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18
outubro
2017
Vivenciando as ciências

O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca. 
​São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

Veja algumas das fotos do evento.

11
outubro
2017
4ª edição do Vivenciando as Ciências - alunos viram professores por um dia

O 4º Vivenciando as Ciências aconteceu no dia 7 de outubro, sábado. Centrado em temas das Ciências da Natureza, o evento é um encontro bianual, composto de oficinas, palestras, conversas, exposições e demonstrações de experimentos, feitos por alunos, professores e pais do Ítaca.
São inúmeras atividades ligadas a distintas áreas e subáreas do conhecimento científico: física (acústica, resistência dos materiais, etc), biologia (microbiologia, botânica, etc), química, astronomia, oceanografia, medicina, ciências biomédicas, psicologia, educação, nutrição, etc.   

O evento foi muito divertido e dinâmico e, além da apresentação de profissionais das distintas áreas, por um dia os alunos do EF1, EF2 e EM também foram professores e pesquisadores, ocupando os espaços da escola com seus trabalhos e experimentos e explicando os diversos fenômenos científicos para os visitantes.

Além do contato com uma grande riqueza de conhecimentos, o intercâmbio com profissionais das diferentes áreas colocou os estudantes em contato com a realidade da vida profissional, ajudando a refletir sobre suas possíveis carreiras.

Veja abaixo alguns temas abordados nas palestras e atividades do evento deste ano:

APRESENTAÇÃO DE ALUNOS:

Experimentos de Física e Química
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Biologia
Alunos do Ensino Médio

Experimentos de Ciências
Alunos do Ensino Fundamental 2

Exposição de trabalhos do EF1
1º EF: Os nossos sentidos
2º EF: Pesquisando as plantas do Ítaca
3º EF: Terrários e aquário de plantas
4º EF: Modelos de fósseis
​5º EF: Biomas brasileiros

 

APRESENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Pesquisa Científica na Antártica – Introdução Um breve histórico do continente antártico, suas peculiaridades e as pesquisas que são desenvolvidas lá, incluindo as pesquisas brasileiras.
José Roberto Machado Cunha da Silva
Prof. Dr. do Laboratório de Histofisiologia Evolutiva
Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento
Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Exercício Físico nas Doenças: Lições do Coração
Patrícia Chakur Brum
Profa. Dra. do Laboratório de Fisiologia Cel Mol. do Exercício
Escola de Educação Física e Esporte da USP

Dinâmica de Populações e Teoria do Caos
A interface entre física e biologia - particularmente ecologia. 
Prof. Fabio Stucchi Vannucchi
Físico - Docente da Unesp

Inteligência Artificial
Como a inteligência artificial está influenciando o mercado de trabalho? 
Como deverá ser o perfil profissional no futuro próximo? 
Estamos em meio a uma nova revolução industrial? 
Esta palestra não tem as respostas a todas estas perguntas, mas servirá como uma amostra do que já está acontecendo nos mercados brasileiro e global no que diz respeito à inteligência artificial e à nova economia, e como as profissões estão sendo afetadas.
Pávio Domiciano Muniz

As Ciências do Mar
As ciências do mar e a profissão do cientista do mar -  biologia marinha, ecossistemas no ambiente aquático, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Gabriela Tavares
Bacharel Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia do Mar
Mestranda em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira
Univ. Federal de SP – Campus Baixada Santista

Valorize seu Intestino: Ele Pode Ajudar a Perder Peso, Combater Alergias e Doenças Neurológicas
Caroline Marcantonio Ferreira
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas 
Laboratório Multidisciplinar em Saúde e Meio Ambiente -
Universidade Federal de São Paulo/Campus Diadema

Microscopia - "Observação do Plâncton: A vida em uma gota d'agua". Oficina com alunos dos 7º anos, orientados por Cláudia Namiki, pós-doutoranda do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo 

Você já viu uma onda sonora?
Experimento para ver ondas da frequência do som
Marcelo Nishio

Quiprocó: A Confusão Quando Não Sabemos o que Sentimos 
Sensibilizar as crianças para a identificação e compreensão dos seus sentimentos e os dos outros; trabalhar, de forma breve, a expressão de sentimentos e a resolução de problemas.
Carolina Andrade e Paula Pessoa, Psicólogas

Astronomia - observação do Sol com telescópios solares
Elysandra e Eduardo Cypriano
Astrônomos, Profs. Drs. do IAG – USP

 

A Vida das Abelhas e Muito Mais
As abelhas são de extrema importância para a polinização da grande maioria das plantas. Sendo assim, desempenham um papel fundamental na manutenção da existência da vida em nosso planeta. Existe uma grande diversidade de espécies de abelhas e na forma como se organizam socialmente, sendo, a maioria delas, solitárias. Nessa atividade apresenta-se um pouco sobre a vida das abelhas, suas sociedades e funcionamento. Será apresentado material de coleção para exemplificar a diversidade de espécies. 
Maria Cristina Arias, Profª. do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências-USP

 

DEMONSTRACÕES:

Profª. Vera Lucia Martins Oikawa

Três experimentosA água furiosa, Vulcão e Sangue de diabo ou Sangue de mentirinha

Thomaz Magalhães 
Princípios de Acústica, Aplicação do Som em Sopros, Cordas e Diferentes Tipos de Tambores

Ricardo e Fabíola Bovo Mendonça
Prof. Zoologia USP
Estande para Observação de animais – aranhas, escorpiões e outros animais

 

25
setembro
2017
V FÓRUM  ÍTACA: Inquietações sobre o Vale do Ribeira
postado sob EM, estudo do meio, Ítaca

O 1º ano do Ensino Médio visitou recentemente, no Vale do Ribeira (SP), uma mina de extração de minério e produção de fertilizantes, um quilombo e o Bairro da Serra e cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). 

O olhar em um cotidiano diferente, nas gentes, na natureza, nas ocupações de um Brasil tão diverso causou deslumbramentos; percepções, olhares críticos, inquietações ... e as lentes das câmeras foram revelando incômodos.

"Inquietações" é o projeto multidisciplinar que tem como ponto de partida questionamentos dos alunos, a partir da escolha de uma das muitas fotografias tiradas por eles, dentre as muitas da viagem. 

