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11
outubro
2017
4ª edição do Vivenciando as Ciências - alunos viram professores por um dia

O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca.
São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

O evento foi muito divertido e dinâmico e, além da apresentação de profissionais das distintas áreas, por um dia os alunos do EF1, EF2 e EM também foram professores e pesquisadores, ocupando os espaços da escola com seus trabalhos e experimentos e explicando os diversos fenômenos científicos para os visitantes.

Além do contato com uma grande riqueza de conhecimentos, o intercâmbio com profissionais das diferentes áreas colocou os estudantes em contato com a realidade da vida profissional, ajudando a refletir sobre suas possíveis carreiras.

Veja abaixo alguns temas abordados nas palestras e atividades do evento deste ano:

APRESENTAÇÃO DE ALUNOS:

Experimentos de Física e Química
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Biologia
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Ciências
Alunos do Ensino Fundamental 2

Exposição de trabalhos do EF1
1º EF: Os nossos sentidos
2º EF: Pesquisando as plantas do Ítaca
3º EF: Terrários e aquário de plantas
4º EF: Modelos de fósseis
​5º EF: Biomas brasileiros

 

APRESENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Pesquisa Científica na Antártica – Introdução Um breve histórico do continente antártico, suas peculiaridades e as pesquisas que são desenvolvidas lá, incluindo as pesquisas brasileiras.
José Roberto Machado Cunha da Silva
Prof. Dr. do Laboratório de Histofisiologia Evolutiva
Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento
Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Exercício Físico nas Doenças: Lições do Coração
Patrícia Chakur Brum
Profa. Dra. do Laboratório de Fisiologia Cel Mol. do Exercício
Escola de Educação Física e Esporte da USP

Dinâmica de Populações e Teoria do Caos
A interface entre física e biologia - particularmente ecologia. 
Prof. Fabio Stucchi Vannucchi
Físico - Docente da Unesp

Inteligência Artificial
Como a inteligência artificial está influenciando o mercado de trabalho? 
Como deverá ser o perfil profissional no futuro próximo? 
Estamos em meio a uma nova revolução industrial? 
Esta palestra não tem as respostas a todas estas perguntas, mas servirá como uma amostra do que já está acontecendo nos mercados brasileiro e global no que diz respeito à inteligência artificial e à nova economia, e como as profissões estão sendo afetadas.
Pávio Domiciano Muniz

As Ciências do Mar
As ciências do mar e a profissão do cientista do mar -  biologia marinha, ecossistemas no ambiente aquático, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Gabriela Tavares
Bacharel Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia do Mar
Mestranda em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira
Univ. Federal de SP – Campus Baixada Santista

Valorize seu Intestino: Ele Pode Ajudar a Perder Peso, Combater Alergias e Doenças Neurológicas
Caroline Marcantonio Ferreira
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas 
Laboratório Multidisciplinar em Saúde e Meio Ambiente -
Universidade Federal de São Paulo/Campus Diadema

Microscopia - "Observação do Plâncton: A vida em uma gota d'agua". Oficina com alunos dos 7º anos, orientados por Cláudia Namiki, pós-doutoranda do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo 

Você já viu uma onda sonora?
Experimento para ver ondas da frequência do som
Marcelo Nishio

Quiprocó: A Confusão Quando Não Sabemos o que Sentimos 
Sensibilizar as crianças para a identificação e compreensão dos seus sentimentos e os dos outros; trabalhar, de forma breve, a expressão de sentimentos e a resolução de problemas.
Carolina Andrade e Paula Pessoa, Psicólogas

Astronomia - observação do Sol com telescópios solares
Elysandra e Eduardo Cypriano
Astrônomos, Profs. Drs. do IAG – USP

 

A Vida das Abelhas e Muito Mais
As abelhas são de extrema importância para a polinização da grande maioria das plantas. Sendo assim, desempenham um papel fundamental na manutenção da existência da vida em nosso planeta. Existe uma grande diversidade de espécies de abelhas e na forma como se organizam socialmente, sendo, a maioria delas, solitárias. Nessa atividade apresenta-se um pouco sobre a vida das abelhas, suas sociedades e funcionamento. Será apresentado material de coleção para exemplificar a diversidade de espécies. 
Maria Cristina Arias, Profª. do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências-USP

 

DEMONSTRACÕES:

Profª. Vera Lucia Martins Oikawa

Três experimentosA água furiosa, Vulcão e Sangue de diabo ou Sangue de mentirinha

Thomaz Magalhães 
Princípios de Acústica, Aplicação do Som em Sopros, Cordas e Diferentes Tipos de Tambores

Ricardo e Fabíola Bovo Mendonça
Prof. Zoologia USP
Estande para Observação de animais – aranhas, escorpiões e outros animais

 

14
setembro
2017
Manhã Musical das alunas e dos alunos do EF1
postado sob EF1, evento, Ítaca

Dia 2 de setembro, sábado, tivemos mais uma edição da Manhã Musical.

Sob muitos aspectos, é um dos eventos mais divertidos e mais criativos da escola por um motivo simples: crianças livres mostrando habilidades artísticas.

Apresentações nos mais diferentes formatos, feitas por crianças entre 6 e 11 anos.

Declamação de poesias, contação de piadas, relatos de histórias e apresentações de ginástica, danças e músicas.

Nas músicas, crianças cantando e tocando (violão, flauta, pandeiro, teclado, violino).

Nas cantorias, da mpb ao mais radical rap.

Crianças sozinhas, crianças com pais, crianças com mães, crianças com irmãos ou irmãs, crianças com madrinhas ou tias, crianças com amigos, crianças com outras crianças.

Foram 4 horas de muita alegria e diversão.

21
junho
2016
Origem da Festa Junina
postado sob cultura, história
no nordeste do Brasil, as festas juninas são muito grandes.

