologias e gêneros. A sala volta a ser ampla e livre de paredes internas. Não por acaso o emblema desse processo é a escultura Ar-cartilha do superlativo, de Rubens Gerchman.”
 
No subsolo, as paredes estão sendo retiradas, as vitrines por muito tempo escondidas voltam a ser reveladas, e todo o espaço ganhará nova luz. Pedrosa explica que pretende voltar à experiência descrita pelo arquiteto Marcelo Ferraz, que trabalhou com Lina: “Ao descermos ao subsolo, como em uma estação de metrô, em vez da escuridão, da falta de ar, encontramos a luz, cristalina, filtrada pelo verde das floreiras, e a vista livre sobre o vale.”
— É uma mostra experimental, um olhar para dentro de si próprio e, ao mesmo tempo, a busca por uma relação que não intimide o público. O Masp era uma instituição muito opaca, fechada, como são os museus de coleções clássicas. É interessante constatar que os princípios arquitetônicos do prédio são de transparência — diz o curador.
A volta dos icônicos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi para expor a coleção permanente, no segundo andar, está programada para o segundo semestre de 2015.
 
 
Serviço
Até 12 de março
Masp
Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3251 5644
 
• Horários: Terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30). Quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até as 19h30).
• Ingressos: R$ 25,00 (entrada) e R$ 12,00 (meia-entrada). O ingresso dá direito a visitar todas as exposições que estiverem em cartaz no dia da visita. Menores de 10 anos não pagam. Estudantes, professores e maiores de 60 anos e aposentados pagam R$ 12,00 (meia-entrada). Aceitamos todos os cartões de crédito. Vale Cultura é bem-vindo.
 
Referências:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=177&periodo_menu
http://masp.art.br/masp2010/sobre_masp_historico.php
http://vejasp.abril.com.br/atracao/masp-em-processo
http://oglobo.globo.com/cultura/exposicao-no-masp-ilustra-processo-de-transicao-14889231

21
janeiro
2015
Pela primeira vez na América Latina, exposição traz objetos produzidos por Leonardo da Vinci

veja o PROGRAMA da exposição:

Com curadoria do italiano Cláudio Giorgione, a Galeria de Arte do Sesi-SP traz para a cidade parte do acervo do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci (MUST), em Milão, na Itália. Segundo Giorgione, a exposição está centrada no método de trabalho de Da Vinci e se propõe a renovar a percepção sobre sua atuação como engenheiro e pensador, explicando a importância de seu legado no contexto histórico e social da época. “As obras são apresentadas em diferentes linguagens e revelam o quanto a natureza inspirou Leonardo em suas criações”, acrescenta.

A exposição interativa Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção, é uma parceria do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Universcience (organização francesa criada em 2010, a partir da fusão Cidade da Ciência e da Indústria e do Palácio da Descoberta, de Paris), e reúne mais de 40 peças e dez instalações interativas que marcaram e representam a trajetória de um dos maiores gênios que a humanidade conheceu.

Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção, apresenta o espírito inventivo do renascentista Leonardo da Vinci (1452 - 1519), trazendo objetos como o paraquedas, a catapulta e o parafuso aéreo (inspiração para o nosso atual helicóptero).

As peças expostas foram produzidas por pesquisadores e engenheiros, em 1952, para a celebração do 5º centenário de nascimento de da Vinci (1452-1519).

Foram apresentadas ao público em 1953 e ainda podem ser vistas no MUST, espaço que reúne a maior e mais antiga coleção de modelos e estudos históricos sobre o artista, com base em seus desenhos e códigos. 

Essa mesma mostra já passou por Paris e Munique, respectivamente, e traz informações em três diferentes idiomas - português, inglês e italiano -além de inscrições em braile.

Para aproximar o público do visionário dos tempos modernos, a exposição foi dividida em sete módulos temáticos que representam os vários campos de estudo e trabalho de Da Vinci: Introdução; Transformar o movimento; Preparar a guerra; Desenhar a partir de organismos vivos; Imaginar o voo; Aprimorar a manufatura; e Unificar o saber Esses campos conectam história, emoção, conhecimento, educação e cultura.

Além da oportunidade para conhecer de perto máquinas, desenhos, projetos e esboços do mesmo homem que pintou a obra de arte mais vista do mundo – Mona Lisa (1517) –, os visitantes poderão apreciar peças raras – como a grua com 4,5 metros de altura e 500 kg, projetada por Filippo Brunelleschi (1377-1446): somente com esta grua é que o domo de cobre da famosa igreja Santa Maria del Fiore (Florença, na Itália), a mais de cem metros de altura, pôde ser erguido, no início do séc. XV.

Entre os destaques, obras que representam todas as vertentes do legado davinciano: estudos sobre o automóvel, avião, submarino, bicicleta, tanque de guerra, mecanismos do relógio etc.

Após passagem por São Paulo, a exposição segue para o Science Museum, em Londres.

 

Serviço
“Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção”
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Até 10 de maio de 2015

diariamente, das 10h às 20h (última entrada até 19h40)

Classificação indicativa: livre

Informações: (11) 3146-7405 e 7406

Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 14h e das 15h às 18h

Entrada gratuita. Os espaços têm acessibilidade

 

Referências

FIESP

SESI SP

Hypeness

Folhinha

G1

Catraca Livre

31
dezembro
2014
Pintura, desenho, escultura, música nos bonecos do Giramundo
postado sob arte, cultura, música, teatro

O Giramundo é um grupo fundado em 1970, em Belo Horizonte. Na década de 1950, o artista plástico Álvaro Apocalypse (1937-2003) tornou-se professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde conheceria sua futura mulher, Terezinha Veloso (1936-2003), também artista plástica e docente na instituição. Em 1970, os dois iniciaram uma parceria artística com a aluna Maria do Carmo Vivacqua Martins, a Madu, bolando apresentações cênicas informais para crianças, familiares e amigos. Dessas sessões surgiu a primeira produção do grupo: A Bela Adormecida.
 
Em atividade há mais de 40 anos, esse coletivo mineiro é referência no campo do teatro de bonecos ‒ tanto pela qualidade das suas produções quanto pelo grau de experimentação que elas trazem à cena. A mostra, no Itaú Cultural, conta com a curadoria de Beatriz Apocalypse, Marcos Malafaia, Ulisses Tavares e a equipe Itaú Cultural. Além de bonecos originais representativos de diversos momentos do grupo, a exposição  desvenda o processo de criação de personagens, passando pelo desenho, pela construção, pelo figurino e pela pintura. Malafaia destaca a importância do desenho para a Companhia. “O Giramundo é um grupo que desenha. O espetáculo todo é visto anteriormente em um desenho”, conta.
 
Durante o período da mostra, às quintas e sextas-feiras um artista instala sua oficina no espaço expositivo e o público pode assistir à concepção e ao nascimento de uma marionete. “No teatro de bonecos existe uma confluência muito grande de todas as belas-artes. A gente pinta, esculpe, interpreta, canta e o boneco está no meio disso. Ele é a mídia. Nós trabalhamos com ele para nos expressarmos em todas as formas”, conta Tavares.
 
Um boneco, no entanto, só revela todo seu poder e sua magia inserido em sua história, em seu contexto, ganhando vida durante a encenação. “Para ser um bom marionetista é necessário observar, observar muito a vida e a natureza para que seja possível reproduzirmos movimentos e expressões em cena”, completa Beatriz Apocalypse. Por isso, aos sábados e domingos, o local vira palco para a apresentação de trechos de diferentes espetáculos do grupo.
 
