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11
outubro
2017
4ª edição do Vivenciando as Ciências - oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos

O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca.
São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

O evento foi muito divertido e dinâmico e, além da apresentação de profissionais das distintas áreas, por um dia os alunos do EF1, EF2 e EM também foram professores e pesquisadores, ocupando os espaços da escola com seus trabalhos e experimentos e explicando os diversos fenômenos científicos para os visitantes.

Além do contato com uma grande riqueza de conhecimentos, o intercâmbio com profissionais das diferentes áreas colocou os estudantes em contato com a realidade da vida profissional, ajudando a refletir sobre suas possíveis carreiras.

Veja abaixo alguns temas abordados nas palestras e atividades do evento deste ano:

APRESENTAÇÃO DE ALUNOS:

Experimentos de Física e Química
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Biologia
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Ciências
Alunos do Ensino Fundamental 2

Exposição de trabalhos do EF1
1º EF: Os nossos sentidos
2º EF: Pesquisando as plantas do Ítaca
3º EF: Terrários e aquário de plantas
4º EF: Modelos de fósseis
​5º EF: Biomas brasileiros

 

APRESENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Pesquisa Científica na Antártica – Introdução Um breve histórico do continente antártico, suas peculiaridades e as pesquisas que são desenvolvidas lá, incluindo as pesquisas brasileiras.
José Roberto Machado Cunha da Silva
Prof. Dr. do Laboratório de Histofisiologia Evolutiva
Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento
Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Exercício Físico nas Doenças: Lições do Coração
Patrícia Chakur Brum
Profa. Dra. do Laboratório de Fisiologia Cel Mol. do Exercício
Escola de Educação Física e Esporte da USP

Dinâmica de Populações e Teoria do Caos
A interface entre física e biologia - particularmente ecologia. 
Prof. Fabio Stucchi Vannucchi
Físico - Docente da Unesp

Inteligência Artificial
Como a inteligência artificial está influenciando o mercado de trabalho? 
Como deverá ser o perfil profissional no futuro próximo? 
Estamos em meio a uma nova revolução industrial? 
Esta palestra não tem as respostas a todas estas perguntas, mas servirá como uma amostra do que já está acontecendo nos mercados brasileiro e global no que diz respeito à inteligência artificial e à nova economia, e como as profissões estão sendo afetadas.
Pávio Domiciano Muniz

As Ciências do Mar
As ciências do mar e a profissão do cientista do mar -  biologia marinha, ecossistemas no ambiente aquático, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Gabriela Tavares
Bacharel Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia do Mar
Mestranda em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira
Univ. Federal de SP – Campus Baixada Santista

Valorize seu Intestino: Ele Pode Ajudar a Perder Peso, Combater Alergias e Doenças Neurológicas
Caroline Marcantonio Ferreira
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas 
Laboratório Multidisciplinar em Saúde e Meio Ambiente -
Universidade Federal de São Paulo/Campus Diadema

Microscopia - "Observação do Plâncton: A vida em uma gota d'agua". Oficina com alunos dos 7º anos, orientados por Cláudia Namiki, pós-doutoranda do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo 

Você já viu uma onda sonora?
Experimento para ver ondas da frequência do som
Marcelo Nishio

Quiprocó: A Confusão Quando Não Sabemos o que Sentimos 
Sensibilizar as crianças para a identificação e compreensão dos seus sentimentos e os dos outros; trabalhar, de forma breve, a expressão de sentimentos e a resolução de problemas.
Carolina Andrade e Paula Pessoa, Psicólogas

Astronomia - observação do Sol com telescópios solares
Elysandra e Eduardo Cypriano
Astrônomos, Profs. Drs. do IAG – USP

 

A Vida das Abelhas e Muito Mais
As abelhas são de extrema importância para a polinização da grande maioria das plantas. Sendo assim, desempenham um papel fundamental na manutenção da existência da vida em nosso planeta. Existe uma grande diversidade de espécies de abelhas e na forma como se organizam socialmente, sendo, a maioria delas, solitárias. Nessa atividade apresenta-se um pouco sobre a vida das abelhas, suas sociedades e funcionamento. Será apresentado material de coleção para exemplificar a diversidade de espécies. 
Maria Cristina Arias, Profª. do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências-USP

 

DEMONSTRACÕES:

Profª. Vera Lucia Martins Oikawa

Três experimentosA água furiosa, Vulcão e Sangue de diabo ou Sangue de mentirinha

Thomaz Magalhães 
Princípios de Acústica, Aplicação do Som em Sopros, Cordas e Diferentes Tipos de Tambores

Ricardo e Fabíola Bovo Mendonça
Prof. Zoologia USP
Estande para Observação de animais – aranhas, escorpiões e outros animais

 

23
agosto
2017
Origem da Terra, origem do homem

O projeto "Origem da Terra, Origem do homem" consistiu num trabalho em parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), realizado com o 6º ano do Colégio Ítaca durante o 2º bimestre deste ano.

De forma integrada, as matérias de Ciências, Geografia e História atuaram com os alunos, em busca de entender algumas questões fundamentais sobre a origem do planeta e dos seres humanos.

Durante o trabalho interdisciplinar, os alunos foram convidados a explorar as teorias que rondam a formação da Terra, assim como o processo de evolução humana, por meio de exercícios dinâmicos e práticos com objetos e atividades desenvolvidas pelo museu, resultando numa apresentação produzida por eles sobre um dos temas abordados.

A curiosidade, a visão sistêmica e o prazer em aprender são estimulados nos alunos, colaborando com a sua autonomia na busca do conhecimento.

30
maio
2017
Juno em Júpiter
Novas descobertas da astronomia
foto: Nasa
foto: Nasa
foto: Nasa

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, revelou-se um mundo complexo, imenso e turbulento: recentemente, a sonda Juno (da NASA) nos mostrou imagens de ciclones do tamanho da Terra, tempestades que mergulham no miolo desse gigante de gás e um grande campo magnético irregular, que parece ter sido gerado mais próximo da superfície do planeta do que antes se imaginava.
 
“Estamos animados em compartilhar essas últimas descobertas, que nos ajudam a entender melhor o que faz Júpiter ser tão fascinante”, afirma Diane Brown, coordenadora do programa Juno, na sede da NASA, em Washington. “Foi uma longa jornada até Júpiter, mas esses primeiros resultados já demonstram que a viagem valeu muito a pena.”
 
Juno foi lançada em 5 de agosto de 2011 e entrou na órbita de Jupiter no dia 4 de julho de 2016. Os resultados da primeira coleta de dados, fruto de um voo de aproximadamente 4.200 km sobre o planeta, estão sendo publicados neste mês de maio, em diversas matérias na  revista Science e em 44 artigos da Geophysical Research Letters.
 
Algumas descobertas inesperadas fazem com que se reavalie o planeta, como um “novo Júpiter”, como afirma Scott Bolton, um dos principais pesquisadores do projeto Juno, na divisão do Southwest Research Institute, em San Antonio. 
 
A JunoCam forneceu imagens que revelam nos polos do planeta, por exemplo, tempestades até então desconhecidas. 
“Estamos intrigados em como elas podem ter sido formadas, como suas configurações são estáveis e porque o polo norte de Jupiter é diferente do polo sul.” diz Bolton. “Questionamos se se trata de um sistema dinâmico, do qual estamos visualizando apenas um estágio, e que durante o próximo ano veremos desaparecer, ou se é uma configuração estável e essas tempestades circulam umas ao redor das outras.”
 
Antes da missão Juno, sabia-se que Júpiter tinha o mais intenso campo magnético do sistema solar, e a expedição mostrou que esse campo é mais intenso e tem a forma mais irregular do que o que se conhecia.
 
Os dados sobre tempestades nas camadas internas da atmosfera indicam que grandes quantidades de amoníaco emanam das zonas mais profundas e contribuem para formar as tempestades observadas. Além disso, existe uma enorme nuvem, de cerca de 7.000 quilômetros de diâmetro, que se encontra muito acima das demais camadas, no polo norte de Júpiter, sem que ninguém possa explicar como pôde chegar até ali.
Graças à sua órbita sobre os polos, Juno também pôde observar pela primeira vez a chuva de elétrons que cai na atmosfera e cria as intensas auroras boreais, dificilmente observáveis da Terra.
 
SOBRE A SONDA JUNO
Juno é a primeira sonda que orbita Júpiter há mais de uma década. Até agora, o recorde de aproximação do gigante gasoso era ostentado pela Pioneer 11, da NASA, que passou a 43.000 quilômetros de suas nuvens.
 
A sonda atual tem o tamanho de uma quadra de basquete e é a nave espacial que mais longe chegou no Sistema Solar, usando somente a energia solar que capta com seus grandes painéis. Suas câmeras e os demais equipamentos científicos estão blindados com titânio, protegendo-a da intensa radiação emitida pelo planeta. Durante suas órbitas mais próximas, a nave atravessou o interior dos cinturões de radiação onde essas partículas são abundantes.
 
AUTODESTRUIÇÃO EM 2018
Abaixo das nuvens da atmosfera de Júpiter, há uma camada intermediária que é feita de hidrogênio em estado líquido e se comporta como um metal, amplificando o poderoso campo magnético do planeta: um dínamo descomunal, com uma massa 300 vezes maior que a Terra e dá uma volta sobre si mesma a cada 10 horas. 
 
Indaga-se se por trás dessa camada há um núcleo rochoso com elementos pesados, o que poderia revelar que materiais existiam na formação inicial do Sistema Solar depois da aparição do Sol, já que Júpiter foi o primeiro planeta a formar-se. Os dados da missão também servirão para entender melhor a maioria dos mais de 3.400 planetas descobertos fora do Sistema Solar.
 
Em 20 de fevereiro do ano que vem, Juno será conduzida às camadas externas da atmosfera de Júpiter, onde se desintegrará pelo atrito. Isso durará aproximadamente cinco dias e evitará que as luas do planeta se contaminem com micróbios da Terra. 
 
Mais referências:
http://edition.cnn.com/2017/05/25/us/nasa-jupiter-juno-mission-observations-first-results/
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/24/ciencia/1495650096_639179.html
http://edition.cnn.com/2017/05/25/us/nasa-jupiter-juno-mission-observations-first-results/
https://www.nasa.gov/mission_pages/juno/main/index.html
https://www.missionjuno.swri.edu/junocam
http://science.sciencemag.org/content/356/6340/821

18
abril
2017
DRONES QUE SALVAM VIDAS, CRIADOS POR ESTUDANTES

 

O drone que elimina minas terrestres

As minas terrestres (dispositivos que explodem quando alguém pisa neles), vitimam milhões de pessoas, incluindo crianças e idosos, todos os anos. 
No mundo todo, hoje em dia existem cerca de 100 milhões de minas, muitas delas remanescentes de antigos conflitos. 

Dois irmãos afegãos estão à frente do projeto do Mine Kafon Drone (MKD), um drone que tem a capacidade de mapear, detectar e detonar minas terrestres de forma mais rápida, barata e segura.
O drone tem distintas unidades: uma é utilizada para mapear a área, a segunda para detectar as minas, ressaltando-as com marcadores do GPS. 
Após essas duas operações, um braço de robô é usado para colocar pequenos detonadores, do tamanho de uma bola de tênis, sobre a mina. O robô sai da área e as minas são detonadas.

O projeto original partiu do designer Massoud Hassani, que inventava brinquedos eólicos quando era criança. O projeto do drone começou como trabalho de formatura da turma de 2011 da Academia de Design Eindhoven, na Holanda, e também era inicialmente movido a vento e constituído essencialmente por uma esfera feita do bambu, de ferro e plástico. 
Massoud e seu irmão Mahmud (que tb participou do projeto) são de um subúrbio de Kabul, no Afeganistão, onde se concentram aproximadamente 10 milhões de minas, em uma área de 500 quilômetros quadrados.

Eles começaram sua primeira campanha de Kickstarter para aprimoramento e construção do protótipo em 2012, mas tiveram que modificar o projeto, pois o dispositivo era difícil de controlar , uma vez que era movido a vento. O sistema foi aprimorado por controle remoto e melhorado quando resolveram adotar o aerotransporte (drone).
Até agora, não houve uma opção segura ou acessível para a detonação de minas terrestres e o custo de sua remoção pode ser superior a 50 vezes o custo de sua produção. O drone Mine Kafon mapeia facilmente, detecta e, em seguida, detona minas terrestres 20 vezes mais rápido do que a tecnologia de desminagem atual. Além disso, é aproximadamente 200 vezes mais barato. Os novos drones Kafon dos Hassani visam a limpar todas as minas terrestres do mundo em menos de 10 anos.

