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21
outubro
2017
Exuberante olhar da Polônia
postado sob arte, cultura, design

São 70 cartazes, 50 publicações e 20 capas de disco (CD e LP) selecionados a partir de centenas de livros e cartazes desenhados por artistas e designers poloneses mais recentes, reunidos numa impressionante mostra, no Instituto Tomie Ohtake. A exposição apresenta o resultado de trabalhos gráficos feitos para iniciativas culturais, obras consideradas vanguardistas de alta qualidade e que apontam para novas direções.

Não é a primeira vez que o Instituto Tomie Ohtake, realiza mostras com os nomes históricos do design gráfico polonês. Agora fez uma parceria com Culture.pl e Fontarte, trazendo um novo recorte dessa produção reconhecida mundialmente.  

Essa edição da exposição "Eye on Poland - Olhar Polônia: o cartaz, o livro e a capa de disco contemporâneas" tem curadoria de Magdalena Frankowska e Artur Frankowski, e busca apresentar ao público brasileiro o design gráfico polonês contemporâneo, representado pelos mais interessantes projetos dos últimos tempos. A exposição já foi apresentada na China (2010-11), no Japão, Coréia do Sul e Índia (2015-17).

Para Magdalena Frankowska e Artur Frankowski, o design gráfico polonês, nos últimos anos, tem se desenvolvido dinamicamente e ganhado reconhecimento na Europa e pelo mundo. “A razão por trás disso não está somente nas tradicionais associações com a arte dos cartazes e com artistas da genericamente chamada “Escola Polonesa de Cartazes” (entre meados da década de 1950 até o final da década de 1960), como Henryk Tomaszewski, Józef Mroszczak, Jan Lenica, Roman Cieślewicz ou Wiktor Górka, mas também nas produções das gerações intermediária e jovem de designers que estão hoje buscando soluções originais em suas práticas”.  

A dupla acrescenta que esse crescente reconhecimento pode também ser atribuído à recente expansão das artes e da área cultural na Polônia, especialmente com o surgimento de novas instituições culturais e com o desenvolvimento das já existentes. Destacam ainda o crescimento acelerado das publicações independentes. “Nos últimos anos, temos visto muitas publicações de alto nível, cuidadosamente desenhadas e produzidas por editores independentes”.

Diferentemente do francês, suíço ou holandês, o design gráfico contemporâneo polonês, dizem os curadores, tem seu estilo original identificável: colorido, veloz, espirituoso e inteligente. “É nossa tradição nesse campo, nossa língua nativa, nossa identidade cultural e nossa imaginação original têm um impacto considerável na linguagem gráfica contemporânea do país e, consequentemente, nas obras de design gráfico”, ressalta o casal.

(Editado a partir do site: http://www.institutotomieohtake.org.br/visite)

SERVIÇO

EYE ON POLAND - OLHAR POLÔNIA
De 19 de setembro a 29 de outubro

Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201
(Entrada pela R. Coropés, 88) 
Pinheiros - São Paulo- SP
CEP 05426-100
A 800m do Metrô Faria Lima (Linha Amarela)

Telefone 11 2245 1900
Horário de funcionamento. Terça a domingo das 11h às 20h
Entrada gratuita

O Instituto Tomie Ohtake possui elevadores para acesso aos visitantes com mobilidade reduzida.

 

30
março
2017
Uma nova possibilidade: veículo movido a energia fotovoltaica

Um ônibus movido a energia solar é a novidade que pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) lançaram e que começou a circular desde dezembro de 2016 e mais assiduamente a partir de março deste ano, como teste, entre o campus da Universidade, perto do centro de Florianópolis, e o laboratório da Universidade, no norte da Ilha de Florianópolis: “Usamos o conceito de deslocamento produtivo. Ele tem mesas de escritório e de reunião, com tomadas e internet wifi. Além disso, não haverá cobrança nenhuma de passagem, será totalmente gratuito”, comenta Ricardo Rüther, coordenador do Centro de Pesquisas.

No teto do ônibus, há baterias de lítio que armazenam energia gerada pelas placas solares fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa. Com tração elétrica, o veículo tem autonomia para andar até 70 quilômetros sem recarga e sem gerar gases poluentes. Quando estiver parado no trânsito, não haverá consumo de energia, como acontece com os veículos com motores a combustão; e a tecnologia de frenagem regenerativa será capaz de gerar energia através das rodas, para ser injetada nas baterias, aumentando a autonomia do veículo.

O projeto nasceu de um convite do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao Centro de Pesquisa da UFSC, que tem experiência no assunto e já criou dois barcos elétricos solares. Além do ônibus elétrico movido a energia solar, o MCTIC financiou, em 2015, a construção do laboratório no qual foi no qual ele foi construído.

Apesar de o custo para construir o ônibus ainda ser elevado – R$ 1 milhão – a viabilização técnica e econômica do projeto pode ocorrer no futuro, quando o ganho de escala deve ajudar a baratear o custo das baterias, ainda bastante elevado. “Não é um projeto para solucionar o problema do campus”, afirma Rüther.
É um projeto para se estender à cidade e não para resolver o problema específico do campus. 