Um Fórum com todos os alunos do EM pôs na roda esses incômodos e discutiu causas, consequências, possíveis intervenções e soluções.
Para fechar o Forum, os alunos reapresentaram a peça Saltimbancos, que foi adaptada e encenada para a comunidade quilombola e para os alunos da escola EMEF Nascimento Sátivio da Silva, em Iporanga.

Inquietações - 1º Ano  Ensino Médio 2017
Professores: Arthur Medeiros (Geografia), Lucia Bon (Biologia), Cecília Jorquera (História), Renato Izabela (História da Arte), João Homero do Amaral (Química) e José Bento Neto (Língua Portuguesa).

16
setembro
2017
A difícil escolha da carreira profissional
postado sob EM, Ítaca, vestibular

OU ISTO OU AQUILO...

        Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .

e vivo escolhendo o dia inteiro!

                                           Cecília Meireles

 

Escolher não é fácil. Porque pressupõe perda ou perdas: escolher é ter, mas é também deixar de ter. E multiplicam-se as angústias no caso de uma carreira, uma profissão, um “vou ser quando crescer”: tudo tão definitivo, tão carregado de valores e de expectativas, especialmente familiares... Não é fácil: escolho com o coração ou com a cabeça; faço aquilo de que gosto ou vou ganhar bastante dinheiro (nem sempre esses dois caminhos se cruzam...); mantenho a tradição familiar ou rompo com tudo; esta ou aquela faculdade... Questões e mais questões, em um ano escolar já marcado normalmente pelas não poucas exigências dos exames vestibulares.

Como ajudar, sem ser invasivo, sem ser impositivo? Pra começar, isso não se faz de repente, na hora de se inscrever no vestibular apenas (mas também não é algo que deva habitar o universo de crianças desde sempre – a não ser, é claro, nas brincadeiras e sonhos, sem peso). Ouvir é essencial, e ouvir muitas vezes (daí que é preciso tempo...). Também oferecer horizontes e possibilidades, conhecimentos, perspectivas. Auxiliar na formulação de perguntas que o adolescente deve fazer a si mesmo; ajudá-lo a saber de si, suas dores e delícias, seus limites e desejos. Orientar na busca de informações objetivas, como cursos, grades curriculares, ocupações possíveis, mercado de trabalho. Se possível, ajudá-lo no encontro de profissionais da área, para que veja a realidade da profissão e seu dia a dia.

No Ítaca, esse processo se dá no Ensino Médio, e se acentua no 3º ano, em um apoio traduzido nas várias ações descritas acima, a partir de solicitações dos próprios alunos. Mas o que vale muito para que se efetive a ajuda é o contato próximo, um convívio real e atento com esse aluno, acompanhando-se genuinamente seu amadurecimento durante anos. Importar-se com; não apenas oferecer informações. Assim, a escola pode complementar o trabalho das famílias, nessa hora de escolhas e dúvidas e perdas e ganhos.
Assim, uma das etapas desse percurso, aqui no colégio, é o Qual é a sua?

Um encontro com as profissões

O evento ocorre normalmente na última semana de aula, em junho, e a escolha das profissões a cada ano é prerrogativa do 3º ano, mas todas as turmas EM participam: profissionais e professores universitários conversam com os grupos inscritos e a proposta é que cada um conte um pouco de suas trajetórias acadêmica e pessoal, das escolhas, das possibilidades de trabalho e remunerações no mercado, dos descaminhos e dificuldades, dos prazeres e conquistas. Além disso, muitas vezes, o profissional convida os interessados a conhecerem seu local de trabalho e um dia de sua rotina, por exemplo.

Longe de ser uma “orientação profissional” a ideia é que as conversas reflitam a diversidade das experiências, destacando os percalços, os desencontros e reencontros que podem surgir em cada projeto de vida.

Entendendo que o momento da opção profissional é recheado de incertezas e pressões, o Qual é a sua? (ao lado de várias conversas individuais entre a Coordenação EM e os alunos) tem a intenção de fornecer o máximo de elementos para que cada aluno consiga escolher seus próprios caminhos, ajustando os ponteiros de seus anseios pessoais com os das possibilidades e necessidades que a sociedade apresenta.

31
agosto
2017
Petar 2017 - 1º EM faz viagem de estudo do meio

De 21 a 24 de agosto, o 1º ano do Ensino Médio foi a campo estudar a região do Vale do Ribeira (SP). No roteiro, a visita a uma mina de  extração de minérios e produção de fertilizantes (Complexo Mineroquímico de Cajati – Vale); vivências em um quilombo da região e no Bairro da Serra; visitas a cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) e à Caverna do Diabo; deslumbramentos; percepções de diferentes realidades e olhares críticos, permeados ou não por lentes de câmeras... Além de muita diversão e risadaria, é claro!

Informações objetivas e reflexões 

Esse trabalho de campo representa um momento em que os adolescentes podem enfrentar mais efetivamente um cotidiano diferente, com reflexões mais fundamentadas e profundas sobre as gentes, a natureza, as ocupações, em um Brasil tão diverso. Isso se faz pela observação, pelo diálogo, pela experienciação, pela arte (os alunos, inclusive, apresentaram no Quilombo Ivaporunduva e na EMEF Nascimento Sátivio da Silva uma adaptação da peça Saltimbancos). Estabelecendo pontes entre a sua e estas novas realidades, é possível tomar consciência de um mundo em comum muito complexo, com particularidades e semelhanças e com conexões que só um mergulho nas realidades locais permite perceber. 

Mas isso não seria possível - nem tão rico - se não houvesse toda uma preparação anterior, com pesquisas e discussões pré-campo e também um produto final, chamando os alunos a partilharem o que experienciaram e contemplaram. O estudado em aula, mais as experiências do campo e os contrastes com as próprias vivências e história de cada aluno são a matéria-prima para esse produto posterior, iniciado na viagem e concluído no colégio: um fórum de discussão.

Envolvendo Geografia, Biologia, Química, História, Língua Portuguesa, Sociologia, História da Arte e Teatro, tal trabalho tem como ponto de partida o levantamento de questões pelos grupos de alunos, a partir  fotografias tiradas por eles mesmos, selecionadas das muitas produzidas durante a viagem. A partir das inquietações trazidas do campo, desenvolve-se um fórum de debates com todo o Ensino Médio (mas conduzido pelo 1ºEM), com o  objetivo de ir além da viagem e de ser mero espectador, para se buscarem entendimentos e até se protagonizarem propostas de intervenção para o que produziu impactos e incômodos. Esse fórum se realizará no colégio, na segunda quinzena de setembro.