Feitas para serem manuseadas de diferentes maneiras – por meio de fios, varas, luvas… –, as criaturas desenhadas, modeladas, pintadas e vestidas pelo Giramundo já estrelaram 34 espetáculos, também eles bastante diversos: de peças baseadas em contos de fadas ou lendas da cultura popular brasileira a óperas e apresentações multimídia.
 
Veja os desenhos, os modelos, as marionetes na exposição, e participe dos eventos paralelos.
http://sites.itaucultural.org.br/ocupacao/#!/pt/artistas/
 
Serviço:
Ocupação Giramundo
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149
até 11 de janeiro de 2015
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
Piso Térreo [livre para todos os públicos]
a 2 quarteirões do metrô Brigadeiro
 

 

5
dezembro
2014
SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS

Semana de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo

 

 

Teija Kellosalo - Austria
cartaz sobre direito à educação

cartazes da mostra "Poster for Tomorrow: direitos humanos em cartaz"

 

 

Na próxima semana, comemoram-se 66 anos da adoção da Declaração dos Direitos Humanos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A questão dos direitos do homem não é nova. Remonta ao século VI  antes de Cristo, quando o imperador persa, Ciro, o Grande, libertou os escravos e declarou que todas as pessoas tinham o direito de escolher sua religião e que deveriam ser iguais perante a lei, independentemente de sua raça.  No decorrer da história, distintos povos e governos também estabeleceram parâmetros de direito e igualdade.

Em abril de 1945, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, delegados de cinquenta países reuniram–se em SãoFrancisco (EUA), na Conferência das Nações Unidas, com o objetivo de formar um corpo internacional para promover a paz e prevenir futuras guerras. Os ideais da Organização foram declarados no preâmbulo da sua Carta de Proposta: “Nós,os povos das Nações Unidas, estamos determinados a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra que, por duas vezes na nossa vida, trouxe incalculável sofrimento à humanidade”. Assim, foi criada a ONU, em 24 de outubro.

Em 1948, a nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, sob a presidência de Eleanor Roosevelt, viúva do presidente americano Franklin Roosevelt, defensora dos direitos humanos e delegada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, elaborou o rascunho do documento que viria a converter–se na Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A Declaração dos Direitos Humanos, com 30 artigos, foi adotada pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948.

No seu preâmbulo e no Artigo 1.º, a Declaração proclama inequivocamente os direitos inerentes a todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência dahumanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem... Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”

Infelizmente, apesar de muito saudada até hoje e apesar de grande parte dos países que fazem parte da ONU terem assinado a Declaração, ela não tem força de lei e continua sendo desrespeitada, mesmo pelos países signatários.Para se ter uma ideia, 58 países (dos 192 membros) ainda aplicam a pena de morte, mesmo sendo essa prática condenada pela Organização.

Mesmo assim, há esperanças. E elas se devem também porque, em todos os lugares do mundo, há os que fazem questão de chamar a atenção para a questão dos direitos do homem, sob as mais diversas formas. Vejam a seguir.

 

2º Festival de Direitos Humanos Cidadania nas Ruas

Durante uma semana, de 8 a 14 de dezembro, São Paulo ganha mais de 30 atividades entre debates, encontros e diálogos, cinema, passeios e performances, premiações, um monumento e um grande show no Parque Ibirapuera. Tudo gratuito.

Veja a programação:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/noticias/index.php?p=186141

 

Poster for Tomorrow: Direitos Humanos em cartaz

A exposição Poster for Tomorrow reúne na Caixa Cultural mais de 100 cartazes do mundo todo sobre os direitos humanos.

Os cartazes abordam 6 temas: direito à moradia, igualdade de gêneros, direito à educação, democracia, contra a pena de morte, liberdade de expressão e são de países tão diferentes como China, Eslovênia, Bolívia, Botsuana e, claro, Brasil.

A exposição abre no dia 13/12, sábado, às 11 horas, com a presença de Hervé Matine, presidente da ONG Poster for Tomorrow, vindo da França, e Ivo Herzog, filho do jornalista brasileiro Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura em 1975.
https://www.facebook.com/events/329574520526007/?fref=ts

 

Referências
http://openlink.br.inter.net/aids/declaracao.htm
http://nacoesunidas.org/?post_type=post&s=direitos+humanos
http://www.ideafixa.com/um-logo-para-os-direitos-humanos-vencedor/​
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/​

Veja um pouco mais sobre a história dos direitos humanos:
http://www.humanrights.com/pt/what-are-human-rights/brief-history/cyrus-cylinder.html

 

7
novembro
2014
ÍTACA, poema de Constantino Kavafis

 

Se partires um dia rumo à Ítaca 
Faz votos de que o caminho seja longo 
repleto de aventuras, repleto de saber. 
Nem lestrigões, nem ciclopes, 
nem o colérico Posidon te intimidem! 
Eles no teu caminho jamais encontrarás 
Se altivo for teu pensamento
Se sutil emoção o teu corpo e o teu espírito. tocar
Nem lestrigões, nem ciclopes 
Nem o bravio Posidon hás de ver
Se tu mesmo não os levares dentro da alma
Se tua alma não os puser dentro de ti. 
Faz votos de que o caminho seja longo. 
Numerosas serão as manhãs de verão 
Nas quais com que prazer, com que alegria 
Tu hás de entrar pela primeira vez um porto 
Para correr as lojas dos fenícios 
e belas mercancias adquirir. 
Madrepérolas, corais, âmbares, ébanos 
E perfumes sensuais de toda espécie 
Quanto houver de aromas deleitosos. 
A muitas cidades do Egito peregrinas 
Para aprender, para aprender dos doutos. 
Tem todo o tempo ítaca na mente. 
Estás predestinado a ali chegar. 
Mas, não apresses a viagem nunca. 
Melhor muitos anos levares de jornada 
E fundeares na ilha velho enfim. 
Rico de quanto ganhaste no caminho 
Sem esperar riquezas que Ítaca te desse. 
Uma bela viagem deu-te Ítaca. 
Sem ela não te ponhas a caminho. 
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te. 
Ítaca não te iludiu 
Se a achas pobre. 
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência. 
E, agora, sabes o que significam Ítacas. 

Constantino Kabvafis (1863-1933) 
in: O Quarteto de Alexandria - trad. José Paulo Paz.

31
outubro
2014
4 exposições comemoram os 100 anos de Lina

A arquitetura política

Lina designer

Lina gráfica

Maneiras de expor

Em 5 de dezembro de 2014, Lina Bo Bardi faria 100 anos.
Para marcar essa data, uma série de exposições sobre seu trabalho estão sendo montadas no Brasil e no exterior.

Achillina Bo Bardi (Roma, Itália 1914 - São Paulo, SP 1992) foi arquiteta, designer, cenógrafa, editora e ilustradora. Após estudar desenho no Liceu Artístico, formou-se, em 1940, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma.  Em desacordo com o ambiente fascista que predominava na cidade, na época, ela se transferiu para Milão, onde trabalhariacom o arquiteto Gió Ponti (1891 - 1979), líder do movimento pela valorização do artesanato italiano e diretor das Trienais de Milão e da revista Domus. Em pouco tempo, Lina passou a dirigir a Domus e a atuar politicamente, integrando aResistência à ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e colaborando com o Partido Comunista Italiano - PCI, então clandestino.

