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31
julho
2017
Exposição virtual
Povos Indígenas no Brasil 1980/2013
reprodução ISA
reprodução ISA
reprodução ISA
reprodução ISA
reprodução ISA

Retrospectiva em imagens da luta dos povos indígenas no Brasil por seus direitos coletivos

A exposição, organizada pelo ISA e pelo Programa para Povos Indígenas da Embaixada da Noruega, mostra fotos e filmes dos últimos 36 anos, período em que os povos indígenas do Brasil saíram da invisibilidade para entrar na agenda do Brasil contemporâneo. O processo que teve como marco o capítulo dos direitos indígenas da Constituição de 1988.

Inaugurada em 2013 na Praça Externa do Museu Nacional em Brasília, a mostra fotográfica fez parte das comemorações dos 30 anos do Apoio Norueguês aos Povos Indígenas no Brasil e dos 25 anos da Constituição. O projeto foi uma realização da Embaixada da Noruega no Brasil e do Instituto Socioambiental (ISA), e itinerou até 2015, passando por São Paulo (SP), Brasília (DF), Manaus (AM) e Belém (PA).

Desde abril passado, em uma parceria com Google Arts & Culture,  a mostra ganhou uma versão digital e atualizada composta por fac-símiles de publicações, vídeos, áudios e 22 fotos, com momentos e personagens históricos do movimento indígena brasileiro.

As imagens retratam a batalha pelo reconhecimento das Terras Indígenas; a resistência às invasões de suas terras; o apoio de artistas como Milton Nascimento; a apropriação das tecnologias de comunicação; entre outros temas.
“Pretende-se que essas imagens sirvam de referência para as narrativas dos seus protagonistas, assim como para o aprendizado das novas gerações”, comenta Beto Ricardo, do ISA, curador da exposição e editor do livro Povos Indígenas no Brasil 2011/2016.

VISITE A MOSTRA VIRTUAL
http://bit.ly/2uQglfB

Referências
https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/luta-dos-povos-indigenas-no-brasil-vira-exposicao-digital
http://amazonia.org.br/2017/04/luta-dos-povos-indigenas-no-brasil-vira-exposicao-digital/
https://conexaoplaneta.com.br/blog/povos-indigenas-no-brasil-livro-destaca-retrocessos-mobilizacoes-mas-tambem-maior-participacao-das-mulheres/

21
junho
2017
Um supermercado indígena onde se pode pagar com lixo
foto reprodução
foto reprodução
foto reprodução
foto reprodução
foto reprodução

Desde o início de abril deste ano, o município de Marechal Thaumaturgo ganhou 1º supermercado brasileiro onde é possível trocar material reciclável por comida. Com 16.000 habitantes, a cidade fica a 560 km de Rio Branco, capital do Acre.

O supermercado TrocTroc oferece a seus clientes a possibilidade de trocar detritos plásticos e latas de alumínio por alimentos cultivados localmente e artesanatos da região. O estabelecimento, um ecomercado indígena em plena floresta amazônica, é uma parceria da fundação internacional House of Indians com a tribo Ashaninka, do Rio Amônia, no Vale do Juruá.

Marcelo Valadão, brasileiro residente na Europa há 11 anos e presidente da House of Indians Foundation – que luta pelo respeito e preservação da cultura indígena – explica que, além de fomentar a economia local e valorizar seus costumes de troca, o supermercado resolve boa parte da poluição ambiental local.

O projeto nasceu em 2014, justamente impulsionado pelo problema do excesso de detritos na região. No mercado TrocTroc, cada quilo de material reciclável vale R$ 0,50 em compras. Em caso de o cliente trazer os resíduos já limpos e amassados, facilitando sua reciclagem, o valor do bônus tem acréscimo de 20%. Para a troca estão disponíveis nas prateleiras artigos como frutas, grãos, legumes e verduras. Todos os alimentos são orgânicos, produzidos localmente, com o intuito de valorizar os produtores rurais da região. O mercado também oferece artesanato originário da cultura local, reforçando a economia indígena, favorecendo uma agricultura ecologicamente durável e garantindo às comunidades os meios de permanecerem proprietários de suas terras, além de proteger a floresta.

Para Benki Pyãko, líder ashaninka, a iniciativa tem como objetivo desenvolver a consciência sobre o valor ecológico e econômico da reciclagem. "Hoje, as comunidades indígenas das florestas tropicais tornam-se atores essenciais na proteção da Amazônia. Vivemos a consequência direta do crescimento do contato entre as populações e o consumo industrial (garrafas, sacos e embalagens plásticas, latas de alumínio). Infelizmente as políticas de reciclagem são raras nas regiões da floresta, por isso temos de agir", enfatiza.

Marcelo Valladão complementa: "Benki é um ativista dos direitos do homem, defende a convivência pacifica entre o ser humano e o meio ambiente, desempenhando um papel ativo na proteção de suas terras, o que o tornou um líder das tribos vizinhas na reivindicação da autogestão política, econômica e agroecológica dessas tribos, em harmonia com as tradições culturais e espirituais. “

Quem cuida da gestão do empreendimento é a própria comunidade da tribo Ashaninka, que controla o estoque de alimentos, a negociação com os fornecedores, a manutenção do estabelecimento e também é responsável pelo processo de recebimento, pesagem, armazenamento e enfardamento dos recicláveis. O transporte do material recebido é realizado por meio de uma parceria com a prefeitura local. 

"A proposta é empoderar os pequenos produtores rurais de todo o Acre e garantir a eles aumento de renda. Todos os produtos do ecomercado poderão ser adquiridos com a entrega de latas ou garrafas pet. A venda a dinheiro também pode ser feita, mas não é o foco principal", ressalta Marcelo Nunes Valadão. Ele ainda espera que esse projeto-piloto possa incentivar outras iniciativas parecidas no país e comenta que, em apenas um mês de funcionamento, já foram arrecadados mais de 5 mil toneladas de material. "A ideia do mercado veio para resolver um problema social e ambiental", declarou.

E a expectativa é de que ainda este ano um restaurante seja aberto nos mesmos moldes. "Já adquirimos um espaço de mil metros quadrados e estamos aguardando financiamento privado.", explicou. 

Visite e acompanhe a página do ecomercado no Facebook
https://www.facebook.com/TrocTroc-Supermercado-Consciente-327049840964312/

Referências
https://www.kienyke.com/tendencias/medio-ambiente/comprar-comida-con-basura-reciclable
http://www.leiaja.com/noticias/2017/05/11/brasil-ganha-1o-ecomercado-onde-se-troca-lixo-por-comida/
http://www.leiaja.com/noticias/2017/05/11/brasil-ganha-1o-ecomercado-onde-se-troca-lixo-por-comida/
https://noticias.terra.com.br/amp/dino/tribo-ashaninka-e-europeus-se-unem-e-inauguram-o-primeiro-ecomercado-indigena-do-brasil,12ce1a9fb26d4647ce61eecda57757c0hqi316sy.html

Vídeo
http://g1.globo.com/ac/acre/jornal-do-acre/videos/v/marechal-thaumaturgo-ganha-primeiro-mercado-ecologico-do-pais/5777799/

9
maio
2017
DELIVERY REVERSO - ajudando a combater a fome

A fome é um problema mundial e de grande gravidade. O pior de tudo é que não é uma questão de produção e sim de distribuição de renda e de comida. Como já divulgamos em matéria de quase 3 anos atrás, cerca de metade da comida produzida no mundo a cada ano vai para o lixo, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

No Brasil, mais de 7,2 milhões de pessoas são afetadas pela fome e 30 milhões são subnutridos. No entanto, a produção nacional de alimentos é mais  do que suficiente para alimentar todos os brasileiros. Quem aponta isso é o professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, pesquisador do Departamento de Economia do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 
“A questão fundamental no Brasil não é falta de alimento ou potencial para produção, e sim o acesso. Os dados mostram que a renda acaba sendo o fator mais importante. Essa quantidade de alimento seria o suficiente para todo mundo se fosse igualmente distribuída entre as pessoas”, explica Aguiar.

Como forma de driblar a questão, diversas iniciativas de âmbito público e privado – seja de indivíduos, empresas, ou ONGs – têm aparecido, no sentido de ajudar ao combate da fome mundial.

No Brasil, o Governo Federal lançou em 2015 um programa para aumento da rede de Bancos de Alimentos (veja aqui), espalhados pelo país, que recebem doações de alimentos próprios para o consumo mas que estão fora dos padrões comerciais (frutas “feias”, alimentos perto do prazo de vencimento, etc) ou excedentes de comercialização e produção. Empresas como supermercados, armazéns, lojas varejistas, centrais de distribuição e até mesmo associações de produtores estão entre os doadores. 

No ano passado, em São Paulo, a ONG Banco de Alimentos (criada em 1998 e que atende a mais de 22 mil pessoas ao mês), em parceria com a Agência Grey, criou uma ação que visa a arrecadar alimentos para pessoas que têm fome. 
Trata-se do Delivery Reverso. O sistema funciona da seguinte maneira: um cliente pede uma entrega dos restaurantes participantes, e será consultado sobre o interesse em doar algum alimento que tem em casa. Havendo interesse, a própria ONG vai buscar a comida em domicílio e providencia sua distribuição para entidades beneficentes.

Faça também parte dessa rede. Divulgue e colabore com iniciativas como esta!

Referências
http://economia.estadao.com.br/blogs/ecoando/producao-de-alimentos-e-suficiente-para-resolver-a-fome-no-brasil/
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-07/formacao-de-rede-nacional-de-banco-de-alimentos-e-desafio-no-pais
http://thegreenestpost.bol.uol.com.br/delivery-reverso-permite-que-pessoas-doem-alimentos-sem-sair-de-casa/
https://www.facebook.com/reversedelivery/
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/07/voluntarios-alimentam-22-mil-pessoas-com-comida-que-iria-para-o-lixo.html
http://economia.estadao.com.br/blogs/ecoando/producao-de-alimentos-e-suficiente-para-resolver-a-fome-no-brasil/
http://itaca.com.br/noticias/post/1274

7
março
2017
As mulheres e a ciência
foto divulgação
Um caso raro, mulher e negra, a engenheira Nadia Ayad, brasileira, venceu concurso mundial por sua pesquisa com carbono: http://www.geledes.org.br/engenheira-nadia-ayad-brasileira-vence-concurso-mundi

Há controvérsias sobre o porquê do dia 8 de março ser considerado o Dia Internacional da Mulher, mas provavelmente por ser a data de um incêndio que aconteceu em uma fábrica de tecidos em Nova York, no ano de 1857, que teria matado mais de 120 funcionárias, acontecimento que deu início a movimentos de luta pelos direitos femininos. 
Já abordamos esse assunto em publicações de março de 2015 e de 2016, que podem ser consultadas nos links:
http://itaca.com.br/noticias/post/1852
http://itaca.com.br/noticias/post/2421

Podemos também listar uma grande quantidade de mulheres que foram e ainda são muito importantes em diversas áreas do conhecimento, que venceram barreiras sociais muito fortes para competir no mercado de trabalho com os homens, além de receberem menores salários, mesmo depois de conquistar os mesmos postos de trabalho.

Nesta matéria, optamos por abordar a questão de gênero nas ciências que, de acordo com recentes pesquisas, tem origem já na infância.

A discriminação da mulher na formação científica

O jornal El País, em sua edição de 2 de fevereiro de 2017 (http://bit.ly/2lAmbjY),  cita pesquisas que investigam o porquê da pequena participação das mulheres no ambiente da ciência.

Um artigo da Revista Nature examina a presença das mulheres como avaliadoras dos trabalhos de seus colegas, uma das bases do sistema científico e acadêmico, que permite que as revistas científicas analisem a qualidade dos artigos submetidos para publicação. Através dessa análise, os avaliadores podem também melhorar em sua própria área de conhecimento e fortalecer vínculos com outros pesquisadores.
Em pesquisa da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês), constata-se que, entre 2012 e 2015, a presença feminina entre os revisores foi de 20%, porcentagem inferior aos 27% de mulheres que conseguem ter aceitos artigos em que aparecem como primeiras autoras, e abaixo dos 28% de membros femininos da AGU. 
Em contraste, os autores da análise, Jory Lerback e Brooks Hanson, mostram que a porcentagem de artigos aprovados para publicação apresentados por mulheres é ligeiramente maior que a de homens (61% a 57%). Uma das possíveis interpretações para esses resultados, talvez a mais plausível, é que elas preparem melhor o envio de seus trabalhos já esperando encontrar mais dificuldades, coincidindo com outros estudos que indicam que as pessoas que esperam mais obstáculos dedicam mais esforço à preparação. Isso explicaria também, pelo menos em parte, por que as mulheres enviam menos artigos para publicação do que os homens. “Um processo de estudo duplo-cego poderia lançar mais luz sobre esses fatores”, propõem os autores do artigo na Nature.
Um estudo  liderado por Corinne A. Moss-Racusin, psicóloga do Skidmore College (Estados Unidos), sugere que os professores universitários, independentemente de seu gênero, avaliam de maneira mais favorável uma candidatura para diretor de laboratório se o candidato for um homem. Outras análises semelhantes observaram como candidaturas idênticas para postos fixos na universidade têm mais possibilidades de sucesso se o suposto aspirante for homem, mesmo que a seleção seja feita por indivíduos que dizem valorizar a igualdade e se consideram objetivos.

Outro artigo publicado na revista da Nacional Academy of Science dos Estados Unidos (nas.org), em 2015, afirma que apesar de haver uma grande quantidade de dados que refletem a desvantagem das mulheres nas carreiras ligadas à ciência e à engenharia,  esses dados são avaliados de forma desigual, dependendo de quem os avalia.  Os homens – principalmente em posições de poder dentro do mundo acadêmico – são mais reticentes em aceitar o valor dos dados apresentados, o que dificulta que essas desigualdades de gênero na ciência sejam reconhecidas e comecem a ser combatidas.

A discriminação aparece na infância

Em um outro estudo,  apresentado na revista Science, foi perguntado a meninos e meninas se acreditavam que uma pessoa descrita para eles como especialmente inteligente era de seu sexo ou do oposto. As crianças que tinham 5 anos não viam diferenças, mas a partir dos 6 ou 7 anos, a probabilidade de que meninas considerem a pessoa brilhante como sendo de seu sexo cai.

No mesmo estudo, percebeu-se que meninas mais velhas, a partir dos 6 anos, têm menos interesse em jogos que, segundo a descrição, teriam sido planejados para crianças muito inteligentes. Mas, o interesse não variava entre os gêneros quando o jogo era apresentado como dirigido a crianças muito persistentes. 

Os responsáveis pelo estudo consideram que essas ideias sobre gênero e inteligência, que aparecem em uma fase inicial da infância, podem afastar as meninas das carreiras em ciência e engenharia. Um dado interessante é que tanto meninos como meninas reconhecem que elas tiram melhores notas, o que sugere que não associam essas notas com brilhantismo. 
Agora, os autores querem entender as origens dessas diferenças de percepção.

A contribuição histórica feminina nas ciências

A contribuição feminina para a ciência começa muito antes de existir o Dia da Mulher e dos movimentos de revolução feminista. Reproduzimos abaixo uma lista da revista Galileu, apontando algumas mulheres que deixaram sua marca na evolução da sociedade: 
Hildegard de Bingen (1098-1179) 
Durante a idade média, mulheres se instruíram em conventos e foi como abadessa que Hildegard de Bingen (ou santa Hildegard, para a igreja anglicana) escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard. 
Maria Gaetana Agnesi (1718-1799) 
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade. 
Ada Lovelace (1815 -1852) 
Ada é creditada como a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos. 
Marie Curie (1867 – 1934) 
Esta lista não estaria completa sem a “mãe da Física Moderna”. Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911. 
Florence Sabin (1871-1953) 
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres. 
Virginia Apgar (1909 -1974) 
É ela a criadora da Escala de Apgar, exame que avalia recém-nascidos em seus primeiros momentos de vida, e que, desde então, diminuiu as taxas de mortalidade infantil. Especialista em anestesia, ela também descobriu que algumas substâncias usadas como anestésico durante o parto acabavam prejudicando o bebê. 
Nise da Silveira (1905- 1999) 
Psiquiatra renomada, a brasileira foi aluna de Carl Jung. Lutou contra métodos de tratamento comuns na sua época, como terapias agressivas de choque, confinamento e lobotomia. Durante a Intentona Comunista, em 1936, foi presa por possuir livros marxistas e acabou conhecendo o escritor Graciliano Ramos, que a transformou em uma personagem de seu livro “Memórias do Cárcere”. 
Gertrude Bell Elion (1918 -1999) 
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988. 
Johanna Dobereiner (1924-2000) 
A agrônoma realizou pesquisas fundamentais para que o Brasil se tornasse um grande produtor de soja, além de ter desenvolvido o Proalcool. Estima-se que suas pesquisas fazem com que o nosso país economizem 1,5bilhões de dólares todos os anos, que seriam gastos em fertilizantes. Seu estudo sobre fixação de oxigênio permitiu que mais pessoas tivessem acesso a alimentos baratos e lhe rendeu uma indicação para o Nobel de Química em 1997. 

Referências e assuntos relacionados
https://asminanahistoria.wordpress.com/2016/10/10/15-mulheres-brasileiras-que-deveriamos-ter-conhecido-na-escola/
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI298221-17770,00-GRANDES+MULHERES+DA+CIENCIA.html
https://www.buzzfeed.com/alexandreorrico/nomes-mulheres-brasileiras-que-fizeram-historia?utm_term=.jiLQoa1jO#.ywrrzj5l6
http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/20-mulheres-brasileiras-que-fizeram-historia/
http://www.revistaforum.com.br/digital/167/18-mulheres-brasileiras-que-fizeram-diferenca-parte-1/
https://www.bio.fiocruz.br/index.php/noticias/407-mulheres-brasileiras
http://cnpq.br/pioneiras-da-ciencia-do-brasil#void
LEIA MAIS:
Homens ganharam 97% dos Nobel de ciência desde 1901
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/14/ciencia/1476437077_380406.html?rel=ma
Quem são as cientistas negras brasileiras?
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/24/ciencia/1487948035_323512.html

21
fevereiro
2017
Paz e amor?
Foto divulgação
Gerald Holtom com sua criação
Desenhos de Holtom por ocasião da criação do símbolo
site da CND - acesse e conheça mais sobre essa organização - http://www.cnduk.org
foto divulgação

Um dos símbolos mundiais mais conhecidos, que nasceu em campanha contra as armas nucleares e hoje é o símbolo universal da paz, surgiu na Inglaterra, no final dos anos 1950.

Em 1950, políticos britânicos de esquerda uniram-se contra o programa nuclear na Inglaterra, em uma campanha unilateral de desarmamento, criando a Campanha para o Desarmamento Nuclear [Campaign for Nuclear Disarmament (CND)].

 Em 1958, Gerald Holtom (1914 - 1985), designer profissional e artista formado pelo Royal College of Arts, foi convidado a criar uma marca para uma manifestação do Comitê Contra a Guerra Nuclear [Direct Action Committee against Nuclear War (DAC)].  Partindo dos sinais semafóricos* referentes à letra N e D  (de Nuclear Disarmament), ele as fundiu, criando um símbolo único. Apresentou-o em uma reunião, em fevereiro de 1958, e seu símbolo acabou sendo utilizado pela primeira vez na marcha de Páscoa, intitulada Aldermaston march: entre os dias 4 e 7 de abril de 1958, aproximadamente 50 mil pessoas e marcharam por 83 km, de Trafalgar Square, em Londres, ao Atomic Weapons Establishment, em Aldermaston, Berkshire, para demonstrar oposição às armas nucleares. Foram produzidos 500 “pirulitos” de cartão em bastões, com o símbolo criado.

Há quem afirme que esse símbolo já existia em associações clandestinas, anticristãs. Na África do Sul, durante o regime do apartheid houve tentativas de banimento desse emblema, assim como grupos fundamentalistas norte-americanos já o ligaram associações satânicas ou condenaram-no como um símbolo comunista. O presidente da CND na época era o filósofo e matemático Bertrand Russel, conhecido ateu e esquerdista, o que fez com que os conservadores tentassem justificar por esses motivos sua oposição à entidade.

Propositalmente não patenteado ou de uso restrito, o sinal cruzou fronteiras nacionais e culturais, tornando-se o símbolo universal da paz. Popularizado pelo Movimento Hippie dos anos 1970, como símbolo de liberdade, pretendeu-se mesmo que fosse de uso livre para todos. Mas acabou também transformando-se em um símbolo explorado comercialmente, em anúncios e na moda. Quando utilizado para fins comerciais, o CND solicita doações para suas ações e frequentemente tem respostas positivas.

O símbolo continua sendo usado em ações de paz e esperança e tem sido visto em acampamentos de refugiados, protestos contra o câmbio climático e em demonstrações anti-Trident** – projetado e desenvolvido pela Lockheed Martin Space Systems e operado pelas marinhas dos Estados Unidos e do Reino Unido –, uma das maiores campanhas atuais da CND.
 

O alfabeto semafórico é um sistema de comunicação no qual se utiliza a posição dos braços para representar cada letra do alfabeto, incluído no código internacional de sinais da OMI (Organização Marítima Internacional}. Foi inventado pelo francês Claude Chappe, abade, engenheiro e inventor francês nascido em Brûlon, considerado o criador do primeiro sistema prático de telecomunicações, um sistema de transmissão mecânica para longas distâncias, que ele chamou de semáforo (1793). 

** O Trident é um SLBM - Mísseis balísticos lançados de submarino (em inglês: Submarine-launched ballistic missile) 

Referências
https://alchetron.com/Gerald-Holtom-1381326-W
http://www.cnduk.org/about/item/435-the-cnd-symbol
http://www.logodesignlove.com/cnd-symbol
http://peacemuseum.org.uk/cnd-logo-design/
http://www.bbc.com/news/uk-politics-13442735
http://www.cnduk.org/support-cnd/join-cnd
http://www.docspopuli.org/articles/PeaceSymbolArticle.html
http://origemdascoisas.com/a-origem-do-simbolo-da-paz/
http://acracia.org/bertrand-russell-1872-1970/

8
dezembro
2016
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 68 anos no dia 10 de dezembro
divulgação
Eleanor Roosevelt exibe cartaz contendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1949).

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”

Esse é o primeiro artigo, de um total de 30, que compõe a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de Dezembro de 1948, através da Resolução 217 A (III) da Assembléia Geral, como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. 

A Organização das Nações Unidas (ONU), é uma organização internacional fundada em 24 de outubro de 1945, pouco depois de acabada a Segunda Guerra Mundial, e formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais. O documento de fundação da Organização, conhecido por Carta das Nações Unidas, expressa os ideais e os propósitos dos povos cujos governos se uniram para constituí-la:
“Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que, por duas vezes no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade, e a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e pequenas, e a estabelecer condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes de direito internacional possam ser mantidos, e a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla.”

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), firmada 3 anos depois,  é a base da luta universal contra a opressão e a discriminação, defende a igualdade e a dignidade das pessoas e reconhece que os direitos humanos e as liberdades fundamentais devem ser aplicados a cada cidadão do planeta. É um compromisso firmado por todos os 193 países-membros da ONU

É o documento mais traduzido do mundo (com traduções para mais de 360 idiomas) e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes. Embora não formulada como tratado, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi expressamente elaborada para definir o significado das expressões "liberdades fundamentais" e "direitos humanos", constantes na Carta das Nações Unidas, obrigatória para todos estados membros.

Os direitos humanos são os direitos essenciais a todos os seres humanos, sem que haja discriminação por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade ou por qualquer outro motivo (como religião e opinião política). Eles podem ser civis ou políticos, como o direito à vida, à igualdade perante a lei e à liberdade de expressão. Podem também ser econômicos, sociais e culturais, como o direito ao trabalho e à educação e coletivos, como o direito ao desenvolvimento. 

Leia o texto integral da Declaração Universal dos Direitos Humanos aqui.
 

Referências
https://nacoesunidas.org/conheca/
http://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/
http://www.dudh.org.br/declaracao/
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2009/11/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-garante-igualdade-social=

 


 

18
novembro
2016
Slow food lista alimentos em extinção
reprodução Slow Food

Fundada por Carlo Petrini, a Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos, iniciada como movimento, em 1986, e transformada em associação, 3 anos depois. 
Atualmente, conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 150 países.
O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando-se produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores.

"A Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, tornando-se co-produtores. É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas."
Carlo Petrini, fundador do Slow Food

Defendem-se a biodiversidade alimentar e as tradições gastronômicas em todo o mundo, com o intuito de promover um modelo sustentável de agricultura que respeita o meio ambiente, a identidade cultural e o bem-estar animal, além de apoiar as demandas de soberania alimentar, ou os direitos das comunidades de decidir o que cultivar, produzir e comer.

A partir desse foco, a Fundação Slow Food lançou em 1996 a Arca do Gosto, catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores de produtos ameaçados de extinção, alguns deles muito esquecidos ou pouco conhecidos, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais. O objetivo é documentar produtos gastronômicos especiais, que estão em risco de desaparecer. Desde o início da iniciativa, foram catalogados mais de 1.000 produtos de dezenas de países. 

Além dos produtos agrícolas, há outros recursos alimentícios em extinção, como peixes e queijos - estima-se que 80% dos recursos pesqueiros estejam ameaçados pela pesca excessiva no país, por exemplo. Um dos animais que correm risco de entrar na lista da Arca é a lagosta, pois é pescada no verão, justamente durante sua fase de desova.
Na lista dos pescados em risco estão o aratu (Goniopsis cruentata), típico dos mangues do estado de Sergipe; o berbigão (Anomalocardia brasiliana), abundante no litoral de Santa Catarina; a ostra de Cananeia (Crassostrea brasiliana), em São Paulo, e o pirarucu (Arapaima gigas), originário da bacia hidrográfica amazônica.

Somente no Brasil, há mais de 100 produtos ameaçados de extinção listados na Arca do Gosto. Veja a lista completa

Para que um produto entre na lista dos "ameaçados" há alguns critérios básicos, como as qualidades gastronômicas especiais, a ligação com a geografia local, a produção artesanal, a ênfase na sustentabilidade e o risco de extinção.

Segundo o biólogo Gleen Makuta, da Slow Food Brasil, o desaparecimento gradual desses ingredientes deve-se à padronização da alimentação.
"Cerca de 90% da dieta do mundo todo está pautada em vinte ingredientes, sendo os três maiores o milho, o arroz e a batata. Então são alimentos que estão muito difundidos, produzidos em escala massiva, e isso faz com que outros ingredientes percam o valor econômico e não consigam acessar o mercado", afirma.
"Isso faz com que todo o conhecimento atrelado a esses ingredientes vá se perdendo. É uma extinção tanto biológica como cultural."

Apesar do risco de desaparecimento, todos os ingredientes da lista ainda se encontram vivos, com potencial produtivo e comercial. Mas poucos chegam à mesa dos brasileiros.

Contribuição dos chefs
Pensando em levar esses alimentos à mesa dos brasileiros, a chef de cozinha Claudia Mattos fundou, com outros chefs, a Aliança dos Cozinheiros para o Brasil, rede que trabalha com ingredientes locais, elaborando pratos e receitas com alimentos de cada região.

"O Brasil consome e conhece muita coisa de fora - funghi seco e caviar, por exemplo -, mas não conhece produtos nossos, como cambuci, baru, entre tantos outros."
O grupo promove eventos como o Festival Arca do Gosto, que reúne nomes da gastronomia para elaborar pratos e receitas com esses alimentos.

"É muito fácil fazer mousse com laranja ou morango porque é conhecido, e o resultado muito tranquilo, mas criar um prato com ingredientes que você não sabe nem como se comportam, se tem que deixar de molho, se tem que assar, cozinhar, se faz ele doce ou salgado é desafiador e trabalhamos na base da experimentação", conta. "Há pouco tempo, ninguém conhecia cambuci, taioba, ora-pro-nobis, e hoje vários restaurantes já usam esses ingredientes.”