Os designers reconhecem que ainda há alguns problemas, como a dificuldade de detectar minas enterradas há muitas décadas, portanto mais profundas, uma vez que o drone flutua a 4 cm do solo. Também há questões relativas à precisão da localização desses artefatos, através do GPS, por isso pretende-se fazer uma triangulação por antenas externas.  

Mesmo com essas questões ainda por resolver, se o MKD se aprimorar, poderá mudar e salvar muitas vidas no mundo todo. Os autores acreditam que essa tecnologia tem o potencial de eliminar todas as minas terrestres do mundo em aproximadamente 10 anos. 


O drone ambulância

Os primeiros minutos após uma parada cardíaca ou acidente são fundamentais para determinar o tempo e as possibilidades de recuperação, mas ambulâncias nem sempre conseguem ser rápidas o suficiente, pois enfrentam tráfego pesado das cidades. 
Mas, se ferramentas básicas de primeiros socorros (desfibrilador, materiais para reanimação cardiorrespiratória e medicamentos) puderem ser ser enviadas antes de aambulância chegar, podem-se salvar vidas.

O Ambulance Drone, ou drone-ambulância, é o projeto de conclusão de curso de Alex Monton, aluno da Delft University of Technology, também 

na Holanda. Feito com fibra de carbono, o pequeno avião não-tripulado pode ser a solução da tecnologia para salvar vidas.
“É essencial que as pessoas tenham o tratamento médico necessário nos primeiros dez minutos”, diz Alec Momont. “Se nós conseguirmos chegar ao local da emergência antes, poderemos salvar mais vidas e facilitar a recuperação de muitos pacientes. Isso está estritamente relacionado aos casos de problemas cardíacos, afogamentos, e falhas respiratórias”, conta o engenheiro.

Espalhados pelos principais pontos de uma cidade, os drones seriam comandados pelo mesmo centro de atendimento responsável pelas ambulâncias e, quando alguém precisasse de ajuda, tanto o drone quanto os profissionais médicos seriam acionados para ir até o local. 

Com os drones trabalhando em sintonia com serviços de emergência, as chances de salvamento passam de 8% para 80%. Quando recebem uma chamada relacionada a problemas no coração, o aparelho se prepara para entregar o desfibrilador no local da ocorrência. A nave não tripulada só é capaz de encontrar o endereço por meio dos sinais liberados pelo celular que realizou a ligação.
Além disso, uma conexão de livestream é capaz de situar a equipe médica que ainda não chegou ao local para instruir as pessoas que estiverem na cena. O “drone-ambulância” pode voar a 100 km/h e carregar até quatro quilos de bagagem.

O primeiro protótipo foi feito para transportar um desfibrilador, mas a ideia é expandir esse espaço. Nesse processo, seria importante incluir uma webcam, funcionando como canal de comunicação entre os operadores de emergência e as pessoas que vão aplicar o tratamento no local, antes de a ambulância chegar. “Normalmente, apenas 20% das pessoas conseguem fazer o processo corretamente. Isso pode subir para 90%, se tiverem as instruções corretas”, afirma Momont.
No entanto, é necessário que haja uma nova infraestrutura médica, para que isso funcione. Uma rede de atendimento efetiva é essencial.
Além disso, há outros obstáculos: apesar de conseguir voar de maneira autônoma, isso ainda não é permitido pela lei, pelo que se sabe,(estranho dar esse tipo de informação) em nenhum lugar. O protótipo ainda não foi testado com vítimas ”reais”, mas a invenção traz luz a novas soluções de atendimento médico emergencial, principalmente nas grandes cidades.

Referências
http://engenhariae.com.br/tecnologia/drone-criado-por-jovem-afegao-vai-eliminar-todas-minas-terrestre-do-mundo-em-menos-de-10-anos/
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/12/14/irmaos-afegaos-que-brincavam-em-campo-minado-desenvolvem-drone-para-desativar-minas.htm
http://www.hypeness.com.br/2014/11/drone-ambulancia-poderia-aumentar-as-taxas-de-sobrevivencia-de-acidentes-em-ate-80/
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/11/drone-ambulancia-pode-diminuir-drasticamente-riscos-das-pessoas-com-ataques-cardiacos.html
http://www.tudointeressante.com.br/2016/02/veja-como-funciona-o-drone-ambulancia-que-pode-salvar-muitas-vidas.html
 

7
março
2017
As mulheres e a ciência
foto divulgação
Um caso raro, mulher e negra, a engenheira Nadia Ayad, brasileira, venceu concurso mundial por sua pesquisa com carbono: http://www.geledes.org.br/engenheira-nadia-ayad-brasileira-vence-concurso-mundi

Há controvérsias sobre o porquê do dia 8 de março ser considerado o Dia Internacional da Mulher, mas provavelmente por ser a data de um incêndio que aconteceu em uma fábrica de tecidos em Nova York, no ano de 1857, que teria matado mais de 120 funcionárias, acontecimento que deu início a movimentos de luta pelos direitos femininos. 
Já abordamos esse assunto em publicações de março de 2015 e de 2016, que podem ser consultadas nos links:
http://itaca.com.br/noticias/post/1852
http://itaca.com.br/noticias/post/2421

Podemos também listar uma grande quantidade de mulheres que foram e ainda são muito importantes em diversas áreas do conhecimento, que venceram barreiras sociais muito fortes para competir no mercado de trabalho com os homens, além de receberem menores salários, mesmo depois de conquistar os mesmos postos de trabalho.

Nesta matéria, optamos por abordar a questão de gênero nas ciências que, de acordo com recentes pesquisas, tem origem já na infância.

A discriminação da mulher na formação científica

O jornal El País, em sua edição de 2 de fevereiro de 2017 (http://bit.ly/2lAmbjY),  cita pesquisas que investigam o porquê da pequena participação das mulheres no ambiente da ciência.

Um artigo da Revista Nature examina a presença das mulheres como avaliadoras dos trabalhos de seus colegas, uma das bases do sistema científico e acadêmico, que permite que as revistas científicas analisem a qualidade dos artigos submetidos para publicação. Através dessa análise, os avaliadores podem também melhorar em sua própria área de conhecimento e fortalecer vínculos com outros pesquisadores.
Em pesquisa da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês), constata-se que, entre 2012 e 2015, a presença feminina entre os revisores foi de 20%, porcentagem inferior aos 27% de mulheres que conseguem ter aceitos artigos em que aparecem como primeiras autoras, e abaixo dos 28% de membros femininos da AGU. 
Em contraste, os autores da análise, Jory Lerback e Brooks Hanson, mostram que a porcentagem de artigos aprovados para publicação apresentados por mulheres é ligeiramente maior que a de homens (61% a 57%). Uma das possíveis interpretações para esses resultados, talvez a mais plausível, é que elas preparem melhor o envio de seus trabalhos já esperando encontrar mais dificuldades, coincidindo com outros estudos que indicam que as pessoas que esperam mais obstáculos dedicam mais esforço à preparação. Isso explicaria também, pelo menos em parte, por que as mulheres enviam menos artigos para publicação do que os homens. “Um processo de estudo duplo-cego poderia lançar mais luz sobre esses fatores”, propõem os autores do artigo na Nature.
Um estudo  liderado por Corinne A. Moss-Racusin, psicóloga do Skidmore College (Estados Unidos), sugere que os professores universitários, independentemente de seu gênero, avaliam de maneira mais favorável uma candidatura para diretor de laboratório se o candidato for um homem. Outras análises semelhantes observaram como candidaturas idênticas para postos fixos na universidade têm mais possibilidades de sucesso se o suposto aspirante for homem, mesmo que a seleção seja feita por indivíduos que dizem valorizar a igualdade e se consideram objetivos.

Outro artigo publicado na revista da Nacional Academy of Science dos Estados Unidos (nas.org), em 2015, afirma que apesar de haver uma grande quantidade de dados que refletem a desvantagem das mulheres nas carreiras ligadas à ciência e à engenharia,  esses dados são avaliados de forma desigual, dependendo de quem os avalia.  Os homens – principalmente em posições de poder dentro do mundo acadêmico – são mais reticentes em aceitar o valor dos dados apresentados, o que dificulta que essas desigualdades de gênero na ciência sejam reconhecidas e comecem a ser combatidas.

A discriminação aparece na infância

Em um outro estudo,  apresentado na revista Science, foi perguntado a meninos e meninas se acreditavam que uma pessoa descrita para eles como especialmente inteligente era de seu sexo ou do oposto. As crianças que tinham 5 anos não viam diferenças, mas a partir dos 6 ou 7 anos, a probabilidade de que meninas considerem a pessoa brilhante como sendo de seu sexo cai.

No mesmo estudo, percebeu-se que meninas mais velhas, a partir dos 6 anos, têm menos interesse em jogos que, segundo a descrição, teriam sido planejados para crianças muito inteligentes. Mas, o interesse não variava entre os gêneros quando o jogo era apresentado como dirigido a crianças muito persistentes. 

Os responsáveis pelo estudo consideram que essas ideias sobre gênero e inteligência, que aparecem em uma fase inicial da infância, podem afastar as meninas das carreiras em ciência e engenharia. Um dado interessante é que tanto meninos como meninas reconhecem que elas tiram melhores notas, o que sugere que não associam essas notas com brilhantismo. 
Agora, os autores querem entender as origens dessas diferenças de percepção.

A contribuição histórica feminina nas ciências

A contribuição feminina para a ciência começa muito antes de existir o Dia da Mulher e dos movimentos de revolução feminista. Reproduzimos abaixo uma lista da revista Galileu, apontando algumas mulheres que deixaram sua marca na evolução da sociedade: 
Hildegard de Bingen (1098-1179) 
Durante a idade média, mulheres se instruíram em conventos e foi como abadessa que Hildegard de Bingen (ou santa Hildegard, para a igreja anglicana) escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard. 
Maria Gaetana Agnesi (1718-1799) 
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade. 
Ada Lovelace (1815 -1852) 
Ada é creditada como a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos. 
Marie Curie (1867 – 1934) 
Esta lista não estaria completa sem a “mãe da Física Moderna”. Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911. 
Florence Sabin (1871-1953) 
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres. 
Virginia Apgar (1909 -1974) 
É ela a criadora da Escala de Apgar, exame que avalia recém-nascidos em seus primeiros momentos de vida, e que, desde então, diminuiu as taxas de mortalidade infantil. Especialista em anestesia, ela também descobriu que algumas substâncias usadas como anestésico durante o parto acabavam prejudicando o bebê. 
Nise da Silveira (1905- 1999) 
Psiquiatra renomada, a brasileira foi aluna de Carl Jung. Lutou contra métodos de tratamento comuns na sua época, como terapias agressivas de choque, confinamento e lobotomia. Durante a Intentona Comunista, em 1936, foi presa por possuir livros marxistas e acabou conhecendo o escritor Graciliano Ramos, que a transformou em uma personagem de seu livro “Memórias do Cárcere”. 
Gertrude Bell Elion (1918 -1999) 
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988. 
Johanna Dobereiner (1924-2000) 
A agrônoma realizou pesquisas fundamentais para que o Brasil se tornasse um grande produtor de soja, além de ter desenvolvido o Proalcool. Estima-se que suas pesquisas fazem com que o nosso país economizem 1,5bilhões de dólares todos os anos, que seriam gastos em fertilizantes. Seu estudo sobre fixação de oxigênio permitiu que mais pessoas tivessem acesso a alimentos baratos e lhe rendeu uma indicação para o Nobel de Química em 1997. 