Em 1946, após o fim da guerra, casou-se com o crítico e historiador da arte Pietro Maria Bardi (1900 - 1999), com quem viajaria para o Brasil - país no qual o casal decidiu se fixar e que Lina chamria de "minha pátria de escolha".

No ano seguinte, Pietro Maria Bardi foi convidado pelo jornalista Assis Chateaubriand (1892 - 1968) a fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Lina projetaria as instalações do museu, bem como algum mobiliário, como a cadeira dobrável de madeira e couro para o auditório do museu, considerada "a primeira cadeira moderna do Brasil". 

Criaria ainda, em 1950, a revista Habitat que,dedicada à arquitetura, duraria até 1954. Em 1951, projetou sua própria residência, no bairro do Morumbi, em São Paulo: uma construção apelidada de "casa de vidro" e considerada obra paradigmática do racionalismo artístico no país. Hoje, a Casa de Vidro abriga o Instituto Lina e Pietro Maria Bardi,estando aberta a visitação. 

Em 1957, Lina iniciou, então, o projeto para a nova sede do Masp, na avenida Paulista obra completada apenas em 1968, que mantém a praça-belvedere aberta no piso térreo, suspendendo o edifício com um vão livre de 70 metros, extremamente ousado para a época.

Em 1958, é convidada pelo governador da Bahia, Juracy Magalhães, a dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM/BA, e muda-se para Salvador. Lá também se relaciona criativamente com uma importantes artistas vanguardistas, como o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger e o cineasta Glauber Rocha, realizando o projeto de restauro do Solar do Unhão, um conjunto arquitetônico do século XVI, tombado e ainda hoje importante centro cultural e ícone da arquitetura de Lina. 

De volta a São Paulo após o golpe militar de 1964, incorporou em seus projetos o legado da temporada no Nordeste,adotando uma radical simplificação da linguagem e assumindo o que qualificou como "arquitetura pobre". Bons exemplos dessa fase são os suportes museográficos da exposição A Mão do Povo Brasileiro, 1969, feitos de tábuas de pinho de segunda; o edifício do Sesc Pompéia, 1977, adaptação de uma antiga fábrica de tambores; e o Teatro Oficina, 1984, construção que desmonta a relação palco-plateia pela criação de um teatro-pista.

Em São Paulo, atualmente há 4 exposições em homenagem à Lina (veja abaixo). Além das exposições brasileiras, outras homenagens acontecem até julho de 2015, em Zurique (Suíça), Nova York (EUA), Roma (Itália) e Munique (Alemanha).


São essas as 4 exposições:

1- Lina Bo Bardi DesignerO Mobiliário dos Tempos Pioneiros, na Casa de Vidro. A mostra reúne 30 móveis, entre peças finalizadas e protótipos, desenhos originais e fotografias, que acompanham a trajetória de Lina desde a chegada ao Brasil,em 1947, incluindo suas criações para o MASP, para o Studio de Arte Palma e para sua sede própria, na rua 7 de Abril. 

2- Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi, no Museu da Casa Brasileira. A exposição traz desenhos, cartazes e fotos originais de exposições realizadas por Lina, além de 6 exemplares dos famosos cavaletes de vidro criados pela arquiteta. A partir da pesquisa em documentos e fotografias, e da construção de maquetes e expositores em escala, foram montadas ambientações que transformam as salas do MCB em modelos de aproximação de mostras como Caipiras, capiaus: pau-a-pique, Bahia no Ibirapuera, além das pinacotecas do MASP 7 de abril e MASP Paulista.

3-A Arquitetura Política de Lina Bo Bardi, no Sesc Pompéia, aborda a arquitetura de Lina em três grandes projetos: Solar do Unhão (em Salvador), Masp (Museu de Arte de São Paulo) e o próprio Sesc Pompéia.

Há desenhos originais de Lina, estudos, plantas, projetos, textos originais, material fotográfico de acervo e documentos relacionados a cada uma das três obras, além de 3 vídeos, mostrando o pensamento de Lina e abordando todo o contexto e processo construtivo nas obras.

A mostra tem curadoria dos arquitetos André Vainer e Marcelo Ferraz, que trabalharam 15 anos com Lina.

4- Lina Gráfica, também no Sesc Pompéia, aborda o pensamento gráfico de Lina, em cerca de 100 peças, quase todas pertencentes ao acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

Com curadoria de João Bandeira e Ana Avelar, são expostas ilustrações, desenhos originais, cartazes e outros tipos de desenhos não arquitetônicos, produzidos entre 1940 e 1980, na Itália e no Brasil. Há projetos de cartazes para exposições no Sesc, croquis do próprio logotipo do Sesc Pompéia,desenhos feitos em bico de pena na juventude, quando cursou o Liceu Artístico de Roma e trabalhos como ilustradora de revistas italianas (Bellezza, Grazia, Lo Stile Domus), além de sua criação da revista Habitat, início de sua atuação no Brasil.

 

Serviço

arquitetura política de Lina Bo Bardi Lina gráfica
até 14 de dezembro de 2014.
Terça a sexta, das 10h às 21h
sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

Área de Convivência do SESC Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia
Mais informações: (11) 3871-7700 ou www.sescsp.org.br
Entrada gratuita

Lina Bo Bardi Designer: O Mobiliário dos Tempos Pioneiros
até 6/12, de quinta a domingo, das 10h às 16h30.

Casa de Vidro: r. General Almério de Moura, 200, Morumbi, SP
tel 11 
3743 3875
Entrada gratuita

Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi:
até 9/11, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Museu da Casa Brasileira: av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, SP
tel 11 3032 3727
Entrada gratuita

Veja a Linha do tempo de Lina:
http://www.institutobardi.com.br/linha_tempo.asp#

Mais referências:
http://www.sescsp.org.br/programacao/41315_A+ARQUITETURA+POLITICA+DE+LINA+BO+BARDI#/content=saiba-mais
http://www.sescsp.org.br/programacao/41322_LINA+GRAFICA#/content=saiba-mais
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1646/Lina-Bo-Bardi
http://www.mcb.org.br/mcbItem.asp?sMenu=P002&sTipo=5&sItem=2819&sOrdem=0
http://guia.uol.com.br/sao-paulo/exposicoes/noticias/2014/10/08/centenario-de-lina-bo-bardi-e-celebrado-em-quatro-exposicoes-em-sp.htm
http://www.lilianpacce.com.br/e-mais/100-anos-de-lina-bo-bardi/

14
setembro
2014
Como falar sobre coisas que não existem

Esse é o título da 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, uma das mais prestigiadas do mundo, que abriu no dia 6 de setembro e vai até dia 7 de dezembro, no Parque Ibirapuera (parque este que, por sinal, acaba de completar 60 anos de existência!). 

Nas 6 primeiras edições, a exposição ficou a cargo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas em, em 1962, foi criada a Fundação Bienal de São Paulo, que passou a ser a responsável pela organização do evento. Localizada no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, em um pavilhão emblemático da arquitetura modernista brasileira, projetado por Oscar Niemeyer, é hoje uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte contemporânea e seu impacto no desenvolvimento das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido.

