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11
outubro
2017
4ª edição do Vivenciando as Ciências - oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos

O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca.
São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

O evento foi muito divertido e dinâmico e, além da apresentação de profissionais das distintas áreas, por um dia os alunos do EF1, EF2 e EM também foram professores e pesquisadores, ocupando os espaços da escola com seus trabalhos e experimentos e explicando os diversos fenômenos científicos para os visitantes.

Além do contato com uma grande riqueza de conhecimentos, o intercâmbio com profissionais das diferentes áreas colocou os estudantes em contato com a realidade da vida profissional, ajudando a refletir sobre suas possíveis carreiras.

Veja abaixo alguns temas abordados nas palestras e atividades do evento deste ano:

APRESENTAÇÃO DE ALUNOS:

Experimentos de Física e Química
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Biologia
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Ciências
Alunos do Ensino Fundamental 2

Exposição de trabalhos do EF1
1º EF: Os nossos sentidos
2º EF: Pesquisando as plantas do Ítaca
3º EF: Terrários e aquário de plantas
4º EF: Modelos de fósseis
​5º EF: Biomas brasileiros

 

APRESENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Pesquisa Científica na Antártica – Introdução Um breve histórico do continente antártico, suas peculiaridades e as pesquisas que são desenvolvidas lá, incluindo as pesquisas brasileiras.
José Roberto Machado Cunha da Silva
Prof. Dr. do Laboratório de Histofisiologia Evolutiva
Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento
Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Exercício Físico nas Doenças: Lições do Coração
Patrícia Chakur Brum
Profa. Dra. do Laboratório de Fisiologia Cel Mol. do Exercício
Escola de Educação Física e Esporte da USP

Dinâmica de Populações e Teoria do Caos
A interface entre física e biologia - particularmente ecologia. 
Prof. Fabio Stucchi Vannucchi
Físico - Docente da Unesp

Inteligência Artificial
Como a inteligência artificial está influenciando o mercado de trabalho? 
Como deverá ser o perfil profissional no futuro próximo? 
Estamos em meio a uma nova revolução industrial? 
Esta palestra não tem as respostas a todas estas perguntas, mas servirá como uma amostra do que já está acontecendo nos mercados brasileiro e global no que diz respeito à inteligência artificial e à nova economia, e como as profissões estão sendo afetadas.
Pávio Domiciano Muniz

As Ciências do Mar
As ciências do mar e a profissão do cientista do mar -  biologia marinha, ecossistemas no ambiente aquático, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Gabriela Tavares
Bacharel Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia do Mar
Mestranda em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira
Univ. Federal de SP – Campus Baixada Santista

Valorize seu Intestino: Ele Pode Ajudar a Perder Peso, Combater Alergias e Doenças Neurológicas
Caroline Marcantonio Ferreira
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas 
Laboratório Multidisciplinar em Saúde e Meio Ambiente -
Universidade Federal de São Paulo/Campus Diadema

Microscopia - "Observação do Plâncton: A vida em uma gota d'agua". Oficina com alunos dos 7º anos, orientados por Cláudia Namiki, pós-doutoranda do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo 

Você já viu uma onda sonora?
Experimento para ver ondas da frequência do som
Marcelo Nishio

Quiprocó: A Confusão Quando Não Sabemos o que Sentimos 
Sensibilizar as crianças para a identificação e compreensão dos seus sentimentos e os dos outros; trabalhar, de forma breve, a expressão de sentimentos e a resolução de problemas.
Carolina Andrade e Paula Pessoa, Psicólogas

Astronomia - observação do Sol com telescópios solares
Elysandra e Eduardo Cypriano
Astrônomos, Profs. Drs. do IAG – USP

 

A Vida das Abelhas e Muito Mais
As abelhas são de extrema importância para a polinização da grande maioria das plantas. Sendo assim, desempenham um papel fundamental na manutenção da existência da vida em nosso planeta. Existe uma grande diversidade de espécies de abelhas e na forma como se organizam socialmente, sendo, a maioria delas, solitárias. Nessa atividade apresenta-se um pouco sobre a vida das abelhas, suas sociedades e funcionamento. Será apresentado material de coleção para exemplificar a diversidade de espécies. 
Maria Cristina Arias, Profª. do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências-USP

 

DEMONSTRACÕES:

Profª. Vera Lucia Martins Oikawa

Três experimentosA água furiosa, Vulcão e Sangue de diabo ou Sangue de mentirinha

Thomaz Magalhães 
Princípios de Acústica, Aplicação do Som em Sopros, Cordas e Diferentes Tipos de Tambores

Ricardo e Fabíola Bovo Mendonça
Prof. Zoologia USP
Estande para Observação de animais – aranhas, escorpiões e outros animais

 

4
dezembro
2016
Quem são meus ancestrais?
postado sob Biologia, cultura, história

O DNA humano (ADN, ácido desoxirribonucleico, em português, ou DNA, deoxyribonucleic acid, em inglês) é como um código feito de três bilhões de letras. Ele é um composto de moléculas que contêm instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e de alguns vírus, e que transmitem as suas características hereditárias.

O que é o teste de ancestralidade?
Teste de ancestralidade genética ou genealogia genética é uma forma de descobrir mais sobre a própria origem, além do que se conhece pela documentação ou relato familiar. E justamente exames de DNA podem dar indícios sobre os locais de origem de seus ancestrais, além de relacionamentos entre famílias: alguns padrões de variação genética são frequentemente comuns entre pessoas do mesmo ambiente. Quanto mais próximos são os indivíduos, famílias ou  populações, mais eles compartilham padrões genéticos.

Existem basicamente 3 tipos de testes de ancestralidade mais utilizados para pesquisas de genealogia:

• Teste de cromossomo Y: variações no cromossomo Y, passado exclusivamente de pai para filho, podem ser usadas para explorar a ancestralidade pela linha masculina, pois esses cromossomos são encontrados apenas nos homens.  Mesmo assim, frequentemente mulheres se interessam por esse teste, já que em muitas culturas os nomes de família são passados pela linha masculina, de modo que o teste de cromossomo Y pode esclarecer se há relações entre famílias de mesmo sobrenome.
• Teste de DNA mitocondrial: esse tipo de teste identifica variações genéticas em DNA de estruturas celulares chamadas mitocôndrias, que têm seu próprio DNA, apesar de que a maior parte do DNA se encontra no núcleo das células.
Tanto homens como mulheres têm DNA mitocondrial, que é passado pela mãe, de modo que o teste pode ser aplicado a ambos os sexos, produzindo informação sobre a linha ancestral materna. Esse teste pode fornecer informações perdidas dos registros históricos, uma vez que a maior parte dos sobrenomes são passados pela linha paterna, perdendo-se, então, o rastro da origem por linha materna.
• Teste de polimorfismo de nucleotídeo único ou polimorfismo de nucleotídeo simples (em inglês single nucleotide polymorphism; SNP): uma variação na sequência de DNA que afeta somente uma base (adenina (A), timina (T), citosina (C) ou guanina (G)), na sequência do genoma. Esse teste avalia um grande número de variações no genoma de uma pessoa. O resultado é comparado com o de outras pessoas que passaram pelo mesmo teste, de modo a estimar as suas origens étnicas. Por exemplo, o padrão de SNPs pode indicar que a origem de uma pessoa é 50 % africana, 25% europeia, 20% asiática, e 5% desconhecida. Genealogistas usam esse tipo de teste, pois aqueles de cromossomo Y e teste mitocondrial, que representam apenas uma das linhas ancestrais, não captam a origem étnica global de um indivíduo. 