Na Austrália, já existe o Tindo, conhecido como sendo o primeiro ônibus a circular com energia solar e operado pela Adelaide Connector Bus. O veículo foi apresentado à imprensa em dezembro de 2007 e começou a rodar em fevereiro de 2008, gratuitamente, sem custo de passagem. 

Sem poluentes
Um ônibus com consumo médio de 670 litros de diesel por mês emite cerca de 3,9 toneladas de CO2. Em um ano, a emissão chega a 46,8 toneladas de CO2.
Conforme explica o pesquisador Júlio Dal Bem, membro do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC, um estudo do Instituto Totum e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, apontou que cada árvore da Mata Atlântica absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) nos primeiros 20 anos de vida, o que seria uma média de 8,1 kg de CO2 por ano: “Precisaríamos de quase 5,8 mil árvores para resgatar o CO2 emitido por um ônibus urbano comum em um ano de operação”, complementou o pesquisador.

O fornecimento da energia para os veículos elétricos
O primeiro ônibus elétrico do Brasil foi construído em um projeto da Mitsubishi Heavy Industries, do Japão, com a empresa Eletra Bus, de São Bernardo do Campo, informou Dal Bem. O veículo foi chamado de E-Bus e rodou por dois anos pelos corredores de ônibus da cidade.
Ao fim do projeto, toda tecnologia trazida ao Brasil pela empresa, como importação temporária, precisava ser devolvida ao Japão ou doada a uma instituição pública de ensino. Assim, carregador e baterias foram entregues à UFSC, depois que o E-Bus foi desmontado. 

Aplicabilidade
“O grande problema em colocar um veículo dessa natureza em operação está na infraestrutura elétrica para carregamento. Ultimamente, temos sido sobretaxados nas contas de energia elétrica como uma forma de estimular a redução no consumo e pagar as despesas de geração com termoelétricas, que é uma energia mais cara e mais poluente, ao invés de investir em fontes limpas e renováveis”, comentou.
Dal Bem explica que a dificuldade em desenvolver este ônibus em larga escala esbarra também na infraestrutura do país: “É exatamente o mesmo problema que dificulta a entrada de veículos elétricos no mercado nacional. Um ou outro veículo elétrico conectado à tomada não é um problema, mas 1 milhão deles, 1% da frota nacional de veículos, já implicaria um impacto considerável no consumo de energia elétrica e previsão de infraestrutura elétrica”, complementou.

Referências:
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2016/09/primeiro-onibus-eletrico-movido-a-energia-solar-entrara-em-operacao-em-sc
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/energia-e-sustentabilidade/primeiro-onibus-movido-a-energia-solar-vai-ganhar-as-ruas-de-florianopolis-bm3be6qj7a4wo2a465z7bhm00
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/09/pesquisadores-da-ufsc-criam-onibus-eletrico-movido-energia-solar.html
http://www.portalsolar.com.br/blog-solar/energia-solar/onibus-australiano-movido-a-energia-solar-tem-tarifa-gratuita.html
https://tecnologia.terra.com.br/cidade-australiana-oferece-onibus-movido-a-energia-solar-gratuitamente,335053da5b55b38a621067b41ccb73669l76htrv.html
http://www.tudosobrefloripa.com.br/index.php/desc_noticias/onibus_movido_a_energia_solar_comeca_a_transitar_em_floripa_em_marco

 

2
agosto
2016
Uma obra de design: a tocha olímpica
postado sob cultura, design, esporte
foto divulgação
foto divulgação

 

A chama olímpica é um importante símbolo dos Jogos. Representa a paz, a união e a amizade. A tocha é usada para passar a chama de um condutor para o outro, durante um contínuo revezamento, até o acendimento da pira na cerimônia de abertura do evento.

Como é tradição, a tocha olímpica foi acesa na cidade de Olímpia, na Grécia, e trazida ao Brasil de avião, passando de tocha em tocha até ser utilizada para acender a pira olímpica na abertura dos jogos, seguindo-se um rígido protocolo. De Olímpia ao Maracanã, a chama passará por cerca de 12 mil tochas durante o revezamento, percorrendo aproximadamente 500 municípios.

O design da tocha para os Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016 é muito sofisticado e complexo e foi concebido em apenas dois meses. A equipe dos designers Gustavo Chelles e Romy Hayashi, que foi responsável pelo projeto, imergiu na história olímpica e brasileira e desenvolveu 200 conceitos diferentes até chegar ao modelo apresentado, que venceu um concurso.

“Esse prazo era relativamente curto. O modelo da tocha tem de ser bem aceito por culturas diferentes”, comentou Chelles. “A tocha tem de representar muito bem os valores olímpicos, mas também ter a cara do Rio e do Brasil”, afirma Beth Lula, diretora de Marcas do Comitê Rio-2016.

 

O grande diferencial desse design de tocha está no momento do “beijo” – quando uma tocha encosta na outra para transmitir a chama olímpica durante o revezamento. Nesse instante, ela ganha cores e movimento.