Desde a primeira edição, em 1951, foram produzidas trinta Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 8 milhões de visitantes. As duas últimas Bienais atraíram mais de 500 mil visitantes em cada edição, além do público registrado nas itinerâncias, realizadas em diversas cidades do país, o que,na 29ª Bienal (2010), foi de 230 mil visitantes e, na 30ª Bienal, foi de 185 mil visitantes.

Esta Bienal de 2014, cuja entrada é gratuita, reúne mais de 250 trabalhos de mais de cem artistas de 34 países. São obras de arte contemporânea que lançam olhares críticos sobre a sociedade, ocupando quatro pavimentos do pavilhão Ciccillo Matarazzo. 

"Não há um tema. Levantamos urgências políticas, sociais e econômicas do mundo atual e trabalhamos esses assuntos", diz Luiza Proença, curadora associada. Questões indígenas, de gêneros e ecológicas estão na mostra - que, no entanto, não foge do criativo. "A reticência do título permite o uso de qualquer verbo ali. É possível pensar ou lutar por coisas que não existem."
Coube a cada artista transcender em suas ideias. Dez estrangeiros, inclusive, fizeram isso no Brasil. "Eles passaram meses aqui e incorporaram a nossa realidade em suas linhas de trabalho."  

De acordo com Pablo Lafuente, um dos curadores, a 31ª Bienal “serve para que o público aprenda com as coisas que não existem – ou até lutem contra elas – numa espécie de misticismo”. Lafuente conclui: “É importante entender que arte não faz uma única coisa. Ela pode gerar diversos questionamentos. Por meio da arte, a gente pode mudar o mundo”. O cartaz de divulgação desta edição da Bienal foi feito pelo artista indiano Prabhakar Pachpute, refletindojustamente o espírito de produção coletiva e de transformação.

A programação, produzida pelos curadores, artistas, educadores e demais profissionais da área, tem um olhar voltado à educação. Segundo Nuria Enguita Mayo, também curadora, os artistas e coletivos artísticos desta edição estão ligados a projetos de arte educativos. Nesse contexto, a 31ª Bienal quer analisar, inclusive, diversas maneiras de gerar conflito, por isso muitos dos projetos têm em suas bases relações e confrontos não resolvidos: entre grupos diferentes, entre versões contraditórias da mesma história ou entre ideais incompatíveis. 

O texto do site oficial desta Bienal afirma: “esta não é uma Bienal fundada em objetos de arte, mas em pessoas que trabalham com pessoas que, por sua vez, trabalham em projetos colaborativos com outros indivíduos e grupos, em relações que devem continuar e desenvolver-se ao longo de sua duração e talvez mesmo depois de seu encerramento. Embora se possa dizer que um pequeno grupo de pessoas sejam os iniciadores, o foco da 31ª Bienal é posto sobre todos aqueles que entrarão em contato com ela e dela farão uso, bem como sobre o que será criado a partir dos encontros no evento como um todo. Essa abertura do processo precisa ser entendida como um meio de aprendizagem: uma troca educacional estabelecida ao longo e em cada um dos níveis e que é, por conseguinte, não resolvida e experimental.”

A expectativa é de que todos que entrarem em contato com a 31ª Bienal possam explorar algumas das possibilidades ali presentes, para depois seguirem os seus próprios caminhos, individuais e/ou coletivos, levando algo novo consigo, de modo que este momento seja transformador para todos os envolvidos. 

Desse modo, segundo os organizadores, “as coisas que não existem podem ser trazidas à existência e, assim, contribuir para uma visão diferente do mundo. É provável que seja este, no fim das contas, o potencial da arte.”

 

Referências:

http://www.bienal.org.br

http://www.31bienal.org.br/pt/

http://www.tnonline.com.br/noticias/entretenimento/13,288379,04,09,a-31a-bienal-de-sao-paulo-abre-suas-portas-amanha-no-parque-ibirapuera-com-visoes-de-mundo-variadas.shtml

https://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/31a-bienal-de-sp-tem-data-marcada-e-75-projetos-artisticos-selecionados/

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/01/poster-da-31-bienal-de-sao-paulo-traz-torre-movida-forca-humana.html

https://www.facebook.com/bienalsaopaulo

 

SERVIÇO

6 set - 7 dez 2014  Entrada gratuita 
Parque do Ibirapuera - Portão 3

PAVILHÃO DA BIENAL  

Visitação  
TER, QUI, SEX, DOM E FERIADOS: 9H - 19H (ENTRADA ATÉ 18H)  
QUA, SÁB: 9H - 22H (ENTRADA ATÉ 21H)  
FECHADO ÀS SEGUNDAS

22
julho
2014
Ocupação Aloísio Magalhães
postado sob arte, cultura, história

Em homenagem ao Design brasileiro e a um de seus mais importantes pensadores, o Itaú Cultural inaugura no dia 26 de julho a “Ocupação Aloisio Magalhães”, exposição que retrata os múltiplos caminhos percorridos por ele: seja como artista plástico, seja como designer ou político cultural. Não perca!

 

Quem foi Aloisio Magalhães

Aloisio Magalhães, nascido em 1927 no Recife, foi uma das figuras mais importantes da Cultura Brasileira do séc. XX. Formado em Direito, acabou se dirigindo à área artística e cultural. Foi pintor, pioneiro do design gráfico no Brasil, administrador cultural e, acima de tudo, defensor do patrimônio histórico e artístico.

Em 1949, participou do IV Salão de Arte Moderna do Recife. Dois anos mais tarde, recebeu bolsa do governo francês para curso de Museologia no Louvre. Em 1953 participou da II Bienal de São Paulo com duas pinturas.

Em 1954, fundou, no Recife, o Gráfico Amador, mistura de atelier gráfico e editora, com Gastão de Hollanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurênio de Mello. Expôs no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Ministério da Educação e Cultura. Em 1955, participou da III Bienal de São Paulo.

Nos anos seguintes, realizou inúmeras exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.  O Museu de Arte Moderna de Nova York adquiriu seu quadro PAISAGEM, 1956, feito com guache e nanquim.

Publicou ANIKI BOBÓ, "ilustrado" por João Cabral de Melo Neto, e IMPROVISAÇÂO GRÁFICA, no qual interpreta tipograficamente textos de autores diversos. Em 1960, integrou a representação brasileira, na XXX Bienal de Veneza, e iniciou atividade de designer, fundando o que, dentro de poucos anos, se tornaria o mais importante escritório de Design do país.

A partir de então, dedicou-se integralmente a essa atividade, criando inúmeros símbolos e diversificadas peças gráficas para os mais variados fins. Integrou, em 1963, o grupo criado pelo governador do então Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, para organizar a Escola Superior de Desenho Industrial - ESDI, a primeira escola de Design na América Latina e até hoje uma das principais do Brasil.

Em 1964, ganhou o concurso para criação do símbolo do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro. Como designer, este será seu primeiro trabalho de grande repercussão pública. No ano seguinte, elaborou projetos de identidade visual para a Light S.A. e para a Bienal de São Paulo, ambos resultados de concursos fechados apenas para profissionais convidados.

Tornou-se consultor da Casa da Moeda e do Banco Central do Brasil para o desenvolvimento de novos desenhos para notas e moedas brasileiras.