14
junho
2016
Um instituto de línguas indígenas do Brasil

A língua é um fator importante para a cultura e a história de um povo, constituindo sua identidade  e sendo o meio básico de organização da experiência, do conhecimento e da preservação da memória desse povo. 
Reconhecendo-se essa importância e na intenção de preservar e divulgar línguas ameaçadas de desaparecer, em 7 de março de 2013, por iniciativa de professores da Universidade de Brasília (UnB), foi criado o primeiro instituto de línguas indígenas do Brasil, chamado de Aryon Dall’Igna Rodrigues, em homenagem ao linguista paranaense e professor da UnB, falecido em 2014. Na abertura do instituto, Mauro, da etnia guarani, apresentou sua tese de mestrado, um estudo da própria língua (veja vídeo).

Segundo a professora Dra. Rosângela Corrêa, da Faculdade de Educação da UnB, o censo do IBGE realizado em 2010, apontou que a população brasileira soma 190.755.799 milhões de pessoas, sendo que 817.963 mil são indígenas, de 305 diferentes etnias. Foram registradas no país, pelo mesmo censo, 274 línguas indígenas, sendo que estima-se que, na época do descobrimento do Brasil, havia 1.300 línguas indígenas diferentes. Portanto, cerca de mil delas se perderam por diversos motivos, entre os quais a morte de tribos inteiras, em decorrência de epidemias, extermínio, escravização, falta de condições para sobrevivência e aculturação forçada.

O número de línguas indígenas ainda faladas é um pouco menor do que o de etnias, porque mais de vinte desses povos agora falam só o português, alguns passaram a falar a língua de um povo indígena vizinho e dois, no Amapá, falam o crioulo francês da Guiana. A distribuição é desigual, algumas dessas línguas são faladas por cerca de 20 mil pessoas e outras o são por menos de 20.

O tupi foi a única língua estudada nos primeiros trezentos anos de colonização. O objetivo básico dos missionários era aprendê-la e estudá-la para se comunicar com os índios e promover a catequese religiosa. O Padre José de Anchieta publicou, em 1595, uma gramática tupi. Há também estudos sobre a língua elaborados por viajantes estrangeiros, destacando-se entre eles o francês Jean de Léry.

Assim como as demais línguas do mundo, por apresentarem semelhanças nas suas origens tornam-se parte de grupos linguísticos que são as famílias língüísticas, e estas por sua vez fazem parte de grupos ainda maiores, classificadas como troncos lingüísticos. Os troncos com maior número de línguas são o macro-tupi e o macro-jê.

Há, também, línguas que não puderam ser incluídas pelos linguistas em nenhuma das famílias conhecidas, permanecendo não-classificadas ou isoladas, como as  faladas pelos índios tikúna, trumái e irântxe/munku, trumái, máku, aikaná, Arikapú, jabutí, kanoê e koaiá ou kwazá. 

Algumas línguas indígenas se subdividem em vários dialetos, como por exemplo, os falados pelos krikatí, ramkokamekrá, pükobyê, apaniekrá (Maranhão), apinayé, krahó e gavião (Pará), todos pertencentes à língua timbira.

Constituiu-se, ainda, em quase toda a Colônia, o Nheengatu (uma espécie de derivação do Tupi, também conhecida como Língua Geral ou Língua Geral do Sul), de uso massivo por indígenas e europeus ( em fins do século XVIII, seu uso foi proibido em todo o território, por ordem do primeiro-ministro português Marquês de Pombal. Obrigou-se aí ao uso exclusivo do Português).

Houve, a partir da década de 1980, um grande desenvolvimento no estudo da linguística indígena, com um maior engajamento de estudiosos do assunto, a formação de especialistas, esses últimos também envolvidos com programas para formar professores indígenas. 

A iniciativa de criação do instituto Aryon Dall’Igna Rodrigues representa uma etapa importante de afirmação de identidade para vários povos.

Referências
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/brasil-ja-teve-mais-mil-linguas-434589.shtml
https://educezimbra.wordpress.com/2016/04/09/unb-cria-o-primeiro-instituto-de-linguas-indigenas-do-brasil/
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=832:linguas-indigenas-no-brasil&catid=47:letra-l

18
maio
2016
O "plástico verde”, biodegradável

Os plásticos utilizados atualmente em sacolas, brinquedos, mesas, utensílios domésticos, garrafas, embalagens e nos mais diversos produtos ao nosso redor são de origem fóssil, ou seja, eles são derivados do petróleo.
O petróleo bruto passa por um processo de destilação fracionada, nas refinarias, e produz várias frações. Algumas dessas frações, por sua vez, passam pelo processo de craqueamento, em que moléculas de hidrocarbonetos maiores são quebradas e originam moléculas menores. Esses hidrocarbonetos de cadeias carbônicas menores passam então por reações de polimerização que resultam nesses plásticos.

Com o polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) e com o polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) (esses são os memsos dos citados acima? Entraram de repente com outro nome. Seria interessante dizer: Por sua vez, há também os...., gerados por outro processo. Com eles são fabricados....) são fabricados inúmeros objetos, como garrafas de água, refrigerantes e sucos; toalhas de mesa, sacos plásticos, cortinas para banheiro, películas plásticas, embalagens de produtos farmacêuticos e de alimentos, revestimentos de fios, cabos, tubos, brinquedos e utensílios domésticos.
O problema é que esse plástico (o PEAD? O PEBD? O de cima é biodegradável? OU são os mesmos?)) não é biodegradável (não é degradado por micro-organismos, como fungos e bactérias) e acaba permanecendo no meio ambiente por décadas e até séculos, agravando ainda mais o problema de acúmulo de lixo e poluição da água, solo e ar. 

Além disso, a extração e exploração do petróleo também gera poluição e impactos ambientais.
Como é praticamente impossível pensar no desenvolvimento de nossa sociedade sem o uso de polímeros, há algum tempo pesquisam-se alternativas a esses (é isso??) plásticos de origem fóssil.