No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério Norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas. "Na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram reproduzidos até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-los, decidiu cristianizá-los, instituindo dias de homenagens aos três santos no mesmo mês", diz a antropóloga Lucia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

A fogueira já estava presente nas celebrações juninas feitas por pagãos e indígenas, mas também ganhou uma explicação cristã: Santa Isabel (mãe de São João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que, quando São João nascesse, acenderia uma fogueira para avisá-la. Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança recém-nascida.

Ainda hoje a fogueira é o traço comum que une todas as festas juninas europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França) e as celebrações ainda são centradas no dia do solstício do verão astronômico. Alguns optam por realizar o rito em 21 de junho, mesmo quando este não é o dia mais longo do ano, e alguns comemoram em 24 de junho, o dia do solstício, no tempo dos romanos. Os antigos romanos também realizavam um festival em honra do deus Summanus, em 20 de junho. 

Essas festas foram convertidas em festividades cristãs, passaram a homenagear os três santos católicos - São João, São Pedro e Santo Antônio - e foram trazidas para o Brasil pelos portugueses, durante o período colonial.
As festas juninas brasileiras são, hoje em dia, multiculturais, apesar de sua origem cristã. A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil pelos povoadores e imigrantes.

As roupas caipiras são uma clara referência à população rural que povoou principalmente o nordeste do Brasil e pode-se encontrar semelhanças no modo de vestir caipira no Brasil e em Portugal. As decorações que enfeitam os arraiais também se originam em Portugal, junto com as novidades trazidas da Ásia pelos portugueses na época dos descobrimentos, tais como enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora, provenientes da China. Embora os balões tenham sido proibidos no Brasil, para evitar perigosos incêndios todos os anos nesse período, ainda são usados em algumas localidades de Portugal. Acredita-se que da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas.  Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  
 
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  
 
Festas Juninas no Nordeste 
 
Comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer pelas chuvas, raras na região, que servem para manter a agricultura.
 
As festas representam também um importante momento econômico, quando muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos nessa época.
 
Comidas típicas 

Como o mês de junho é a época da colheita do milho no hemisfério Sul, grande parte dos doces, bolos e salgados relacionados às festas juninas são feitos de milho, como pamonha, curau de milho verde, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho. 
 
Outras comidas típicas das festas juninas são o arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Principais tradições 
 
Além das fogueiras, da dança de quadrilhas, enfeites e comidas típicas, no Nordeste ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros, que andam e cantam pelas ruas das cidades, passando pelas casas, em cujas janelas os moradores deixam comidas e bebidas para eles.
 
Na região Sudeste é comum a realização de quermesses - festas populares realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas, com barraquinhas de comidas típicas e jogos. 
 
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são também comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta do alimento. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem também comer desse pão.

Referências:
http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiram-as-festas-juninas
 

18
maio
2016
O "plástico verde”, biodegradável

Os plásticos utilizados atualmente em sacolas, brinquedos, mesas, utensílios domésticos, garrafas, embalagens e nos mais diversos produtos ao nosso redor são de origem fóssil, ou seja, eles são derivados do petróleo.
O petróleo bruto passa por um processo de destilação fracionada, nas refinarias, e produz várias frações. Algumas dessas frações, por sua vez, passam pelo processo de craqueamento, em que moléculas de hidrocarbonetos maiores são quebradas e originam moléculas menores. Esses hidrocarbonetos de cadeias carbônicas menores passam então por reações de polimerização que resultam nesses plásticos.

Com o polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) e com o polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) (esses são os memsos dos citados acima? Entraram de repente com outro nome. Seria interessante dizer: Por sua vez, há também os...., gerados por outro processo. Com eles são fabricados....) são fabricados inúmeros objetos, como garrafas de água, refrigerantes e sucos; toalhas de mesa, sacos plásticos, cortinas para banheiro, películas plásticas, embalagens de produtos farmacêuticos e de alimentos, revestimentos de fios, cabos, tubos, brinquedos e utensílios domésticos.
O problema é que esse plástico (o PEAD? O PEBD? O de cima é biodegradável? OU são os mesmos?)) não é biodegradável (não é degradado por micro-organismos, como fungos e bactérias) e acaba permanecendo no meio ambiente por décadas e até séculos, agravando ainda mais o problema de acúmulo de lixo e poluição da água, solo e ar. 

Além disso, a extração e exploração do petróleo também gera poluição e impactos ambientais.
Como é praticamente impossível pensar no desenvolvimento de nossa sociedade sem o uso de polímeros, há algum tempo pesquisam-se alternativas a esses (é isso??) plásticos de origem fóssil.

Plástico feito com cana-de-açúcar
Uma das soluções encontradas foi o plástico verde ou polietileno verde proveniente do etanol da cana-de-açúcar. Ele tem as mesmíssimas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações do polietileno comum, com a diferença de matéria-prima utilizada na sua produção, que, em vez de ser o petróleo, é a cana-de-açúcar.
O seu processo de produção, resumidamente, é o seguinte::
1- A cana-de-açúcar é colhida e levada para as usinas, onde passa pelo processo comum de produção de álcool.
2- O álcool produzido passa por um processo de desidratação para que se obtenha o eteno.
3- O eteno é polimerizado em unidades de produção do polietileno.
4- O polietileno verde é transformado nos produtos desejados, tais como filmes para fraldas descartáveis, brinquedos, tanques de combustível para veículos e recipientes para iogurtes, leite, xampu e detergentes.

Vantagens desse plástico verde:
• Ele é 100% reciclável;
• Sua fonte de matéria-prima (cana-de-açúcar) é renovável, ao contrário do petróleo, que é finito;
• Não contribui para o acréscimo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Esse gás é o principal causador do aquecimento global e é produzido pelos combustíveis fósseis. Já no caso do plástico verde, ele pode contribuir para a redução do aquecimento global, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar realizam fotossíntese, absorvendo o CO2 da atmosfera;
• Mesmo quando incinerado, o polietileno do etanol da cana-de-açúcar é praticamente neutro em relação ao CO2. Assim, depois de usados e descartados, esses plásticos podem ser incinerados para geração de energia, economizando no uso de combustíveis fósseis.

