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28
outubro
2016
O Ítaca tem 100% dos professores com formação específica

O Ítaca está entre as 32 escolas brasileiras que têm todas as disciplinas ministradas por professores com formação específica na área em que lecionam. Esses são dados de uma avaliação do Ensino Médio de 14.998 escolas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2015. No total, são 25 privadas e sete públicas.
Isso significa 0,21% das instituições analisadas, a partir de dados coletados no Enem do ano passado. 

No Ítaca, soma-se a isso o fato de que a massiva maioria dos professores têm títulos (ou estão em curso) de Mestrado, Doutorado ou Pós-doutorado, em suas áreas de estudo.

Logo abaixo nessa avaliação, o índice de professores formados em suas áreas é de 80%, numa grande diferença em relação às anteriores.
 
João Cardoso Palma Filho, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, reforça que há uma forte correlação entre a formação adequada do professor e o desempenho dos alunos. "Esse não é o único fator, mas é determinante. O professor é peça-chave. Apesar de todos os recursos que se têm na escola, de tecnologias a bibliotecas, se você não tem um bom professor, a coisa não anda", diz.
Para ele, os dados divulgados pelo Inep explicitam uma situação cotidiana nas escolas públicas: a falta de professores. "Nesse sistema, para se ter professores, o nível de exigência acaba sendo diminuído. Por outro lado, o professor que precisa ganhar um salário aceita dar aulas sobre um conteúdo para o qual ele não foi licenciado."
 
Veja quais são as escolas  a média geral no Enem das 32 escolas que têm todas disciplinas ministradas por professores com formação específica
 
1º - OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADO (São Paulo/SP)
Média: 751,29
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 41/ Alunos participantes: 41
Índice de permanência: De 60% a 80%
2º - ETAPA III COLEGIO (São Paulo/SP)
Média: 736,34
Rede: Privada
NSE*: Sem informação
Total de alunos: 35/ Alunos participantes: 32
Índice de permanência: Menos de 20%
3º - ESCOLA PARQUE - BARRA (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 648,23
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 68/ Alunos participantes: 64
Índice de permanência: 80% ou mais
4º - SANTA CLARA COLÉGIO (São Paulo/SP)
Média: 629,88
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 74/ Alunos participantes: 71
Índice de permanência: 80% ou mais
5º - ITACA COLÉGIO (São Paulo/SP)
Média: 622,05
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 24/ Alunos participantes: 23
Índice de permanência: 80% ou mais
6º - OBJETIVO CENTRO INTERESCOLAR UNIDADE POMPEIA (São Paulo/SP)
Média: 616,06
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 94/ Alunos participantes: 81
Índice de permanência: De 60% a 80%
7º - RAINHA DA PAZ COLEGIO EIFM (São Paulo/SP)
Média: 613,32
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 72/ Alunos participantes: 65
Índice de permanência: 80% ou mais
8º - COLEGIO CURSO INTELLECTUS - UNIDADE MEIER (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 603,97
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 49/ Alunos participantes: 47
Índice de permanência: De 60% a 80%
9º - INTERESCOLAR OBJETIVO UNIDADE GRANJA VIANA CENTRO (Cotia/SP)
Média: 603,03
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 58/ Alunos participantes: 42
Índice de permanência: De 60% a 80%
10º - OBJETIVO CENTRO INTERESCOLAR UNIDADE VERGUEIRO (São Paulo/SP)
Média: 594,98
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 104/ Alunos participantes: 77
Índice de permanência: De 60% a 80%
11º - OBJETIVO COLÉGIO I UNIDADE PINHEIROS (São Paulo/SP)
Média: 593,09
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 56/ Alunos participantes: 41
Índice de permanência: De 40% a 60%
12º - COLÉGIO CURSO INTELLECTUS - UNIDADE OCEANICA (Niterói/RJ)
Média: 575,12
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 82/ Alunos participantes: 78
Índice de permanência: De 60% a 80%
13º - ESCOLA SESI HANS SCHLACHER DE ENSINO MÉDIO (Sabará/MG)
Média: 564,33
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 31/ Alunos participantes: 29
Índice de permanência: 80% ou mais
14º - SAO JOSE ESCOLA SALESIANA (Campinas/SP)
Média: 563,12
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 60/ Alunos participantes: 55
Índice de permanência: 80% ou mais
15º - SOC EDUC A PASSOS COL MONTEIRO PASSOS (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 558,20
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 47/ Alunos participantes: 37
Índice de permanência: Menos de 20%
16º - COLÉGIO E CURSO INTELLECTUS - UNIDADE TIJUCA (Rio de Janeiro/RJ)
Média: 556,18
Rede: Privada
NSE*: Muito alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 41
Índice de permanência: De 20% a 40%
17º - SESI COLÉGIO ENSINO MÉDIO (Foz do Iguaçu/PR)
Média: 544,13
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 46/ Alunos participantes: 38
Índice de permanência: De 60% a 80%
18º - SESI 126 CENTRO EDUCACIONAL (Sorocaba/SP)
Média: 535,32
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 29/ Alunos participantes: 25
Índice de permanência: 80% ou mais
19º - SESI 021 CENTRO EDUCACIONAL (Jundiaí/SP)
Média: 534,50
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 57/ Alunos participantes: 43
Índice de permanência: De 40% a 60%
20º - NOROESTE C ED EM (Paranavaí/PR)
Média: 534,02
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 100/ Alunos participantes: 80
Índice de permanência: De 60% a 80%
21º - COL JEAN PIAGET (São Gonçalo/RJ)
Média: 533,85
Rede: Privada
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 43/ Alunos participantes: 35
Índice de permanência: Menos de 20%
22º - MARCO A PIMENTA C E EF M (MaringáPR)
Média: 526,09
Rede: Estadual
NSE*: Alto
Total de alunos: 30/ Alunos participantes: 20
Índice de permanência: 80% ou mais
23º - SESI 156 CENTRO EDUCACIONAL (São João da Boa Vista/SP)
Média: 524,08
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 30/ Alunos participantes: 27
Índice de permanência: 80% ou mais
24º - COLÉGIO DOM BOSCO FAZENDA RIO GRANDE (Fazenda Rio Grande/PR)
Média: 523,78
Rede: Privada
NSE*: Alto
Total de alunos: 19/ Alunos participantes: 13
Índice de permanência: De 60% a 80%
25º - ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL FUNDAÇÃO BRADESCO (Maceió/AL)
Média: 523,44
Rede: Privada
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 65/ Alunos participantes: 63
Índice de permanência: 80% ou mais
26º - IEC-UNIDADE INDUSTRIAL (Contagem/MG)
Média: 512,85
Rede: Municipal
NSE*: Médio
Total de alunos: 56 / Alunos participantes: 46
Índice de permanência: De 20% a 40%
27º - ESC INSTITUTO SÃO JOSE (Rio Branco/AC)
Média: 510,57
Rede: Estadual
NSE*: Alto
Total de alunos: 131/ Alunos participantes: 125
Índice de permanência: 80% ou mais
28º - CECILIA MEIRELES C E EF M (Ubiratã/PR)
Média: 508,46
Rede: Estadual
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 34/ Alunos participantes: 31
Índice de permanência: 80% ou mais
29º - GERALDO FERNANDES C E D EF M (Cambé/PR)
Média: 504,79
Rede: Estadual
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 26/ Alunos participantes: 14
Índice de permanência: 80% ou mais
30º - ESC EDUC BAS E PROFISSIONAL GOV JANARY G NUNES (Santana/AP)
Média: 499,66
Rede: Privada
NSE*: Médio
Total de alunos: 79/ Alunos participantes: 71
Índice de permanência: 80% ou mais
31º - EE VILA BRASIL (Fátima do Sul/MG)
Média: 480,50
Rede: Estadual
NSE*: Médio alto
Total de alunos: 16/ Alunos participantes: 11
Índice de permanência: De 60% a 80%
32º - CED 04 DO GUARA (Brasília/DF)
Média: 477,94
Rede: Estadual
NSE*: Médio
Total de alunos: 127/ Alunos participantes: 87
Índice de permanência: De 60% a 80%
 
*A sigla NSE representa o nível socioeconômico dos estudantes. O cálculo desse indicador foi feito a partir das informações fornecidas pelos próprios alunos.
 