“Quando acionamos o gás, ela se abre e revela cores que remetem ao País”, destaca Gustavo. “Começa com uma cor que remete ao solo do Brasil e ao calçadão de Copacabana, passa pelas ondas do mar do nosso litoral com o azul, vai se esverdeando como nossas matas, e termina com um amarelo que representa tanto o sol quanto o ouro olímpico.”

foto divulgação

Ela também é ecologicamente correta, feita com uma estrutura de alumínio reciclado. 

Algumas curiosidades
– A tocha pesa cerca de 1,5kg e tem 69cm.
– Ela será conduzida no total por 12 mil pessoas.
– Percorrerá 36 mil km (20 mil por terra e 16 mil de avião).
– A tocha é como um isqueiro gigante: tem um combustível líquido e um sistema que o transforma em gás para a queima.
 – O revezamento da tocha, com a participação de diversas pessoas, surgiu em Berlim, em 1936.
– A tocha navegou no espaço e passou debaixo d’água, em 2000. Nesse ano, os jogos foram disputados em Sydney (Austrália).
– A chama apaga sim. Ela pode apagar e isso acontece diversas vezes, mesmo sendo projetada para que não aconteça.
– Uma série de lanternas muito parecida com lampiões também são acesas com o mesmo fogo sagrado, numa espécie de backup do fogo original. Assim no caso de apagar, pode ser acesa com o mesmo fogo do ritual da Grécia.
– Ela é vigiada 24h por dia, inclusive enquanto ‘dorme’ em hotéis
– A primeira vez que um brasileiro carregou a tocha foi em 1992. Lara de Castro, uma estudante de educação física, então com 19 anos, venceu um concurso e teve a felicidade de levá-la.
– A última pessoa que leva a tocha e que consequentemente acende a pira é mantida em segredo e revelada apenas instantes antes, na abertura da Olimpíada.
– As pessoas que carregam as tochas podem comprá-las. Apenas os condutores tiveram a oportunidade de comprar a tocha olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro 2016. Quem optou por adquiri-la, teve que desembolsar R$1.985,90. Quem foi convidado pelos patrocinadores ganhou o objeto, já que as empresas fizeram o pagamento antecipado da tocha.

Representações na tocha Rio 2016:
– O Céu - O ponto mais alto da Tocha Olímpica é representado pelo Sol, que, assim como o brasileiro, brilha e ilumina por onde passa. Sua cor remete ao ouro, símbolo da conquista máxima dos Jogos.
– As Montanhas - A beleza natural do Rio, expressa nas curvas verdes de seus morros e vales.
– O Mar - Ondulações azuis, orgânicas e fluidas representam o mar, tão presente nas paisagens do Brasil e do Rio.
– O Chão - Nossa terra, que faz parte da nossa história. Representada pelo calçadão de Copacabana, o pedacinho de chão mais famoso do Brasil.

 PILARES
– Espírito Olímpico - Presente na textura triangular que remete aos 3 valores Olímpicos (excelência, amizade e respeito) e no efeito de flutuação dos segmentos, inspirado nos corpos dos atletas voando no ar.
– Diversidade Harmônica - Um eixo multicomposto expressa união e diversidade, com partes individuais que formam um conjunto. Energia Contagiante - Os segmentos se abrem e liberam energia para o momento do beijo (quando a chama passa de uma tocha para outra).
– Natureza Exuberante - Recortes revelam as formas orgânicas da natureza do Rio e as cores do Brasil.

 referências
https://www.rio2016.com/tocha-sobre
http://design.ind.br/sn/
http://www.designbrasil.org.br/design-em-pauta/tocha-olimpica-de-2016-inova-ao-ganhar-cores-e-movimento/ http://www.designergh.com.br/2015/07/o-design-da-tocha-dos-jogos-olimpicos.html http://thehypebr.com/2015/07/08/projeto-da-tocha-olimpica-do-rio-de-janeiro-2016/ http://torrestem.com.br/especial-tocha-olimpica-4/

 

10
maio
2016
Matisse inspira comunicação visual no Ítaca
postado sob arte, design, Ítaca
La Danse, uma das obras mais conhecidas de Matisse (1910)
Matisse já doente, trabalhando na cama

No começo do ano, os alunos, professores, pais e funcionários tiveram a surpresa de encontrar as novas classes do pátio, feitas em contêineres, envelopadas com imagens coloridas. A ideia foi de incorporar aquele espaço ao restante das reformas feitas na escola, com um ar mais agradável e compatível com a identidade do Ítaca.

O Estúdio Infinito, estúdio de comunicação visual e design gráfico que já faz há anos a comunicação visual do Colégio baseou-se nas colagens de Henri Matisse, criou imagens vetorizadas de alguns de seus recortes e recriou essas imagens digitalmente com distintas montagens e cores.  As composições se pautaram por representar, em faces diferentes das salas, a terra, o ar e a água. As impressões foram feitas em vinil adesivo e aplicadas sobre as faces. Veja as imagens abaixo.

