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postado sob arte, EM, Ítaca
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Precisamos conhecer e usar o que de bom a cidade oferece; devemos nos apropriar do que é público, de maneira prazerosa, respeitosa e produtiva: parques, exposições, museus e por aí vai.

Aqui no Ítaca, fizemos incursão por um local que foi também uma novidade para todos: um fablab da prefeitura de São Paulo, no Parque da Chácara do Jóquei, vizinho ao colégio: uma oficina que oferece fabricação digital, equipada com ferramentas controladas por computador.
O acesso é livre e gratuito, e há monitores que auxiliam na empreitada (ver em:  http://fablablivresp.art.br/projetos)

Como etapa do projeto Grafite, o 3º EM foi com o professor Renato Izabela, de História da Arte, a esse fablab para recortar a laser as máscaras para a grafitagem, a partir dos desenhos feitos pelos alunos. 

Por enquanto, em processo de criação, logo teremos os resultados e mostraremos aqui também.

O QUE É UM FABLAB?

O Fab Lab Livre SP é uma rede de laboratórios públicos - espaços de criatividade, aprendizado e inovação acessíveis a todos interessados em desenvolver e construir projetos. Através de processos colaborativos de criação, compartilhamento do conhecimento, e do uso de ferramentas de fabricação digital, o Fab Lab Livre SP traz à população de São Paulo a possibilidade de aprender, projetar e  produzir diversos tipos de objetos, e em diferentes escalas.

Os laboratórios são equipados com impressoras 3D, cortadoras a laser, plotter de recorte, fresadoras CNC, computadores com software de desenho digital CAD, equipamentos de eletrônica e robótica, e ferramentas de marcenaria e mecânica. Os Fab Labs Livre SP contam com uma equipe dinâmica que incentiva o aprendizado compartilhado e a criatividade através do fazer, realizando cursos e orientando o desenvolvimento de projetos.

Frutos de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura Municipal de São Paulo e o Instituto de Tecnologia Social, os Fab Labs Livre SP são abertos e acessíveis a todas as pessoas que tenham interesse em aprender, desenvolver e construir projetos coletivos ou pessoais, envolvendo tecnologia de fabricação digital, eletrônica, técnicas tradicionais e práticas artísticas.

São oferecidas oficinas, cursos e palestras, disseminando a produção do conhecimento em tecnologia, ciência, arte e inovação. Através de um processo humanizado as atividades de ensino estimulam o compartilhamento da informação e construção coletiva de ideias. Os Fab Labs Livre SP democratizam o acesso às novas tecnologias de fabricação digital, disponibilizando à população ferramentas tecnológicas de última geração e vivência em grupo em um ambiente colaborativo e inovador.

Ao todo são doze laboratórios que integram a Rede Publica de Laboratórios de Fabricação Digital, abrangendo todas as regiões do Município de São Paulo. A rede de laboratórios Fab Lab Livre SP objetiva fomentar o desenvolvimento de ideias criativas e inovadoras que beneficiam a comunidade e o surgimento de novas oportunidades profissionais.

postado sob EF1, EF2, EM, evento

No sábado, 23, aconteceu a já tradicional festa junina do Ítaca!

Uma festa feita pela equipe da escola, com participação de pais e alunos
A ideia é que a tradição junina seja mantida e, também, haja um encontro das famílias.

Quadrilhas bem ensaidas, cantadas e dançadas por alunos de todas as idades, sob a iluminação de lanternas artesanais (a grande maioria) feitas na escola deram um encanto especial  à festa.

Comidinhas, doces e bebidas típicas – nas barracas especialmente montadas para a festa – preencheram, com alegria, todo o terreno da escola. Houve também música ao vivo, com sanfoneiro e grupo, tocando as músicas tradicionais das festas de São João.

E, mantendo o princípio da solidariedade, quem foi à festa foi convidado a fazer uma doação, depositando as fichinhas que sobraram (compradas e não utilizadas nas barraquinhas de comidas e jogoa) em uma urna na saída da festa.Essas fichinhas foram reconvertidas em dinheiro e doadas aos Médicos sem Fronteiras.

Agradecemos a todas as famílias que aqui estiveram e, também, aos ex-alunos que são e serão sempre convidados.