Desvantagens:
• o polietileno verde não é reciclável, mas pode ser classificado como um bioplástico, pois, de acordo com a definição da European Bioplastics Association, plásticos produzidos a partir de fontes renováveis e/ou plásticos biodegradáveis são classificados como bioplásticos ou biopolímeros.
• para produzir o plástico verde é necessário expandir a agricultura da cana-de-açúcar, o que poderia ocupar terras que seriam utilizadas para outras culturas, além do fato de que a cana-de-açúcar já é bastante utilizada para a produção de álcool e açúcar. Estimativas apontam que um hectare de cana-de-açúcar gera três toneladas de plástico verde.
A primeira empresa produtora desse plástico foi a Brasken. Segundo alguns produtores e estudiosos do caso, a produção de matéria-prima do plástico verde é favorável e não afeta a produção de açúcar ou etanol combustível. Acredita-se  também que o desenvolvimento de novas tecnologias pode auxiliar esse processo de produção.

Filme plástico comestível
Após vinte anos de muito trabalho, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação, de São Carlos (SP),  criaram um filme plástico biodegradável que também é comestível, podendo ser utilizado no preparo de alimentos. 
A película pode ser produzida a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica possibilita que outras opções sejam desenvolvidas.
 
A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e teve investimento de R$ 200 mil. Os trabalhos foram coordenados pelos pesquisadores Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.
O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima é composta por água, polpa de frutas e verduras  é transformada em uma pasta.
Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Vantagens da película biodegradável:
• é um plástico orgânico mais resistente e tão eficiente como os convencionais
• decompõe-se em até 90 dias e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto, sem causar impactos ao meio ambiente
•  possibilidade de reduzir o desperdício de alimentos, o que auxilia no aumento da produtividade, sem precisar aumentar áreas de plantio.
• tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, pois os pesquisadores adicionaram a ele quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas,  o que aumenta o tempo de conservação dos alimentos..
• é comestível, podendo ser utilizado como alimento: “As possibilidades de uso deste material são inúmeras. Na área de alimentação, você pode fazer sushis,  podendo usar como uma cobertura de uma outra comida ou algo que possa enrolar, como os Wraps – em que se pode fazer um enroladinho com este filme comestível, como um temaki, por exemplo, já que pode-se comê-lo como a alga nori que é usada no sushi”, explica Marconsini

Desvantagens:
• é sensível à umidade, precisa estar em um ambiente seco, então pode-se usá-lo para embalar alimentos secos como frutas, hortaliças, bolachas, pães.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação a fim de demonstrar interesse na inovação.
Diversas pesquisas, com matéria-prima de origem variada, estão sendo feitas no sentido de encontrar melhores soluções para o plástico ecológico ou orgânico. A produção desse material ainda é bem limitada e dirigida basicamente para a área médica.  Alguns problemas devem ser sanados para a sua viabilidade econômica (o processo é muito caro) e ambiental (uso de grandes áreas de plantação, no caso da cana-de-açúcar).

Mas a preocupação e o investimento nessa direção prometem um grande ganho ambiental para o planeta.

Saiba mais:
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/plastico-verde.htm
http://diarioverde.com.br/2016/04/22/pesquisadores-da-embrapa-criam-plastico-oganico-comestivel-11/
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/01/pesquisadores-brasileiros-criam-plastico-comestivel-que-nao-vira-lixo.html

4
maio
2016
CALENDÁRIOS DO VESTIBULAR 2017 DEFINIDOS
postado sob Ítaca, vestibular

Em reunião, USP, Unesp, Unicamp, Unifesp, ITA, PUC-SP, PUC-Campinas, Mackenzie, Famerp e Famema definiram as datas dos seus Vestibulares 2017 de modo a evitar a coincidência de datas e permitir que os vestibulandos possam participar de mais de um processo seletivo.

Veja abaixo os calendários da Fuvest, Unicamp e Unesp

FUVEST
A primeira fase da Fuvest ficou marcada para o dia 27 de novembro, com inscrições a serem realizadas entre os dias 19 de agosto e 8 de setembro de 2016. A segunda fase acontecerá entre os dias 8 e 10 de janeiro de 2017.
CALENDÁRIO FUVEST
Início das inscrições -19 de agosto
Último dia das inscrições - 8 de setembro
Prova da primeira fase - 27 de novembro
Provas da segunda fase - 8 a 10 de janeiro de 2017
 

UNICAMP 
As inscrições para o vestibular 2017 da UNICAMP terão início dia 1º de agosto e deverão ser feitas até dia 1º de setembro. 
O valor da taxa de inscrição ainda não foi definido. 
A primeira fase será realizada dia 20 de novembro e a segunda fase acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2017. Antes da primeira fase, haverá provas de Habilidades Específicas para candidatos aos cursos de Música (no período de 2 a 9 de setembro – Etapa I). Para os demais cursos que exigem provas específicas (Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança), as provas de Habilidades Específicas ocorrerão no período de 23 a 26 de janeiro de 2017. A primeira chamada será divulgada pela Comvest no dia 13 de fevereiro, para matrícula não presencial entre os dias 14 e 15 de fevereiro.
Isenções da Taxa de Inscrição
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) recebe até o dia 23 de maio, os pedidos de isenção da taxa de inscrição do Vestibular Unicamp 2017As inscrições para pedir a isenção devem ser realizadas exclusivamente pela internetna página da Comvest (www.comvest.unicamp.br). Para finalizar o processo de inscrição, o candidato deve enviar a documentação necessária (descrita no Edital), pelo correio, para a Comvest até o dia 24 de maio. A falta de qualquer documento e/ou o envio após o prazo excluem o candidato do processo. Todas as informações estão disponíveis na página da Comvest na internet.
CALENDÁRIO UNICAMP
• Inscrições e Pagamento da Taxa de Inscrição - 1/8 a 1/9/2016 
• Provas de Habilidades Específicas de Música:
Etapa I – 2 a 9/9/2016
Etapa II – 9 a 10/10/2017
• 1ª fase - 20/11/2016
• 2ª fase - 15, 16 e 17/1/2017
• Provas de Habilidades Específicas - 23 a 26/1/2017
• Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 13/2/2017
• Matrícula não presencial - 14 e 15/2/2017

