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Em novembro de 2017, saiu a notícia de que o expert em cartografia David Rumsey, juntamente com seu sobrinho, recolheu pela primeira vez todas as partes de um dos maiores mapas mundiais de todos os tempos, que passaram a fazer parte da David Rumsey Map Collection na Stanford University.***

Por mais de 400 anos, o mapa colorido de Urbano Monte, criado em 1587, estava dividido em 60 folhas individuais, guardadas dentro de um atlas, já pertencente à coleção David Rumsey.  Montado, mede aproximadamente 3 metros de largura.

Ele nos mostra a importância dos mapas históricos como fonte primária de pesquisa: a representação do mundo revela as ideias científicas de seu tempo e os desenhos artísticos que decoram o mapa exemplificam o alto nível de representação visual daquele momento.

Urbano Monte também explorou a fauna, flora e até arquitetura de cada lugar: camelos e leões na África Central e pássaros exóticos na América do Sul são exemplos disso. Além disso, aparecem criaturas fantásticas que já existiam em mapas antigos: centauros, sereias e o deus Triton.

Ciência, arte e história da época em um único documento.

Em 2017, as 60 folhas desenhadas por Urbano e remontadas por um grupo de especialistas nesse mapa extragrande, foram expostas no campus da Universidade de Stanford. Pode-se acessar facilmente a versão digitalizada do documento, bem como ver as 60 páginas separadasgirar o mapa em torno do próprio eixo e até vê-lo em forma de globo.

*** Vale lembrar, aqui, que antes dele, em 1569, foi criado o mapa de Mercator: famoso por ter a Groenlândia aumentada, assim mesmo ainda é uma das projeções mais utilizadas em todo o mundo, inclusive pelo Google Maps. Essa projeção, elaborada pelo geógrafo, cartógrafo e matemático Gerhard Mercator (1512-1594), foi a primeira projeção cartográfica cilíndrica que abordou todo o mapa terrestre. Veja: http://brasilescola.uol.com.br/geografia/projecao-mercator.htm

Acesse os links!

Referências:
https://www.davidrumsey.com/blog/2017/11/26/largest-early-world-map-monte-s-10-ft-planisphere-of-1587
https://mymodernmet.com/urbano-monte-old-world-map/
http://www.nationalgeographicbrasil.com/video/tv/mapa-mundi-de-1587-por-urbano-monte
https://super.abril.com.br/historia/mapa-mundi-de-500-anos-e-3-metros-e-montado-pela-1a-vez/

Mapa de mercator:

http://brasilescola.uol.com.br/geografia/projecao-mercator.htm

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O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca.
São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

O evento foi muito divertido e dinâmico e, além da apresentação de profissionais das distintas áreas, por um dia os alunos do EF1, EF2 e EM também foram professores e pesquisadores, ocupando os espaços da escola com seus trabalhos e experimentos e explicando os diversos fenômenos científicos para os visitantes.

Além do contato com uma grande riqueza de conhecimentos, o intercâmbio com profissionais das diferentes áreas colocou os estudantes em contato com a realidade da vida profissional, ajudando a refletir sobre suas possíveis carreiras.

Veja abaixo alguns temas abordados nas palestras e atividades do evento deste ano:

APRESENTAÇÃO DE ALUNOS:

Experimentos de Física e Química
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Biologia
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Ciências
Alunos do Ensino Fundamental 2

Exposição de trabalhos do EF1
1º EF: Os nossos sentidos
2º EF: Pesquisando as plantas do Ítaca
3º EF: Terrários e aquário de plantas
4º EF: Modelos de fósseis
​5º EF: Biomas brasileiros

 

APRESENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Pesquisa Científica na Antártica – Introdução Um breve histórico do continente antártico, suas peculiaridades e as pesquisas que são desenvolvidas lá, incluindo as pesquisas brasileiras.
José Roberto Machado Cunha da Silva
Prof. Dr. do Laboratório de Histofisiologia Evolutiva
Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento
Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Exercício Físico nas Doenças: Lições do Coração
Patrícia Chakur Brum
Profa. Dra. do Laboratório de Fisiologia Cel Mol. do Exercício
Escola de Educação Física e Esporte da USP