Referências e assuntos relacionados
https://asminanahistoria.wordpress.com/2016/10/10/15-mulheres-brasileiras-que-deveriamos-ter-conhecido-na-escola/
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI298221-17770,00-GRANDES+MULHERES+DA+CIENCIA.html
https://www.buzzfeed.com/alexandreorrico/nomes-mulheres-brasileiras-que-fizeram-historia?utm_term=.jiLQoa1jO#.ywrrzj5l6
http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/20-mulheres-brasileiras-que-fizeram-historia/
http://www.revistaforum.com.br/digital/167/18-mulheres-brasileiras-que-fizeram-diferenca-parte-1/
https://www.bio.fiocruz.br/index.php/noticias/407-mulheres-brasileiras
http://cnpq.br/pioneiras-da-ciencia-do-brasil#void
LEIA MAIS:
Homens ganharam 97% dos Nobel de ciência desde 1901
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/14/ciencia/1476437077_380406.html?rel=ma
Quem são as cientistas negras brasileiras?
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/24/ciencia/1487948035_323512.html

24
fevereiro
2017
Descoberta de 7 exoplanetas*
NASA/JPL-Caltech
Poster sobre como poderá ser viajar ao TRAPPIST-1
reprodução: https://exoplanets.nasa.gov/trappist1/
Uma comparação do sistema TRAPPIST-1 com o sistema solar. As órbitas menores dos planetas da TRAPPIST-1 se assemelham a Júpiter e seu sistema de luas
ilustração reproduzida de: http://www.spitzer.caltech.edu/images/6294-ssc2017-01h-The-TRAPPIST-1-Habitable-Zone
Dos 7 planetas do sistema TRAPPIST-1, 3 deles (TRAPPIST-1e, f e g) encontram-se na chamada "zona habitável" (representada em verde), onde astrônomos calcularam que as temperaturas são propícias à vida

Em um press release de 22 de fevereiro de 2017, a NASA (National Aeronautics and Space Administration), agência espacial dos Estados Unidos, anunciou a descoberta de um sistema de planetas similares à Terra, chamado TRAPPIST-1.  O Spitzer Space Telescope da Nasa revelou pela primeira vez um sistema de 7 planetas, de tamanho similar à Terra, orbitando ao redor de uma única estrela, tal qual o sistema solar. O sistema está na constelação de Aquário, a cerca de 40 anos-luz da Terra, o que não é considerado distante em termos astronômicos. Seus planetas receberam os nomes de Trappist-1b, 1c, 1d, 1e, 1f, 1g e 1h.

O nome da estrela agora descoberta vem de Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (Trappist), telescópio instalado no Chile. Em maio de 2016, pesquisadores que trabalham com o instrumento identificaram três possíveis planetas no sistema da Trappist-1.

Esse sistema, de 7 planetas rochosos – todos eles com possibilidade de ter água na superfície – é uma descoberta emocionante para os que buscam a possibilidade de vida fora da Terra.

Três deles estão localizados em uma zona habitável (área ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso tem condições de ter água em estado líquido). Em condições atmosféricas adequadas, todos podem ter água em estado líquido – chave da vida, nas condições que conhecemos –  , mas as maiores chances são para os 3 planetas. 

Novos estudos serão feitos para tentar determinar se e quais são realmente ricos em água na forma líquida. Seis deles tiveram suas massas estimadas pelos pesquisadores. Quanto ao sétimo, ainda sem massa estipulada, pode ser um objeto gelado.

Mas é preciso ressaltar que “Esses planetas potencialmente podem ter vida, mas não necessariamente. Há alguns problemas, como o fato de estarem muito próximos da estrela anã. Por isso, podem receber radiação muito energética da estrela e isso poderia dificultar a existência de vida”, disse Meléndez.

“Essa descoberta pode ser uma peça importante de um quebra-cabeças na busca de ambientes habitáveis, lugares que são conducentes para a vida”, afirma   Thomas Zurbuchen, administrador da Science Mission Directorate, da Nasa, em Washington.  “Responder à pergunta ‘Estamos sozinhos?’ é uma prioridade máxima e a descoberta de tantos planetas como estes em área habitável e pela primeira vez é um passo significativo em direção a esse objetivo”

Uma combinação de fatores torna a descoberta do sistema Trappist-1 dos mais importantes da história da pesquisa de mundos fora do sistema solar, porque ele reúne duas condições fundamentais: está perto o suficiente de nós e seus planetas realizam trânsitos frequentes à frente de sua estrela, com relação a observadores por aqui (não entendi), o que é raríssimo. 

Os planetas foram identificados ao passarem em frente à estrela.  “A estrela Trappist-1 é muito pequena e, por ter pouco brilho, um planeta facilmente poderia escurecê-la. Quando o planeta transita em frente à estrela, ou seja, quando passa na linha de visada entre a Terra e a estrela-mãe, isso causa uma pequena diminuição na luz da estrela. E, pelo fato dessa estrela ser muito pouco brilhante – ela tem um brilho intrínseco muito baixo –, então é mais fácil detectar planetas em sua órbita”, explicou o astrônomo peruano Jorge Meléndez, Professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, que coordena o Projeto Temático “Espectroscopia de alta precisão: impacto no estudo de planetas, estrelas, a galáxia e cosmologia”.

Os milhares de planetas descobertos até hoje pelo satélite Kepler, da Nasa, fazem tais trânsitos, mas costumam estar longe demais.

"Para estudar esses planetas com maior nível de detalhe serão necessários, provavelmente, telescópios maiores do que o Spitzer. O Spitzer talvez possa ajudar um pouco mais, mas ele não terá a capacidade necessária para conhecer a atmosfera desses planetas", disse Meléndez.  

Meléndez é o único astrônomo brasileiro participante da missão Fast Infrared Exoplanet Spectroscopy Survey Explorer (FINESSE). Lançada pela Nasa em 2016, a missão tem o propósito de observar mais de 200 exoplanetas que realizam trânsitos no infravermelho, entre os 0.7 e os 5.0 micrometros, com um espectrógrafo muito estável e preciso. 

 

 

* Exoplaneta – ou planeta extra-solar – é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol, pertencendo a um sistema planetário diferente do nosso. Até o final da década de 1980, nenhum exoplaneta tinha sido detectado, devido principalmente à dificuldade tecnológica. 

A descoberta do primeiro exoplaneta foi anunciada em 1989, pelos cientistas Lawton e Wright

Referências
http://www.nature.com/news/these-seven-alien-worlds-could-help-explain-how-planets-form-1.21512 
https://www.nasa.gov/press-release/nasa-telescope-reveals-largest-batch-of-earth-size-habitable-zone-planets-around
https://exoplanets.nasa.gov/trappist1/
http://agencia.fapesp.br/sete_planetas_parecidos_com_a_terra_sao_descobertos_/24834/0X8 
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/02/1861255-transitos-dos-planetas-descobertos-facilitam-observacao-a-partir-da-terra.shtml=

18
maio
2016
O "plástico verde”, biodegradável

Os plásticos utilizados atualmente em sacolas, brinquedos, mesas, utensílios domésticos, garrafas, embalagens e nos mais diversos produtos ao nosso redor são de origem fóssil, ou seja, eles são derivados do petróleo.
O petróleo bruto passa por um processo de destilação fracionada, nas refinarias, e produz várias frações. Algumas dessas frações, por sua vez, passam pelo processo de craqueamento, em que moléculas de hidrocarbonetos maiores são quebradas e originam moléculas menores. Esses hidrocarbonetos de cadeias carbônicas menores passam então por reações de polimerização que resultam nesses plásticos.

Com o polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) e com o polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) (esses são os memsos dos citados acima? Entraram de repente com outro nome. Seria interessante dizer: Por sua vez, há também os...., gerados por outro processo. Com eles são fabricados....) são fabricados inúmeros objetos, como garrafas de água, refrigerantes e sucos; toalhas de mesa, sacos plásticos, cortinas para banheiro, películas plásticas, embalagens de produtos farmacêuticos e de alimentos, revestimentos de fios, cabos, tubos, brinquedos e utensílios domésticos.
O problema é que esse plástico (o PEAD? O PEBD? O de cima é biodegradável? OU são os mesmos?)) não é biodegradável (não é degradado por micro-organismos, como fungos e bactérias) e acaba permanecendo no meio ambiente por décadas e até séculos, agravando ainda mais o problema de acúmulo de lixo e poluição da água, solo e ar. 

Além disso, a extração e exploração do petróleo também gera poluição e impactos ambientais.
Como é praticamente impossível pensar no desenvolvimento de nossa sociedade sem o uso de polímeros, há algum tempo pesquisam-se alternativas a esses (é isso??) plásticos de origem fóssil.

Plástico feito com cana-de-açúcar
Uma das soluções encontradas foi o plástico verde ou polietileno verde proveniente do etanol da cana-de-açúcar. Ele tem as mesmíssimas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações do polietileno comum, com a diferença de matéria-prima utilizada na sua produção, que, em vez de ser o petróleo, é a cana-de-açúcar.
O seu processo de produção, resumidamente, é o seguinte::
1- A cana-de-açúcar é colhida e levada para as usinas, onde passa pelo processo comum de produção de álcool.
2- O álcool produzido passa por um processo de desidratação para que se obtenha o eteno.
3- O eteno é polimerizado em unidades de produção do polietileno.
4- O polietileno verde é transformado nos produtos desejados, tais como filmes para fraldas descartáveis, brinquedos, tanques de combustível para veículos e recipientes para iogurtes, leite, xampu e detergentes.

Vantagens desse plástico verde:
• Ele é 100% reciclável;
• Sua fonte de matéria-prima (cana-de-açúcar) é renovável, ao contrário do petróleo, que é finito;
• Não contribui para o acréscimo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Esse gás é o principal causador do aquecimento global e é produzido pelos combustíveis fósseis. Já no caso do plástico verde, ele pode contribuir para a redução do aquecimento global, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar realizam fotossíntese, absorvendo o CO2 da atmosfera;
• Mesmo quando incinerado, o polietileno do etanol da cana-de-açúcar é praticamente neutro em relação ao CO2. Assim, depois de usados e descartados, esses plásticos podem ser incinerados para geração de energia, economizando no uso de combustíveis fósseis.

Desvantagens:
• o polietileno verde não é reciclável, mas pode ser classificado como um bioplástico, pois, de acordo com a definição da European Bioplastics Association, plásticos produzidos a partir de fontes renováveis e/ou plásticos biodegradáveis são classificados como bioplásticos ou biopolímeros.
• para produzir o plástico verde é necessário expandir a agricultura da cana-de-açúcar, o que poderia ocupar terras que seriam utilizadas para outras culturas, além do fato de que a cana-de-açúcar já é bastante utilizada para a produção de álcool e açúcar. Estimativas apontam que um hectare de cana-de-açúcar gera três toneladas de plástico verde.
A primeira empresa produtora desse plástico foi a Brasken. Segundo alguns produtores e estudiosos do caso, a produção de matéria-prima do plástico verde é favorável e não afeta a produção de açúcar ou etanol combustível. Acredita-se  também que o desenvolvimento de novas tecnologias pode auxiliar esse processo de produção.

Filme plástico comestível
Após vinte anos de muito trabalho, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação, de São Carlos (SP),  criaram um filme plástico biodegradável que também é comestível, podendo ser utilizado no preparo de alimentos. 
A película pode ser produzida a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica possibilita que outras opções sejam desenvolvidas.
 
A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e teve investimento de R$ 200 mil. Os trabalhos foram coordenados pelos pesquisadores Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.
O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima é composta por água, polpa de frutas e verduras  é transformada em uma pasta.
Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Vantagens da película biodegradável:
• é um plástico orgânico mais resistente e tão eficiente como os convencionais
• decompõe-se em até 90 dias e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto, sem causar impactos ao meio ambiente
•  possibilidade de reduzir o desperdício de alimentos, o que auxilia no aumento da produtividade, sem precisar aumentar áreas de plantio.
• tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, pois os pesquisadores adicionaram a ele quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas,  o que aumenta o tempo de conservação dos alimentos..
• é comestível, podendo ser utilizado como alimento: “As possibilidades de uso deste material são inúmeras. Na área de alimentação, você pode fazer sushis,  podendo usar como uma cobertura de uma outra comida ou algo que possa enrolar, como os Wraps – em que se pode fazer um enroladinho com este filme comestível, como um temaki, por exemplo, já que pode-se comê-lo como a alga nori que é usada no sushi”, explica Marconsini

Desvantagens:
• é sensível à umidade, precisa estar em um ambiente seco, então pode-se usá-lo para embalar alimentos secos como frutas, hortaliças, bolachas, pães.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação a fim de demonstrar interesse na inovação.
Diversas pesquisas, com matéria-prima de origem variada, estão sendo feitas no sentido de encontrar melhores soluções para o plástico ecológico ou orgânico. A produção desse material ainda é bem limitada e dirigida basicamente para a área médica.  Alguns problemas devem ser sanados para a sua viabilidade econômica (o processo é muito caro) e ambiental (uso de grandes áreas de plantação, no caso da cana-de-açúcar).

Mas a preocupação e o investimento nessa direção prometem um grande ganho ambiental para o planeta.

Saiba mais:
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/plastico-verde.htm
http://diarioverde.com.br/2016/04/22/pesquisadores-da-embrapa-criam-plastico-oganico-comestivel-11/
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/01/pesquisadores-brasileiros-criam-plastico-comestivel-que-nao-vira-lixo.html

19
janeiro
2016
O MUNDO EM QUE PISAMOS

Gary Greenberg é um doutor que combina sua paixão pela arte e pela ciência, criando paisagens dramáticas de mundos escondidos.
 