 

UNESP  
O período de inscrições para a Universidade Estadual Paulista (Unesp) será de 12 de setembro a 10 de outubro. Antes deste período, a instituição divulgará as datas para pedidos de isenção e redução da taxa. 
O exame da primeira fase acontecerá no dia 13 de novembro, um domingo. Os candidatos habilitados e convocados para a segunda fase farão novas provas nos dias 18 e 19 de dezembro, um domingo e uma segunda. No ano passado, as provas foram aplicadas para 103.694 candidatos em 34 cidades, sendo 31 destas no Estado de São Paulo.
O resultado final da Unesp será divulgado em 3 de fevereiro de 2017. A Resolução deverá ser divulgada até julho, com todas as informações sobre cursos e vagas disponíveis para ingresso em 2017. Em 2016, a Unesp ofereceu 7.355 vagas em 176 cursos, disponíveis em 23 cidades. 
No Vestibular 2016, o Sistema de Reserva de Vagas para a Escola Básica Pública (SRVEBP) garantIu um mínimo de 35% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Isso ampliou a proporção destes alunos nos cursos da Unesp, que neste ano foi de 46,6% das vagas oferecidas.

 

27
abril
2016
HORTAS URBANAS COMUNITÁRIAS
agricultura urbana 1
ACESSE O MAPA NO: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=z_2HYVuSvyhE.kXAsDr51B2eQ&usp=sharing
do site: http://www.oeco.org.br/reportagens/27417-hortas-urbanas-uma-revolucao-gentil-e-organica/
imagem: https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

Você já deve ter visto ou ouvido falar de hortas urbanas comunitárias, mas talvez não saiba exatamente como funcionam. 
Praticantes da agricultura urbana geralmente são militantes que defendem uma produção de alimentos menos artificial (com menos pesticidas e adubos químicos) e mais participativa, que agregue a comunidade local, promova a educação ambiental e a alimentar. Afirmam também que as hortas urbanas comunitárias promovem o senso de cidadania na construção de cidades mais justas e sustentáveis, assumindo, então, “a responsabilidade de cultivar a vida nos espaços mortos da cidade e incentivando o compartilhamento equitativo do espaço público pelas pessoas”(veja o manifesto do grupo Cidades comestíveis). http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/

Programas da Prefeitura de São Paulo
A cidade de São Paulo possui um Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (PROAURP - Lei 13.727/04 e Decreto 45.665/04) que incentiva a criação de hortas comunitárias e hortas caseiras para autoconsumo. Esse programa é de responsabilidade da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Vale a pena dar uma lida na lei para saber dos seus direitos: http://bit.ly/1Bshi9p
- A Lei Municipal Nº 16.212, de 10.06.2015 possibilita que ocorra a gestão participativa de praças públicas por meio de comitês formados por moradores. A Lei cria diretrizes para que uma praça possa ter uma horta comunitária e envolve na gestão desses projetos, mais ativamente, a Subprefeitura, que deve ser contatada caso um grupo esteja interessado em constituir uma horta no espaço público.

Projeto Cidades Comestíveis
Cidades Comestíveis é um projeto de que visa a estimular uma rede colaborativa de compartilhamento de recursos, conhecimentos e trabalho entre pessoas interessadas em cultivar hortas comunitárias e caseiras. 
No site da instituição, há um mapa colaborativo, em que é possível indicar e encontrar terrenos ociosos e pessoas interessadas em trabalhar, buscando incentivar e facilitar o processo de criação e manutenção de hortas comunitárias. 
Além disso, o site oferece um guia com 10 passos para quem quer criar uma horta comunitária (http://www.cidadescomestiveis.org/projeto/#ten-steps).

Um mapa
O MudaSP disonibiliza um mapa na internet, com a localização de hortas comunitárias, feiras de produtos orgânicos e restaurantes: acesse aqui

Um manual grátis, online
Para ajudar aqueles que querem desenvolver um modo de vida mais sustentável nas cidades, o coletivo mexicano Azoteas Verdes, de Guadalajara, disponibiliza gratuitamente o Manual de Agricultura Urbana, que reúne importantes dicas para a manutenção de uma horta familiar, com base em conceitos de permacultura.
O objetivo é fortalecer a ideia de soberania alimentar - direito de um povo de determinar suas próprias políticas de produção e distribuição de alimentos. 
Entre os conteúdos, estão instruções para fazer uma composteira, como lidar com o lixo orgânico e como controlar as pragas sem usar pesticidas. O conteúdo está em espanhol.
https://blogdeazoteasverdes.files.wordpress.com/2012/10/manual-agricultura-urbana.pdf

Referências
https://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/manual-de-agricultura-urbana-promove-alimentacao-sustentavel-nas-grandes-cidades/
http://www.cidadescomestiveis.org/manifesto/
http://muda.org.br/index.html
https://assementeiras.wordpress.com/2015/01/27/10-passos-para-uma-horta-comunitaria/​

11
março
2016
Sobre nossa saída para perceber a Terra: viagem do 1º EM rumo a Botucatu (SP)

"O que é uma fazenda?" nos perguntava o agricultor Paulo, da estância Demétria, em Botucatu. "Um pedaço de terra?" responderam... e se disséssemos ser  "um pedaço da Terra?" Há alguma diferença?