Leia a matéria completa, no UOL:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/10/04/so-32-escolas-no-brasil-tem-todos-os-professores-com-formacao-adequada.htm
 
Matérias correlatas:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-10/matematica-publicas-com-melhor-desempenho-tem-professores-com-melhor
http://www.contratandoprofessores.com/2016/10/no-brasil-27-das-escolas-tem-menos-da.html

26
outubro
2016
Aconteceu no dia 08 de outubro: EXPRESSÃO, CORPO E CULTURA
postado sob cultura, educação, Ítaca

O que é:
Encontro anual de alunos, pais e professores do EF2 e EM, em que se privilegiam a expressão artística, corporal e esportiva, da nossa e das mais diversas culturas. Um happening cultural, corporal e esportivo.

Os objetivos
1) a expressão em linguagens diversas, como desenho, pintura, fotografia, poesia, teatro, dança, artes do corpo, jogos...
2) a compreensão do corpo como forma de expressão por meio da qual refletem-se traços de nossa cultura. 
3) a mescla, nessas expressões, de culturas diversas, em apresentações de danças como a grega e a  indiana; aulas abertas como as de tai-chi-chuan e a de hip hop; apresentações como a de gaita de fole escocesa e a de maracatu...entre muitas e muitas mais...
4) a valorização e a divulgação das expressões culturais dos mais diversos grupos humanos.
5) a apresentação de obras de alunos produzidas durante o ano letivo ou realizadas durante o próprio evento...

Em 2016
No dia 8 de outubro, teve a seguinte programação:
Jogo de futsal entre alunos e professores.
Feira de troca, com vistas a estimular o exercício da sustentabilidade.
- apresentação do Grupo de Capoeira Irmãos Guerreiro, de Mestre Marrom, com a participação de alunos.
Roda de Samba aberta ao público.
- Apresentação do Grupo de Teatro de alunos, sob a direção do diretor João Furtado, com o espetáculo Caleidoscópio Mambembe, uma releitura de peças clássicas como A Gaivota, de Anton Tchekov (Rússia, 1896), Woyzeck, de Georg Büchner (Alemanha, 1837), Sonhos de uma noite de verão, de William Shakespeare (Inglaterra, 1596) e A Cantora Careca, de Eugene Ionesco (França, 1950).
- Apresentação do Grupo Tamashii Taiko Falcão (Tambores do Japão, folclóricos), com o grupo Falcão Peregrino.
Exposição de obras diversas, de alunos do EF2 e EM.
Criação de grafite e pinturas a carvão, de alunos do EM.
Aula aberta de zumba, com a professora Regyna Rodrigues. 

Em 2017 vai ter mais!

 

 

31
agosto
2015
ENEM 2014
postado sob educação, Ítaca

A publicação, no início de agosto, dos resultados do ENEM-2014 mostra os alunos do Ítaca, novamente, com uma pontuação muito boa; confirmando a coerência e a solidez do nosso trabalho.

Agradecemos aos pais, aos professores e parabéns aos alunos – formandos de 2014.

Equipe do Ítaca

Acesso aos resultados: portal.inep.gov.br/web/enem/enem-por-escola

15
julho
2015
Iniciação científica?? Por que não?

Texto de Mercedes de Paula Ferreira (Direção Pedagógica EM)

Publicado no Blog do Estadão

Embora ainda bem longe de ser uma realidade abrangente ou satisfatória, temos muitos alunos do Ensino Médio no Brasil seguindo sua vida escolar em direção ao diploma universitário. E as escolas costumam apresentar como linha de frente de seu trabalho, nesse ciclo, a preocupação com o acesso à universidade…  muitas tendo como foco maior (às vezes, único) exatamente preparar o jovem para prestar os exames vestibulares. Isso é legítimo e necessário, mas podemos pensar um pouco adiante e buscar instrumentar também esse estudante para ainda além, quando já estiver, por exemplo, na nova vida universitária. E esse caminho, certamente, será um bom alicerce para o futuro próximo, mas ao mesmo tempo já fará diferença no seu presente.

Assim, habilitar o aluno para a próxima etapa da escolaridade não é aparelhá-lo para os exames de admissão somente, mas do mesmo modo para um bom desempenho na vida acadêmica que o espera (queremos que passe nos vestibulares e que também ultrapasse os vestíbulos…).

Na verdade, várias são as frentes em que podemos orientar e apoiar o jovem, nesse percurso de 3 anos: amplitude de conhecimentos, sem dúvida, nas mais diversas áreas e disciplinas (e a grade curricular das escolas contempla isso, normalmente); aprofundamento desses conhecimentos, de preferência aliando-se a busca e a pesquisa em fontes confiáveis com a discussão, a reflexão, a prática (muita leitura, nesse aspecto, é essencial, pra que não se fique no senso comum e na falsa ciência, travestida de grandes descobertas); capacidade de planejamento e organização; desenvolvimento da competência leitora e escritora para textos diversos, inclusive acadêmicos; iniciação à produção científica… e por aí vai. Competências e habilidades que ele, fatalmente, irá utilizar na escola média, na vida universitária e depois… Exercitar tais habilidades certamente o tornará também mais seguro.

Com vistas a isso, entre outras ações, o Colégio Ítaca propõe ao 2º ano EM um trabalho monográfico, aos moldes do que realmente se produzirá na universidade (lá sob a forma de monografias, TCCs e até dissertações de mestrado etc). Para isso, durante cerca de 7 meses, há uma sequência pedagógica que parte de conversas sobre monografias e seu propósito (na academia e no Colégio), passando pela escolha de  um tema e por um curso de elaboração de pré-projeto e projeto de monografia,  por aulas sobre a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a formatação padrão desse trabalho acadêmico, assim como de sua estrutura macro e micro. Todo o processo e a avaliação final envolvem encontros regulares com o professor-orientador. E integram-se várias áreas do conhecimento que, muitas vezes, devem conversar entre si, para auxiliar o aluno. Após a entrega definitiva, muitos estudantes voluntariam-se para apresentar seu trabalho às turmas, mas não há bancas ou arguição ou algo do gênero.

No percurso, vemos nitidamente o aluno: desenvolver capacidade de organização (pensar a médio e longo prazo, fazer um projeto, elaborar e seguir um cronograma, dividir o trabalho em etapas distintas); caminhar sozinho e tomar decisões, do início ao fim, embora sempre com a orientação necessária; aprender rigorosamente as normas e convenções dos trabalhos acadêmicos; iniciar um projeto que pode vir a resultar em uma futura pesquisa e que, às vezes, também auxilia na escolha de carreira; perceber  a importância de trabalhar com áreas distintas, em intersecção; potencializar sua competência de escrita, de reflexão, de investigação; amadurecer como estudante (inclusive percebendo que tal empreitada não se faz de véspera…); tornar-se produtor de conhecimento. E por aí segue…

E, se essa não é a única das propostas do EM Ítaca, certamente é uma das mais enriquecedoras para o aluno. Os ganhos e o salto de qualidade acadêmica, de maturidade e de autonomia são motivos suficientes para validar todo o processo.

