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14
agosto
2016
As mulheres nas Olimpíadas
postado sob cultura, esporte, história
foto: divulgação
Rafaela Silva vence a final e leva a medalha de ouro no Judô, na Olimpíada Rio 2016

 

Se hoje, na Olimpíada Rio 2016, estão tendo bastante destaque e representam aproximadamente 45% dos atletas, as mulheres lutaram muito para chegar  a essa posição, enfrentando dificuldades - até hoje, inclusive - no mercado de trabalho convencional: a inclusão das mulheres nos Jogos Olímpicos foi uma conquista gradual, resultado de seu novo posicionamento na nova sociedade industrializada da segunda metade do século 19 e do decorrer do século 20. 

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade 

Na Grécia Antiga, em Atenas, as mulheres tinham que andar cobertas dos pés à cabeça para não serem vistas, e não podiam participar de competições esportivas para não exporem seu corpo que, acreditava-se, devia ser reservado para a maternidade. Porém, na mesma época, os Jogos da Deusa Hera, cujos primeiros registros datam de 200 a.C. incluíam  atletas jovens e solteiras em competições a cada quatro anos, mas não conferiam a elas o status de heroínas, porque essas competições eram mais simples, não exigindo o mesmo preparo físico que os atletas masculinos, portanto elas não preencheriam os requisitos dos heróis olímpicos pelo tamanho corporal, força física, habilidades e técnicas.

O primeiro registro dos Jogos Olímpicos da Antiguidade – que eram em honra a Zeus - data de 776 a.C. Somente homens podiam competir, e as mulheres casadas eram terminantemente proibidas até mesmo de assistir, já algumas solteiras, em busca de marido, podiam ser espectadoras. 
Por outro lado, existe a hipótese de que a proibição da presença passivo-ativa feminina nas chamadas Panaceias (primeiros eventos esportivos do planeta, eram organizados a cada quatro anos para que os competidores se reunissem e celebrassem os Deuses) tivesse perfil político: para os gregos, apenas os cidadãos tinham direito à vida pública - como participar de eventos esportivos ou assistir a eles - e, para ser um cidadão grego era necessário, entre outros quesitos, guerrear; como as mulheres não desempenhavam essa função, sua participação aos jogos era vetada, restando-lhes naquela sociedade o direito de serem mães.


Já em Esparta, a vida era diferente da vida de Atenas: homens e mulheres recebiam a mesma educação. E esse modelo conferiu às espartanas características distintas: eram audazes, realizadoras, mais autoritárias e independentes, ou seja, qualidades necessárias para mulheres que permaneciam longos períodos sem a presença do marido, que precisava se dedicar ao exército.É interessante observar que as primeiras mulheres atletas vieram de Esparta, particularmente porque os espartanos acreditavam que as mulheres que eram saudáveis tinham condicionamento físico e se exercitavam regularmente teriam filhos saudáveis.


Participação das mulheres nos Jogos Olímpicos e Jogos Heranos
A primeira mulher que triunfou nos Jogos Olímpicos antigos foi a princesa espartana Kyniska. Ela não competiu, mas era a criadora dos cavalos de raça que foram vencedores nos Jogos de 396 a.C. e de 392 a.C.


Os Jogos Olímpicos da Antiguidade duraram 12 séculos, até serem abolidos, em 393, pelo imperador romano cristão Teodósio II, devido ao mau relacionamento entre gregos e romanos, à brutalidade e corrupção que reinava durante os Jogos, mas também porque ele acreditava que tais festivais eram pagãos. Alguns anos mais tarde, o estádio de Olímpia, onde aconteciam as competições, foi arrasado e os campos olímpicos destruídos. 

O Renascimento dos Jogos: tradição mantida 

Durante a Idade Média, os eventos públicos ainda eram apenas para os homens, porém as mulheres participavam de jogos com bolas. A partir do século XII, época do Feudalismo marcada pelas Cruzadas promovidas pela Igreja Católica, a mulher nobre desenvolveu várias habilidades como ler, escrever, caçar com falcões, jogar xadrez, contar estórias, responder questões com sagacidade, cantar, tocar instrumentos e dançar, apesar de ainda subjugada pelo marido ou, quando solteira, pelo parente homem próximo. Todas elas, nobres ou não, eram excluídas das atividades de lazer e esportivas.