Greenberg usa microscópios para revelar paisagens de mundos fora de nossa percepção cotidiana, mas com os quais convivemos todos os dias. Para ele, os segredos da natureza estão visíveis em todos os lugares, são tangíveis, mantendo-se secretos até que sejam revelados, pelo microscópio. Alcançando-os, nos conectamos com o universo.
 
Originalmente fotógrafo e cineasta de Los Angeles, Estados Unidos, aos 33 anos Greenberg iniciou o Pós-graduação em Pesquisa Biomédica, em Londres, Inglaterra. Foi professor universitário na Califórnia, nos anos 80, e na década de 90 inventou um microscópio 3D de alta definição, para o qual registrou 18 patentes nos Estados Unidos. 
 
Desde 2001, Greenberg foca seu microscópio em objetos comuns: grãos de areia, flores e comida.  Esses objetos do cotidiano assumem outra realidade quando aumentados centenas de vezes, revelando aspectos escondidos e inesperados da natureza. Pelas imagens da areia, por exemplo, nos damos conta de que, ao caminhar pela praia, pisamos sobre milhares de anos de história biológica e geológica.
 
Recentemente Greenberg fotografou a areia da Lua, trazida pela missão da Apollo 11.
Vale a pena conhecer seu trabalho, surpreender-se e deliciar-se com as imagens.


Referências:
http://sandgrains.com

15
novembro
2015
OBA!!!!!!!
postado sob Ciências, Ítaca

Recebemos os resultados da OBA e novamente fomos muito bem, em nível nacional.
 
Todos os alunos receberam os seus certificados de participação, como de costume.
 
Os alunos que receberam medalhas da OBA, segundo ranking de notas por faixa de medalha estabelecido pela OBA, foram:
 
EF1: Pedro Siqueira Noventa – medalha de bronze
 
EF2:  Guilherme Bolzan –  medalha de ouro
          Pedro Croso – medalha de prata
          Bruno Croso – medalha de prata
          Sebastião Froes Navarro  – medalha de bronze
 
EM: Vitor Fuks –  medalha de prata
 
Super resultados!!!!!

Para saber mais sobra as Olimpíadas:
http://www.oba.org.br/site/index.php

3
agosto
2015
Como lobos mudam rios

A ONG Sustainable Human  produziu uma série de mini-documentários para exemplificar a importância dos animais em seu respectivo ecossistema. Um dos vídeos mais brilhantes é o Como os Lobos Mudam os Rios
O curta narra a história do Parque Nacional em Yellowstone, nos EUA, onde já não existiam lobos há anos. Eles foram reintroduzidos em 1995, mudando muita coisa a partir de então.

Referência:
http://wp.clicrbs.com.br/mundoitapema/2015/01/09/mini-documentario-explica-como-os-lobos-mudam-os-rios/?topo=52,2,18,,220,77
http://www.institutoaqualung.com.br/Site/Conteudo/Artigo.aspx?C=jqorEPkJsDM%3D

15
julho
2015
Iniciação científica?? Por que não?

Texto de Mercedes de Paula Ferreira (Direção Pedagógica EM)

Publicado no Blog do Estadão

Embora ainda bem longe de ser uma realidade abrangente ou satisfatória, temos muitos alunos do Ensino Médio no Brasil seguindo sua vida escolar em direção ao diploma universitário. E as escolas costumam apresentar como linha de frente de seu trabalho, nesse ciclo, a preocupação com o acesso à universidade…  muitas tendo como foco maior (às vezes, único) exatamente preparar o jovem para prestar os exames vestibulares. Isso é legítimo e necessário, mas podemos pensar um pouco adiante e buscar instrumentar também esse estudante para ainda além, quando já estiver, por exemplo, na nova vida universitária. E esse caminho, certamente, será um bom alicerce para o futuro próximo, mas ao mesmo tempo já fará diferença no seu presente.

Assim, habilitar o aluno para a próxima etapa da escolaridade não é aparelhá-lo para os exames de admissão somente, mas do mesmo modo para um bom desempenho na vida acadêmica que o espera (queremos que passe nos vestibulares e que também ultrapasse os vestíbulos…).

Na verdade, várias são as frentes em que podemos orientar e apoiar o jovem, nesse percurso de 3 anos: amplitude de conhecimentos, sem dúvida, nas mais diversas áreas e disciplinas (e a grade curricular das escolas contempla isso, normalmente); aprofundamento desses conhecimentos, de preferência aliando-se a busca e a pesquisa em fontes confiáveis com a discussão, a reflexão, a prática (muita leitura, nesse aspecto, é essencial, pra que não se fique no senso comum e na falsa ciência, travestida de grandes descobertas); capacidade de planejamento e organização; desenvolvimento da competência leitora e escritora para textos diversos, inclusive acadêmicos; iniciação à produção científica… e por aí vai. Competências e habilidades que ele, fatalmente, irá utilizar na escola média, na vida universitária e depois… Exercitar tais habilidades certamente o tornará também mais seguro.

Com vistas a isso, entre outras ações, o Colégio Ítaca propõe ao 2º ano EM um trabalho monográfico, aos moldes do que realmente se produzirá na universidade (lá sob a forma de monografias, TCCs e até dissertações de mestrado etc). Para isso, durante cerca de 7 meses, há uma sequência pedagógica que parte de conversas sobre monografias e seu propósito (na academia e no Colégio), passando pela escolha de  um tema e por um curso de elaboração de pré-projeto e projeto de monografia,  por aulas sobre a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a formatação padrão desse trabalho acadêmico, assim como de sua estrutura macro e micro. Todo o processo e a avaliação final envolvem encontros regulares com o professor-orientador. E integram-se várias áreas do conhecimento que, muitas vezes, devem conversar entre si, para auxiliar o aluno. Após a entrega definitiva, muitos estudantes voluntariam-se para apresentar seu trabalho às turmas, mas não há bancas ou arguição ou algo do gênero.

No percurso, vemos nitidamente o aluno: desenvolver capacidade de organização (pensar a médio e longo prazo, fazer um projeto, elaborar e seguir um cronograma, dividir o trabalho em etapas distintas); caminhar sozinho e tomar decisões, do início ao fim, embora sempre com a orientação necessária; aprender rigorosamente as normas e convenções dos trabalhos acadêmicos; iniciar um projeto que pode vir a resultar em uma futura pesquisa e que, às vezes, também auxilia na escolha de carreira; perceber  a importância de trabalhar com áreas distintas, em intersecção; potencializar sua competência de escrita, de reflexão, de investigação; amadurecer como estudante (inclusive percebendo que tal empreitada não se faz de véspera…); tornar-se produtor de conhecimento. E por aí segue…

E, se essa não é a única das propostas do EM Ítaca, certamente é uma das mais enriquecedoras para o aluno. Os ganhos e o salto de qualidade acadêmica, de maturidade e de autonomia são motivos suficientes para validar todo o processo.

Porém tudo isso só terá sentido mesmo, se tal proposição tiver fundamento no interior do projeto pedagógico da escola, caso contrário virará apenas um incômodo (e enorme) apêndice na vida dos alunos… Ou seja, na verdade, em todas as direções, há que se pensar sempre também para além dos vestíbulos…

22
junho
2015
Um lixo é um lixo é um lixo…

Texto de Maurício Costa Carvalho (Geografia EM) e Mercedes Ferreira (Direção EM) publicado no blog do Estadão 


- Mas tem tanto, que não é o meu que vai fazer diferença…
- Ué, vem falar comigo? E essas indústrias e lojas e clubes, por exemplo?

Essa é a distorcida dimensão que se tem, na maioria das vezes, a respeito do real significado de cada lixo individual diário que produzimos e de como se compõe o todo: não associamos de verdade aquele saquinho de aparência mais inócua às montanhas que se formam nos aterros e nos lixões, que poluem as águas, que entopem as cidades. Sequer percebemos que, guardadas as justas proporções, estamos enfileirados com as tais indústrias e lojas e clubes e tudo o mais. E a triste paráfrase  do verso de Gertrude Stein, no título acima, torna-se o inevitável retrato da situação.
Nesse contexto, todas as iniciativas que cutuquem, incomodem, alertem, eduquem, conscientizem são  sempre bem-vindas. Por isso, antes de tudo, é fundamental prestigiar, valorizar, tornar possível a existência (e a resistência) de pessoas ou entidades e instituições sérias que se propõem a essas tarefas. Elas só existem e sobrevivem se houver interlocutores, pra começo de conversa; assim, por exemplo, ir a um local para ver e ouvir e discutir e trocar reflexões sobre o assunto já é o primeiro movimento politizado, primeira atitude que abrange o individual e o coletivo. E daí, espera-se, surgirão bons frutos de todos os matizes.
E foi exatamente pensando assim, que, no último dia 2 de junho, estudantes do Ensino Médio do Ítaca estiveram na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, assistindo a Trashed – Para Onde Vai o Nosso Lixo?, a convite da Ecofalante, entidade que promove discussões e reflexões sobre o meio ambiente, a partir de filmes e documentários. Produzido e narrado pelo ator Jeremy Irons,  Trashed (2o12),  mostra imagens contundentes de como o descarte inadequado de resíduos sólidos pode oferecer grandes riscos à saúde humana e ao planeta, analisando as soluções que hoje existem para a questão. Depois da exibição, os estudantes e professores tiveram a oportunidade de conversar com especialistas da instituição e consultores para sustentabilidade, discutindo, inclusive, qual o papel de cada um de nós diante de tal problema, não só como consumidores, produtores de lixo e até recicladores, mas também como divulgadores das questões ali discutidas. Esse evento foi parte da 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que promoveu nas bibliotecas São Paulo e Villa-Lobos, entre outros locais, uma programação especial, durante a Semana do Meio Ambiente.
As ações cotidianas necessárias à promoção de uma vida ambientalmente sustentável, aliadas à consciência de que é necessário também um fazer político com vistas a soluções eficazes, levam a responsabilidade de cada um para o futuro, além de já serem necessárias no presente. Como muito do trabalho que se faz na escola, os resultados devem ser pensados também a médio e longo prazo, com os adultos que logo logo esses alunos serão.

29
abril
2015
Chegou a hora da OBA 2015!
postado sob Ciências, física, Ítaca

Mais uma vez, com o objetivo de proporcionar ao aluno uma oportunidade de conhecer melhor o seu domínio de astronomia, nosso colégio fará parte dessa olimpíada. 

Lembrando que não é obrigatório se preparar previamente para prova. Caso o aluno queira, seguem algumas instruções em anexo. A OBA sugere 4 atividades práticas (a serem concluídas até a véspera da prova) e os conteúdos abordados nas provas (por nível). Qualquer dúvida entre em contato com seu professor de Ciências. 

A prova vai ocorrer dia 15/5, sexta-feira, na escola durante o horário normal de aulas. 

Participe! É uma excelente chance de fazer uma prova de forma mais descontraída e sem obrigações de notas!

Acesse o site aqui

FAÇA DOWNLOAD DAS INSTRUÇÕES:

21
janeiro
2015
Pela primeira vez na América Latina, exposição traz objetos produzidos por Leonardo da Vinci

veja o PROGRAMA da exposição:

Com curadoria do italiano Cláudio Giorgione, a Galeria de Arte do Sesi-SP traz para a cidade parte do acervo do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci (MUST), em Milão, na Itália. Segundo Giorgione, a exposição está centrada no método de trabalho de Da Vinci e se propõe a renovar a percepção sobre sua atuação como engenheiro e pensador, explicando a importância de seu legado no contexto histórico e social da época. “As obras são apresentadas em diferentes linguagens e revelam o quanto a natureza inspirou Leonardo em suas criações”, acrescenta.

A exposição interativa Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção, é uma parceria do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Universcience (organização francesa criada em 2010, a partir da fusão Cidade da Ciência e da Indústria e do Palácio da Descoberta, de Paris), e reúne mais de 40 peças e dez instalações interativas que marcaram e representam a trajetória de um dos maiores gênios que a humanidade conheceu.

Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção, apresenta o espírito inventivo do renascentista Leonardo da Vinci (1452 - 1519), trazendo objetos como o paraquedas, a catapulta e o parafuso aéreo (inspiração para o nosso atual helicóptero).

As peças expostas foram produzidas por pesquisadores e engenheiros, em 1952, para a celebração do 5º centenário de nascimento de da Vinci (1452-1519).

