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Em abril, os alunos do 6º ano exploraram o centro da cidade de São Paulo e visitaram o cemitério, onde puderam ver túmulos de figuras célebres da cultura brasileira, como Monteiro Lobato e Marquesa dos Santos, além de conhecer obras de arte, como as esculturas de Victor Brecheret, que pontuam alguns túmulos de ilustres famílias paulistanas.

Os alunos também fotografaram, exercitando seu olhar e revelando particularidades de cada um.

Veja nas galerias:
- Saída do 6º A 
- Saída do 6º B
- Seleção de fotografias dos alunos do 6º A
​- Seleção de fotografias dos alunos do 6º B

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Brasília: o que existia como ambientação era isso, o horizonte do cerrado, aquele céu imenso, de modo que a arquitetura do Oscar é que criou a paisagem. Não havia paisagem, a paisagem era uma paisagem arquitetônica criada pelo gênio do Oscar com aquela beleza arquitetônica idealista dele.

 Lúcio Costa – Urbanista

 

ALGUMAS PALAVRAS

Em geral as cidades nascem para a história. No caso de Brasília, a história é que se fez cidade. (Osvaldo Orico)

Durante os anos 50, o Brasil viveu um clima de esperança presente em todas as esferas da vida político-social. A pauta central dos debates era o desenvolvimento do País, o que significava tentar superar a desigualdade social, o atraso cultural e o subdesenvolvimento econômico. Um desafio que se refletia nas posições renovadas de vários setores da sociedade civil, resultado de novos pensares, agentes sociais e aprimoramento de diferentes ramos do conhecimento. A industrialização empreendida no decorrer daquela década trouxe a ideia de modernização: tratava-se de modernizar pensamentos, hábitos, modo de vida, artes, ciências, arquitetura, as cidades. O “inchaço” dos centros urbanos começava a transformar a feição e ecoavam as palavras do então Presidente da República Juscelino Kubitscheck (1956-1960): “os ventos começam a ser propícios. O Brasil é uma nação que nasceu para ser poderosa. Nada deterá a nossa marcha”. A marcha precisava de um símbolo do desenvolvimento. Brasília, a nova capital, tomaria forma física como metassíntese ou, como diria Caetano Veloso em “Tropicália”, “o monumento de papel crepom e prata”.

Nosso convite aos alunos do 2º ano do Ensino Médio foi o de (re)conhecer a capital do País e tentar entender sua dinâmica de funcionamento, observar suas diversas dimensões, andar, olhar, conversar, vivenciar um tantinho a cidade e suas muitas populações Também estudar um pouco o entorno, na figura de cidades-satélite e do ambiente do cerrado. O projeto, multidisciplinar, envolveu Matemática, Química, Biologia, História, Geografia, História da Arte e Língua Portuguesa.

O PROJETO

1ª etapa: Pré-campo, pesquisas, seminários (em grupos) e discussões sobre temas que variam de “O cerrado, berço das águas” a “Geometria e Arquitetura”.

2ª etapa: Campo, fotos; conversas com parlamentares (como Chico Alencar (PSOL) e Alberto Fraga (DEM)); simulação de trabalho como parlamentares na Comissão do Meio Ambiente; medições e descrição do bioma cerrado; oficina de percussão fazendo soar a cultura da região...

3ª etapa: Pós-campo,  a cidade e o cerrado trazidos para o Colégio sob a forma de reportagens, criação do caderno Veredas, exposição de fotos, desenhos etc., além de outras intervenções artísticas.

POR QUE BRASIL:VEREDAS

Há as verdes veredas e, metaforicamente, há outras tantas inúmeras veredas, em muitos graus e naturezas, nessa cidade. Vejam, no verbete abaixo, se a palavra retrata ou não as várias Brasílias: do cerrado, da política, da arquitetura, do planejamento, de quem a construiu, de quem a povoa hoje...

 

Vereda

Caminho apertado (desprovido de espaço); sendeiro.

Caminho alternativo através do qual se consegue chegar mais rápido a um determinado local; atalho.

Terreno alagadiço ou brejo, normalmente localizado perto da encosta de um rio e encoberto por uma vegetação rasteira. [Regionalismo: Goiás] Grande extensão de terra plana, localizada ao longo de um rio.

[Regionalismo: Minas Gerais e Centro-Oeste] No cerrado, fluxo de água cercado por buritis (planta).

[Figurado] O direcionamento ou caminho que alguém segue em sua vida; rumo: sua vida tomou uma vereda inexplicável.

[Figurado] Circunstância; momento ou oportunidade

postado sob EF1, estudo do meio, Ítaca

O estudo do meio dos alunos do 6º ano, realizado entre os dias 18 e 20 de outubro, para São Luiz do Paraitinga, envolveu história, lazer e muito aprendizado, além de momentos inesquecíveis, regados a folclore, contação de histórias e festa popular. Conhecer a cidade é reencontrar uma parte da vida da região, valorizada pelos moradores locais. Conversar, ouvir causos, caminhar tranquilamente, conhecer uma fazenda colonial, aprender a fazer paçoca, praticar a dança Moçambique e observar a arquitetura da cidade ajudam na preservação da memória e na recuperação do patrimônio, processo que se evidencia na restauração dos prédios e das fachadas. 

Aliado ao projeto desenvolvido na cidade, a visita ao Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar compreende os estudos de ciências e biologia, com ampla amostragem de Mata Atlântica, numa área belíssima do maior parque desse bioma no Brasil, com direito a trilha e banho em duas lindas cachoeiras.