No final do século XVIII e início do XIX, os cavalheiros ingleses levavam suas esposas para assistirem a torneios de boxe e corridas de cavalos, entre outros eventos. As mulheres praticavam boliche, cricket, bilhar, arco e flecha, jogos rudimentares de futebol e atividades na neve

As Olimpíadas ficaram desaparecidas por quase mil anos, até que alguns aficionados pelos Jogos Olímpicos da Antiguidade resolveramreavivá-las, nos séculos 18 e 19, em vários países europeus. Alguns desses empreendimentos foram bem sucedidos, outros não. 

Os Jogos Olímpicos da Modernidade

Em 1881, Ernst Curtius, um arqueólogo alemão que dirigia um grupo de pesquisa, descobriu as ruínas do estádio de Olímpia. Essa descoberta foi um dos fatores que evocaram no barão Pierre de Coubertin um interesse especial nos Festivais Olímpicos do passado, a ponto de, em 1892, ele propor um festival esportivo internacional que foi inicialmente mal recebido. 

Depois de anos defendendo essa ideia, em 1894, falando na Sorbonne, em Paris, num encontro com representantes de nove países, incluindo os Estados Unidos e a Rússia, ele argumentou e propôs o renascimento dos Jogos Olímpicos numa escala internacional. Com a aprovação dos ouvintes, ele fundou o Comitê Olímpico Internacional (COI) para organizar os Jogos Olímpicos e elaborar as regras para os eventos . 

A primeira Olimpíada moderna ocorre em Atenas, em 1896, por decisão de Coubertin, e vetou-se a participação feminina. Mas a grega Stamata Revithi desrespeitou a decisão e decidiu correr o percurso de 42 km da maratona, um dia depois da prova oficial masculina. Terminou quatro horas e meia depois da largada e este ato provocou o início da inserção feminina nos Jogos Olímpicos. 

Como consequência, as mulheres começaram a marcar presença olímpica oficialmente em Paris-1900, mesmo contra a vontade do Barão de Coubertin e ainda com pouca expressão numérica: Eram 22 mulheres e 997 homens, competindo em cinco esportes - tênis, vela, críquete, hipismo e golfe. A tenista britânica Charlotte Cooper deixou a sua marca, ao ganhar, nesta edição, o primeiro ouro olímpico feminino da história.
Elas usavam vestido com anáguas, meias com cinta-liga e chapéus, para competir no tênis, no golfe e no críquete, esportes liberados por serem mais bonitos e não exigirem contato físico.

Na edição seguinte, 1904, em Saint Louis, nos Estados Unidos, o número de mulheres diminuiria bastante: apenas 6 para 645 homens. Nos anos seguintes, 1908 e 1912, a média de mulheres aumentaria novamente: pouco mais de 30, 40 participantes para uma média de 2 mil homens. 

Os Jogos Olímpicos ficaram suspensos por oito anos devido à I Guerra Mundial. Em 1920, as Olimpíadas de Antuérpia, na Bélgica, marcaram o retorno dos Jogos e também a estreia do Brasil, mas ainda sem representantes femininas brasileiras. 
Nosso país teve sua primeira participação em 1920, mas apenas em 1932 uma mulher, a nadadora Maria Lenk, comporia sua delegação. Ela representou não apenas a primeira mulher brasileira, mas a primeira mulher sul-americana a participar de uma Olimpíada. Maria Lenk não conseguiu medalhas, mas sua participação em várias edições do evento foi memorável, e nas preparações para as Olimpíadas de 1940 quebraria recordes mundiais. Infelizmente, em razão da II Guerra Mundial, as Olimpíadas de 1940 foram canceladas.  