Plástico feito com cana-de-açúcar
Uma das soluções encontradas foi o plástico verde ou polietileno verde proveniente do etanol da cana-de-açúcar. Ele tem as mesmíssimas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações do polietileno comum, com a diferença de matéria-prima utilizada na sua produção, que, em vez de ser o petróleo, é a cana-de-açúcar.
O seu processo de produção, resumidamente, é o seguinte::
1- A cana-de-açúcar é colhida e levada para as usinas, onde passa pelo processo comum de produção de álcool.
2- O álcool produzido passa por um processo de desidratação para que se obtenha o eteno.
3- O eteno é polimerizado em unidades de produção do polietileno.
4- O polietileno verde é transformado nos produtos desejados, tais como filmes para fraldas descartáveis, brinquedos, tanques de combustível para veículos e recipientes para iogurtes, leite, xampu e detergentes.

Vantagens desse plástico verde:
• Ele é 100% reciclável;
• Sua fonte de matéria-prima (cana-de-açúcar) é renovável, ao contrário do petróleo, que é finito;
• Não contribui para o acréscimo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Esse gás é o principal causador do aquecimento global e é produzido pelos combustíveis fósseis. Já no caso do plástico verde, ele pode contribuir para a redução do aquecimento global, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar realizam fotossíntese, absorvendo o CO2 da atmosfera;
• Mesmo quando incinerado, o polietileno do etanol da cana-de-açúcar é praticamente neutro em relação ao CO2. Assim, depois de usados e descartados, esses plásticos podem ser incinerados para geração de energia, economizando no uso de combustíveis fósseis.

Desvantagens:
• o polietileno verde não é reciclável, mas pode ser classificado como um bioplástico, pois, de acordo com a definição da European Bioplastics Association, plásticos produzidos a partir de fontes renováveis e/ou plásticos biodegradáveis são classificados como bioplásticos ou biopolímeros.
• para produzir o plástico verde é necessário expandir a agricultura da cana-de-açúcar, o que poderia ocupar terras que seriam utilizadas para outras culturas, além do fato de que a cana-de-açúcar já é bastante utilizada para a produção de álcool e açúcar. Estimativas apontam que um hectare de cana-de-açúcar gera três toneladas de plástico verde.
A primeira empresa produtora desse plástico foi a Brasken. Segundo alguns produtores e estudiosos do caso, a produção de matéria-prima do plástico verde é favorável e não afeta a produção de açúcar ou etanol combustível. Acredita-se  também que o desenvolvimento de novas tecnologias pode auxiliar esse processo de produção.

Filme plástico comestível
Após vinte anos de muito trabalho, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação, de São Carlos (SP),  criaram um filme plástico biodegradável que também é comestível, podendo ser utilizado no preparo de alimentos. 
A película pode ser produzida a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica possibilita que outras opções sejam desenvolvidas.
 
A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e teve investimento de R$ 200 mil. Os trabalhos foram coordenados pelos pesquisadores Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.
O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima é composta por água, polpa de frutas e verduras  é transformada em uma pasta.
Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Vantagens da película biodegradável:
• é um plástico orgânico mais resistente e tão eficiente como os convencionais
• decompõe-se em até 90 dias e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto, sem causar impactos ao meio ambiente
•  possibilidade de reduzir o desperdício de alimentos, o que auxilia no aumento da produtividade, sem precisar aumentar áreas de plantio.
• tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, pois os pesquisadores adicionaram a ele quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas,  o que aumenta o tempo de conservação dos alimentos..
• é comestível, podendo ser utilizado como alimento: “As possibilidades de uso deste material são inúmeras. Na área de alimentação, você pode fazer sushis,  podendo usar como uma cobertura de uma outra comida ou algo que possa enrolar, como os Wraps – em que se pode fazer um enroladinho com este filme comestível, como um temaki, por exemplo, já que pode-se comê-lo como a alga nori que é usada no sushi”, explica Marconsini

Desvantagens:
• é sensível à umidade, precisa estar em um ambiente seco, então pode-se usá-lo para embalar alimentos secos como frutas, hortaliças, bolachas, pães.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação a fim de demonstrar interesse na inovação.
Diversas pesquisas, com matéria-prima de origem variada, estão sendo feitas no sentido de encontrar melhores soluções para o plástico ecológico ou orgânico. A produção desse material ainda é bem limitada e dirigida basicamente para a área médica.  Alguns problemas devem ser sanados para a sua viabilidade econômica (o processo é muito caro) e ambiental (uso de grandes áreas de plantação, no caso da cana-de-açúcar).

Mas a preocupação e o investimento nessa direção prometem um grande ganho ambiental para o planeta.

Saiba mais:
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/plastico-verde.htm
http://diarioverde.com.br/2016/04/22/pesquisadores-da-embrapa-criam-plastico-oganico-comestivel-11/
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/01/pesquisadores-brasileiros-criam-plastico-comestivel-que-nao-vira-lixo.html

10
maio
2016
Matisse inspira comunicação visual no Ítaca
postado sob arte, design, Ítaca
La Danse, uma das obras mais conhecidas de Matisse (1910)
Matisse já doente, trabalhando na cama

No começo do ano, os alunos, professores, pais e funcionários tiveram a surpresa de encontrar as novas classes do pátio, feitas em contêineres, envelopadas com imagens coloridas. A ideia foi de incorporar aquele espaço ao restante das reformas feitas na escola, com um ar mais agradável e compatível com a identidade do Ítaca.

O Estúdio Infinito, estúdio de comunicação visual e design gráfico que já faz há anos a comunicação visual do Colégio baseou-se nas colagens de Henri Matisse, criou imagens vetorizadas de alguns de seus recortes e recriou essas imagens digitalmente com distintas montagens e cores.  As composições se pautaram por representar, em faces diferentes das salas, a terra, o ar e a água. As impressões foram feitas em vinil adesivo e aplicadas sobre as faces. Veja as imagens abaixo.

 

o container antes do envelopamento
Em processo...
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Desenho montado pelo Estúdio Infinito baseado em Matisse
Mais uma face desenhada
idem
Como ficou o corredor entre os 2 contêineres
Desenho da água
Desenho do ar

 

Quem foi Henri Matisse 
Henri-Émile Benoît Matisse foi um pintor, escultor e artista gráfico francês, nascido em 1869. Formou-se em Direito, em 1887, mas não exerceu a função. Aos 22 anos, mudou-se para Paris para estudar arte e matriculou-se na Academie Julian, onde foi aluno de William-Adolphe Bouguereau, e depois no ateliê do pintor Gustave Moreau.