Em 1970, desenvolveu o primeiro grande projeto de Design no país, para a Petrobrás, abrangendo desde a criação do símbolo da empresa até suas embalagens, os elementos de identidade visual nos postos de distribuição e a bomba de gasolina.

Continuou, nesse tempo, também com seu trabalho de pintura e de atividade pictórica e apublicação de livros. Dando continuidade à atividade de design, seu escritório desenvolveu sistemas de identidade visual para grandes empresas nacionais, privadas e estatais - Banco Central do Brasil, Caixa Econômica Federal, Complexo Petroquímico de Camaçari, Furnas Centrais Elétricas, Banco Nacional, Companhia de Gás de São Paulo, Itaipu Binacional, Comlurb - Companhia Municipal de Limpeza Urbana, Grupo Peixoto de Castro, Companhia União dos Refinadores de Açúcar e Café, Companhia Souza Cruz, entre outras.

Em 1975, coordenou e implantou uma instituição dedicada à analise da cultura brasileira - o Centro Nacional de Referência Cultural (CNRC) -, sua primeira investida no território das ações de Estado em relação à cultura.

Aloisio Magalhães foi nomeado, em 1979, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan -  e secretário da Cultura, do Ministério da Educação e Cultura, em 1981. Na década de 1980, iniciou campanha pela preservação do patrimônio histórico brasileiro. Apresentou propostas especialmente em relação a Ouro Preto  (MG) e às ruínas de São Miguel das Missões (RS).

Em junho de 1982, participou de uma reunião de Ministros da Cultura dos países de língua latina, em Veneza. Após ser eleito presidente do encontro, Aloísio fez ali seu último pronunciamento - uma defesa apaixonada e veemente das questões prementes da nossa sociedade em oposição à vertente que tratava essas questões apenas pela esfera culta. Logo após, sofreria violento derrame cerebral. Às pressas, foi conduzido para Pádua, onde viria a falecer na madrugada de 13 de junho.

 

SERVIÇO

Itaú Cultural
atendimento@itaucultural.org.br
tel 11 2168 1777
Avenida Paulista, 149
São Paulo/SP

De SÁBADO, 26 JULHO, a DOMINGO, 24 AGOSTO.

De terça a sexta: das 9h às 20h [permanência até as 20h30]; aos sábados, domingos e feriados: das 11h às 20h.

referências:
http://www.mamam.art.br/mam_apresentacao/aloisio.htm
http://www.esdi.uerj.br/arcos/arcos-05-2/05-2.03.jplacido-o-design-diferencial.pdf
http://www.revistaleaf.com.br/dia-do-designer-aloisio-magalhaes/1377
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=543&cd_idioma=28555

 

16
junho
2014
Oscar Niemeyer: Clássicos e Inéditos

Mais de 300 obras originais do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), ocupam três andares do espaço Itaú Cultural, a partir de 5 de junho.

Com curadoria de Lauro Cavalcanti e expografia de Pedro Mendes da Rocha e, além de mostrar os trabalhos em si, a exposição examina o processo criativo de Niemeyer, com plantas, croquis, desenhos originais, maquetes, filmes e fotos, possibilitando uma especial percepção de sua produção. “O objetivo é revelar projetos inéditos que, por vários motivos, permaneceram no papel e, agora, são trazidos ao público por um extenso trabalho de pesquisa e digitalização de originais”, destaca Cavalcanti.

A grande maioria dos desenhos da exposição provém de cadernos de trabalhos não executados. Eles nos permitem ver a metodologia do arquiteto e entender um pouco mais de seu modo de conceber, desenhar, escrever e, em alguns casos, acompanhar o desenvolvimento dos projetos. 

Um projeto que merece atenção especial é o da cidade de Negev, em Israel, desenhada em 1964, apenas três anos após a inauguração de Brasília. Com características praticamente opostas à capital brasileira, a cidade contempla mais a escala humana, em detrimento do automóvel, adotando ruas estreitas e distâncias entre casa, trabalho e lazer que possam ser percorridas a pé, nenhuma maior do que 500 metros.

Também faz parte da exposição um rolo de 16 metros de comprimento, praticamente desconhecido, desenhado por Niemeyer durante a gravação do documentário Oscar Niemeyer - O Filho das Estrelas, dirigido por Henri Raillard, em 2001.

A mostra ainda terá a projeção contínua de dois documentários sobre Niemeyer, exibidos na íntegra: Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro, com direção e roteiro de Fabiano Maciel, e depoimentos de outros arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, Ciro Pirondi e Ruy Ohtake, gravados em vídeo.

Itaú Cultural 
av. Paulista 149

visitação
de 5 de junho a 27 de julho de 2014
de terça a sexta-feira, das 9h às 20h
sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h

Entrada gratuita

 

http://novo.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/oscar-niemeyer-classicos-e-ineditos/

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2014-06-04/com-arquivos-raros-exposicao-sobre-oscar-niemeyer-recebe-mais-de-300-obras.html

20
maio
2014
BORBO LETRAS

Este é o nome da exposição de caricaturas que homenageia Gabriel Garcia Marques.

Com a notícia da morte do escritor, no dia 17 de abril deste ano, cartunistas do mundo inteiro resolveram homenageá-lo. Uma exposição organizada por José Alberto Lovetro, o Jal, cartunista e presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, e pelo jornalista espanhol especializado em artes gráficas, Francisco Puñal, reúne artistas como Baptistão (SP), Fernandes (SP), Daniel Paz (Argentina), Boligan (Colômbia), Dario Castillejos (México), JBosco (PA), Calarcá (Colômbia), Mikio (Japão), Raul De La Nuez (EUA), Éden (Uruguai), Cau Gomes (MG), Samuca (PE), Amorim (RJ), Túrcios (Espanha), entre outros. São 73 desenhistas de dez países.

O nome da exposição, Borbo Letras, lembra o personagem Maurício Babilônia, do livro Cem Anos de Solidão, que caminha sempre envolto em uma nuvem de borboletas amarelas.
A exposição abriu no dia 16 de maio e continuará até o dia 21 de junho, na Biblioteca do Memorial da América Latina, em São Paulo/SP, para depois ser exibida nas estações do Metrô.

veja mais:
http://www.universohq.com/noticias/exposicao-de-cartunistas-homenageia-gabriel-garcia-marquez/
http://www.memorial.org.br/2014/05/homenagem-a-garcia-marquez-comeca-dia-16/
http://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/gabriel-garcia-marquez-e-homenageado-em-exposicao-no-memorial/

SERVIÇO
Memorial da América Latina 
entrada gratuita

de 17/05 a 21/06

Segundas, Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 09:00 às 18:00
Sábados das 10:00 às 17:00
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664
Barra Funda 
Estação Palmeiras-Barra Funda (Metrô – Linha 3 Vermelha)
Estação Palmeiras-Barra Funda (CPTM – Linha 7 Rubi)

13
maio
2014
A Virada Cultural acontece neste final de semana!

A Virada Cultural, que acontece das 18 h deste sábado, 17 de maio, até as 18 h do domingo, é um evento realizado pela Prefeitura de São Paulo, que busca, antes de tudo, promover a convivência em espaço público, convidando a população a se apropriar do centro da cidade, por meio da arte, da música, da dança, das manifestações populares.
Ela foi inspirada na “Nuit Blanche” francesa, criada em 2002, quando museus abrindo de madrugada, por exemplo, quebram as expectativas do público, incitando a  uma participação massiva. Esse tipo de evento espalhou-se por outras cidades europeias, como Madri, Bruxelas, Roma, e chegou até a  Lima, no Peru.
Em São Paulo, tem duração de 24 horas e oferece atrações culturais para pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos, que ocupam, ao mesmo tempo, a mesma região da cidade.
 