O patrocínio sempre foi um fator decisivo para a participação da mulher atleta nos Jogos Olímpicos e as mulheres tiveram dificuldades até ganhar credibilidade e romper a barreira machista dos comitês locais e de patrocinadores. As viagens eram proibitivas para as mulheres antes de conquistar patrocinadores, uma vez que, mesmo quando tinham um trabalho fora de casa, ganhavam menos do que os homens, não podendo arcar com as viagens.  A expressividade de sua participação ocorreu, enfim, apenas a partir da década de 80. 
A primeira medalha feminina só veio para o Brasil em Atlanta -1996, quando foi introduzido a categoria vôlei de praia. Jaqueline Silva e Sandra Pires ganharam a medalha de ouro, numa final inédita entre duplas brasileiras. E foi apenas em 2008 que veio a primeira medalha de ouro feminina em prova individual, conquistada por Maureen Maggi, no salto em distância. 

No século XXI, nota-se que as mulheres têm participação muito próxima da masculina nos Jogos Olímpicos, rompendo longo processo de discriminação pelos homens. A grande diferença porcentual entre atletas masculinos e femininos foi reduzida neste século, como resultado da evolução social, e hoje elas representam quase a metade do número total de atletas nas competições, obtendo resultados importantíssimos e ganhando respeitabilidade.


Veja os dez momentos inesquecíveis protagonizados pelas mulheres nos Jogos Olímpicos  (por rio2016.com)

1.  As mulheres participaram pela primeira vez dos Jogos em Paris - 1900, quatro anos depois dos homens, com 22 atletas competindo em cinco esportes: tênis, vela, críquete, hipismo e golfe. A tenista britânica Charlotte Cooper deixou a sua marca ao ganhar, nesta edição, o primeiro ouro olímpico feminino da História

Charlotte Cooper (Foto: COI)

 

2.  Em Tóquio -1964, a ginasta ucraniana Larisa Latynina subiu pela 18ª vez ao pódio - marca que lhe rende, até hoje, o título de maior medalhista olímpica entre as mulheres. Foram nove ouros no total.

Larisa Latynina, ao centro (Foto: COI)

 

3.  Nos Jogos Cidade do México - 1968, foi a vez de a velocista mexicana Enriqueta Basilio fazer história como a primeira mulher a acender a pira olímpica, na cerimônia de abertura dos Jogos.

Enriqueta Basilio (Foto: COI)

 

4. O hipismo é o único esporte olímpico em que as mulheres competem diretamente com os homens por medalhas. Em Munique - 1972, a alemã Liselott Linsenhoff tornou-se a primeira mulher a vencer uma prova contra os homens, na competição de adestramento.

Liselott Linsenhoff , à direita (Foto: COI)

 

5. Aos 14 anos, a romena Nadia Comaneci alcançou uma conquista inédita nos Jogos Montreal – 1976: a primeira apresentação perfeita de ginástica artística, recebendo nota 10 de todos os jurados nas barras assimétricas. O feito foi tão surpreendente, que o placar não estava preparado para exibir todos os dígitos da nota - no lugar de 10,00, apareceu 1,00.

Nadia Comaneci (Foto: Getty Images)

 

6.  Em Los Angeles - 1984, a marroquina Nawal El Moutawakel tornou-se a primeira mulher africana e muçulmana campeã olímpica da História, após vencer a prova dos 400m com barreiras. Para homenageá-la, o rei do Marrocos decretou que todas as meninas nascidas naquela data seriam batizadas com seu nome. Atualmente, Nawal é presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Rio - 2016.

Nawal El Moutawakel (Foto: Getty Images/ Tony Duffy)

 

7.  No mesmo ano, a arqueira neozelandesa Neroli Fairhall ficou mundialmente conhecida como a primeira atleta paraplégica a participar dos Jogos Olímpicos.

Neroli Fairhall (Foto: COI)

 

8. Já para o Brasil, a primeira medalha olímpica feminina veio em forma de dobradinha nos Jogos Atlanta – 1996: Sandra Pires e Jacqueline Silva subiram ao topo do pódio após vencer a final contra outra dupla brasileira - Mônica Rodrigues e Adriana Samuel - no vôlei de praia, garantindo-se, assim, ouro e prata para o país. 

Sandra Pires e Jaqueline Silva (Foto: Getty Images/Doug Pensinger)

 

9. As mulheres estrearam nos ringues de boxe, em Londres - 2012, quando a britânica Nicola Adams tornou-se a primeira campeã olímpica do esporte, ao vencer a chinesa Ren Cancan na final da categoria até 51 kg. Ganhou status de heroína nacional.