Acompanhados das professoras Lívia e Luana, e sob supervisão da Uggi – Educação Ambiental, nesses três dias, nossos alunos aprenderam muito, mas aproveitaram ainda mais! 

 

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As chamadas cidades “históricas” mineiras são marcos de desenvolvimento de sua época, pois o ouro e o diamante alavancaram a prosperidade das artes tanto quanto a qualidade de vida. 

Manifestações artísticas na escultura e pintura são marcos do Barroco mineiro e posteriormente do Rococó.  Grandes artistas e seus discípulos nos legaram seus trabalhos através de obras extensas que encantam por sua expressão e qualidade. O estilo das artes mineiras é próprio e não uma simples cópia de seus predecessores do velho mundo. 

Os literatos mineiros souberam contar sua sociedade e seus costumes sob as rígidas regras do estilo barroco e, mais tarde, como neoclássicos, “habitaram a Arcádia” com seus poemas campestres e prazerosos. O Barroco mineiro é, assim, uma vasta realidade a ser constatada através da interligação de disciplinas como Artes, Geografia, História e Português. 

Em contraste com esse universo, Inhotim se insere como um templo da arte contemporânea no país, encravado no coração do Barroco mineiro. 

Nesta viagem de estudo do meio de quatro dias, nossos alunos, guiados pela Uggi – Educação ambiental e acompanhados por professores do Ítaca, vivenciam essa junção de passado e futuro, num mergulho profundo em considerável parte da Cultura Brasileira, em localidades que estão além da história, uma vez que são consideradas centros culturais arquitetônicos de rara composição urbana e originalidade de projetos. 

As fotos desta matéria foram feitas pela Lara Gurianova de Araújo, aluna da turma.

 

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postado sob EM, estudo do meio, Ítaca
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O 1º ano do Ensino Médio visitou recentemente, no Vale do Ribeira (SP), uma mina de extração de minério e produção de fertilizantes, um quilombo e o Bairro da Serra e cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). 

O olhar em um cotidiano diferente, nas gentes, na natureza, nas ocupações de um Brasil tão diverso causou deslumbramentos; percepções, olhares críticos, inquietações ... e as lentes das câmeras foram revelando incômodos.

"Inquietações" é o projeto multidisciplinar que tem como ponto de partida questionamentos dos alunos, a partir da escolha de uma das muitas fotografias tiradas por eles, dentre as muitas da viagem. 

Um Fórum com todos os alunos do EM pôs na roda esses incômodos e discutiu causas, consequências, possíveis intervenções e soluções.
Para fechar o Forum, os alunos reapresentaram a peça Saltimbancos, que foi adaptada e encenada para a comunidade quilombola e para os alunos da escola EMEF Nascimento Sátivio da Silva, em Iporanga.

Inquietações - 1º Ano  Ensino Médio 2017
Professores: Arthur Medeiros (Geografia), Lucia Bon (Biologia), Cecília Jorquera (História), Renato Izabela (História da Arte), João Homero do Amaral (Química) e José Bento Neto (Língua Portuguesa).

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De 21 a 24 de agosto, o 1º ano do Ensino Médio foi a campo estudar a região do Vale do Ribeira (SP). No roteiro, a visita a uma mina de  extração de minérios e produção de fertilizantes (Complexo Mineroquímico de Cajati – Vale); vivências em um quilombo da região e no Bairro da Serra; visitas a cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) e à Caverna do Diabo; deslumbramentos; percepções de diferentes realidades e olhares críticos, permeados ou não por lentes de câmeras... Além de muita diversão e risadaria, é claro!

Informações objetivas e reflexões 

Esse trabalho de campo representa um momento em que os adolescentes podem enfrentar mais efetivamente um cotidiano diferente, com reflexões mais fundamentadas e profundas sobre as gentes, a natureza, as ocupações, em um Brasil tão diverso. Isso se faz pela observação, pelo diálogo, pela experienciação, pela arte (os alunos, inclusive, apresentaram no Quilombo Ivaporunduva e na EMEF Nascimento Sátivio da Silva uma adaptação da peça Saltimbancos). Estabelecendo pontes entre a sua e estas novas realidades, é possível tomar consciência de um mundo em comum muito complexo, com particularidades e semelhanças e com conexões que só um mergulho nas realidades locais permite perceber. 

Mas isso não seria possível - nem tão rico - se não houvesse toda uma preparação anterior, com pesquisas e discussões pré-campo e também um produto final, chamando os alunos a partilharem o que experienciaram e contemplaram. O estudado em aula, mais as experiências do campo e os contrastes com as próprias vivências e história de cada aluno são a matéria-prima para esse produto posterior, iniciado na viagem e concluído no colégio: um fórum de discussão.

Envolvendo Geografia, Biologia, Química, História, Língua Portuguesa, Sociologia, História da Arte e Teatro, tal trabalho tem como ponto de partida o levantamento de questões pelos grupos de alunos, a partir  fotografias tiradas por eles mesmos, selecionadas das muitas produzidas durante a viagem. A partir das inquietações trazidas do campo, desenvolve-se um fórum de debates com todo o Ensino Médio (mas conduzido pelo 1ºEM), com o  objetivo de ir além da viagem e de ser mero espectador, para se buscarem entendimentos e até se protagonizarem propostas de intervenção para o que produziu impactos e incômodos. Esse fórum se realizará no colégio, na segunda quinzena de setembro.

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