Foram apresentadas ao público em 1953 e ainda podem ser vistas no MUST, espaço que reúne a maior e mais antiga coleção de modelos e estudos históricos sobre o artista, com base em seus desenhos e códigos. 

Essa mesma mostra já passou por Paris e Munique, respectivamente, e traz informações em três diferentes idiomas - português, inglês e italiano -além de inscrições em braile.

Para aproximar o público do visionário dos tempos modernos, a exposição foi dividida em sete módulos temáticos que representam os vários campos de estudo e trabalho de Da Vinci: Introdução; Transformar o movimento; Preparar a guerra; Desenhar a partir de organismos vivos; Imaginar o voo; Aprimorar a manufatura; e Unificar o saber Esses campos conectam história, emoção, conhecimento, educação e cultura.

Além da oportunidade para conhecer de perto máquinas, desenhos, projetos e esboços do mesmo homem que pintou a obra de arte mais vista do mundo – Mona Lisa (1517) –, os visitantes poderão apreciar peças raras – como a grua com 4,5 metros de altura e 500 kg, projetada por Filippo Brunelleschi (1377-1446): somente com esta grua é que o domo de cobre da famosa igreja Santa Maria del Fiore (Florença, na Itália), a mais de cem metros de altura, pôde ser erguido, no início do séc. XV.

Entre os destaques, obras que representam todas as vertentes do legado davinciano: estudos sobre o automóvel, avião, submarino, bicicleta, tanque de guerra, mecanismos do relógio etc.

Após passagem por São Paulo, a exposição segue para o Science Museum, em Londres.

 

Serviço
“Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção”
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Até 10 de maio de 2015

diariamente, das 10h às 20h (última entrada até 19h40)

Classificação indicativa: livre

Informações: (11) 3146-7405 e 7406

Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 14h e das 15h às 18h

Entrada gratuita. Os espaços têm acessibilidade

 

Referências

FIESP

SESI SP

Hypeness

Folhinha

G1

Catraca Livre

16
dezembro
2014
Pouco conhecidas, pouco consumidas e… riquíssimas em nutrientes essenciais: frutas nativas do Brasil

O açaí na tigela tornou-se famoso nos últimos anos e é largamente consumido nas cidades brasileiras, misturado com guaraná e açúcar e servido como um creme gelado ou em forma de sorvete. Poucos sabem, porém, que ele é alimento de populações indígenas e de várias regiões do Norte do Brasil, há centenas de anos: preparado tradicionalmente com farinha de mandioca ou tapioca, é servido também em forma de pirão, para acompanhar peixe assado ou camarão.

Assim como o açaí foi “descoberto” há pouco, o Brasil tem uma infinidade de outras frutas ótimas para consume mas pouco conhecidas pela maioria das pessoas.

Segundo Guilherme Domenichelli, em matéria publicada na Carta Capital (link no final desse texto):

“O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no mundo, atrás apenas da China e da Índia. Sua enorme extensão de terras férteis, o clima e a disponibilidade de água favorecem a produção de uvas, melões, mangas, maçãs e bananas. Uma boa parte é consumida internamente e outra, exportada em forma processada ou na de frutas frescas. Mas, por incrível que pareça, a grande maioria das frutas consumidas por nós consiste de itens exóticos, ou seja, que não têm origem nos biomas brasileiros. Para se ter ideia, das 20 frutas mais consumidas aqui, só três são nativas.

E estima-se que existam pelo menos 312 frutas tipicamente brasileiras, sem contar que muitas tidas como "a cara do Brasil" (como banana, laranja, manga, graviola, pinha, tamarindo, romã, acerola, jaca, jambo) não são naturais de terras brasileiras. O caso do coco, por exemplo, é muito curioso: "Para alguns pesquisadores, ele é considerado uma fruta exótica da Ásia, enquanto para outros, é uma árvore nativa da América do Sul, provavelmente no litoral Norte e Nordeste do Brasil", esclarece a professora Flávia Cartaxo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

Mas, apesar do número impressionante de nativas, apenas seis frutas brasileiras são cultivadas comercialmente em grande escala", diz o engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, coautor do livro Frutas Brasileiras Exóticas e Cultivadas. 

"Dificilmente você iria à feira livre comprar picinguaba, mangaba, camu-camu, ajuru, fruta-do-lobo, murici, umbu, jatobá ou sapota-do-solimões. Ainda que quisesse, não encontraria. Pois esses nomes “estranhos”, de que você provavelmente nunca tinha ouvido falar, são de frutas nativas, ou seja, tipicamente brasileiras. Muitas delas eram comuns no passado e hoje são raríssimas, como o oiti-da-baía, que alguns historiadores relatam ter sido uma das frutas preferidas do imperador Pedro II", afirma Domenichelli.  

 

As espécies nativas destacam-se, aí sim, como matérias-primas para a agroindústria - suco, geleias, licores, polpa, bolachas, compotas, sorvete -, indústria farmacêutica e indústria de cosmético. E muitas delas são importantes fontes de alimento para as populações de baixa renda em várias partes do país.

 

Saúde à mesa

O que não se discute, no entanto, é o bem que as frutas - nativas ou não - fazem ao nosso corpo, como fontes riquíssimas de vitaminas. 

Alimentos essenciais para o organism, devem fazer parte do cardápio de todos. Ricas em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, não têm altas taxas de gordura, sódio e calorias e são ricas em nutrientes controladores da pressão arterial. Elas também possuem antioxidantes que ajudam a prevenir o aparecimento de câncer e a retardar o envelhecimento.

As frutas que são comercializadas e consumidas hoje são resultado de pesquisas focadas em selecionar e melhorar sabores, tamanhos e tempo de duração. Melancias, abacates e mangas, entre outras, têm hoje aspectos e características bem diferentes de seus originais. As frutas nativas também poderiam passar por esses estudos – aliás, isso já aconteceu com a goiaba, aprimorada há décadas por agricultores japoneses radicados no Brasil.

Mas, quando não existe demanda em alta escala, caso das nativas brasileiras, a produção não compensa e as pesquisas não acontecem. Tornar nossas frutas comerciáveis é algo que requer tempo e investimento, mas valorizá-las proporcionará, além de tudo, a preservação dos biomas brasileiros e de suas riquezas e culturas regionais. Hoje, muitas já são usadas como verdadeiros tesouros culinários regionais no preparo de licores, doces, geleias, mingaus, bolos, sucos, sorvetes e aperitivos. Além das diversas formas de alimentos, os frutos dessas plantas podem proporcionar outros benefícios como remédios, cosméticos, fibras naturais e até artesanatos.

Com pesquisas, incentivos e investimentos, as frutas nativas poderão se tornar nova fonte de renda para populações rurais, para que, além do consumo regional, as riquezas possam chegar à mesa de todos. Quem sabe, no futuro, ao invés de uma maçã, um aluno possa presentear sua professora com um cubiu, uma grumixama ou uma mangaba? 

As 20 frutas mais consumidas no Brasil e suas origens

1. Abacate –  América Central

2. Abacaxi – Brasil

3. Banana – Sudeste Asiático

4. Caqui – Ásia

5. Coco-da-baía – origem polêmica

6. Figo – Ásia

7. Goiaba – Brasil

8. Laranja – Ásia

9. Limão – Sudeste Asiático

10. Mamão – América Tropical

11. Manga – Ásia

12. Maracujá – Brasil

13. Marmelo – Europa e Ásia

14. Maçã – Ásia

15. Melancia – África

16. Melão – Europa, Ásia e África

17. Pera – Europa

18. Pêssego – Ásia

19. Tangerina – Ásia

20. Uva – Ásia, América do Norte e Europa

 

Referências:

 http://www.cartanaescola.com.br/mobile/single/221

http://www.ibraf.org.br/news/news_item.asp?NewsID=5544

http://www.brasilescola.com/frutas/

http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/quais-frutas-sao-originais-brasil-496994.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-frutas-sao-originais-do-brasil

10
novembro
2014
Brasileiras são selecionadas em programa da Harvard
postado sob Ciências, educação
Reprodução
Raissa e Georgia

Dentre 80 inscritos, duas brasileiras de 19 anos foram selecionadas pela qualidade de seus trabalhos, em um programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade Harvard, EUA.Chamado de Village to Raise a Child  (Vila por Trás do Jovem), o evento, realizado pela primeira vez por um grupo de alunos, ex-alunos e professores de Harvard, tem o objetivo de tornar conhecidas ideias que impactem a comunidade em que seus autores vivem.

Novo método de diagnóstico da endometriose
Uma das premiadas é Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), que pesquisa a criação de um método menos invasivo e mais econômico, por meio de exame de sangue, para diagnosticar a endometriose, doença que acomete as mulheres. Pesquisando o assunto há três anos, depois que sua tia foi diagnosticada e teve de extrair o útero,Georgia pensou que poderia herdar essa patologia, hipótese que até o momento está descartada Georgia lembra: “Fiquei pensando no contexto social e econômico e em como as pessoas são privadas de ter um diagnóstico e se tratar. Desenvolvi um método de diagnóstico que pode ser feito através de marcadores biológicos que, depois, vai ser adaptado para um exame de sangue”. Segundo ela, cientificamente não é uma ideia inédita, porém os pesquisadores “nunca foram adiante para trazer para a realidade.”

Georgia lembra que tanto o diagnóstico da endometriose, inicialmente feito por exame de ultrassonografia, como o tratamento, que até prevê uma indicação cirúrgica, são muito restritos. “Esse olhar é voltado para minha comunidade, me senti incomodada com a possibilidade de muitas mulheres nem conseguirem ser diagnosticadas. Quero dar continuidade à minha pesquisa com ajuda de um orientador.” Ela concluiu o ensino médio em 2013 no ano passado e, neste ano, vai disputar uma vaga em uma universidade americana.

Esponja para absorver óleo
A segunda outra brasileira vencedora é a estudante do ensino técnico em Química, Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), que criou uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo, podendo e poderia, por exemplo, ser utilizada em acidentes com derramamento de óleo no mar. “É um filtro que funciona com criptomelano, um mineral pouco conhecidoque tem como propriedade ser poroso. No primeiro processo aumentei a tamanho dos poros e, no segundo, fiz uma cobertura de silicone para repelir água e absorver óleo.”

Nenhuma substância química tem esse poder, segundo Raíssa, que lembra que a palha de milho também é usada para essefim, mas depois precisa ser queimada. “Ao utilizar o filtro, o óleo pode ser absorvido e recuperado depois, para que seja revendido, e o filtro pode ser reutilizado.”

A estudante pretende testar o produto em uma escala maior para verificar sua aplicabilidade. “Ser selecionada no prêmio foi muito bom, é um reconhecimento para mim, para minha região. Quero expor minha ideia e minha pesquisa.”

Raíssa conclui o ensino técnico em 2015, e pretende, em seguida, disputar uma vaga em uma universidade americana. 

Como prêmio, as duas vão poder participar, no início de novembro, de uma conferência no campus da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, para expor seus projetos para investidores do mundo todo. 

As brasileiras, assim como os outros três participantes selecionados, vindos do Sri Lanka, Nepal e Filipinas, que foram selecionados no concurso, estão com uma campanha na internet para arrecadar fundos  para os projetos. Para ter acesso aos vídeos que explicam as ideias e fazer as doações, acesse o link www.crowdrise.com/villagetoraiseachildprojects/fundraiser/

saiba mais:
http://noticias.r7.com/economia/brasileiras-vencem-concurso-em-harvard-30102014
http://blogs.estadao.com.br/start/estudantes-brasileiras-vencem-concurso-de-inovacao-de-harvard/
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/alunas-brasileiras-vencem-concurso-de-ideias-inovadoras-de-harvard.html

8
setembro
2014
Permacultura? O que é isso?

Resumidamente, é um sistema de planejamento para a criação de ambientes sustentáveis.

Segundo o australiano Bill Mollison, considerado um dos pais da Permacultura,na década de 1970, ela consiste na ‘elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente’

A professora do Colégio Ítaca, Luana Ribeiro, envolvida diretamente com a prática da permacultura, explica: "é a ideia de uma cultura permanente, de buscar alternativas de viver de uma forma mais solidária, que rompa com o sistema que vem desumanizando as relações". 

O seu projeto “Estações Orquídea”, construído em colaboração com os amigos e educadores Eduardo Bonzatto e Leandro Gaffo, foi escolhido para ser apresentado no IX Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire, que acontecerá de 17 a 20 de setembro, em Torino, na Itália.