 

o container antes do envelopamento
Em processo...
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Mais uma face desenhada
idem
Como ficou o corredor entre os 2 contêineres
Desenho da água
Desenho do ar

 

Quem foi Henri Matisse 
Henri-Émile Benoît Matisse foi um pintor, escultor e artista gráfico francês, nascido em 1869. Formou-se em Direito, em 1887, mas não exerceu a função. Aos 22 anos, mudou-se para Paris para estudar arte e matriculou-se na Academie Julian, onde foi aluno de William-Adolphe Bouguereau, e depois no ateliê do pintor Gustave Moreau.

Depois de anos de estudos, de 1900 a 1905, participou da mostra Salão dos Independentes e Salão de Outono, em Paris, e integrou o grupo dos pintores chamados fauvistas (entre eles, André Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy e Emile Othon Friesz).
O Fauvismo (do francês fauvisme, oriundo de les fauves, "as feras", como foram chamados seus pintores) foi uma escola que inovou na arte por não seguir os cânones impressionistas, utilizando cores vibrantes e livre tratamento da forma na representação do mundo, iniciando a redução da linguagem da pintura a seus meios de expressão essenciais: cor, forma e pincelada.  
Uma das obras mais conhecidas de Matisse desse período é a pintura “A Dança” (La danse).

Entre 1906 e 1912 empreendeu diversas viagens. Voltou da Argélia influenciado pelo uso decorativo da arte islâmica e introduziu o decorativismo na sua pintura. Viajou também para o Marrocos. 
A partir daí passou a ser um artista bastante divulgado e considerado e a influenciar a arte de seu tempo, com um estilo que se caracterizava pelo uso de cores em tonalidades fortes, mas ao mesmo tempo, combatida por uma parcela da burguesia francesa apreciadora de arte, que a consideravam como uma diluição da arte. Matisse criou um estilo simplificado em que o uso da cor chapada, sem nuances, é limitada pelo traço e desaparecem os volumes. 

Os "papiers collés” (papéis colados)
Em 1920 mudou-se para Nice, e passou a pintar quadros de grande riqueza cromática como na série das Odaliscas, em que aparecem mulheres semivestidas com roupas exóticas, em ambientes decorados, com flores. 
Em 1930 teve problemas de saúde, ficando proibido de usar tinta a óleo e passou a trabalhar com outros materiais como recortes de papel e carvão. Neste momento, seu trabalho torna-se cada vez gráfico.  Suas colagens, "papiers collés", ganham potência, como o que se vê nas ilustrações do livro Jazz (1947) e na série "Nu bleu" (1952), trabalhos que tornaram-se muito conhecidos.

A partir de 1941, vítima de câncer e depois de sofrer uma operação, passou depender de uma cadeira de rodas para se locomover.
Entre 1948 e 1951 dedicou-se ao projeto da capela do Rosário em Saint-Paul, perto de Vence, no sul da França, concebendo todos os detalhes, dos vitrais ao mobiliário. 
Com o agravamento de sua doença, vem a falecer em 3 de novembro de 1954, de ataque cardíaco, aos 84 anos de idade. 

Matisse tem exposição em Salvador
Coincidentemente, neste momento há uma exposição importante de Matisse no Brasil: “Henri Matisse – Jazz” chega a Salvador no dia 12 de maio de 2016, no Espaço Caixa Cultural Salvador, e fica até o dia 3 de julho, com acesso gratuito para todos os públicos. Serão exibidas 20 pranchas originais feitas especialmente para o livro Jazz, publicado em 1947.
A mostra expõe obras de arte do histórico livro Jazz, de Matisse, que foi veiculado em uma edição limitada, contendo reproduções de colagens coloridas, acompanhadas por pensamentos escritos do artista. 

Referências
http://www.henri-matisse.net
http://www.wikiart.org/en/henri-matisse/the-lute-1943
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/05/mostra-cultural-exibe-colagens-do-artista-henri-matisse-em-salvador.html
http://educacao.uol.com.br/biografias/henri-matisse.htm
http://www.moma.org/collection/artists/3832

14
dezembro
2015
ARTE NA MODA: conjunto completo da coleção de moda 'MASP Rhodia'
postado sob arte, cultura, design
Metro Arquitetos: http://www.metroo.com.br/projects/view/112

A Rhodia era uma indústria química francesa que promovia seus fios sintéticos no Brasil há aproximadamente 50 anos, causando furor por meio de desfiles-show, editoriais e coleções de moda ousadas. Lançava duas coleções por ano, que viajavam em desfiles pelo Brasil e exterior. Essa estratégia foi criada pelo visionário gerente de publicidade da empresa, Lívio Rangan (1933-1984). Apresentados na Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), o maior evento de moda da época, os desfiles-show, realizados entre 1960 e 1970, pareciam espetáculos e reuniam artistas de teatro, da dança, música e das artes visuais. 

O MASP (Museu de Arte de SP) detém uma coleção de 79 peças da época, selecionadas por Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor-fundador do museu, e doada em 1972 pela Rhodia. Esse conjunto que reúne roupas de diferentes coleções, é o único remanescente dessa produção. As peças são únicas, feitas sob medida e apenas para promoção da marca.  Rangan trazia referências da moda internacional revolucionária da époça e escolhia artistas brasileiros para reprocessarem essas informações, em um rico diálogo com a arte contemporânea do momento. 