Abraços juninos a todos!
Equipe do Ítaca

As fotos espelham o que foi essa linda festa!!!
VEJAM AS GALERIAS COMPLETAS, NOS LINKS:
Galeria 1
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Galeria 3

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Brasília: o que existia como ambientação era isso, o horizonte do cerrado, aquele céu imenso, de modo que a arquitetura do Oscar é que criou a paisagem. Não havia paisagem, a paisagem era uma paisagem arquitetônica criada pelo gênio do Oscar com aquela beleza arquitetônica idealista dele.

 Lúcio Costa – Urbanista

 

ALGUMAS PALAVRAS

Em geral as cidades nascem para a história. No caso de Brasília, a história é que se fez cidade. (Osvaldo Orico)

Durante os anos 50, o Brasil viveu um clima de esperança presente em todas as esferas da vida político-social. A pauta central dos debates era o desenvolvimento do País, o que significava tentar superar a desigualdade social, o atraso cultural e o subdesenvolvimento econômico. Um desafio que se refletia nas posições renovadas de vários setores da sociedade civil, resultado de novos pensares, agentes sociais e aprimoramento de diferentes ramos do conhecimento. A industrialização empreendida no decorrer daquela década trouxe a ideia de modernização: tratava-se de modernizar pensamentos, hábitos, modo de vida, artes, ciências, arquitetura, as cidades. O “inchaço” dos centros urbanos começava a transformar a feição e ecoavam as palavras do então Presidente da República Juscelino Kubitscheck (1956-1960): “os ventos começam a ser propícios. O Brasil é uma nação que nasceu para ser poderosa. Nada deterá a nossa marcha”. A marcha precisava de um símbolo do desenvolvimento. Brasília, a nova capital, tomaria forma física como metassíntese ou, como diria Caetano Veloso em “Tropicália”, “o monumento de papel crepom e prata”.

Nosso convite aos alunos do 2º ano do Ensino Médio foi o de (re)conhecer a capital do País e tentar entender sua dinâmica de funcionamento, observar suas diversas dimensões, andar, olhar, conversar, vivenciar um tantinho a cidade e suas muitas populações Também estudar um pouco o entorno, na figura de cidades-satélite e do ambiente do cerrado. O projeto, multidisciplinar, envolveu Matemática, Química, Biologia, História, Geografia, História da Arte e Língua Portuguesa.

O PROJETO

1ª etapa: Pré-campo, pesquisas, seminários (em grupos) e discussões sobre temas que variam de “O cerrado, berço das águas” a “Geometria e Arquitetura”.

2ª etapa: Campo, fotos; conversas com parlamentares (como Chico Alencar (PSOL) e Alberto Fraga (DEM)); simulação de trabalho como parlamentares na Comissão do Meio Ambiente; medições e descrição do bioma cerrado; oficina de percussão fazendo soar a cultura da região...

3ª etapa: Pós-campo,  a cidade e o cerrado trazidos para o Colégio sob a forma de reportagens, criação do caderno Veredas, exposição de fotos, desenhos etc., além de outras intervenções artísticas.

POR QUE BRASIL:VEREDAS

Há as verdes veredas e, metaforicamente, há outras tantas inúmeras veredas, em muitos graus e naturezas, nessa cidade. Vejam, no verbete abaixo, se a palavra retrata ou não as várias Brasílias: do cerrado, da política, da arquitetura, do planejamento, de quem a construiu, de quem a povoa hoje...

 

Vereda

Caminho apertado (desprovido de espaço); sendeiro.

Caminho alternativo através do qual se consegue chegar mais rápido a um determinado local; atalho.

Terreno alagadiço ou brejo, normalmente localizado perto da encosta de um rio e encoberto por uma vegetação rasteira. [Regionalismo: Goiás] Grande extensão de terra plana, localizada ao longo de um rio.

[Regionalismo: Minas Gerais e Centro-Oeste] No cerrado, fluxo de água cercado por buritis (planta).

[Figurado] O direcionamento ou caminho que alguém segue em sua vida; rumo: sua vida tomou uma vereda inexplicável.

[Figurado] Circunstância; momento ou oportunidade

postado sob cinema, EF2, EM, Ítaca

Os alunos do Grêmio do Ítaca (de nome Gaia) estão reativando o Cineclube que já existiu no Colégio.

O novo Cineclube, que se chama agora Cinestesia, foi inaugurado no dia 24 de abril, com o filme Era o Hotel Cambridge. Este filme foi apresentado apenas para o EF2 e EM, pois é recomendado para maiores de 12 anos.

A reinauguração, com alunos e professores que assistiram à sessão, contou com pipoca estourada em panela e uma bela conversa com o diretor de produção do filme, André Montenegro (pai de aluno do Ítaca).

