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29
dezembro
2015
RECEITA DE ANO NOVO
postado sob Literatura

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 ANDRADE, Carlos Drummond -  Receita de Ano Novo. Editora Record. 2008.

10
junho
2015
10 de junho -  Dia da Língua Portuguesa
http://pt.bab.la/noticias/idiomas-do-mundo.html

O Dia da Língua Portuguesa é comemorado em 10 de junho, por ser o dia em da morte de Luiz Vaz de Camões (1524-1580). Considerado um dos maiores poetas da história lusitana, foi autor de obras memoráveis como “Os Lusíadas”. 

A língua Portuguesa tem sua origem no latim vulgar – o latim falado, que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao sudoeste da Península Ibérica, a partir de 218 a.C.

Atualmente, segundo dados da ONU, pelo menos 235 milhões de pessoas têm o português como primeira língua, em oito países que vão das Américas à Ásia. Mais de 80% desses falantes são brasileiros. Entretanto, muitos falantes do português vivem fora dos países lusófonos em nações da Europa e nos Estados Unidos. Não oficialmente, o português é falado por uma pequena parte da população em Macau, no estado de Goa, na Índia, e na Oceania.

É o quinto idioma mais falado do planeta e o terceiro entre as línguas ocidentais, ficando atrás somente do inglês e do castelhano. É a língua oficial em diversos países como: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e, ainda, Timor-Leste após sua independência. Por toda a importância dada à língua portuguesa, seu ensino agora é bastante valorizado nos países que compõem o Mercosul.

texto editado a partir do site da Portoweb

28
maio
2015
bonecos, poesias, pedrinhas, brinquedos, livros!
postado sob arte, Ítaca, Literatura

“Os brinquedos de sensações fazem parte da natureza humana. Já os brinquedos invisíveis são aqueles que estão diante dos nossos olhos, mas só encontramos com atenção e observação.”

Mãe de ex-alunos do Ítaca, a artista plástica e educadora paulistana Selma Maria Kuasne coleciona bonecos, poesias, pedrinhas e brinquedos -visíveis e invisíveis. Sua pesquisa sobre a cultura da infância longe dos centros urbanos chegou até o sertão de Minas Gerais, onde cresceu o escritor Guimarães Rosa (1908 - 1967), nas cidades de Codisburgo, Morro da Garça e Três Marias.

Selma Maria, é arte-educadora, escritora e artista plástica. Trabalha no educativo do Museu da Casa Brasileira, onde atua com várias instituições de ensino, entre elas a Fundação Casa.

Tem dez livros infanto-juvenis publicados no Brasil que ganharam editais federais PNBE, PNAIC  e estaduais PROAC.

Faz palestras, dá cursos sobre poesia e o brincar na infância de vários países.

Vejam entrevista e mais: 
http://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/selmamaria/
http://www.bloguito.com.br/divertido-bate-papo-com-a-escritora-selma-maria
https://www.facebook.com/selmamariak

 

7
novembro
2014
ÍTACA, poema de Constantino Kavafis

 

Se partires um dia rumo à Ítaca 
Faz votos de que o caminho seja longo 
repleto de aventuras, repleto de saber. 
Nem lestrigões, nem ciclopes, 
nem o colérico Posidon te intimidem! 
Eles no teu caminho jamais encontrarás 
Se altivo for teu pensamento
Se sutil emoção o teu corpo e o teu espírito. tocar
Nem lestrigões, nem ciclopes 
Nem o bravio Posidon hás de ver
Se tu mesmo não os levares dentro da alma
Se tua alma não os puser dentro de ti. 
Faz votos de que o caminho seja longo. 
Numerosas serão as manhãs de verão 
Nas quais com que prazer, com que alegria 
Tu hás de entrar pela primeira vez um porto 
Para correr as lojas dos fenícios 
e belas mercancias adquirir. 
Madrepérolas, corais, âmbares, ébanos 
E perfumes sensuais de toda espécie 
Quanto houver de aromas deleitosos. 
A muitas cidades do Egito peregrinas 
Para aprender, para aprender dos doutos. 
Tem todo o tempo ítaca na mente. 
Estás predestinado a ali chegar. 
Mas, não apresses a viagem nunca. 
Melhor muitos anos levares de jornada 
E fundeares na ilha velho enfim. 
Rico de quanto ganhaste no caminho 
Sem esperar riquezas que Ítaca te desse. 
Uma bela viagem deu-te Ítaca. 
Sem ela não te ponhas a caminho. 
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te. 
Ítaca não te iludiu 
Se a achas pobre. 
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência. 
E, agora, sabes o que significam Ítacas. 