Nicola Adams, à esquerda (Foto: Getty Images / Scott Heavey)

 

10. Também em Londres - 2012, uma chinesa de 16 anos roubou a cena na natação. Além de quebrar o recorde mundial nos 400m medley feminino, Ye Shiwen surpreendeu o mundo ao nadar os 50 metros finais mais rápido que o astro norte-americano Ryan Lochte, campeão na mesma prova. Foram 17 centésimos de diferença.

Ye Shiwen, à direita (Foto: Getty Images/Clive Rose)
2
agosto
2016
Uma obra de design: a tocha olímpica
postado sob cultura, design, esporte
foto divulgação
foto divulgação

 

A chama olímpica é um importante símbolo dos Jogos. Representa a paz, a união e a amizade. A tocha é usada para passar a chama de um condutor para o outro, durante um contínuo revezamento, até o acendimento da pira na cerimônia de abertura do evento.

Como é tradição, a tocha olímpica foi acesa na cidade de Olímpia, na Grécia, e trazida ao Brasil de avião, passando de tocha em tocha até ser utilizada para acender a pira olímpica na abertura dos jogos, seguindo-se um rígido protocolo. De Olímpia ao Maracanã, a chama passará por cerca de 12 mil tochas durante o revezamento, percorrendo aproximadamente 500 municípios.

O design da tocha para os Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016 é muito sofisticado e complexo e foi concebido em apenas dois meses. A equipe dos designers Gustavo Chelles e Romy Hayashi, que foi responsável pelo projeto, imergiu na história olímpica e brasileira e desenvolveu 200 conceitos diferentes até chegar ao modelo apresentado, que venceu um concurso.

“Esse prazo era relativamente curto. O modelo da tocha tem de ser bem aceito por culturas diferentes”, comentou Chelles. “A tocha tem de representar muito bem os valores olímpicos, mas também ter a cara do Rio e do Brasil”, afirma Beth Lula, diretora de Marcas do Comitê Rio-2016.

 

O grande diferencial desse design de tocha está no momento do “beijo” – quando uma tocha encosta na outra para transmitir a chama olímpica durante o revezamento. Nesse instante, ela ganha cores e movimento.

“Quando acionamos o gás, ela se abre e revela cores que remetem ao País”, destaca Gustavo. “Começa com uma cor que remete ao solo do Brasil e ao calçadão de Copacabana, passa pelas ondas do mar do nosso litoral com o azul, vai se esverdeando como nossas matas, e termina com um amarelo que representa tanto o sol quanto o ouro olímpico.”

foto divulgação

Ela também é ecologicamente correta, feita com uma estrutura de alumínio reciclado. 

Algumas curiosidades
– A tocha pesa cerca de 1,5kg e tem 69cm.
– Ela será conduzida no total por 12 mil pessoas.
– Percorrerá 36 mil km (20 mil por terra e 16 mil de avião).
– A tocha é como um isqueiro gigante: tem um combustível líquido e um sistema que o transforma em gás para a queima.
 – O revezamento da tocha, com a participação de diversas pessoas, surgiu em Berlim, em 1936.
– A tocha navegou no espaço e passou debaixo d’água, em 2000. Nesse ano, os jogos foram disputados em Sydney (Austrália).
– A chama apaga sim. Ela pode apagar e isso acontece diversas vezes, mesmo sendo projetada para que não aconteça.
– Uma série de lanternas muito parecida com lampiões também são acesas com o mesmo fogo sagrado, numa espécie de backup do fogo original. Assim no caso de apagar, pode ser acesa com o mesmo fogo do ritual da Grécia.
– Ela é vigiada 24h por dia, inclusive enquanto ‘dorme’ em hotéis
– A primeira vez que um brasileiro carregou a tocha foi em 1992. Lara de Castro, uma estudante de educação física, então com 19 anos, venceu um concurso e teve a felicidade de levá-la.
– A última pessoa que leva a tocha e que consequentemente acende a pira é mantida em segredo e revelada apenas instantes antes, na abertura da Olimpíada.
– As pessoas que carregam as tochas podem comprá-las. Apenas os condutores tiveram a oportunidade de comprar a tocha olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro 2016. Quem optou por adquiri-la, teve que desembolsar R$1.985,90. Quem foi convidado pelos patrocinadores ganhou o objeto, já que as empresas fizeram o pagamento antecipado da tocha.