Depois de anos de estudos, de 1900 a 1905, participou da mostra Salão dos Independentes e Salão de Outono, em Paris, e integrou o grupo dos pintores chamados fauvistas (entre eles, André Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy e Emile Othon Friesz).
O Fauvismo (do francês fauvisme, oriundo de les fauves, "as feras", como foram chamados seus pintores) foi uma escola que inovou na arte por não seguir os cânones impressionistas, utilizando cores vibrantes e livre tratamento da forma na representação do mundo, iniciando a redução da linguagem da pintura a seus meios de expressão essenciais: cor, forma e pincelada.  
Uma das obras mais conhecidas de Matisse desse período é a pintura “A Dança” (La danse).

Entre 1906 e 1912 empreendeu diversas viagens. Voltou da Argélia influenciado pelo uso decorativo da arte islâmica e introduziu o decorativismo na sua pintura. Viajou também para o Marrocos. 
A partir daí passou a ser um artista bastante divulgado e considerado e a influenciar a arte de seu tempo, com um estilo que se caracterizava pelo uso de cores em tonalidades fortes, mas ao mesmo tempo, combatida por uma parcela da burguesia francesa apreciadora de arte, que a consideravam como uma diluição da arte. Matisse criou um estilo simplificado em que o uso da cor chapada, sem nuances, é limitada pelo traço e desaparecem os volumes. 

Os "papiers collés” (papéis colados)
Em 1920 mudou-se para Nice, e passou a pintar quadros de grande riqueza cromática como na série das Odaliscas, em que aparecem mulheres semivestidas com roupas exóticas, em ambientes decorados, com flores. 
Em 1930 teve problemas de saúde, ficando proibido de usar tinta a óleo e passou a trabalhar com outros materiais como recortes de papel e carvão. Neste momento, seu trabalho torna-se cada vez gráfico.  Suas colagens, "papiers collés", ganham potência, como o que se vê nas ilustrações do livro Jazz (1947) e na série "Nu bleu" (1952), trabalhos que tornaram-se muito conhecidos.

A partir de 1941, vítima de câncer e depois de sofrer uma operação, passou depender de uma cadeira de rodas para se locomover.
Entre 1948 e 1951 dedicou-se ao projeto da capela do Rosário em Saint-Paul, perto de Vence, no sul da França, concebendo todos os detalhes, dos vitrais ao mobiliário. 
Com o agravamento de sua doença, vem a falecer em 3 de novembro de 1954, de ataque cardíaco, aos 84 anos de idade. 

Matisse tem exposição em Salvador
Coincidentemente, neste momento há uma exposição importante de Matisse no Brasil: “Henri Matisse – Jazz” chega a Salvador no dia 12 de maio de 2016, no Espaço Caixa Cultural Salvador, e fica até o dia 3 de julho, com acesso gratuito para todos os públicos. Serão exibidas 20 pranchas originais feitas especialmente para o livro Jazz, publicado em 1947.
A mostra expõe obras de arte do histórico livro Jazz, de Matisse, que foi veiculado em uma edição limitada, contendo reproduções de colagens coloridas, acompanhadas por pensamentos escritos do artista. 

Referências
http://www.henri-matisse.net
http://www.wikiart.org/en/henri-matisse/the-lute-1943
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/05/mostra-cultural-exibe-colagens-do-artista-henri-matisse-em-salvador.html
http://educacao.uol.com.br/biografias/henri-matisse.htm
http://www.moma.org/collection/artists/3832

22
abril
2016
PESSACH - Páscoa
postado sob cultura, história

(baseado em texto de Jean-Yves Leloup*)

Pessach, correspondente judaico à Pácoa cristã, é a festa da liberdade.  Começa ao pôr do sol desta sexta-feira, 22 de abril, e termina ao anoitecer de sábado, 30 de abril.

Pessah, em hebraico, quer dizer passagem. A passagem, no rio, de uma margem à outra, a passagem de um pensamento a outro, a passagem de um estado de consciência a outro. A passagem de um modo de vida a um outro modo de vida. 

A vida é uma ponte e, como diziam os antigos, não se constrói o própria casa sobre uma ponte. Temos que manter, ao mesmo tempo, as duas margens do rio – a matéria e o espírito, o céu e a terra, o masculino e o feminino – e fazer a ponte entre essas nossas diferentes partes, entendendo que estamos de passagem.

Lembrando do caráter passageiro de nossa existência, da impermanência de todas as coisas, a Páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna.

É a passagem da escravidão para a liberdade, simbolizada pela migração dos hebreus, do Egito para a terra prometida.

Veja também nossa publicação em anos anteriores:
http://itaca.com.br/noticias/post/1859

 

* Jean-Yves Leloup é um escritor, teólogo e padre ortodoxo francês. Doutor em Psicologia, Filosofia e Teologia, aborda nos seus livros, conferências e seminários um aprofundamento dos textos sagrados, assim como uma abordagem e uma reflexão sobre a espiritualidade no cotidiano.

Perito em conferências, um dos mais solicitados no continente europeu, divulga por todos os recantos do Planeta suas idéias claramente holísticas. Ele é inclusive presidente da Universidade Holística Internacional de Paris, bem como orientador do Colégio Internacional dos Terapeutas. Leloup é considerado um dos filósofos mais consagrados dos nossos dias. Ele visita freqüentemente o Brasil, geralmente durante eventos produzidos pela Universidade da Paz – Unipaz.

12
abril
2016
Os mosaicos de Zeugma
localização da cidade de Zeugma

Três novos mosaicos foram descobertos na antiga cidade grega de Zeugma, localizada às margens do Rio Eufrates, na atual província de Gaziantep, sul da Turquia, segundo anunciou, no início do mês de novembro de 2015, Kutalmýþ Görkay, diretor do projeto de escavações e professor da Universidade de Ancara.

E, apesar de esses mosaicos datarem de aproximadamente 200 a.C., estão em ótimo estado de conservação.