Porém tudo isso só terá sentido mesmo, se tal proposição tiver fundamento no interior do projeto pedagógico da escola, caso contrário virará apenas um incômodo (e enorme) apêndice na vida dos alunos… Ou seja, na verdade, em todas as direções, há que se pensar sempre também para além dos vestíbulos…

30
junho
2015
ou isto ou aquilo . . . e vivo escolhendo o dia inteiro! (Cecília Meireles)
postado sob educação, Ítaca

Texto de Mercedes Ferreira (Direção EM) e Maurício Carvalho (Geografia EM)
publicado no blog do Estadão

Escolher não é fácil. Porque pressupõe perda ou perdas: escolher é ter, mas é também deixar de ter. No caso, então, de uma carreira, uma profissão, um “vou ser, quando crescer” – tudo tão definitivo, tão carregado de valores e de expectativas, especialmente familiares -, multiplicam-se as angústias, o medo da escolha errada. Não é fácil: escolho com o coração ou com a cabeça; faço aquilo de que gosto ou vou ganhar bastante dinheiro (nem sempre esses dois caminhos se cruzam…); mantenho a tradição familiar ou rompo com tudo; esta ou aquela faculdade… Questões e mais questões, em um ano escolar já marcado normalmente pelas não poucas exigências dos exames vestibulares.

Como ajudar, sem ser invasivo, sem ser impositivo? Pra começar, isso não se faz de repente, na hora da inscrição no vestibular apenas (mas também não é algo que deva habitar o universo de crianças desde sempre – a não ser, é claro, nas brincadeiras e sonhos, sem peso). Ouvir é essencial, e ouvir muitas vezes (daí que é preciso tempo…). Também oferecer horizontes e possibilidades, conhecimentos, perspectivas. Auxiliar na formulação de perguntas que o adolescente deve fazer a si mesmo; ajudá-lo a saber de si, suas dores e delícias, seus limites e desejos. Orientar na busca de informações objetivas, como cursos, grades curriculares, ocupações possíveis, mercado de trabalho. Se possível, ajudá-lo no encontro de profissionais da área, para que veja a realidade da profissão e seu dia a dia.

No Ítaca, esse processo se dá no Ensino Médio, embora desde o início do 3º ano é que se acentue tal apoio, traduzido nas várias ações descritas acima, a partir de solicitações dos próprios alunos, mas também, e principalmente, de um contato próximo, de realmente conviver com esse aluno, acompanhando genuinamente seu amadurecimento durante anos. Importar-se com; não apenas oferecer informações. Assim, a escola pode complementar o trabalho das famílias, nessa hora de escolhas e dúvidas e perdas e ganhos.

Assim, uma das etapas desse percurso, aqui no colégio, é o Qual é a sua? Um encontro com as profissões.
O evento ocorre normalmente na última semana de aula, em junho, e a escolha das profissões a cada ano é prerrogativa do 3º EM, mas todas as turmas EM participam: profissionais e professores universitários conversam com os grupos inscritos e a proposta é que contem um pouco de suas trajetórias acadêmica e pessoal, das escolhas, das possibilidades de trabalho e remunerações no mercado, dos descaminhos e dificuldades, dos prazeres e conquistas. Muitas vezes, o profissional convida os alunos interessados a conhecerem seu local de trabalho e um dia de sua rotina, por exemplo.

Longe de ser uma “orientação profissional” a ideia é que as conversas reflitam a diversidade das experiências, destacando os percalços, os desencontros e reencontros que podem surgir em cada projeto de vida.

Entendendo que o momento da opção profissional é recheado de incertezas e pressões, o Qual é a sua? (ao lado de várias conversas individuais entre a Coordenação EM e os alunos) tem a intenção de fornecer o máximo de elementos para que cada aluno consiga escolher seus próprios caminhos, ajustando os ponteiros de seus anseios pessoais com os das possibilidades e necessidades que a sociedade apresenta.

 

26
março
2015
Cadê o rio que estava aqui???
https://pedalverde.wordpress.com/page/3/
logo do rios e ruas - www.rioseruas.com

Sob o solo da cidade de São Paulo existe uma imensa malha hidrográfica, constituída de mais de 3.500 metros de cursos d’água canalizados.  
E essa canalização dos rios e córregos é um dos problemas mais graves na capital paulista, e por isso hoje tão criticado pelos especialistas. Esse modelo de urbanização, que canaliza e cobre as fontes naturais e os cursos d'água, foi também seguido por muitas outras cidades do interior do Estado de SP e do restante do país.
 
Nossos rios são lembrados quando a temporada de chuvas faz com que as galerias subterrâneas transbordem, com alagamentos e graves transtornos para a população.
Pela visão deturpada, que os considerava como um obstáculo ao desenvolvimento urbano, quase todos os rios, incluindo os de água limpíssimas, foram canalizados. Além disso, grande parte do solo urbano está impermeabilizado pelos calçamentos e construções, e basta uma forte chuva para que centenas de córregos e riachos voltem à superfície. 
 
Os rios também carregam nossa história e nos fazem entender o passado. Como serviam como via de transporte e fonte de água, grande parte das cidades se desenvolveu ao longo deles - como podemos observar em monumentos históricos como a Casa do Bandeirante, em São Paulo, por exemplo, que foi pouso de desbravadores das terras paulistas e situa-se próximo às águas do rio Pinheiros.
No entanto, apesar de serem um componente importante na história das cidades eles, em geral, não são valorizados pela população e não fazem parte do seu cotidiano
 
Mas é preciso dizer também que, com a crise hídrica assolando nossa cidade, diversas iniciativas de valorização e recuperação de nossas fontes e rios têm aparecido. Há movimentos como o Parque da Fonte e o YButantã, no bairro do Butantã, que cobram da iniciativa pública a recuperação e apropriação pública das águas e dos espaços de preservação.
 
Quando são implantados parques e é recuperada a mata ciliar, ao longo das áreas de proteção dos rios, há uma diminuição dos episódios de enchentes e inundações durante as fortes chuvas de verão, contribuindo para a drenagem urbana. Os parques também evitam que essas áreas sejam invadidas ou degradadas.
“O mais surpreendente é que, em vários casos, sobre os rios canalizados foram construídos parques públicos. Em vez de correrem pelos parques, tornando-se fatores de desfrute para a população, os rios foram escondidos no subterrâneo”, comenta Norma Regina Truppel Constantino, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesp
 
Dentre as iniciativas atuais, o projeto Rios e Ruas, desenvolvido pelo urbanista José Bueno juntamente com o geógrafo Luiz de Campos Jr e a bióloga Juliana Gatti, propõe-se a revelar uma realidade profunda, possibilitando uma mudança no olhar dos paulistanos para suas águas e árvores.
Despertar a consciência dos paulistanos para uma nova convivência com os elementos vivos da natureza urbana de São Paulo é aprofundar a reflexão sobre o uso do espaço público, sobre o desenvolvimento da cidade onde vivemos e sobre o futuro que deixaremos como legado para nossos filhos e netos.
 
Para que os rios passem a ser valorizados pelas populações, é necessário um trabalho de conscientização e elaboração de projetos participativos que qualifiquem os lugares, mais do que a simples aprovação de leis e regulamentos.
 
“É importante a visualização dos rios, porque, se as pessoas os veem, elas passam a valorizá-los e a se mobilizar por sua integridade”, enfatiza Constantino.
 
referências

http://rioseruas.com
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/parceiros-do-planeta/charles-groisman-e-a-reconexao-do-homem-com-a-natureza/
http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-itaca/porque-e-o-rio-que-corre-pela-minha-aldeia/

 
 

5
fevereiro
2015
Um pingo de conversa
distribuição do uso da água no mundo, por categoriaprodutiva

Mas a água não é um direito de todos?

No momento em que nossa cidade, uma das maiores do mundo, está em uma situação crítica de falta de água, há grandes discussões que se referem aos modelos e às práticas de diversas partes do mundo, em relação ao tratamento e distribuição da água. Na verdade, há uma questão conceitual primordial que norteia essa discussão: a água é ou não um bem e um direito de todos? 