O encontro do Clube será mensal, em princípio, podendo passar a quinzenal.

O logotipo do Cinestesia foi desenhado pelo aluno Nicolas Victorino Krepischi dos Santos (2º EM) e cartazes sobre as sessões são criados e produzidos pelos próprios alunos.

postado sob EM, esporte, Ítaca

Gustavo Kodama, aluno do 2º EM, estuda no Colégio Ítaca desde 2010, quando entrou no 3º EF. 

Ele compete em torneios nacionais de tênis de mesa há tempos e vem vencendo competições nacionais e locais importantes.

Desta vez, jogando na Copa Brasil de Tênis de Mesa, em Concórdia (SC), Gustavo ficou em 1º Lugar no Absoluto B e 3º Lugar no Rating C.

Quisemos registrar aqui, para divulgar não só seu talento como também a dedicação que o move (não só no esporte: a vida escolar tem também excelente qualidade). E a isso tudo acompanhamos, com muito respeito e admiração.

postado sob EF1, EF2, EM, Ítaca

A lista de livros do Ítaca para o ano de 2018 já está disponível no terminal web. Basta fazer o login no nosso site, com sua senha. Caso seja pai de aluno do Ítaca e não possua senha, peça a sua na secretaria.

Sse for de seu interesse, o site da Livro Fácil tem a lista completa para compra no link: http://www.livrofacil.net/colegio/291/itaca . Em "código fornecido pelo colégio", coloque: Itaca2018. Em seguida, selecione o ano a cursar, e a lista aparecerá, junto com as condições de desconto e pagamento.

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O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca.
São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

O evento foi muito divertido e dinâmico e, além da apresentação de profissionais das distintas áreas, por um dia os alunos do EF1, EF2 e EM também foram professores e pesquisadores, ocupando os espaços da escola com seus trabalhos e experimentos e explicando os diversos fenômenos científicos para os visitantes.

Além do contato com uma grande riqueza de conhecimentos, o intercâmbio com profissionais das diferentes áreas colocou os estudantes em contato com a realidade da vida profissional, ajudando a refletir sobre suas possíveis carreiras.

Veja abaixo alguns temas abordados nas palestras e atividades do evento deste ano:

APRESENTAÇÃO DE ALUNOS:

Experimentos de Física e Química
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Biologia
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Ciências
Alunos do Ensino Fundamental 2

Exposição de trabalhos do EF1
1º EF: Os nossos sentidos
2º EF: Pesquisando as plantas do Ítaca
3º EF: Terrários e aquário de plantas
4º EF: Modelos de fósseis
​5º EF: Biomas brasileiros

 

APRESENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Pesquisa Científica na Antártica – Introdução Um breve histórico do continente antártico, suas peculiaridades e as pesquisas que são desenvolvidas lá, incluindo as pesquisas brasileiras.
José Roberto Machado Cunha da Silva
Prof. Dr. do Laboratório de Histofisiologia Evolutiva
Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento
Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Exercício Físico nas Doenças: Lições do Coração
Patrícia Chakur Brum
Profa. Dra. do Laboratório de Fisiologia Cel Mol. do Exercício
Escola de Educação Física e Esporte da USP

Dinâmica de Populações e Teoria do Caos
A interface entre física e biologia - particularmente ecologia. 
Prof. Fabio Stucchi Vannucchi
Físico - Docente da Unesp

Inteligência Artificial
Como a inteligência artificial está influenciando o mercado de trabalho? 
Como deverá ser o perfil profissional no futuro próximo? 
Estamos em meio a uma nova revolução industrial? 
Esta palestra não tem as respostas a todas estas perguntas, mas servirá como uma amostra do que já está acontecendo nos mercados brasileiro e global no que diz respeito à inteligência artificial e à nova economia, e como as profissões estão sendo afetadas.
Pávio Domiciano Muniz

As Ciências do Mar
As ciências do mar e a profissão do cientista do mar -  biologia marinha, ecossistemas no ambiente aquático, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Gabriela Tavares
Bacharel Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia do Mar
Mestranda em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira
Univ. Federal de SP – Campus Baixada Santista

Valorize seu Intestino: Ele Pode Ajudar a Perder Peso, Combater Alergias e Doenças Neurológicas
Caroline Marcantonio Ferreira
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas 
Laboratório Multidisciplinar em Saúde e Meio Ambiente -
Universidade Federal de São Paulo/Campus Diadema