Conhece algum ingrediente com risco de extinção na sua região? Você pode contribuir para a Arca do Gosto. Acesse http://www.slowfoodbrasil.com/arca-do-gosto/indique-um-produto

Referências
http://www.fondazioneslowfood.com/en/what-we-do/the-ark-of-taste/nominations-from-around-the-world/nominate-a-product/ficha-de-candidatura-para-a-arca-do-gosto/
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37758000
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/junho/lista-mostra-24-alimentos-brasileiros-em-risco-de?tag=biodiversidade
http://www.slowfoodbrasil.com/arca-do-gosto/produtos-do-brasil
http://comendocomosolhos.com/sete-alimentos-ameacados-de-extincao/
http://www.slowfoodbrasil.com

13
novembro
2016
O planejamento urbano, o transporte e a saúde

O que o planejamento urbano tem que ver, diretamente, com a saúde da população?

Esse é o alvo do projeto de doutorado, de autoria de Thiago Hérick de Sá, pesquisador do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).  Ele participou de um estudo internacional realizado por pesquisadores da Austrália, Estados Unidos, Inglaterra, China e Índia,  que afirma que a implantação de um modelo de cidade compacta, possível em São Paulo  – onde as distâncias entre os locais de moradia, trabalho, comércio e serviços fossem mais curtas e as áreas urbanas tivessem maior densidade populacional e uso mais diversificado – poderia resultar em um aumento de 24,1% na atividade física dos paulistanos relacionada ao transporte, como caminhada e ciclismo.

Esse aumento no deslocamento ativo pode levar a uma diminuição de 4,9% na emissão de material particulado fino na atmosfera pelos veículos automotores e, consequentemente, a uma queda de 7% no número de casos de doenças cardiovasculares e de 5% no de diabetes tipo 2.

O estudo e a promoção do deslocamento ativo vêm crescendo mundialmente, dada sua estreita relação com problemas de saúde pública da atualidade, como a obesidade e o aquecimento global, e seu potencial de contribuir positivamente em áreas cruciais, como transporte, saúde e meio ambiente. O objetivo do projeto de doutorado, que teve apoio da Fapesp, era investigar a frequência, a distribuição e a variação temporal do deslocamento ativo no Brasil, bem como os efeitos dessa prática sobre condições de saúde da população.

Os resultados do estudo internacional foram publicados em uma série especial da revista Lancet sobre planejamento urbano, transporte e saúde, lançada durante a Assembleia Geral da ONU, no final de setembro, em Nova York, Estados Unidos.
“O objetivo da série foi quantificar os impactos da adoção de um modelo de cidade mais compacta e de um sistema de transporte mais sustentável sobre a saúde da população de cidades de diferentes regiões do mundo”, disse Sá à Agência FAPESP.

Além dos resultados para a saúde individual, haveria outros impactos positivos com as mudanças no uso da terra e no sistema de transporte, como a diminuição de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito.

Com base nessas estimativas, um modelo de cidade compacta deve contemplar 30% a mais de densidade e a diversidade do uso da terra e a redução da distância média dos trajetos também de 30%, com o objetivo de estimular a substituição do uso de automóveis pelo transporte público, bicicleta e caminhada nos deslocamentos na cidade. Além disso, os pesquisadores também substituíram, no modelo, 10% do transporte por veículos automotivos por deslocamento ativo (caminhada ou bicicleta).

Aplicou-se esse modelo nas cidades de Melbourne (Austrália), Londres (Inglaterra), Boston (EUA), São Paulo, Copenhagen (Dinamarca) e Délhi (Índia), com o intuito de projetar os efeitos dessas intervenções no uso da terra, no planejamento urbano e no padrão de transporte sobre a saúde da população, em cidades que apresentam diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico e de motorização.

A cidade de Melbourne, por exemplo, apresenta alta renda e é extremamente motorizada. Já as cidades de Boston, Londres e Copenhagen têm alta renda e são moderadamente motorizadas. São Paulo, por sua vez, apresenta renda média e é moderadamente motorizada. E Délhi possui renda baixa e tem se motorizado rapidamente, segundo os pesquisadores.

De acordo com os resultados dessas projeções, a implantação de tal modelo resultaria em um aumento da atividade física relacionada – como caminhada e ciclismo – em todas as cidades. Porém Sá explica que essa implantação depende da existência de estruturas dedicadas à caminhada e às bicicletas, como boas calçadas e ciclovias.

Em Melbourne, haveria uma redução estimada de 19% nos casos de doenças cardiovasculares e de 14% nos de diabetes tipo 2. Em Londres, uma diminuição de 13% na incidência de doenças cardiovasculares e de 7% na de diabetes tipo 2. Em Boston, essas reduções foram de 15% e 11%, respectivamente. E, em São Paulo, a queda foi de 7% no número de casos de doenças cardiovasculares e de 5% na ocorrência de diabetes tipo 2 – índices semelhantes aos de Copenhagen.

Além disso, todas as cidades participantes do estudo obtiveram redução da poluição do ar pelas emissões de partículas finas pelos veículos automotivos.  Embora a diminuição das emissões tenha sido maior em cidades mais motorizadas - como Melbourne (-12,4%), Boston (-11,8%), Londres (-10,1%) e Copenhagen (-10,9%) -, São Paulo (-4,9%) e Délhi (-3,2%) também registraram queda em menor grau, indicaram os pesquisadores.

“Grosso modo, as conclusões do estudo sobre as outras cidades também valem para São Paulo”, avaliou Sá. “Se tivéssemos uma cidade mais adensada, onde as pessoas morassem mais próximas uma das outras, com um uso de solo mais diversificado e um sistema de mobilidade mais sustentável, isso resultaria em grandes ganhos para a saúde da população”, estimou.

Deslocamento ativo
Em outro estudo recente, a pesquisa indagou se os riscos da exposição à poluição do ar poderiam anular os benefícios à saúde proporcionados pela atividade física durante deslocamentos ativos nas cidades.

Eles compararam os riscos da poluição do ar à saúde com os benefícios relacionados à atividade física durante deslocamentos ativos, usando uma ampla gama de possíveis concentrações de poluição do ar e de duração das viagens, a fim de estimar em que momento os prejuízos à saúde causados pela exposição à poluição do ar poderiam superar os benefícios.

Os resultados do estudo, publicado na revista Preventive Medicine, indicaram que os benefícios de caminhar e pedalar para se deslocar superam os malefícios da exposição à poluição do ar, na maioria das cidades no mundo, mesmo com muitas horas de deslocamento e em níveis elevados de poluição.

Em cidades como São Paulo, os malefícios seriam superados apenas após sete horas de pedalada ou 16 horas de caminhada por dia, apontaram os pesquisadores. “Esses percursos só poderiam ser feitos hipoteticamente por uma quantidade muito pequena de pessoas, como entregadores de postagens e encomendas”, avaliou Sá.
O artigo “Land use, transport, and population health: estimating the health benefits of compact cities” (doi: 10.1016/S0140-6736(16)30067-8), de Sá e outros, foi publicado na série especial da revista Lancet sobre planejamento urbano, transporte e saúde e pode ser lido integralmente em www.thelancet.com/series/urban-design.

Referências
http://agencia.fapesp.br/estudo_estima_impactos_do_planejamento_urbano_na_saude/24124/
http://www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/134802/como-estamos-indo-o-estudo-do-deslocamento-ativo-no-brasil/
http://www.thelancet.com/series/urban-design

29
setembro
2016
O SISTEMA BRAILE E SUA HISTÓRIA
foto reprodução
processo de escrita manual em braile
foto: reprodução
máquina de escrever em braile
alfabeto em braile
reprodução
foto: reprodução
leitura em braile

 

Braile é um processo de escrita utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão. O sistema é baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Os símbolos podem representar tanto letras, como algarismos e sinais de pontuação, e a leitura é feita da esquerda para a direita, com uma ou duas mãos ao mesmo tempo.

O nome braile deve-se ao autor do sistema, o francês Louis Braille (1809 - 1852), que perdeu a visão aos 3 anos, ao ter o olho perfurado por uma ferramenta na oficina do pai. 
Ainda jovem estudante, ele conheceu a Sonografia, um código militar desenvolvido por Charles Barbier, oficial do exército francês, que consistia em um sistema de comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra.  O invento não surtiu efeito para o que se propunha, de modo que Barbier tentou implementá-lo para as pessoas cegas do Instituto Real dos Jovens Cegos.

A partir da invenção do sistema, em 1825, Braille desenvolveu estudos que resultaram, em 1837, na proposta da estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente. Houve algumas resistências, sugestões de aperfeiçoamento ou desenvolvimento de outros sistemas de leitura e escrita pra cegos, mas seu sistema, pela eficiência e vasta aplicabilidade, impôs-se definitivamente como meio de leitura e de escrita.

Em 1878, um congresso internacional realizado em Paris, com a participação de onze países europeus e dos Estados Unidos, estabeleceu que o sistema braile deveria ser adotado de forma padronizada, para uso na literatura, exatamente de acordo com a estrutura apresentada por Louis Braille, em 1837, bem como com os símbolos fundamentais para as notações musicais e matemáticas (símbolos fundamentais para os algarismos, bem como as convenções para a Aritmética e Geometria).

DIVERGÊNCIAS

Nem sempre, porém, essa simbologia fundamental foi adotada nos países que vieram a utilizá-lo. Há diferenças regionais e locais, de modo que ainda hoje prevalecem diversos códigos para a Matemática e as Ciências, em todo o mundo. Com apoio da UNESCO, o Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, criado em 1952 (hoje União Mundial dos Cegos), passou a tratar dessa divergência até que, na década de 1970, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE) desenvolveu estudos para propor um código unificado, que denominou "Notación Universal".

Em termos mundiais, a unificação dos códigos matemáticos e científicos ainda não alcançou êxito mas a unificação da simbologia matemática para os países de língua castelhana foi acordada em 1987, na cidade de Montevidéu, durante uma reunião de representantes de imprensas braile desses países.

O BRAILE NO BRASIL

O Brasil conhece o sistema desde 1854, data da inauguração do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, chamado, à época, Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Fundado por D. Pedro II, o Instituto já tinha como missão a educação e profissionalização de pessoas com deficiência visual. "O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotar o sistema, trazido por José Álvares de Azevedo, jovem cego que teve contato com o braile em Paris", conta a pedagoga Maria Cristina Nassif, especialista no ensino para deficiente visual da Fundação Dorina Nowill.

Diferentemente de alguns países, o sistema braile teve plena aceitação no Brasil, utilizando-se praticamente toda a simbologia usada na França (com algumas poucas adaptações, para atender a reformas ortográficas e também com a adoção da tabela Taylor de sinais matemáticos). O Brasil também passou a adotar, na íntegra, o código internacional de musicografia braile de 1929, e o Código Matemático Unificado para a Língua Castelhana, com as necessárias adaptações à realidade brasileira, em 1994.

A atuação profissional de pessoas cegas no campo da Informática, a partir da década de 70, fez com que surgissem outras formas de representação em braile até que, em 1994, foi adotada uma tabela unificada para a Informática.

O braile hoje já está difundido pelo mundo todo e, segundo a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil"  (2008, Instituto Pró-Livro), 400 mil pessoas leem braile no Brasil. Não é possível, segundo o Instituto Dorina Nowill, calcular em porcentagem o que esses leitores representam em relação à quantidade total de deficientes visuais no país. Isso porque o censo do ano 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que há aqui 169 mil pessoas cegas e 2,5 milhões de pessoas com baixa visão. No entanto, este último grupo é muito heterogêneo - há aqueles que enxergam apenas 1% e, portanto, poderiam ler apenas em braille, e também pessoas que enxergam 30% e podem também utilizar livros com letras maiores.

A falta de informação é ainda o principal problema que se percebe em relação ao braile. "Muitos professores acham que é simples ensinar a linguagem a um aluno cego, no entanto a alfabetização com esse sistema tem suas especificidades, e o professor, para realizar tal tarefa com êxito, tem de buscar ajuda", explica a especialista Maria Cristina.
Hoje institutos como o Benjamin Constant, o Dorina Nowill, Lara Mara e muitos outros pelo país oferecem programas de capacitação em braile e dispõem de vasto material sobre o assunto.

Como ação afirmativa para a inclusão dos deficientes visuais na sociedade, a Universidade de São Paulo desenvolveu o Braille Virtual, com o qual pessoas que veem poderão rapidamente aprender o sistema e estabelecer uma comunicação completa com os deficientes visuais. Veja o método
http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/


Referências
http://www.afb.org/info/living-with-vision-loss/braille/what-is-braille/123
http://laramara.org.br
http://www.fundacaodorina.org.br/deficiencia-visual/
http://novaescola.org.br/conteudo/270/deficiencia-visual-inclusao
http://novaescola.org.br/conteudo/397/como-funciona-sistema-braille
http://www.ibc.gov.br/?itemid=10235

12
setembro
2016
CONSUMO ALTERNATIVO
Mundaréu, a primeira loja de comercio justo de São Paulo, que funcionou na Vila Madalena - http://bit.ly/2czJu9l
ponto de Economia Solidária e Cultura, no Butantã, a ser apresentado no dia 17 de setembro

As últimas décadas estão marcadas por um aumento do consumo de bens e de gasto energético pelas populações mais abastadas, gerando um grande volume de descarte e importante impacto ambiental.  

Como reação a essa situação, surgem propostas de comportamento social inovadoras no que tange ao relacionamento social e ao consumo.
Nesse contexto, além dos movimentos de Comércio Justo (quando o produto consumido vem com certificação de que não provém de exploração dos produtores), do compartilhamento de espaços de trabalho (co-working) e do crescente consumo de objetos de segunda mão, novas maneiras de pensar o consumo têm sido apresentadas. 

As desigualdades sociais sempre tão patentes, escancarando a falta de oportunidade para quem não tem dinheiro, também acabam por motivar novas formas de pensar e interagir: um “banco de tempo”, por exemplo, em que cada um oferece seu tempo, especificando sua especialidade profissional e podendo por sua vez dispor do tempo dos outros, estabelece uma relação de troca, na qual o tempo é a moeda de câmbio, acessível a todos, sejam engenheiros, designers, dentistas, ou cozinheiros, pedreiros, donas de casa que fazem tricô. E esta é apenas uma das novas ideias e iniciativas.

Há também locais de troca, ou seja, lojas sem dinheiro, onde as coisas são doadas; entre outras ações de inovação social.

Veja o vídeo abaixo e leia a matéria

Share, a biblioteca de coisas
Uma nova experiência, muito interessante, é a Share (que significa “compartilhar”), a biblioteca de coisas. Criada por um grupo de jovens ingleses, da cidade de Frome, é uma loja diferente, que funciona como uma biblioteca, sem ser composta de livros.  São em torno de 600 itens como ferramentas, churrasqueira, vasilhas, etc... que podem ser emprestados.
Para fazer parte desse grupo e começar a usufruir desses empréstimos, a pessoa tem que se tornar um membro e pagar uma contribuição, uma vez que há custos de manutenção do local, aluguel, pessoal, etc.
O período de empréstimo é de uma semana e pede-se uma doação, entre, £1 (aproximadamente R$ 4,30) e £5 por empréstimo, para que o empreendimento possa continuar.
Assim que acabarem de utilizar o item emprestado, mesmo ainda estando dentro do prazo de uma semana, os membros devem devolver o item, para que ele não fique ocioso e esteja à disposição de outros interessados
Para se tornar um membro, é necessário apenas preencher um formulário e fornecer 2 cópias de algum documento, que contenha nome e endereço. Não existem taxas fixas de admissão e empréstimo, mas pedem-se doações mensais ou anuais, sugerindo valores.  As doações são cruciais para manter o projeto vivo.  Essa comunidade acredita na generosidade dos usuários.
Para doar um item à Share a comunidade agradece doações de itens úteis e em boas condições, funcionando.  Além disso, não se aceitam máquinas que dependam de consumo de gasolina.
Para doar tempo à Share: além de estimular as doações de itens, os membros da Share encorajam as pessoas a trabalharem como voluntários na loja, como forma de garantir a longevidade do projeto..
Produtos encontrados na Share: há vários produtos para empréstimo, como instrumentos musicais, pés de pato, brinquedos, caixas de som, videogames, patins, barracas para acampamento, mesa de massagem, colchões para ioga e ginástica, carrinhos de bebê e, principalmente, muitas ferramentas como serras, furadeiras, lixadeiras, etc.(Veja lista aqui)
Compartilhando consertos: todos os sábados, das 10h30 às 12h30, dois especialistas ficam à disposição na Share, para consertos variados.  Quem quiser ter seu objeto reparado deve se informar da data em que o especialista correspondente (eletricista, marceneiro, etc) estará de plantão.

Além dessa iniciativa, outras experiências de consumo alternativo (ou consumo responsável ou solidário) estão surgindo há algum tempo, principalmente na Europa.  

 

Consumo alternativo no Brasil
No Brasil, o Comércio Justo ainda não é muito difundido, mas tem alguma expressão, inclusive na venda de alimentos orgânicos. É o caso do Instituto Chão, na Vila Madalena, São Paulo.

A Economia Solidária (sistema de autogestão onde todos os que trabalham são donos do empreendimento e todos os que são donos trabalham no empreendimento) é contemplada pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), em consonância com o Plano Nacional de Economia Solidária (vinculado ao Ministério do Trabalho). 
O Plano visa apoiar e fortalecer 20 mil empreendimentos econômicos, oferecendo condições de produção, comercialização e consumo, que respeitem parâmetros sustentáveis e solidários e promover a formação de 200 mil pessoas nos próximos cinco anos. 

Estes assuntos serão objeto de outros posts, aqui no site do Ítaca.
Acompanhe!

Referências:
http://muhimu.es/inspiracional/las-tiendas-sin-dinero/#
https://sharefrome.org
http://www.acteursduparisdurable.fr
http://laboutiquesansargent.org
http://facesdobrasil.org.br/comercio-justo-no-brasil/acesso-a-mercado
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/06/lancado-1-plano-nacional-de-economia-solidaria
http://www.economiaviva.com.br/?q=node/163
https://catracalivre.com.br/geral/empreendedorismo/indicacao/comercio-honesto-vende-produtos-organicos-pelo-preco-do-produtor/

21
julho
2016
Transformando o Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável
os 5 Ps da agenda que vigora até 2030
A nova agenda acordada pelos países da ONU
Os 8 objetivos do milênio, acordados em 2.000, agenda para vigorar até 2015

Em 2000, 119 países integrantes da ONU (Organização das Nações Unidas) assinaram um documento que consolidou várias metas estabelecidas nas conferências mundiais ocorridas ao longo de anos 90.  Os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – que deviam ser adotados pelos estados-membros das Nações Unidas, com a meta de alcançá-los até 2015, focavam em 8 questões:
1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
2. Atingir o ensino básico universal
3. Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
4. Reduzir a mortalidade na infância
5. Melhorar a saúde materna
6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
7. Garantir a sustentabilidade ambiental
8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

Construídas sobre o legado dos ODM e concluindo que estes não foram alcançados, a ONU estabeleceu agora uma agenda universal com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas. Concluídas em agosto de 2015, as negociações culminaram na adoção, em setembro, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), por ocasião da Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Processo iniciado em 2013, seguindo mandato emanado da Conferência Rio+20, os ODS deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O Brasil participou de todas as sessões da negociação intergovernamental. 

Os objetivos buscam concretizar os direitos humanos de todos e alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. São integrados e indivisível e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.
Estimularão a ação para os próximos 15 anos em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta:

Pessoas
Acabar com a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões, e garantir que todos os seres humanos possam realizar o seu potencial em dignidade e igualdade, em um ambiente saudável.

Planeta
Proteger o planeta da degradação, sobretudo por meio do consumo e da produção sustentáveis, da gestão sustentável dos seus recursos naturais e tomando medidas urgentes sobre a mudança climática, para que ele possa suportar as necessidades das gerações presentes e futuras.

Prosperidade
Assegurar que todos os seres humanos possam desfrutar de uma vida próspera e de plena realização pessoal, e que o progresso econômico, social e tecnológico ocorra em harmonia com a natureza.

Paz
Promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas que estão livres do medo e da violência. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz e não há paz sem desenvolvimento sustentável.

Parceria
Mobilizar os meios necessários para implementar esta Agenda por meio de uma Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável revitalizada, com base num espírito de solidariedade global reforçada, concentrada em especial nas necessidades dos mais pobres e mais vulneráveis e com a participação de todos os países, todas as partes interessadas e todas as pessoas.

Os 17 itens objetivos são:
1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares
2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável
3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos
7. Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos
8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos
9. Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação
10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles
11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis
12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis
13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos
14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável
15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade
16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis
17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

Para conhecer mais sobre o assunto, acesse o documento final da agenda pós-2015 ou acesse no formato PDF em português.

Para esclarecer e amplificar a ação de alcance das metas, o PNUD (Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento) elaborou uma cartilha que pode ser acessada aqui: http://www.pnud.org.br/Docs/FAQ.pdf


Referências
http://itaca.com.br/noticias/post/1128
http://www.pnud.org.br/ODS.aspx
http://www.objetivosdomilenio.org.br
https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/

13
julho
2016
Elas estão condenadas!

filme feito pela produtora canadense Egg Studios 

 

Alguns costumes estão tão arraigados no nosso dia a dia, que nem paramos para pensar sobre eles e para questioná-los.
Pois bem, se você gosta daquele cafezinho de cápsula e nunca parou para avaliá-lo, agora tem um motivo para repensar sua adoração.
A mania das máquinas de cafezinho em cápsulas se propagou de tal maneira que virou uma questão ambiental importante.
A cidade de Hamburgo, segunda maior da Alemanha, proibiu a compra de cápsulas de café por repartições públicas. A medida introduzida em janeiro de 2016 faz parte de um grande esforço da gestão pública para reduzir a quantidade de resíduos sólidos lançados ao meio ambiente.
O Guia para Contratos Ecologicamente Responsáveis da cidade alemã, condenou o uso das cápsulas por serem feitas de uma mistura de plástico e alumínio. Esse documento de 150 páginas também baniu garrafas plásticas de água, produtos de limpeza à base de cloro, pratos e talheres de plástico e outros produtos.

O porta-voz do Departamento de Meio Ambiente e Energia de Hamburgo, Jan Dube, afirmou em entrevista à BBC que as cápsulas que contem plástico e alumínio não são facilmente recicláveis. "Aqui em Hamburgo, pensamos que essas cápsulas com 6 gramas de café em um pacote de 3 gramas não devem ser compradas com o dinheiro do contribuinte", afirma.

A cidade tem uma longa lista de metas que pretende seguir para se tornar mais sustentável no futuro.
Entre outras coisas, eles querem se livrar dos carros na região central em 20 anos e construir espaços verdes sobre as atuais rodovias apinhadas de veículos. 
Veja aqui algumas das questıes relativas às cápsulas de café:
- A cápsula de plástico È feita de petróleo (combustível fóssil), e utiliza de muita energia em sua fabricação (contribuindo para o aquecimento global)
- Ela é forrada com um filtro, preenchida com café e selada com uma tampa também de plástico.
- Em seguida é empacotada em caixas de papelão (feito de celulose das árvores, gastando mais energia) e finalmente empacotada em umas caixas maiores para distribuição.
- As caixas são transportadas em navios para distribuição internacional e em seguida por caminhões para distribuição regional, consumindo mais petróleo
- Quando finalmente chega ao consumidor, cada cápsula faz apenas um café e é descartada, virando lixo
Além da complexidade da embalagem, que contém plástico e alumínio, a cápsula usada ainda guarda borra de café moÌdo, o que a torna mais difÌcil ainda de ser reciclada.
Mais significativo é que em cada oito cafés vendidos na Alemanha, um deles vem de cápsulas individuais.

Pensando em chamar a atenção para os males do uso das cápsulas de café, a produtora canadense Egg Studios fez o filme "Kill the K-Cup", disponível no Youtube e no link acima.
O filme trata da questão de uma maneira bem humorada e com muitos efeitos especiais, finalizando com a frase:  "mate as cápsulas antes que elas te matem".

Aqui está um bom motivo para repensar o hábito de tomar café e retornar à cafeteira italiana ou ao bom e velho filtro, de papel ou, melhor ainda, de pano.
 

Referências:
http://ineam.com.br/hamburgo-proibe-capsulas-de-cafe-na-administracao-publica/
http://www.huffingtonpost.com/2015/01/29/kill-the-k-cup_n_6574146.html
http://www.killthekcup.org
http://www.carbondiet.ca/green_advice/food/k-cup_coffee_maker_garbage_an_environmental_issue.html
http://www.theatlantic.com/technology/archive/2015/03/the-abominable-k-cup-coffee-pod-environment-problem/386501/
http://saopaulosao.com.br/conteudos/exemplos/1731-hamburgo-na-alemanha-È-a-primeira-cidade-no-mundo-a-proibir-c·psulas-de-cafÈ.html
http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2016/02/22/hamburgo-bane-uso-de-capsulas-de-cafe-em-predios-publicos.htm
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/esta-cidade-proibiu-o-uso-de-capsulas-de-cafe-expresso

 

14
junho
2016
Um instituto de línguas indígenas do Brasil

A língua é um fator importante para a cultura e a história de um povo, constituindo sua identidade  e sendo o meio básico de organização da experiência, do conhecimento e da preservação da memória desse povo. 
Reconhecendo-se essa importância e na intenção de preservar e divulgar línguas ameaçadas de desaparecer, em 7 de março de 2013, por iniciativa de professores da Universidade de Brasília (UnB), foi criado o primeiro instituto de línguas indígenas do Brasil, chamado de Aryon Dall’Igna Rodrigues, em homenagem ao linguista paranaense e professor da UnB, falecido em 2014. Na abertura do instituto, Mauro, da etnia guarani, apresentou sua tese de mestrado, um estudo da própria língua (veja vídeo).

Segundo a professora Dra. Rosângela Corrêa, da Faculdade de Educação da UnB, o censo do IBGE realizado em 2010, apontou que a população brasileira soma 190.755.799 milhões de pessoas, sendo que 817.963 mil são indígenas, de 305 diferentes etnias. Foram registradas no país, pelo mesmo censo, 274 línguas indígenas, sendo que estima-se que, na época do descobrimento do Brasil, havia 1.300 línguas indígenas diferentes. Portanto, cerca de mil delas se perderam por diversos motivos, entre os quais a morte de tribos inteiras, em decorrência de epidemias, extermínio, escravização, falta de condições para sobrevivência e aculturação forçada.

O número de línguas indígenas ainda faladas é um pouco menor do que o de etnias, porque mais de vinte desses povos agora falam só o português, alguns passaram a falar a língua de um povo indígena vizinho e dois, no Amapá, falam o crioulo francês da Guiana. A distribuição é desigual, algumas dessas línguas são faladas por cerca de 20 mil pessoas e outras o são por menos de 20.

O tupi foi a única língua estudada nos primeiros trezentos anos de colonização. O objetivo básico dos missionários era aprendê-la e estudá-la para se comunicar com os índios e promover a catequese religiosa. O Padre José de Anchieta publicou, em 1595, uma gramática tupi. Há também estudos sobre a língua elaborados por viajantes estrangeiros, destacando-se entre eles o francês Jean de Léry.

Assim como as demais línguas do mundo, por apresentarem semelhanças nas suas origens tornam-se parte de grupos linguísticos que são as famílias língüísticas, e estas por sua vez fazem parte de grupos ainda maiores, classificadas como troncos lingüísticos. Os troncos com maior número de línguas são o macro-tupi e o macro-jê.

Há, também, línguas que não puderam ser incluídas pelos linguistas em nenhuma das famílias conhecidas, permanecendo não-classificadas ou isoladas, como as  faladas pelos índios tikúna, trumái e irântxe/munku, trumái, máku, aikaná, Arikapú, jabutí, kanoê e koaiá ou kwazá. 