Apesar de ser um recurso natural renovável através da reciclagem realizada pela natureza,ela  não se mantém inesgotável e de boa qualidade por todo o tempo. Tudo depende do equilíbrio entre o consumo e sua renovação. 

A carência de água
“Ninguém ainda parou para pensar que a água existente no planeta é e sempre foi a mesma desde a sua mais remota existência. Não se produz água. Existem processos para tornar a água do mar doce e potável, porém são extremamente caros. Apenas 2,59% do volume de água total existente na Terra é de água doce, sendo que mais de 99% estão sob a forma de gelo ou neve nas regiões polares, ou em aquíferos muito profundos. Do restante, quase metade está nos corpos dos animais e vegetais (biota), como umidade do solo, e como vapor d'água na atmosfera, e a outra metade está disponível em rios e lagos.

(...)O Brasil detém 12% das reservas de água doce de todo o planeta, e 80% se concentram na Bacia Amazônica, onde vivem apenas 7% da população, sobrando 20% para serem distribuídos desigualmente pelo resto do País. A região Sudeste é a que possui os rios mais comprometidos." (Ricardo Daher - Secretário Executivo do PNUMA em 2003)

A preservação de nosso meio ambiente, seja pelo tratamento do esgoto, pela atuação consciente das indústrias e do agronegócio, pela preservação das matas e pelo controle do consumo são essenciais para garantir a água necessária para a vida na Terra.  O crescimento vertiginoso da população ao longo dos anos demanda um aumento no uso da água, não apenas para uso pessoal, mas também para a produção industrial, energética e alimentícia.  O aquecimento global, devido aos desmatamentos, impermeabilização do solo, emissão de carbono, entre outras causas, também contribui para a escassez da água.

Outro ponto importante relacionado ao assunto é a chamada água virtual: a água usada na produção de algo (de uma folha de papel a um automóvel, por exemplo), e, muitas vezes, até de produtos exportados. A agricultura e a pecuária, por sua vez, consomem quantidades enormes de água até mesmo para que os produtos cheguem às nossas mesas.

A democratização do uso da água
O volume disponível de água potável de fácil acesso no mundo é de 0,3% do total de água doce presente, o que equivale a 35 milhões de quilômetros cúbicos. Esse volume não seria pouco se fosse distribuído igualmente entre todas as regiões. Ainda assim, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUME), algo em torno de 1,1 bilhão de pessoas - ou seja, um a cada seis indivíduos, praticamente – não têm acesso a água limpa e em quantidade suficiente para garantir a saúde e o desenvolvimento social e econômico.    

A água que é um direito universal mas acaba se tornando uma mercadoria, pois os países que seguem as diretrizes da economia globalizada sentem-se no direito de cobrar por ela, devido à sua escassez, transformando-a em uma commodity.  Algumas nações já cobram pela água como a França, Reino Unido e Alemanha. 

 No Brasil, a água que chega às torneiras não é exatamente cobrada; pagamos, isso sim, apenas pelos serviços de captação, tratamento e distribuição. Entenda melhor, assistindo a essa matéria: http://bit.ly/1you6Me. Mas há outros modos de ação: em 86 cidades no mundo, entre elas Paris e Berlim, abandonou-se o modelo de empresa privada de abastecimento de água, no qual a meta é o lucro, como o praticado em São Paulo, pela Sabesp, após se avaliarem os limites desse modelo e os prejuízos ecológicos, sociais e econômicos dele decorrentes.
  
Além de tudo, tornar a água um recurso econômico mundial excluiria ainda mais as regiões pobres, que não possuem saneamento básico, muito menos água potável para as necessidades diárias, ao contrário dos países ricos, que cada vez mais consomem água, sendo que muitos não possuem recursos hídricos próprios. e acabam importando cada vez mais água virtual: para países situados em regiões que sofrem com escassez hídrica, o comércio de água virtual é atraente e benéfico já que, “por meio da importação de mercadorias que consomem muita água durante seu processo produtivo, nações, estados e municípios podem aliviar as pressões que sofrem sobre suas próprias fontes”, explica Maria Victoria Ramos Ballester, professora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
 
Para que a água, tão essencial à vida, não venha a faltar num futuro próximo, há a necessidade de que se tomem medidas para preservá-la, entre elas, o aumento de áreas verdes nas zonas urbanas, o que aumentaria a área de absorção de água pelo solo, medida que diminuiria os impactos no ciclo hidrológico. Outra medida seria reduzir a quantidade de resíduos jogados em lugares inadequados e também a emissão de poluentes.
 
Em dezembro de 2013, consolidou-se um grande agrupamento europeu de cidadania pelo direito humano de acesso à água e pela interrupção e reversão da privatização desse bem. Nessa direção observamos um movimento de remunicipalização e de retomada e criação de parcerias público-público para o abastecimento d´água nas cidades.
 
Breve história
A Os sistemas de distribuição de água e de esgotamento foram aperfeiçoados, ao longo do século XIX, como uma resposta à eclosão de epidemias nas cidades industriais. Essas cidades, que haviam se adensado rapidamente em apenas algumas décadas, concentraram milhares de habitantes em precárias condições de moradia e de trabalho. Nesse quadro, os sanitaristas e reformadores sociais do século 19 preconizaram que, sem um meio saudável, com circulação de água, luz e ar e uma alimentação regrada, a vida e a moral dos habitantes da cidade se esvairiam. E mostraram como as epidemias não se detinham nas fronteiras dos bairros pobres: percorriam cidades, viajavam por oceanos e se distribuíam entre países. Para eles, seria impossível formar o cidadão sem um meio saudável, pois era o meio que constituía o indivíduo. O bom governo seria aquele que conseguisse reduzir a mortalidade e aumentar a população. A biopolítica impulsionou as reformas urbanas ocorridas nas principais capitais europeias e também no continente sul-americano, como as reformas ocorridas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, no início do século XX.
 
“Se cada cultura cria uma forma específica e diferenciada de lidar com as excreções do corpo, de fixar o que é sujo e o que é limpo, o reconhecimento de que a água é fonte da vida é um consenso universal. O direito ao acesso à água é um direito fundamental, segundo Myriam Bahia Lopes (em artigo da Envolverde, link no final deste texto).
 
Os Movimentos sociais e a água
A apropriação privada da água e da terra e a cartelização mundial do hidronegócio vêm sendo denunciadas em diversas frentes. Como a água é indispensável à vida e possui um ciclo que deve ser protegido, encontramos uma variedade de grupos que direta ou indiretamente se engajam em sua defesa. 
 
Nos últimos quinze anos, pelo menos 86 cidades no mundo remunicipalizaram os serviços de água, entendendo-a como um bem público e um direito de todos. 
Em um momento de ameaça à vida de seus habitantes, pelos riscos de ausência ou escassez de água de boa qualidade para o consumo humano, nos perguntamos se devemos insistir na defesa do modelo de negócio privado que por sua essência visa o lucro ou se seria o caso readotar a remunicipalização da água como em outras capitais, não admitindo a sua especulação comercial.
 