Professora do 5° ano de Ciências, Geografia e Matemática e do 6° ano de Estudos Áfricos, Luana conta que se interessou pela Permacultura em 2006. "Faço parte de um grupo de pessoas, amigos de longa data, que vem discutindo e trabalhando com a Permacultura. Refletimos sobre o quanto a gente precisa para viver. Discutimos as melhores formas de usar a energia que entra nossa vida", diz.

O projeto Estações Orquídea trabalha hoje em instituições com diferentes características organizando oficinas de diálogos e práticas que envolvem as teorias do  educador brasileiro Paulo Freire.

Hoje, as oficinas acontecem em cinco pontos do Brasil: em São Paulo, no Cursinho da Poli; em Carapicuíba (SP), na faculdade Nossa Cidade; em Itapecerica da Serra (SP), na escola pública Bairro do Engenho, em parceria com a Cia Deodara; em Juazeiro do Norte (CE), na Universidade Federal do Cariri; e em Teixeira de Freitas (BA), na Universidade Fedaral do Sul da Bahia. 

Como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo

A Permacultura, diz Luana, busca trazer para o meio urbano práticas tradicionais do meio rural que foram sendo perdidas com o passar do tempo. "Precisamos repensar a sociedade de consumo. Pensar o quanto produzimos de lixo, o quanto compramos por impulso; muitas vezes trabalhamos demais e não temos tempo para pensar na nossa prática, sobre o nosso lugar no mundo", diz.

"Sempre achamos que o problema está no outro e nunca é com a gente. As pessoas falam: eu não sou consumista, não compro um tênis por mês. E aí a gente pergunta: fica no facebook o dia inteiro? Então você é consumista de facebook", afirma. "Depois, mostramos que ninguém está sozinho; há meios de recuperar algumas práticas e formas de convivência social".

Composteira no Ítaca

No Ítaca, Luana tem conversado bastante com a professora Cecília Braga de Arruda, do 7° ano, da disciplina de Sustentabilidade. "A Cecília começou um trabalho de reflexão de descarte dos resíduos, com lixeiras. Agora, a escola já colocou uma composteira aberta, com as folhas secas", diz.

Luana defende que toda a pessoa pode reciclar e reutilizar a energia que produz, em um processo local e global. "Trabalhamos com o conceito de que toda a energia que produzimos em casa pode ficar dentro de casa. Ela não precisa ser tratada em aterros, que custam muito dinheiro público. Um exemplo é produzir adubo; mesmo quem mora em apartamento, pode gerar adubo para o seu prédio, para a praça do bairro. É uma preocupação local e global", ensina.

A professora destaca que o projeto Estações Orquídea, embora esteja dentro do espaço da educação formal, não está dentro do currículo. Seu sonho é incluir a Permacultura na educação formal. "Nosso grande sonho é levar esta reflexão para dentro da educação formal. No nosso dia-a-dia, na nossa prática. Às vezes fica parecendo que é algo separado da realidade, mas não é. A Permacultura é pensar como nos colocamos politicamente e socialmente neste mundo". 

Referências:
http://www.permear.org.br/permacultura/
http://www.ipoema.org.br/ipoema/home/conceitos/permacultura/
http://www.permacultura-bahia.org.br
http://www.ipemabrasil.org.br

http://permacultura.ufsc.br

23
julho
2014
Do Macaco ao Homem: exposição registra evolução humana

Os 7 milhões de anos que marcaram a trajetória evolutiva da humanidade estão reeditados na nova exposição permanente Do Macaco ao Homem, no espaço Catavento Cultural, em São Paulo. A mostra exibe  a evolução da espécie humana por meio de réplicas fiéis de ossadas, ferramentas, artefatos de pedra lascada e objetos do cotidiano dos nossos ancestrais.

O grande objetivo desse projeto é tornar disponível um extenso acervo de réplicas arqueológicas e transformá-lo em um museu de história natural na cidade de São Paulo, inexistente até então na capital. A exposição, que levou 7 anos de elaboração, foi concebida a partir do projeto do arqueólogo e antropólogo físico Walter Neves, coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, do Instituto de Biociências (IB) da USP.

O laboratório, que se dedica ao estudo da evolução humana, já colecionava peças há 20 anos, por meiode compras e de trocas com outras instituições, constituindo a maior coleção evolutiva da América Latina. “Nas últimas três ou quatro décadas, foram encontrados muitos fósseis de hominídeos na África e em outras partes do Velho Mundo”, e “o principal objetivo da exposição é mostrar que os conhecimentos sobre o processo que levou ao surgimento dos hominídeos e do homem moderno já estão bastante avançados. Agora podemos caracterizar, com um elevado grau de certeza, os principais passos de nossa linhagem evolutiva”, afirma Neves. “Sempre foi um sonho compartilhar o acervo com a sociedade”, ressalta Neves.

No Catavento Cultural, que se interessou prontamente pelo projeto, Do macaco ao homem inaugura um novo espaço didático no interior do Palácio das Indústrias, o prédio histórico da instituição: as arcadas no subsolo, que dão criam um clima de exploração, como se os visitantes participassem de uma verdadeira expedição arqueológica.

Uma das coisas mais impressionantes da exposição exibição é a quantidade e a qualidade das réplicas de esqueletos de hominídeos e de grandes símios – ao lado de uma ossada completa de Homo Sapiens, há outra, de chimpanzé, e uma terceira, de gorila, nossos parentes mais próximos na ordem dos primatas –além de artefatos de pedra lascada e de osso, cunhados pelo homem moderno e seus antepassados. “Noventa por cento das réplicas foram feitas a partir de peças da nossa coleção que está na USP”, comenta Neves. As cópias de Lucy (famoso fóssil de Australopithecus afarensis ) e dos macacos vieram dos Estados Unidos. Há também reproduções das representações artísticas feitas pelo homem moderno durante o que Neves denomina a “explosão criativa do Paleolítico Superior”, por volta de 45 mil anos atrás. Para ilustrar esse momento-chave da evolução humana, foram destacadas cópias de trechos de famosas pinturas rupestres, como os murais das grutas de Lascaux e Chauvet, na França, e de Altamira, na Espanha.

Como se disse, para a exposição, réplicas em resina foram feitas a partir das de outras já existentes na USP, a fim de se conservarem as peças estas últimas, que são usadas para pesquisas do Laboratório da Universidade.

SERVIÇO
Catavento
Palácio das Indústrias (antiga sede da Prefeitura), Parque D. Pedro.
mapa: http://www.cataventocultural.org.br/mapas

De terça a domingo, das 9h às 16h, com permanência até 17h. Entrada: R$ 6,00 / Meia entrada: grátis Estacionamento até 4h: R$ 10,00,com adicional por hora: R$ 2,00.

Acesso para pessoas com deficiência motora

Referências

http://www.cataventocultural.org.br
http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/01/13/macaco-ao-homem/
http://www5.usp.br/40238/do-macaco-ao-homem-exposicao-do-catavento-registra-evolucao-da-especie-humana/=

26
junho
2014
Conheça o projeto Composta São Paulo, da Prefeitura, e participe!

O lixo é um grande problema nas grandes metrópoles, em todo o mundo. Em São Paulo, mandamos 18 mil toneladas de lixo para os aterros sanitários  diariamente, sendo 10 mil de resíduos domésticos. 

Dos resíduos domésticos, mais da metade (5 mil toneladas diárias) são resíduos orgânicos, que poderiam ser compostados em casa. 
 

O que é um aterro sanitário?

É uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem para descarte de seus resíduos: o aterramento. Consiste basicamente na compactação dos resíduos no solo, na forma de camadas que são periodicamente cobertas com terra ou outro material inerte. E, mesmo sendo o método sanitário mais simples de destinação final de resíduos sólidos urbanos, exige cuidados especiais para não contaminar o solo e o lençol freático, por exemplo, e técnicas específicas, desde a seleção e preparo da área até sua operação e monitoramento.

Atualmente, os aterros sanitários vêm sendo severamente criticados porque não têm como objetivo o tratamento ou a reciclagem dos materiais presentes no lixo urbano. De fato, são apenas uma forma de armazenamento de lixo no solo, na verdade umaalternativa que não pode ser considerada a mais indicada, até porque os espaços úteis para essa técnica tornam-se cada vez mais escassos. 

Teoricamente, a maioria desses rejeitos também pode ser reciclada, mas não é o que ocorre na prática, pois diversos fatores de ordem técnica e econômica inviabilizam grande parte dos processos, deixando como opção fácil o descarte em aterro. 
 

O que é a compostagem?

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica (como estrume, folhas, papel e restos de comida)  em um material semelhante ao solo, a que se chama composto e que pode ser utilizado como adubo.

A compostagem doméstica, realizada em pequenas composteiras, reduz os impactos ambientais ocasionados pela presença dos resíduos orgânicos nos aterros sanitários e produz adubo para as plantas na própria cidade. Uma solução prática e aplicável, que está ao nosso alcance, mas que depende da conscientização e da atitude de cada cidadão. 
 

O que é uma composteira?

É uma estrutura própria para o depósito e processamento do material orgânico. Geralmente aquelas feitas para locais pequenos possui proteção de tijolos, que formam as 4 paredes de uma espécie de caixa. Nesse local é colocado o material orgânico, além de folhas secas por cima, para evitar o cheiro ruim. 

Existem também composteiras pequenas, pré-fabricadas, também para uso doméstico (veja links no final desta matéria).
 

Sobre o projeto:

O projeto Composta São Paulo é uma iniciativa da Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo, por meio da AMLURB, realizado pelas concessionárias de limpeza urbana LOGA e ECOURBIS. Trata-se de uma iniciativa-piloto do Programa de Compostagem Doméstica, que é parte do RECICLA SAMPA - uma rede de iniciativas para melhor destinação dos resíduos da cidade. A idealização e a execução são da Morada da Floresta, empresa referência em compostagem doméstica e empresarial: 2mil domicílios de diversos perfis serão selecionados para receber uma composteira doméstica e participar de oficinas de compostagem e plantio. Além de fazer parte de uma comunidade online de troca de conhecimento e experiências, os participantes ajudarão a gerar informações e aprendizados fundamentais para a definição de uma política pública que estimule a prática da compostagem doméstica na cidade de São Paulo.

Acima de tudo, o COMPOSTA SÃO PAULO é para pessoas interessadas em uma cidade e um futuro melhor. Faça parte deste movimento!

 

Conheça o projeto:
http://www.compostasaopaulo.eco.br

Conheça como funciona uma composteira:
http://www.ib.usp.br/coletaseletiva/saudecoletiva/compostagem.htm
http://loja.moradadafloresta.org.br/ecommerce_site/categoria_502_5735_Compostagem-Domestica

Mais referências:
http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/biogas/Aterro%20Sanitário/21-Aterro%20Sanitário
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/aterro_sanitario.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/aterro-sanitario.htm
http://www.brasilescola.com/busca/?q=reciclagem&x=-1191&y=-86

28
maio
2014
O projeto Nascentes Verdes Rios Vivos une reflorestamento e educação para conservar a água.

Desde 2006, o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), ONG com sede na
cidade de Nazaré Paulista (SP), vem realizando o plantio de mudas de árvores
nativas da Mata Atlântica, entre outras ações para a conservação da
biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos do Sistema Cantareira de
abastecimento de água. O plantio é parte de um projeto muito amplo,
envolvendo ações de restauração florestal, alternativa de renda, pesquisa
com fauna e educação ambiental. Dentro dessa estratégia maior, visando à
conservação ambiental, foram desenvolvidas ações educativas direcionadas à
população local, envolvendo estudantes da rede pública de ensino, como uma
das estratégias para atingir a comunidade.

A população como um todo também pode ajudar de outro modo. Por exemplo:
contribuindo com R$ 40,00, você estará proporcionando a participação de um
estudante da rede pública de Nazaré Paulista nas atividades do projeto ao
longo de 2014.

Adote um aluno e caminhe com o IPÊ!

Acesse:
http://www.ecodobem.com.br/projetos/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o IPE:
http://www.ipe.org.br

19
março
2014
Olímpiada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica - inscreva-se!

Mais uma vez, com o objetivo de proporcionar ao aluno uma oportunidade de conhecer melhor o seu domínio de astronomia, astronáutica e astrofísica, nosso colégio fará parte dessa olimpíada. 

Para participar é preciso:

• Fazer a sua inscrição com seu professor de Ciências ou Física o quanto antes, sendo o limite máximo dia 12/05.

• Realizar, se quiser, as atividades práticas que estão disponíveis no link: 

• Fazer a prova no dia 16/05, sexta-feira. O horário será agendado posteriormente.