Algumas línguas indígenas se subdividem em vários dialetos, como por exemplo, os falados pelos krikatí, ramkokamekrá, pükobyê, apaniekrá (Maranhão), apinayé, krahó e gavião (Pará), todos pertencentes à língua timbira.

Constituiu-se, ainda, em quase toda a Colônia, o Nheengatu (uma espécie de derivação do Tupi, também conhecida como Língua Geral ou Língua Geral do Sul), de uso massivo por indígenas e europeus ( em fins do século XVIII, seu uso foi proibido em todo o território, por ordem do primeiro-ministro português Marquês de Pombal. Obrigou-se aí ao uso exclusivo do Português).

Houve, a partir da década de 1980, um grande desenvolvimento no estudo da linguística indígena, com um maior engajamento de estudiosos do assunto, a formação de especialistas, esses últimos também envolvidos com programas para formar professores indígenas. 

A iniciativa de criação do instituto Aryon Dall’Igna Rodrigues representa uma etapa importante de afirmação de identidade para vários povos.

Referências
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/brasil-ja-teve-mais-mil-linguas-434589.shtml
https://educezimbra.wordpress.com/2016/04/09/unb-cria-o-primeiro-instituto-de-linguas-indigenas-do-brasil/
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=832:linguas-indigenas-no-brasil&catid=47:letra-l

25
maio
2016
Colhendo frutas nas ruas da cidade

agricultura urbana 2
reprodução: William Mur/Folhapress
Mapa das árvores frutíferas de Berlim

Pelo mundo afora, incluindo o Brasil, as pessoas começam a olhar para as ruas da cidade como extensão do próprio lar, como local de convivência coletiva, que deve ser apropriado por todos.

Em Berlim, Alemanha, andar pela cidade e colher frutas pela rua de graça já é algo bastante fácil. A oferta é grande, apesar de conter mais de três milhões de habitantes. Pensando nisso, um grupo criou uma plataforma que reúne todas as informações necessárias para quem busca por frutas nas ruas.
Por meio do site Mundraub, a população pode buscar por bairro e tipos de fruta. Também é usada para organizar colheitas coletivas. Como a plataforma é colaborativa, já foram inseridos no mapa árvores frutíferas de vários locais do mundo, inclusive do Brasil, confira aqui.

Um aplicativo para mapear frutas
Em Brasília, os universitários Adarley Grando, 22, Fábio Rezende, 25, e Vinícius Magalhães, 20, criaram o aplicativo Fruit Map. O programa mapeia as árvores frutíferas da cidade e funciona de maneira colaborativa. Os próprios usuários podem sinalizar onde estão as árvores, além de dizer se ela é de fácil ou difícil acesso, ou ainda se está em local público ou privado. Até o momento mais de 800 pessoas já baixaram o app e mais de 50 tipos de frutas já foram catalogadas.

Magalhães conta que a ideia surgiu durante um curso de programação, mas que sempre teve vontade de fazer um aplicativo do tipo, já que costuma procurar árvores frutíferas pela cidade. Vinícius afirma que o aplicativo está chegando a outras cidades e lembra que Brasil tem mais de 500 espécies de frutos e que ainda há muito trabalho pela frente. 
O crescimento tem sido meteórico: o Fruit Map foi lançado em junho de 2015, mas já rompeu as fronteiras do Distrito Federal e também do Brasil. Os criadores pretendem traduzir a plataforma para inglês, espanhol e alemão. Pretendem também aumentar o número de frutas catalogadas e oferecer informações sobre a época de cada fruta.

Nas ruas de São Paulo
Em São Paulo, desde 2009 há um mapa colaborativo de árvores frutíferas, idealizado pelo chef Isaac Akira que se chama Árvores frutíferas. O mapa tem mais de 350 indicações e qualquer um pode incluir um ponto.
Alguns usuários colaboradores também incluem detalhes sobre a quantidade e qualidade das frutas, o tamanho das copas e as condições das árvores.
Para conferir o mapa, clique aqui.

A prática de utilizar ingredientes colhidos em centros urbanos tem mais adeptos no mundo. Entre as iniciativas, está o trabalho de coletivos como o californiano Fallen Fruit e o Abundance London.
Os grupos mapeiam árvores, organizam caçadas de frutas e vegetais e promovem "geleiadas", convidando comunidades a fazer conservas, chutneys e geléias.

identificando frutas locais
Buscar frutas em espaços públicos pode ser também uma forma de descobrir espécies nativas. Hoje, entre as 20 frutas mais consumidas no país, segundo o IBGE, apenas três (maracujá, goiaba e abacaxi) são naturais do país.
"No começo do século 20, na rua Maranhão, em Higienópolis, existia a melancia do campo, fruta que já foi extinta. Essas histórias vão sendo esquecidas", diz o botânico e ambientalista Ricardo Cardim, fundador da Associação dos Amigos das Árvores.
Para quem quiser conhecer frutas nativas, Cardim indica passeios no Instituto Butantan e no parque do Jaraguá, onde se encontra cambucá (tipo de jabuticaba amarela) e cabeludinha (de casca aveludada, rica em vitamina C).
Na hora de colher frutas direto do pé na cidade, valem algumas precauções.
Segundo Aloisio Sampaio, professor de produção vegetal da Unesp, não há indícios de que a contaminação do solo se transfira para as frutas, como geralmente acontece com hortaliças.
Mas é bom evitar os frutos de regiões contaminadas (que abrigaram, por exemplo, depósitos de lixo ou fábricas, que deixam passivos no solo). E, por causa da poluição do ar que pode se alojar sobre a fruta, lave-a bem.

Referências:
http://www1.folha.uol.com.br/comida/2014/05/1457231-e-possivel-comer-fruta-no-pe-pelas-ruas-de-sao-paulo-descubra-onde.shtml
http://seacidadefossenossa.com.br/2015/11/moradores-de-berlim-mapeiam-arvores-frutiferas/
https://catracalivre.com.br/geral/dica-digital/indicacao/mapa-virtual-coletivo-reune-dados-sobre-arvores-frutiferas-de-sao-paulo/
http://seacidadefossenossa.com.br/2016/01/comer-fruta-direto-do-pe-em-sp/
http://saopaulosao.com.br/conteudos/causas/1302-guerrilla-grafters-quer-florestas-de-frutas-nas-ruas-de-são-francisco.html
http://noticias.r7.com/distrito-federal/aplicativo-mostra-onde-pegar-frutas-no-pe-pelas-ruas-de-brasilia-30122015

1
maio
2016
Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador?

No Brasil e em vários países do mundo, o 1º de maio é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. Mas como isso começou?
 
Nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos, no final do século XVIII e durante o século XIX, salários baixos associados a jornadas de trabalho de até 17 horas eram comuns. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos. 
 
Com essas primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. No dia 1º de maio de de 1886, na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos), milhares de trabalhadores organizados foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas e exigir a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.
 
No mesmo dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e, até mesmo, mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. 
 
Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes, fato que gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. 
Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. 
 
Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.
 
Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que essa data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas (1930-1945), as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles, mas curiosamente não nos EUA, país onde sucederam os acontecimentos que o inspiraram.
 
Como é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história, muitos alegam que não deveria chamar-se Dia do Trabalho e sim Dia do Trabalhador.
 
 
Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:
 Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo, que deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)
Em 1º de maio de 1941, foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas especificamente às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
 


 Referências:

http://www.vermelho.org.br/1demaio/noticia.php?id_noticia=152845&id_secao=292
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_do_trabalho.htm
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-do-trabalho.htm
 

 

Bibliografia indicada:

• Os sentidos do trabalho
Autor: Antunes, Ricardo
Editora: Boitempo

• Da divisão do trabalho social
Autor: Durkheim, Émile
Editora: WMF Martins Fontes

27
abril
2016
HORTAS URBANAS COMUNITÁRIAS
agricultura urbana 1
ACESSE O MAPA NO: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=z_2HYVuSvyhE.kXAsDr51B2eQ&usp=sharing
do site: http://www.oeco.org.br/reportagens/27417-hortas-urbanas-uma-revolucao-gentil-e-organica/
imagem: https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

Você já deve ter visto ou ouvido falar de hortas urbanas comunitárias, mas talvez não saiba exatamente como funcionam. 
Praticantes da agricultura urbana geralmente são militantes que defendem uma produção de alimentos menos artificial (com menos pesticidas e adubos químicos) e mais participativa, que agregue a comunidade local, promova a educação ambiental e a alimentar. Afirmam também que as hortas urbanas comunitárias promovem o senso de cidadania na construção de cidades mais justas e sustentáveis, assumindo, então, “a responsabilidade de cultivar a vida nos espaços mortos da cidade e incentivando o compartilhamento equitativo do espaço público pelas pessoas”(veja o manifesto do grupo Cidades comestíveis). http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/

Programas da Prefeitura de São Paulo
A cidade de São Paulo possui um Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (PROAURP - Lei 13.727/04 e Decreto 45.665/04) que incentiva a criação de hortas comunitárias e hortas caseiras para autoconsumo. Esse programa é de responsabilidade da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Vale a pena dar uma lida na lei para saber dos seus direitos: http://bit.ly/1Bshi9p
- A Lei Municipal Nº 16.212, de 10.06.2015 possibilita que ocorra a gestão participativa de praças públicas por meio de comitês formados por moradores. A Lei cria diretrizes para que uma praça possa ter uma horta comunitária e envolve na gestão desses projetos, mais ativamente, a Subprefeitura, que deve ser contatada caso um grupo esteja interessado em constituir uma horta no espaço público.

Projeto Cidades Comestíveis
Cidades Comestíveis é um projeto de que visa a estimular uma rede colaborativa de compartilhamento de recursos, conhecimentos e trabalho entre pessoas interessadas em cultivar hortas comunitárias e caseiras. 
No site da instituição, há um mapa colaborativo, em que é possível indicar e encontrar terrenos ociosos e pessoas interessadas em trabalhar, buscando incentivar e facilitar o processo de criação e manutenção de hortas comunitárias. 
Além disso, o site oferece um guia com 10 passos para quem quer criar uma horta comunitária (http://www.cidadescomestiveis.org/projeto/#ten-steps).

Um mapa
O MudaSP disonibiliza um mapa na internet, com a localização de hortas comunitárias, feiras de produtos orgânicos e restaurantes: acesse aqui

Um manual grátis, online
Para ajudar aqueles que querem desenvolver um modo de vida mais sustentável nas cidades, o coletivo mexicano Azoteas Verdes, de Guadalajara, disponibiliza gratuitamente o Manual de Agricultura Urbana, que reúne importantes dicas para a manutenção de uma horta familiar, com base em conceitos de permacultura.
O objetivo é fortalecer a ideia de soberania alimentar - direito de um povo de determinar suas próprias políticas de produção e distribuição de alimentos. 
Entre os conteúdos, estão instruções para fazer uma composteira, como lidar com o lixo orgânico e como controlar as pragas sem usar pesticidas. O conteúdo está em espanhol.
https://blogdeazoteasverdes.files.wordpress.com/2012/10/manual-agricultura-urbana.pdf

Referências
https://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/manual-de-agricultura-urbana-promove-alimentacao-sustentavel-nas-grandes-cidades/
http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/
http://muda.org.br/index.html
https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

7
março
2016
Há controvérsias sobre a origem da data
Enterro coletivo de vítimas do incêndio na fábrica norte americana
Manifestante sufragista (a favor do voto das mulheres) nos EUA
Passeata dos cem mil. As mulheres tiveram um papel importante no combate à ditadura
Desenho de Raul Pederneiras de 1914 retrata o movimento sufragista, por meio do qual as mulheres brasileiras reivindicavam o direito de votar
Protesto em NY

A distribuição de bombons e flores em comemoração ao Dia da Mulher pode ofender muitas mulheres. Afinal, o 8 de março seria o resultado de uma luta por melhores condições de trabalho. 

Em 1911, ocorreu um episódio conhecido como a consagração do Dia da Mulher: em 25 de março, um incêndio teve início na Triangle Shirtwaist Company, em Nova York. A fábrica tinha chão e divisórias de madeira e muitos retalhos de tecido, de forma que o incêndio se alastrou rapidamente. A maioria dos cerca de 600 trabalhadores conseguiu escapar, mas 146 morreram. Entre eles, 125 mulheres, que foram queimadas vivas ou se jogaram das janelas. Mais de 100 mil pessoas participaram do funeral coletivo. 

Esse foi mais um acontecimento que fortaleceu a organização feminina.

Na época, nos países desenvolvidos, as fábricas estavam cheias de homens, mulheres e crianças e o movimento operário reagia à exploração desenfreada organizando protestos pelo fim do emprego infantil e por melhoria de remuneração. A igualdade de gênero, porém, nunca era uma reivindicação, apesar de as mulheres não receberem o mesmo salário que os homens e sua renda ser vista como complementar à do marido ou pai. É nesse contexto de manifestação sindical e feminista que surge o Dia Internacional da Mulher. Os Estados Unidos também foram um dos palcos dessa luta, desde meados do século XIX, quando os operários organizavam greves para pressionar os proprietários das indústrias, principalmente as têxteis. 

O primeiro Dia da Mulher comemorado nos EUA foi em 3 de maio de 1908, quando “1.500 mulheres aderiram às reivindicações por igualdade econômica e política no dia consagrado à causa das trabalhadoras” (jornal The Socialist Woman). No ano seguinte, a data foi oficializada pelo partido socialista e comemorada em 28 de fevereiro. 

De fato, o Dia Internacional da Mulher já havia sido proposto em 1910, um ano antes do incêndio, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca. Clara Zetkin, militante e intelectual alemã, apresentou uma resolução para que se criasse uma “jornada especial, uma comemoração anual de mulheres”. A inspiração nas trabalhadoras do outro lado do Atlântico é explícita: para Clara, elas deveriam “seguir o exemplo das companheiras americanas”.

ORIGEM REVOLUCIONÁRIA 

Sem data definida, mobilizações anuais pelos direitos das mulheres prosseguiram em meses distintos, em diversos países. Em 8 de março de 1917, uma ação política das operárias russas contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que desencadearam na revolução de fevereiro. O líder Leon Trotsky registrou assim esse evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este 'dia das mulheres' viria a inaugurar a revolução”. 

Com as duas guerras mundiais que se seguiram, o Dia da Mulher ficou em segundo plano. Foi apenas na década de 60 que o movimento feminista retomou com força as comemorações, em meio a leituras de O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, e à fogueira de sutiãs nos Estados Unidos. 

A LUTA NOS TRÓPICOS 

No Brasil, nesse mesmo período, a direita e a esquerda viviam tensões no cenário político e manifestações como a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, com propostas absolutamente opostas às das feministas, que pregavam a legalização do aborto: a Marcha precipitaria o golpe militar de 1964 e dificultou a ascensão das organizações de mulheres. 

Mas o Brasil também tinha uma história de luta das mulheres similar à européia e à americana. No início do século XX, as mulheres e crianças constituíam quase 75% dos operários têxteis. Além de péssimas condições de higiene e longas jornadas de trabalho, elas sofriam com o assédio constante de seus patrões e também tentavam se organizar. Em 1906, o jornal anarquista A Terra Livre divulgou um texto de três costureiras que criticavam a não-adesão da categoria à greve operária: “Companheiras! É necessário que nos recusemos a trabalhar também de noite porque isso é vergonhoso e desumano. Como se pode ler um livro quando se vai para o trabalho às 7 da manhã e se volta para casa às 11 da noite?”, dizia. Essas passagens, ligadas principalmente às anarquistas, ainda são pouco conhecidas em nossa trajetória. A vertente que ganhou mais notoriedade no feminismo brasileiro foi a das sufragistas, que lutaram pelo direito a voto. Fundadoras do Partido Republicano Feminino, essas mulheres da elite nacional conseguiram sua reivindicação na Constituição de 1932, promulgada por Getúlio Vargas.

Resultado de todo esse processo, em 1975 comemorou-se o Ano Internacional da Mulher e, em 1977, a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Fruto de décadas de batalhas e séculos de opressão, a data que lembra a necessária igualdade entre homens e mulheres foi mundialmente – e finalmente – assegurada.

Referências
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/conquistas_na_luta_e_no_luto_imprimir.html
http://www.brasildefato.com.br/node/34242
http://www.cfemea.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1375:a-mulher-e-o-direito-constitucional-direitos-e-garantias-fundamentais&catid=148:direito-constitucional&Itemid=127

 

15
fevereiro
2016
Banco de tecidos reaproveita sobras de materiais especiais
Desperdiça-se toneladas de tecidos
O Banco de tecido reaproveita sobras

Em janeiro de 2015,  Lu Bueno criou o Banco de Tecido, na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo. O Banco é uma loja que vende, a quilo, sobras de boa qualidade de materiais já usados por ela e outros colegas de profissão. ”Sempre guardei o que restava e, quando vi, tinha quase uma tonelada de tecidos acumulada", conta Lu, cenógrafa e figurinista que já soma 25 anos de carreira. "Comecei a trocar com alguns amigos e então percebi que tinha um bom negócio em mãos."

Buscando uma forma de lidar com esse estoque, ela encontrou com o Banco de Tecido, uma solução para reaproveitar o que estava parado. Em paralelo, profissionalizou-se, fazendo um curso de empreendedorismo no Sebrae, antes de abrir o negócio.

Além do preço baixo (R$ 35,00 o quilo do tecido), a vantagem é que se encontram lá materiais que não podem ser encontrados facilmente no varejo. Entre seus maiores clientes estão os profissionais da moda, estilistas e costureiras, além de figurinistas que trabalham em teatro.

Os consumidores também podem ser doadores de sobras e trocá-las por creditou na loja. Evitar o desperdício é um dos pontos-chave do consumo consciente, segundo Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu.

Com a intenção de expandir o projeto, Lu criou um selo, que batizou de 'Tecido de reúso para uso'. "A ideia é que os criadores coloquem a etiqueta na peça feita com nosso tecido, pois, mais do que lucrar, quero vender a ideia da importância da reutilização", diz Lu.   

O escritório e estoque principal do Banco, hoje em dia, está sob os seus cuidados. Fica localizado no mesmo espaço onde ela desenvolve seus projetos paralelos ao banco, como espetáculos de teatro e outras produções.

http://bancodetecido.com.br
Endereço: Rua Campo Grande, 504, V. Leopoldina Horário de Atendimento: de 2ª a 6ª das 9:30 às 18h
Contato: bancodetecido@lupa.art.br ou 11 4371-3283 Falar com: Andressa Burgos ou Lu Bueno

Referências:
http://saopaulosao.com.br/negocios-criativos/119-um-banco-para-troca-de-restos-de-tecido.html
http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/moda,banco-de-tecido-oferece-sobras-de-material-a-r-35-o-quilo,1711253
https://www.facebook.com/banco-de-tecido-581735865226676/=

20
janeiro
2016
FESTA DE ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO
postado sob cidadania, cultura, música

No próximo dia 25 de janeiro, São Paulo completa 462 anos. A Secretaria Municipal de Cultura organizou uma comemoração de 3 dias de atividades, no sábado 23, domingo 24 e segunda 25. A festa terá caráter democrático, com atrações gratuitas, abrangendo todas as regiões da cidade e ocupando equipamentos culturais: teatros, centros culturais, Casas de Cultura, além de CEUS e palcos externos. 
 
No sábado, dia 23, vários shows acontecerão: Negra Li, Supla, DJ KL Jay, a dupla de irmãos Luciana Mello e Jairzinho, Karina Buhr, Raimundos, Maria Gadú, entre outros. 
Ainda no sábado, um dos destaques é o cantor Criolo, que apresenta o show “Convoque seu Buda”, no Palco Parelheiros, a partir das 18h. E serão montados palcos especiais com atrações, no Glicério [Edi Rock], na Vila Maria [Rappin Hood], e Itaquera [Mc Garden].
 
No dia 24, domingo, um dos destaques é o Trio Elétrico de Daniela Mercury, que fará uma apresentação em ritmo de pré-Carnaval, saindo da esquina das Avenidas Faria Lima e Rebouças, a partir das 16h30. E na #‎PaulistaAberta, o grupo teatral Pia Fraus encenará o espetáculo 'Bichos do Brasil'.
 
Na segunda, 25 de janeiro, dia do aniversário da cidade, o Centro Esportivo e de Lazer Tietê receberá os shows do grupo Demônios da Garoa e, na sequência, Gilberto Gil, a partir das 16h, relembrando antigos sucessos da carreira. Demônios da Garoa, conjunto que entrou, em 1994, para o Guinness Book como "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade", lembrará sucessos de Adoniran Barbosa e cantará músicas recentes que fazem parte do repertório da banda. 
 
Em parceria com a São Paulo Carinhosa, a Secretaria Municipal de Cultura oferece uma programação especial para as crianças, nas Ruas Abertas, entre elas, as Avenidas Sumaré e Paulista, que terão brincadeiras e atividades circenses, nos dias 24 e 25 de janeiro. 
 
Veja a programação completa:
http://www.guiadasemana.com.br/aniversario-de-sp
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/noticias/?p=19543

16
dezembro
2015
Resultados da COP 21

Na cerimônia final da conferência, como é de praxe, o presidente da COP21, Laurent Fabius, convidou organizações da sociedade civil para fazer seus pronunciamentos oficiais.  Um deles foi feito por Raquel Rosenberg, da ONG Engajamundo, representando o Youngo – Youth Climate Movement, que reúne organizações de jovens interessados nos debates sobre mudanças climáticas, no mundo todo.
Ao final do discurso, ela levanta e agita o ambiente, sem levar em conta a formalidade que cerca uma cerimônia como essa. Entusiasmada, animada, confiante, alegre. 

A plenária da COP 21, a Cúpula do Clima de Paris, aprovou no sábado, 12/12/2015, o primeiro acordo de extensão global para frear as emissões de gases do efeito estufa e para lidar com os impactos da mudança climática.

No encerramento, o presidente francês François Hollande, reconhecendo que o resultado não é perfeito para todos, pronunciou-se, conclamando os delegados a julgarem o conjunto do acordo a que se chegou: “A França lhes pede, a França os convoca a adotar o primeiro acordo universal sobre o clima. A história chegou. A história está aí (…) Viva o planeta, viva a humanidade, viva a vida”.

O ponto principal do acordo é a determinação de que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C".

Aprovado por aclamação
A plenária foi convocada após quase seis horas depois de o texto ser divulgado como proposta, e o texto foi aprovado por aclamação, uma vez que ninguém fez objeções.

É a primeira vez que se atinge um consenso global em um acordo no qual todos os países reconhecem que as emissões de gases do efeito estufa precisam ser desaceleradas e, em algum momento, comecem a cair.

O acordo deve tomar uma forma legal a partir de 22 de abril de 2016, quando estará aberto para assinatura, na sede da ONU em Nova York. 

Financiamento
Também está incluído o compromisso de países ricos de garantirem um financiamento de, ao menos, US$ 100 bilhões por ano para combater a mudança climática em nações desenvolvidas, a partir de 2020 e até ao menos 2025, quando o valor deve ser rediscutido.

O acordo também inclui um mecanismo para revisão periódica das promessas nacionais dos países, para rever suas metas de desacelerar as emissões do efeito estufa, que não atingem hoje nem metade da ambição necessária para evitar o aquecimento de 2°C.

Tanto o financiamento quanto a ambição terão de ser revistos de cinco em cinco anos. A primeira reunião para reavaliar o grau de ambição dos cortes é prevista para 2023, mas em 2018 deve ocorrer um encontro que vai debatê-las antecipadamente.

A medida é importante, porque as atuais promessas de redução de emissões, conhecidas como INDCs (Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas), ainda não são suficientes para barrar o aquecimento em 2°C.

No novo acordo, as INDCs perderam o “I” (de intended, ou pretendidas), porque agora não devem mais ser uma intenção, e sim um compromisso.

Outro ponto crucial foi o estabelecimento de um mecanismo de compensação por perdas e danos causados por consequências da mudança climática que já são evitáveis. Muitos países pobres e nações-ilhas cobravam um artigo especial no tratado para isso, e foram atendidos.

Resumindo:
PRINCIPAIS PONTOS Do ACORDO APROVADO

• Países devem trabalhar para que aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC
• Países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões por ano - "Países desenvolvidos que são parte do acordo devem fornecer recursos financeiros para auxiliar países em desenvolvimento com relação à mitigação e adaptação", diz texto do acordo. "Outras partes são encorajadas a prover e continuar a prover tal suporte voluntariamente."
• Não há menção à porcentagem de corte de emissão de gases-estufa necessária
• Texto não determina quando emissões precisam parar de subir
• Acordo deve ser revisto a cada 5 anos

Referências
http://conexaoplaneta.com.br/blog/a-brasileira-raquel-rosenberg-fala-pelos-jovens-na-cop21-critica-acordo-e-diz-que-um-novo-mundo-e-possivel/
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/12/1718310-franca-apresenta-proposta-para-cop21-selar-acordo.shtml
http://www.solutionscop21.org/en/
http://www.akatu.org.br/Temas/Mudancas-Climaticas/Posts/COP-21-Sociedade-civil-forte-e-integrada-e-uma-visao-realista-da-esperanca
http://www.socioambiental.org/pt-br/cop-21
http://www.observatoriodoclima.eco.br/cop21-tem-acordo-pelo-clima/

4
dezembro
2015
3º ‘Festival de Direitos Humanos’ tem programação extensa e gratuita

Entre os dias 6 e 13 de dezembro, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo realiza o 3º Festival de Direitos Humanos – Cidadania nas Ruas, que conta com mais de 40 atrações entre shows, teatro, exibições de filmes, rodas de conversas, oficinas e intervenções urbanas. 

Celebrando o Dia Internacional dos Direitos Humanos, dia 10/12, e promovendo novas formas de ocupação do espaço público, música, oficinas, exposições e debates, além de prêmios, lançamentos, prestação de serviços e intervenções urbanas, que promovem novas formas de ocupação do espaço público.
Nos oito dias de programação, a população que vive em São Paulo é convidada a dialogar sobre participação social, cidadania, educação, juventude, violência, imigração, memória e outros temas importantes para a promoção de uma cidade mais humana, democrática e diversa. 

A abertura oficial do 3º Festival de Direitos Humanos – Cidadania nas Ruas acontece no dia 06 de dezembro, às 15h, no Minhocão, com uma inédita partida de futebol entre refugiados e pessoas em situação de rua, seguida pela discotecagem dos DJs DanDan (Criolo/Rinha dos MCs), Marco (Céu/Sintonia) e Nyack (Emicida), finalizando com a estreia do filme “Aconteceu Bem Aqui”, do diretor Camilo Tavares, que retrata, em cinco curtas, lugares da cidade de São Paulo simbólicos na luta pela preservação da democracia e dos direitos humanos.
No dia 10 de dezembro, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, haverá a entrega do 3º Prêmio Municipal de Educação em Direitos Humanos para escolas, alunos e professores da rede pública municipal e do Prêmio de Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns, que este ano será concedido à deputada federal Luiza Erundina. O prêmio de Educação em Direitos Humanos seleciona projetos que incentivam e fortalecem iniciativas valiosas de afirmação da cultura de direitos humanos dentro das escolas municipais, enquanto o Prêmio Dom Paulo Evaristo Arns homenageia uma personalidade brasileira reconhecida pela promoção e defesa dos direitos humanos.

No encerramento da programação, dia 13, a partir das 17h, haverá o show “Cidadania nas Ruas” recebe Criolo, Ney Matogrosso, Elza Soares, Mano Brown, Pitty e Ava Rocha para apresentação na área externa do Auditório do Ibirapuera.