Dinâmica de Populações e Teoria do Caos
A interface entre física e biologia - particularmente ecologia. 
Prof. Fabio Stucchi Vannucchi
Físico - Docente da Unesp

Inteligência Artificial
Como a inteligência artificial está influenciando o mercado de trabalho? 
Como deverá ser o perfil profissional no futuro próximo? 
Estamos em meio a uma nova revolução industrial? 
Esta palestra não tem as respostas a todas estas perguntas, mas servirá como uma amostra do que já está acontecendo nos mercados brasileiro e global no que diz respeito à inteligência artificial e à nova economia, e como as profissões estão sendo afetadas.
Pávio Domiciano Muniz

As Ciências do Mar
As ciências do mar e a profissão do cientista do mar -  biologia marinha, ecossistemas no ambiente aquático, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Gabriela Tavares
Bacharel Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia do Mar
Mestranda em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira
Univ. Federal de SP – Campus Baixada Santista

Valorize seu Intestino: Ele Pode Ajudar a Perder Peso, Combater Alergias e Doenças Neurológicas
Caroline Marcantonio Ferreira
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas 
Laboratório Multidisciplinar em Saúde e Meio Ambiente -
Universidade Federal de São Paulo/Campus Diadema

Microscopia - "Observação do Plâncton: A vida em uma gota d'agua". Oficina com alunos dos 7º anos, orientados por Cláudia Namiki, pós-doutoranda do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo 

Você já viu uma onda sonora?
Experimento para ver ondas da frequência do som
Marcelo Nishio

Quiprocó: A Confusão Quando Não Sabemos o que Sentimos 
Sensibilizar as crianças para a identificação e compreensão dos seus sentimentos e os dos outros; trabalhar, de forma breve, a expressão de sentimentos e a resolução de problemas.
Carolina Andrade e Paula Pessoa, Psicólogas

Astronomia - observação do Sol com telescópios solares
Elysandra e Eduardo Cypriano
Astrônomos, Profs. Drs. do IAG – USP

 

A Vida das Abelhas e Muito Mais
As abelhas são de extrema importância para a polinização da grande maioria das plantas. Sendo assim, desempenham um papel fundamental na manutenção da existência da vida em nosso planeta. Existe uma grande diversidade de espécies de abelhas e na forma como se organizam socialmente, sendo, a maioria delas, solitárias. Nessa atividade apresenta-se um pouco sobre a vida das abelhas, suas sociedades e funcionamento. Será apresentado material de coleção para exemplificar a diversidade de espécies. 
Maria Cristina Arias, Profª. do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências-USP

 

DEMONSTRACÕES:

Profª. Vera Lucia Martins Oikawa

Três experimentosA água furiosa, Vulcão e Sangue de diabo ou Sangue de mentirinha

Thomaz Magalhães 
Princípios de Acústica, Aplicação do Som em Sopros, Cordas e Diferentes Tipos de Tambores

Ricardo e Fabíola Bovo Mendonça
Prof. Zoologia USP
Estande para Observação de animais – aranhas, escorpiões e outros animais

 

foto: Nasa
foto: Nasa
foto: Nasa

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, revelou-se um mundo complexo, imenso e turbulento: recentemente, a sonda Juno (da NASA) nos mostrou imagens de ciclones do tamanho da Terra, tempestades que mergulham no miolo desse gigante de gás e um grande campo magnético irregular, que parece ter sido gerado mais próximo da superfície do planeta do que antes se imaginava.
 
“Estamos animados em compartilhar essas últimas descobertas, que nos ajudam a entender melhor o que faz Júpiter ser tão fascinante”, afirma Diane Brown, coordenadora do programa Juno, na sede da NASA, em Washington. “Foi uma longa jornada até Júpiter, mas esses primeiros resultados já demonstram que a viagem valeu muito a pena.”
 