Pela primeira vez, o MASP exibe seu acervo completo de vestuário da Rhodia, com roupas criadas a partir da colaboração entre artistas e estilistas na década de 1960. 

O conjunto inclui artistas que trabalhavam com a abstração geométrica, como Willys de Castro (1926-1988), Hércules Barsotti (1914-2010), Antonio Maluf (1926-2005), Waldemar Cordeiro (1925-1973) e Alfredo Volpi (1896-1988); com a abstração informal, como Manabu Mabe (1924-1997) e Antonio Bandeira (1922-1967); com referências populares brasileiras, como Carybé (1911-1997), Aldemir Martins (1922-2006), Lula Cardoso Ayres (1910-1987), Heitor dos Prazeres (1898-1966), Manezinho Araújo (1910-1993), Gilvan Samico (1928-2013), Francisco Brennand e Carmélio Cruz; e outros associados a uma vertente da arte pop, como Nelson Leirner e Carlos Vergara.

A coleção MASP Rhodia é um acervo fundamental para enxergar o potencial criativo da colaboração entre arte, moda, design e indústria, e que permanece único e insuperável no Brasil. Que sirva de inspiração para criatividade e novas discussões no momento atual na moda.

Serviço
Arte na moda: Coleção MASP Rhodia
23 de outubro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016
Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30);
quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Tel (11) 3149-5959
Ingressos: R$ 25 (entrada); R$ 12 (meia-entrada) (O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo, e às quintas-feiras, a partir das 17h)

Referências:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=239&periodo_menu=breve
http://ffw.com.br/noticias/moda/masp-abre-dialogo-com-a-moda-em-exposicao-de-vestidos-estampados-por-artistas-dos-anos-60/
https://catracalivre.com.br/sp/bom-bonito-barato/barato/masp-apresenta-conjunto-completo-da-colecao-de-moda-masp-rhodia/

 

8
setembro
2015
Um novo velho tratado das cores
postado sob arte, design, história

Em 1692, um artista chamado A. Boogert dedicou-se a escrever um livro, em holandês, sobre misturas de cores em aquarela. O livro começava com algumas explicações sobre o uso da cor na pintura e se aprofundava, mostrando como obter tonalidades de cor com adição de uma, duas ou três partes de água.  Isso tudo era ilustrado com as próprias cores aquareladas.  Parece um escopo muito simples, mas o resultado é surpreendentemente detalhado e bonito. 

O livro, com o título de Traité des couleurs servant à la peinture à l’eau, tem mais de 700 páginas manuscritas e é considerado o mais provavelmente detalhado guia de cores e de pintura da época. Segundo o historiador Erik Kwabel, que descobriu a publicação em um banco de dados e traduziu parte da sua introdução, no século 17, conhecido como a época áurea da pintura holandesa, esse manual era providencial e tinha vocação educativa. O professor Kwabel conclui, porém, que o livro não teve a atenção merecida pelos historiadores modernos e, provavelmente, nem atingiu o propósito educativo que se propôs, pelo fato de existir apenas uma cópia, que foi vista por poucas pessoas.

Difícil não compará-lo ao famoso Guia de Cores Pantone (escala internacional de padronização de cores usada em Design gráfico e de produtos, moda, etc), publicado pela primeira vez em 1963.

O livro todo pode ser consultado em alta resolução no endereço.  O original do manuscrito está na Bibliothèque Méjanes, em Aix-en-Provence, França.

Referências:
http://www.e-corpus.org/notices/102464/gallery/
http://erikkwakkel.tumblr.com/post/84254152801/a-colourful-book-i-encountered-this-dutch-book
http://followthecolours.com.br/just-coolt/achado-livro-de-1692-sobre-as-cores-e-um-medidor-de-azul-do-ceu/
http://www.pantone.com/fashion-home-color-guide
http://www.citedulivre-aix.com/citedulivre/

21
janeiro
2015
Pela primeira vez na América Latina, exposição traz objetos produzidos por Leonardo da Vinci

veja o PROGRAMA da exposição:

Com curadoria do italiano Cláudio Giorgione, a Galeria de Arte do Sesi-SP traz para a cidade parte do acervo do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci (MUST), em Milão, na Itália. Segundo Giorgione, a exposição está centrada no método de trabalho de Da Vinci e se propõe a renovar a percepção sobre sua atuação como engenheiro e pensador, explicando a importância de seu legado no contexto histórico e social da época. “As obras são apresentadas em diferentes linguagens e revelam o quanto a natureza inspirou Leonardo em suas criações”, acrescenta.

A exposição interativa Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção, é uma parceria do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Universcience (organização francesa criada em 2010, a partir da fusão Cidade da Ciência e da Indústria e do Palácio da Descoberta, de Paris), e reúne mais de 40 peças e dez instalações interativas que marcaram e representam a trajetória de um dos maiores gênios que a humanidade conheceu.

Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção, apresenta o espírito inventivo do renascentista Leonardo da Vinci (1452 - 1519), trazendo objetos como o paraquedas, a catapulta e o parafuso aéreo (inspiração para o nosso atual helicóptero).