Microscopia - "Observação do Plâncton: A vida em uma gota d'agua". Oficina com alunos dos 7º anos, orientados por Cláudia Namiki, pós-doutoranda do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo 

Você já viu uma onda sonora?
Experimento para ver ondas da frequência do som
Marcelo Nishio

Quiprocó: A Confusão Quando Não Sabemos o que Sentimos 
Sensibilizar as crianças para a identificação e compreensão dos seus sentimentos e os dos outros; trabalhar, de forma breve, a expressão de sentimentos e a resolução de problemas.
Carolina Andrade e Paula Pessoa, Psicólogas

Astronomia - observação do Sol com telescópios solares
Elysandra e Eduardo Cypriano
Astrônomos, Profs. Drs. do IAG – USP

 

A Vida das Abelhas e Muito Mais
As abelhas são de extrema importância para a polinização da grande maioria das plantas. Sendo assim, desempenham um papel fundamental na manutenção da existência da vida em nosso planeta. Existe uma grande diversidade de espécies de abelhas e na forma como se organizam socialmente, sendo, a maioria delas, solitárias. Nessa atividade apresenta-se um pouco sobre a vida das abelhas, suas sociedades e funcionamento. Será apresentado material de coleção para exemplificar a diversidade de espécies. 
Maria Cristina Arias, Profª. do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências-USP

 

DEMONSTRACÕES:

Profª. Vera Lucia Martins Oikawa

Três experimentosA água furiosa, Vulcão e Sangue de diabo ou Sangue de mentirinha

Thomaz Magalhães 
Princípios de Acústica, Aplicação do Som em Sopros, Cordas e Diferentes Tipos de Tambores

Ricardo e Fabíola Bovo Mendonça
Prof. Zoologia USP
Estande para Observação de animais – aranhas, escorpiões e outros animais

 

postado sob EM, estudo do meio, Ítaca
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O 1º ano do Ensino Médio visitou recentemente, no Vale do Ribeira (SP), uma mina de extração de minério e produção de fertilizantes, um quilombo e o Bairro da Serra e cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). 

O olhar em um cotidiano diferente, nas gentes, na natureza, nas ocupações de um Brasil tão diverso causou deslumbramentos; percepções, olhares críticos, inquietações ... e as lentes das câmeras foram revelando incômodos.

"Inquietações" é o projeto multidisciplinar que tem como ponto de partida questionamentos dos alunos, a partir da escolha de uma das muitas fotografias tiradas por eles, dentre as muitas da viagem. 

Um Fórum com todos os alunos do EM pôs na roda esses incômodos e discutiu causas, consequências, possíveis intervenções e soluções.
Para fechar o Forum, os alunos reapresentaram a peça Saltimbancos, que foi adaptada e encenada para a comunidade quilombola e para os alunos da escola EMEF Nascimento Sátivio da Silva, em Iporanga.

Inquietações - 1º Ano  Ensino Médio 2017
Professores: Arthur Medeiros (Geografia), Lucia Bon (Biologia), Cecília Jorquera (História), Renato Izabela (História da Arte), João Homero do Amaral (Química) e José Bento Neto (Língua Portuguesa).

postado sob EM, Ítaca, vestibular

OU ISTO OU AQUILO...

        Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .

e vivo escolhendo o dia inteiro!

                                           Cecília Meireles

 

Escolher não é fácil. Porque pressupõe perda ou perdas: escolher é ter, mas é também deixar de ter. E multiplicam-se as angústias no caso de uma carreira, uma profissão, um “vou ser quando crescer”: tudo tão definitivo, tão carregado de valores e de expectativas, especialmente familiares... Não é fácil: escolho com o coração ou com a cabeça; faço aquilo de que gosto ou vou ganhar bastante dinheiro (nem sempre esses dois caminhos se cruzam...); mantenho a tradição familiar ou rompo com tudo; esta ou aquela faculdade... Questões e mais questões, em um ano escolar já marcado normalmente pelas não poucas exigências dos exames vestibulares.

Como ajudar, sem ser invasivo, sem ser impositivo? Pra começar, isso não se faz de repente, na hora de se inscrever no vestibular apenas (mas também não é algo que deva habitar o universo de crianças desde sempre – a não ser, é claro, nas brincadeiras e sonhos, sem peso). Ouvir é essencial, e ouvir muitas vezes (daí que é preciso tempo...). Também oferecer horizontes e possibilidades, conhecimentos, perspectivas. Auxiliar na formulação de perguntas que o adolescente deve fazer a si mesmo; ajudá-lo a saber de si, suas dores e delícias, seus limites e desejos. Orientar na busca de informações objetivas, como cursos, grades curriculares, ocupações possíveis, mercado de trabalho. Se possível, ajudá-lo no encontro de profissionais da área, para que veja a realidade da profissão e seu dia a dia.