Entender-se como parte da Terra envolve um posicionamento ético que emerge não das especulações lógicas e racionais, mas da percepção do mundo através de um olhar qualitativo, integrador e holístico. Não é tarefa fácil.... Exige paciência, abertura, porosidade, atenção e muita observação para que algo comece a verter do fenômeno que está diante de nós, para que comecemos a "ler o livro aberto da natureza", como diria Goethe, até que ela a nós se revele, generosamente. Essa metodologia de investigação pode ser controversa, mas não há dúvidas de que seja um caminho bastante fértil para recuperarmos nossa capacidade de construir percepções do mundo (e não só repetir descobertas científicas que tornam o universo um conjunto de objetos a serem utilizados: nós separados do mundo que está a nosso serviço, ou lá, bem longe de minha realidade cotidiana).

Investigar a formação da Terra a partir de nossas observações - percebendo como uma massa rochosa é a cristalização de uma história de bilhões de anos, de movimentos, de feitos e efeitos, e que, ao percebê-lo, somos parte disso - é uma forma de buscarmos outras relações com a natureza, cujo ponto de partida é o próprio processo de percepção. As rochas deixam de ser paredes, calçadas, pias, pisos ou acidentes do relevo no meio das estradas... a fazenda deixa de ser um lugar para se plantar... São todos partes da Terra e nós, nela, ao começarmos a perceber aquilo que está para além do objeto, concreto em nossa frente, tornamo-nos responsáveis por vitalizá-la. 

É a partir do olhar que isso começa a acontecer. E não há momento escolar mais propício para isso do que um estudo de campo.

Saída envolvendo as disciplinas de Geografia, Biologia, História da Arte e Língua Portuguesa.

Texto: Professor Arthur Medeiros

7
março
2016
Há controvérsias sobre a origem da data
Enterro coletivo de vítimas do incêndio na fábrica norte americana
Manifestante sufragista (a favor do voto das mulheres) nos EUA
Passeata dos cem mil. As mulheres tiveram um papel importante no combate à ditadura
Desenho de Raul Pederneiras de 1914 retrata o movimento sufragista, por meio do qual as mulheres brasileiras reivindicavam o direito de votar
Protesto em NY

A distribuição de bombons e flores em comemoração ao Dia da Mulher pode ofender muitas mulheres. Afinal, o 8 de março seria o resultado de uma luta por melhores condições de trabalho. 

Em 1911, ocorreu um episódio conhecido como a consagração do Dia da Mulher: em 25 de março, um incêndio teve início na Triangle Shirtwaist Company, em Nova York. A fábrica tinha chão e divisórias de madeira e muitos retalhos de tecido, de forma que o incêndio se alastrou rapidamente. A maioria dos cerca de 600 trabalhadores conseguiu escapar, mas 146 morreram. Entre eles, 125 mulheres, que foram queimadas vivas ou se jogaram das janelas. Mais de 100 mil pessoas participaram do funeral coletivo. 

Esse foi mais um acontecimento que fortaleceu a organização feminina.

Na época, nos países desenvolvidos, as fábricas estavam cheias de homens, mulheres e crianças e o movimento operário reagia à exploração desenfreada organizando protestos pelo fim do emprego infantil e por melhoria de remuneração. A igualdade de gênero, porém, nunca era uma reivindicação, apesar de as mulheres não receberem o mesmo salário que os homens e sua renda ser vista como complementar à do marido ou pai. É nesse contexto de manifestação sindical e feminista que surge o Dia Internacional da Mulher. Os Estados Unidos também foram um dos palcos dessa luta, desde meados do século XIX, quando os operários organizavam greves para pressionar os proprietários das indústrias, principalmente as têxteis. 

O primeiro Dia da Mulher comemorado nos EUA foi em 3 de maio de 1908, quando “1.500 mulheres aderiram às reivindicações por igualdade econômica e política no dia consagrado à causa das trabalhadoras” (jornal The Socialist Woman). No ano seguinte, a data foi oficializada pelo partido socialista e comemorada em 28 de fevereiro. 

De fato, o Dia Internacional da Mulher já havia sido proposto em 1910, um ano antes do incêndio, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca. Clara Zetkin, militante e intelectual alemã, apresentou uma resolução para que se criasse uma “jornada especial, uma comemoração anual de mulheres”. A inspiração nas trabalhadoras do outro lado do Atlântico é explícita: para Clara, elas deveriam “seguir o exemplo das companheiras americanas”.

ORIGEM REVOLUCIONÁRIA 

Sem data definida, mobilizações anuais pelos direitos das mulheres prosseguiram em meses distintos, em diversos países. Em 8 de março de 1917, uma ação política das operárias russas contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que desencadearam na revolução de fevereiro. O líder Leon Trotsky registrou assim esse evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este 'dia das mulheres' viria a inaugurar a revolução”. 

Com as duas guerras mundiais que se seguiram, o Dia da Mulher ficou em segundo plano. Foi apenas na década de 60 que o movimento feminista retomou com força as comemorações, em meio a leituras de O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, e à fogueira de sutiãs nos Estados Unidos. 

A LUTA NOS TRÓPICOS 

No Brasil, nesse mesmo período, a direita e a esquerda viviam tensões no cenário político e manifestações como a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, com propostas absolutamente opostas às das feministas, que pregavam a legalização do aborto: a Marcha precipitaria o golpe militar de 1964 e dificultou a ascensão das organizações de mulheres. 