Porém, testes de ancestralidade genética têm limitações, uma vez que as comparações com exames de outros indivíduos, que são importantes para o rastreamento étnico, dependem do banco de dados de cada laboratório que os aplicam.
Além disso, houve várias migrações na história de populações humanas e várias misturas entre grupos próximos, o que faz com que a etnicidade possa diferir das expectativas dos indivíduos. Em grupos étnicos com menos variações genéticas, devido ao seu tamanho e sua história, muitos indivíduos podem compartilhar váriosSNPs, tornando-se difícil distinguir do restante do grupo como um todo pessoas que têm recentes ancestrais em comum, como primos, por exemplo.

Há muitas empresas que comercializam esses testes, hoje em dia. Algumas delas oferecem fóruns online, que conectam pessoas que fizeram o teste e querem discutir e descobrir mais sobre ancestralidade em comum. Em uma escala maior, testes de ancestralidade de muitas pessoas podem ter seus resultados combinados como forma de os cientistas explorarem a história de populações e descobrirem como surgiram, migraram e se misturaram com outros grupos.

Para saber mais, veja o Genographic, projeto interessante da National Geographic:
https://genographic.nationalgeographic.com/news/

Referências
https://ghr.nlm.nih.gov/primer/testing/ancestrytesting
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/04/120418_ancestrais_idadepedra_pai.shtml
http://www.genera.com.br/teste-de-ancestralidade.php

Assista também

25
maio
2016
Colhendo frutas nas ruas da cidade

agricultura urbana 2
reprodução: William Mur/Folhapress
Mapa das árvores frutíferas de Berlim

Pelo mundo afora, incluindo o Brasil, as pessoas começam a olhar para as ruas da cidade como extensão do próprio lar, como local de convivência coletiva, que deve ser apropriado por todos.

Em Berlim, Alemanha, andar pela cidade e colher frutas pela rua de graça já é algo bastante fácil. A oferta é grande, apesar de conter mais de três milhões de habitantes. Pensando nisso, um grupo criou uma plataforma que reúne todas as informações necessárias para quem busca por frutas nas ruas.
Por meio do site Mundraub, a população pode buscar por bairro e tipos de fruta. Também é usada para organizar colheitas coletivas. Como a plataforma é colaborativa, já foram inseridos no mapa árvores frutíferas de vários locais do mundo, inclusive do Brasil, confira aqui.

Um aplicativo para mapear frutas
Em Brasília, os universitários Adarley Grando, 22, Fábio Rezende, 25, e Vinícius Magalhães, 20, criaram o aplicativo Fruit Map. O programa mapeia as árvores frutíferas da cidade e funciona de maneira colaborativa. Os próprios usuários podem sinalizar onde estão as árvores, além de dizer se ela é de fácil ou difícil acesso, ou ainda se está em local público ou privado. Até o momento mais de 800 pessoas já baixaram o app e mais de 50 tipos de frutas já foram catalogadas.

Magalhães conta que a ideia surgiu durante um curso de programação, mas que sempre teve vontade de fazer um aplicativo do tipo, já que costuma procurar árvores frutíferas pela cidade. Vinícius afirma que o aplicativo está chegando a outras cidades e lembra que Brasil tem mais de 500 espécies de frutos e que ainda há muito trabalho pela frente. 
O crescimento tem sido meteórico: o Fruit Map foi lançado em junho de 2015, mas já rompeu as fronteiras do Distrito Federal e também do Brasil. Os criadores pretendem traduzir a plataforma para inglês, espanhol e alemão. Pretendem também aumentar o número de frutas catalogadas e oferecer informações sobre a época de cada fruta.

Nas ruas de São Paulo
Em São Paulo, desde 2009 há um mapa colaborativo de árvores frutíferas, idealizado pelo chef Isaac Akira que se chama Árvores frutíferas. O mapa tem mais de 350 indicações e qualquer um pode incluir um ponto.
Alguns usuários colaboradores também incluem detalhes sobre a quantidade e qualidade das frutas, o tamanho das copas e as condições das árvores.
Para conferir o mapa, clique aqui.

A prática de utilizar ingredientes colhidos em centros urbanos tem mais adeptos no mundo. Entre as iniciativas, está o trabalho de coletivos como o californiano Fallen Fruit e o Abundance London.
Os grupos mapeiam árvores, organizam caçadas de frutas e vegetais e promovem "geleiadas", convidando comunidades a fazer conservas, chutneys e geléias.

identificando frutas locais
Buscar frutas em espaços públicos pode ser também uma forma de descobrir espécies nativas. Hoje, entre as 20 frutas mais consumidas no país, segundo o IBGE, apenas três (maracujá, goiaba e abacaxi) são naturais do país.
"No começo do século 20, na rua Maranhão, em Higienópolis, existia a melancia do campo, fruta que já foi extinta. Essas histórias vão sendo esquecidas", diz o botânico e ambientalista Ricardo Cardim, fundador da Associação dos Amigos das Árvores.
Para quem quiser conhecer frutas nativas, Cardim indica passeios no Instituto Butantan e no parque do Jaraguá, onde se encontra cambucá (tipo de jabuticaba amarela) e cabeludinha (de casca aveludada, rica em vitamina C).
Na hora de colher frutas direto do pé na cidade, valem algumas precauções.
Segundo Aloisio Sampaio, professor de produção vegetal da Unesp, não há indícios de que a contaminação do solo se transfira para as frutas, como geralmente acontece com hortaliças.
Mas é bom evitar os frutos de regiões contaminadas (que abrigaram, por exemplo, depósitos de lixo ou fábricas, que deixam passivos no solo). E, por causa da poluição do ar que pode se alojar sobre a fruta, lave-a bem.