Algumas atitudes para economia de água
Do ponto de vista individual, é importante nos conscientizarmos e adotarmos algumas atitudes para economizar água:
           
•Ter plena consciência de que a água é finita;
• Não fazer ligações clandestinas;
• Não fazer mau uso da água;
• Cobrar sempre das autoridades competentes, políticas adequadas de uso da água;
• Cobrar o controle de emissão de resíduos industriais e doméstico, para que eles sejam tratados antes de serem dispostos;
• Fiscalizar se o poluidor está pagando pelo lançamento de resíduos nos rios;
• Lembrar sempre que a água desperdiçada custa para o próprio bolso;
• Os proprietários e síndicos de imóveis devem sempre observar se o hidrômetro está funcionando direito, e controlar o consumo geral;
• Utilizar somente a quantidade de água necessária;
• Regar o jardim, no verão, pela manhã cedo ou à noite, para se evitar a evaporação; no inverno, dia sim e dia não;
• Evitar banhos prolongados e fechar a água enquanto se ensaboa.
• Não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes e ao fazer barba;
• Fechar bem as torneiras;
• Verificar se há vazamentos, e chamar um técnico;
• Olhar sempre as condições da caixa d'água, verificando rachaduras e se a boia está em boas condições. Fazer o mesmo para a cisterna;
• Lavar previamente a louça em uma cuba e, em seguida, enxaguá-la em água corrente, evitando manter a torneira aberta todo o tempo;
• Não lavar a calçada com água. Utilizar a vassoura e jogar quantidade mínima de água, apenas quando estritamente necessário;
• Esperar até ter roupas suficientes para encher a máquina de lavar, e assim proceder a lavagem. O mesmo vale para a louça;
• Carro não precisa ser lavado com frequência. Quando for essencial lavá-lo, utilizar um balde apenas, sem sabão, e enxugar com pano limpo úmido.
 
 
Referências
http://www.unep.org/dewa/vitalwater/article192.html
http://www.brasilpnuma.org.br/pnuma/

http://www.usp.br/agen/?p=164665
http://envolverde.com.br/ambiente/e-se-agua-deixar-de-ser-mercadoria/
http://lcf.esalq.usp.br/prof/ciro/lib/exe/fetch.php?media=ensino:graduacao:g7_privatizacao_da_agua.pdf
http://www.rigs.ufba.br/pdfs/RIGS_v1n1_art11.pdf

 

 

 

10
novembro
2014
Brasileiras são selecionadas em programa da Harvard
postado sob Ciências, educação
Reprodução
Raissa e Georgia

Dentre 80 inscritos, duas brasileiras de 19 anos foram selecionadas pela qualidade de seus trabalhos, em um programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade Harvard, EUA.Chamado de Village to Raise a Child  (Vila por Trás do Jovem), o evento, realizado pela primeira vez por um grupo de alunos, ex-alunos e professores de Harvard, tem o objetivo de tornar conhecidas ideias que impactem a comunidade em que seus autores vivem.

Novo método de diagnóstico da endometriose
Uma das premiadas é Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), que pesquisa a criação de um método menos invasivo e mais econômico, por meio de exame de sangue, para diagnosticar a endometriose, doença que acomete as mulheres. Pesquisando o assunto há três anos, depois que sua tia foi diagnosticada e teve de extrair o útero,Georgia pensou que poderia herdar essa patologia, hipótese que até o momento está descartada Georgia lembra: “Fiquei pensando no contexto social e econômico e em como as pessoas são privadas de ter um diagnóstico e se tratar. Desenvolvi um método de diagnóstico que pode ser feito através de marcadores biológicos que, depois, vai ser adaptado para um exame de sangue”. Segundo ela, cientificamente não é uma ideia inédita, porém os pesquisadores “nunca foram adiante para trazer para a realidade.”

Georgia lembra que tanto o diagnóstico da endometriose, inicialmente feito por exame de ultrassonografia, como o tratamento, que até prevê uma indicação cirúrgica, são muito restritos. “Esse olhar é voltado para minha comunidade, me senti incomodada com a possibilidade de muitas mulheres nem conseguirem ser diagnosticadas. Quero dar continuidade à minha pesquisa com ajuda de um orientador.” Ela concluiu o ensino médio em 2013 no ano passado e, neste ano, vai disputar uma vaga em uma universidade americana.

Esponja para absorver óleo
A segunda outra brasileira vencedora é a estudante do ensino técnico em Química, Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), que criou uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo, podendo e poderia, por exemplo, ser utilizada em acidentes com derramamento de óleo no mar. “É um filtro que funciona com criptomelano, um mineral pouco conhecidoque tem como propriedade ser poroso. No primeiro processo aumentei a tamanho dos poros e, no segundo, fiz uma cobertura de silicone para repelir água e absorver óleo.”

Nenhuma substância química tem esse poder, segundo Raíssa, que lembra que a palha de milho também é usada para essefim, mas depois precisa ser queimada. “Ao utilizar o filtro, o óleo pode ser absorvido e recuperado depois, para que seja revendido, e o filtro pode ser reutilizado.”

A estudante pretende testar o produto em uma escala maior para verificar sua aplicabilidade. “Ser selecionada no prêmio foi muito bom, é um reconhecimento para mim, para minha região. Quero expor minha ideia e minha pesquisa.”

Raíssa conclui o ensino técnico em 2015, e pretende, em seguida, disputar uma vaga em uma universidade americana. 

Como prêmio, as duas vão poder participar, no início de novembro, de uma conferência no campus da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, para expor seus projetos para investidores do mundo todo. 

As brasileiras, assim como os outros três participantes selecionados, vindos do Sri Lanka, Nepal e Filipinas, que foram selecionados no concurso, estão com uma campanha na internet para arrecadar fundos  para os projetos. Para ter acesso aos vídeos que explicam as ideias e fazer as doações, acesse o link www.crowdrise.com/villagetoraiseachildprojects/fundraiser/

saiba mais:
http://noticias.r7.com/economia/brasileiras-vencem-concurso-em-harvard-30102014
http://blogs.estadao.com.br/start/estudantes-brasileiras-vencem-concurso-de-inovacao-de-harvard/
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/10/alunas-brasileiras-vencem-concurso-de-ideias-inovadoras-de-harvard.html

27
outubro
2014
Malala Yousafzai: a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel

A estudante paquistanesa Malala Yousafzai tornou-se no último dia 10 de outubro a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Aos 17 anos, Malala foi premiada em função de sua luta pelo direito das mulheres à educação, no Paquistão dominado pelo regime talibã. Ela dividiu o prêmio com Kallash Sartyarthi, de 60 anos, ativista dos direitos das crianças, na Índia.

Malala Yousafzai era uma menina de 15 anos, quando ganhou a simpatia do mundo, após sobreviver a um atentado dos talebans, por defender os direitos de as mulheres estudarem, no seu país:  em 9 de outubro de 2012, sob alegação de que ela “promovia a cultura ocidental em áreas pashtuns”, membros do grupo fundamentalista Taleban atacaram o ônibus escolar onde Malala estava e a atingiram gravemente, com tiros na cabeça.

Logo após o ataque, Malala foi levada de helicóptero para um hospital militar em Peshawar, capital do Paquistão. Em seguida, foi transferida para Londres, onde finalizou o tratamento. Ainda perseguida no Paquistão (foi jurada de morte, pelo mesmo grupo), vive com sua família em Birmingham, Inglaterra. Hoje é uma bem-articulada ativista internacional pelo direito à educação das meninas e contra o fundamentalismo religioso. Isso sempre incentivada pelo pai, o professor paquistanês Ziauddin Yousafzai, que cedo descobriu o gosto da filha pelos estudos em áreas como literatura e humanidades. Ele próprioera dono de uma escola mista, fechada em 2010, quando o vale do Swat foi ocupado pelo Taleban.

No mundo todo, 32 milhões de meninas estão fora da escola, por alguns motivos: a concepção cultural em alguns lugares sobre o papel da mulher na família (prega-se que a mulher deve apenas cuidar da casa e da família), a falta de segurança no caminho à escola (principalmente em áreas de conflito ou onde as mulheres são mais vulneráveis) e preconceitos dentro da escola mesmo, em países onde a mulher é mais discriminada. Só no Paquistão, 3,2 milhões de garotas estão fora das escolas” (dados da KidsRights).

Em 2012, Malala recebeu o Prêmio Internacional da Paz das Crianças, em Haia, premiação da organização humanitária KidsRights; criou o Fundo Malala com a doação de US$ 200 milhões feita pelo Banco Mundial para apoiar a educação das meninas no mundo e, no último dia 10 de outubro, foi a mais jovem agraciada com o Prêmio Sakharov de Liberdade de Expressão, do Parlamento Europeu, o mais importante prêmio de direitos humanos da União Europeia. Além disso, foi a pessoa mais jovem do mundo indicada ao Prêmio Nobel da Paz 2013, concedido à Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq). 