Veja a programação completa:
http://festivaldireitoshumanos.prefeitura.sp.gov.br


Referências:
http://festivaldireitoshumanos.prefeitura.sp.gov.br/na-midia/
http://www.elguialatino.com.br/site/2015/11/o-3o-festival-de-direitos-humanos-esta-nas-ruas-de-06-a-13-de-dezembro-com-entrada-gratuita/
https://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/3o-festival-de-direitos-humanos-tem-programacao-extensa-e-gratuita/

28
novembro
2015
COP 21 - do que se trata?
O músico, poeta e compositor Arnaldo Antunes na Mobilização Mundial pelo Clima! Um dia antes da maior conferência sobre mudanças climáticas da ONU, milhares de pessoas ao redor do mundo vão às ruas em

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (do original em inglês United Nations Framework Convention on Climate Change - UNFCCC) foi elaborada durante a Rio-92 (ou Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Também conhecida como Cúpula da Terra, reuniu mais de 100 chefes de Estado, no Rio de Janeiro, em 1992, para debater formas de desenvolvimento sustentável, um conceito relativamente novo à época). Entrando em vigor em março de 1994, essa Convenção reconhece que o sistema climático é um recurso compartilhado, planetário, cuja estabilidade pode ser afetada por atividades humanas – industriais, agrícolas e desmatamento – que liberam dióxido de carbono e outros gases – chamados gases de efeito estufa - que aquecem a Terra. 

A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção e reúne regularmente os países que assinaram e ratificaram a Convenção e o Protocolo de Kyoto*. Os países-membros já se reuniram 20 vezes até hoje,em conferências em Berlim, Genebra, Kyioto, Buenos Aires, Bonn, Haia e Bonn, Marrakech, Nova Déli, Milão, Buenos Aires, Montreal, Nairóbi, Bali, Poznan, Copenhague, Cancún, Durban, Doha, Varsóvia, Lima.

A falta de vontade política dos países-membros da UNFCCC, especialmente dos países desenvolvidos, para enfrentar a fundo os problemas que provocam e provêm da crise climática, fez com que, depois de mais de 20 anos de negociações, pouco tenha sido feito. A partir do próximo dia 29 de novembro, os 196 países-membros irão se reunir em Paris, para buscar um consenso sobre o rumo da Rio92 e para assinar um novo acordo global, que possa substituir o único instrumento legal da Convenção, o Protocolo de Kyoto, que expirava em 2012 e foi estendido até que se chegasse a um novo acordo.

Até agora, cada um dos países-membros apresentou uma lista de metas, as chamadas INDCs, a serem alcançadas para reduzir as emissões e evitar que a temperatura global aumente mais que de 2 graus Celsius até o final do século XXI. O Brasil é um desses países e apresenta as seguintes intenções: reduzir 43% das emissões até 2030; 45% de energias renováveis na matriz energética do país; reflorestamento de doze milhões de hectares, com espécies nativas e exóticas e, ainda, zerar o desmatamento ilegal na Amazônia.

Mesmo com as metas apresentadas até agora pelos países, estamos bem longe de frear o aquecimento da Terra. Se não se brecar o aquecimento, haverá gravíssimas consequências: secas, perda de lavouras, aumento da fome e da pobreza extrema, catástrofes, inundações de áreas costeiras e até migrações forçadas de populações… Apesar dos atentados terroristas em Paris, neste mês, as autoridades francesas garantem medidas de segurança mais fortes (e cancelamento de festas, shows e passeatas), para que a COP seja realizada.

 

A Mobilização Mundial pelo Clima e a sociedade civil brasileira

No dia 29 de novembro, acontecerá a Mobilização Mundial pelo Clima, em várias capitais ao redor do globo! Uma grande marcha  ocorrerá em São Paulo, na Avenida Paulista, em frente ao MASP. Veja a programação no site www.mobilizacaopeloclima.com.br : São Paulo, 29 de novembro, a partir das 11h da manhã!

https://www.facebook.com/mobclimasp/
http://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/campanha-leva-mensagem-da-terra-para-cop-21
http://www.socioambiental.org/pt-br/cop-21
http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-grri/entenda-a-cop-21-e-as-disputas-em-jogo-5188.html
http://www.ebc.com.br/noticias/meio-ambiente/2015/09/entenda-o-indc-brasileiro-que-sera-apresentado-na-cop-21-em-dezembro
http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11915:contribuicao-brasil-indc-27-de-setembro&catid=43&lang=pt-BR&Itemid=478
http://mobilizacaopeloclima.com.br/participe/

 

 

*O Protocolo de Kyoto
Foi adotado na 3ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, realizada em Kyoto, no Japão, em dezembro de 1997. Entrou em vigor em fevereiro de 2005,definindo metas obrigatórias de redução nas emissões de gases de efeito estufa para 37 países industrializados e a União Europeia, que fazem parte do Anexo I da Convenção (nações desenvolvidas e do Leste Europeu). Estabeleceu que as emissões deveriam ser diminuídas em 5%, em média, entre 2008 e 2012, em comparação aos níveis de 1990. Os Estados Unidos não ratificaram o protocolo (veja os países que compõem o chamado Anexo I do Protocolo de Kyoto: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Bielo-Rússia, Bulgária, Canadá, Comunidade Europeia, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Federação Russa, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos. Os países que não fazem parte do Anexo I (países em desenvolvimento) são os que não se comprometeram com metas obrigatórias de redução de emissão.

 

8
novembro
2015
A agroecologia e a produção de orgânicos
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
Feira Nacional da Reforma Agrária
Feira Nacional da Reforma Agrária
Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca
marcha das margaridas

o que é?
Agroecologia  é o estudo da agricultura na perspectiva ecológica. Aborda os processos agrícolas de maneira ampla, não apenas visando a maximizar a produção, mas também a otimizar o agroecossistema total - incluindo seus componentes socioculturais, econômicos, técnicos e ecológicos. Enfim, considera os ecossistemas agrícolas.
O termo agroecologia pode ser entendido como uma disciplina científica, uma prática agrícola e um movimento social e político.  É uma ciência que agrega conhecimentos de outras ciências, além de de saberes populares e tradicionais provenientes das experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas e camponesas.
Portanto, a base de conhecimento da agroecologia constitui-se mediante a sistematização e a consolidação de saberes e práticas (empíricos,tradicionais ou científicos), visando à agricultura que garantisse a preservação do solo, dos recursos hídricos, da vida silvestre e dos ecossistemas naturais, ao mesmo tempo que asseverasse a segurança alimentar.
 
A agroecologia no Brasil
O Brasil instituiu, em 2013, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), uma política pública do Governo Federal criada para ampliar e efetivar ações para orientar o desenvolvimento rural sustentável. 
Fruto de um intensivo debate e construção participativa, envolvendo diferentes órgãos do Governo e dos movimentos sociais do campo e da floresta, o PLANAPO é o principal instrumento de execução da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO). O plano busca integrar e qualificar na sua execução as diferentes políticas e programas coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, e com parcerias da Secretaria-Geral da Presidência da República; Ministério da Fazenda; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério do Meio Ambiente; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Ministério da Educação; Ministério da Saúde; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério da Pesca e Aquicultura.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países que utilizam agrotóxicos. Já ultrapassamos a marca de 1 milhão de toneladas por ano, mais de 5 kg de veneno agrícola por pessoa. A pulverização aérea, uma das principais responsáveis por esse dado, é uma das questões que terão atenção especial dentro do PRONARA (Programa Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos), fruto de uma solicitação das agricultoras familiares que já se mobilizam na Marcha das Margaridas  desde 2000.
O Governo tem metas para curto, médio e longo prazo a serem alcançadas com o programa, que anda junto com o PLANAPO, esperando a apresentação  dos primeiros resultados até o final de 2019.

Os benefícios para os agricultores que fazem a transição de um sistema convencional de produção para um com base agroecológica e orgânica são muitos. “Primeiro, é a saúde do próprio agricultor. Quando ele deixa de utilizar o agrotóxico, já é um ganho muito grande para ele e sua família. Outra vantagem é não contaminar o meio ambiente onde eles vivem. Se essa família deixa de utilizar o agrotóxico em sua propriedade, também vai gerar saúde para os vizinhos e para toda a comunidade. Outra questão importante é a saúde do alimento que ele vai vender. Dessa forma, a relação do agricultor com o consumidor será mais forte, porque o consumidor vai identificar que aquele produto é saudável, construindo uma ponte, uma relação de mercado muito grande”, afirma Cássio Trovatto, coordenador de Formação de Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário).
 
 
1° Feira Nacional da Reforma Agrária 
De 22 a 25 de outubro de 2015, o Parque da Água Branca abrigou  a 1° Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra).
Foram quatro dias em que 800 feirantes acampados e assentados de 23 estados, mais o Distrito Federal, reuniram-se para mostrar e comercializar os produtos vindos das áreas de assentamentos da Reforma Agrária. 
 
Ao todo, foram vendidas 220 toneladas de produtos espalhados em 800 itens de 80 cooperativas e associações. Cerca de 150 mil pessoas passarampor lá, durante os quatro dias de evento, segundo a direção do Parque da Água Branca. A praça de alimentação contou com 15 cozinhas de todas as regiões do Brasil, onde foram servidas 10 mil refeições. 


A agricultura camponesa é hoje responsável por alimentar 70% da população brasileira:  
"O que a gente quer é  ter uma saúde melhor, por isso tomamos a decisão de produzir sem agrotóxico. Todo mundo trabalha, todo mundo divide. Foi na farinheira que formamos um coletivo de mulheres”. Marília Nunes, 19 anos, vinda do assentamento Palmares 2, em Paraupebas (PA). 
 
A feira surgiu como expressão da alternativa de consumo saudável e acessível, além de ser um instrumento de fortalecimento do diálogo entre campo e cidade.
Para Carla Guindadi do setor de produção do MST, o papel desempenhado pela Feira é o de trazer à tona o atual modelo agroexportador que afeta de maneira negativa toda a cadeia produtiva e de consumo. Carla relaciona a Reforma Agrária como mote para a produção de alimentos saudáveis no país:
“São Paulo é a maior cidade do Brasil, é o local onde o debate campo/cidade é mais evidente. Aqui é onde os dois modelos de disputa atuais - o modelo do agronegócio e o da agricultura camponesa -, estão mais visíveis. E fazer essa feira no Parque da Água Branca, espaço que já é conhecido na capital paulista pela cultura aos orgânicos, é também um espaço de diálogo com o público consumidor. É o momento de pautarmos as diferenças entre a produção saudável de alimentos, a produção orgânica e a produção fetichizada de alimentos pautada pelo agronegócio e dar visibilidade a essa produção que é invisibilizada pela grande imprensa. Não é todo mundo, por exemplo, que sabe que hoje a maior produção de arroz orgânico da América Latina pertence aos assentamentos da Reforma Agrária” , conclui.

Referências
https://www.facebook.com/events/1499754990323457/
http://www.mst.org.br/2015/10/25/a-feira-mostrou-a-sociedade-que-e-possivel-criarmos-um-novo-jeito-de-se-produzir-no-pais-afirma-dirigente-do-mst.html
http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/brasil-é-pioneiro-em-pol%C3%ADticas-de-agroecologia
http://kaosenlared.net/sao-paulo1-feira-nacional-da-reforma-agraria-entrevista-de-carla-guindani/
http://www.mda.gov.br/planapo/
http://www.namu.com.br/materias/brasil-lideranca-no-uso-de-agrotoxicos
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/brasil-e-o-pais-que-mais-consome-veneno-agricola-872141.shtml
http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/agricultura-mais-saudável-e-sem-agrotóxico

19
outubro
2015
Mais uma Mostra Internacional de Cinema!
postado sob arte, cidadania, cinema, cultura
cartaz da mostra, com desenhos de Martin Scorcese

De 22 de outubro a 4 de novembro, acontece a tradicional Mostra Internacional de Cinema, de São Paulo. Durante duas semanas, serão exibidos 312 títulos de 62 países, em 22 endereços - cinemas, espaços culturais e museus - espalhados pela capital paulista, incluindo-se exibições gratuitas e ao ar livre.

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é um festival anual, organizado pela Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema.  Foi criada em 1977, quando o crítico de cinema e então diretor do departamento de cinema do Museu de Arte de São Paulo (MASP) Leon Cakoff resolveu celebrar o 30º aniversário do Museu com uma mostra de filmes. 
 

A MOSTRA E A CENSURA DO GOVERNO MILITAR

Durante os primeiros 7 anos de festival, quando o Brasil vivia sob a ditadura militar, a Mostra teve uma série de problemas com a censura : frequentemente os filmes tinham que ser mostrados a uma comissão de censores para serem liberados para exibição. Muitas vezes, as diversas embaixadas tinham que ajudar no envio de material para o Brasil.

Em 1984, último ano da ditadura, a Mostra saiu do Masp e ganhou uma batalha contra a submissão dos filmes à censura prévia.  No entanto, foi suspenso na primeira semana, após exibir o filme O Estado das Coisas (1982 , de Wim Wenders. Essa interrupção do festival pela censura teve repercussão internacional e durou 4 dias, tempo em que os censores assistiram a todos os filmes, voltando a controlar as exibições.

A 9ª edição da Mostra,  em 15 a 31 de outubro de 1985, já foi totalmente livre de censura.
 

IMPORTÂNCIA E REPERCUSSÃO

"A história da Mostra Internacional de São Paulo é o relato de uma batalha constante contra a censura, as leis arbitrárias, o descaso pela cultura. É, finalmente, uma luta pela criação e preservação de uma memória coletiva"
Comentário do cineasta Walter Salles, diretor de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta".

Nos seus 39 anos de existência, a Mostra cresceu e tornou-se um evento de grande escala, que acontece em diversos lugares da cidade, exibindo anualmente mais de 300 filmes do mundo todo e dando ao Brasil uma visibilidade importante no meio cinematográfico internacional.

O diretor de cinema Fernando Meirelles acredita que, se não fosse a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o público local conheceria apenas as grandes produções comerciais norte-americanas e europeias.  

Diversos diretores e produtores de cinema brasileiros, além de convidados internacionais, ganham espaço na Mostra, participando ativamente de exibições, debates e entrevistas. Alguns convidados internacionais tiveram destaque desde 1977, como Dennis Hopper, Pedro Almodóvar, Park Chan-Wook, Miguel Gomes, Victoria Abril, Jane Birkin, Guy Maddin, Abbas Kiarostami, Claudia Cardinale, Amos Gitai, Les Blank, Quentin Tarantino, Maria de Medeiros, Wim Wenders, Alan Parker, Manoel de Oliveira, Christian Berger, Kiju Yoshida, Atom Egoyan, Danis Tanovic, Satyajit Ray, Eizo Sugawa, Theo Angelopoulos, Marisa Paredes, Rossy de Palma, Geraldine Chaplin e Jonas Mekas.

Além disso, a Mostra também produziu alguns filmes de curta metragem, dirigidos por seus organizadores Leon Cakoff e Renata de Almeida e por convidados.

Leon Cakoff, fundador, organizador e diretor do evento, faleceu em 2011, logo depois da 35ª edição da exibição . Sua viúva e coprodutora do festival, Renata de Almeida, continuou o trabalho.
 

A 39ª MOSTRA, em 2015

A seleção deste ano faz um apanhado do que da produção do cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas.

Ela é composta por seis seções: 
1- Competição Novos Diretores - exibe títulos de diretores que tenham realizado até dois longas (os mais bem votados pelo público serão vistos pelo Júri Internacional, que escolhe posteriormente os que vão receber o Troféu Bandeira Paulista)
2 - Perspectiva Internacional - apresenta um panorama do recente cinema mundial
4 - Retrospectiva - seção com clássicos e títulos de importantes diretores restaurados pela The Film Foundation
5 - Homenagem - celebração ao centenário do diretor italiano Mario Monicelli, com exibição de cinco títulos restaurados
6 - Apresentações Especiais - sessões em espaços alternativos ou de filmes que completam obra de diretores selecionados pelo evento; Mostra Brasil - títulos brasileiros inéditos em São Paulo.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI
 

Referências
http://39.mostra.org/br/pag/informacoes-gerais
https://www.facebook.com/mostrasp
https://en.wikipedia.org/wiki/São_Paulo_International_Film_Festival=
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/morre-leon-cakoff-fundador-da-mostra-de-cinema-de-sao-paulo/n1597279416140.html
http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/dossie-da-mostra-internacional-de-cinema-2015​
http://www.ccine10.com.br/39a-mostra-internacional-de-cinema-de-sao-paulo-cobertura/​

 

8
setembro
2015
O valor do tempo
postado sob cidadania, cultura
Banco de tempo de Santa Maria da Feira, em Portugal

Sabem a expressão "tempo é dinheiro"? Em um banco de Santa Maria da Feira, em Portugal, ela é bem real. 
Os atendentes, voluntários, não lidam com dinheiro, mas com tempo. Em vez de lucros, o Banco do Tempo persegue outro objetivo: a felicidade das pessoas. Os bancos de tempo existem em Portugal há 13 anos, e na pacata Santa Maria da Feira, chegaram há um ano e meio. Quem levou uma unidade para lá foi a economista aposentada Margarida Portela, que destaca:

"Apesar de se chamar Banco de Tempo, a instituição portuguesa não é um banco típico, mas sim uma instituição de cunho social onde as pessoas podem “depositar” o seu tempo, em troca do tempo de outras pessoas.
Cada membro oferece um determinado serviço, como aulas de inglês, de bricolagem, ou até consultas médicas, sendo que todos os serviços têm o mesmo valor, só contando o tempo durante o qual esse serviço é prestado.”

Quando uma pessoa faz um trabalho para outra, pode depositar um “cheque do tempo”, que depois poderá usar para obter um outro dos serviços fornecidos pelos outros membros do banco.

Com 28 agências espalhadas por Portugal, o Banco de Tempo esclarece no seu site qual a sua missão:
“Através das trocas e dos encontros, o Banco de Tempo enriquece o mundo relacional das pessoas que nele participam, joga um papel importante na recuperação, em novos moldes, da solidariedade entre vizinhos e no combate à solidão; favorece a colaboração entre pessoas de diferentes gerações, proveniências e condições sociais. Contribui também para o desenvolvimento e partilha de talentos e facilita o acesso a serviços que dificilmente poderiam ser obtidos, dado o seu valor de mercado. O Banco de Tempo suscita questionamentos e incentiva mudanças no modo como vivemos em sociedade.”

Uma excelente ideia para aproximar as comunidades, ao mesmo tempo que nos ajudamos uns aos outros.
Os Bancos de Tempo são uma alternativa econômica, solidária, que defende uma visão transformadora da sociedade e das relações que existem entre as pessoas. Esta visão considera outras prioridades, aspirando a uma qualidade de vida melhor, questionando os modelos dominantes e experimentando outras vias de construção social e econômica. 

As primeiras associações desse tipo nasceram no Reino Unido, nos anos 1980, com o nome de Local Exchange Trading System (LETS). Estas experiências demonstram uma preocupação original em se organizar uma economia “alternativa”.  A ideia foi difundida e apareceu em diversos outros lugares: na França onde assume a denominação SEL - Systèmes d'échange), na Espanha (TROCA), na Holanda, Alemanha e Escandinávia.

Na Italia, algumas associações desse tipo surgiram em 1988, na região de Emilia-Romagna, mas o termo "banco de tempo" foi usado pela primeira vez em Parma, no início dos anos 90. No começo dos anos 2000 houve um grande interesse pelo assunto, que se tornou tema de artigos, entrevistas, teses, publicações.

Em dezembro de 2012, foi lançado o TimeRepublik, um banco de tempo global digital, com o objetivo de eliminar as fronteiras dos bancos de tempo tradicionais e aproximar os jovens desse tipo de atividade, antes mais utilizada por pessoas mais velhas. Em janeiro de 2014, o TimeRepublik superou 10 mil usuários, espalhados por 80 países. 

Em todos eles o funcionamento é parecido: um eletricista, por exemplo, se inscreve no Banco do Tempo, oferecendo-se para trocar as lâmpadas de uma casa. Após uma hora de trabalho, ele tem direito a uma hora de um serviço qualquer de que ele precise – por exemplo, aula de informática. O professor de informática, por sua vez, tem direito a uma hora de massagem, e por aí vai. 

Há um pouco de tudo nesse projeto: troca de lâmpadas, limpeza, cursos de idiomas, massagens, pessoas dispostas a passar roupa e até a ensinar a andar de bicicleta.

O primeiro banco de tempo exclusivamente brasileiro foi criado no final de 2012 e chama-se Winwe. Está claro de que essa é realmente uma tendência que veio para ficar.

Princípios e objetivos explicitados pela organização portuguesa Banco de Tempo:
Objetivos:
• Apoiar a família e a conciliação entre vida profissional e familiar, através da oferta de soluções práticas de organização da vida cotidiana;
• reforçar as redes sociais de apoio, diminuir a solidão e promover o sentido de comunidade e de vizinhança;
• promover a colaboração entre pessoas de diferentes gerações e origens;
• contribuir para a construção de uma cultura de solidariedade e para o estabelecimento de relações sociais mais humanas e igualitárias;
• valorizar o tempo e o cuidado dos outros;
• estimular os talentos e promover o reconhecimento das capacidades de cada um/a;

Princípios:
• Troca-se tempo por tempo: a unidade de valor e de troca é a hora;
• todas as horas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros;
• há obrigatoriedade de intercâmbio: todos os membros têm que dar e receber tempo;
• a troca não é direta: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro;
• a troca assenta na boa vontade e na lógica das relações de “boa vizinhança”: os serviços prestados correspondem a actividades que se realizam com gosto e, para as realizar, não podem exigir-se aos membros certificados ou habilitações profissionais. 

As ajudas que se desencadeiam entre os membros do Banco de Tempo correspondem, muitas vezes, a pequenos serviços que tipicamente se trocam dentro das fronteiras familiares e entre amigos e que, em alguns casos, dificilmente se encontram no mercado.

 

Referências:

http://www.winwe.com.br
http://www.bancodetempo.net/pt/
http://www.chiadomagazine.com/2015/06/conheca-o-banco-onde-unica-moeda-aceite.html
http://www.cidac.pt/files/6614/1484/3229/COMRCIO_JUSTO_FAZENDO_A_DIFERENA_ARTIGO.pdf
http://www.banchedeltempo.to.it/cos
http://www.graal.org.pt/projecto.php?id=2
http://www.bancodetempo.net/files/Newsletter_1439400990.pdf
https://timerepublik.com

18
agosto
2015
MAIS UMA VIRADA SUSTENTÁVEL CHEGA A SÃO PAULO
foto divulgação
foto divulgação
foto divulgação
foto divulgação

A 5ª Virada Sustentável, que acontece em São Paulo de 26 a 30 de agosto, é mais do que um evento: é um movimento que se pretende de mobilização colaborativa para a sustentabilidade do Brasil, envolvendo articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades, entre outros, com o objetivo de apresentar para a população uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas.

A organização do evento afirma que preza o respeito à diversidade local e é partidária e independente de grupos políticos, religiosos ou interesses econômicos. Também estimula a participação coletiva, inclusive na criação de conteúdo e definição das ações/transversalidade.

Com feições de agito cultural, a Virada Sustentável reúne centenas de atrações, atividades e conteúdos ligados aos temas da sustentabilidade (biodiversidade, resíduos, água, cidadania, mobilidade urbana, mudanças climáticas, economia verde etc.), realizadas simultaneamente em parques e espaços públicos, equipamentos culturais, universidades e escolas, todas gratuitas e abertas ao público.

Tem cinema, exposições, shows, teatro, oficinas, piquenique, atividades culinárias, passeios, meditação e muito mais!

Confira a programação:
http://viradasustentavel.com/programacao/

11
agosto
2015
Uma experiência com quase todos os sentidos
postado sob cidadania, cultura

Não há nada para ver no Dialogue Museum, em Frankfurt, Alemanha: visitantes de Diálogo no escuro ( Dialogue in the Dark), descobrem o invisível.

Em 6 salas eles sentem o mundo pela perspectiva de quem não tem visão, guiados pela equipe de cegos do dark team. O ambiente ganha outra qualidade: confusos, contemplativos e impressionados, aqueles que têm visão aprendem a enxergar de outras maneiras.  Não há nada para ver, mas há muitas coisas para se ouvir, sentir, cheirar e sentir o gosto. Não se trata de uma simulação de cegueira e sim de uma aventura envolvendo quase todos os sentidos.
Com isso, o Dialogue Museum afasta a concepção negativa da deficiência visual, que é frequentemente associada a ignorância e falta de orientação.

No restaurante Taste of Darkness (Gosto da escuridão), visitantes precisam confiar apenas em suas narinas e línguas para distinguir qual é a delicia que está em seus pratos.  
Crianças, em geral, têm mais facilidade do que os adultos, sempre dispostas a descobrir coisas novas. As mais ordinárias situações tornam-se aventuras e, sem serem guiados por cegos, que caminham no escuro com a maior facilidade, os visitantes estariam completamente perdidos.No escuro, sua imaginação torna-se livre e tudo se converte em uma incrível experiência.

Nos workshops do museu, visitantes conversam com cegos e deficientes de maneira relaxada e podem falar sobre temas-tabu como cegueira, deficiências e discriminação social. 

De onde nasceu o projeto

A ideia de simular a cegueira partiu do alemão Andreas Heinecke, em 1989. Trabalhando como jornalista e escritor para uma empresa de radiodifusão na Alemanha, um dia, ele foi designado para organizar um treinamento para um jornalista de 28 anos que perdera a visão em um acidente de carro. Esse trabalho instigou-o a montar a exposição conceitual “Dialogue in the Dark” , que funciona como uma mudança de perspectiva entre pessoas com e sem deficiências. Esse projeto cresceu, teve muito sucesso e rodou por vários países na Europa, Asia e Américas. 
O Dialogue Museum abriu suas portas em Frankfurt, em novembro de 2005, sob a direção de sua co-fundadora, Klara Kletzka.
 
A exposição Diálogo no escuro chega agora a São Paulo e abre suas portas no dia 22 de agosto.
Vale a pena descobrir e explorar essa nova aventura!

Visitem:
Exposição Diálogo no Escuro - Unibes Cultural - R Oscar Freire, 2500, São Paulo, ao lado do Metrô Sumaré. 
De 2a a sábado, das 10 às 19.

Veja info no site e Facebook:

http://www.dialogonoescuro.com.br
https://www.facebook.com/dialogonoescuro

Referências:
http://dialogmuseum.de
http://www.dialogue-in-the-dark.com
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/09/exposicao-no-escuro-proporciona-ao-publico-experiencia-de-nao-enxergar.html
http://dialogocampinas.blogspot.com.br

22
junho
2015
Um lixo é um lixo é um lixo…

Texto de Maurício Costa Carvalho (Geografia EM) e Mercedes Ferreira (Direção EM) publicado no blog do Estadão 


- Mas tem tanto, que não é o meu que vai fazer diferença…
- Ué, vem falar comigo? E essas indústrias e lojas e clubes, por exemplo?

Essa é a distorcida dimensão que se tem, na maioria das vezes, a respeito do real significado de cada lixo individual diário que produzimos e de como se compõe o todo: não associamos de verdade aquele saquinho de aparência mais inócua às montanhas que se formam nos aterros e nos lixões, que poluem as águas, que entopem as cidades. Sequer percebemos que, guardadas as justas proporções, estamos enfileirados com as tais indústrias e lojas e clubes e tudo o mais. E a triste paráfrase  do verso de Gertrude Stein, no título acima, torna-se o inevitável retrato da situação.
Nesse contexto, todas as iniciativas que cutuquem, incomodem, alertem, eduquem, conscientizem são  sempre bem-vindas. Por isso, antes de tudo, é fundamental prestigiar, valorizar, tornar possível a existência (e a resistência) de pessoas ou entidades e instituições sérias que se propõem a essas tarefas. Elas só existem e sobrevivem se houver interlocutores, pra começo de conversa; assim, por exemplo, ir a um local para ver e ouvir e discutir e trocar reflexões sobre o assunto já é o primeiro movimento politizado, primeira atitude que abrange o individual e o coletivo. E daí, espera-se, surgirão bons frutos de todos os matizes.
E foi exatamente pensando assim, que, no último dia 2 de junho, estudantes do Ensino Médio do Ítaca estiveram na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, assistindo a Trashed – Para Onde Vai o Nosso Lixo?, a convite da Ecofalante, entidade que promove discussões e reflexões sobre o meio ambiente, a partir de filmes e documentários. Produzido e narrado pelo ator Jeremy Irons,  Trashed (2o12),  mostra imagens contundentes de como o descarte inadequado de resíduos sólidos pode oferecer grandes riscos à saúde humana e ao planeta, analisando as soluções que hoje existem para a questão. Depois da exibição, os estudantes e professores tiveram a oportunidade de conversar com especialistas da instituição e consultores para sustentabilidade, discutindo, inclusive, qual o papel de cada um de nós diante de tal problema, não só como consumidores, produtores de lixo e até recicladores, mas também como divulgadores das questões ali discutidas. Esse evento foi parte da 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que promoveu nas bibliotecas São Paulo e Villa-Lobos, entre outros locais, uma programação especial, durante a Semana do Meio Ambiente.
As ações cotidianas necessárias à promoção de uma vida ambientalmente sustentável, aliadas à consciência de que é necessário também um fazer político com vistas a soluções eficazes, levam a responsabilidade de cada um para o futuro, além de já serem necessárias no presente. Como muito do trabalho que se faz na escola, os resultados devem ser pensados também a médio e longo prazo, com os adultos que logo logo esses alunos serão.