Juno foi lançada em 5 de agosto de 2011 e entrou na órbita de Jupiter no dia 4 de julho de 2016. Os resultados da primeira coleta de dados, fruto de um voo de aproximadamente 4.200 km sobre o planeta, estão sendo publicados neste mês de maio, em diversas matérias na  revista Science e em 44 artigos da Geophysical Research Letters.
 
Algumas descobertas inesperadas fazem com que se reavalie o planeta, como um “novo Júpiter”, como afirma Scott Bolton, um dos principais pesquisadores do projeto Juno, na divisão do Southwest Research Institute, em San Antonio. 
 
A JunoCam forneceu imagens que revelam nos polos do planeta, por exemplo, tempestades até então desconhecidas. 
“Estamos intrigados em como elas podem ter sido formadas, como suas configurações são estáveis e porque o polo norte de Jupiter é diferente do polo sul.” diz Bolton. “Questionamos se se trata de um sistema dinâmico, do qual estamos visualizando apenas um estágio, e que durante o próximo ano veremos desaparecer, ou se é uma configuração estável e essas tempestades circulam umas ao redor das outras.”
 
Antes da missão Juno, sabia-se que Júpiter tinha o mais intenso campo magnético do sistema solar, e a expedição mostrou que esse campo é mais intenso e tem a forma mais irregular do que o que se conhecia.
 
Os dados sobre tempestades nas camadas internas da atmosfera indicam que grandes quantidades de amoníaco emanam das zonas mais profundas e contribuem para formar as tempestades observadas. Além disso, existe uma enorme nuvem, de cerca de 7.000 quilômetros de diâmetro, que se encontra muito acima das demais camadas, no polo norte de Júpiter, sem que ninguém possa explicar como pôde chegar até ali.
Graças à sua órbita sobre os polos, Juno também pôde observar pela primeira vez a chuva de elétrons que cai na atmosfera e cria as intensas auroras boreais, dificilmente observáveis da Terra.
 
SOBRE A SONDA JUNO
Juno é a primeira sonda que orbita Júpiter há mais de uma década. Até agora, o recorde de aproximação do gigante gasoso era ostentado pela Pioneer 11, da NASA, que passou a 43.000 quilômetros de suas nuvens.
 
A sonda atual tem o tamanho de uma quadra de basquete e é a nave espacial que mais longe chegou no Sistema Solar, usando somente a energia solar que capta com seus grandes painéis. Suas câmeras e os demais equipamentos científicos estão blindados com titânio, protegendo-a da intensa radiação emitida pelo planeta. Durante suas órbitas mais próximas, a nave atravessou o interior dos cinturões de radiação onde essas partículas são abundantes.
 
AUTODESTRUIÇÃO EM 2018
Abaixo das nuvens da atmosfera de Júpiter, há uma camada intermediária que é feita de hidrogênio em estado líquido e se comporta como um metal, amplificando o poderoso campo magnético do planeta: um dínamo descomunal, com uma massa 300 vezes maior que a Terra e dá uma volta sobre si mesma a cada 10 horas. 
 
Indaga-se se por trás dessa camada há um núcleo rochoso com elementos pesados, o que poderia revelar que materiais existiam na formação inicial do Sistema Solar depois da aparição do Sol, já que Júpiter foi o primeiro planeta a formar-se. Os dados da missão também servirão para entender melhor a maioria dos mais de 3.400 planetas descobertos fora do Sistema Solar.
 
Em 20 de fevereiro do ano que vem, Juno será conduzida às camadas externas da atmosfera de Júpiter, onde se desintegrará pelo atrito. Isso durará aproximadamente cinco dias e evitará que as luas do planeta se contaminem com micróbios da Terra. 
 
Mais referências:
http://edition.cnn.com/2017/05/25/us/nasa-jupiter-juno-mission-observations-first-results/
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/24/ciencia/1495650096_639179.html
http://edition.cnn.com/2017/05/25/us/nasa-jupiter-juno-mission-observations-first-results/
https://www.nasa.gov/mission_pages/juno/main/index.html
https://www.missionjuno.swri.edu/junocam
http://science.sciencemag.org/content/356/6340/821

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