No Brasil, seu livro Eu sou Malala, escrito com a jornalista Christina Lamb, foi publicado pela Companhia das Letras. No prólogo “O dia em que meu mundo mudou”, ela diz: “Venho de um país criado à meia-noite. Quando quase morri, era meio-dia.Há um ano saí de casa para ir à escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Taleban e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém”.

Malaia desejava ser médica, agora quer ser primeira-ministra do Paquistão.

Referências:
http://www.blogdacompanhia.com.br/2014/10/malala-yousafzai-ganha-o-premio-nobel-da-paz/
http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=5511&id_coluna=20
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/malala-vence-nobel-da-paz.html
http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/malala-a-garota-paquistanesa-que-foi-atacada-pelo-taleba-porque-queria-estudar-ganha-o-premio-nobel-da-paz/2014/10/10/
http://www.thesundaytimes.co.uk/sto/news/uk_news/National/article1323995.ece

14
setembro
2014
Como falar sobre coisas que não existem

Esse é o título da 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, uma das mais prestigiadas do mundo, que abriu no dia 6 de setembro e vai até dia 7 de dezembro, no Parque Ibirapuera (parque este que, por sinal, acaba de completar 60 anos de existência!). 

Nas 6 primeiras edições, a exposição ficou a cargo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas em, em 1962, foi criada a Fundação Bienal de São Paulo, que passou a ser a responsável pela organização do evento. Localizada no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, em um pavilhão emblemático da arquitetura modernista brasileira, projetado por Oscar Niemeyer, é hoje uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte contemporânea e seu impacto no desenvolvimento das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido.

Desde a primeira edição, em 1951, foram produzidas trinta Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 8 milhões de visitantes. As duas últimas Bienais atraíram mais de 500 mil visitantes em cada edição, além do público registrado nas itinerâncias, realizadas em diversas cidades do país, o que,na 29ª Bienal (2010), foi de 230 mil visitantes e, na 30ª Bienal, foi de 185 mil visitantes.

Esta Bienal de 2014, cuja entrada é gratuita, reúne mais de 250 trabalhos de mais de cem artistas de 34 países. São obras de arte contemporânea que lançam olhares críticos sobre a sociedade, ocupando quatro pavimentos do pavilhão Ciccillo Matarazzo. 

"Não há um tema. Levantamos urgências políticas, sociais e econômicas do mundo atual e trabalhamos esses assuntos", diz Luiza Proença, curadora associada. Questões indígenas, de gêneros e ecológicas estão na mostra - que, no entanto, não foge do criativo. "A reticência do título permite o uso de qualquer verbo ali. É possível pensar ou lutar por coisas que não existem."
Coube a cada artista transcender em suas ideias. Dez estrangeiros, inclusive, fizeram isso no Brasil. "Eles passaram meses aqui e incorporaram a nossa realidade em suas linhas de trabalho."  

De acordo com Pablo Lafuente, um dos curadores, a 31ª Bienal “serve para que o público aprenda com as coisas que não existem – ou até lutem contra elas – numa espécie de misticismo”. Lafuente conclui: “É importante entender que arte não faz uma única coisa. Ela pode gerar diversos questionamentos. Por meio da arte, a gente pode mudar o mundo”. O cartaz de divulgação desta edição da Bienal foi feito pelo artista indiano Prabhakar Pachpute, refletindojustamente o espírito de produção coletiva e de transformação.

A programação, produzida pelos curadores, artistas, educadores e demais profissionais da área, tem um olhar voltado à educação. Segundo Nuria Enguita Mayo, também curadora, os artistas e coletivos artísticos desta edição estão ligados a projetos de arte educativos. Nesse contexto, a 31ª Bienal quer analisar, inclusive, diversas maneiras de gerar conflito, por isso muitos dos projetos têm em suas bases relações e confrontos não resolvidos: entre grupos diferentes, entre versões contraditórias da mesma história ou entre ideais incompatíveis. 

O texto do site oficial desta Bienal afirma: “esta não é uma Bienal fundada em objetos de arte, mas em pessoas que trabalham com pessoas que, por sua vez, trabalham em projetos colaborativos com outros indivíduos e grupos, em relações que devem continuar e desenvolver-se ao longo de sua duração e talvez mesmo depois de seu encerramento. Embora se possa dizer que um pequeno grupo de pessoas sejam os iniciadores, o foco da 31ª Bienal é posto sobre todos aqueles que entrarão em contato com ela e dela farão uso, bem como sobre o que será criado a partir dos encontros no evento como um todo. Essa abertura do processo precisa ser entendida como um meio de aprendizagem: uma troca educacional estabelecida ao longo e em cada um dos níveis e que é, por conseguinte, não resolvida e experimental.”

A expectativa é de que todos que entrarem em contato com a 31ª Bienal possam explorar algumas das possibilidades ali presentes, para depois seguirem os seus próprios caminhos, individuais e/ou coletivos, levando algo novo consigo, de modo que este momento seja transformador para todos os envolvidos. 

Desse modo, segundo os organizadores, “as coisas que não existem podem ser trazidas à existência e, assim, contribuir para uma visão diferente do mundo. É provável que seja este, no fim das contas, o potencial da arte.”

 

Referências:

http://www.bienal.org.br

http://www.31bienal.org.br/pt/

http://www.tnonline.com.br/noticias/entretenimento/13,288379,04,09,a-31a-bienal-de-sao-paulo-abre-suas-portas-amanha-no-parque-ibirapuera-com-visoes-de-mundo-variadas.shtml

https://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/31a-bienal-de-sp-tem-data-marcada-e-75-projetos-artisticos-selecionados/

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/01/poster-da-31-bienal-de-sao-paulo-traz-torre-movida-forca-humana.html

https://www.facebook.com/bienalsaopaulo

 

SERVIÇO

6 set - 7 dez 2014  Entrada gratuita 
Parque do Ibirapuera - Portão 3

PAVILHÃO DA BIENAL  

Visitação  
TER, QUI, SEX, DOM E FERIADOS: 9H - 19H (ENTRADA ATÉ 18H)  
QUA, SÁB: 9H - 22H (ENTRADA ATÉ 21H)  
FECHADO ÀS SEGUNDAS

15
agosto
2014
fruta feia pode contribuir para diminuir fome no mundo!

A pera é toda torta. A maçã, pequenininha. O tomate tem mancha. A alface está meio passada. Mas a qualidade é a mesma ou até melhor, porque são fresquinhos, vieram diretamente do agricultor. São apanhados de manhã e vendidos à tarde.  É só uma questão de aparência.
 
Com o lema "Gente Bonita Come Fruta Feia", a cooperativa portuguesa “Fruta Feia”, que já tem apoio da COTEC Portugal (Associação Empresarial para a Inovação) e da Fundação Gulbenkian, pretende criar as bases que permitam diminuir o desperdício de frutas e legumes em Portugal. Em declarações à rádio TSF, sua presidente, Isabel Soares, recordou que toneladas de frutas e hortícolas ficam nos terrenos porque os agricultores nem as apanham, sabendo que não as conseguem vender porque não apresentam boa aparência.
 
Cerca de metade da comida produzida no mundo cada ano vai para o lixo. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o atual desperdício alimentar nos países industrializados ultrapassa 1,3 bilhões de toneladas por ano, suficientes para alimentar as cerca de 925 milhões de pessoas que todos os dias passam fome. 
Pelos dados estatísticos apresentados no ano passado, em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano, ou seja 17% do que é produzido, vai para o lixo. 
Na Europa toda, o desperdício de produtos hortofrutícolas próprios para consumo chega aos 30%. 