19
junho
2015
Mais uma Virada Cultural!
postado sob arte, cidadania, cultura

“A Virada é um evento democrático de convivência e ocupação da cidade, que convida a população a se apropriar de espaços públicos por meio da arte, da música, da dança, das manifestações populares”, afirma Nabil Bonduki, secretário municipal de Cultura.

A Virada Cultural de São Paulo, que chega a sua 11ª edição nos dias 20 e 21 de junho, é um dos maiores eventos culturais do mundo. Refletindo o espírito da “cidade que nunca dorme”, a Virada oferece, durante 24 horas, atrações gratuitas nos mais variados gêneros artísticos. O evento tem início às 18 h do sábado (20), com a Orquestra Paulistana de Viola Caipira, e segue até às 18 h do domingo (21), com encerramento de Caetano Veloso, fazendo um bis de sua performance do show/ disco Abraçaço.

A Virada deste ano acontece em várias regiões de São Paulo, descentralizando-se a sua programação, para que esteja ao alcance do maior número de pessoas. Bairros como Campo Limpo, Penha, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Heliópolis, Cidade Tiradentes, Jaraguá, Santana, Belém, Pinheiros, Interlagos e Pompeia, receberão música, saraus, afoxés e apresentações nos equipamentos da Secretaria de Cultura.

Ampliando o leque de linguagens artísticas, a curadoria da Virada incluiu representantes de outras áreas da Cultura, como Alex Atala em Gastronomia; Martinho Lutero, maestro do Coral Paulistano Mário de Andrade, em música erudita; Thomas Haferlach, criador do coletivo Voodoohop, na consultoria das festas de rua, e Henrique Rubin, que atua na Gerência de Ação Cultural do Sesc-SP, promovendo todos os anos diversas atrações da Virada. 

A abertura oficial do evento será no palco na Praça da República, com apresentação da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, regida pelo maestro Rui Torneze, no “Arraial da Inezita Barroso”, que homenageia a cantora, compositora e pesquisadora cultural popular que faleceu em março deste ano. 
Na praça também poderão ser encontradas diversas opções de comidas típicas das festas juninas.

Mais atrações
Os 50 anos da Jovem Guarda serão homenageados em palco montado na Av. São João. Durante 24h, integrantes do movimento, como Jerry Adriani, Leno e Lilian, Golden Boys, Paulo Cesar Barros, Martinha, Vanusa, Wanderléa e Erasmo Carlos cantarão seus maiores sucessos.

Haverá também programação para as crianças: a “Viradinha”, no entorno da Praça Rotary, reunirá atividades para toda a família, como oficinas, horta, grafite e músicas e sensações para bebês; shows de grupos como Palavra Cantada, Grupo Tri e Trupe Pé de História; espaço de dança e bate-papo para mães; feira gastronômica de alimentação saudável e diversas brincadeiras.

Há também muito mais atrações de música erudita e popular, além de peças musicais, atividades circenses, oficinas, espetáculos, jogos e competições.

Gastronomia
Nesta edição da Virada Cultural, a Gastronomia ganhou espaço: o “Galinhódromo” da Praça Roosevelt, onde restaurantes apresentam suas receitas de galinhada; os “bike foods” da região da Luz, que ocuparão as ruas com comidas brasileiras, peruana, japonesa, vegetariana, cachorro-quente, paletas mexicanas, bolos e waffles, entre outras. O Largo São Francisco abrigará a feira gastronômica, uma das principais responsáveis pela popularização da comida de rua na cidade.

Para as crianças, haverá comidinhas saudáveis na região da “Viradinha”, além da Feira Gastronômica da Magali, no Pátio do Colégio, homenageando os 50 anos da personagem, comemorados neste ano. 

Veja a programação completa da Virada:
http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2015/programacao/

Referências
http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2015/
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/06/metro-e-trens-da-cptm-vao-operar-durante-toda-virada-cultural-em-sp.html

18
maio
2015
Quando o desperdício vira boa comida!

Dois colegas, Dorival Neto e Felipe Nava, tiveram uma grande ideia: aproveitar a tendência dos Food Trucks e criar um caminhão que arrecada sobras de alimentos e com elas criam-se novos pratos, para serem distribuídos aos moradores de rua.  A agência de publicidade Africa Rio, em parceria com a ONG brasileira Make Them Smile e a Truckvan(empresa que adapta caminhões) desenvolveu o projeto, que se chama Feed Truck. 
 
Durante um mês, foram recolhidos alimentos que seriam jogados fora e chefs voluntários prepararam refeições dentro do próprio food truck. As “quentinhas” foram entregues nas ruas do Rio de Janeiro (Copacabana e Centro) e aproximadamente 2 mil refeições já foram distribuídas com mais de uma tonelada de sobras de alimentos.

Os número são alarmantes: segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 40 mil toneladas de alimentos são desperdiçados por dia no Brasil.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), alerta para o fato de que o desperdício de alimentos causa diversos impactos ambientais, pois para produzir frutas e legumes é necessário usar muita água e terra, que, ao longo do processo de produção e preparo, emitem toneladas de gases de efeito estufa para a atmosfera, impactando diretamente no clima.

É necessário trabalhar para que iniciativas como essa (que teve um piloto de 1 mês no Rio) sejam replicadas e multiplicadas!


referências:

http://www.hypeness.com.br/2015/04/food-truck-transforma-alimentos-que-iriam-pro-lixo-em-refeicoes-pra-quem-precisa/
http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6667
https://razoesparaacreditar.com/empreender/nesse-food-truck-eles-pegam-alimentos-que-iriam-para-o-lixo-e-transformam-em-refeicoes-para-moradores-de-rua/
http://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/O-Programa/noticia/2015/04/food-truck-diferente-alimenta-moradores-de-rua-com-pratos-elaborados-por-chefs.html

 


 

 

6
abril
2015
Internet de graça nas ruas de São Paulo
postado sob cidadania, política
imagem: reprodução do site www.hypeness.com.br
os locais que disponibilizam wi-fi devem ser sinalizados.

A cidade de São Paulo já tem 119 praças/parques que possuem o sinal WiFi Livre e mais uma em instalação (na Praça Julio César de Campos, na zona sul), que oferecem internet sem fio e gratuita aos munícipes. A rede é aberta, não é necessário cadastro ou senha.

O Largo da Batata, na Zona Oeste, é um deles e  possui capacidade para 125 conexões simultâneas com navegação a 512 Kbps. Uma reportagem do portal R7 visitou alguns desses pontos, em junho de 2014, e constatou que o sinal da internet tem bom alcance e velocidades compatíveis com as prometidas pela Prefeitura. No Pátio do Colégio e na Praça Benedito Calixto, ambos no centro da cidade, a velocidade chega a 718,8 kbit/s efetivos – o suficiente para acessar redes sociais, aplicativos de localização e até mesmo assistir vídeos por streaming.

A Subprefeitura Pinheiros já conta com suas quatro praças com WiFi em pleno funcionamento, são elas: Praça do Pôr-dô-sol (Alto de Pinheiros), Praça Arlindo Rossi (Itaim Bibi), Praça Benedito Calixto (Jardim Paulista) e o Largo da Batata (Pinheiros).

 

Regiões da cidade beneficiadas
Com a proposta de levar internet livre e de qualidade para todas as regiões da capital, o projeto pretende instalar ao menos uma praça/parque com WiFi Livre em cada um dos 96 distritos paulistanos.
A região central tem 23 locais em funcionamento; a zona leste, que detém o maior número de praças e parques, tem 36; a zona norte, 18; a zona oeste tem 15 e a zona sul 27.
Acesse http://wifilivre.sp.gov.br/index.php?status=2 para conferir a lista completa das praças.

Velocidade e neutralidade de rede
A velocidade oferecida é de 512 Kbps por usuário, suficiente para assistir vídeos, acessar emails e redes sociais. Os usuários podem conferir a situação da rede pelo site http://wifilivre.sp.gov.br/index.php , é só clicar na praça desejada e visualizar o Sistema de Medição de Tráfego de Internet (Simet).

Qualquer pessoa pode acessar a rede com qualquer aparelho compatível com a tecnologia WiFi (celulares, tablets, notebooks) e que seja homologado pela Anatel.  Não há nenhuma restrição de conteúdo e todos os dados permanecerão protegidos.

Referências
http://wifilivre.sp.gov.br/index.php?status=1
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/saiba-como-aproveitar-os-pontos-de-wi-fi-gratis-em-sao-paulo-09062014

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2014/06/1477730-prefeitura-de-sao-paulo-instala-wi-fi-publico-na-cidade-veja-testes-e-mapa.shtml
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI340771-17770,00-POR+ENQUANTO+WIFI+LIVRE+EM+PRACA+E+INSTAVEL+E+TEM+ALCANCE+BAIXO.html

 

 

 

 

26
março
2015
Cadê o rio que estava aqui???
https://pedalverde.wordpress.com/page/3/
logo do rios e ruas - www.rioseruas.com

Sob o solo da cidade de São Paulo existe uma imensa malha hidrográfica, constituída de mais de 3.500 metros de cursos d’água canalizados.  
E essa canalização dos rios e córregos é um dos problemas mais graves na capital paulista, e por isso hoje tão criticado pelos especialistas. Esse modelo de urbanização, que canaliza e cobre as fontes naturais e os cursos d'água, foi também seguido por muitas outras cidades do interior do Estado de SP e do restante do país.
 
Nossos rios são lembrados quando a temporada de chuvas faz com que as galerias subterrâneas transbordem, com alagamentos e graves transtornos para a população.
Pela visão deturpada, que os considerava como um obstáculo ao desenvolvimento urbano, quase todos os rios, incluindo os de água limpíssimas, foram canalizados. Além disso, grande parte do solo urbano está impermeabilizado pelos calçamentos e construções, e basta uma forte chuva para que centenas de córregos e riachos voltem à superfície. 
 
Os rios também carregam nossa história e nos fazem entender o passado. Como serviam como via de transporte e fonte de água, grande parte das cidades se desenvolveu ao longo deles - como podemos observar em monumentos históricos como a Casa do Bandeirante, em São Paulo, por exemplo, que foi pouso de desbravadores das terras paulistas e situa-se próximo às águas do rio Pinheiros.
No entanto, apesar de serem um componente importante na história das cidades eles, em geral, não são valorizados pela população e não fazem parte do seu cotidiano
 
Mas é preciso dizer também que, com a crise hídrica assolando nossa cidade, diversas iniciativas de valorização e recuperação de nossas fontes e rios têm aparecido. Há movimentos como o Parque da Fonte e o YButantã, no bairro do Butantã, que cobram da iniciativa pública a recuperação e apropriação pública das águas e dos espaços de preservação.
 
Quando são implantados parques e é recuperada a mata ciliar, ao longo das áreas de proteção dos rios, há uma diminuição dos episódios de enchentes e inundações durante as fortes chuvas de verão, contribuindo para a drenagem urbana. Os parques também evitam que essas áreas sejam invadidas ou degradadas.
“O mais surpreendente é que, em vários casos, sobre os rios canalizados foram construídos parques públicos. Em vez de correrem pelos parques, tornando-se fatores de desfrute para a população, os rios foram escondidos no subterrâneo”, comenta Norma Regina Truppel Constantino, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesp
 
Dentre as iniciativas atuais, o projeto Rios e Ruas, desenvolvido pelo urbanista José Bueno juntamente com o geógrafo Luiz de Campos Jr e a bióloga Juliana Gatti, propõe-se a revelar uma realidade profunda, possibilitando uma mudança no olhar dos paulistanos para suas águas e árvores.
Despertar a consciência dos paulistanos para uma nova convivência com os elementos vivos da natureza urbana de São Paulo é aprofundar a reflexão sobre o uso do espaço público, sobre o desenvolvimento da cidade onde vivemos e sobre o futuro que deixaremos como legado para nossos filhos e netos.
 
Para que os rios passem a ser valorizados pelas populações, é necessário um trabalho de conscientização e elaboração de projetos participativos que qualifiquem os lugares, mais do que a simples aprovação de leis e regulamentos.
 
“É importante a visualização dos rios, porque, se as pessoas os veem, elas passam a valorizá-los e a se mobilizar por sua integridade”, enfatiza Constantino.
 
referências

http://rioseruas.com
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/parceiros-do-planeta/charles-groisman-e-a-reconexao-do-homem-com-a-natureza/
http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-itaca/porque-e-o-rio-que-corre-pela-minha-aldeia/

 
 

6
março
2015
Porque um dia para as mulheres?

O Dia Internacional da Mulher aparece no início do sec XX, como decorrência da e turbulência social e expansão industrial, crescimento populacional e advento de radicalismos ideológicos. 

1908
a opressão social e desigualdade levou as mulheres a debaterem e questionarem sua condição e assumirem papéis ativos de transformação. Em 1908, 15.000 mulheres protestaram em Nova Iorque reivindicando redução da jornada de trabalho, melhores salários e direito ao voto.

1909
O Partido Socialista norte americano cria o primeiro Dia Nacional da Mulher, em 28 de fevereiro. As mulheres norte americanas continuam celebrando o Dia Nacional, até 1913, no último domingo de fevereiro. 

1910
A Segunda Conferência Internacional das Mulheres Trabalhadoras acontece em Copenhagen, Dinamarca. Clara Zetkin, líder das mulheres do Partido Democrático alemão, lança a ideia do Dia Internacional da Mulher (DIM), para enfatizar as demandas femininas. A conferência, que reuniu 100 mulheres de 17 países representando sindicatos, partidos socialistas, clubes de mulheres trabalhadoras e incluindo as 3 primeiras mulheres eleitas no Parlamento Finlandês, aprovou a ideia da criação do DIM, por unanimidade. 

1911
Cumprindo a resolução de Copenhagen, em 1911 o Dia Internacional da Mulher foi comemorado pela primeira vez na Austria, Dinamarca, Alemanha e Suiça, em 19 de março. Mais de 1 milhão de mulheres e homens participaram das atividades do DIM, em campanhas pelo direito da mulher ao trabalho, voto, educação, ocupação de cargos públicos e contra a sua discriminação social.
No entanto, menos de uma semana depois, em 25 de março, mais de 140 mulheres trabalhadoras, a maioria de imigrantes italianas e judias, foram assassinadas em Nova Iorque, no evento chamado 'Triangle Fire’***. Esse episódio chamou mais atenção ainda sobre as condições legais e de trabalho das mulheres, foco principal das subsequentes comemorações do DIM. 
 
1913-1914
Durante campanhas pela paz, no período da Primeira Guerra Mundial, mulheres russas comemoraram seu primeiro dia no último domingo de fevereiro, em 1913.
A partir desse ano, o DIM foi transferido para 8 de março, permanecendo a data até hoje.  Em 1914, as mulheres foram muito ativas em campanhas contra a guerra e expressando a solidariedade feminina.

1917
No último domingo de fevereiro, mulheres russas iniciaram uma greve para “pão e paz” em resposta à morte de mais de 2 milhões de soldados russos na guerra.
A greve persistiu até que o governo provisório concedeu o direito ao voto feminino. 
 
1918 - 1999
Desde a sua criação, no berço do movimento socialista, o Dia Internacional da Mulher cresceu e é reconhecido e celebrado. Por muitos anos, a ONU promoveu conferências em comemoração ao DIM, coordenando esforços em favor dos direitos das mulheres e de sua participação nos processos políticos, sociais e econômicos. 
Organizações de mulheres e governos de diversos países promovem eventos de grande escala no dia 8 de março, rememorando a necessidade de continuada vigilância e ação pela garantia da igualdade de oportunidades para as mulheres.

de 2000 em diante
o Dia Internacional da Mulher já é uma data oficial no Afeganistão, Armênia, Azerbadião, Bielorussia, Burkina Fasso, Camboja, China, Cuba, Georgia, Guiné-Bissau, Eritreia, Kazaquistão, Kyrgistão, Laos, Madagascar, Moldovia, Mongolia, Montenegro, Nepal, Russia, Tajikistão, Turkmenistão, Uganda, Ucrânia, Uzbekistão, Vietnam e Zambia. Pela tradição, os homens homenageiam suas mães, esposas, namoradas, colegas, etc, com flores e presentes, nessa data.  
O novo milênio testemunhou mudanças significativas na mentalidade social e das mulheres em geral, em relação à igualdade de gêneros e emancipação feminina.Há que se reconhecer melhorias: mulheres já são astronautas, presidentes, universitárias em maior número, têm maior liberdade para o trabalho e escolhas de vida.

Mas, infelizmente, as mulheres ainda não são pagas igualmente ao realizarem os mesmos trabalhos que os homens, não estão em mesmo número que os homens nos negócios e na política e, globalmente, estão em desvantagem em relação à educação e saúde, além de ainda serem vítimas de violência.
Anualmente, no dia 8 de março, milhares de eventos acontecem pelo mundo, inspirando as mulheres a continuar suas lutas e a celebrar suas conquistas.

São jornadas políticas, conferências, atividades governamentais, atividades culturais, tais como, shows, performances teatrais, etc.

Fique atento para a programação perto de você. Vale a pena se informar e participar!

 

***O incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist em Nova Iorque a 25 de Março de 1911 foi um grande desastre industrial que causou a morte de mais de uma centena de pessoas. Este incêndio iria contribuir para a especificação de critérios rigorosos sobre as condições de segurança no trabalho e para o crescimento dos sindicatos que despoletavam como consequência da revolução industrial.

 

veja mais, clicando nos itens abaixo:

Programação do mês de março, da Secretaria Municipal de Políticas para as mulheres
Ato no Recife e vigília no Sertão marcam dia de luta pelo direito das mulheres
Coletivos celebram Dia Internacional da Mulher com grafitti e lambes pelas ruas de SP
Pronunciamento de Dilma Roussef para o Dia da Mulher
Dia Internacional da Mulher: livros escritos por mulheres com até 60% de desconto​
Dia da Minissaia' alerta contra o assédio às mulheres no Rio
Cinemateca Brasileira promove sessão em homenagem ao Dia da Mulher​

Outras referências

http://www.internationalwomensday.com/about.asp#.VPmankJZ-lk
http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/8-marco-dia-internacional-mulher-genero-feminismo-537057.shtml
http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/parabens-pelo-seu-dia-mulher-uma-homenagem-do-machismo-2810.html
http://law2.umkc.edu/faculty/projects/ftrials/triangle/trianglevictims2.html
http://motherboard.vice.com/read/the-triangle-shirtwaist-factory-fire-of-1911-celebrating-100-years-of-the-8-hour-work-day

5
fevereiro
2015
Um pingo de conversa
distribuição do uso da água no mundo, por categoriaprodutiva

Mas a água não é um direito de todos?

No momento em que nossa cidade, uma das maiores do mundo, está em uma situação crítica de falta de água, há grandes discussões que se referem aos modelos e às práticas de diversas partes do mundo, em relação ao tratamento e distribuição da água. Na verdade, há uma questão conceitual primordial que norteia essa discussão: a água é ou não um bem e um direito de todos? 

Apesar de ser um recurso natural renovável através da reciclagem realizada pela natureza,ela  não se mantém inesgotável e de boa qualidade por todo o tempo. Tudo depende do equilíbrio entre o consumo e sua renovação. 

A carência de água
“Ninguém ainda parou para pensar que a água existente no planeta é e sempre foi a mesma desde a sua mais remota existência. Não se produz água. Existem processos para tornar a água do mar doce e potável, porém são extremamente caros. Apenas 2,59% do volume de água total existente na Terra é de água doce, sendo que mais de 99% estão sob a forma de gelo ou neve nas regiões polares, ou em aquíferos muito profundos. Do restante, quase metade está nos corpos dos animais e vegetais (biota), como umidade do solo, e como vapor d'água na atmosfera, e a outra metade está disponível em rios e lagos.

(...)O Brasil detém 12% das reservas de água doce de todo o planeta, e 80% se concentram na Bacia Amazônica, onde vivem apenas 7% da população, sobrando 20% para serem distribuídos desigualmente pelo resto do País. A região Sudeste é a que possui os rios mais comprometidos." (Ricardo Daher - Secretário Executivo do PNUMA em 2003)

A preservação de nosso meio ambiente, seja pelo tratamento do esgoto, pela atuação consciente das indústrias e do agronegócio, pela preservação das matas e pelo controle do consumo são essenciais para garantir a água necessária para a vida na Terra.  O crescimento vertiginoso da população ao longo dos anos demanda um aumento no uso da água, não apenas para uso pessoal, mas também para a produção industrial, energética e alimentícia.  O aquecimento global, devido aos desmatamentos, impermeabilização do solo, emissão de carbono, entre outras causas, também contribui para a escassez da água.

Outro ponto importante relacionado ao assunto é a chamada água virtual: a água usada na produção de algo (de uma folha de papel a um automóvel, por exemplo), e, muitas vezes, até de produtos exportados. A agricultura e a pecuária, por sua vez, consomem quantidades enormes de água até mesmo para que os produtos cheguem às nossas mesas.

A democratização do uso da água
O volume disponível de água potável de fácil acesso no mundo é de 0,3% do total de água doce presente, o que equivale a 35 milhões de quilômetros cúbicos. Esse volume não seria pouco se fosse distribuído igualmente entre todas as regiões. Ainda assim, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUME), algo em torno de 1,1 bilhão de pessoas - ou seja, um a cada seis indivíduos, praticamente – não têm acesso a água limpa e em quantidade suficiente para garantir a saúde e o desenvolvimento social e econômico.    

A água que é um direito universal mas acaba se tornando uma mercadoria, pois os países que seguem as diretrizes da economia globalizada sentem-se no direito de cobrar por ela, devido à sua escassez, transformando-a em uma commodity.  Algumas nações já cobram pela água como a França, Reino Unido e Alemanha. 

 No Brasil, a água que chega às torneiras não é exatamente cobrada; pagamos, isso sim, apenas pelos serviços de captação, tratamento e distribuição. Entenda melhor, assistindo a essa matéria: http://bit.ly/1you6Me. Mas há outros modos de ação: em 86 cidades no mundo, entre elas Paris e Berlim, abandonou-se o modelo de empresa privada de abastecimento de água, no qual a meta é o lucro, como o praticado em São Paulo, pela Sabesp, após se avaliarem os limites desse modelo e os prejuízos ecológicos, sociais e econômicos dele decorrentes.
  
Além de tudo, tornar a água um recurso econômico mundial excluiria ainda mais as regiões pobres, que não possuem saneamento básico, muito menos água potável para as necessidades diárias, ao contrário dos países ricos, que cada vez mais consomem água, sendo que muitos não possuem recursos hídricos próprios. e acabam importando cada vez mais água virtual: para países situados em regiões que sofrem com escassez hídrica, o comércio de água virtual é atraente e benéfico já que, “por meio da importação de mercadorias que consomem muita água durante seu processo produtivo, nações, estados e municípios podem aliviar as pressões que sofrem sobre suas próprias fontes”, explica Maria Victoria Ramos Ballester, professora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
 
Para que a água, tão essencial à vida, não venha a faltar num futuro próximo, há a necessidade de que se tomem medidas para preservá-la, entre elas, o aumento de áreas verdes nas zonas urbanas, o que aumentaria a área de absorção de água pelo solo, medida que diminuiria os impactos no ciclo hidrológico. Outra medida seria reduzir a quantidade de resíduos jogados em lugares inadequados e também a emissão de poluentes.
 
Em dezembro de 2013, consolidou-se um grande agrupamento europeu de cidadania pelo direito humano de acesso à água e pela interrupção e reversão da privatização desse bem. Nessa direção observamos um movimento de remunicipalização e de retomada e criação de parcerias público-público para o abastecimento d´água nas cidades.
 
Breve história
A Os sistemas de distribuição de água e de esgotamento foram aperfeiçoados, ao longo do século XIX, como uma resposta à eclosão de epidemias nas cidades industriais. Essas cidades, que haviam se adensado rapidamente em apenas algumas décadas, concentraram milhares de habitantes em precárias condições de moradia e de trabalho. Nesse quadro, os sanitaristas e reformadores sociais do século 19 preconizaram que, sem um meio saudável, com circulação de água, luz e ar e uma alimentação regrada, a vida e a moral dos habitantes da cidade se esvairiam. E mostraram como as epidemias não se detinham nas fronteiras dos bairros pobres: percorriam cidades, viajavam por oceanos e se distribuíam entre países. Para eles, seria impossível formar o cidadão sem um meio saudável, pois era o meio que constituía o indivíduo. O bom governo seria aquele que conseguisse reduzir a mortalidade e aumentar a população. A biopolítica impulsionou as reformas urbanas ocorridas nas principais capitais europeias e também no continente sul-americano, como as reformas ocorridas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, no início do século XX.
 
“Se cada cultura cria uma forma específica e diferenciada de lidar com as excreções do corpo, de fixar o que é sujo e o que é limpo, o reconhecimento de que a água é fonte da vida é um consenso universal. O direito ao acesso à água é um direito fundamental, segundo Myriam Bahia Lopes (em artigo da Envolverde, link no final deste texto).
 
Os Movimentos sociais e a água
A apropriação privada da água e da terra e a cartelização mundial do hidronegócio vêm sendo denunciadas em diversas frentes. Como a água é indispensável à vida e possui um ciclo que deve ser protegido, encontramos uma variedade de grupos que direta ou indiretamente se engajam em sua defesa. 
 
Nos últimos quinze anos, pelo menos 86 cidades no mundo remunicipalizaram os serviços de água, entendendo-a como um bem público e um direito de todos. 
Em um momento de ameaça à vida de seus habitantes, pelos riscos de ausência ou escassez de água de boa qualidade para o consumo humano, nos perguntamos se devemos insistir na defesa do modelo de negócio privado que por sua essência visa o lucro ou se seria o caso readotar a remunicipalização da água como em outras capitais, não admitindo a sua especulação comercial.
 
Algumas atitudes para economia de água
Do ponto de vista individual, é importante nos conscientizarmos e adotarmos algumas atitudes para economizar água:
           
•Ter plena consciência de que a água é finita;
• Não fazer ligações clandestinas;
• Não fazer mau uso da água;
• Cobrar sempre das autoridades competentes, políticas adequadas de uso da água;
• Cobrar o controle de emissão de resíduos industriais e doméstico, para que eles sejam tratados antes de serem dispostos;
• Fiscalizar se o poluidor está pagando pelo lançamento de resíduos nos rios;
• Lembrar sempre que a água desperdiçada custa para o próprio bolso;
• Os proprietários e síndicos de imóveis devem sempre observar se o hidrômetro está funcionando direito, e controlar o consumo geral;
• Utilizar somente a quantidade de água necessária;
• Regar o jardim, no verão, pela manhã cedo ou à noite, para se evitar a evaporação; no inverno, dia sim e dia não;
• Evitar banhos prolongados e fechar a água enquanto se ensaboa.
• Não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes e ao fazer barba;
• Fechar bem as torneiras;
• Verificar se há vazamentos, e chamar um técnico;
• Olhar sempre as condições da caixa d'água, verificando rachaduras e se a boia está em boas condições. Fazer o mesmo para a cisterna;
• Lavar previamente a louça em uma cuba e, em seguida, enxaguá-la em água corrente, evitando manter a torneira aberta todo o tempo;
• Não lavar a calçada com água. Utilizar a vassoura e jogar quantidade mínima de água, apenas quando estritamente necessário;
• Esperar até ter roupas suficientes para encher a máquina de lavar, e assim proceder a lavagem. O mesmo vale para a louça;
• Carro não precisa ser lavado com frequência. Quando for essencial lavá-lo, utilizar um balde apenas, sem sabão, e enxugar com pano limpo úmido.
 