Referências:
http://www1.folha.uol.com.br/comida/2014/05/1457231-e-possivel-comer-fruta-no-pe-pelas-ruas-de-sao-paulo-descubra-onde.shtml
http://seacidadefossenossa.com.br/2015/11/moradores-de-berlim-mapeiam-arvores-frutiferas/
https://catracalivre.com.br/geral/dica-digital/indicacao/mapa-virtual-coletivo-reune-dados-sobre-arvores-frutiferas-de-sao-paulo/
http://seacidadefossenossa.com.br/2016/01/comer-fruta-direto-do-pe-em-sp/
http://saopaulosao.com.br/conteudos/causas/1302-guerrilla-grafters-quer-florestas-de-frutas-nas-ruas-de-são-francisco.html
http://noticias.r7.com/distrito-federal/aplicativo-mostra-onde-pegar-frutas-no-pe-pelas-ruas-de-brasilia-30122015

27
abril
2016
HORTAS URBANAS COMUNITÁRIAS
agricultura urbana 1
ACESSE O MAPA NO: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=z_2HYVuSvyhE.kXAsDr51B2eQ&usp=sharing
do site: http://www.oeco.org.br/reportagens/27417-hortas-urbanas-uma-revolucao-gentil-e-organica/
imagem: https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

Você já deve ter visto ou ouvido falar de hortas urbanas comunitárias, mas talvez não saiba exatamente como funcionam. 
Praticantes da agricultura urbana geralmente são militantes que defendem uma produção de alimentos menos artificial (com menos pesticidas e adubos químicos) e mais participativa, que agregue a comunidade local, promova a educação ambiental e a alimentar. Afirmam também que as hortas urbanas comunitárias promovem o senso de cidadania na construção de cidades mais justas e sustentáveis, assumindo, então, “a responsabilidade de cultivar a vida nos espaços mortos da cidade e incentivando o compartilhamento equitativo do espaço público pelas pessoas”(veja o manifesto do grupo Cidades comestíveis). http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/

Programas da Prefeitura de São Paulo
A cidade de São Paulo possui um Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (PROAURP - Lei 13.727/04 e Decreto 45.665/04) que incentiva a criação de hortas comunitárias e hortas caseiras para autoconsumo. Esse programa é de responsabilidade da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Vale a pena dar uma lida na lei para saber dos seus direitos: http://bit.ly/1Bshi9p
- A Lei Municipal Nº 16.212, de 10.06.2015 possibilita que ocorra a gestão participativa de praças públicas por meio de comitês formados por moradores. A Lei cria diretrizes para que uma praça possa ter uma horta comunitária e envolve na gestão desses projetos, mais ativamente, a Subprefeitura, que deve ser contatada caso um grupo esteja interessado em constituir uma horta no espaço público.

Projeto Cidades Comestíveis
Cidades Comestíveis é um projeto de que visa a estimular uma rede colaborativa de compartilhamento de recursos, conhecimentos e trabalho entre pessoas interessadas em cultivar hortas comunitárias e caseiras. 
No site da instituição, há um mapa colaborativo, em que é possível indicar e encontrar terrenos ociosos e pessoas interessadas em trabalhar, buscando incentivar e facilitar o processo de criação e manutenção de hortas comunitárias. 
Além disso, o site oferece um guia com 10 passos para quem quer criar uma horta comunitária (http://www.cidadescomestiveis.org/projeto/#ten-steps).

Um mapa
O MudaSP disonibiliza um mapa na internet, com a localização de hortas comunitárias, feiras de produtos orgânicos e restaurantes: acesse aqui

Um manual grátis, online
Para ajudar aqueles que querem desenvolver um modo de vida mais sustentável nas cidades, o coletivo mexicano Azoteas Verdes, de Guadalajara, disponibiliza gratuitamente o Manual de Agricultura Urbana, que reúne importantes dicas para a manutenção de uma horta familiar, com base em conceitos de permacultura.
O objetivo é fortalecer a ideia de soberania alimentar - direito de um povo de determinar suas próprias políticas de produção e distribuição de alimentos. 
Entre os conteúdos, estão instruções para fazer uma composteira, como lidar com o lixo orgânico e como controlar as pragas sem usar pesticidas. O conteúdo está em espanhol.
https://blogdeazoteasverdes.files.wordpress.com/2012/10/manual-agricultura-urbana.pdf

Referências
https://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/manual-de-agricultura-urbana-promove-alimentacao-sustentavel-nas-grandes-cidades/
http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/
http://muda.org.br/index.html
https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

11
março
2016
Sobre nossa saída para perceber a Terra: viagem do 1º EM rumo a Botucatu (SP)

"O que é uma fazenda?" nos perguntava o agricultor Paulo, da estância Demétria, em Botucatu. "Um pedaço de terra?" responderam... e se disséssemos ser  "um pedaço da Terra?" Há alguma diferença?

Entender-se como parte da Terra envolve um posicionamento ético que emerge não das especulações lógicas e racionais, mas da percepção do mundo através de um olhar qualitativo, integrador e holístico. Não é tarefa fácil.... Exige paciência, abertura, porosidade, atenção e muita observação para que algo comece a verter do fenômeno que está diante de nós, para que comecemos a "ler o livro aberto da natureza", como diria Goethe, até que ela a nós se revele, generosamente. Essa metodologia de investigação pode ser controversa, mas não há dúvidas de que seja um caminho bastante fértil para recuperarmos nossa capacidade de construir percepções do mundo (e não só repetir descobertas científicas que tornam o universo um conjunto de objetos a serem utilizados: nós separados do mundo que está a nosso serviço, ou lá, bem longe de minha realidade cotidiana).

Investigar a formação da Terra a partir de nossas observações - percebendo como uma massa rochosa é a cristalização de uma história de bilhões de anos, de movimentos, de feitos e efeitos, e que, ao percebê-lo, somos parte disso - é uma forma de buscarmos outras relações com a natureza, cujo ponto de partida é o próprio processo de percepção. As rochas deixam de ser paredes, calçadas, pias, pisos ou acidentes do relevo no meio das estradas... a fazenda deixa de ser um lugar para se plantar... São todos partes da Terra e nós, nela, ao começarmos a perceber aquilo que está para além do objeto, concreto em nossa frente, tornamo-nos responsáveis por vitalizá-la. 

É a partir do olhar que isso começa a acontecer. E não há momento escolar mais propício para isso do que um estudo de campo.

Saída envolvendo as disciplinas de Geografia, Biologia, História da Arte e Língua Portuguesa.

Texto: Professor Arthur Medeiros

11
fevereiro
2016
Escorpiões na cidade de São Paulo?

Não bastasse a preocupação com os mosquitos, começaram a ocorrer, há cerca de um ano, mais casos de aparecimento de escorpiões em residências da Grande São Paulo.