No Ítaca, esse processo se dá no Ensino Médio, e se acentua no 3º ano, em um apoio traduzido nas várias ações descritas acima, a partir de solicitações dos próprios alunos. Mas o que vale muito para que se efetive a ajuda é o contato próximo, um convívio real e atento com esse aluno, acompanhando-se genuinamente seu amadurecimento durante anos. Importar-se com; não apenas oferecer informações. Assim, a escola pode complementar o trabalho das famílias, nessa hora de escolhas e dúvidas e perdas e ganhos.
Assim, uma das etapas desse percurso, aqui no colégio, é o Qual é a sua?

Um encontro com as profissões

O evento ocorre normalmente na última semana de aula, em junho, e a escolha das profissões a cada ano é prerrogativa do 3º ano, mas todas as turmas EM participam: profissionais e professores universitários conversam com os grupos inscritos e a proposta é que cada um conte um pouco de suas trajetórias acadêmica e pessoal, das escolhas, das possibilidades de trabalho e remunerações no mercado, dos descaminhos e dificuldades, dos prazeres e conquistas. Além disso, muitas vezes, o profissional convida os interessados a conhecerem seu local de trabalho e um dia de sua rotina, por exemplo.

Longe de ser uma “orientação profissional” a ideia é que as conversas reflitam a diversidade das experiências, destacando os percalços, os desencontros e reencontros que podem surgir em cada projeto de vida.

Entendendo que o momento da opção profissional é recheado de incertezas e pressões, o Qual é a sua? (ao lado de várias conversas individuais entre a Coordenação EM e os alunos) tem a intenção de fornecer o máximo de elementos para que cada aluno consiga escolher seus próprios caminhos, ajustando os ponteiros de seus anseios pessoais com os das possibilidades e necessidades que a sociedade apresenta.

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De 21 a 24 de agosto, o 1º ano do Ensino Médio foi a campo estudar a região do Vale do Ribeira (SP). No roteiro, a visita a uma mina de  extração de minérios e produção de fertilizantes (Complexo Mineroquímico de Cajati – Vale); vivências em um quilombo da região e no Bairro da Serra; visitas a cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) e à Caverna do Diabo; deslumbramentos; percepções de diferentes realidades e olhares críticos, permeados ou não por lentes de câmeras... Além de muita diversão e risadaria, é claro!

Informações objetivas e reflexões 

Esse trabalho de campo representa um momento em que os adolescentes podem enfrentar mais efetivamente um cotidiano diferente, com reflexões mais fundamentadas e profundas sobre as gentes, a natureza, as ocupações, em um Brasil tão diverso. Isso se faz pela observação, pelo diálogo, pela experienciação, pela arte (os alunos, inclusive, apresentaram no Quilombo Ivaporunduva e na EMEF Nascimento Sátivio da Silva uma adaptação da peça Saltimbancos). Estabelecendo pontes entre a sua e estas novas realidades, é possível tomar consciência de um mundo em comum muito complexo, com particularidades e semelhanças e com conexões que só um mergulho nas realidades locais permite perceber. 

Mas isso não seria possível - nem tão rico - se não houvesse toda uma preparação anterior, com pesquisas e discussões pré-campo e também um produto final, chamando os alunos a partilharem o que experienciaram e contemplaram. O estudado em aula, mais as experiências do campo e os contrastes com as próprias vivências e história de cada aluno são a matéria-prima para esse produto posterior, iniciado na viagem e concluído no colégio: um fórum de discussão.

Envolvendo Geografia, Biologia, Química, História, Língua Portuguesa, Sociologia, História da Arte e Teatro, tal trabalho tem como ponto de partida o levantamento de questões pelos grupos de alunos, a partir  fotografias tiradas por eles mesmos, selecionadas das muitas produzidas durante a viagem. A partir das inquietações trazidas do campo, desenvolve-se um fórum de debates com todo o Ensino Médio (mas conduzido pelo 1ºEM), com o  objetivo de ir além da viagem e de ser mero espectador, para se buscarem entendimentos e até se protagonizarem propostas de intervenção para o que produziu impactos e incômodos. Esse fórum se realizará no colégio, na segunda quinzena de setembro.

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