 
Referências
http://www.unep.org/dewa/vitalwater/article192.html
http://www.brasilpnuma.org.br/pnuma/

http://www.usp.br/agen/?p=164665
http://envolverde.com.br/ambiente/e-se-agua-deixar-de-ser-mercadoria/
http://lcf.esalq.usp.br/prof/ciro/lib/exe/fetch.php?media=ensino:graduacao:g7_privatizacao_da_agua.pdf
http://www.rigs.ufba.br/pdfs/RIGS_v1n1_art11.pdf

 

 

 

22
dezembro
2014
Menos embalagem, menos lixo!

Inaugurado há aproximadamente 3 meses, em Berlim, o Original Unverpackt é um supermercado que procura eliminar o uso de qualquer embalagem.
As embalagens desperdiçam uma quantidade excessiva de materiais e quase sempre se mostram inúteis depois de cumprir sua função principal de transporte do produto. Por esse motivo 2 alemãs, Sara Wolf e Milena Glimbovski, criaram uma start-up chamada Original Unverpackt, com o intuito de abolir completamente as embalagens nas dependências do supermercado. 
Como é possível? O cliente pode levar seu próprio recipiente para guardar as compras, usar uma embalagem de papel reciclável, ou comprar recipientes reutilizáveis. Há também um serviço de depósito de embalagens recicláveis para quem chega às compras despreparado. Produtos embalados em plástico não entram no supermercado.  

O supermercado disponibiliza informações sobre a procedência e os ingredientes do produto e também planeja novas experiências de consumo. 
A empresa afirma que não trabalhará com muitas marcas e que venderá por enquanto alimentos, produtos de limpeza e higiene, dando preferência aos produtores locais e a alimentos orgânicos. A venda é feita por peso, para que não haja desperdício, de maneira que cada um compra apenas aquilo de que necessita.
Uma ótima ideia que merece ser disseminada pelo mundo afora!

 

Referências
http://original-unverpackt.de
http://misturaurbana.com/2014/12/berlim-tem-o-primeiro-supermercado-com-produtos-sem-embalagem/
http://www.hypeness.com.br/2014/06/uma-start-up-alema-inaugura-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-descartaveis-no-mundo/
http://greenme.com.br/consumir/eco-shopping/362-original-unverpackt-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-em-berlim

5
dezembro
2014
SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS

Semana de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo

 

 

Teija Kellosalo - Austria
cartaz sobre direito à educação

cartazes da mostra "Poster for Tomorrow: direitos humanos em cartaz"

 

 

Na próxima semana, comemoram-se 66 anos da adoção da Declaração dos Direitos Humanos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A questão dos direitos do homem não é nova. Remonta ao século VI  antes de Cristo, quando o imperador persa, Ciro, o Grande, libertou os escravos e declarou que todas as pessoas tinham o direito de escolher sua religião e que deveriam ser iguais perante a lei, independentemente de sua raça.  No decorrer da história, distintos povos e governos também estabeleceram parâmetros de direito e igualdade.

Em abril de 1945, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, delegados de cinquenta países reuniram–se em SãoFrancisco (EUA), na Conferência das Nações Unidas, com o objetivo de formar um corpo internacional para promover a paz e prevenir futuras guerras. Os ideais da Organização foram declarados no preâmbulo da sua Carta de Proposta: “Nós,os povos das Nações Unidas, estamos determinados a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra que, por duas vezes na nossa vida, trouxe incalculável sofrimento à humanidade”. Assim, foi criada a ONU, em 24 de outubro.

Em 1948, a nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, sob a presidência de Eleanor Roosevelt, viúva do presidente americano Franklin Roosevelt, defensora dos direitos humanos e delegada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, elaborou o rascunho do documento que viria a converter–se na Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A Declaração dos Direitos Humanos, com 30 artigos, foi adotada pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948.

No seu preâmbulo e no Artigo 1.º, a Declaração proclama inequivocamente os direitos inerentes a todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência dahumanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem... Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”

Infelizmente, apesar de muito saudada até hoje e apesar de grande parte dos países que fazem parte da ONU terem assinado a Declaração, ela não tem força de lei e continua sendo desrespeitada, mesmo pelos países signatários.Para se ter uma ideia, 58 países (dos 192 membros) ainda aplicam a pena de morte, mesmo sendo essa prática condenada pela Organização.

Mesmo assim, há esperanças. E elas se devem também porque, em todos os lugares do mundo, há os que fazem questão de chamar a atenção para a questão dos direitos do homem, sob as mais diversas formas. Vejam a seguir.

 

2º Festival de Direitos Humanos Cidadania nas Ruas

Durante uma semana, de 8 a 14 de dezembro, São Paulo ganha mais de 30 atividades entre debates, encontros e diálogos, cinema, passeios e performances, premiações, um monumento e um grande show no Parque Ibirapuera. Tudo gratuito.

Veja a programação:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/noticias/index.php?p=186141

 

Poster for Tomorrow: Direitos Humanos em cartaz

A exposição Poster for Tomorrow reúne na Caixa Cultural mais de 100 cartazes do mundo todo sobre os direitos humanos.

Os cartazes abordam 6 temas: direito à moradia, igualdade de gêneros, direito à educação, democracia, contra a pena de morte, liberdade de expressão e são de países tão diferentes como China, Eslovênia, Bolívia, Botsuana e, claro, Brasil.

A exposição abre no dia 13/12, sábado, às 11 horas, com a presença de Hervé Matine, presidente da ONG Poster for Tomorrow, vindo da França, e Ivo Herzog, filho do jornalista brasileiro Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura em 1975.
https://www.facebook.com/events/329574520526007/?fref=ts

 

Referências
http://openlink.br.inter.net/aids/declaracao.htm
http://nacoesunidas.org/?post_type=post&s=direitos+humanos
http://www.ideafixa.com/um-logo-para-os-direitos-humanos-vencedor/​
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/​

Veja um pouco mais sobre a história dos direitos humanos:
http://www.humanrights.com/pt/what-are-human-rights/brief-history/cyrus-cylinder.html

 

26
novembro
2014
Os grilos, os gatos, os sem-terra e a história do Brasil

Volta e meia nos damos com o termo “grilagem” nos noticiários. Mas, o que é “grilagem”?

grilagem tem raízes no mais profundo da nossa história; para entender o que quer dizer o termo, temos que voltar ao período colonial. Na época, todas as terras pertenciam à Coroa Portuguesa. Para assegurar a ocupação do território brasileiro, a Coroa concedia enormes partes do território a alguns de seus protegidos que estivessem dispostos a colonizá-las. As regras dessas concessões variaram com o tempo: primeiro, eram algumas poucas mas enormes glebas de terras, as capitanias hereditárias; depois, glebas menores, chamadas de sesmarias. Essas áreas podiam ser transferidas por herança, mas não podiam ser vendidas, já que eram da Coroa.

Nessas grandes glebas de terra havia as grandes plantações de cana (os canaviais e engenhos) onde trabalhariam mais tarde os escravos. Mas, como havia necessidade também de alimentos para os cidadãos livres, havia também um contingente grande de pequenos produtores que trabalhavam pequenos lotes de terra que não lhes pertenciam, cedidas gratuitamente ou não pelos detentores das sesmarias. E, em regiões mais longínquas do interior do país, outros produtores criavam gado, muitas vezes solto e utilizando terras desocupadas, como o sertão do Nordeste, o norte de Minas Gerais e, depois, o Rio Grande do Sul.

Essa forma de ocupação das terras durou até que em 1850 quando o Brasil,  já independente de Portugal, introduziu a propriedade privada da terra na legislação.Funcionou assim: as pessoas que tinham terras concedidas pela Coroa Portuguesa ou pelo Império Brasileiro podiam solicitar ao Império o título de propriedade dessas terras. 

Em teoria, a transformação de uma concessão em propriedade privada valia apenas para as áreas realmente ocupadas e exploradas. Todas as demais terras deviam voltar para as mãos do Império e tornavam-se “terras devolutas”. A partir de então, havia duas maneiras de se tornar um proprietário de terras: comprá-las de algum outro proprietário, ou comprá-las do Império. 

Em muitos países, a distribuição de terras da Coroa aconteceu após as revoluções do final do século XVIII, como na França (revolução que derrubou a monarquia, em 1789) e nos Estados Unidos (independência e proclamação da república). Mas, nesses dois casos – e em muitos outros – essa distribuição seguiu o caminho da democratização da propriedade agrícola e do fortalecimento da agricultura familiar e das pequenas propriedades.

Na França, terras da Coroa foram distribuídas entre vassalos e camponeses que as cultivavam, e leis foram criadas para proteger os arrendatários, etc. Nos Estados Unidos, para colonizar o seu território, o governo doava pequenos lotes de terra a famílias que desejavam explorá-las, privilegiando assim a pequena propriedade e a agricultura familiar. Isso é retratado em muitos filmes de faroeste: são aquelas corridas de famílias em suas carroças, tentando chegar na frente, para ocupar os melhores lotes da área concedida.

No Brasil, seguimos a direção contrária: os protegidos do Império puderam obter o título de propriedade de suas enormes sesmarias, mesmo sem cultivar ou sequer ocupar essas áreas. Outros tantos (protegidos ou simplesmente endinheirados) puderam comprar enormes glebas de terra do Império a preços favorecidos. enquanto alguns, menos protegidos mas também endinheirados, puderam comprá-las. Assim se formaram os latifúndios – grandes propriedades – que ainda ocupam a maior parte do nosso território. 

Em compensação, nada foi feito para proteger os pequenos produtores que estavam no meio das sesmarias ou nas suas margens, cultivando produtos alimentares ou criando gado. Depois que as terras passaram a ser tornaram-se particulares, a permanência desses agricultores nas terras áreas que cultivavam passou a depender apenas da vontade dos novos proprietários. 

Após a abolição da escravidão (1888), nada foi feito tampouco em favor dos antigos escravos; ao contrário, essa lei funcionou para impedir que os enormes contingentes de escravos libertos pudessem ocupar as terras ainda não exploradas e escapar do trabalho nas grandes plantações de cana ou de café. Essa lei está, portanto, na origem de uma das principais causas da pobreza no país: a concentração da posse da terra e o trabalho precário no meio rural. 

Nos séculos seguintes, poucas iniciativas mudaram de forma significativa esse cenário. Para atrair mão de obra para a produção de café, no final do século XIX, ainda nos últimos anos do Império e nos primeiros da República, o governo organizou alguns programas de colonização em pequenas propriedades, destinadas a receber agricultores imigrantes da Europa ou do Japão. Foi assim que se colonizou boa parte do Estado de São Paulo e dos estados do Sul. Posteriormente, durante a ditadura militar (1964-1985), o governo criou projetos similares no Centro-Oeste e no Norte, dessa vez privilegiando as grandes propriedades para criação de gado.

Aos pequenos produtores, que não eram proprietários e que estavam em terras cobiçadas pelos novos proprietários, restavam poucas alternativas. Submetiam-se às vontades dos grandes proprietários tornando-se assalariados ou pagando alguma forma de renda para poder continuar cultivando as áreas, ou migravam para as cidades, ou ocupavam terras em regiões longínquas, ainda não ocupadas. 

Esse tipo de migração foi responsável pela povoação de boa parte de terras e pela criação de inúmeras comunidades de agricultores ou “ribeirinhos”, como no Vale do Ribeira (sul de São Paulo), onde ainda existem mais de 10.000 famílias de agricultores que ali chegaram ao longo dos séculos, misturando-se aos índios sobreviventes e aos escravos fugidos dos quilombos, formando dezenas de comunidades rurais. 

Sem ter o título de propriedade, apenas a posse das terras, esses agricultores são chamados de “posseiros”. Com o Estatuto da Terra, de 1974, os posseiros passam a ter o direito – teórico  – de legalizar suas posses e obter o título de propriedade pela via jurídica. Na prática, a aplicação dessa lei foi extremamente tímida até meados dos anos 80 e só foi aplicada de forma mais massiva a partir dos anos 2000, com um programa de regularização fundiária do governo federal e de alguns governos estaduais.

A lei de 1850 gerou, também, o fenômeno dos “grileiros”. Para se apossar de terras devolutas (que pertenciam ao estado), ou cujos donos eram ausentes, pessoas de má fé usavam – e ainda usam – títulos da propriedade da terra falsificados e, muitas vezes com a cumplicidade de cartórios e juízes, registram as propriedades em seu nome. Vários são os interesses para a existência dessa prática: especulação imobiliária, venda de recursos naturais do local (principalmente madeira), criação de gado ou plantio de soja ou outras culturas, lavagem de dinheiro e até captação de recursos financeiros. Quando essas terras estão ocupadas por índios, quilombolas ou posseiros, eles usam inclusive a força e a violência para expulsá-los dali, contratando, quando necessário, jagunços (capangas) para "limpar" o terreno de seus ocupantes. 

Essa é uma das principais razões para os conflitos fundiários, que provocaram milhares de mortes no campo e persistem até os dias de hoje, com centenas de mortos todos os anos. Isso consta no Livro Branco da Grilagem, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em 2002.

A grilagem de terra é um crime grave praticado ainda hoje em grande escala no interior do Brasil, principalmente na Amazônia. Os grileiros são também alguns dos principais responsáveis pelo desmatamento das florestas tropicais. 

O termo grilagem vem de um antigo macete de falsificadores de documentos de propriedade de terras. Para dar aspecto de velho aos documentos criados por eles, os falsários deixavam os papéis em gavetas com insetos como o grilo, de modo a deixar os documentos amarelados (devido aos excrementos dos insetos) e roídos, dando-lhes uma aparência antiga e, por consequência, mais verossímil.

Gato é a pessoa que contrata trabalhadores braçais (boias-frias ou volantes) como mão de obra para as fazendas ou projetos agropecuários. 

Sem-terra é o trabalhador organizado em busca de acesso à terra para plantar e para dela viver.

 

Referências:

http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcoresp_mostra/0,6674,POR-969-6465,00.html

http://ambiente.hsw.uol.com.br/grilagem.htm

http://multimidia.brasil.gov.br/regularizacaofundiaria/texto-grilagem.html

http://multimidia.brasil.gov.br/regularizacaofundiaria/texto-grilagem.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Grileiro

http://www.cepa.if.usp.br/energia/energia1999/Grupo1B/colonizacao.html

http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/meninos-do-contestado/

27
outubro
2014
Malala Yousafzai: a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel

A estudante paquistanesa Malala Yousafzai tornou-se no último dia 10 de outubro a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Aos 17 anos, Malala foi premiada em função de sua luta pelo direito das mulheres à educação, no Paquistão dominado pelo regime talibã. Ela dividiu o prêmio com Kallash Sartyarthi, de 60 anos, ativista dos direitos das crianças, na Índia.

Malala Yousafzai era uma menina de 15 anos, quando ganhou a simpatia do mundo, após sobreviver a um atentado dos talebans, por defender os direitos de as mulheres estudarem, no seu país:  em 9 de outubro de 2012, sob alegação de que ela “promovia a cultura ocidental em áreas pashtuns”, membros do grupo fundamentalista Taleban atacaram o ônibus escolar onde Malala estava e a atingiram gravemente, com tiros na cabeça.

Logo após o ataque, Malala foi levada de helicóptero para um hospital militar em Peshawar, capital do Paquistão. Em seguida, foi transferida para Londres, onde finalizou o tratamento. Ainda perseguida no Paquistão (foi jurada de morte, pelo mesmo grupo), vive com sua família em Birmingham, Inglaterra. Hoje é uma bem-articulada ativista internacional pelo direito à educação das meninas e contra o fundamentalismo religioso. Isso sempre incentivada pelo pai, o professor paquistanês Ziauddin Yousafzai, que cedo descobriu o gosto da filha pelos estudos em áreas como literatura e humanidades. Ele próprioera dono de uma escola mista, fechada em 2010, quando o vale do Swat foi ocupado pelo Taleban.

No mundo todo, 32 milhões de meninas estão fora da escola, por alguns motivos: a concepção cultural em alguns lugares sobre o papel da mulher na família (prega-se que a mulher deve apenas cuidar da casa e da família), a falta de segurança no caminho à escola (principalmente em áreas de conflito ou onde as mulheres são mais vulneráveis) e preconceitos dentro da escola mesmo, em países onde a mulher é mais discriminada. Só no Paquistão, 3,2 milhões de garotas estão fora das escolas” (dados da KidsRights).

Em 2012, Malala recebeu o Prêmio Internacional da Paz das Crianças, em Haia, premiação da organização humanitária KidsRights; criou o Fundo Malala com a doação de US$ 200 milhões feita pelo Banco Mundial para apoiar a educação das meninas no mundo e, no último dia 10 de outubro, foi a mais jovem agraciada com o Prêmio Sakharov de Liberdade de Expressão, do Parlamento Europeu, o mais importante prêmio de direitos humanos da União Europeia. Além disso, foi a pessoa mais jovem do mundo indicada ao Prêmio Nobel da Paz 2013, concedido à Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq). 

No Brasil, seu livro Eu sou Malala, escrito com a jornalista Christina Lamb, foi publicado pela Companhia das Letras. No prólogo “O dia em que meu mundo mudou”, ela diz: “Venho de um país criado à meia-noite. Quando quase morri, era meio-dia.Há um ano saí de casa para ir à escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Taleban e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém”.

Malaia desejava ser médica, agora quer ser primeira-ministra do Paquistão.

Referências:
http://www.blogdacompanhia.com.br/2014/10/malala-yousafzai-ganha-o-premio-nobel-da-paz/
http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=5511&id_coluna=20
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/malala-vence-nobel-da-paz.html
http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/malala-a-garota-paquistanesa-que-foi-atacada-pelo-taleba-porque-queria-estudar-ganha-o-premio-nobel-da-paz/2014/10/10/
http://www.thesundaytimes.co.uk/sto/news/uk_news/National/article1323995.ece

26
setembro
2014
AS ELEIÇÕES 2014 EM
DEBATE NO ÍTACA
postado sob cidadania, Ítaca, política

Corrupção, desafios de mobilidade urbana, crise da água, união civil homoafetiva e muitos outros temas foram discutidos no debate sobre as eleições 2014, na terça-feira, dia 23, entre os alunos do Ítaca e os candidatos e representantes de quatro partidos - PSOL, PT, PSB, PSDB (o outro partido convidado recusou o convite).

Os estudantes do Fundamental 2 e do Ensino Médio demonstraram grande interesse, com muitas perguntas, em um clima de cidadania e questionamentos pertinentes, fundamentados nos programas de governo de cada partido, bem como em análises, leituras e discussões prévias em aula. 

Compareceram ao debate o candidato a deputado federal pelo PSOL, Thiago Aguiar; o candidato a deputado estadual pelo PSDB, Paulo Mathias; o coordenador da campanha do PSB em São Paulo, Marcelo Peron; e o assessor político, militante do PT, Iuri Codas.

Com professor do Ítaca comandando a mesa, o debate foi divido em três blocos. No primeiro, os políticos responderam a três perguntas cada, com um tempo de cinco minutos para cada resposta. No 2º, os alunos formularam cinco perguntas com temas livres, com cinco minutos para as respostas. No 3º e último bloco, cada candidato teve dez minutos para as considerações finais e réplicas.

Ao final da atividade, os representantes dos partidos e os alunos mostraram-se muito entusiasmados pelo bom nível, a abrangência de temas e a articulação das ideias. Muitos alunos disseram-se emocionados ao exercerem seu direito de cidadão, questionando homens públicos, com precisão e educação.

Na sequência, houve uma simulação das eleições para Presidente da República e Governador de São Paulo, através de uma urna eletrônica online, disponível na internet. Em clima de festa cívica, alunos, funcionários e professores do Ítaca compareceram às suas “seções eleitorais”, já bem decididos quanto ao seu voto. Os resultados, apurados no mesmo dia, serviram depois para muitas conversas e comemorações ou certa decepção. Elementos da democracia… 

O Colégio agradece a disponibilidade e a transparência dos convidados e a sempre excelente disposição e seriedade dos alunos. 

18
setembro
2014
Aplicativo que ajuda a economizar água?

Hoje, o nível do sistema Cantareira, que abastece de água a grande São Paulo, atingiu níveis preocupantes pela falta de chuva, mas também de planejamento e obras para tal situação. A população, com isso, passou a ter que se conscientizar do problema e se disciplinar, de forma a economizar água como nunca antes.

Para ajudar o brasileiro a economizar água neste cenário de seca e cuidar melhor desse recurso natural por toda a sua vida, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Instituto Akatu lançam o aplicativo sobre vazamentos, chamado “Nossa Água”. 

Ele foi desenvolvido para orientar as pessoas em relação ao consumo consciente da água, além de oferecer calculadora de banho, dicas para um consumo eficiente e o “O Encanador”, no qual o usuário emenda vazamentos em canos, até que as extremidades estejam ligadas para a água fluir por toda a tubulação - quem conectar o aplicativo ao Facebook poderá ver sua colocação no ranking geral de quem baixou o app e joga o game. Já a calculadora é uma espécie de cronômetro que, além do tempo de banho, vai contando os litros gastos no chuveiro: se uma pessoa demora 40 minutos no chuveiro o seu gasto médio pode chegar a 200 litros, enquanto que um banho de 10 minutos gasta 50 litros de água. O app ainda elogia aqueles que economizam e adverte quando o consumo é maior. “Queremos que o usuário perceba que ao reduzir o tempo de banho ele pode colaborar com o meio ambiente e ainda economizar dinheiro na conta de água”, avalia Fábio Moraes, diretor de educação financeira da Febraban. 


A ferramenta faz parte do programa de educação financeira, o portal meubolsoemdia.com.br, sendo que o aplicativo marca o primeiro de uma série de ferramentas sobre consumo consciente que serão lançadas ainda este ano. “Todos nós temos responsabilidade sobre o meio ambiente, seja no descarte incorreto de um lixo como no consumo exagerado da água. Com o app queremos mostrar que a mudança deve começar no dia a dia, com pequenas atitudes sustentáveis e, principalmente, consumo consciente”, avalia Moraes. 

“Aplicativos como o “Nossa Água” garantem que informações sejam disseminadas de forma lúdica e clara aos consumidores sobre os impactos de suas escolhas de consumo e, por isso, têm alto potencial de promover mudanças de comportamento. O problema do consumo excessivo de água – e o impacto negativo que essa prática tem sobre o orçamento individual, o meio ambiente, a sociedade e a economia – pode se transformar em uma oportunidade para tratar das práticas necessárias para se construir estilos mais sustentáveis de vida”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. 

Há mais três ferramentas que serão lançadas até o final do ano, todas com mecânica parecida, tratando de assuntos essenciais à vida humana: a de energia é a próxima, e será lançada ainda em setembro. Depois virão a de alimentação e a de transporte.
Os quatro aplicativos aliam o caráter educativo de uma parte de dicas com o aspecto financeiro (uma calculadora de gastos) e o do entretenimento, representado por um jogo destinado a atrair a atenção dos mais jovens.
— Vai ser possível ver o gasto de cada um dos eletrodomésticos da casa. Isso é algo que ninguém nunca tinha conseguido ver.

Optar por focar nos jovens não é uma decisão infundada. A crescente influência deles nos gastos familiares pesou na decisão:
— Vemos o jovem como agente de mudança. Há pesquisas que mostram que, na classe média, que é o nosso grande foco, o jovem é o influenciador. Ele, geralmente, tem mais escolaridade que os pais, e acaba se tornando formador de opinião dentro de casa. Focando nele, atingimos o adulto e também o idoso. Entendemos o jovem como nosso parceiro e grande disseminador dessa filosofia que queremos propagar — afirma.
O aplicativo é simples de usar e já está disponível para download gratuito no Google Play/Play Store. No momento, o app está liberado para aparelhos smartphones da versão Android.

veja onde baixar o aplicativo:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.soundy.nossaagua

referências
http://www.akatu.org.br/Temas/Agua/Posts/Febraban-e-Instituto-Akatu-lancam-aplicativo-para-ajudar-na-economia-de-agua
http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/febraban-instituto-akatu-lancam-aplicativo-para-estimular-economia-de-agua-13941608

8
setembro
2014
Permacultura? O que é isso?

Resumidamente, é um sistema de planejamento para a criação de ambientes sustentáveis.

Segundo o australiano Bill Mollison, considerado um dos pais da Permacultura,na década de 1970, ela consiste na ‘elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente’

A professora do Colégio Ítaca, Luana Ribeiro, envolvida diretamente com a prática da permacultura, explica: "é a ideia de uma cultura permanente, de buscar alternativas de viver de uma forma mais solidária, que rompa com o sistema que vem desumanizando as relações". 

O seu projeto “Estações Orquídea”, construído em colaboração com os amigos e educadores Eduardo Bonzatto e Leandro Gaffo, foi escolhido para ser apresentado no IX Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire, que acontecerá de 17 a 20 de setembro, em Torino, na Itália.

Professora do 5° ano de Ciências, Geografia e Matemática e do 6° ano de Estudos Áfricos, Luana conta que se interessou pela Permacultura em 2006. "Faço parte de um grupo de pessoas, amigos de longa data, que vem discutindo e trabalhando com a Permacultura. Refletimos sobre o quanto a gente precisa para viver. Discutimos as melhores formas de usar a energia que entra nossa vida", diz.

O projeto Estações Orquídea trabalha hoje em instituições com diferentes características organizando oficinas de diálogos e práticas que envolvem as teorias do  educador brasileiro Paulo Freire.

Hoje, as oficinas acontecem em cinco pontos do Brasil: em São Paulo, no Cursinho da Poli; em Carapicuíba (SP), na faculdade Nossa Cidade; em Itapecerica da Serra (SP), na escola pública Bairro do Engenho, em parceria com a Cia Deodara; em Juazeiro do Norte (CE), na Universidade Federal do Cariri; e em Teixeira de Freitas (BA), na Universidade Fedaral do Sul da Bahia. 

Como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo

A Permacultura, diz Luana, busca trazer para o meio urbano práticas tradicionais do meio rural que foram sendo perdidas com o passar do tempo. "Precisamos repensar a sociedade de consumo. Pensar o quanto produzimos de lixo, o quanto compramos por impulso; muitas vezes trabalhamos demais e não temos tempo para pensar na nossa prática, sobre o nosso lugar no mundo", diz.

"Sempre achamos que o problema está no outro e nunca é com a gente. As pessoas falam: eu não sou consumista, não compro um tênis por mês. E aí a gente pergunta: fica no facebook o dia inteiro? Então você é consumista de facebook", afirma. "Depois, mostramos que ninguém está sozinho; há meios de recuperar algumas práticas e formas de convivência social".

Composteira no Ítaca

No Ítaca, Luana tem conversado bastante com a professora Cecília Braga de Arruda, do 7° ano, da disciplina de Sustentabilidade. "A Cecília começou um trabalho de reflexão de descarte dos resíduos, com lixeiras. Agora, a escola já colocou uma composteira aberta, com as folhas secas", diz.