Mas calma! Não precisa se afobar. Eles não atacam à toa. Apenas se forem molestados, se se sentirem em perigo. Assim, basta ficar atento e tomar algumas precauções.

Segundo registros científicos, os escorpiões existem há mais de 400 milhões de anos e, atualmente, já estão catalogadas cerca de 1600 espécies; só no Brasil são 140 - e, dentre essas, destacamos duas, o Tityus bahiensis (escorpião marrom) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), comuns em nossa cidade.

Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, que se escondem durante o dia em locais com terra, sombreados e úmidos; troncos de árvores; pedras; tijolos; construções; frestas de muros; dormentes de estradas de ferro; lajes de túmulos, entre outros.

Para se alimentarem,  capturam e matam animais, como baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio etc. As espécies comuns em nossa cidade estão bem adaptadas ao ambiente urbano, onde seu principal alimento é a barata.Seus inimigos naturais as corujas são gaviões, sapos, algumas espécies de aranha e lagartos, entre outros.

Ciclo de vida

A fêmea é vivípara, isto é, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento efetua-se por meio de parto, sendo a gestação de 2 a 3 meses, dependendo da espécie.

Uma ninhada pode ter até 20 filhotes, os quais ficam nas costas da mãe até conseguirem se alimentar sozinhos. Os filhotes ficam adultos com cerca de um ano de idade e os escorpiões vivem em média 3 a 4 anos.

Todas as espécies podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado e só um médico poderá avaliar e tomar decisões sobre o tratamento a ser ministrado. Tais acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns na primavera e no verão.

Suas cores variam do amarelo-palha ao negro total, passando por tons intermediários, como o amarelo-avermelhado, vermelho-amarronzado, marrom e tons de verde ou mesmo de azul.

Curiosidade

Quando há falta total de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo pouca água. quase nada durante sua vida inteira.

Previna os acidentes

O ataque de um escorpião, dependendo da espécie, pode ser muito grave, até para uma pessoa adulta. Como só atacam o ser humano quando se sentem acuados, anote algumas medidas básicas para evitar acidentes:

- Sacuda e examine calçados, toalhas e roupas antes de usar;

- mantenha limpos os locais próximos a residências, como quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de lixo, folhas, entulhos e materiais de construção;

- mantenha o ambiente familiar livre de baratas, reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos, acondicionando o lixo em recipientes fechados

- não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas;

- use sempre calçados e luvas nas atividades de jardinagem;

- use telas em portas e janelas, se possível, e rolos de areia nas soleiras

- use ralos protetores;

- mantenha as camas a uma distância mínima de 10 cm das paredes.

Se encontrar um escorpião

Como veneno contra insetos não ajuda e não mata o bicho, o recomendado é que, ao se deparar com um, seja feita uma ação mecânica que mate o animal (chinelada ou batida com outro objeto pesado).

Caso necessite de orientação médica, acesse o serviço 24h do instituto Butantã, gratuito:
(11) 3723-6969
(11) 2627-9529
(11) 2627-9530
fax: (11) 2627-9528

Referências
http://www.aprag.org.br/index.php/para-o-consumidor/as-pragas-urbanas/43-para-o-consumidor/pragas-urbanas/165-escorpiao
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/index.php?p=4504
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/01/escorpioes-tiram-sono-de-moradores-de-casas-em-sao-paulo.html
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/infestacao-de-escorpiao-deve-aumentar-70-em-dois-anos=

dosite http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1499052-moradores-da-regiao-da-lapa-em-sp-reclamam-de-infestacao-de-escorpioes.shtml
28
novembro
2015
COP 21 - do que se trata?
O músico, poeta e compositor Arnaldo Antunes na Mobilização Mundial pelo Clima! Um dia antes da maior conferência sobre mudanças climáticas da ONU, milhares de pessoas ao redor do mundo vão às ruas em

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (do original em inglês United Nations Framework Convention on Climate Change - UNFCCC) foi elaborada durante a Rio-92 (ou Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Também conhecida como Cúpula da Terra, reuniu mais de 100 chefes de Estado, no Rio de Janeiro, em 1992, para debater formas de desenvolvimento sustentável, um conceito relativamente novo à época). Entrando em vigor em março de 1994, essa Convenção reconhece que o sistema climático é um recurso compartilhado, planetário, cuja estabilidade pode ser afetada por atividades humanas – industriais, agrícolas e desmatamento – que liberam dióxido de carbono e outros gases – chamados gases de efeito estufa - que aquecem a Terra. 

A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção e reúne regularmente os países que assinaram e ratificaram a Convenção e o Protocolo de Kyoto*. Os países-membros já se reuniram 20 vezes até hoje,em conferências em Berlim, Genebra, Kyioto, Buenos Aires, Bonn, Haia e Bonn, Marrakech, Nova Déli, Milão, Buenos Aires, Montreal, Nairóbi, Bali, Poznan, Copenhague, Cancún, Durban, Doha, Varsóvia, Lima.

A falta de vontade política dos países-membros da UNFCCC, especialmente dos países desenvolvidos, para enfrentar a fundo os problemas que provocam e provêm da crise climática, fez com que, depois de mais de 20 anos de negociações, pouco tenha sido feito. A partir do próximo dia 29 de novembro, os 196 países-membros irão se reunir em Paris, para buscar um consenso sobre o rumo da Rio92 e para assinar um novo acordo global, que possa substituir o único instrumento legal da Convenção, o Protocolo de Kyoto, que expirava em 2012 e foi estendido até que se chegasse a um novo acordo.

Até agora, cada um dos países-membros apresentou uma lista de metas, as chamadas INDCs, a serem alcançadas para reduzir as emissões e evitar que a temperatura global aumente mais que de 2 graus Celsius até o final do século XXI. O Brasil é um desses países e apresenta as seguintes intenções: reduzir 43% das emissões até 2030; 45% de energias renováveis na matriz energética do país; reflorestamento de doze milhões de hectares, com espécies nativas e exóticas e, ainda, zerar o desmatamento ilegal na Amazônia.

Mesmo com as metas apresentadas até agora pelos países, estamos bem longe de frear o aquecimento da Terra. Se não se brecar o aquecimento, haverá gravíssimas consequências: secas, perda de lavouras, aumento da fome e da pobreza extrema, catástrofes, inundações de áreas costeiras e até migrações forçadas de populações… Apesar dos atentados terroristas em Paris, neste mês, as autoridades francesas garantem medidas de segurança mais fortes (e cancelamento de festas, shows e passeatas), para que a COP seja realizada.