Esse desperdício tem consequências não apenas éticas, mas também ambientais, já que envolve o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção (como terrenos, energia e água) e a emissão de dióxido de carbono e metano resultante da decomposição dos alimentos que não são consumidos.
 
Os motivos para tal desperdício são vários e ocorrem ao longo de toda a cadeia agroalimentar: condições inadequadas de colheita, armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade demasiado apertados e promoções que encorajam os consumidores a comprarem em excesso, entre outros, são algumas das causas que contribuem para o enorme desperdício atual.

Em vista desse panorama, o Parlamento Europeu declarou 2014 como o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. A proposta foi apresentada para que sejam tomadas decisões importantes na resolução do problema do desperdício alimentar que existe na Europa. 

Assim como o projeto “Fruta Feia”, há outros, como o “Fruit Moche”, iniciativa francesa do supermercado Intermarché que visam a combater uma ineficiência de mercado, criando um mercado alternativo para frutas e hortaliças “feias” que consigam alterar padrões de consumo. Um mercado que gere valor para os agricultores e consumidores e combata tanto o desperdício alimentar como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção.
 
Essa é uma daquelas ideias simples que, se derem certo, podem ser boas para todo mundo: para o produtor rural, que vende o produto que antes ia para o lixo ou, no máximo, para  a alimentação dos animais; para os consumidores, que fazem uma boa economia, porque compram mais barato e, principalmente, para o meio ambiente, porque há economia de energia, água, espaço.
 
Uma boa ideia, que deveria se espalhar pelo mundo.
 
referências
http://www.frutafeia.pt/projecto
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/12/mercado-de-fruta-feia-oferece-menor-preco-e-reduz-desperdicio-em-lisboa.html
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3414755
http://europedirect.ccdr-alg.pt/site/index.php?name=News&file=article&sid=170#.U-4gc1aZMnU
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-desperdicio-de-comida-imp-,992093
http://envolverdhttp://envolverde.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/e.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/

28
maio
2014
O projeto Nascentes Verdes Rios Vivos une reflorestamento e educação para conservar a água.

Desde 2006, o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), ONG com sede na
cidade de Nazaré Paulista (SP), vem realizando o plantio de mudas de árvores
nativas da Mata Atlântica, entre outras ações para a conservação da
biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos do Sistema Cantareira de
abastecimento de água. O plantio é parte de um projeto muito amplo,
envolvendo ações de restauração florestal, alternativa de renda, pesquisa
com fauna e educação ambiental. Dentro dessa estratégia maior, visando à
conservação ambiental, foram desenvolvidas ações educativas direcionadas à
população local, envolvendo estudantes da rede pública de ensino, como uma
das estratégias para atingir a comunidade.

A população como um todo também pode ajudar de outro modo. Por exemplo:
contribuindo com R$ 40,00, você estará proporcionando a participação de um
estudante da rede pública de Nazaré Paulista nas atividades do projeto ao
longo de 2014.

Adote um aluno e caminhe com o IPÊ!

Acesse:
http://www.ecodobem.com.br/projetos/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o IPE:
http://www.ipe.org.br

6
maio
2014
Chega de desperdício!
Vamos zerar a fome do mundo?

A campanha Pensar.Comer.Conservar da iniciativa Save Food, é uma parceria do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), da FAO (Food and Agriculture Organization) e da Messe Düsseldorf visando zerar a fome mundial, pela união de ações difundidas global, regional e nacionalmente.  Tal cruzada tem também o objetivo de catalisar mais setores da sociedade para se tornarem conscientes e iniciarem ações a partir da troca de ideias inspiradoras e estudos de caso.

Nesse sentido, o website da campanha é um portal de ideias, notícias e conteúdo, e serve de chamada para que todos passem a tomar uma atitude em relação a esse problema global.

Um estudo recente revelou que cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo é perdida ou desperdiçada ao longo do ciclo de produção e consumo. Aproximadamente metade dessa quantidade é resultante de varejo ou de consumidores de regiões industrializadas que descartam alimentos que poderiam ser consumidos. A quantidade total de alimentos desperdiçados é de 300 milhões de toneladas, o suficiente para alimentar um número estimado em 900 milhões de pessoas famintas no mundo todo (FAO).

A “perda” de alimentos refere-se a alimentos rejeitados ou estragados, antes de alcançar o estágio final de seu ciclo. Normalmente acontece nos estágios de produção, colheita, processamento e distribuição da cadeia de abastecimento.
O “desperdício” de comida refere-se àqueles alimentos que completam todo o ciclo da cadeia de abastecimento, são considerados produtos de boa qualidade e adequados para o consumo, mas ainda assim não são consumidos porque são descartados, seja antes ou depois de estragados. 

Do que se trata a campanha contra o desperdício de alimentos?

O desperdício de alimentos é um problema global massivo com implicações negativas em aspectos humanitários, ambientais e financeiros.

Porém, com mudanças simples e fáceis dos nossos hábitos, nós podemos mudar esse paradigma.

Muitas campanhas regionais, por exemplo, vêm sendo lançadas recentemente, reforçando o desafio de se evitar o desperdício de alimentos em nível nacional e em setores-chave que incluem hoteis, restaurantes, supermercados e residências. Surpreendentemente, um terço de toda a comida não-consumida em países em desenvolvimento é desperdiçada em residências.

Por isso, atitudes simples por parte dos consumidores e comerciantes podem reduzir dramaticamente a quantidade atual de 1.3 bilhão de toneladas de comida perdida ou desperdiçada por ano e ajudar a formar um futuro sustentável.

Algumas pessoas pensam que a comida desperdiçada vai parar na terra de qualquer forma, virando adubo, o que seria um bom uso para ela. Mas acontece que nos lixões, não há condições para a compostagem - muito ao contrário — e quando essa comida despejada não encontra condições apropriadas, luz e ar, ela produz gás metano, o que contribui para o aquecimento global. 

Devido à falta de controle de quantidade ou à compra exagerada de alimentos frescos que acabam estragando, estima-se que despejamos um terço de toda a comida que a gente compra toda semana!

Veja as dez dicas para reduzir a sua pegada alimentar e a sua conta de supermercado!

1.Faça compras de maneira inteligente — planeje as refeições, faça listas de compras, evite fazer compras por impulso. 

2.Compre “frutas esquisitas” — em muitos casos, frutas e vegetais são jogados fora porque apresentam tamanho, formato e cor “inadequados”. Comprando essas frutas que, na verdade, muitas vezes estão em perfeitas condições para o consumo, você está utilizando comida que poderia ser perdida.

3.Entenda as datas de vencimento — nem sempre as datas indicadas para venda do produto não indicam a qualidade do mesmo. Em muitos casos, trata-se de sugestões do produtor para a qualidade máxima do produto (“melhor se consumido até”) O importante é o “consuma até”: consuma o produto até a data indicada ou verifique se você pode congelá-lo.

4.Zere a sua geladeira — coma alimentos que já estão na sua geladeira, antes de comprar mais ou preparar algo novo. Siga as recomendações para armazenamento, para manter a melhor qualidade desses alimentos. Alguns websites como o www.lovefoodhatewaste.com (em inglês), podem ajudar a elaborar receitas criativas para aproveitar comida que poderiam estragar em breve.

5.Use o seu congelador — alimentos congelados mantém-se seguros por muito mais tempo. Congele produtos frescos e sobras de refeições, se você sabe que não vai consumi-los antes de estragarem.

6.Peça porções menores — frequentemente, restaurantes oferecem meias-porções por preços menores.

7.Faça compostagem — você pode reduzir o impacto sobre o clima fazendo a compostagem de restos de comida. Compostagem também recicla nutrientes, que são aproveitados pela terra.