Luana defende que toda a pessoa pode reciclar e reutilizar a energia que produz, em um processo local e global. "Trabalhamos com o conceito de que toda a energia que produzimos em casa pode ficar dentro de casa. Ela não precisa ser tratada em aterros, que custam muito dinheiro público. Um exemplo é produzir adubo; mesmo quem mora em apartamento, pode gerar adubo para o seu prédio, para a praça do bairro. É uma preocupação local e global", ensina.

A professora destaca que o projeto Estações Orquídea, embora esteja dentro do espaço da educação formal, não está dentro do currículo. Seu sonho é incluir a Permacultura na educação formal. "Nosso grande sonho é levar esta reflexão para dentro da educação formal. No nosso dia-a-dia, na nossa prática. Às vezes fica parecendo que é algo separado da realidade, mas não é. A Permacultura é pensar como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo". 

Referências:
http://www.permear.org.br/permacultura/
http://www.ipoema.org.br/ipoema/home/conceitos/permacultura/
http://www.permacultura-bahia.org.br
http://www.ipemabrasil.org.br

http://permacultura.ufsc.br

30
agosto
2014
um novo parque, aqui do lado

No dia 17/08, foi anunciada a criação de um parque, no terreno onde atualmente funciona a Chácara do Jockey, vizinha ao Colégio Ítaca, na Vila Sônia. A área é muito significativa e, só para comparar, supera as dimensões do parque da Aclimação:  são 151 mil metros quadrados, com um lago, baias de cavalos dasativadas e jardins. Na década de 1970, quando o turfe estava em seu auge, o local serviu de apoio a treinos de cavalos e jóqueis. Atualmente abriga uma escolinha de futebol, projeto social (criado em 2005) que será mantido, segundo o prefeito, mesmo com a criação do parque.

Entre 2008 e 2009, o Jockey Clube chegou a fazer, na Prefeitura, pedido de aprovação de um empreendimento imobiliário no local, mas o projeto não era desejado pelos moradores locais e acabou não indo adiante: a municipalidade já vinha sendo pressionada desde a última gestão por um movimento dos moradores da região, com abaixo-assinados, página no Facebook etc., para que esse parque existisse. Sua criação, finalmente, se dará por meio de um acordo entre o Jockey e a Prefeitura de São Paulo, uma vez que o Clube tem uma dívida muito grande de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e ainda deve à Receita Federal. O valor será abatido com a desapropriação.

Aguarda-se que a Justiça estabeleça o valor da desapropriação e o plano é abrir o local para a população até o final do ano.  

Referências:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/chacara-do-jockey-vai-virar-parque-em-sao-paulo.html
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/07/1487116-terreno-da-chacara-do-jockey-vai-abrigar-novo-parque-municipal-em-sp.shtml

28
agosto
2014
Um livro sobre plantas medicinais do Acre impresso em papel sintético???????

Fotos do lançamento do livro no Parque Laje, Rio de Janeiro, em 18/07/2014 
Midia Ninja - Creative commons

Pois é! Essa solução servirá para manter o livro Una Isĩ Kayawa por mais tempo, nas condições adversas da floresta:umidade, barro, etc. Foi usado o Vitopaper, material produzido pela empresa Vitopel e originalmente desenvolvido por Sati Manrich, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos, SP (UFSCar), com apoio da Fapesp.

O plástico é proveniente de embalagens e depois é higienizado e moído. Em seguida, são adicionadas algumas partículas minerais para a obtenção de propriedades – como brilho, brancura, contraste, dispersão e absorção de luz – e resistência mecânica à tração e dobras.A mistura é colocada em uma máquina extrusora a altas temperaturas, onde se funde e depois transforma-se em uma folha fina, semelhante a um papel fabricado com celulose, que será cortada.

Segundo o fabricante, para cada tonelada de Vitopaper produzido, são retirados das ruas e lixões 750 quilos de resíduos plásticos, e cerca de 30 árvores deixam de ser derrubadas.

O livro Una Isĩ Kayawa, lançado recentemente em várias cidades do Brasil, propõe-se a preservar o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido oralmente há séculos pelos pajés do povo indígena Huni Kuĩ (também conhecidos pelos nomes de “Kaxinawá”), grupo mais numeroso do Acre, que vive à beira do rio Jordão. Sua presença vai até parte do Peru. No Brasil, somam mais de 7 mil indivíduos, divididos em 12 diferentes terras. O “livro da cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias de uma dessas terras indígenas que se estende pelo rio Jordão.

Chamado de “Livro da Cura” e produzido pelo Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IJBRJ) e pela Editora Dantes, ele descreve 109 espécies da terapêutica indígena, em uma tiragem de 3.000 exemplares em papel comum, couchê, e mais 1.000 no papel sintético, destinado exclusivamente às aldeias indígenas.

O projeto foi idealizado pelo pajé Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru, que morreu pouco tempo antes de a obra ser concluída. A pesquisa e a organização das informações levaram dois anos e meio e foram coordenadas pelo botânico Alexandre Quinet, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

“O pajé Ĩka Muru era um cientista da floresta, observador das plantas. Há mais de 20 anos ele vinha reunindo esse conhecimento até então oral, em seus caderninhos. Buscando informações com os mais antigos e transmitindo para os aprendizes de pajé. Ele tinha o sonho de registrar tudo em um livro impresso, como os brancos fazem, e deixar disponível para as gerações futuras”, contou Quinet. O “Livro da Cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias das terras indígenas que se estendem pelo rio Jordão.

Todo o conteúdo do livro, que apresenta não apenas as plantas medicinais, mas também um pouco da cultura do povo Huni Kuĩ, como hábitos alimentares, músicas e concepções sobre doença e espiritualidade, está escrito em “hatxa kuĩ” – a língua falada nas aldeias do rio Jordão – e traduzido para o português.

“O objetivo inicial do pajé Ĩka Muru era criar um material de ensino para aprendizes de pajé, visando a facilitar a localização das plantas nos jardins medicinais. Mas o livro também tem o objetivo de difundir a cultura da tribo  e a importância de sepreservar a floresta de forma ampla. Buscaram o Jardim Botânico para que esse conhecimento pudesse ser universalizado dentro de bases científicas”, disse Quinet.

Referências:
http://agencia.fapesp.br/19667
https://www.facebook.com/UnaIsiKayawa?fref=ts​
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/jardim-botanico-do-rio-lanca-livro-de-plantas-medicinais-em-tribo-no-acre,1654b87cd9106410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

 

15
agosto
2014
fruta feia pode contribuir para diminuir fome no mundo!

A pera é toda torta. A maçã, pequenininha. O tomate tem mancha. A alface está meio passada. Mas a qualidade é a mesma ou até melhor, porque são fresquinhos, vieram diretamente do agricultor. São apanhados de manhã e vendidos à tarde.  É só uma questão de aparência.
 
Com o lema "Gente Bonita Come Fruta Feia", a cooperativa portuguesa “Fruta Feia”, que já tem apoio da COTEC Portugal (Associação Empresarial para a Inovação) e da Fundação Gulbenkian, pretende criar as bases que permitam diminuir o desperdício de frutas e legumes em Portugal. Em declarações à rádio TSF, sua presidente, Isabel Soares, recordou que toneladas de frutas e hortícolas ficam nos terrenos porque os agricultores nem as apanham, sabendo que não as conseguem vender porque não apresentam boa aparência.
 
Cerca de metade da comida produzida no mundo cada ano vai para o lixo. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o atual desperdício alimentar nos países industrializados ultrapassa 1,3 bilhões de toneladas por ano, suficientes para alimentar as cerca de 925 milhões de pessoas que todos os dias passam fome. 
Pelos dados estatísticos apresentados no ano passado, em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano, ou seja 17% do que é produzido, vai para o lixo. 
Na Europa toda, o desperdício de produtos hortofrutícolas próprios para consumo chega aos 30%. 

Esse desperdício tem consequências não apenas éticas, mas também ambientais, já que envolve o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção (como terrenos, energia e água) e a emissão de dióxido de carbono e metano resultante da decomposição dos alimentos que não são consumidos.
 
Os motivos para tal desperdício são vários e ocorrem ao longo de toda a cadeia agroalimentar: condições inadequadas de colheita, armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade demasiado apertados e promoções que encorajam os consumidores a comprarem em excesso, entre outros, são algumas das causas que contribuem para o enorme desperdício atual.

Em vista desse panorama, o Parlamento Europeu declarou 2014 como o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. A proposta foi apresentada para que sejam tomadas decisões importantes na resolução do problema do desperdício alimentar que existe na Europa. 

Assim como o projeto “Fruta Feia”, há outros, como o “Fruit Moche”, iniciativa francesa do supermercado Intermarché que visam a combater uma ineficiência de mercado, criando um mercado alternativo para frutas e hortaliças “feias” que consigam alterar padrões de consumo. Um mercado que gere valor para os agricultores e consumidores e combata tanto o desperdício alimentar como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção.
 
Essa é uma daquelas ideias simples que, se derem certo, podem ser boas para todo mundo: para o produtor rural, que vende o produto que antes ia para o lixo ou, no máximo, para  a alimentação dos animais; para os consumidores, que fazem uma boa economia, porque compram mais barato e, principalmente, para o meio ambiente, porque há economia de energia, água, espaço.
 
Uma boa ideia, que deveria se espalhar pelo mundo.
 
referências
http://www.frutafeia.pt/projecto
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/12/mercado-de-fruta-feia-oferece-menor-preco-e-reduz-desperdicio-em-lisboa.html
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3414755
http://europedirect.ccdr-alg.pt/site/index.php?name=News&file=article&sid=170#.U-4gc1aZMnU
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-desperdicio-de-comida-imp-,992093
http://envolverdhttp://envolverde.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/e.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/

26
junho
2014
Conheça o projeto Composta São Paulo, da Prefeitura, e participe!

O lixo é um grande problema nas grandes metrópoles, em todo o mundo. Em São Paulo, mandamos 18 mil toneladas de lixo para os aterros sanitários  diariamente, sendo 10 mil de resíduos domésticos. 

Dos resíduos domésticos, mais da metade (5 mil toneladas diárias) são resíduos orgânicos, que poderiam ser compostados em casa. 
 

O que é um aterro sanitário?

É uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem para descarte de seus resíduos: o aterramento. Consiste basicamente na compactação dos resíduos no solo, na forma de camadas que são periodicamente cobertas com terra ou outro material inerte. E, mesmo sendo o método sanitário mais simples de destinação final de resíduos sólidos urbanos, exige cuidados especiais para não contaminar o solo e o lençol freático, por exemplo, e técnicas específicas, desde a seleção e preparo da área até sua operação e monitoramento.

Atualmente, os aterros sanitários vêm sendo severamente criticados porque não têm como objetivo o tratamento ou a reciclagem dos materiais presentes no lixo urbano. De fato, são apenas uma forma de armazenamento de lixo no solo, na verdade umaalternativa que não pode ser considerada a mais indicada, até porque os espaços úteis para essa técnica tornam-se cada vez mais escassos. 

Teoricamente, a maioria desses rejeitos também pode ser reciclada, mas não é o que ocorre na prática, pois diversos fatores de ordem técnica e econômica inviabilizam grande parte dos processos, deixando como opção fácil o descarte em aterro. 
 

O que é a compostagem?

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica (como estrume, folhas, papel e restos de comida)  em um material semelhante ao solo, a que se chama composto e que pode ser utilizado como adubo.

A compostagem doméstica, realizada em pequenas composteiras, reduz os impactos ambientais ocasionados pela presença dos resíduos orgânicos nos aterros sanitários e produz adubo para as plantas na própria cidade. Uma solução prática e aplicável, que está ao nosso alcance, mas que depende da conscientização e da atitude de cada cidadão. 
 

O que é uma composteira?

É uma estrutura própria para o depósito e processamento do material orgânico. Geralmente aquelas feitas para locais pequenos possui proteção de tijolos, que formam as 4 paredes de uma espécie de caixa. Nesse local é colocado o material orgânico, além de folhas secas por cima, para evitar o cheiro ruim. 

Existem também composteiras pequenas, pré-fabricadas, também para uso doméstico (veja links no final desta matéria).
 

Sobre o projeto:

O projeto Composta São Paulo é uma iniciativa da Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo, por meio da AMLURB, realizado pelas concessionárias de limpeza urbana LOGA e ECOURBIS. Trata-se de uma iniciativa-piloto do Programa de Compostagem Doméstica, que é parte do RECICLA SAMPA - uma rede de iniciativas para melhor destinação dos resíduos da cidade. A idealização e a execução são da Morada da Floresta, empresa referência em compostagem doméstica e empresarial: 2mil domicílios de diversos perfis serão selecionados para receber uma composteira doméstica e participar de oficinas de compostagem e plantio. Além de fazer parte de uma comunidade online de troca de conhecimento e experiências, os participantes ajudarão a gerar informações e aprendizados fundamentais para a definição de uma política pública que estimule a prática da compostagem doméstica na cidade de São Paulo.

Acima de tudo, o COMPOSTA SÃO PAULO é para pessoas interessadas em uma cidade e um futuro melhor. Faça parte deste movimento!

 

Conheça o projeto:
http://www.compostasaopaulo.eco.br

Conheça como funciona uma composteira:
http://www.ib.usp.br/coletaseletiva/saudecoletiva/compostagem.htm
http://loja.moradadafloresta.org.br/ecommerce_site/categoria_502_5735_Compostagem-Domestica

Mais referências:
http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/biogas/Aterro%20Sanitário/21-Aterro%20Sanitário
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/aterro_sanitario.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/aterro-sanitario.htm
http://www.brasilescola.com/busca/?q=reciclagem&x=-1191&y=-86

28
maio
2014
O projeto Nascentes Verdes Rios Vivos une reflorestamento e educação para conservar a água.

Desde 2006, o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), ONG com sede na
cidade de Nazaré Paulista (SP), vem realizando o plantio de mudas de árvores
nativas da Mata Atlântica, entre outras ações para a conservação da
biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos do Sistema Cantareira de
abastecimento de água. O plantio é parte de um projeto muito amplo,
envolvendo ações de restauração florestal, alternativa de renda, pesquisa
com fauna e educação ambiental. Dentro dessa estratégia maior, visando à
conservação ambiental, foram desenvolvidas ações educativas direcionadas à
população local, envolvendo estudantes da rede pública de ensino, como uma
das estratégias para atingir a comunidade.

A população como um todo também pode ajudar de outro modo. Por exemplo:
contribuindo com R$ 40,00, você estará proporcionando a participação de um
estudante da rede pública de Nazaré Paulista nas atividades do projeto ao
longo de 2014.

Adote um aluno e caminhe com o IPÊ!

Acesse:
http://www.ecodobem.com.br/projetos/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o IPE:
http://www.ipe.org.br

13
maio
2014
A Virada Cultural acontece neste final de semana!

A Virada Cultural, que acontece das 18 h deste sábado, 17 de maio, até as 18 h do domingo, é um evento realizado pela Prefeitura de São Paulo, que busca, antes de tudo, promover a convivência em espaço público, convidando a população a se apropriar do centro da cidade, por meio da arte, da música, da dança, das manifestações populares.
Ela foi inspirada na “Nuit Blanche” francesa, criada em 2002, quando museus abrindo de madrugada, por exemplo, quebram as expectativas do público, incitando a  uma participação massiva. Esse tipo de evento espalhou-se por outras cidades europeias, como Madri, Bruxelas, Roma, e chegou até a  Lima, no Peru.
Em São Paulo, tem duração de 24 horas e oferece atrações culturais para pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos, que ocupam, ao mesmo tempo, a mesma região da cidade.
 
Desde sua primeira edição, em 2005, a Virada Cultural atrai milhares de pessoas de todas as partes de São Paulo e do Brasil  e, ao longo dos anos, a festa foi ampliando cada vez mais seu perímetro, até incorporar, recentemente, a região da Luz, além da República e do Anhangabaú.
 

PROGRAMAÇÃO
Além da rede municipal de equipamentos – incluindo os Centros Educacionais Unificados (CEUs) –, a organização da Virada Cultural conta com parceiros estratégicos como o SESC e o Governo do Estado, que aderem com seus equipamentos culturais descentralizados. O Metrô de São Paulo fica aberto durante as 24 horas do evento, garantindo a circulação das pessoas.

Veja a programação completa da prefeitura e monte o seu programa:
http://viradacultural.prefeitura.sp.gov.br/2014/programacao/
 
E MAIS! Shows, espetáculos teatrais, circo, cinema, gastronomia, na rua e nos centros culturais e teatros da cidade…:
http://catracalivre.com.br/sp/editoria/agenda/virada-cultural/


SEGURANÇA
Este ano, a secretaria de Cultura e a PM montaram um esquema de segurança especial para evitar situações perigosas e desagradáveis. 
Veja as dicas de segurança:
http://vejasp.abril.com.br/materia/virada-cultural-dicas-seguranca 


Sobre reforço no policiamento:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/virada-cultural-de-sp-tera-reforco-no-policiamento
http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/cultura/virada-cultural-tera-seguran-refor-ada-palcos-mais-proximos/3/19/2312223

6
maio
2014
Chega de desperdício!
Vamos zerar a fome do mundo?

A campanha Pensar.Comer.Conservar da iniciativa Save Food, é uma parceria do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), da FAO (Food and Agriculture Organization) e da Messe Düsseldorf visando zerar a fome mundial, pela união de ações difundidas global, regional e nacionalmente.  Tal cruzada tem também o objetivo de catalisar mais setores da sociedade para se tornarem conscientes e iniciarem ações a partir da troca de ideias inspiradoras e estudos de caso.

Nesse sentido, o website da campanha é um portal de ideias, notícias e conteúdo, e serve de chamada para que todos passem a tomar uma atitude em relação a esse problema global.

Um estudo recente revelou que cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo é perdida ou desperdiçada ao longo do ciclo de produção e consumo. Aproximadamente metade dessa quantidade é resultante de varejo ou de consumidores de regiões industrializadas que descartam alimentos que poderiam ser consumidos. A quantidade total de alimentos desperdiçados é de 300 milhões de toneladas, o suficiente para alimentar um número estimado em 900 milhões de pessoas famintas no mundo todo (FAO).

A “perda” de alimentos refere-se a alimentos rejeitados ou estragados, antes de alcançar o estágio final de seu ciclo. Normalmente acontece nos estágios de produção, colheita, processamento e distribuição da cadeia de abastecimento.
O “desperdício” de comida refere-se àqueles alimentos que completam todo o ciclo da cadeia de abastecimento, são considerados produtos de boa qualidade e adequados para o consumo, mas ainda assim não são consumidos porque são descartados, seja antes ou depois de estragados. 

Do que se trata a campanha contra o desperdício de alimentos?

O desperdício de alimentos é um problema global massivo com implicações negativas em aspectos humanitários, ambientais e financeiros.

Porém, com mudanças simples e fáceis dos nossos hábitos, nós podemos mudar esse paradigma.

Muitas campanhas regionais, por exemplo, vêm sendo lançadas recentemente, reforçando o desafio de se evitar o desperdício de alimentos em nível nacional e em setores-chave que incluem hoteis, restaurantes, supermercados e residências. Surpreendentemente, um terço de toda a comida não-consumida em países em desenvolvimento é desperdiçada em residências.

Por isso, atitudes simples por parte dos consumidores e comerciantes podem reduzir dramaticamente a quantidade atual de 1.3 bilhão de toneladas de comida perdida ou desperdiçada por ano e ajudar a formar um futuro sustentável.

Algumas pessoas pensam que a comida desperdiçada vai parar na terra de qualquer forma, virando adubo, o que seria um bom uso para ela. Mas acontece que nos lixões, não há condições para a compostagem - muito ao contrário — e quando essa comida despejada não encontra condições apropriadas, luz e ar, ela produz gás metano, o que contribui para o aquecimento global. 

Devido à falta de controle de quantidade ou à compra exagerada de alimentos frescos que acabam estragando, estima-se que despejamos um terço de toda a comida que a gente compra toda semana!

Veja as dez dicas para reduzir a sua pegada alimentar e a sua conta de supermercado!

1.Faça compras de maneira inteligente — planeje as refeições, faça listas de compras, evite fazer compras por impulso. 

2.Compre “frutas esquisitas” — em muitos casos, frutas e vegetais são jogados fora porque apresentam tamanho, formato e cor “inadequados”. Comprando essas frutas que, na verdade, muitas vezes estão em perfeitas condições para o consumo, você está utilizando comida que poderia ser perdida.

3.Entenda as datas de vencimento — nem sempre as datas indicadas para venda do produto não indicam a qualidade do mesmo. Em muitos casos, trata-se de sugestões do produtor para a qualidade máxima do produto (“melhor se consumido até”) O importante é o “consuma até”: consuma o produto até a data indicada ou verifique se você pode congelá-lo.

4.Zere a sua geladeira — coma alimentos que já estão na sua geladeira, antes de comprar mais ou preparar algo novo. Siga as recomendações para armazenamento, para manter a melhor qualidade desses alimentos. Alguns websites como o www.lovefoodhatewaste.com (em inglês), podem ajudar a elaborar receitas criativas para aproveitar comida que poderiam estragar em breve.

5.Use o seu congelador — alimentos congelados mantém-se seguros por muito mais tempo. Congele produtos frescos e sobras de refeições, se você sabe que não vai consumi-los antes de estragarem.

6.Peça porções menores — frequentemente, restaurantes oferecem meias-porções por preços menores.

7.Faça compostagem — você pode reduzir o impacto sobre o clima fazendo a compostagem de restos de comida. Compostagem também recicla nutrientes, que são aproveitados pela terra.

8.Tenha regras na sua cozinha — o primeiro produto que for aberto deverá ser consumido até o fim antes de abrir um novo. Tenha controle sobre a sua despensa. Cozinhe e coma primeiro o que você comprou primeiro. Armazene os enlatados mais novos no fundo das prateleiras; mantenha os mais velhos na frente para facilitar o acesso.

9.Aprecie as sobras das refeições — o bife de frango que sobrou do jantar de hoje pode ser aproveitado no sanduíche de amanhã. Seja criativo! No restaurante, leve as sobras para casa para poder comer mais tarde. Congele as sobras se você não quiser comer imediatamente. Poucos de nós levamos as sobras dos restaurantes para casa. Não tenha vergonha de pedir!

10.Faça doações — alimentos não-perecíveis e alimentos perecíveis que ainda apresentam boas condições de consumo podem ser doados para refeitórios locais, por exemplo. Programas locais e nacionais frequentemente vão até a sua casa para buscar o produto e até oferecem de graça recipientes reutilizáveis aos doadores.

 

ACESSE O SITE  para ter informações completas e participar desse movimento!

E saiba mais sobre o assunto:
http://www.un.org/es/zerohunger/#&panel1-1
https://www15.bb.com.br/site/fz/mapa/DocPrefeitos.htm
http://www.coladaweb.com/politica/programa-fome-zero
http://www.un-foodsecurity.org/node/1356
 

 

28
março
2014
1964
Glossário dos principais verbetes e links/referências

AI 5
O Ato Institucional nº 5, ou AI-5, foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar brasileiro nos anos seguintes ao Golpe Civil-Militar de 1964. Em 13 de dezembro de 1968, 24 homens que comandavam a ditadura militar brasileira  reuniram-se com o então presidente Arthur da Costa e Silva, para editar o decreto que marcou o início do período mais duro da ditadura  O AI-5 deu ao regime uma série de poderes para reprimir seus opositores: fechar o Congresso Nacional e outros legislativos (medida regulamentada pelo Ato Complementar nº 38), cassar mandatos eletivos, suspender por dez anos os direitos políticos de qualquer cidadão, intervir em estados e municípios, decretar confisco de bens por enriquecimento ilícito e suspender o direito de habeas corpus para crimes políticos. O ministro da Justiça, Gama e Silva, anunciou as novas medidas em pronunciamento na TV, à noite. Os primeiros efeitos do AI-5 foram percebidos naquela mesma noite. O Congresso é fechado. O ex-presidente Juscelino Kubitschek, ao sair do Teatro Municipal do Rio – onde tinha sido paraninfo de uma turma de formandos de engenharia–  foi levado para um quartel em Niterói, onde permaneceu preso num pequeno quarto por vários dias. O governador Carlos Lacerda foi preso no dia seguinte pela PM da Guanabara. Após uma semana em greve de fome, conseguiu ser libertado.
Veja a lista dos 24 que estavam na reunião e como votaram: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/hotsites/ai5/ 
O AI-5 foi extinto apenas dez anos depois, em dezembro de 1978, pelo presidente Ernesto Geisel, dando início a uma “abertura lenta e gradual”.
No ano seguinte, 1979, a lei da Anistia foi promulgada pelo presidente João Batista Figueiredo, concedendo anistia aos cassados pelo regime militar e também aos membros do governo acusados de tortura.
 
 
ANISTIA
Perdão dado de maneira generalizada. 
Absolvição que, dada através de ato público, concede o perdão por crimes políticos. 
A palavra vem do grego amnestía, que significa "esquecimento".
Anistia é o ato do poder legislativo pelo qual se extinguem as consequências de um fato que em tese seria punível e, como resultado, qualquer processo sobre ele. É uma medida ordinariamente adotada para pacificação dos espíritos após motins ou revoluções. 
 
 

CASSAR
(=anular)
Cassação é uma punição que tolhe ao condenado o direito de ocupar um cargo público e de ser eleito a qualquer outra função por um determinado período de tempo.A cassação é a extinção do direito porque o destinatário descumpriu condições que deveriam permanecer atendidas, a fim de poder continuar desfrutando de sua posição.

Durante a ditadura militar, cassações eram constantes e bastante arbitrárias.

 
 
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi aprovada em 1948 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento é a base da luta universal contra a opressão e a discriminação, defende a igualdade e a dignidade das pessoas e reconhece que os direitos humanos e as liberdades fundamentais devem ser aplicados a cada cidadão do planeta.
Quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos começou a ser pensada, o mundo ainda sentia os efeitos da Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945.
Outros documentos já haviam sido redigidos em reação a tratamentos desumanos e injustiças, como a Declaração de Direitos Inglesa (elaborada em 1689, após as Guerras Civis Inglesas, para pregar a democracia) e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (redigida em 1789, após a Revolução Francesa, a fim de proclamar a igualdade para todos).
Depois da Segunda Guerra e da criação da Organização das Nações Unidas (também em 1945), líderes mundiais decidiram complementar a promessa da comunidade internacional de nunca mais permitir atrocidades como as que haviam sido vistas na guerra. Assim, elaboraram um guia para garantir os direitos de todas as pessoas e em todos os lugares do globo.
 
Veja o texto integral da Declaração em:
http://unicrio.org.br/img/DeclU_D_HumanosVersoInternet.pdf
referência:
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2009/11/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-garante-igualdade-social
 
 

DEMOCRACIA
Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente (Democracia Direta) ou através dos seus representantes livremente eleitos (Democracia Representativa).

Embora existam pequenas diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas distinguem o governo democrático de outras formas de governo.

O termo origina-se do grego antigo δημοκρατία (dēmokratía ou "governo do povo"), que foi criado a partir de δῆμος (demos ou "povo") e κράτος (kratos ou "poder"), no século V a.C., para denotar os sistemas políticos então existentes em cidades-Estados gregas, principalmente Atenas. 

Não existe consenso sobre a forma correta de definir a democracia, mas a igualdade, a liberdade e o Estado de direito foram identificadas como características importantes desde os tempos antigos. Esses princípios são refletidos quando todos os cidadãos elegíveis são iguais perante a lei e têm igual acesso aos processos legislativos. 

Por exemplo, em uma democracia representativa, cada voto tem o mesmo peso, não existem restrições excessivas sobre quem quer se tornar um representante, e a liberdade de seus cidadãos é protegida por uma constituição.

A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, devem proteger os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias, como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente da vida política, econômica e cultural da sociedade.