Constantino Kabvafis (1863-1933) 
in: O Quarteto de Alexandria - trad. José Paulo Paz.

10
setembro
2014
E esse numerão do código de barras???  O que é?

Os 13 dígitos estão agrupados em cinco blocos e cada um deles está separado do anterior por uma guia. Este número vem sempre precedido pelas siglas ISBN. Veja o significado de cada grupo:

  1. O primeiro é um número de 3 dígitos que identifica o livro como produto. Até hoje são usados os códigos 978 e 979.

  2. O segundo bloco, chamado de Identificador de grupo, identifica o grupo nacional, geográfico ou linguístico do editor. Ao Brasil, corresponde o número 85.

  3. O terceiro é o prefixo editorial, que pode identificar uma editora concreta ou ser um prefixo coletivo, como o outorgado aos autores-editores.

  4. o quarto corresponde ao Número de título, que identifica o título específico ou a edição de una obra.

  5. O quinto e último grupo corresponde ao Dígito de verificação. Consta de um só dígito, e garante a correta utilização de todo o sistema.

     

PARA QUE SERVE O ISBN

Criado inicialmente em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972,
o ISBN - International Standard Book Number - é um sistema usado
mundialmente, que identifica numericamente os livros segundo o título, o
autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição.
O sistema é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta e
delega poderes às agências nacionais. No Brasil, a Fundação Biblioteca
Nacional representa a Agência Brasileira desde 1978, com a função de
atribuir o número de identificação aos livros editados aqui. 
A partir do número gerado é que se cria o código de barras que identifica
uma publicação (é exatamente aquele número que aparece junto do código de
barras). Esse número especifica o país, idioma, editora, publicação, etc.
Assim podemos saber de onde vem um livro e em qual idioma está escrito,
dependendo dos primeiros números do código antes do hífen (o código do
Brasil é 85).
A partir de 1º de janeiro de 2007, o ISBN passou de dez para 13 dígitos, de
modo a aumentar a capacidade do sistema, devido ao crescente número de
publicações, com diferentes edições e formatos. Essa é a diferença entre o
ISBN-10 e o ISBN-13.
Também existem outros códigos, tais como ISMN, para a música; ISAN, para os
filmes, games e meios audiovisuais; ISSM, para periódicos e revistas, e até
o ASIN, código que a loja virtual Amazon usa para identificar seus produtos.

Para mais informações, acesse o site da Agência Brasileira do ISBN:
http://www.isbn.bn.br/website/

Mais referências:
http://www.cbl.org.br
http://blog.ludoeducativo.com.br/o-que-e-o-isbn/=
http://www.bibliofiloenmascaradhttp://www.bibliofiloenmascarado.com/2010/12/23/el-isbn-se-privatiza-en-espana/o.com/2010/12/23/el-isbn-se-privatiza-en-espana/

28
agosto
2014
Um livro sobre plantas medicinais do Acre impresso em papel sintético???????

Fotos do lançamento do livro no Parque Laje, Rio de Janeiro, em 18/07/2014 
Midia Ninja - Creative commons

Pois é! Essa solução servirá para manter o livro Una Isĩ Kayawa por mais tempo, nas condições adversas da floresta:umidade, barro, etc. Foi usado o Vitopaper, material produzido pela empresa Vitopel e originalmente desenvolvido por Sati Manrich, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos, SP (UFSCar), com apoio da Fapesp.

O plástico é proveniente de embalagens e depois é higienizado e moído. Em seguida, são adicionadas algumas partículas minerais para a obtenção de propriedades – como brilho, brancura, contraste, dispersão e absorção de luz – e resistência mecânica à tração e dobras.A mistura é colocada em uma máquina extrusora a altas temperaturas, onde se funde e depois transforma-se em uma folha fina, semelhante a um papel fabricado com celulose, que será cortada.

Segundo o fabricante, para cada tonelada de Vitopaper produzido, são retirados das ruas e lixões 750 quilos de resíduos plásticos, e cerca de 30 árvores deixam de ser derrubadas.

O livro Una Isĩ Kayawa, lançado recentemente em várias cidades do Brasil, propõe-se a preservar o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido oralmente há séculos pelos pajés do povo indígena Huni Kuĩ (também conhecidos pelos nomes de “Kaxinawá”), grupo mais numeroso do Acre, que vive à beira do rio Jordão. Sua presença vai até parte do Peru. No Brasil, somam mais de 7 mil indivíduos, divididos em 12 diferentes terras. O “livro da cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias de uma dessas terras indígenas que se estende pelo rio Jordão.