8.Tenha regras na sua cozinha — o primeiro produto que for aberto deverá ser consumido até o fim antes de abrir um novo. Tenha controle sobre a sua despensa. Cozinhe e coma primeiro o que você comprou primeiro. Armazene os enlatados mais novos no fundo das prateleiras; mantenha os mais velhos na frente para facilitar o acesso.

9.Aprecie as sobras das refeições — o bife de frango que sobrou do jantar de hoje pode ser aproveitado no sanduíche de amanhã. Seja criativo! No restaurante, leve as sobras para casa para poder comer mais tarde. Congele as sobras se você não quiser comer imediatamente. Poucos de nós levamos as sobras dos restaurantes para casa. Não tenha vergonha de pedir!

10.Faça doações — alimentos não-perecíveis e alimentos perecíveis que ainda apresentam boas condições de consumo podem ser doados para refeitórios locais, por exemplo. Programas locais e nacionais frequentemente vão até a sua casa para buscar o produto e até oferecem de graça recipientes reutilizáveis aos doadores.

 

ACESSE O SITE  para ter informações completas e participar desse movimento!

E saiba mais sobre o assunto:
http://www.un.org/es/zerohunger/#&panel1-1
https://www15.bb.com.br/site/fz/mapa/DocPrefeitos.htm
http://www.coladaweb.com/politica/programa-fome-zero
http://www.un-foodsecurity.org/node/1356
 

 

19
março
2014
Olímpiada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica - inscreva-se!

Mais uma vez, com o objetivo de proporcionar ao aluno uma oportunidade de conhecer melhor o seu domínio de astronomia, astronáutica e astrofísica, nosso colégio fará parte dessa olimpíada. 

Para participar é preciso:

• Fazer a sua inscrição com seu professor de Ciências ou Física o quanto antes, sendo o limite máximo dia 12/05.

• Realizar, se quiser, as atividades práticas que estão disponíveis no link: 

• Fazer a prova no dia 16/05, sexta-feira. O horário será agendado posteriormente.

Não é obrigatório que os alunos se preparem previamente para prova.

Maiores informações sobre o conteúdo da prova, provas e gabaritos anteriores ou curiosidades, acessem o site da OBA

Qualquer dúvida também pode ser conversada com seus professores.

Participe! É uma excelente chance de fazer uma prova de forma mais descontraída e sem obrigações de notas!

 

21
janeiro
2014
Objetivos de desenvolvimento até 2015

Em 2000, 119 países integrantes da ONU (Organização das Nações Unidas) assinaram um documento que consolidou várias metas estabelecidas nas conferências mundiais ocorridas ao longo dos anos 90.

O documento estabeleceu um conjunto de objetivos para o desenvolvimento e a erradicação da pobreza no mundo – os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – que devem ser adotados pelos estados-membros das Nações Unidas, com a meta de alcançá-los até 2015.

O acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio deve considerar especificidades nacionais. Assim, cada país deve valer-se de suas capacidades para implementar políticas e programas para atingir os objetivos e monitorá-los.

Os ODM consistem na estratégia de maior alcance e importância delineada pelas Nações Unidas para a promoção do desenvolvimento humano dentre seus estados-membros: um papel importantíssimo na promoção da luta global contra a extrema pobreza.

Os objetivos do milênio apontam componentes-chave no conceito de desenvolvimento humano sustentável, e que podem conduzir à melhoria das condições de vida de todos os seres humanos.

Veja abaixo as metas estabelecidas para 2015 e os resultados do Brasil, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):

 

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome

O Brasil já cumpriu o objetivo de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza: de 25,6% da população, em 1990, para 4,8%, em 2008. Mesmo assim, 8,9 milhões de brasileiros ainda tinham renda domiciliar inferior a US$ 1,25 por dia, até 2008. Para se ter uma ideia do que isso representa em relação ao crescimento populacional do país, em 2008 o número de pessoas vivendo em extrema pobreza era quase um quinto do observado em 1990 e pouco mais do que um terço do valor de 1995. Diversos programas governamentais estão em curso com o objetivo de alcançar esta última meta.

 

2. Atingir o ensino básico universal

No Brasil, os dados mais recentes são do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM, de 2010, com estatísticas de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental. Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões Norte e Nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida.

Em matemática, o Brasil registrou uma pontuação de 391 em matemática. Segundo o relatório sobre o desempenho brasileiro no Pisa, o país foi aquele que registrou maior salto, desde 2003, na performance em matemática - a área foi o foco da prova aplicada em 2012.Naquele ano, a pontuação dos estudantes brasileiros foi de 356.

 

3. Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

O empoderamento das mulheres é importante não apenas para o cumprimento do Objetivo 3, mas para vários outros , em especial os ligados a pobreza, fome, saúde e educação. No Brasil, as mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens, ainda que trabalhando nas mesmas funções, e ocupam os piores postos. Em 2008, 57,6% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, frente a 80,5% dos homens. Em 2010, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas.

 

4. Reduzir a mortalidade na infância

As projeções para os ODM ligados à saúde são as piores, no grupo de metas estabelecidas até 2015. O Brasil reduziu a mortalidade infantil (crianças com menos de um ano) de 47,1 óbitos por mil nascimentos, em 1990, para 19, em 2008. Até 2015, a meta é reduzir esse número para 17,9 óbitos por mil, mas a desigualdade ainda é grande: crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer do que as ricas, e as nascidas de mães negras e indígenas têm a maior taxa de mortalidade. O Nordeste apresentou a maior queda nas mortes de zero a cinco anos, mas a mortalidade na infância ainda é o quase o dobro das taxas registradas no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.

 

5. Melhorar a saúde materna

Segundo o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM de 2010, o Brasil registrou uma redução na mortalidade materna de praticamente 50%, desde 1990. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) corrigida para 1990 era de 140 óbitos por 100 mil nascidos, enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos. O relatório explica que a melhora na investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos de idade), que permite maior registro dos óbitos maternos, possivelmente contribuiu para a estabilidade da RMM observada nos últimos anos da série.

 

6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a proporcionar acesso universal e gratuito para o tratamento de HIV/Aids na rede de saúde pública. Quase 200 mil pessoas recebem tratamento com antirretrovirais financiados pelo governo. A sólida parceria com a sociedade civil tem sido fundamental para a resposta à epidemia no país. De acordo com dados do Relatório de Acompanhamento dos ODM de 2010, a taxa de prevalência da infecção na população em geral, de 15 a 49 anos, é de 0,61% e cerca de 630 mil pessoas vivem com o vírus.

 

7. Garantir a sustentabilidade ambiental

O país reduziu o índice de desmatamento, o consumo de gases que provocam o buraco na camada de ozônio e aumentou sua eficiência energética com o maior uso de fontes renováveis de energia. O acesso à água potável deve ser universalizado, mas a meta de melhorar condições de moradia e saneamento básico ainda depende dos investimentos a serem realizados e das prioridades adotadas pelo país. A estimativa é de que o Brasil cumpra, na média nacional, todos os 8 ODM, incluindo o ODM 7. Mas este é considerado por muitos especialistas como um dos mais complexos para o país, principalmente na questão de acesso aos serviços de saneamento básico em regiões remotas e nas zonas rurais.

 

8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

O Brasil foi o principal articulador da criação do G-20 nas negociações de liberalização de comércio da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio. Também se destaca no esforço para universalizar o acesso a medicamentos para a Aids. O país é pró-ativo e inovador na promoção de parcerias globais usando a Cooperação Sul-Sul e a contribuição com organismos multilaterais como principais instrumentos.

 

Referências:

http://www.pnud.org.br/ODM.aspx

http://www.objetivosdomilenio.org.br

http://www.institutoatkwhh.org.br/compendio/?q=node/19

www.nospodemos .org.br

http://www.odmbrasil.gov.br/os-objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio

http://www.redebrasilvoluntario.org.br/

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