A cidade grega, que se chamava Seleuceia, foi fundada por Seleucus, à beira do rio Eufrates, em aproximadamente 300 a.C.,  juntamente com a cidade de Apamea, na outra margem (esta em homenagem à sua esposa persa). Seleuceia tornou-se o principal ponto de cruzamento entre as 2 margens do rio, ligando a Anatólia à Mesopotâmia. Pela sua posição estratégica, tornou-se, ainda, centro da legião romana e importante cidade de fronteira entre Ocidente e Oriente. Supõe-se que foi cena de frequentes encontros interculturais, pelo que se encontrou em suas escavações. 

Mais tarde, no século 64 a.C., o Império Romano conquistou a região e renomeou a cidade como Zeugma, que significa “ponte”, em grego antigo.  Os romanos ocuparam Zeugma até 253 d.C., quando esta caiu em decadência, após ser saqueada e tomada pelo Império Sassânida, persa.

O sítio arqueológico, hoje território da Turquia, foi descoberto em 1970 pelo alemão Jorg Wagner, e as escavações começaram a tomar corpo, sob os auspícios do Ministério da Cultura da Turquia, nas décadas de 1980/90.

Mas foi apenas em 2.000, com a construção da barragem de Birecik, que inundaria grande parte da cidade antiga, que apelos internacionais levaram à mobilização do governo turco para um projeto arqueológico emergencial que pudesse salvar e restaurar parte da história da cidade: as escavações revelaram um conjunto de 2.000 a 3.000 casas bem conservadas.

Com recursos do Ministério da Cultura e da Packard Humanities Institute, uma equipe italiana de 100 arqueólogos e 25 restauradores trabalharam exaustivamente, sob temperaturas elevadas, retirando mosaicos e afrescos que foram transferidos para o Gaziantep Museum.  Na impossibilidade de retirar todos os mosaicos, alguns deles foram protegidos com camadas de argila e outros materiais semelhantes aos utilizados na época de sua construção, depois cobertos de areia, para continuarem conservados após o alagamento provocado pela barragem.

A partir de 2005, as escavações de Zeugma e a coordenação das pesquisas ficaram a cargo do Prof. Kutalmış Görkay, da Universidade de Ankara, Departamento de Arqueologia.

O professor Kutalmış revela o caráter dos mosaicos encontrados: “Eles eram um produto da imaginação do seu dono. Não eram simplesmente ‘escolhidos a partir de um catálogo’”, explica. “Eles pensavam em cenas específicas, a fim de criar uma impressão específica. Por exemplo, se você tivesse um nível intelectual para discutir literatura, então você podia selecionar uma cena como a das três musas”.

Veja alguns dos links abaixo, que permitem aprofundar sobre o assunto, além de acompanhar alguns lindos procedimentos de restauro.

http://zeugmaarchproject.com/index.php/english/zeugma

https://dailymedia.info/stunning-2200-year-old-mosaics-discovered-ancient-greek-city-2/

http://paleonerd.com.br/2015/07/19/mosaicos-romanos-encontrados-em-zeugma-turquia/

https://dailymedia.info/stunning-2200-year-old-mosaics-discovered-ancient-greek-city-2/

http://hypescience.com/mosaicos-de-2-000-anos-de-idade-sao-descobertos-na-turquia-antes-de-serem-perdidos-em-inundacao/

11
fevereiro
2016
Escorpiões na cidade de São Paulo?

Não bastasse a preocupação com os mosquitos, começaram a ocorrer, há cerca de um ano, mais casos de aparecimento de escorpiões em residências da Grande São Paulo.

Mas calma! Não precisa se afobar. Eles não atacam à toa. Apenas se forem molestados, se se sentirem em perigo. Assim, basta ficar atento e tomar algumas precauções.

Segundo registros científicos, os escorpiões existem há mais de 400 milhões de anos e, atualmente, já estão catalogadas cerca de 1600 espécies; só no Brasil são 140 - e, dentre essas, destacamos duas, o Tityus bahiensis (escorpião marrom) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), comuns em nossa cidade.

Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, que se escondem durante o dia em locais com terra, sombreados e úmidos; troncos de árvores; pedras; tijolos; construções; frestas de muros; dormentes de estradas de ferro; lajes de túmulos, entre outros.

Para se alimentarem,  capturam e matam animais, como baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio etc. As espécies comuns em nossa cidade estão bem adaptadas ao ambiente urbano, onde seu principal alimento é a barata.Seus inimigos naturais as corujas são gaviões, sapos, algumas espécies de aranha e lagartos, entre outros.

Ciclo de vida

A fêmea é vivípara, isto é, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento efetua-se por meio de parto, sendo a gestação de 2 a 3 meses, dependendo da espécie.

Uma ninhada pode ter até 20 filhotes, os quais ficam nas costas da mãe até conseguirem se alimentar sozinhos. Os filhotes ficam adultos com cerca de um ano de idade e os escorpiões vivem em média 3 a 4 anos.

Todas as espécies podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado e só um médico poderá avaliar e tomar decisões sobre o tratamento a ser ministrado. Tais acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns na primavera e no verão.

Suas cores variam do amarelo-palha ao negro total, passando por tons intermediários, como o amarelo-avermelhado, vermelho-amarronzado, marrom e tons de verde ou mesmo de azul.

Curiosidade

Quando há falta total de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo pouca água. quase nada durante sua vida inteira.

Previna os acidentes

O ataque de um escorpião, dependendo da espécie, pode ser muito grave, até para uma pessoa adulta. Como só atacam o ser humano quando se sentem acuados, anote algumas medidas básicas para evitar acidentes:

- Sacuda e examine calçados, toalhas e roupas antes de usar;

- mantenha limpos os locais próximos a residências, como quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de lixo, folhas, entulhos e materiais de construção;

- mantenha o ambiente familiar livre de baratas, reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos, acondicionando o lixo em recipientes fechados

- não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas;

- use sempre calçados e luvas nas atividades de jardinagem;

- use telas em portas e janelas, se possível, e rolos de areia nas soleiras

- use ralos protetores;

- mantenha as camas a uma distância mínima de 10 cm das paredes.

Se encontrar um escorpião

Como veneno contra insetos não ajuda e não mata o bicho, o recomendado é que, ao se deparar com um, seja feita uma ação mecânica que mate o animal (chinelada ou batida com outro objeto pesado).