Representações na tocha Rio 2016:
– O Céu - O ponto mais alto da Tocha Olímpica é representado pelo Sol, que, assim como o brasileiro, brilha e ilumina por onde passa. Sua cor remete ao ouro, símbolo da conquista máxima dos Jogos.
– As Montanhas - A beleza natural do Rio, expressa nas curvas verdes de seus morros e vales.
– O Mar - Ondulações azuis, orgânicas e fluidas representam o mar, tão presente nas paisagens do Brasil e do Rio.
– O Chão - Nossa terra, que faz parte da nossa história. Representada pelo calçadão de Copacabana, o pedacinho de chão mais famoso do Brasil.

 PILARES
– Espírito Olímpico - Presente na textura triangular que remete aos 3 valores Olímpicos (excelência, amizade e respeito) e no efeito de flutuação dos segmentos, inspirado nos corpos dos atletas voando no ar.
– Diversidade Harmônica - Um eixo multicomposto expressa união e diversidade, com partes individuais que formam um conjunto. Energia Contagiante - Os segmentos se abrem e liberam energia para o momento do beijo (quando a chama passa de uma tocha para outra).
– Natureza Exuberante - Recortes revelam as formas orgânicas da natureza do Rio e as cores do Brasil.

 referências
https://www.rio2016.com/tocha-sobre
http://design.ind.br/sn/
http://www.designbrasil.org.br/design-em-pauta/tocha-olimpica-de-2016-inova-ao-ganhar-cores-e-movimento/ http://www.designergh.com.br/2015/07/o-design-da-tocha-dos-jogos-olimpicos.html http://thehypebr.com/2015/07/08/projeto-da-tocha-olimpica-do-rio-de-janeiro-2016/ http://torrestem.com.br/especial-tocha-olimpica-4/

 

29
outubro
2015
Uma novíssima olimpíada: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI)
- veja como foi
postado sob cultura, esporte, história

Aconteceu, de 23 de outubro a 01 de novembro de 2015, em Palmas, capital do estado de Tocantins, a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), sob iniciativa do Ministérios dos Esportes, Agricultura, Defesa e Cultura, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, da Prefeitura de Palmas, do governo do estado do Tocantins, e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

O evento mundial foi consequência de uma versão nacional dos jogos, que vem acontecendo desde 1996, organizada por grupos de indígenas brasileiros.

Em entrevista à agência da ONU, o ministro dos Esportes, George Hilton, destacou a importância do evento para aproximar as populações indígenas do resto da sociedade brasileira.
Segundo o ministro, a realização dos JMPI é uma maneira de incluir as demandas das etnias indígenas brasileiras no contexto dos grandes eventos esportivos que o país tem sediado desde 2007. “Fechamos esse ciclo também com as comunidades indígenas por entender que, além de ser um esporte de inclusão social, tem um apelo muito forte para integrar os povos, para levantar bandeiras importantes que as comunidades indígenas têm”, afirmou. Para Hilton, os Jogos permitem dar visibilidade à situação dos povos indígenas: "o desafio é que não só o evento esportivo possa integrar essas comunidades do mundo inteiro, mas sirva também como um fórum de discussão de outras conquistas pleiteadas por essas comunidades". 
O ministro também afirmou que o governo está atento a questões de inclusão, como a presença das mulheres e deficientes físicos nas competições.

Os jogos congregaram cerca de 2,3 mil atletas indígenas de 22 etnias brasileiras e de mais 23 países, com o lema “Em 2015, somos todos indígenas”. 
Veja os países participantes:
    •    Argentina
    •    Bolívia
    •    Brasil
    •    Canadá
    •    Chile
    •    Colômbia
    •    Costa Rica
    •    Estados Unidos
    •    Etiópia
    •    Filipinas
    •    Finlândia
    •    Gambia
    •    Guatemala
    •    Guiana Francesa
    •    México
    •    Mongólia
    •    Nicarágua
    •    Nova Zelândia
    •    Panamá
    •    Paquistão
    •    Paraguai
    •    Peru
    •    Rússia
    •    Uruguai
O evento foi composto majoritariamente por esportes indígenas, e dividido em:
- jogos tradicionais, em caráter de demonstração,
- jogos nativos, de integração
- esportes ocidentais competitivos, com a proposta de promover a unificação das etnias e dos povos indígenas.