 

DESAPARECIDOS POLÍTICOS

Chamam-se desaparecidos políticos no Brasil os militantes de organizações de oposição à ditadura militar (1964-1985) cujo paradeiro é desconhecido ou cuja morte é presumida, embora não comprovada. A responsabilidade por esses desaparecimentos forçados durante a ditadura tem sido atribuída a organizações do Estado brasileiro ou a terceiros - com autorização, apoio ou consentimento dos governantes da época.
Segundo a “Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos”, o regime militar instaurado em 1964 levou à morte 380 pessoas, entre as quais 147 desaparecidos, termo usado para se referir àqueles cujos corpos jamais foram entregues às famílias. 

 

DIREITOS HUMANOS 
Direitos humanos são direitos e liberdades a que todos têm direito, não importa quem sejam nem onde vivam. Para viver com dignidade, os seres humanos têm o direito de viver com liberdade, segurança e um padrão de vida decente.
Os direitos humanos não precisam ser conquistados – eles já pertencem a cada um de nós, simplesmente por sermos seres humanos. Não podem ser retirados de nós – ninguém tem o direito de privar qualquer pessoa de seus direitos. 
 
Os direitos humanos são protegidos sob o direito internacional, fundamentados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Declaração expressa a busca pela dignidade humana e faz os governos se comprometerem com a defesa dos direitos humanos de todos. Nos mais diferentes lugares do planeta, as pessoas seguem lutando para que essa promessa se torne realidade.

 

DITADURA
Ditadura é um regime governamental no qual todos os poderes do Estado estão concentrados em um indivíduo, um grupo ou um partido. É um regime antidemocrático em que não existe a participação da população e qualquer oposição ao governo é proibida e condenada.

Geralmente, a ditadura é implantada através de um golpe de estado.
A ditadura militar é uma forma de governo em que o poder é totalmente controlado por militares. Esse tipo de regime foi muito comum na América, especialmente no Brasil, onde durou mais de 20 anos.

Mas nem sempre as ditaduras se dão por golpe militar: podem surgir por golpe de Estado civil ou a partir de um grupo de governantes democraticamente eleitos que usam a lei para preservar o poder, como aconteceu, por exemplo, na ditadura imposta por Adolf Hitler na Alemanha nazista: o golpe se desencadeou a partir das próprias estruturas de governo, com o estabelecimento de um estado de exceção e posteriormente, a supressão dos outros partidos e da normalidade democrática.

 
GOLPE
Golpe de Estado, consiste na derrubada ilegal de um governo constitucionalmente legítimo. Os golpes de Estado podem ser violentos ou não, e podem corresponder aos interesses da maioria ou de uma minoria.
Alguns golpes de Estado caem na categoria dos golpes militares, em que unidades das forças armadas ou de um exército popular conquistam alguns lugares estratégicos do poder político para assim forçar a rendição do governo. 
Tem este nome de golpe porque se caracteriza por uma ruptura institucional repentina, contrariando a normalidade da lei e da ordem e submetendo o controle do Estado (poder político institucionalizado) a pessoas que não haviam sido legalmente designadas (fosse por eleição, hereditariedade ou outro processo de transição legalista).
Assim, a expressão golpe de Estado foi criada para designar a tomada de poder por vias excepcionais, à força, geralmente com apoio militar ou de forças de segurança.
Outros aspectos comuns que acompanham (antecedendo ou sucedendo) um golpe de Estado são:
• suspensão do Poder Legislativo, com fechamento do congresso ou parlamento;
• prisão ou exílio de oposicionistas e membros do governo deposto;
• intenso apoio de determinados setores da sociedade civil;
• instauração de regime de exceção, com suspensão de direitos civis, cancelamento de eleições e decretação de estado de sítio, estado de emergência ou lei marcial;
instituição de novos meios jurídicos (decretos, atos institucionais, nova constituição) para legalizar e legitimar o novo poder constituído.
 
 
REVOLUÇÃO
Revolução significa uma transformação profunda, um movimento de grandes proporções que rompe com o que existia até então. Geralmente, ela surge das bases da sociedade e envolve uma grande quantidade de pessoas, alterando as estruturas políticas, econômicas e sociais. A Revolução Francesa de 1789, é um bom exemplo. Ela contou com o envolvimento popular nas cidades e no campo e transformou a ordem vigente. 
 
As revoluções têm ocorrido durante a história da humanidade e variam muito em termos de métodos, duração e motivação ideológica. Podem dar-se por formas pacíficas ou violentas. Seus resultados incluem grandes mudanças na cultura, economia, e drástica mudança das instituições e ideários sociopolíticos.
  
 
TORTURA
Tortura é a imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação, punição, para obtenção de uma confissão, informação ou simplesmente por prazer da pessoa que tortura.
Métodos deliberadamente dolorosos de execução por crimes graves foram parte da Justiça até o desenvolvimento do Humanismo, na filosofia do século XVII. Na Inglaterra, as penas cruéis foram abolidas pela Declaração de Direitos de 1689. Durante o Iluminismo desenvolveu-se no mundo ocidental a ideia de direitos humanos universais . A adoção do Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, marca o reconhecimento, pelo menos formal, da proibição da tortura por todos estados membros da ONU. 
A tortura foi proibida pela Terceira Convenção de Genebra (1929) e por convenção das Nações Unidas, adotada pela Assembleia Geral em 10 de dezembro de 1984 e ratificada pelo Brasil apenas em 28 de setembro de 1989. A tortura constitui uma grave violação dos Direitos Humanos, não obstante ainda ser praticada no mundo, frequentemente coberta por uma definição imprecisa do conceito nas legislações locais.
 
 
 
 
 
Referências
http://www.infoescola.com/historia/golpe
http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/Golpe1964
http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/campanha/exilados-e-banidos-da-vida-publica/
http://www.documentosrevelados.com.br/repressao/conheca-os-desaparecidos-politicos-do-brasil-2/
http://arte.folha.uol.com.br/treinamento/2014/01/05/50-anos-golpe-64/
http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/132872/Golpe-de-64-revolução-para-quem.htm 
http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/27/1964-golpe-ou-revolucao.htm
http://saibahistoria.blogspot.com.br/2011/08/diferenca-entre-revolucao-e-golpe.html
http://anistia.org.br/direitos-humanos
http://www.dicionarioinformal.com.br/cassação/
http://www.brasilescola.com/gramatica/cacar-ou-cassar.htm


 

videos
http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/campanha/galerias/videos.htm

28
março
2014
Golpe de 64 - programação do Ítaca

Imagens de trabalhos dos alunos

 

Pelo Brasil afora, este foi um mês de rememorar um período de nossa história: faz 50 anos que ocorreu o Golpe Militar que deu início a duas décadas, pelo menos, de ditadura no país.

No Ítaca, o projeto de relembrar esse período, entendê-lo e refletir sobre ele abrangeu o Ensino Fundamental I, o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio. Foram aulas, debates, encontros, trabalhos de alunos, visitas a museus, depoimentos de quem viveu aquilo tudo, visando não só aos fatos de então, mas também a esta nossa sociedade hoje, passadas essas cinco décadas.

 

Veja a programação que fizemos na escola

 

EF 1 – Semanas de 17 a 31 de março – Resgate de Memórias

Alunos de 4º e 5º ano EF1 – ouviram depoimentos de pais, avós, parentes e conhecidos em geral

 

EF 2 – Semanas de 17 a 31 de março – Visita ao Memorial da Resistência com alunos do 7º ao 9º ano.

Houve leitura de textos e debates.

 

EM - O QUE RESTA DA DITADURA: 50 anos do Golpe Militar no Brasil

DIA 13/3 (5ª-feira): Exibição do vídeo 15 Filhos (Maria de Oliveira e Marta Nehring, 1996)
Aula da prof.ª Ciça Jorquera: Breve história do Golpe.

DIA 18/3 (3ª-feira): Exibição do filme Que bom te ver viva (Lucia Murat, 1989) 

DIA 21/3 (6ª-feira): Depoimento aos alunos de militante político à época. 

DIA 25/3 (3ª-feira): Conversa com os profs. Renato Izabela e Fernando  Vidal: Arte e Resistência.
Exibição de vídeos, imagens, músicas.

DIA 26/3 (4ª-feira):  Conversa com o prof. Maurício Costa: Exceção hoje.

DIA 28/03 (6ª feira) – Cine-debate sobre o filme “Zuzu Angel”, organizado pelo Grêmio do Ítaca, com a participação de alunos do EF2 e EM e ex-militantes políticos convidados. Debate sobre os aspectos da militância na época da ditadura e atualmente.

DIA 31/3 (2ª-feira): Mesa de discussão/análise/reflexão, com convidados: O que resta da ditadura?

27
março
2014
Uma exposição sobre a história e os direitos dos indígenas

No próximo dia 31 de março de 2014 será aberta a exposição Povos Indígenas no Brasil 1980/2013 – Retrospectiva em Imagens da Luta dos Povos Indígenas no Brasil por seus Direitos Coletivos, promovida pela Embaixada da Noruega e pelo Instituto Socioambiental (ISA),

A exposição traz momentos e personagens históricos, retratados em um período de 33 anos no qual os povos indígenas saíram da invisibilidade para entrar de vez no imaginário e na agenda do Brasil contemporâneo.

O marco desse processo foi a inclusão dos direitos indígenas na Constituição. Entre outros temas, as imagens retratam:
•  a participação indígena na Constituinte (1986-1988),
•   a batalha pelo reconhecimento das Terras Indígenas
•   a resistência às invasões de garimpeiros e madeireiros, o apoio de músicos como Sting e Milton Nascimento
•   a apropriação das tecnologias do homem branco
•   as ameaças aos últimos povos “isolados”
•   as mobilizações recentes pela garantia de seus direitos.

Uma verdadeira aula de história do Brasil para crianças e adolescentes.
A ideia é oferecer aos estudantes não somente informações sobre a história da luta indígena por seus direitos, mas também sensibilizá-los para a sociodiversidade indigena no país, como dados sobre a população atual, seus modos de vida, lideranças mais atuantes, entre outros.

Parque do Ibirapuera - Arena de Eventos (portão 10)
1º a 22 de abril de 2014

das 8h30 às 18h30
de segunda a sábado

21
janeiro
2014
Objetivos de desenvolvimento até 2015

Em 2000, 119 países integrantes da ONU (Organização das Nações Unidas) assinaram um documento que consolidou várias metas estabelecidas nas conferências mundiais ocorridas ao longo dos anos 90.

O documento estabeleceu um conjunto de objetivos para o desenvolvimento e a erradicação da pobreza no mundo – os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – que devem ser adotados pelos estados-membros das Nações Unidas, com a meta de alcançá-los até 2015.

O acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio deve considerar especificidades nacionais. Assim, cada país deve valer-se de suas capacidades para implementar políticas e programas para atingir os objetivos e monitorá-los.

Os ODM consistem na estratégia de maior alcance e importância delineada pelas Nações Unidas para a promoção do desenvolvimento humano dentre seus estados-membros: um papel importantíssimo na promoção da luta global contra a extrema pobreza.

Os objetivos do milênio apontam componentes-chave no conceito de desenvolvimento humano sustentável, e que podem conduzir à melhoria das condições de vida de todos os seres humanos.

Veja abaixo as metas estabelecidas para 2015 e os resultados do Brasil, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):

 

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome

O Brasil já cumpriu o objetivo de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza: de 25,6% da população, em 1990, para 4,8%, em 2008. Mesmo assim, 8,9 milhões de brasileiros ainda tinham renda domiciliar inferior a US$ 1,25 por dia, até 2008. Para se ter uma ideia do que isso representa em relação ao crescimento populacional do país, em 2008 o número de pessoas vivendo em extrema pobreza era quase um quinto do observado em 1990 e pouco mais do que um terço do valor de 1995. Diversos programas governamentais estão em curso com o objetivo de alcançar esta última meta.

 

2. Atingir o ensino básico universal

No Brasil, os dados mais recentes são do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM, de 2010, com estatísticas de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental. Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões Norte e Nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida.

Em matemática, o Brasil registrou uma pontuação de 391 em matemática. Segundo o relatório sobre o desempenho brasileiro no Pisa, o país foi aquele que registrou maior salto, desde 2003, na performance em matemática - a área foi o foco da prova aplicada em 2012.Naquele ano, a pontuação dos estudantes brasileiros foi de 356.

 

3. Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

O empoderamento das mulheres é importante não apenas para o cumprimento do Objetivo 3, mas para vários outros , em especial os ligados a pobreza, fome, saúde e educação. No Brasil, as mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens, ainda que trabalhando nas mesmas funções, e ocupam os piores postos. Em 2008, 57,6% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, frente a 80,5% dos homens. Em 2010, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas.

 

4. Reduzir a mortalidade na infância

As projeções para os ODM ligados à saúde são as piores, no grupo de metas estabelecidas até 2015. O Brasil reduziu a mortalidade infantil (crianças com menos de um ano) de 47,1 óbitos por mil nascimentos, em 1990, para 19, em 2008. Até 2015, a meta é reduzir esse número para 17,9 óbitos por mil, mas a desigualdade ainda é grande: crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer do que as ricas, e as nascidas de mães negras e indígenas têm a maior taxa de mortalidade. O Nordeste apresentou a maior queda nas mortes de zero a cinco anos, mas a mortalidade na infância ainda é o quase o dobro das taxas registradas no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.

 

5. Melhorar a saúde materna

Segundo o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM de 2010, o Brasil registrou uma redução na mortalidade materna de praticamente 50%, desde 1990. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) corrigida para 1990 era de 140 óbitos por 100 mil nascidos, enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos. O relatório explica que a melhora na investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos de idade), que permite maior registro dos óbitos maternos, possivelmente contribuiu para a estabilidade da RMM observada nos últimos anos da série.

 

6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a proporcionar acesso universal e gratuito para o tratamento de HIV/Aids na rede de saúde pública. Quase 200 mil pessoas recebem tratamento com antirretrovirais financiados pelo governo. A sólida parceria com a sociedade civil tem sido fundamental para a resposta à epidemia no país. De acordo com dados do Relatório de Acompanhamento dos ODM de 2010, a taxa de prevalência da infecção na população em geral, de 15 a 49 anos, é de 0,61% e cerca de 630 mil pessoas vivem com o vírus.

 

7. Garantir a sustentabilidade ambiental

O país reduziu o índice de desmatamento, o consumo de gases que provocam o buraco na camada de ozônio e aumentou sua eficiência energética com o maior uso de fontes renováveis de energia. O acesso à água potável deve ser universalizado, mas a meta de melhorar condições de moradia e saneamento básico ainda depende dos investimentos a serem realizados e das prioridades adotadas pelo país. A estimativa é de que o Brasil cumpra, na média nacional, todos os 8 ODM, incluindo o ODM 7. Mas este é considerado por muitos especialistas como um dos mais complexos para o país, principalmente na questão de acesso aos serviços de saneamento básico em regiões remotas e nas zonas rurais.

 

8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

O Brasil foi o principal articulador da criação do G-20 nas negociações de liberalização de comércio da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio. Também se destaca no esforço para universalizar o acesso a medicamentos para a Aids. O país é pró-ativo e inovador na promoção de parcerias globais usando a Cooperação Sul-Sul e a contribuição com organismos multilaterais como principais instrumentos.

 

Referências:

http://www.pnud.org.br/ODM.aspx

http://www.objetivosdomilenio.org.br

http://www.institutoatkwhh.org.br/compendio/?q=node/19

www.nospodemos .org.br

http://www.odmbrasil.gov.br/os-objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio

http://www.redebrasilvoluntario.org.br/

25
novembro
2013
O Congresso da UBES acontece esta semana em Minas
postado sob cidadania, Ítaca, política

De 28 de novembro a 1 de dezembro próximos, será realizado o CONUBES – Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), em Contagem, Minas Gerais. O Congresso elegerá a nova diretoria para a próxima gestão, além de debater como a entidade se posicionará em relação aos últimos acontecimentos no país, quais suas posições em relação à política do governo, etc.  A UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – criada em 1948, é uma instância de participação dos estudantes de Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio, na vida política do país e destacou-se em momentos politicos decisivos, trazendo a voz dos estudantes como participantes das decisões da nação.


Como funciona?
O congresso da UBES é aberto ao público, mediante inscrição, mas apenas os representantes das escolas, seus delegados, têm a responsabilidade de ir ao Congresso, com direito a voto.  O Ítaca tem direito a 1 delegado: cada escola elege 1 delegado para cada 1.000 de seus alunos, e o Ítaca, assim, enviará ao CONUBES 1 delegado, representante de uma chapa (“Juntos!”), formada por representantes do EF2 e EM.

A eleição no colégio ocorreu em 30/10 e teve a presença de 62% de alunos do EF2 e de 93% de alunos EM. O representante do Ítaca será Rui  S. R., do 2º EM.

Com apenas sete dias desde o início das inscrições para o 40º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundarista, o Conubes, a marca de estudantes inscritos já atingira o número de 3.823 delegados de todo país. Estes estudantes já estão com seu pré-credenciamento liberado, para participar com direito a voz e voto no fórum máximo de deliberação da entidade.

 

Referências:

http://www.ubes.org.br
http://www.une.org.br/2013/09/40º-congresso-da-ubes-tem-record-de-inscricoes/

Espalhafatos  (impresso)

12
novembro
2013
Pontes para os animais

Gerhard Klesen passou uma década fazendo campanha para a construção de uma ponte, feita somente para os animais, a ser erguida sobre uma estrada da cidade de Schermbeck, município da Alemanha localizado no distrito de Wesel, região administrativa de Düsseldorf. “Barreiras construídas pelo homem, como estradas e canais, restringem o movimento dos animais”, diz Klesen, engenheiro florestal alemão. 

Mas o fenômeno não ocorre somente nessa região. No mundo inteiro, na verdade, centenas de animais são mortos por atropelamento nas estradas. Além disso, grandes vias isolam grupos de animais e dificultam a migração, afetando a diversidade de espécies, limitando a diversidade genética.

Para prevenir acidentes ocorridos no passado, alguns países investem na construção de passagens para os animais , muito similares a uma passarela para travessia de pedestres, em avenidas das grandes cidades.

A primeira ponte para animais foi construída nos anos 50, na França e, desde então, países como Holanda, Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Canadá têm investido na infraestrutura para erradicar tais ocorrências. As passarelas podem variar, sendo desde viadutos e pontes, até túneis e outras formas.

O país mais comprometido com a proteção dos animais silvestres nas estradas é a Holanda, com mais de 600 túneis. Chamados também por ambientalistas, como “ecodutos”, o mais longo é o Natuurbrug Zanderij Crailoo. Com 800 metros,  esse ecoduto estende-se sobre uma autoestrada, uma via férrea, um rio e um complexo esportivo.

No Brasil, há muito poucos estudos relacionados a mortes de animais silvestres nas estradas. Um deles foi realizado pela Universidade do Paraná. No monitoramento inicial apresentado ao Ibama, foi relacionado atropelamento de 1.400 animais de 88 espécies no período de um ano entre Campo Grande e Corumbá, num trecho de 410 km; e constatado o atropelamento de 57 espécimes no trecho de 284,2km entre Anastácio e Corumbá em dois meses de monitoramento.

A Alemanha está reafirmando sua imagem ecológica, investindo milhões de euros na construção de pontes para uso exclusivo dos animais. O humano que for pego cruzando essas pontes será obrigado a pagar uma multa de 35 euros.

Mais de cem pontes serão construídas na próxima década. As informações são do The Local (??).

Mas não é uma batalha fácil. “Pontes são muito caras”, diz Klesen. E os animais obviamente necessitam se adaptar à nova realidade: geralmente leva um ano para que comecem a atravessar uma ponte, mas o exemplo de um animal curioso ou corajoso que se aventura a atravessá-la leva os outros a fazerem o mesmo; houve uma, na Alemanha, que levou apenas 3 dias para que o primeiro animal se aventurasse a atravessá-la.

O sucesso da experiência pode ser confirmado por câmeras instaladas ao longo de algumas pontes, que capturaram uma variedade de criaturas, incluindo coelhos, raposas e morcegos, fazendo seu caminho.

 

Referências:

http://www.anda.jor.br/08/10/2013/alemanha-investe-pontes-feitas-animais 

http://www.anda.jor.br/09/11/2013/construiram-pontes-ecologicos-animais-argentina

http://arquiteturasustentavel.org/pontes-vivas-para-a-passagem-de-animais/

http://www.laparola.com.br/as-pontes-verdes-no-mundo

http://www.designtendencia.com.br/blog/natureza-jardim/pontes-naturais-para-animais/

 

12
novembro
2013
Mês da Consciência Negra

Imagem: Mestiço, de Cândido Portinari, 1934.

 

A data de 20 de novembro como Dia da Consciência Negra foi instituída pelo Movimento Negro do Brasil e já incorporada ao calendário oficial de várias cidades.  Esse dia é o aniversário de morte do líder Zumbi dos Palmares, uma das mais importantes figuras da luta pelos direitos dos negros no país.

Mais de 1000 municípios já decretarem feriado nesse dia, entretanto  ainda não é um evento nacional : a adesão a esse feriado, ou instituição de ponto facultativo, é uma decisão de cada estado ou município.

De todo modo, em alusão à data, durante todo o mês de novembro são realizadas centenas de atividades com o objetivo de ampliar as discussões sobre os temas raciais, visando à expansão dos direitos conquistados pela comunidade afro-brasileira nos últimos anos. Entidades da sociedade civil, principalmente o Movimento Negro, e  instituições públicas e privadas mobilizam-se, em todo o país, para discutir as violações aos direitos da população negra, o enfrentamento do racismo, mais oportunidades para ascensão socioeconômica dos afro-brasileiros, a prevenção da violência contra a juventude negra e a persistência da representação negativa da pessoa negra nos veículos de comunicação, entre outros temas.

A Cidade de São Paulo terá uma programação intensa, com destaque para o Museu da Língua Portuguesa 

 

Zumbi dos Palmares
Zumbi nasceu em 1655, em Palmares, atual estado do Alagoas. Descendente de guerreiros Imbangalas, de Angola, foi aprisionado por uma expedição portuguesa e entregue aos cuidados do Padre Antônio Melo, que o batizou de Francisco. Com o religioso, aprendeu a escrever em português e latim.

Aos 15 anos, fugiu em busca de suas origens, instalando-se no Quilombo dos Palmares, uma comunidade livre, formada por escravos fugitivos das fazendas. Tornou-se líder da comunidade aos 25 anos, destacando-se pela habilidade em planejamento, organização e estratégias militares. Sob seu comando, Palmares obteve diversas vitórias contra os soldados portugueses.

No ano de 1694, o quilombo foi atacado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. Após o combate, a sede da comunidade ficou totalmente destruída. Zumbi conseguiu escapar, mas seu esconderijo foi denunciado por um antigo companheiro.

Em 20 de novembro de 1695, ele foi capturado e morto, aos 40 anos de idade.

 

Referências

http://www.youtube.com/watch?v=HidHeT0qT9I

http://www.seppir.gov.br/novembro-mes-da-consciencia-negra

http://www.recife.pe.gov.br/fccr/negra.php

http://www.museuafrobrasil.org.br

http://www.palmares.gov.br

http://www.museulinguaportuguesa.org.br/noticias_interna.php?id_noticia=351

http://www.ipea.gov.br/igualdaderacial/index.php?option=com_content&view=article&id=704

http://www.arquidiocesebh.org.br/social/pastorais-sociais/agentes-de-pastoral-negrosas/

4
novembro
2013
Sábado, 9/11, no Memorial da Resistência

O Memorial da Resistência de São Paulo, é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo por meio de sua Secretaria da Cultura, dedicada à preservação de referências das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil republicano (1889 à atualidade). Parte do edifício que foi sede, durante o período de 1940 a 1983, do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS) – uma das polícias políticas mais truculentas do país, principalmente durante o regime militar, transformou -se em um museu público, sem fins lucrativos.

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. 

Têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.


No dia 9/11, Memorial da Resistência de São Paulo fará exibição de documentário sobre a Comissão da Verdade e terá Conversa Clínica Pública da Clínica do Testemunho do Instituto Projetos Terapêuticos


Veja a programação abaixo e acesse o site 
14h: Boas vindas – Karina Teixeira (Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação –  Milton Bellintani (diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h15 – 15h10: Exibição do documentário “Verdade 12.528”

15h15 – 16h15: Conversa Publica do Projeto Clínica do Testemunho do Instituto Projetos Terapêuticos:
- Maria Beatriz Vannuchi (Psicanalista e analista institucional, coordenadora do Núcleo de Atendimento de Famílias, integrante do Núcleo de Investigação e Pesquisa do Instituto Projetos Terapêuticos; terapeuta da Clínica do Testemunho).
- Maria Marta Azzolini (Psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e professora no curso 'Clínica Psicanalítica, Conflito e Sintoma'; terapeuta da Clínica do Testemunho).
- Rodrigo Blum (Psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, integrante do Grupo de Transmissão e Estudos de Psicanálise, professor convidado do Centro de Estudos Psicanalíticos; terapeuta da Clínica do Testemunho) .

16h15 – 17h30: Debate do público com os psicanalistas da Clínica do Testemunho e os diretores do documentário:
- Paula Sacchetta (Jornalista e diretora do documentário “Verdade 12.528”. Ganhadora do 34º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos na categoria revista, com reportagem sobre a Comissão da Verdade publicada na revista Caros Amigos em 2012).
- Peu Robbles (Economista, fotógrafo e diretor do documentário “Verdade 12.528”).

Veja também o site da Comissão Nacional da Verdade.

9
outubro
2013
12 de outubro, dia de quê???
postado sob cidadania, cultura

Declaração Universal dos Direitos da Criança

Em 20 de Novembro de 1959, foi proclamada a Declaração dos Direitos da Criança  pela Assembleia Geral da ONU (organização das Nações Unidas).
A declaração é integralmente fiscalizada pela UNICEF, organismo da ONU, criado com o fim de integrar as crianças na sociedade e zelar pelo seu convívio e interação social, cultural e até financeiro conforme o caso, dando-lhes condições de sobrevivência até a sua adolescência.

 

A Declaração afirma que toda criança tem os seguintes direitos:

À igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

À especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

A um nome e a uma nacionalidade.

À alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.

À educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.

Ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

À educação gratuita e ao lazer infantil.

A ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

A ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.

A crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole. Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar suas energias e aptidões ao serviço de seus semelhantes.

O idealizador do nosso dia das crianças foi o deputado federal Galdino do Vale Filho, na década de 1920. Após ter sido aprovada pelos deputados, a data de 12 de Outubro foi oficializada pelo presidente Arthur Bernardes, através do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924. 
A data passou a ser comemorada em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas. Com isso, o significado original da data transformou-se em exploração comercial.

 

Fontes/referências:
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-da-crianca.htm
http://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/ult1688u28.jhtm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/direitodacrianca.htm
 

 

9
outubro
2013
15 de outubro é dia do professor. Quem inventou isso???
postado sob cidadania, cultura, Ítaca

Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.
Guimarães Rosa

O Dia do Professor é comemorado em diversos países, em datas distintas. Aqui, é comemorado no dia 15 de outubro, pois foi nessa data, em 1827, que o então imperador D. Pedro I baixou um Decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil. Esse Decreto estabelecia que "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras". E também tratava de outras questões relacionadas à educação escolar: descentralização do ensino, salário dos professores, matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e contratação dos professores. 

Cento e vinte anos depois, em 1947, na então sede do Colégio Caetano de Campos, na rua Augusta, 1520, em São Paulo, ocorreu a primeira comemoração do Dia do Professor: o período letivo do segundo semestre era muito longo, de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias no meio; organizou-se, então, a comemoração, que foi bem aceita e teve presença maciça, inclusive dos pais. O  professor Salomão Becker, que havia sugerido a data de 15 de outubro, propôs que se mantivesse um encontro anual nessa mesma data, e proferiu a frase, que ficaria famosa: " Professor é profissão. Educador é missão". Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Claudino Busko e Antonio Pereira, a ideia estava lançada e espalhou-se pela cidade e pelo país, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar, pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963, que proferia: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

 

fontes:

http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-do-professor.htm
http://diadoprofessorportal.wordpress.com
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_professor

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