Caso necessite de orientação médica, acesse o serviço 24h do instituto Butantã, gratuito:
(11) 3723-6969
(11) 2627-9529
(11) 2627-9530
fax: (11) 2627-9528

Referências
http://www.aprag.org.br/index.php/para-o-consumidor/as-pragas-urbanas/43-para-o-consumidor/pragas-urbanas/165-escorpiao
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/index.php?p=4504
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/01/escorpioes-tiram-sono-de-moradores-de-casas-em-sao-paulo.html
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/infestacao-de-escorpiao-deve-aumentar-70-em-dois-anos=

dosite http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1499052-moradores-da-regiao-da-lapa-em-sp-reclamam-de-infestacao-de-escorpioes.shtml
5
fevereiro
2016
Carnaval de rua em SP
postado sob cultura
baressp.com.br
Bloco Vai Quem Quer, na Vila Madalena, em 2015
Amauri Nehn/PhotoRioNews
Alessandra Negrini à frente do Acadêmicos do Baixo Augusta, em 2014
Blog do Iba Mendes
Carnaval de rua em SP, no início do século 20

O Carnaval de rua de São Paulo, em 2016, oferece extensa programação promovida pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC): entre os dias 6 e 9 de fevereiro, cinco palcos distribuídos pela cidade apresentam shows musicais com artistas e bandas residentes e convidados (como o Batida DJ Set, de Portugal) além dos próprios blocos de rua.

No Carnaval do ano passado, a SMC promoveu o Baile da Batata. A ideia foi um sucesso e este ano foi replicada, com a ampliação dos palcos com shows em todas as regiões da cidade: Pirituba (zona norte), M’Boi Mirim (zona sul), Itaquera (zona leste) e Vale do Anhangabaú (centro), além do seu local original, o Largo da Batata, em Pinheiros.

No Largo da Batata, o grupo feminino Orquídeas do Brasil – nome dado por Itamar Assumpção à banda que o acompanhava no início dos anos 1990– e a cantora Anelis Assumpção, filha de Itamar, são os mestres de cerimônia e apresentam um show com músicas típicas de Carnaval. Em cada dia do feriado, revezam-se diversos artistas no local, assim como blocos carnavalescos, que também se apresentam para animar a festa.

No Vale do Anhangabaú (região central) , a programação do feriado terá uma abertura especial, dia 6, por meio de um intercâmbio inédito com o Festival Rec-Beat, que existe há mais de vinte anos e consolidou-se como um dos mais importantes festivais independentes do Brasil, promovido regularmente durante o feriado de Carnaval, no Recife.

No domingo, o palco Anhangabaú será encerrado com a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, que convida o cantor Samuel Rosa, do grupo Skank, para uma participação.. 

O palco Taipas, zona Norte de São Paulo, terá como banda residente Os Opalas, que convidam artistas como Paula Lima, Bebeto, Nereu e Sandra de Sá. A abertura é sempre com um bloco convidado.

O palco Itaquera, na zona Leste, terá a banda Glória como residente no sábado, domingo e terça-feira, recebendo convidados como Elza Soares (dia 6),  Pepeu Gomes (dia 7) e Otto (dia 9).

Em M’Boi Mirim, zona Sul, a banda Sandália de Prata, que há 10 anos transita com qualidade pelo samba-rock, gafieira e partido alto, com temperos de jazz, soul e rap, comanda o encerramento, no sábado, domingo e terça-feira, também sempre recebendo um convidado. 

No sábado, a Casa de Cultura da Freguesia do Ó (zona Norte) recebe o Bloco Urubó para um baile de Carnaval.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
http://carnavalderua.prefeitura.sp.gov.br

 

 

 

20
janeiro
2016
FESTA DE ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO
postado sob cidadania, cultura, música

No próximo dia 25 de janeiro, São Paulo completa 462 anos. A Secretaria Municipal de Cultura organizou uma comemoração de 3 dias de atividades, no sábado 23, domingo 24 e segunda 25. A festa terá caráter democrático, com atrações gratuitas, abrangendo todas as regiões da cidade e ocupando equipamentos culturais: teatros, centros culturais, Casas de Cultura, além de CEUS e palcos externos. 
 
No sábado, dia 23, vários shows acontecerão: Negra Li, Supla, DJ KL Jay, a dupla de irmãos Luciana Mello e Jairzinho, Karina Buhr, Raimundos, Maria Gadú, entre outros. 
Ainda no sábado, um dos destaques é o cantor Criolo, que apresenta o show “Convoque seu Buda”, no Palco Parelheiros, a partir das 18h. E serão montados palcos especiais com atrações, no Glicério [Edi Rock], na Vila Maria [Rappin Hood], e Itaquera [Mc Garden].
 
No dia 24, domingo, um dos destaques é o Trio Elétrico de Daniela Mercury, que fará uma apresentação em ritmo de pré-Carnaval, saindo da esquina das Avenidas Faria Lima e Rebouças, a partir das 16h30. E na #‎PaulistaAberta, o grupo teatral Pia Fraus encenará o espetáculo 'Bichos do Brasil'.
 
Na segunda, 25 de janeiro, dia do aniversário da cidade, o Centro Esportivo e de Lazer Tietê receberá os shows do grupo Demônios da Garoa e, na sequência, Gilberto Gil, a partir das 16h, relembrando antigos sucessos da carreira. Demônios da Garoa, conjunto que entrou, em 1994, para o Guinness Book como "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade", lembrará sucessos de Adoniran Barbosa e cantará músicas recentes que fazem parte do repertório da banda. 
 
Em parceria com a São Paulo Carinhosa, a Secretaria Municipal de Cultura oferece uma programação especial para as crianças, nas Ruas Abertas, entre elas, as Avenidas Sumaré e Paulista, que terão brincadeiras e atividades circenses, nos dias 24 e 25 de janeiro. 
 
Veja a programação completa:
http://www.guiadasemana.com.br/aniversario-de-sp
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/noticias/?p=19543

16
dezembro
2014
Pouco conhecidas, pouco consumidas e… riquíssimas em nutrientes essenciais: frutas nativas do Brasil

O açaí na tigela tornou-se famoso nos últimos anos e é largamente consumido nas cidades brasileiras, misturado com guaraná e açúcar e servido como um creme gelado ou em forma de sorvete. Poucos sabem, porém, que ele é alimento de populações indígenas e de várias regiões do Norte do Brasil, há centenas de anos: preparado tradicionalmente com farinha de mandioca ou tapioca, é servido também em forma de pirão, para acompanhar peixe assado ou camarão.