“Estamos vindo para apresentar a cultura e mostrar que somos bons nos esportes, inclusive no esporte não indígena. Hoje recebemos material esportivo e vamos treinar mais futebol e corrida. O mundo todo vai conhecer a cultura Xerente”, garantiu, na abertura do evento, o vice-coordenador esportivo da delegação para os Jogos, Silvino Sirwãwe Xerente.

Além dos indígenas das Américas, também estiveram presentes povos da Nova Zelândia, Congo, Mongólia, Rússia e Filipinas. Do Brasil, cerca de 23 etnias estavam inscritas para participar da competição. Nos primeiros três dias de evento, todas as etnias brasileiras e estrangeiras participaram de atividades como passeios pelos pontos turísticos de Palmas, como forma de ambientação e integração.

O Comitê de Acolhida às Delegações contou com o apoio de lideranças do povo Xerente, anfitrião dos JMPI. O povo Xerente vive a 70 quilômetros ao norte da cidade sede dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), entre os rios Tocantins e do Sono. Nas aldeias que circundam o munícipio de Tocantínia, 50 atletas dessa etnia se prepararam para competir em diversas modalidades.

Não faltaram oportunidades para os participantes apresentarem suas habilidades. Os jogos de integração, com esportes tradicionais praticados pela maioria dos povos indígenas brasileiros, envolveram modalidades como arremesso de lança, arco e flecha, cabo de força, canoagem, corrida de cem metros, corrida de fundo e corrida com tora. 

Os jogos de demonstração apresentam modalidades que são particulares de cada povo, ou seja, praticados e disputados por integrantes da própria etnia. O objetivo é incentivar o resgate às práticas tradicionais.

Os JMPI são uma oportunidade única de difundir a prática de esportes entre os indígenas brasileiros e de difundir as modalidades típicas já existentes entre eles. 


Saiba mais:

http://alfarrabioteske.blogspot.com.br/2015/10/o-que-vi-ouvi-e-senti-na-abertura-dos-i.html​
http://www.jmpi2015.gov.br
https://www.facebook.com/JogosMundiaisDosPovosIndigenas/
http://nacoesunidas.org/onu-e-governo-do-brasil-reunem-etnias-de-22-paises-nos-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/
http://nacoesunidas.org/brasil-e-onu-lancam-a-primeira-edicao-dos-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/=

25
junho
2014
Museu do Futebol homenageia centenário da Seleção Brasileira

Por ocasião da Copa do Mundo, sediada no Brasil, e da vinda de muitos torcedores estrangeiros para o país, o Museu do Futebol (SP) inaugura um espaço (Lounge) em homenagem ao centenário da Seleção Brasileira e tem uma programação especial para o período, com saraus de poesia, audiovisuais, performances litarárias, lançamentos de livros, oficinas, jogos educativos e outras atividades. 

Além disso, tematividades relativas a outros países que participam da Copa e transmissão dos jogos, que não os do Brasil.

As atividades serão gratuitas e o lounge funcionará de terça a domingo, das 10 às 20 h (até dia 13 de julho) e das 10 às 17h (de 15/07 a 03/08), com entrada independente do Museu do Futebol.