Chamado de “Livro da Cura” e produzido pelo Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IJBRJ) e pela Editora Dantes, ele descreve 109 espécies da terapêutica indígena, em uma tiragem de 3.000 exemplares em papel comum, couchê, e mais 1.000 no papel sintético, destinado exclusivamente às aldeias indígenas.

O projeto foi idealizado pelo pajé Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru, que morreu pouco tempo antes de a obra ser concluída. A pesquisa e a organização das informações levaram dois anos e meio e foram coordenadas pelo botânico Alexandre Quinet, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

“O pajé Ĩka Muru era um cientista da floresta, observador das plantas. Há mais de 20 anos ele vinha reunindo esse conhecimento até então oral, em seus caderninhos. Buscando informações com os mais antigos e transmitindo para os aprendizes de pajé. Ele tinha o sonho de registrar tudo em um livro impresso, como os brancos fazem, e deixar disponível para as gerações futuras”, contou Quinet. O “Livro da Cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias das terras indígenas que se estendem pelo rio Jordão.

Todo o conteúdo do livro, que apresenta não apenas as plantas medicinais, mas também um pouco da cultura do povo Huni Kuĩ, como hábitos alimentares, músicas e concepções sobre doença e espiritualidade, está escrito em “hatxa kuĩ” – a língua falada nas aldeias do rio Jordão – e traduzido para o português.

“O objetivo inicial do pajé Ĩka Muru era criar um material de ensino para aprendizes de pajé, visando a facilitar a localização das plantas nos jardins medicinais. Mas o livro também tem o objetivo de difundir a cultura da tribo  e a importância de sepreservar a floresta de forma ampla. Buscaram o Jardim Botânico para que esse conhecimento pudesse ser universalizado dentro de bases científicas”, disse Quinet.

Referências:
http://agencia.fapesp.br/19667
https://www.facebook.com/UnaIsiKayawa?fref=ts​
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/jardim-botanico-do-rio-lanca-livro-de-plantas-medicinais-em-tribo-no-acre,1654b87cd9106410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

 

25
junho
2014
Museu do Futebol homenageia centenário da Seleção Brasileira

Por ocasião da Copa do Mundo, sediada no Brasil, e da vinda de muitos torcedores estrangeiros para o país, o Museu do Futebol (SP) inaugura um espaço (Lounge) em homenagem ao centenário da Seleção Brasileira e tem uma programação especial para o período, com saraus de poesia, audiovisuais, performances litarárias, lançamentos de livros, oficinas, jogos educativos e outras atividades. 

Além disso, tematividades relativas a outros países que participam da Copa e transmissão dos jogos, que não os do Brasil.

As atividades serão gratuitas e o lounge funcionará de terça a domingo, das 10 às 20 h (até dia 13 de julho) e das 10 às 17h (de 15/07 a 03/08), com entrada independente do Museu do Futebol.

 

PROGRAMAÇÃO LOUNGE 100 ANOS DE SELEÇÃO BRASILEIRA

Exibição de jogos da Copa

13/6 - 13h: México e Camarões
14/6 - 13h: Grécia e Colômbia; 16h: Uruguai e Costa Rica; 19h: Inglaterra e Itália
15/6 - 13h: Suíça e Equador; 16h: França e Honduras; 19h: Argentina e Bósnia
17/6 - 13h: Bélgica e Argélia; 19h: Rússia e Coreia do Sul
18/6 - 13h: Austrália e Holanda; 16h: Espanha e Chile; 19h: Camarões e Croácia
19/6 - 16h: Uruguai e Inglaterra
20/6 - 13h: Itália e Costa Rica; 16h: França e Suíça
21/6 - 13h: Argentina e Irã
22/6 - 13h: Bélgica e Rússia; 19h: Estados Unidos e Portugal
24/6 - 13h: Itália e Uruguai // Costa Rica e Inglaterra; 17h: Japão e Colômbia// Grécia e Costa do Marfim
25/6 - 13h: Argentina e Nigéria // Bósnia e Irã; 17h: Equador e França//Honduras e Suíça
26/6 - 13h: Portugal e Gana // EUA e Alemanha; 17: Coreia e Belgica//Argélia e Rússia
28/6 (Oitavas de final – jogos a definir)
29/6 (Oitavas de final – jogos a definir)

ATIVIDADES EDUCATIVAS E EXIBIÇÃO DE FILMES RAROS DO ACERVO DA TV GLOBO

O Lounge exibirá filmes do “Baú da Memória”, vídeos raros da TV Globo sobre a seleção brasileira.
Esse filme estará disponível ao público no momento em que não houver programação. As manhãs serão dedicadas a atividades educativas oferecidas pelo Núcleo de Ação Educativa do Museu.