Desde sua primeira edição, em 2005, a Virada Cultural atrai milhares de pessoas de todas as partes de São Paulo e do Brasil  e, ao longo dos anos, a festa foi ampliando cada vez mais seu perímetro, até incorporar, recentemente, a região da Luz, além da República e do Anhangabaú.
 

PROGRAMAÇÃO
Além da rede municipal de equipamentos – incluindo os Centros Educacionais Unificados (CEUs) –, a organização da Virada Cultural conta com parceiros estratégicos como o SESC e o Governo do Estado, que aderem com seus equipamentos culturais descentralizados. O Metrô de São Paulo fica aberto durante as 24 horas do evento, garantindo a circulação das pessoas.

Veja a programação completa da prefeitura e monte o seu programa:
http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2014/programacao/
 
E MAIS! Shows, espetáculos teatrais, circo, cinema, gastronomia, na rua e nos centros culturais e teatros da cidade…:
http://catracalivre.com.br/sp/editoria/agenda/virada-cultural/


SEGURANÇA
Este ano, a secretaria de Cultura e a PM montaram um esquema de segurança especial para evitar situações perigosas e desagradáveis. 
Veja as dicas de segurança:
http://vejasp.abril.com.br/materia/virada-cultural-dicas-seguranca 


Sobre reforço no policiamento:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/virada-cultural-de-sp-tera-reforco-no-policiamento
http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/cultura/virada-cultural-tera-seguran-refor-ada-palcos-mais-proximos/3/19/2312223

1
março
2014
Os Fantásticos Livros Voadores do Sr Morris Lessmore!
postado sob arte, cinema, cultura, Literatura

“É uma história de pessoas que devotam suas vidas aos livros e livros que retribuem o favor”, conta o diretor Brandon Oldenburg.

Produção vencedora do Oscar em 2012, na categoria Melhor Curta de Animação

A obra, exibida no Anima Mundi 2013, foi inspirada no ator e diretor Buster Keaton, no furacão Katrina – que destruiu a cidade americana de Nova Orleans em 2005 – e no clássico O Mágico de Oz.

veja a matéria e assista ao filme

26
fevereiro
2014
De onde vem o Carnaval?
postado sob arte, cultura

Há inúmeras teorias a respeito da origem do Carnaval. Em uma das mais aceitas, supõe-se que tenha surgido das festas da antiga Babilônia, Mesopotâmia (atual cidade Al Hillah, perto de Bagdá, Iraque). Mas também há correntes que consideram o atual Carnaval como descendente direto das festividades pagãs da Antiguidade romana. Havia em Roma as Saturnálias e as Lupercálias: as primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papéis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos  vestindo-se como seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

A palavra carnaval é originária do latim, carnelevarium, cujo significado é retirar ou suspender (levare) a carne. O significado pode estar relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma católica, período dedicado à abstinência, ao jejum e, simbolicamente, ao resguardo do cristão em relação a prazeres mundanos. A Quaresma vai da Quarta-Feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa, no calendário móvel dos católicos. Mas, segundo Rainer Sousa, mestre em História, alguns pesquisadores dizem que a palavra vem do carro naval, que percorria as ruas de Roma com pessoas vestidas com máscaras e fazendo jogos e brincadeiras.

Por volta do ano 1000, o início do período fértil para a agricultura na Europa Ocidental era motivo de carnaval. Os homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos, durante algumas noites, com o rosto enegrecido de fuligem ou sob panos. Como acessórios usavam máscaras, focinhos de porco e capuzes de pele de coelho. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e entravam nos domicílios, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.

A Igreja sempre quis controlar mas nunca conseguiu impedir os excessos e subversões de costumes do Carnaval, que sempre teve vocação popular, apesar dos bailes sofisticados em ambientes privativos. No Renascimento, o Carnaval desenvolveu-se nas cidades italianas, onde surgiu a Commedia Dell’Arte, uma espécie de teatro improvisado, muito popular até o século XVIII e que ainda hoje sobrevive.

Em Florença havia as canções específicas para acompanhar desfiles (precursores de nossas marchinhas de Carnaval, pode-se dizer); os trionfi, carros mitológicos concebidos por grandes pintores da época, como Botticelli, e os carri, que mostraram um mundo burlesco, no qual o cavaleiro carregava o cavalo, e o lavrador puxava uma charrua, sob o comando de um boi. 

Em Roma e Veneza, os festejos celebravam ainda vitórias políticas do passado e outros feitos históricos. Usava-se a bauta veneziana – uma capa de renda com capuz de seda negra, que enquadrava o rosto e cobria os ombros. Os acessórios eram um chapéu de três pontas e uma máscara branca. A fantasia permitia a abolição temporária de diferenças sociais e, em alguns casos, o prazer de um “pecado” à sombra do anonimato. As datas de comemoração desses festejos variavam um pouco de um lugar para o outro, mas eles quase sempre ocorriam entre o período em que hoje festejamos o Natal e a Quaresma.

O Carnaval do Brasil iniciou-se no período colonial, como derivação do entrudo (que quer dizer “entrada”), por volta da metade do sec XVII , uma festa de origem portuguesa que na Colônia era praticada pelos escravos. No final do século XIX surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, sendo que e os bailes de máscaras já eram tradicionais em alguns hotéis.

Em 1907, surgiu o corso, um desfile de automóveis que foi a grande atração do Carnaval carioca, tomando conta da Avenida Rio Branco. Blocos, cordões e o surgimento do samba carioca nesta época desenvolveram uma festa brasileira popular, com a participação de negros, mulatos e brancos. Simultaneamente, hotéis e clubes sofisticados começaram a incluir grandes bailes, preparando um Carnaval para as elites –  o mais famoso, e que ainda existe, é o do Hotel Copacabana Palace, que abriu suas portas em 1924.

Em 1927, o bloco “Deixa Falar”,  fundado no bairro do Estácio de Sá, gerou o formato de samba-enredo  a ser cantado pelas ruas da cidade e também inúmeros outros blocos de mesmo formato, com foliões acompanhando livremente pelas ruas o som dos músicos. Com o decorrer do tempo, esses blocos transformaram-se nas chamadas Escolas de Samba, surgindo no Rio a Mangueira, a Portela, o Salgueiro, entre outras. As Escolas de Samba organizaram-se muito, passando a ser hoje verdadeiras empresas, que contratam inúmeros profissionais e trabalham o ano todo para disputar a competição do maior desfile de Carnaval do mundo, passando também a ser parte importante da economia da cidade do Rio e de outras, como São Paulo, que também  organiza hoje grandioso desfile de Carnaval todos os anos – na capital paulista, os blocos e cordões carnavalescos deram origem às primeiras Escolas de Samba como a Lavapés  (1937) , da Baixada do Glicério e a Vai-Vai, originária do Bloco dos Esfarrapados, também na década de 1930, no bairro do Bixiga.