 

A Mobilização Mundial pelo Clima e a sociedade civil brasileira

No dia 29 de novembro, acontecerá a Mobilização Mundial pelo Clima, em várias capitais ao redor do globo! Uma grande marcha  ocorrerá em São Paulo, na Avenida Paulista, em frente ao MASP. Veja a programação no site www.mobilizacaopeloclima.com.br : São Paulo, 29 de novembro, a partir das 11h da manhã!

https://www.facebook.com/mobclimasp/
http://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/campanha-leva-mensagem-da-terra-para-cop-21
http://www.socioambiental.org/pt-br/cop-21
http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-grri/entenda-a-cop-21-e-as-disputas-em-jogo-5188.html
http://www.ebc.com.br/noticias/meio-ambiente/2015/09/entenda-o-indc-brasileiro-que-sera-apresentado-na-cop-21-em-dezembro
http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11915:contribuicao-brasil-indc-27-de-setembro&catid=43&lang=pt-BR&Itemid=478
http://mobilizacaopeloclima.com.br/participe/

 

 

*O Protocolo de Kyoto
Foi adotado na 3ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, realizada em Kyoto, no Japão, em dezembro de 1997. Entrou em vigor em fevereiro de 2005,definindo metas obrigatórias de redução nas emissões de gases de efeito estufa para 37 países industrializados e a União Europeia, que fazem parte do Anexo I da Convenção (nações desenvolvidas e do Leste Europeu). Estabeleceu que as emissões deveriam ser diminuídas em 5%, em média, entre 2008 e 2012, em comparação aos níveis de 1990. Os Estados Unidos não ratificaram o protocolo (veja os países que compõem o chamado Anexo I do Protocolo de Kyoto: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Bielo-Rússia, Bulgária, Canadá, Comunidade Europeia, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Federação Russa, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos. Os países que não fazem parte do Anexo I (países em desenvolvimento) são os que não se comprometeram com metas obrigatórias de redução de emissão.

 

3
agosto
2015
Como lobos mudam rios

A ONG Sustainable Human  produziu uma série de mini-documentários para exemplificar a importância dos animais em seu respectivo ecossistema. Um dos vídeos mais brilhantes é o Como os Lobos Mudam os Rios
O curta narra a história do Parque Nacional em Yellowstone, nos EUA, onde já não existiam lobos há anos. Eles foram reintroduzidos em 1995, mudando muita coisa a partir de então.

Referência:
http://wp.clicrbs.com.br/mundoitapema/2015/01/09/mini-documentario-explica-como-os-lobos-mudam-os-rios/?topo=52,2,18,,220,77
http://www.institutoaqualung.com.br/Site/Conteudo/Artigo.aspx?C=jqorEPkJsDM%3D

6
julho
2015
Um aplicativo para controlar zoonoses

Mudanças ambientais geram impactos sobre a biodiversidade e repercussões importantes para a saúde. Animais se aproximam das populações humanas em busca de alimento e abrigo ou deixam de ser controlados por seus predadores aumentando o risco de transmissão de doenças. Monitorar os agentes patogênicos que circulam na natureza ou nas bordas de ambientes rurais e urbanos, antes que cheguem as pessoas, é um desafio num país com as dimensões continentais do Brasil.
 
Nessa conjuntura, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) criou um aplicativo de monitoramento da saúde de animais silvestres, que pode ser baixado e instalado gratuitamente em sistemas Android e iOS, para prevenir doenças. O Sistema de Informação em Saúde Silvestre (Siss-Geo), desenvolvido pelo Programa de Biodiversidade e Saúde da fundação — em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica—, serve para que o usuário envie fotos de bichos flagrados pela cidade, podendo incluir informações adicionais sobre a localização, problemas de saúde e comportamentos atípicos que tenha observado.
 
A partir dos registros de animais observados e da informação de possíveis anormalidades (como feridas, comportamento estranho) e das características do ambiente onde foi feita a observação, o sistema gera modelos de alerta de ocorrências de agravos na fauna silvestre. Estes alertas a serem investigados pelos setores responsáveis e com apoio da Rede de Laboratórios em Saúde Silvestre e de especialistas confirmarão ou não os agentes patogênicos associados ao alerta. Estas informações serão disponibilizadas para os tomadores de decisão e a sociedade e são a base para o desenvolvimento de modelos de previsão, de modo que seja possível agir antes de que doenças acometam pessoas e outros animais.
Em maio deste ano, o Siss-Geo foi um dos três finalistas do Prêmio Nacional de Biodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente. Cerca de 900 trabalhos de todo Brasil concorreram à premiação
 
A coordenadora do programa da Fiocruz, Márcia Chame, diz que o aplicativo vai enviar dados confiáveis para para especialistas e setores responsáveis pelo trabalho de monitoramento. Um sistema de modelagem matemática vai estabelecer relação entre a distância e a frequência dos registros com as anormalidades informadas, o tipo de animal envolvido e outros dados para o desenvolvimento de alertas.
 
— Esse é um sistema de informação de saúde silvestre que utiliza a ciência cidadã. Qualquer pessoa pode participar. Nas regiões do interior onde a telefonia e internet não estão disponível, o agricultor poderá fazer a foto, salvá-la e enviar a imagem posteriormente, quando tiver acesso à rede — diz Márcia, acrescentando. — O usuário do aplicativo contribui ao informar o nome do animal, se está vivo ou morto, se apresentava um comportamento estranho ou ainda se estava próximo de uma área de queimada, rio ou expansão imobiliária.
 
Desde o início do funcionamento do App, foram enviados por colaboradores registros do Rio, do Pará e de Minas Gerais. No município do Rio, as fotos encaminhadas eram de saguis, macacos-prego e quatis. No entanto, na cidade também são encontrados outros animais silvestres como a capivara e o jacaré.
 
Este aplicativo vem colaborar para fortalecer a conservação da biodiversidade brasileira, a melhoria da saúde humana e de todas as espécies e boas práticas para o desenvolvimento sustentável.
 
Referências
http://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br​
http://oglobo.globo.com/rio/aplicativo-da-fiocruz-monitora-saude-de-animais-silvestres-flagrados-em-areas-urbanas-16456666
http://sbmt.org.br/portal/sistema-de-informacao-em-saude-silvestre-permitira-monitoramento-participativo-de-emergencia-de-zoonoses/
http://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/apresentação-0

26
março
2015
Cadê o rio que estava aqui???
https://pedalverde.wordpress.com/page/3/
logo do rios e ruas - www.rioseruas.com

Sob o solo da cidade de São Paulo existe uma imensa malha hidrográfica, constituída de mais de 3.500 metros de cursos d’água canalizados.  
E essa canalização dos rios e córregos é um dos problemas mais graves na capital paulista, e por isso hoje tão criticado pelos especialistas. Esse modelo de urbanização, que canaliza e cobre as fontes naturais e os cursos d'água, foi também seguido por muitas outras cidades do interior do Estado de SP e do restante do país.
 