Não é obrigatório que os alunos se preparem previamente para prova.

Maiores informações sobre o conteúdo da prova, provas e gabaritos anteriores ou curiosidades, acessem o site da OBA

Qualquer dúvida também pode ser conversada com seus professores.

Participe! É uma excelente chance de fazer uma prova de forma mais descontraída e sem obrigações de notas!

 

17
março
2014
O código Voynich

O manuscrito Voynich, uma publicação de aproximadamente 600 anos, em formato de bolso e com 240 páginas, é um enigma que intriga estudiosos de várias áreas: especialistas em códigos criptografados, físicos, botânicos, entre outros.

Isso porque está escrito em linguagem indecifrável, e da direita para a esquerda (Leonardo da Vinci já escrevia assim, espelhado, mas em uma língua conhecida). O manuscrito enigmático é repleto de ilustrações botânicas, científicas e figurativas. O que se sabe é que foi comprado por 600 ducados de ouro, pelo imperador Rudolph II da Alemanha, no final do séc. XVI, e depois ficou desaparecido até ser adquirido, em 1912, na Itália, pelo livreiro polonês Wilfrid Voynich. Hoje em dia, encontra-se na Universidade de Yale (EUA). 

As 240 páginas do manuscrito são ricamente ilustradas, com imagens de plantas e corpos celestes, o que sugere que se trate de um texto sobre ervas e astrologia, mas seu conteúdo continua um enigma. Algumas folhas têm várias vezes o tamanho do livro, quando desdobradas. A temática dos desenhos é a única pista sobre os assuntos de que trata cada seção:  metade do volume retrata plantas inteiras, a maioria não identificada (três delas o foram, mas as espécies ocorrem em várias partes do mundo, não ajudando a localizar sua origem); segue uma seção astrológica, com desenhos do Sol, da Lua, de estrelas, do zodíaco, círculos no céu e muitas mulheres nuas; a seção seguinte contém estranhos desenhos de tubos, que se acredita serem vasos sanguíneos, microscópios ou telescópios, e mais mulheres nuas em piscinas; em seguida, vem a seção chamada de “farmacêutica”, que parece ser uma lista, aparentemente de nomes de folhas e raízes. O livro termina com páginas repletas de um texto formado por uma série de parágrafos curtos, ilustrado apenas por estrelas nas margens.

Uma equipe brasileira formada por pesquisadores que atuam na Alemanha e na Universidade Federal de São Carlos, interior de São Paulo, também acredita que o manuscrito não seja uma sequência de símbolos sem sentido. Desenvolveu um método que usa técnicas da física estatística, para analisar a frequência com que as palavras aparecem ao longo de um texto. Resultados dessa pesquisa foram publicados em julho de 2013 na revista PLoS One.  Na verdade, esse método, desenvolvido para estudar o Voynich, tem hoje outras aplicações : “Ele nos permite identificar as palavras-chave de um texto longo, sem que seja necessário conhecer sua organização ou compará-lo com outros textos, tal como fazem mecanismos de busca como o do Google”, explica um dos autores do estudo, o físico Eduardo Altmann, do Instituto Max Planck para Física de Sistemas Complexos, em Dresden, Alemanha. 

 

Fraude ou não?

Especulou-se muito se o manuscrito não seria uma fraude criada pelo próprio Voynich, que adquiriu o manuscrito e depois lucrou com sua venda, mas historiadores e biógrafos já descartaram tal hipótese.

Como se disse, muitas têm sido as tentativas de decifrar o enigma. Junto ao manuscrito, por exemplo, uma carta datada de 1666 e assinada por um acadêmico da cidade de Praga, na atual República Tcheca, pedia a um jesuíta em Roma que tentasse decifrá-lo. Também foi feita, em 2010, uma análise físico-química dos papéis e das tintas e concluiu-se que o manuscrito deve ter sido produzido mesmo entre 1404 e 1438. E muitas pessoas, em distintas partes do planeta, estudam esse documento, tentando achar uma explicação para ele. Com o desenvolvimento da informática, a partir dos anos 1990, uma comunidade formada por uma centena de pesquisadores de várias disciplinas, todos interessados no Voynich, começou a se comunicar pela internet, o que gerou grande expectativa de avanços na pesquisa.  

Recentemente,  Arthur Tucker, botânico, professor emérito da Delaware State University (EUA), e seu colega Rexford Talbert surpreenderam-se com a similaridade de uma das ilustrações do Voynich com a xiuhamolli/xiuhhamolli ou "planta sabão",  que aparece no Codex Cruz-Badianus, de 1552, também conhecido como Herbário Asteca, escrito por Martín de la Cruz, no México. Por essa similaridade, supõem que o manuscrito possa ter sido feito na América Central.

O estudo feito na Universidade de São Carlos, com os físicos Osvaldo Oliveira Jr. e Luciano da Fontoura Costa, do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo, trata os textos como se fossem redes complexas de palavras (ver figura em cima). “Duas palavras são conectadas na rede se elas aparecem vizinhas no texto”, explica Diego Raphael Amâncio, aluno de doutorado de Costa e primeiro autor do artigo da PLoS One. Antes de atacarem o Voynich, os pesquisadores avaliaram 29 tipos de medidas estatísticas que podem ser obtidas a partir da análise de um texto qualquer - elas são quantidades que medem como as palavras aglomeram-se ou se dispersam ao longo do texto ou que medem a distribuição dos vários arranjos possíveis das conexões entre as palavras. As medidas avaliadas pelos brasileiros indicam que o texto do Voynich apresenta mesmo uma estrutura sintática e transmite alguma mensagem.

 “O tamanho da literatura sobre o Voynich é assustador e me fez perguntar até que ponto seu objetivo é científico”, conta Altmann. “É por isso que em nosso trabalho tentamos formular as questões de maneira geral, esperando que o estudo tenha outras aplicações.”

 

Assista ao vídeo que explica o experimento:

http://www.youtube.com/watch?v=wZndOKzxRAg

 

Referências:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/08/13/o-codigo-voynich/

http://www.theguardian.com/books/2014/feb/07/new-clue-voynich-manuscript-mystery

http://bibliotecaucs.wordpress.com/2014/02/19/brasileiros-tentam-decifrar-misterioso-manuscrito-voynich/

http://www.scientificamerican.com/author/gordon-rugg/

http://www.newscientist.com/article/dn24987-mexican-plants-could-break-code-on-gibberish-manuscript.html#.UwYXsXm0HTM

 

Download completo do manuscrito:

https://archive.org/details/TheVoynichManuscript

14
fevereiro
2014
COIOTES NAS CIDADES
Animais selvagens em ambiente urbano

Há um fenômeno novo e significativo, que está sendo largamente estudado pela Ecologia urbana: o aparecimento de coiotes nas cidades norte-americanas.

Ecologia urbana é uma nova área de estudos ambientais que procura entender os sistemas naturais dentro das áreas urbanas, lidando com as interações de plantas, animais e de seres humanos em áreas urbanas considerando as cidades como parte de um ecossistema vivo.

O cientista Stanley Gehrt, professor assistente de meio ambiente e recursos naturais na Universidade Estadual de Ohio, estuda o comportamento de coiotes em Chicago há 6 anos e afirma que os cientistas têm se surpreendido com a capacidade de adaptação e desenvolvimento desse animal em ambiente urbano.

Desde que começaram a estudar esse fenômeno, perceberam que as populações urbanas de coiotes são muito maiores do que o que imaginavam, que eles têm vida mais longa do que seus parentes que vivem em ambientes rurais, que fiem menos facilidade de conseguir comida e estão mais vulneráveis à agressão de predadores maior que eles. Notaram também que os coiotes são mais ativos à noite no ambiente urbano do que no rural. Alguns deles vivem em parques das cidades, enquanto outros habitam entre áreas residenciais, comerciais e parques industriais, alimentando-se principalmente de restos de alimentos humanos e de ração de animais domésticos, mas também de outros animais que habitam as cidades, como os ratos. 

Normalmente animais carnívoros selvagens e humanos não se misturam, mas o fato é que eles têm sido vistos há mais de uma década em cidades como Chicago, Portland, Seattle, e até em New York. Em praças de São Francisco, Califórnia, é muito comum encontrar placas que avisam da presença de coiotes durante a noite. Por enquanto não houve episódios que alarmassem as pessoas, seja por oferecerem riscos aos humanos ou aos animais domésticos, por exemplo (seja por ataques ou doenças), desequilibrando a  ecologia urbana.

"Ao entender como esse animal se adapta às mudanças no ambiente, podemos determinar o que realmente precisamos para focar no que realmente deve ser feito", diz Stephen DeStefano, biólogo da University of Massachusetts, e autor do livro, Coyote At The Kitchen Door (Harvard University Press, 2010).

Bill Hebner, do Departamento de Peixes e Animais Selvagens de Washington, diz que recebe uma dúzia ou mais de ligações por dia de cidadãos preocupados com os avistamentos de coiotes, mas que raramente o comportamento do animal põe em risco de segurança humana. "Educar os moradores ajuda a evitar a presença dos coiotes nas cidades ocorra no futuro”, completa.

Gehrt também alerta: “Os coiotes estão testando os limites urbanos e forçando as pessoas a avaliarem e refletirem sobre qual a tolerância que será imposta. Deveremos deixá-los viver nas cidades?”

 

Referências:

http://www.smithsonianmag.com/science-nature/City-Slinkers.html

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/por_que_os_coiotes_se_mudam_para_a_regiao_urbana_.html

http://researchnews.osu.edu/archive/urbcoyot.htm

http://www.npr.org/blogs/thetwo-way/2012/10/05/162300544/coyotes-in-the-city-could-urban-bears-be-next

http://www.bluechannel24.com/?p=15815

http://www.sciencebuzz.org/blog/urban-coyotes-more-are-choosing-live-life-fast-lane

Revista Scientific American Brasil

14
fevereiro
2014
Insetos conseguem prever tempestades e ventanias

Na Índia e no Japão há um ditado popular que diz: “Formigas carregando ovos barranco acima, é a chuva que se aproxima”. Já no Brasil, outro provérbio afirma que “Quando aumenta a umidade do ar, cupins e formigas saem de suas tocas para acasalar”.

A sabedoria popular já entendia tudo, mas a comprovação de que os insetos preveem mudanças climáticas e indicam isso em seu comportamento é agora resultado de estudo publicado na edição do dia 2 de outubro da revista PLoS One – realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), em Piracicaba (SP), da Universidade de São Paulo (USP), , em parceria com colegas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava (PR), e da University of Western Ontario, do Canadá. 

A pesquisa revela , por exemplo, que insetos como o besouro verde e amarelo, conhecido por “brasileirinho”, percebem a queda na pressão atmosférica – que, na maioria dos casos, é um sinal de chuva  – e modificam o comportamento, diminuindo a disposição de procurar um parceiro e acasalar.

“Demonstramos que os insetos, de fato, têm capacidade de detectar mudanças no tempo, por meio da percepção da queda da pressão atmosférica, e de se antecipar e buscar abrigo para se proteger das más condições climáticas, como temporais e ventanias, por exemplo”, disse José Maurício Simões Bento, professor do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq e um dos autores do estudo.

Com essa percepção, os animais estão mais preparados para enfrentar as mudanças repentinas no clima, coisa que deve ser mais frequente em um futuro próximo, com todas as modificações climáticas que vêm ocorrendo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores selecionaram três diferentes espécies de insetos – o besouro “brasileirinho”, o pulgão-da-batata e a lagarta da pastagem –, que pertencem a ordens bem distintas e que variam significativamente em termos de massa corpórea e morfologia.

Como já existiam evidências de que os insetos ajustam seus comportamentos associados a voo e alimentação às mudanças na velocidade dos ventos, os pesquisadores decidiram avaliar o efeito das condições atmosféricas especificamente sobre o comportamento de “namoro” e acasalamento dessas três species, quando sujeitas a mudanças da pressão atmosférica, naturais ou manipuladas experimentalmente 

Para chegar a essa conclusão, os cientistas mantiveram um rígido controle de suas observações, monitorando de hora em hora a pressão atmosférica em Piracicaba. E a escolha das espécies para o experimento, diz Bento, considerou que uma delas -- o besouro -- era mais resistente, e outra -- o pulgão -- mais frágil (a mariposa está num nível intermediário). Como insetos de diferente porte exibiram a habilidade, provavelmente ela se estende por toda a classe de animais.