De qualquer modo, mesmo com mudanças e modernizações, o Carnaval de rua no Brasil continua hoje, ao lado de bailes e desfiles oficias, tendo visto neste ano, por exemplo, um grande aumento de blocos, em diversas cidades, especialmente São Paulo, com expressivo número de foliões divertindo-se em muitos lugares da cidade. Além disso, a festa continua firme também em suas variações regionais: a Bahia, com o trios elétricos; os grandes bonecos de Olinda; os afoxés, frevos e maracatus que passaram a fazer parte da tradição cultural brasileira, fazendo do Carnaval  um dos mais variados, ricos e exuberantes do mundo.

 

Baixe o aplicativo com a programação do Carnaval 2014 de São Paulo:

http://catracalivre.com.br/samba/samba-sp/indicacao/baixe-o-aplicativo-para-pular-o-carnaval-de-rua-de-sao-paulo-sem-pagar-nada/

 

Referências:

http://www.mundoeducacao.com/carnaval/as-origens-carnaval.htm

http://www.brasilescola.com/carnaval/historia-do-carnaval.htm

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/carnaval_-_milenios_de_folia.html

http://www.infoescola.com/artes/historia-do-carnaval-no-brasil/

http://catracalivre.com.br/samba/

http://www.primeoffer.com.br/eventos-prime/carnaval-2013-o-baile-do-copacabana-palace-1189.html

http://museudomeioambiente.jbrj.gov.br/noticia/gritos-de-carnaval

 

 

 

2
dezembro
2013
Uma centenária moderna
postado sob arte, cultura, Novidades

A artista japonesa Tomie Ohtake completou 100 anos no último 21 de novembro. No mesmo dia, à noite, uma grande mostra com seus trabalhos foi inaugurada no Instituto Tomie Ohtake, em SP. Chamada de “Gesto e Razão Geométrica”, apresenta mais de 60 obras, desde as paisagens que marcaram o começo da carreira da artista até as mais recentes pinturas, obras de grandes dimensões.

O Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) também celebra os 100 anos de Tomie com a exibição da série “Pinturas Cegas”, com curadoria do crítico Paulo Herkenhoff.  todas criadas com os olhos vendados.  E, como o próprio nome sugere, para essa série,realizada entre 1959 e 1962, a artista trabalhou com os olhos vendados. Ambas as exposições ficam em cartaz até dia 2 de fevereiro de 2014.

Nascida em 1913, em Kyoto, Tomie Ohtake chegou ao Brasil em 1936, aos 22 anos de idade. Veio visitar um irmão e, devido à guerra entre Japão e China, acabou ficando por aqui. Casou-se, teve 2 filhos, os conhecidos arquitetos Ruy e Ricardo Ohtake, e só depois de ver os filhos formados dedicou-se inteiramente à pintura, atividade que preencheu mais de metade de seus anos de vida. 

Nos anos 1960, com a ascensão do Movimento Concreto, Tomie conheceu artistas como Hércules Barsotti e Willys de Castro. Seu contato com a linguagem abstrata foi decisiva para o desenvolvimento de seu trabalho.  Durante mais de 60 anos de carreira, dos quais mais da metade dedicados à pintura, também trabalhou muito com gravura e escultura.  Algumas de suas obras públicas são bastante conhecidas em São Paulo, como a grande escultura na Av. 23 de Maio, em frente ao Centro Cultural São Paulo, ou a grande “língua”, na entrada do Auditório do Ibirapuera.

Tomie continua produzindo aos 100 anos, e ainda deverá nos surpreender muito com seu trabalho de traço contemporâneo.  Não deixe de ver a exposição.

Para saber mais, assista ao filme.

 

serviço

Instituto Tomie Ohtake 
Av. Faria Lima 201
São Paulo  SP
Tel 11 2245 1900 
www.institutotomieohtake.org.br
de 23 de novembro de 2013 a 2 de fevereiro de 2014
terça a domingo, das 11h às 20h - entrada gratuita

Museu de Arte do Rio (MAR)
Praça Mauá 5   Centro 
Rio de Janeiro/RJ
Tel  21 3031 2741
http://www.museudeartedorio.org.br
de 19 de novembro de 2013 a 2 de fevereiro de 2014
terça a domingo, das 10h às 17h
ingressos e R$8,00 e R$4,00

 

Fontes
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,tomie-ohtake-completa-cem-anos,1098821,0.htm
http://arte1.band.uol.com.br/tomie-ohtake-100-anos/

Convite impresso do Instituto Tomie Ohtake

22
novembro
2013
Temos o talento de criar um mundo de fantasia. E por isso mesmo  somos sortudos!

Com essa ideia na cabeça, desde 1990 o artista Theo Jansen dedica-se a criar novas formas de vida: os animais da praia. Eles não são feitos de proteína, como as outras formas de existência animal, e sim de outro material básico: tubos plásticos amarelos. Extraem a energia do vento, por isso não têm a necessidade de se alimentar como nós. Theo trabalhou no projeto de suas articulações de maneira que seus movimentos ficaram impressionantemente parecidos com os dos seres vivos. Passou a desenvolver mecanismos de reação nessas criaturas, de modo que evoluiram e quando a maré sobe, elas fogem das águas, tornando-se sobreviventes a tempestades e marés.

O desejo de Theo Jansen é poder liberar diversos animais desse tipo pelas praias.  Refazendo a Criação, ele espera tornar-se mais um criador da natureza, enfrentando seus percalços.

Afirma com humor: “Não é fácil ser Deus; há muitos desapontamentos pelo caminho. Mas, nas ocasiões onde tudo funciona, ser Deus é a melhor coisa do mundo”.

 

Referências:

http://www.strandbeest.com

http://theojansen.net

http://www.archdaily.com.br/br/01-147803/exposicao-theo-jansen-animais-que-se-alimentam-de-vento-theo-jansen-earthscape

 

Vídeos:

http://vimeo.com/53963103#

http://www.youtube.com/watch?v=SGx8UaPJOVc

http://www.ted.com/talks/theo_jansen_creates_new_creatures.html

5
novembro
2013
Desenhos, filmes, animações, gravuras, esculturas e videoinstalações do artista sul-africano
postado sob arte, cultura, política

A  Pinacoteca do Estado de São Paulo expõe até 10 de novembro 38 desenhos, 35 filmes e animações, 184 gravuras, 31 esculturas e duas videoinstalações do artista sul africano William Kentridge.

Com curadoria de Lilian Tone, a exposição  “William Kentridge: Fortuna”  inclui séries inéditas do artista e mostra o processo criativo pouco convencional em seu estúdio, em Johannesburgo, África do Sul. Além de um exímio desenhista e pintor, Kentridge utiliza diversas mídias e dá vida a seu trabalho através de filmes e outras animações (com luzes e sombras), com um olhar abrangente, de quem testemunhou um momento histórico da África do Sul, o fim do Apartheid (regime que segregava e limitava a participação de negros na sociedade local), combinando política com poesia. 

William (nascido em 1955) trata, em mais de 3 décadas de trabalho, do totalitarismo, do colonialismo, das injustiças sociais em relação aos negros, nativos da África do Sul, trazendo sua experiência pessoal, testemunhal, mas imbuído também de aspectos etéreos, subjetivos, poéticos. Além dos filmes, usa também desenhos em carvão, esculturas, colagens, animações, performances, transformando eventos políticos em poderosas alegorias.  Fotografa, ainda, seus desenhos e anima pedaços de papel, gravando-os e movendo-os.