As peças expostas foram produzidas por pesquisadores e engenheiros, em 1952, para a celebração do 5º centenário de nascimento de da Vinci (1452-1519).

Foram apresentadas ao público em 1953 e ainda podem ser vistas no MUST, espaço que reúne a maior e mais antiga coleção de modelos e estudos históricos sobre o artista, com base em seus desenhos e códigos. 

Essa mesma mostra já passou por Paris e Munique, respectivamente, e traz informações em três diferentes idiomas - português, inglês e italiano -além de inscrições em braile.

Para aproximar o público do visionário dos tempos modernos, a exposição foi dividida em sete módulos temáticos que representam os vários campos de estudo e trabalho de Da Vinci: Introdução; Transformar o movimento; Preparar a guerra; Desenhar a partir de organismos vivos; Imaginar o voo; Aprimorar a manufatura; e Unificar o saber Esses campos conectam história, emoção, conhecimento, educação e cultura.

Além da oportunidade para conhecer de perto máquinas, desenhos, projetos e esboços do mesmo homem que pintou a obra de arte mais vista do mundo – Mona Lisa (1517) –, os visitantes poderão apreciar peças raras – como a grua com 4,5 metros de altura e 500 kg, projetada por Filippo Brunelleschi (1377-1446): somente com esta grua é que o domo de cobre da famosa igreja Santa Maria del Fiore (Florença, na Itália), a mais de cem metros de altura, pôde ser erguido, no início do séc. XV.

Entre os destaques, obras que representam todas as vertentes do legado davinciano: estudos sobre o automóvel, avião, submarino, bicicleta, tanque de guerra, mecanismos do relógio etc.

Após passagem por São Paulo, a exposição segue para o Science Museum, em Londres.

 

Serviço
“Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção”
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Até 10 de maio de 2015

diariamente, das 10h às 20h (última entrada até 19h40)

Classificação indicativa: livre

Informações: (11) 3146-7405 e 7406

Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 14h e das 15h às 18h

Entrada gratuita. Os espaços têm acessibilidade

 

Referências

FIESP

SESI SP

Hypeness

Folhinha

G1

Catraca Livre

22
dezembro
2014
Menos embalagem, menos lixo!

Inaugurado há aproximadamente 3 meses, em Berlim, o Original Unverpackt é um supermercado que procura eliminar o uso de qualquer embalagem.
As embalagens desperdiçam uma quantidade excessiva de materiais e quase sempre se mostram inúteis depois de cumprir sua função principal de transporte do produto. Por esse motivo 2 alemãs, Sara Wolf e Milena Glimbovski, criaram uma start-up chamada Original Unverpackt, com o intuito de abolir completamente as embalagens nas dependências do supermercado. 
Como é possível? O cliente pode levar seu próprio recipiente para guardar as compras, usar uma embalagem de papel reciclável, ou comprar recipientes reutilizáveis. Há também um serviço de depósito de embalagens recicláveis para quem chega às compras despreparado. Produtos embalados em plástico não entram no supermercado.  

O supermercado disponibiliza informações sobre a procedência e os ingredientes do produto e também planeja novas experiências de consumo. 
A empresa afirma que não trabalhará com muitas marcas e que venderá por enquanto alimentos, produtos de limpeza e higiene, dando preferência aos produtores locais e a alimentos orgânicos. A venda é feita por peso, para que não haja desperdício, de maneira que cada um compra apenas aquilo de que necessita.
Uma ótima ideia que merece ser disseminada pelo mundo afora!

 

Referências
http://original-unverpackt.de
http://misturaurbana.com/2014/12/berlim-tem-o-primeiro-supermercado-com-produtos-sem-embalagem/
http://www.hypeness.com.br/2014/06/uma-start-up-alema-inaugura-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-descartaveis-no-mundo/
http://greenme.com.br/consumir/eco-shopping/362-original-unverpackt-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-em-berlim

5
dezembro
2014
SEMANA DOS DIREITOS HUMANOS

Semana de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo

 

 

Teija Kellosalo - Austria
cartaz sobre direito à educação

cartazes da mostra "Poster for Tomorrow: direitos humanos em cartaz"

 

 

Na próxima semana, comemoram-se 66 anos da adoção da Declaração dos Direitos Humanos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A questão dos direitos do homem não é nova. Remonta ao século VI  antes de Cristo, quando o imperador persa, Ciro, o Grande, libertou os escravos e declarou que todas as pessoas tinham o direito de escolher sua religião e que deveriam ser iguais perante a lei, independentemente de sua raça.  No decorrer da história, distintos povos e governos também estabeleceram parâmetros de direito e igualdade.

Em abril de 1945, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, delegados de cinquenta países reuniram–se em SãoFrancisco (EUA), na Conferência das Nações Unidas, com o objetivo de formar um corpo internacional para promover a paz e prevenir futuras guerras. Os ideais da Organização foram declarados no preâmbulo da sua Carta de Proposta: “Nós,os povos das Nações Unidas, estamos determinados a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra que, por duas vezes na nossa vida, trouxe incalculável sofrimento à humanidade”. Assim, foi criada a ONU, em 24 de outubro.