Os experimentos em condições naturais (sem a manipulação da pressão) e sob condições controladas, em laboratório, revelaram que, ao detectar uma queda brusca na pressão atmosférica, por exemplo, as fêmeas diminuem ou simplesmente deixam de manifestar um comportamento conhecido como “chamamento”, no qual liberam feromônio para atrair machos para o acasalamento.

Os machos, por sua vez, passam a apresentar menor interesse sexual, não respondem aos estímulos das fêmeas e procuram abrigos para se proteger da mudança de tempo capaz de ocorrer nas próximas horas. Passado o mau tempo, os insetos retomam as atividades de cortejo, namoro e acasalamento.

“Esse comportamento de perda momentânea do interesse no acasalamento horas antes de uma tempestade representa uma capacidade adaptativa que, ao mesmo tempo, reduz a probabilidade de lesões e mortes desses animais – uma vez que são organismos diminutos e muito vulneráveis a condições climáticas adversas, como temporais, chuvas pesadas e ventanias – e assegura a reprodução e a perpetuação das espécies”, afirmou Bento.

Referências:

O artigo Weather forecasting by insects: modified sexual behaviour in response to atmospheric pressure changes (doi: 10.1371/journal.pone.0075004), de Bento e outros, que pode ser lido na PLoS One em: http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0075004

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/10/1350951-insetos-conseguem-prever-tempestades-e-evitam-sexo-antes-de-tempo-ruim.shtml

http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/insetos-conseguem-prever-tempestades-e-ventanias-revela-estudo-brasileiro,c46eb5892dd71410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

http://www.cienciaempauta.am.gov.br/2013/10/insetos-conseguem-prever-tempestades/

22
novembro
2013
Temos o talento de criar um mundo de fantasia. E por isso mesmo  somos sortudos!

Com essa ideia na cabeça, desde 1990 o artista Theo Jansen dedica-se a criar novas formas de vida: os animais da praia. Eles não são feitos de proteína, como as outras formas de existência animal, e sim de outro material básico: tubos plásticos amarelos. Extraem a energia do vento, por isso não têm a necessidade de se alimentar como nós. Theo trabalhou no projeto de suas articulações de maneira que seus movimentos ficaram impressionantemente parecidos com os dos seres vivos. Passou a desenvolver mecanismos de reação nessas criaturas, de modo que evoluiram e quando a maré sobe, elas fogem das águas, tornando-se sobreviventes a tempestades e marés.

O desejo de Theo Jansen é poder liberar diversos animais desse tipo pelas praias.  Refazendo a Criação, ele espera tornar-se mais um criador da natureza, enfrentando seus percalços.

Afirma com humor: “Não é fácil ser Deus; há muitos desapontamentos pelo caminho. Mas, nas ocasiões onde tudo funciona, ser Deus é a melhor coisa do mundo”.

 

Referências:

http://www.strandbeest.com

http://theojansen.net

http://www.archdaily.com.br/br/01-147803/exposicao-theo-jansen-animais-que-se-alimentam-de-vento-theo-jansen-earthscape

 

Vídeos:

http://vimeo.com/53963103#

http://www.youtube.com/watch?v=SGx8UaPJOVc

http://www.ted.com/talks/theo_jansen_creates_new_creatures.html

25
outubro
2013
PROGRAMAÇÃO DO "VIVENCIANDO AS CIÊNCIAS"
postado sob Ciências, Ítaca

 Será neste sábado, dia 26 de outubro, das 9h30 às 13h.

O Vivenciando as Ciências é um encontro composto de oficinas, palestras, painéis, exposições e demonstrações de experimentos feito por pais, professores e alunos do Ítaca, centrado nos temas das Ciências da Natureza e das Ciências da Mente.

Serão inúmeras atividades, algumas livres e abertas à participação de todos, porém outras necessitarão de inscrições (uma vez que terão um número limitado de participantes).

Programação das palestras, oficinas e demonstrações que necessitam de inscrições:

9h30
(P1) Palestra – Orientação profissional (pais e mães de adolescentes) – 1h00 – 25 pessoas

(O1) Oficina – A história de cada um (10 crianças EF1 acompanhas de pai ou mãe) – 1h00 – 20 pessoas

(O2) Oficina – Gastando energia brincando (4º ano em diante) – 1h30 – 20 pessoas

(O3) Oficina – Montagem de DNA (7º ano em diante) – 1h00 – 20 pessoas

(O4) Oficina – Astronomia (alunos de 1º a 3º EF) – 1h00 – 15 pessoas

 

10h
(O5) Oficina – Contação de histórias com objetos (livre) – 1h00 – 20 pessoas

(O6) Oficina – Confecção de animais marinhos (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O7) Oficina – Gincana, o que é, o que é? (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O8) Oficina – Composteira, minhocário e tambores (livre) – 50 minutos – 20 pessoas

(DE1) Demonstração de Experimento – A síntese do nylon 66 e Uma reação química ativada pela voz (livre) – 30 minutos – 20 pessoas

 

10h30
(P2) Palestra – Radiofármacos (EM/adultos) – 1h00 – 25 pessoas

(O9) Oficina – Confecção de animais marinhos (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O10) Oficina – Gincana, o que é, o que é? (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O11) Oficina – Os tentilhões de Galápagos (6º ano em diante) – 5 pessoas a cada 30 minutos

(DE2) Demonstração de Experimento – A síntese do nylon 66 e Uma reação química ativada pela voz (livre) – 30 minutos – 20 pessoas

 

11h
(O12) Oficina – Confecção de animais marinhos (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O13) Oficina – Gincana, o que é, o que é? (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O14) Oficina – Orientação profissional para alunos (EM) – 1h00 – 15 pessoas

(O15) Oficina – Você tem fome de quê? (8º ano em diante) – 1h30 – 20 pessoas

(O16) Oficina – Filho de scoiso, scoisinho é? (7º ano em diante) – 1h00 – 32 pessoas

(O17) Oficina – Astronomia (alunos de 4º a 6º EF) – 1h00 – 15 pessoas

 

 

11h30
(O18) Oficina – Confecção de animais marinhos (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(O19) Oficina – Gincana, o que é, o que é? (6 a 10 anos) – 30 minutos – 20 pessoas

(P3) Palestra – Ritmos naturais do nosso organismo (8º ano em diante) – 1h30 – 25 pessoas

(O20) Oficina – Abastecimento hídrico na cidade de SP (9º ano em diante) – 1h30 – 24 pessoas

(DE3) Demonstração de Experimento – A síntese do nylon 66 e Uma reação química ativada pela voz (livre) – 30 minutos – 20 pessoas

 

12h00
(O21) Oficina – Orientação profissional para alunos (EM) – 1h00 – 15 pessoas

(O22) Oficina – Filho de scoiso, scoisinho é? (7º ano em diante) – 1h00 – 32 pessoas

(DE4) Demonstração de Experimento – A síntese do nylon 66 e Uma reação química ativada pela voz (livre) 30 minutos – 20 pessoas

 

BREVE APRESENTAÇÃO DE CADA UMA DAS ATIVIDADES (PALESTRAS, OFICINAS E DEMONSTRAÇÃO DE EXPERIMENTO)

 

Palestras

P1
- Orientação profissional (Arthur Hoverter Facchini)
Uma conversa sobre orientação profissional com o foco nos pais e não nos filhos.

P2
- Radiofármacos
(Regina Célia Gorni Carneiro)
Os radiofármacos são medicamentos utilizados no diagnóstico e terapia de várias doenças. O IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) é responsável por 90% da demanda de radiofármacos do Brasil.

P3
- Ritmos naturais do nosso organismo
(Fernanda Amaral)
Os ritmos naturais do corpo e sua influência em nossas vidas. A importância do nosso relógio interno e as medidas simples que podem levar A reorganização das atividades diárias.

 

Oficinas

 

O1
- A história de cada um
(Ramona Barreto)
Porque contamos nossas histórias para o psicólogo.

O2
- Gastando energia brincando
(Cláudia Forjaz e Patricia Chakur Brun)
Demonstrar às crianças, adolescentes e seus pais como as brincadeiras podem contribuir ou não para o consumo de calorias das crianças.

O3
- Montagem de DNA
(Lucia Bonn e alunos do 2º ano EM)

O4/O17
- Astronomia
(Cláudia Mendes de Oliveira)
Para os alunos de 1º a 3º EF, brevíssima história da astronomia, desenhando constelações e possibilitando um olhar para objetos distantes usando a luneta.

Para os alunos do 4º a 6º EF, observação do sistema solar através de um sistema montado em escala.

O5
- Contação de histórias com objetos
(Pedro Paulino dos Santos)
A contação de histórias permite que a criança se aproprie de sua própria história de uma forma lúdica e também que reflita sobre o seu papel na vida, através das narrações.

O6/O9/O12/O18
- Confecção de animais marinhos com materiais recicláveis - 
(FUNDESPA – Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas)

O7/O10/O13/O19
- Gincana, o que é, o que é?
(FUNDESPA – Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas)

O8
- Composteira, minhocário e tambores
(César Pegoraro)
A atividade vai discutir o consumo, os resíduos e as soluções locais para os desafios do lixo.

O11
- Os tentilhões de Galápagos: o que Darwin não viu, mas os Grants viram
(Maria Cristina Arias)
Simular o que ocorre na natureza em relação à disponibilidade de recursos alimentares e às características morfológicas que possibilitam a utilização destes recursos. Possibilitar a compreensão de que o ambiente determina as direções da seleção.

O14/O21
- Orientação profissional para alunos do 1º e 2º ano do EM
(Arthur Hoverter Facchini)
Atividade interativa com adolescentes em fase de escolha de carreira/profissão.

O15
- “Você tem fome de quê?” – As drogas na contemporaneidade
(Ramona Barreto)
Problematizar o uso nocivo de substância psicoativa na atualidade, discutindo aspectos da cultura como incentivador desse uso (exemplos: individualismo, valorização dos objetos, valorização do corpo, entre outros).

O16/O22
- Filho de scoiso, scoisinho é? – Introdução à genética clássica
(Luis Netto e Lucia Bonn)
Introduzir noções básicas de genética, colocar os participantes em contato com a terminologia utilizada nessa área do conhecimento e discutir questões relacionadas aos processos que ocorrem durante a formação dos gametas e do zigoto. A atividade possibilita também que diferentes “receitas” de informação genética sejam relacionadas com a aparência do organismo.

O20
- Abastecimento hídrico na cidade de São Paulo – Um enfoque socioambiental
(Maria Lucia Bellenzani)
A proteção e regulamentação dos mananciais destinados ao abastecimento de água potável da metrópole.

 

Demonstração de Experimento

DE1/DE2/DE3/DE4
- A síntese do nylon 66
(Rosamaria Wu Chia e Jonas Grube)

 

 

22
outubro
2013
Medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia
postado sob Ciências, cultura, Ítaca

Novamente temos alunos medalhistas – 7 alunos!  
A organização da olimpíada classifica os alunos pela nota das provas, em nível nacional.

Os alunos que receberão medalhas são:

BRONZE Pedro  7º

BRONZE Guilherme  

BRONZE André  8º

BRONZE Leonardo  9º

BRONZE Luana  EM

PRATA Rui  EM

PRATA Gabriel  EM

Todos os participantes receberão certificado da OBA.

Para ter mais informações sobre a Olimpíada, clique aqui.

 

10
setembro
2013
Descoberta de novo animal carnívoro: o olinguito!

Há cerca de uma década, o zoólogo Kristofer Helgen, do Instituto Smithsonian e curador do Museu de História Natural de Washington, descobriu por acaso ossos e peles dos animais em um museu em Chicago. Quando olhou o crânio, não reconheceu sua anatomia achando, então,  que poderia se tratar de uma espécie nova.

Por amostras de DNA, Helgen pôde, ao longo dos anos, confirmar a descoberta.
A partir das características do animal, os cientistas tentaram imaginar o tipo de floresta que ele habitaria. Em uma expedição à região entre Equador e Colômbia, ele foi avistado logo na primeira noite da expedição.

É a primeira espécie de animal carnívoro identificada nas Américas nos últimos 35 anos, tratando-se de uma descoberta extremamente rara.

Batizado de olinguito, o animal tem 35 centímetros de comprimento, é um carnívoro - portanto, do mesmo grupo de mamíferos que inclui gatos, cães, ursos e seus semelhantes e vive nas florestas na região entre a Colômbia e o Equador
"Muitos de nós achávamos que essa lista estava completa, mas eis que temos o primeiro carnívoro identificado no continente americano em mais de três décadas", celebrou Helgen.

Clique aqui e leia a matéria na integra.

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