Kentridge já teve importantes exposições em museus como o San Francisco Museum of Modern Art (2009); Philadelphia Museum of Art (2008); Moderna Museet, Stockholm, (2007); e o Metropolitan Museum of Art, New York (2004); entre outros. Também participou de Prospect.1 New Orleans (2008); Bienal de Sydney, Austrália (1996, 2008); e Documenta de Kassel, Alemanha (1997, 2002). Ele vive e trabalha em Johannesburgo, Africa do Sul.

 

Assista ao pequeno filme (link abaixo) sobre a construção de uma animação e não deixe de ver a exposição!

http://www.youtube.com/watch?v=ja4Wk7g6sdE

 

Serviço:

Pinacoteca do Estado:
Praça da Luz, 2 - São Paulo, SP
Estação Luz do Metrô - Tel. 55 11 3324-1000

De terça a domingo, das 10h às 18h
às quintas, das 10h às 22h
Entrada R$ 3,00, grátis aos sábados e na quinta após as 18h

 

Referências:
http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca-pt/default.aspx?c=exposicoes&idexp=1198&mn=537&friendly=Exposicao-William-Kentridge-fortuna

http://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/pinacoteca-recebe-exposicao-william-kentridge-fortuna/

http://www.moma.org/visit/calendar/exhibitions/964

http://www.pbs.org/art21/artists/william-kentridge

http://www.artnet.com/artists/william-kentridge/

28
outubro
2013
"Las calaveras" e tudo o mais...
postado sob arte, cultura, história

Em todas as culturas, o homem sempre teve a necessidade de buscar e explicar o mistério da vida e da morte. Muitas delas criaram rituais para dar sentido à existência humana e reverenciar as forças da natureza.

De onde venho? Para onde vou? Existe vida depois da morte? Se sim, que tipo de vida? Estas são algumas perguntas feitas por muitas culturas, tentando compreender e explicar a nossa existência.

Para os povos indígenas do México, assim como para alguns outros, a morte era considerada passagem para uma nova vida. Por esse motivo, as pessoas eram enterradas com seus objetos pessoais, acreditando-se que poderiam necessitar deles em suas novas vidas. 

Assim, o ritual dos mortos tinha grande  importância e até hoje sobrevive, mesmo após a intense aculturação espanhola: com origem nas culturas indígenas da América Central, como Asteca, Maia, Purepecha, Nahua e Totonaca (cerca de 3.000 anos atrás), o Día de Muertos (dia dos mortos) vem sendo celebrado no México e em outros países latinos em 2 de novembro, coincidindo hoje em dia com as comemorações religiosas  do Dia de Todos os Santos e do Dia de Finados, no Brasil (1 e 2 de novembro, respectivamente), quando as famílias e amigos se reúnem para lembrar os familiares que já se foram, visitando igrejas e cemitérios. Consta que, na verdade, a festa original mexicana acontecia, de acordo com o calendário Maia, por volta do mês de agosto, mas os espanhóis incorporaram-no à festividade cristã de Finados, mudando a data.

No México, essa festa tem características muito diferentes, até difíceis de serem compreendidas por outras culturas. Para nós, parece uma espécie de Carnaval, com muitas fantasias de esqueletos, diabos, caveiras (o que também até chega a lembrar a comemoração de Halloween, de países de lingua inglesa, na noite entre 31 de outubro e 1 de novembro, mas com caráter um pouco diferente). Caveiras de açúcar e de chocolate fazem parte de altares mexicanos floridos com comidas e bebidas de oferendas aos que já morreram.  As pessoas passam a noite no cemitério, contando histórias de vida, de alegria, tocando música, comendo, bebendo e cantando, fazendo com que seus antepassados participem de suas vidas.

Nesta época, os mercados mexicanos ficam cheios de uma flor chamada cempasúchil, de cor laranja viva, a mesma já utilizada pelos Astecas, nesses rituais: dizem que representa os tons da terra e serve para guiar as almas para suas casas e seus altares.

Apesar de dominados pelos conquistadores espanhóis, que impuseram sua cultura, este antigo ritual de Día de Muertos, assim como alguns outros, manteve-se na cultura mexicana e é celebrado até hoje nas famílias, nos lares, onde muitas vezes se montam pequenos altares com uma caveira representando cada membro da família, flores, velas e doces.

 

referências:

http://diadelosmuertos.yaia.com/historia.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Day_of_the_Dead
http://www.inside-mexico.com/featuredead.htm

 

 

22
outubro
2013
Exposição GENESIS, de Sebastião Salgado, chega ao Sesc
postado sob arte, cultura

A exposição, que apresenta 245  fotografias impressionantes do brasileiro Sebastião Salgado, está no Sesc Belenzinho, até 1º de dezembro, depois de passar por Londres e Rio de Janeiro. A exposicão está dividida em cinco seções geográficas, que retratam lugares que resistiram à ocupação humana moderna. Para isso, Salgado fez mais de 30 viagens entre 2004 e 2011, vivendo em aldeias, florestas, desertos, santuários animais e tribos, na Antártica, nas ilhas Galápagos, Botswana, Alasca e Canadá, entre outros lugares do mundo. Os trabalhos em cartaz fazem parte do livro homônimo, lançado este ano, pela editora Taschen.

A curadoria da exposição é de Lélia Wanick Salgado, esposa e companheira de Sebastão Salgado por mais de 4 décadas. Salgado nasceu em Aimorés, Minas Gerais, em 1944. Formou-se em Economia e desenvolveu sua paixão pela fotografia em uma viagem à África, onde coordenava um projeto sobre cultura do café em Angola. A partir daí, tornou-se fotógrafo. Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, entre eles o Prêmio Unesco, na categoria cultural; prêmio pela publicação do livro Trabalhadores; e o 40º Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria reportagem.
Não deixe de visitar!

5 de setembro a 1º de dezembro
terça a sábado, das 10h às 21h, e domingos e feriados, das 10h às 19h30
Entrada  gratuita
Sesc Belenzinho  Rua Padre Adelino, 1.000  Belenzinho/SP
informações (11) 2076-9700

26
setembro
2013
Comemorando a chegada da Primavera
postado sob arte, cultura, Novidades

CORES LINDAS, TODAS AS CORES.

HOLI ou Festival das Cores é um festival realizado na Índia todos os anos, na chegada da Primavera. As pessoas comem, bebem, dançam e jogam tintas de diversas cores, uns nos outros.

No final, todos estão super  pintados e coloridos.

Com tambores, cantos, bailes e, principalmente, muitas cores, milhões de indianos de todas as idades vão às ruas para dar as boas-vindas à primavera, comemorando a chegada do bom tempo e afugentando os maus espíritos, travando uma intensa batalha de água e pós multi coloridos, exaltando uma rica mistura de cores e pessoas.

"É uma festa de felicidade e esperança perante a chegada da época da fertilidade", disse Rohan, um morador de Nova Déli que trazia o rosto pintado com tons de amarelo, verde, azul e vermelho.

O chamado festival da cor, que paralisa a Índia, e atrai, cada vez mais, turistas do mundo todo, é celebrado na primeira lua cheia de março, sendo que suas origens se remetem a diferentes lendas mitológicas dos hindus.

Este ano São Paulo vai comemorar a entrada da Primavera com uma referência a esse festival indiano, dia 28 de setembro, no Parque Villa Lobos.

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