Mas o Brasil também tinha uma história de luta das mulheres similar à européia e à americana. No início do século XX, as mulheres e crianças constituíam quase 75% dos operários têxteis. Além de péssimas condições de higiene e longas jornadas de trabalho, elas sofriam com o assédio constante de seus patrões e também tentavam se organizar. Em 1906, o jornal anarquista A Terra Livre divulgou um texto de três costureiras que criticavam a não-adesão da categoria à greve operária: “Companheiras! É necessário que nos recusemos a trabalhar também de noite porque isso é vergonhoso e desumano. Como se pode ler um livro quando se vai para o trabalho às 7 da manhã e se volta para casa às 11 da noite?”, dizia. Essas passagens, ligadas principalmente às anarquistas, ainda são pouco conhecidas em nossa trajetória. A vertente que ganhou mais notoriedade no feminismo brasileiro foi a das sufragistas, que lutaram pelo direito a voto. Fundadoras do Partido Republicano Feminino, essas mulheres da elite nacional conseguiram sua reivindicação na Constituição de 1932, promulgada por Getúlio Vargas.

Resultado de todo esse processo, em 1975 comemorou-se o Ano Internacional da Mulher e, em 1977, a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Fruto de décadas de batalhas e séculos de opressão, a data que lembra a necessária igualdade entre homens e mulheres foi mundialmente – e finalmente – assegurada.

Referências
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/conquistas_na_luta_e_no_luto_imprimir.html
http://www.brasildefato.com.br/node/34242
http://www.cfemea.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1375:a-mulher-e-o-direito-constitucional-direitos-e-garantias-fundamentais&catid=148:direito-constitucional&Itemid=127

 

5
março
2016
ENERGIA DAS ONDAS DO MAR
postado sob física, meio ambiente

A busca por alternativas energéticas que causem menos impactos ao meio-ambiente passou a fazer parte do planejamento estratégico das nações, e o aproveitamento do potencial energético dos oceanos representa hoje uma possibilidade promissora para produzir energia limpa. Marés, ondas e correntes marinhas são recursos renováveis, cujo aproveitamento para a geração de eletricidade registra significativos avanços tecnológicos e apresenta vantagens, em termos de acessibilidade, disponibilidade e aceitabilidade, que vêm sendo propagadas pelo Conselho Mundial de Energia (2000) para o desenvolvimento de alternativas energéticas.

As chamadas “usinas de ondas”, por exemplo, aparecem experimentalmente em alguns países como Japão, Austrália, Escócia, Portugal e inclusive Brasil, buscando alternativas viáveis para a crescente demanda de energia elétrica.

Estimativas recentes indicam que a energia contida nas ondas do mar é de cerca de 10 TW (1 Terawatt = 1000 Gigawatt), equivalente a todo o consumo de eletricidade do planeta. Há, no entanto, restrições quanto ao uso de grandes áreas dos oceanos, para não prejudicar as rotas de navegação, regiões turísticas e de lazer, além dos custos ainda serem altos e haver necessidade de desenvolvimento tecnológico. Ainda assim, é significativa a quantidade de energia dos oceanos a ser convertida em eletricidade. O percentual de 10% de aproveitamento do potencial energético total das ondas, considerado realístico para as próximas décadas, representaria acréscimo da ordem de 1000 GW na matriz energética mundial.

A primeira patente sobre energia das ondas que se tem notícia, foi concedida a um senhor parisiense chamado Girard, e seu filho, no ano de 1899. A energia produzida era empregada diretamente no acionamento de bombas, serras, moinhos e outros mecanismos pesados. Em todo o mundo, mais de 1500 (um mil e quinhentas) patentes já foram registradas sobre este tema, particularmente, nos Estados Unidos e Europa.

Na invenção nacional, as oscilações do mar movimentam bombas hidráulicas, impulsionando a água de um reservatório também para girar uma turbina. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) implantaram os primeiros módulos de uma usina desse tipo no Porto de Pecém, no Ceará, em 2012. "Nessa região, as ondas são mais regulares, facilitando a geração de energia", diz o engenheiro Eliab Ricarte, da UFRJ. O mar de nossa costa poderia gerar cerca de 30 gigawatts, 10% da demanda de energia do país.

Localizada no quebra-mar do Porto de Pecém, a 60km de Fortaleza, a usina de ondas do Pecém foi a primeira na América Latina responsável pela geração de energia elétrica por meio do movimento das ondas do mar. O projeto durou pouco: foi interrompido depois de um par de anos por falta de recursos. Com tecnologia 100% nacional, o projeto dos pesquisadores da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi financiado pela Tractebel Energia, dentro do programa de P&D da Aneel, e contou com apoio do Governo do Estado do Ceará. Segundo o Diário do Nordeste, em 30/09/2014, a usina estava abandonada já havia um ano, pelo fim do contrato com a Tractebel Energia, e falta de recursos. Foram investidos 15 milhões de reais.

Além de necessitar de alterações tecnológicas, obras e mudanças no Porto auxiliaram o abandono do projeto, que se for retomado ficará em outro local. O presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni Torres, reafirmou o interesse em uma retomada: “Aproveitamos toda a estrutura criada para o desenvolvimento do petróleo e do pré-sal para criar esta tecnologia, mas temos consciência dos problemas, pois agora precisaremos de no mínimo R$ 280 milhões, para torná-la comercial.”

De acordo com Paulo Roberto da Costa, um dos pesquisadores do projeto, a grande vantagem da usina de ondas é a produção de energia renovável, sem danos ao meio ambiente. Além disso, o Brasil apresenta condições favoráveis para desenvolver tais tecnologias, como o fato de possuir uma costa extensa (cerca de 8,5 mil km) e grande parte de sua população morando em regiões litorâneas.

Funcionamento
Os custos de uma usina de ondas ainda são maiores que os das hidrelétricas, mas tendem a se reduzir com o desenvolvimento e aprimoramento progressivo da tecnologia.

Vantagens
É uma energia renovável;
Não produz qualquer tipo de poluição;
Estão menos dependentes das condições da costa.