Assim como o açaí foi “descoberto” há pouco, o Brasil tem uma infinidade de outras frutas ótimas para consume mas pouco conhecidas pela maioria das pessoas.

Segundo Guilherme Domenichelli, em matéria publicada na Carta Capital (link no final desse texto):

“O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no mundo, atrás apenas da China e da Índia. Sua enorme extensão de terras férteis, o clima e a disponibilidade de água favorecem a produção de uvas, melões, mangas, maçãs e bananas. Uma boa parte é consumida internamente e outra, exportada em forma processada ou na de frutas frescas. Mas, por incrível que pareça, a grande maioria das frutas consumidas por nós consiste de itens exóticos, ou seja, que não têm origem nos biomas brasileiros. Para se ter ideia, das 20 frutas mais consumidas aqui, só três são nativas.

E estima-se que existam pelo menos 312 frutas tipicamente brasileiras, sem contar que muitas tidas como "a cara do Brasil" (como banana, laranja, manga, graviola, pinha, tamarindo, romã, acerola, jaca, jambo) não são naturais de terras brasileiras. O caso do coco, por exemplo, é muito curioso: "Para alguns pesquisadores, ele é considerado uma fruta exótica da Ásia, enquanto para outros, é uma árvore nativa da América do Sul, provavelmente no litoral Norte e Nordeste do Brasil", esclarece a professora Flávia Cartaxo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

Mas, apesar do número impressionante de nativas, apenas seis frutas brasileiras são cultivadas comercialmente em grande escala", diz o engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, coautor do livro Frutas Brasileiras Exóticas e Cultivadas. 

"Dificilmente você iria à feira livre comprar picinguaba, mangaba, camu-camu, ajuru, fruta-do-lobo, murici, umbu, jatobá ou sapota-do-solimões. Ainda que quisesse, não encontraria. Pois esses nomes “estranhos”, de que você provavelmente nunca tinha ouvido falar, são de frutas nativas, ou seja, tipicamente brasileiras. Muitas delas eram comuns no passado e hoje são raríssimas, como o oiti-da-baía, que alguns historiadores relatam ter sido uma das frutas preferidas do imperador Pedro II", afirma Domenichelli.  

 

As espécies nativas destacam-se, aí sim, como matérias-primas para a agroindústria - suco, geleias, licores, polpa, bolachas, compotas, sorvete -, indústria farmacêutica e indústria de cosmético. E muitas delas são importantes fontes de alimento para as populações de baixa renda em várias partes do país.

 

Saúde à mesa

O que não se discute, no entanto, é o bem que as frutas - nativas ou não - fazem ao nosso corpo, como fontes riquíssimas de vitaminas. 

Alimentos essenciais para o organism, devem fazer parte do cardápio de todos. Ricas em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino, não têm altas taxas de gordura, sódio e calorias e são ricas em nutrientes controladores da pressão arterial. Elas também possuem antioxidantes que ajudam a prevenir o aparecimento de câncer e a retardar o envelhecimento.

As frutas que são comercializadas e consumidas hoje são resultado de pesquisas focadas em selecionar e melhorar sabores, tamanhos e tempo de duração. Melancias, abacates e mangas, entre outras, têm hoje aspectos e características bem diferentes de seus originais. As frutas nativas também poderiam passar por esses estudos – aliás, isso já aconteceu com a goiaba, aprimorada há décadas por agricultores japoneses radicados no Brasil.

Mas, quando não existe demanda em alta escala, caso das nativas brasileiras, a produção não compensa e as pesquisas não acontecem. Tornar nossas frutas comerciáveis é algo que requer tempo e investimento, mas valorizá-las proporcionará, além de tudo, a preservação dos biomas brasileiros e de suas riquezas e culturas regionais. Hoje, muitas já são usadas como verdadeiros tesouros culinários regionais no preparo de licores, doces, geleias, mingaus, bolos, sucos, sorvetes e aperitivos. Além das diversas formas de alimentos, os frutos dessas plantas podem proporcionar outros benefícios como remédios, cosméticos, fibras naturais e até artesanatos.

Com pesquisas, incentivos e investimentos, as frutas nativas poderão se tornar nova fonte de renda para populações rurais, para que, além do consumo regional, as riquezas possam chegar à mesa de todos. Quem sabe, no futuro, ao invés de uma maçã, um aluno possa presentear sua professora com um cubiu, uma grumixama ou uma mangaba? 

As 20 frutas mais consumidas no Brasil e suas origens

1. Abacate –  América Central

2. Abacaxi – Brasil

3. Banana – Sudeste Asiático

4. Caqui – Ásia

5. Coco-da-baía – origem polêmica

6. Figo – Ásia

7. Goiaba – Brasil

8. Laranja – Ásia

9. Limão – Sudeste Asiático

10. Mamão – América Tropical

11. Manga – Ásia

12. Maracujá – Brasil

13. Marmelo – Europa e Ásia

14. Maçã – Ásia

15. Melancia – África

16. Melão – Europa, Ásia e África

17. Pera – Europa

18. Pêssego – Ásia

19. Tangerina – Ásia

20. Uva – Ásia, América do Norte e Europa

 

Referências:

 http://www.cartanaescola.com.br/mobile/single/221

http://www.ibraf.org.br/news/news_item.asp?NewsID=5544

http://www.brasilescola.com/frutas/

http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/quais-frutas-sao-originais-brasil-496994.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-frutas-sao-originais-do-brasil

22
outubro
2013
Medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia
postado sob Ciências, cultura, Ítaca

Novamente temos alunos medalhistas – 7 alunos!  
A organização da olimpíada classifica os alunos pela nota das provas, em nível nacional.

Os alunos que receberão medalhas são:

BRONZE Pedro  7º

BRONZE Guilherme  

BRONZE André  8º

BRONZE Leonardo  9º

BRONZE Luana  EM

PRATA Rui  EM

PRATA Gabriel  EM

Todos os participantes receberão certificado da OBA.

Para ter mais informações sobre a Olimpíada, clique aqui.

 

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