Em 1948, a nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, sob a presidência de Eleanor Roosevelt, viúva do presidente americano Franklin Roosevelt, defensora dos direitos humanos e delegada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, elaborou o rascunho do documento que viria a converter–se na Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A Declaração dos Direitos Humanos, com 30 artigos, foi adotada pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948.

No seu preâmbulo e no Artigo 1.º, a Declaração proclama inequivocamente os direitos inerentes a todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência dahumanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem... Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”

Infelizmente, apesar de muito saudada até hoje e apesar de grande parte dos países que fazem parte da ONU terem assinado a Declaração, ela não tem força de lei e continua sendo desrespeitada, mesmo pelos países signatários.Para se ter uma ideia, 58 países (dos 192 membros) ainda aplicam a pena de morte, mesmo sendo essa prática condenada pela Organização.

Mesmo assim, há esperanças. E elas se devem também porque, em todos os lugares do mundo, há os que fazem questão de chamar a atenção para a questão dos direitos do homem, sob as mais diversas formas. Vejam a seguir.

 

2º Festival de Direitos Humanos Cidadania nas Ruas

Durante uma semana, de 8 a 14 de dezembro, São Paulo ganha mais de 30 atividades entre debates, encontros e diálogos, cinema, passeios e performances, premiações, um monumento e um grande show no Parque Ibirapuera. Tudo gratuito.

Veja a programação:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/noticias/index.php?p=186141

 

Poster for Tomorrow: Direitos Humanos em cartaz

A exposição Poster for Tomorrow reúne na Caixa Cultural mais de 100 cartazes do mundo todo sobre os direitos humanos.

Os cartazes abordam 6 temas: direito à moradia, igualdade de gêneros, direito à educação, democracia, contra a pena de morte, liberdade de expressão e são de países tão diferentes como China, Eslovênia, Bolívia, Botsuana e, claro, Brasil.

A exposição abre no dia 13/12, sábado, às 11 horas, com a presença de Hervé Matine, presidente da ONG Poster for Tomorrow, vindo da França, e Ivo Herzog, filho do jornalista brasileiro Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura em 1975.
https://www.facebook.com/events/329574520526007/?fref=ts

 

Referências
http://openlink.br.inter.net/aids/declaracao.htm
http://nacoesunidas.org/?post_type=post&s=direitos+humanos
http://www.ideafixa.com/um-logo-para-os-direitos-humanos-vencedor/​
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/​

Veja um pouco mais sobre a história dos direitos humanos:
http://www.humanrights.com/pt/what-are-human-rights/brief-history/cyrus-cylinder.html

 

31
outubro
2014
4 exposições comemoram os 100 anos de Lina

A arquitetura política

Lina designer

Lina gráfica

Maneiras de expor

Em 5 de dezembro de 2014, Lina Bo Bardi faria 100 anos.
Para marcar essa data, uma série de exposições sobre seu trabalho estão sendo montadas no Brasil e no exterior.

Achillina Bo Bardi (Roma, Itália 1914 - São Paulo, SP 1992) foi arquiteta, designer, cenógrafa, editora e ilustradora. Após estudar desenho no Liceu Artístico, formou-se, em 1940, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma.  Em desacordo com o ambiente fascista que predominava na cidade, na época, ela se transferiu para Milão, onde trabalhariacom o arquiteto Gió Ponti (1891 - 1979), líder do movimento pela valorização do artesanato italiano e diretor das Trienais de Milão e da revista Domus. Em pouco tempo, Lina passou a dirigir a Domus e a atuar politicamente, integrando aResistência à ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e colaborando com o Partido Comunista Italiano - PCI, então clandestino.

Em 1946, após o fim da guerra, casou-se com o crítico e historiador da arte Pietro Maria Bardi (1900 - 1999), com quem viajaria para o Brasil - país no qual o casal decidiu se fixar e que Lina chamria de "minha pátria de escolha".

No ano seguinte, Pietro Maria Bardi foi convidado pelo jornalista Assis Chateaubriand (1892 - 1968) a fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Lina projetaria as instalações do museu, bem como algum mobiliário, como a cadeira dobrável de madeira e couro para o auditório do museu, considerada "a primeira cadeira moderna do Brasil". 

Criaria ainda, em 1950, a revista Habitat que,dedicada à arquitetura, duraria até 1954. Em 1951, projetou sua própria residência, no bairro do Morumbi, em São Paulo: uma construção apelidada de "casa de vidro" e considerada obra paradigmática do racionalismo artístico no país. Hoje, a Casa de Vidro abriga o Instituto Lina e Pietro Maria Bardi,estando aberta a visitação. 

Em 1957, Lina iniciou, então, o projeto para a nova sede do Masp, na avenida Paulista obra completada apenas em 1968, que mantém a praça-belvedere aberta no piso térreo, suspendendo o edifício com um vão livre de 70 metros, extremamente ousado para a época.