Desvantagens
Instalações de potência reduzida;
Requer uma geometria da costa especial e com ondas de grande amplitude; Impossibilita a navegação (na maior parte dos casos); A deterioração dos materiais pela exposição à água salgada do mar


Referências
http://www.planeta.coppe.ufrj.br/artigo.php?artigo=833
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-gerar-energia-a-partir-das-ondas-do-mar
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/usina-de-ondas-do-pecem-esta-abandonada-1.1112312
http://www.crescernaengenharia.com/engenharia/geracao-de-energia-eletrica-pelas-ondas-do-mar/
http://www.fenatema.org.br/noticia/primeira-usina-de-ondas-da-america-latina-ja-gera-energia-no-ceara/5162
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/as+alternativas+da+energia/n1237597605585.html
http://milenar.org/category/1-parte-primeira/5-secao-quinta/3-energias-renovaveis/energia-das-mares/
http://oglobo.globo.com/economia/pais-corre-para-nao-perder-onda-da-energia-maritima-14070721
http://www.oceanica.ufrj.br/intranet/teses/2004_mestrado_paulo_roberto_da_costa.pdf

20
janeiro
2016
FESTA DE ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO
postado sob cidadania, cultura, música

No próximo dia 25 de janeiro, São Paulo completa 462 anos. A Secretaria Municipal de Cultura organizou uma comemoração de 3 dias de atividades, no sábado 23, domingo 24 e segunda 25. A festa terá caráter democrático, com atrações gratuitas, abrangendo todas as regiões da cidade e ocupando equipamentos culturais: teatros, centros culturais, Casas de Cultura, além de CEUS e palcos externos. 
 
No sábado, dia 23, vários shows acontecerão: Negra Li, Supla, DJ KL Jay, a dupla de irmãos Luciana Mello e Jairzinho, Karina Buhr, Raimundos, Maria Gadú, entre outros. 
Ainda no sábado, um dos destaques é o cantor Criolo, que apresenta o show “Convoque seu Buda”, no Palco Parelheiros, a partir das 18h. E serão montados palcos especiais com atrações, no Glicério [Edi Rock], na Vila Maria [Rappin Hood], e Itaquera [Mc Garden].
 
No dia 24, domingo, um dos destaques é o Trio Elétrico de Daniela Mercury, que fará uma apresentação em ritmo de pré-Carnaval, saindo da esquina das Avenidas Faria Lima e Rebouças, a partir das 16h30. E na #‎PaulistaAberta, o grupo teatral Pia Fraus encenará o espetáculo 'Bichos do Brasil'.
 
Na segunda, 25 de janeiro, dia do aniversário da cidade, o Centro Esportivo e de Lazer Tietê receberá os shows do grupo Demônios da Garoa e, na sequência, Gilberto Gil, a partir das 16h, relembrando antigos sucessos da carreira. Demônios da Garoa, conjunto que entrou, em 1994, para o Guinness Book como "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade", lembrará sucessos de Adoniran Barbosa e cantará músicas recentes que fazem parte do repertório da banda. 
 
Em parceria com a São Paulo Carinhosa, a Secretaria Municipal de Cultura oferece uma programação especial para as crianças, nas Ruas Abertas, entre elas, as Avenidas Sumaré e Paulista, que terão brincadeiras e atividades circenses, nos dias 24 e 25 de janeiro. 
 
Veja a programação completa:
http://www.guiadasemana.com.br/aniversario-de-sp
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/noticias/?p=19543

19
janeiro
2016
O MUNDO EM QUE PISAMOS

Gary Greenberg é um doutor que combina sua paixão pela arte e pela ciência, criando paisagens dramáticas de mundos escondidos.
 
Greenberg usa microscópios para revelar paisagens de mundos fora de nossa percepção cotidiana, mas com os quais convivemos todos os dias. Para ele, os segredos da natureza estão visíveis em todos os lugares, são tangíveis, mantendo-se secretos até que sejam revelados, pelo microscópio. Alcançando-os, nos conectamos com o universo.
 
Originalmente fotógrafo e cineasta de Los Angeles, Estados Unidos, aos 33 anos Greenberg iniciou o Pós-graduação em Pesquisa Biomédica, em Londres, Inglaterra. Foi professor universitário na Califórnia, nos anos 80, e na década de 90 inventou um microscópio 3D de alta definição, para o qual registrou 18 patentes nos Estados Unidos. 
 
Desde 2001, Greenberg foca seu microscópio em objetos comuns: grãos de areia, flores e comida.  Esses objetos do cotidiano assumem outra realidade quando aumentados centenas de vezes, revelando aspectos escondidos e inesperados da natureza. Pelas imagens da areia, por exemplo, nos damos conta de que, ao caminhar pela praia, pisamos sobre milhares de anos de história biológica e geológica.
 
Recentemente Greenberg fotografou a areia da Lua, trazida pela missão da Apollo 11.
Vale a pena conhecer seu trabalho, surpreender-se e deliciar-se com as imagens.


Referências:
http://sandgrains.com

7
janeiro
2016
A LISTA DE LIVROS DE 2016 ESTÁ DISPONÍVEL
postado sob Ítaca

Os pais já receberam a lista de livros para 2016 e podem adquirí-los em qualquer loja mas, se preferirem, podem encontrar a lista completa no link abaixo.

Livro Fácil

16
dezembro
2014
Pouco conhecidas, pouco consumidas e… riquíssimas em nutrientes essenciais: frutas nativas do Brasil

O açaí na tigela tornou-se famoso nos últimos anos e é largamente consumido nas cidades brasileiras, misturado com guaraná e açúcar e servido como um creme gelado ou em forma de sorvete. Poucos sabem, porém, que ele é alimento de populações indígenas e de várias regiões do Norte do Brasil, há centenas de anos: preparado tradicionalmente com farinha de mandioca ou tapioca, é servido também em forma de pirão, para acompanhar peixe assado ou camarão.

Assim como o açaí foi “descoberto” há pouco, o Brasil tem uma infinidade de outras frutas ótimas para consume mas pouco conhecidas pela maioria das pessoas.