 

PROGRAMAÇÃO LOUNGE 100 ANOS DE SELEÇÃO BRASILEIRA

Exibição de jogos da Copa

13/6 - 13h: México e Camarões
14/6 - 13h: Grécia e Colômbia; 16h: Uruguai e Costa Rica; 19h: Inglaterra e Itália
15/6 - 13h: Suíça e Equador; 16h: França e Honduras; 19h: Argentina e Bósnia
17/6 - 13h: Bélgica e Argélia; 19h: Rússia e Coreia do Sul
18/6 - 13h: Austrália e Holanda; 16h: Espanha e Chile; 19h: Camarões e Croácia
19/6 - 16h: Uruguai e Inglaterra
20/6 - 13h: Itália e Costa Rica; 16h: França e Suíça
21/6 - 13h: Argentina e Irã
22/6 - 13h: Bélgica e Rússia; 19h: Estados Unidos e Portugal
24/6 - 13h: Itália e Uruguai // Costa Rica e Inglaterra; 17h: Japão e Colômbia// Grécia e Costa do Marfim
25/6 - 13h: Argentina e Nigéria // Bósnia e Irã; 17h: Equador e França//Honduras e Suíça
26/6 - 13h: Portugal e Gana // EUA e Alemanha; 17: Coreia e Belgica//Argélia e Rússia
28/6 (Oitavas de final – jogos a definir)
29/6 (Oitavas de final – jogos a definir)

ATIVIDADES EDUCATIVAS E EXIBIÇÃO DE FILMES RAROS DO ACERVO DA TV GLOBO

O Lounge exibirá filmes do “Baú da Memória”, vídeos raros da TV Globo sobre a seleção brasileira.
Esse filme estará disponível ao público no momento em que não houver programação. As manhãs serão dedicadas a atividades educativas oferecidas pelo Núcleo de Ação Educativa do Museu.

SARAUS DE POESIA

20/06 – 20h às 21h Campeonato de poesia ZAP - com diferentes poetas do coletivo ZAP (Zona Autônoma da Palavra), que declamam poemas e o público atua como jurado.
21/06 – 20h: Futebol e Hai Kai - uma homenagem à comunidade japonesa, que há mais de 100 anos trouxe esse gênero poético para as terras brasileiras.
22/06 – 15h às 16h: Bate-papo com Marcelino Freire Agitador cultural, escritor e poeta radicado em São Paulo, Marcelino trata do futebol destacando a poesia de suas expressões e o drama social contido no jogo.
29/06 – 19h às 21h: Sarau Curta Poesia - Grupo de jovens que realizam o programa Curta Poesia! do canal fechado Canal Curta. Realizam seus saraus no bairro do Butantã e farão uma edição especial no Lounge.

MOSTRA DE FILMES

Relação de filmes que marcaram a produção audiovisual brasileira e internacional sobre futebol.
11/06 – 19h às 22h: Esperando Telê seguido de conversa com diretores. 
24/06 – 19h às 21h: João Saldanha.
27/06 – 20h: Deuses do Brasil, documentário BBC sobre Pelé e Garrincha.

INTERVENÇÕES E PERFORMANCES ARTÍSTICAS

21/06 – 18h30 às 20h: Homenagem a Gilberto Mendes – uma instalação audiovisual com músicas e histórias do compositor de música erudita que, aos 92 anos, assistiu a todas as Copas do Mundo. 
27/06 – 15h às 16h: Sarau do Charles Com experiência em números cômicos e acrobáticos, os palhaços do Sarau recuperam números esquecidos da história do circo e retomaram, especialmente para o Futebol das Artes, o número histórico do Futebol dos Palhaços. 
28/06 – 15h às 16h: Família na Copa – Performance de artistas que retratam os mais variados tipos de torcedores que freqüentam os estádios de futebol.

A HORA DE...

Os escritores José Santos e Selma Maria junto com outros participantes contam histórias relacionadas aos países participantes das Copas. 
10/06 – 14h às 15h: Hora de...Coréia 
14/06 – 15h às 16h: Hora da...Grécia 
14/06 – 18h às 19h: Hora de...Itália 
15/06 – 18h às 19h: Hora de...Argentina 
18/06 – 18h às 19h: Hora de...língua espanhola
24/06 – 16h às 17h: Hora de...Bairro Vila Madalena 
25/06 – 19h às 20h: Hora de papos de Futebol, samba, jongo e futebol: Vagner Dias 
27/06 – 19h às 20h: Hora de...Minas Gerais 
29/06 – 15h às 18h: Hora de.. Ricardo Azevedo, autor de livros sobre futebol

CAIXINHA DE SURPRESAS

Performance artística que faz uso de uma caixa ambulante com textos e objetos, convidando o público a participar de temas variados. 12/06 – 11h às 12h: Caixinha de Surpresas Seleção. 
22/06 – 18h às 19h: Caixinha de Surpresas Portugal.