Em 1958, é convidada pelo governador da Bahia, Juracy Magalhães, a dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM/BA, e muda-se para Salvador. Lá também se relaciona criativamente com uma importantes artistas vanguardistas, como o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger e o cineasta Glauber Rocha, realizando o projeto de restauro do Solar do Unhão, um conjunto arquitetônico do século XVI, tombado e ainda hoje importante centro cultural e ícone da arquitetura de Lina. 

De volta a São Paulo após o golpe militar de 1964, incorporou em seus projetos o legado da temporada no Nordeste,adotando uma radical simplificação da linguagem e assumindo o que qualificou como "arquitetura pobre". Bons exemplos dessa fase são os suportes museográficos da exposição A Mão do Povo Brasileiro, 1969, feitos de tábuas de pinho de segunda; o edifício do Sesc Pompéia, 1977, adaptação de uma antiga fábrica de tambores; e o Teatro Oficina, 1984, construção que desmonta a relação palco-plateia pela criação de um teatro-pista.

Em São Paulo, atualmente há 4 exposições em homenagem à Lina (veja abaixo). Além das exposições brasileiras, outras homenagens acontecem até julho de 2015, em Zurique (Suíça), Nova York (EUA), Roma (Itália) e Munique (Alemanha).


São essas as 4 exposições:

1- Lina Bo Bardi DesignerO Mobiliário dos Tempos Pioneiros, na Casa de Vidro. A mostra reúne 30 móveis, entre peças finalizadas e protótipos, desenhos originais e fotografias, que acompanham a trajetória de Lina desde a chegada ao Brasil,em 1947, incluindo suas criações para o MASP, para o Studio de Arte Palma e para sua sede própria, na rua 7 de Abril. 

2- Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi, no Museu da Casa Brasileira. A exposição traz desenhos, cartazes e fotos originais de exposições realizadas por Lina, além de 6 exemplares dos famosos cavaletes de vidro criados pela arquiteta. A partir da pesquisa em documentos e fotografias, e da construção de maquetes e expositores em escala, foram montadas ambientações que transformam as salas do MCB em modelos de aproximação de mostras como Caipiras, capiaus: pau-a-pique, Bahia no Ibirapuera, além das pinacotecas do MASP 7 de abril e MASP Paulista.

3-A Arquitetura Política de Lina Bo Bardi, no Sesc Pompéia, aborda a arquitetura de Lina em três grandes projetos: Solar do Unhão (em Salvador), Masp (Museu de Arte de São Paulo) e o próprio Sesc Pompéia.

Há desenhos originais de Lina, estudos, plantas, projetos, textos originais, material fotográfico de acervo e documentos relacionados a cada uma das três obras, além de 3 vídeos, mostrando o pensamento de Lina e abordando todo o contexto e processo construtivo nas obras.

A mostra tem curadoria dos arquitetos André Vainer e Marcelo Ferraz, que trabalharam 15 anos com Lina.

4- Lina Gráfica, também no Sesc Pompéia, aborda o pensamento gráfico de Lina, em cerca de 100 peças, quase todas pertencentes ao acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

Com curadoria de João Bandeira e Ana Avelar, são expostas ilustrações, desenhos originais, cartazes e outros tipos de desenhos não arquitetônicos, produzidos entre 1940 e 1980, na Itália e no Brasil. Há projetos de cartazes para exposições no Sesc, croquis do próprio logotipo do Sesc Pompéia,desenhos feitos em bico de pena na juventude, quando cursou o Liceu Artístico de Roma e trabalhos como ilustradora de revistas italianas (Bellezza, Grazia, Lo Stile Domus), além de sua criação da revista Habitat, início de sua atuação no Brasil.

 

Serviço

arquitetura política de Lina Bo Bardi Lina gráfica
até 14 de dezembro de 2014.
Terça a sexta, das 10h às 21h
sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

Área de Convivência do SESC Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia
Mais informações: (11) 3871-7700 ou www.sescsp.org.br
Entrada gratuita

Lina Bo Bardi Designer: O Mobiliário dos Tempos Pioneiros
até 6/12, de quinta a domingo, das 10h às 16h30.

Casa de Vidro: r. General Almério de Moura, 200, Morumbi, SP
tel 11 
3743 3875
Entrada gratuita

Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi:
até 9/11, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Museu da Casa Brasileira: av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, SP
tel 11 3032 3727
Entrada gratuita

Veja a Linha do tempo de Lina:
http://www.institutobardi.com.br/linha_tempo.asp#

Mais referências:
http://www.sescsp.org.br/programacao/41315_A+ARQUITETURA+POLITICA+DE+LINA+BO+BARDI#/content=saiba-mais
http://www.sescsp.org.br/programacao/41322_LINA+GRAFICA#/content=saiba-mais
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1646/Lina-Bo-Bardi
http://www.mcb.org.br/mcbItem.asp?sMenu=P002&sTipo=5&sItem=2819&sOrdem=0
http://guia.uol.com.br/sao-paulo/exposicoes/noticias/2014/10/08/centenario-de-lina-bo-bardi-e-celebrado-em-quatro-exposicoes-em-sp.htm
http://www.lilianpacce.com.br/e-mais/100-anos-de-lina-bo-bardi/

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