Segundo Guilherme Domenichelli, em matéria publicada na Carta Capital (link no final desse texto):

“O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no mundo, atrás apenas da China e da Índia. Sua enorme extensão de terras férteis, o clima e a disponibilidade de água favorecem a produção de uvas, melões, mangas, maçãs e bananas. Uma boa parte é consumida internamente e outra, exportada em forma processada ou na de frutas frescas. Mas, por incrível que pareça, a grande maioria das frutas consumidas por nós consiste de itens exóticos, ou seja, que não têm origem nos biomas brasileiros. Para se ter ideia, das 20 frutas mais consumidas aqui, só três são nativas.

E estima-se que existam pelo menos 312 frutas tipicamente brasileiras, sem contar que muitas tidas como "a cara do Brasil" (como banana, laranja, manga, graviola, pinha, tamarindo, romã, acerola, jaca, jambo) não são naturais de terras brasileiras. O caso do coco, por exemplo, é muito curioso: "Para alguns pesquisadores, ele é considerado uma fruta exótica da Ásia, enquanto para outros, é uma árvore nativa da América do Sul, provavelmente no litoral Norte e Nordeste do Brasil", esclarece a professora Flávia Cartaxo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

Mas, apesar do número impressionante de nativas, apenas seis frutas brasileiras são cultivadas comercialmente em grande escala", diz o engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, coautor do livro Frutas Brasileiras Exóticas e Cultivadas. 

"Dificilmente você iria à feira livre comprar picinguaba, mangaba, camu-camu, ajuru, fruta-do-lobo, murici, umbu, jatobá ou sapota-do-solimões. Ainda que quisesse, não encontraria. Pois esses nomes “estranhos”, de que você provavelmente nunca tinha ouvido falar, são de frutas nativas, ou seja, tipicamente brasileiras. Muitas delas eram comuns no passado e hoje são raríssimas, como o oiti-da-baía, que alguns historiadores relatam ter sido uma das frutas preferidas do imperador Pedro II", afirma Domenichelli.  

 

As espécies nativas destacam-se, aí sim, como matérias-primas para a agroindústria - suco, geleias, licores, polpa, bolachas, compotas, sorvete -, indústria farmacêutica e indústria de cosmético. E muitas delas são importantes fontes de alimento para as populações de baixa renda em várias partes do país.

 

Saúde à mesa

O que não se discute, no entanto, é o bem que as frutas - nativas ou não - fazem ao nosso corpo, como fontes riquíssimas de vitaminas. 

Alimentos essenciais para o organism, devem fazer parte do cardápio de todos. Ricas em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, não têm altas taxas de gordura, sódio e calorias e são ricas em nutrientes controladores da pressão arterial. Elas também possuem antioxidantes que ajudam a prevenir o aparecimento de câncer e a retardar o envelhecimento.

As frutas que são comercializadas e consumidas hoje são resultado de pesquisas focadas em selecionar e melhorar sabores, tamanhos e tempo de duração. Melancias, abacates e mangas, entre outras, têm hoje aspectos e características bem diferentes de seus originais. As frutas nativas também poderiam passar por esses estudos – aliás, isso já aconteceu com a goiaba, aprimorada há décadas por agricultores japoneses radicados no Brasil.

Mas, quando não existe demanda em alta escala, caso das nativas brasileiras, a produção não compensa e as pesquisas não acontecem. Tornar nossas frutas comerciáveis é algo que requer tempo e investimento, mas valorizá-las proporcionará, além de tudo, a preservação dos biomas brasileiros e de suas riquezas e culturas regionais. Hoje, muitas já são usadas como verdadeiros tesouros culinários regionais no preparo de licores, doces, geleias, mingaus, bolos, sucos, sorvetes e aperitivos. Além das diversas formas de alimentos, os frutos dessas plantas podem proporcionar outros benefícios como remédios, cosméticos, fibras naturais e até artesanatos.

Com pesquisas, incentivos e investimentos, as frutas nativas poderão se tornar nova fonte de renda para populações rurais, para que, além do consumo regional, as riquezas possam chegar à mesa de todos. Quem sabe, no futuro, ao invés de uma maçã, um aluno possa presentear sua professora com um cubiu, uma grumixama ou uma mangaba? 

As 20 frutas mais consumidas no Brasil e suas origens

1. Abacate –  América Central

2. Abacaxi – Brasil

3. Banana – Sudeste Asiático

4. Caqui – Ásia

5. Coco-da-baía – origem polêmica

6. Figo – Ásia

7. Goiaba – Brasil

8. Laranja – Ásia

9. Limão – Sudeste Asiático

10. Mamão – América Tropical

11. Manga – Ásia

12. Maracujá – Brasil

13. Marmelo – Europa e Ásia

14. Maçã – Ásia

15. Melancia – África

16. Melão – Europa, Ásia e África

17. Pera – Europa

18. Pêssego – Ásia

19. Tangerina – Ásia

20. Uva – Ásia, América do Norte e Europa

 

Referências:

 http://www.cartanaescola.com.br/mobile/single/221

http://www.ibraf.org.br/news/news_item.asp?NewsID=5544

http://www.brasilescola.com/frutas/

http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/quais-frutas-sao-originais-brasil-496994.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-frutas-sao-originais-do-brasil

22
outubro
2013
Medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia
postado sob Ciências, cultura, Ítaca

Novamente temos alunos medalhistas – 7 alunos!  
A organização da olimpíada classifica os alunos pela nota das provas, em nível nacional.

Os alunos que receberão medalhas são:

BRONZE Pedro  7º

BRONZE Guilherme  

BRONZE André  8º

BRONZE Leonardo  9º

BRONZE Luana  EM

PRATA Rui  EM

PRATA Gabriel  EM

Todos os participantes receberão certificado da OBA.

Para ter mais informações sobre a Olimpíada, clique aqui.

 

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