Nossos rios são lembrados quando a temporada de chuvas faz com que as galerias subterrâneas transbordem, com alagamentos e graves transtornos para a população.
Pela visão deturpada, que os considerava como um obstáculo ao desenvolvimento urbano, quase todos os rios, incluindo os de água limpíssimas, foram canalizados. Além disso, grande parte do solo urbano está impermeabilizado pelos calçamentos e construções, e basta uma forte chuva para que centenas de córregos e riachos voltem à superfície. 
 
Os rios também carregam nossa história e nos fazem entender o passado. Como serviam como via de transporte e fonte de água, grande parte das cidades se desenvolveu ao longo deles - como podemos observar em monumentos históricos como a Casa do Bandeirante, em São Paulo, por exemplo, que foi pouso de desbravadores das terras paulistas e situa-se próximo às águas do rio Pinheiros.
No entanto, apesar de serem um componente importante na história das cidades eles, em geral, não são valorizados pela população e não fazem parte do seu cotidiano
 
Mas é preciso dizer também que, com a crise hídrica assolando nossa cidade, diversas iniciativas de valorização e recuperação de nossas fontes e rios têm aparecido. Há movimentos como o Parque da Fonte e o YButantã, no bairro do Butantã, que cobram da iniciativa pública a recuperação e apropriação pública das águas e dos espaços de preservação.
 
Quando são implantados parques e é recuperada a mata ciliar, ao longo das áreas de proteção dos rios, há uma diminuição dos episódios de enchentes e inundações durante as fortes chuvas de verão, contribuindo para a drenagem urbana. Os parques também evitam que essas áreas sejam invadidas ou degradadas.
“O mais surpreendente é que, em vários casos, sobre os rios canalizados foram construídos parques públicos. Em vez de correrem pelos parques, tornando-se fatores de desfrute para a população, os rios foram escondidos no subterrâneo”, comenta Norma Regina Truppel Constantino, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesp
 
Dentre as iniciativas atuais, o projeto Rios e Ruas, desenvolvido pelo urbanista José Bueno juntamente com o geógrafo Luiz de Campos Jr e a bióloga Juliana Gatti, propõe-se a revelar uma realidade profunda, possibilitando uma mudança no olhar dos paulistanos para suas águas e árvores.
Despertar a consciência dos paulistanos para uma nova convivência com os elementos vivos da natureza urbana de São Paulo é aprofundar a reflexão sobre o uso do espaço público, sobre o desenvolvimento da cidade onde vivemos e sobre o futuro que deixaremos como legado para nossos filhos e netos.
 
Para que os rios passem a ser valorizados pelas populações, é necessário um trabalho de conscientização e elaboração de projetos participativos que qualifiquem os lugares, mais do que a simples aprovação de leis e regulamentos.
 
“É importante a visualização dos rios, porque, se as pessoas os veem, elas passam a valorizá-los e a se mobilizar por sua integridade”, enfatiza Constantino.
 
referências

http://rioseruas.com
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/parceiros-do-planeta/charles-groisman-e-a-reconexao-do-homem-com-a-natureza/
http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-itaca/porque-e-o-rio-que-corre-pela-minha-aldeia/

 
 

16
dezembro
2014
Pouco conhecidas, pouco consumidas e… riquíssimas em nutrientes essenciais: frutas nativas do Brasil

O açaí na tigela tornou-se famoso nos últimos anos e é largamente consumido nas cidades brasileiras, misturado com guaraná e açúcar e servido como um creme gelado ou em forma de sorvete. Poucos sabem, porém, que ele é alimento de populações indígenas e de várias regiões do Norte do Brasil, há centenas de anos: preparado tradicionalmente com farinha de mandioca ou tapioca, é servido também em forma de pirão, para acompanhar peixe assado ou camarão.

Assim como o açaí foi “descoberto” há pouco, o Brasil tem uma infinidade de outras frutas ótimas para consume mas pouco conhecidas pela maioria das pessoas.

Segundo Guilherme Domenichelli, em matéria publicada na Carta Capital (link no final desse texto):

“O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no mundo, atrás apenas da China e da Índia. Sua enorme extensão de terras férteis, o clima e a disponibilidade de água favorecem a produção de uvas, melões, mangas, maçãs e bananas. Uma boa parte é consumida internamente e outra, exportada em forma processada ou na de frutas frescas. Mas, por incrível que pareça, a grande maioria das frutas consumidas por nós consiste de itens exóticos, ou seja, que não têm origem nos biomas brasileiros. Para se ter ideia, das 20 frutas mais consumidas aqui, só três são nativas.

E estima-se que existam pelo menos 312 frutas tipicamente brasileiras, sem contar que muitas tidas como "a cara do Brasil" (como banana, laranja, manga, graviola, pinha, tamarindo, romã, acerola, jaca, jambo) não são naturais de terras brasileiras. O caso do coco, por exemplo, é muito curioso: "Para alguns pesquisadores, ele é considerado uma fruta exótica da Ásia, enquanto para outros, é uma árvore nativa da América do Sul, provavelmente no litoral Norte e Nordeste do Brasil", esclarece a professora Flávia Cartaxo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

Mas, apesar do número impressionante de nativas, apenas seis frutas brasileiras são cultivadas comercialmente em grande escala", diz o engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, coautor do livro Frutas Brasileiras Exóticas e Cultivadas. 

"Dificilmente você iria à feira livre comprar picinguaba, mangaba, camu-camu, ajuru, fruta-do-lobo, murici, umbu, jatobá ou sapota-do-solimões. Ainda que quisesse, não encontraria. Pois esses nomes “estranhos”, de que você provavelmente nunca tinha ouvido falar, são de frutas nativas, ou seja, tipicamente brasileiras. Muitas delas eram comuns no passado e hoje são raríssimas, como o oiti-da-baía, que alguns historiadores relatam ter sido uma das frutas preferidas do imperador Pedro II", afirma Domenichelli.  

 

As espécies nativas destacam-se, aí sim, como matérias-primas para a agroindústria - suco, geleias, licores, polpa, bolachas, compotas, sorvete -, indústria farmacêutica e indústria de cosmético. E muitas delas são importantes fontes de alimento para as populações de baixa renda em várias partes do país.

 

Saúde à mesa

O que não se discute, no entanto, é o bem que as frutas - nativas ou não - fazem ao nosso corpo, como fontes riquíssimas de vitaminas. 