LANÇAMENTOS DE LIVROS

Para celebrar o aquecimento do mercado editorial no período da Copa, abriremos espaço para lançamentos de livros e encontros com autores. 
15/06 – 11h às 13h: Lançamento de livro Poesia Querido Ronaldo (editora FTD). 
19/06 – 18h Lançamento do livro Craques do Traço (Ed. Panini), com a participação dos chargistas JAL e Gualberto Costa, autores do projeto, já estão preparando novo livro para a coleção que mostrará os grandes craques sob o mesmo tema do traço dos artistas gráficos. 
25/06 – 19hs : Lançamento Coletivo: 
a. De Charles Miller à Gorduchinha - A Evolução Tática em 150 anos de história, de Darcio Ricca; 
b. Sete décadas de futebol, de Milton Bigucci; 
c. Mulheres na Copa e na Cozinha, de Silvia Bruno Securato;
d. O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas; e Jovens craques do Brasil futebol clube, de Nereide Schilaro;
f. Para entender o Brasil, o País do futebol, de Mouzart Benedito. 
26/06 – 15h às 16h: Lançamento livro FTD. 
29/06 – 15h às 18h: Lançamento coletivo livro infanto juvenil + Homenagem a Ricardo Azevedo.

O Museu fica na Praça Charles Muller, no Estádio do Pacaembu.

Para consultar a programação atualizada:
www.museudofutebol.org.br
www.facebook.com/museudofutebol

 

 

 

 

7
maio
2014
Floorball: um novo esporte no Ítaca
postado sob esporte, Ítaca, Novidades

A ABF (Associação Brasileira de Floorball) em conjunto com a Escola de

Aplicação, da Universidade de São Paulo, está fazendo um projeto de difusão
do esporte em colégios da cidade de São Paulo.
O Colégio Ítaca, entre outras escolas privadas e públicas da cidade, está
recebendo equipamentos e treinamentos da ABF, para oferecer o esporte a
alunos de diversas idades.

O Floorball é uma modalidade de jogo criada na década de 1950, nos Estados
Unidos, como alternativa ao hóquei, que depende de saber patinar e é um
esporte muito violento. O novo jogo também nasceu como uma modalidade
coletiva, praticada em pista coberta e seu objetivo é colocar uma bola
plástica na baliza contrária ao respectivo time, usando-se um taco leve.
Ambas as equipas têm cinco jogadores de campo e um guarda-redes.


O primeiro campeonato de Floorball aconteceu em Michigan, EUA, em 1962. Em
poucos anos alcançou grande impacto também em outros países, adquirindo
características próprias, com aspectos técnicos e táticos que o diferenciam
do hóquei. O jogo chegou à Europa no final dos anos sessenta e, na década de
1970, os suecos desenvolveram o esporte, tornando-se desde então o país com
maior tradição na modalidade. A partir dessa época, começou a ser mais
difundido nos colégios e entre jovens esportistas do mundo todo, recebendo
diferentes nomes: Plasticbandy, Softbandy, Floorbandy, Innebandy,
Floorhockey, entre outros, para diferencia-lo bem do hóquei.  Finalmente
passou a ser chamado Floorball ou Unihockey.

Atualmente a modalidade é praticada em vários países no mundo, tais como,
Suécia, Austrália, Japão, Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Brasil,
Argentina, Chile, Coreia, Rússia, entre outros, e conta já com 3.200 clubes
e mais de 250.000 jogadores licenciados em todo o mundo.Agora, o Floorball
acaba de ser aceito como membro provisório no GAISFO (Organização
Internacional de Modalidades Olímpicas), responsável pelas Olimpíadas e
pelos Jogos Mundiais. 

Pela sua fácil jogabilidade e falta de violência, o Floorball contagia
crianças, jovens, adultos, homens e mulheres, e a cada dia que passa
torna-se mais popular e interessante.


www.floorball.org
http://www.floorball.com.br
http://apfball.wordpress.com/historia-do-floorball/=

 

Abaixo, final mundial Suécia X Finlândia

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