Alimentos essenciais para o organism, devem fazer parte do cardápio de todos. Ricas em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, não têm altas taxas de gordura, sódio e calorias e são ricas em nutrientes controladores da pressão arterial. Elas também possuem antioxidantes que ajudam a prevenir o aparecimento de câncer e a retardar o envelhecimento.

As frutas que são comercializadas e consumidas hoje são resultado de pesquisas focadas em selecionar e melhorar sabores, tamanhos e tempo de duração. Melancias, abacates e mangas, entre outras, têm hoje aspectos e características bem diferentes de seus originais. As frutas nativas também poderiam passar por esses estudos – aliás, isso já aconteceu com a goiaba, aprimorada há décadas por agricultores japoneses radicados no Brasil.

Mas, quando não existe demanda em alta escala, caso das nativas brasileiras, a produção não compensa e as pesquisas não acontecem. Tornar nossas frutas comerciáveis é algo que requer tempo e investimento, mas valorizá-las proporcionará, além de tudo, a preservação dos biomas brasileiros e de suas riquezas e culturas regionais. Hoje, muitas já são usadas como verdadeiros tesouros culinários regionais no preparo de licores, doces, geleias, mingaus, bolos, sucos, sorvetes e aperitivos. Além das diversas formas de alimentos, os frutos dessas plantas podem proporcionar outros benefícios como remédios, cosméticos, fibras naturais e até artesanatos.

Com pesquisas, incentivos e investimentos, as frutas nativas poderão se tornar nova fonte de renda para populações rurais, para que, além do consumo regional, as riquezas possam chegar à mesa de todos. Quem sabe, no futuro, ao invés de uma maçã, um aluno possa presentear sua professora com um cubiu, uma grumixama ou uma mangaba? 

As 20 frutas mais consumidas no Brasil e suas origens

1. Abacate –  América Central

2. Abacaxi – Brasil

3. Banana – Sudeste Asiático

4. Caqui – Ásia

5. Coco-da-baía – origem polêmica

6. Figo – Ásia

7. Goiaba – Brasil

8. Laranja – Ásia

9. Limão – Sudeste Asiático

10. Mamão – América Tropical

11. Manga – Ásia

12. Maracujá – Brasil

13. Marmelo – Europa e Ásia

14. Maçã – Ásia

15. Melancia – África

16. Melão – Europa, Ásia e África

17. Pera – Europa

18. Pêssego – Ásia

19. Tangerina – Ásia

20. Uva – Ásia, América do Norte e Europa

 

Referências:

 http://www.cartanaescola.com.br/mobile/single/221

http://www.ibraf.org.br/news/news_item.asp?NewsID=5544

http://www.brasilescola.com/frutas/

http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/quais-frutas-sao-originais-brasil-496994.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-frutas-sao-originais-do-brasil

8
setembro
2014
Permacultura? O que é isso?

Resumidamente, é um sistema de planejamento para a criação de ambientes sustentáveis.

Segundo o australiano Bill Mollison, considerado um dos pais da Permacultura,na década de 1970, ela consiste na ‘elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente’

A professora do Colégio Ítaca, Luana Ribeiro, envolvida diretamente com a prática da permacultura, explica: "é a ideia de uma cultura permanente, de buscar alternativas de viver de uma forma mais solidária, que rompa com o sistema que vem desumanizando as relações". 

O seu projeto “Estações Orquídea”, construído em colaboração com os amigos e educadores Eduardo Bonzatto e Leandro Gaffo, foi escolhido para ser apresentado no IX Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire, que acontecerá de 17 a 20 de setembro, em Torino, na Itália.

Professora do 5° ano de Ciências, Geografia e Matemática e do 6° ano de Estudos Áfricos, Luana conta que se interessou pela Permacultura em 2006. "Faço parte de um grupo de pessoas, amigos de longa data, que vem discutindo e trabalhando com a Permacultura. Refletimos sobre o quanto a gente precisa para viver. Discutimos as melhores formas de usar a energia que entra nossa vida", diz.

O projeto Estações Orquídea trabalha hoje em instituições com diferentes características organizando oficinas de diálogos e práticas que envolvem as teorias do  educador brasileiro Paulo Freire.

Hoje, as oficinas acontecem em cinco pontos do Brasil: em São Paulo, no Cursinho da Poli; em Carapicuíba (SP), na faculdade Nossa Cidade; em Itapecerica da Serra (SP), na escola pública Bairro do Engenho, em parceria com a Cia Deodara; em Juazeiro do Norte (CE), na Universidade Federal do Cariri; e em Teixeira de Freitas (BA), na Universidade Fedaral do Sul da Bahia. 

Como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo

A Permacultura, diz Luana, busca trazer para o meio urbano práticas tradicionais do meio rural que foram sendo perdidas com o passar do tempo. "Precisamos repensar a sociedade de consumo. Pensar o quanto produzimos de lixo, o quanto compramos por impulso; muitas vezes trabalhamos demais e não temos tempo para pensar na nossa prática, sobre o nosso lugar no mundo", diz.

"Sempre achamos que o problema está no outro e nunca é com a gente. As pessoas falam: eu não sou consumista, não compro um tênis por mês. E aí a gente pergunta: fica no facebook o dia inteiro? Então você é consumista de facebook", afirma. "Depois, mostramos que ninguém está sozinho; há meios de recuperar algumas práticas e formas de convivência social".

Composteira no Ítaca

No Ítaca, Luana tem conversado bastante com a professora Cecília Braga de Arruda, do 7° ano, da disciplina de Sustentabilidade. "A Cecília começou um trabalho de reflexão de descarte dos resíduos, com lixeiras. Agora, a escola já colocou uma composteira aberta, com as folhas secas", diz.

Luana defende que toda a pessoa pode reciclar e reutilizar a energia que produz, em um processo local e global. "Trabalhamos com o conceito de que toda a energia que produzimos em casa pode ficar dentro de casa. Ela não precisa ser tratada em aterros, que custam muito dinheiro público. Um exemplo é produzir adubo; mesmo quem mora em apartamento, pode gerar adubo para o seu prédio, para a praça do bairro. É uma preocupação local e global", ensina.

A professora destaca que o projeto Estações Orquídea, embora esteja dentro do espaço da educação formal, não está dentro do currículo. Seu sonho é incluir a Permacultura na educação formal. "Nosso grande sonho é levar esta reflexão para dentro da educação formal. No nosso dia-a-dia, na nossa prática. Às vezes fica parecendo que é algo separado da realidade, mas não é. A Permacultura é pensar como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo". 

Referências:
http://www.permear.org.br/permacultura/
http://www.ipoema.org.br/ipoema/home/conceitos/permacultura/
http://www.permacultura-bahia.org.br
http://www.ipemabrasil.org.br

http://permacultura.ufsc.br

28
maio
2014
O projeto Nascentes Verdes Rios Vivos une reflorestamento e educação para conservar a água.

Desde 2006, o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), ONG com sede na
cidade de Nazaré Paulista (SP), vem realizando o plantio de mudas de árvores
nativas da Mata Atlântica, entre outras ações para a conservação da
biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos do Sistema Cantareira de
abastecimento de água. O plantio é parte de um projeto muito amplo,
envolvendo ações de restauração florestal, alternativa de renda, pesquisa
com fauna e educação ambiental. Dentro dessa estratégia maior, visando à
conservação ambiental, foram desenvolvidas ações educativas direcionadas à
população local, envolvendo estudantes da rede pública de ensino, como uma
das estratégias para atingir a comunidade.

A população como um todo também pode ajudar de outro modo. Por exemplo:
contribuindo com R$ 40,00, você estará proporcionando a participação de um
estudante da rede pública de Nazaré Paulista nas atividades do projeto ao
longo de 2014.

Adote um aluno e caminhe com o IPÊ!

Acesse:
http://www.ecodobem.com.br/projetos/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o IPE:
http://www.ipe.org.br

14
fevereiro
2014
Insetos conseguem prever tempestades e ventanias

Na Índia e no Japão há um ditado popular que diz: “Formigas carregando ovos barranco acima, é a chuva que se aproxima”. Já no Brasil, outro provérbio afirma que “Quando aumenta a umidade do ar, cupins e formigas saem de suas tocas para acasalar”.

A sabedoria popular já entendia tudo, mas a comprovação de que os insetos preveem mudanças climáticas e indicam isso em seu comportamento é agora resultado de estudo publicado na edição do dia 2 de outubro da revista PLoS One – realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), em Piracicaba (SP), da Universidade de São Paulo (USP), , em parceria com colegas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava (PR), e da University of Western Ontario, do Canadá. 

A pesquisa revela , por exemplo, que insetos como o besouro verde e amarelo, conhecido por “brasileirinho”, percebem a queda na pressão atmosférica – que, na maioria dos casos, é um sinal de chuva  – e modificam o comportamento, diminuindo a disposição de procurar um parceiro e acasalar.

“Demonstramos que os insetos, de fato, têm capacidade de detectar mudanças no tempo, por meio da percepção da queda da pressão atmosférica, e de se antecipar e buscar abrigo para se proteger das más condições climáticas, como temporais e ventanias, por exemplo”, disse José Maurício Simões Bento, professor do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq e um dos autores do estudo.

Com essa percepção, os animais estão mais preparados para enfrentar as mudanças repentinas no clima, coisa que deve ser mais frequente em um futuro próximo, com todas as modificações climáticas que vêm ocorrendo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores selecionaram três diferentes espécies de insetos – o besouro “brasileirinho”, o pulgão-da-batata e a lagarta da pastagem –, que pertencem a ordens bem distintas e que variam significativamente em termos de massa corpórea e morfologia.

Como já existiam evidências de que os insetos ajustam seus comportamentos associados a voo e alimentação às mudanças na velocidade dos ventos, os pesquisadores decidiram avaliar o efeito das condições atmosféricas especificamente sobre o comportamento de “namoro” e acasalamento dessas três species, quando sujeitas a mudanças da pressão atmosférica, naturais ou manipuladas experimentalmente 

Para chegar a essa conclusão, os cientistas mantiveram um rígido controle de suas observações, monitorando de hora em hora a pressão atmosférica em Piracicaba. E a escolha das espécies para o experimento, diz Bento, considerou que uma delas -- o besouro -- era mais resistente, e outra -- o pulgão -- mais frágil (a mariposa está num nível intermediário). Como insetos de diferente porte exibiram a habilidade, provavelmente ela se estende por toda a classe de animais.

Os experimentos em condições naturais (sem a manipulação da pressão) e sob condições controladas, em laboratório, revelaram que, ao detectar uma queda brusca na pressão atmosférica, por exemplo, as fêmeas diminuem ou simplesmente deixam de manifestar um comportamento conhecido como “chamamento”, no qual liberam feromônio para atrair machos para o acasalamento.

Os machos, por sua vez, passam a apresentar menor interesse sexual, não respondem aos estímulos das fêmeas e procuram abrigos para se proteger da mudança de tempo capaz de ocorrer nas próximas horas. Passado o mau tempo, os insetos retomam as atividades de cortejo, namoro e acasalamento.

“Esse comportamento de perda momentânea do interesse no acasalamento horas antes de uma tempestade representa uma capacidade adaptativa que, ao mesmo tempo, reduz a probabilidade de lesões e mortes desses animais – uma vez que são organismos diminutos e muito vulneráveis a condições climáticas adversas, como temporais, chuvas pesadas e ventanias – e assegura a reprodução e a perpetuação das espécies”, afirmou Bento.

Referências:

O artigo Weather forecasting by insects: modified sexual behaviour in response to atmospheric pressure changes (doi: 10.1371/journal.pone.0075004), de Bento e outros, que pode ser lido na PLoS One em: http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0075004

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/10/1350951-insetos-conseguem-prever-tempestades-e-evitam-sexo-antes-de-tempo-ruim.shtml

http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/insetos-conseguem-prever-tempestades-e-ventanias-revela-estudo-brasileiro,c46eb5892dd71410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

http://www.cienciaempauta.am.gov.br/2013/10/insetos-conseguem-prever-tempestades/

10
setembro
2013
Descoberta de novo animal carnívoro: o olinguito!

Há cerca de uma década, o zoólogo Kristofer Helgen, do Instituto Smithsonian e curador do Museu de História Natural de Washington, descobriu por acaso ossos e peles dos animais em um museu em Chicago. Quando olhou o crânio, não reconheceu sua anatomia achando, então,  que poderia se tratar de uma espécie nova.

Por amostras de DNA, Helgen pôde, ao longo dos anos, confirmar a descoberta.
A partir das características do animal, os cientistas tentaram imaginar o tipo de floresta que ele habitaria. Em uma expedição à região entre Equador e Colômbia, ele foi avistado logo na primeira noite da expedição.

É a primeira espécie de animal carnívoro identificada nas Américas nos últimos 35 anos, tratando-se de uma descoberta extremamente rara.

Batizado de olinguito, o animal tem 35 centímetros de comprimento, é um carnívoro - portanto, do mesmo grupo de mamíferos que inclui gatos, cães, ursos e seus semelhantes e vive nas florestas na região entre a Colômbia e o Equador
"Muitos de nós achávamos que essa lista estava completa, mas eis que temos o primeiro carnívoro identificado no continente americano em mais de três décadas", celebrou Helgen.

Clique aqui e leia a matéria na integra.

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