SARAUS DE POESIA

20/06 – 20h às 21h Campeonato de poesia ZAP - com diferentes poetas do coletivo ZAP (Zona Autônoma da Palavra), que declamam poemas e o público atua como jurado.
21/06 – 20h: Futebol e Hai Kai - uma homenagem à comunidade japonesa, que há mais de 100 anos trouxe esse gênero poético para as terras brasileiras.
22/06 – 15h às 16h: Bate-papo com Marcelino Freire Agitador cultural, escritor e poeta radicado em São Paulo, Marcelino trata do futebol destacando a poesia de suas expressões e o drama social contido no jogo.
29/06 – 19h às 21h: Sarau Curta Poesia - Grupo de jovens que realizam o programa Curta Poesia! do canal fechado Canal Curta. Realizam seus saraus no bairro do Butantã e farão uma edição especial no Lounge.

MOSTRA DE FILMES

Relação de filmes que marcaram a produção audiovisual brasileira e internacional sobre futebol.
11/06 – 19h às 22h: Esperando Telê seguido de conversa com diretores. 
24/06 – 19h às 21h: João Saldanha.
27/06 – 20h: Deuses do Brasil, documentário BBC sobre Pelé e Garrincha.

INTERVENÇÕES E PERFORMANCES ARTÍSTICAS

21/06 – 18h30 às 20h: Homenagem a Gilberto Mendes – uma instalação audiovisual com músicas e histórias do compositor de música erudita que, aos 92 anos, assistiu a todas as Copas do Mundo. 
27/06 – 15h às 16h: Sarau do Charles Com experiência em números cômicos e acrobáticos, os palhaços do Sarau recuperam números esquecidos da história do circo e retomaram, especialmente para o Futebol das Artes, o número histórico do Futebol dos Palhaços. 
28/06 – 15h às 16h: Família na Copa – Performance de artistas que retratam os mais variados tipos de torcedores que freqüentam os estádios de futebol.

A HORA DE...

Os escritores José Santos e Selma Maria junto com outros participantes contam histórias relacionadas aos países participantes das Copas. 
10/06 – 14h às 15h: Hora de...Coréia 
14/06 – 15h às 16h: Hora da...Grécia 
14/06 – 18h às 19h: Hora de...Itália 
15/06 – 18h às 19h: Hora de...Argentina 
18/06 – 18h às 19h: Hora de...língua espanhola
24/06 – 16h às 17h: Hora de...Bairro Vila Madalena 
25/06 – 19h às 20h: Hora de papos de Futebol, samba, jongo e futebol: Vagner Dias 
27/06 – 19h às 20h: Hora de...Minas Gerais 
29/06 – 15h às 18h: Hora de.. Ricardo Azevedo, autor de livros sobre futebol

CAIXINHA DE SURPRESAS

Performance artística que faz uso de uma caixa ambulante com textos e objetos, convidando o público a participar de temas variados. 12/06 – 11h às 12h: Caixinha de Surpresas Seleção. 
22/06 – 18h às 19h: Caixinha de Surpresas Portugal.

LANÇAMENTOS DE LIVROS

Para celebrar o aquecimento do mercado editorial no período da Copa, abriremos espaço para lançamentos de livros e encontros com autores. 
15/06 – 11h às 13h: Lançamento de livro Poesia Querido Ronaldo (editora FTD). 
19/06 – 18h Lançamento do livro Craques do Traço (Ed. Panini), com a participação dos chargistas JAL e Gualberto Costa, autores do projeto, já estão preparando novo livro para a coleção que mostrará os grandes craques sob o mesmo tema do traço dos artistas gráficos. 
25/06 – 19hs : Lançamento Coletivo: 
a. De Charles Miller à Gorduchinha - A Evolução Tática em 150 anos de história, de Darcio Ricca; 
b. Sete décadas de futebol, de Milton Bigucci; 
c. Mulheres na Copa e na Cozinha, de Silvia Bruno Securato;
d. O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas; e Jovens craques do Brasil futebol clube, de Nereide Schilaro;
f. Para entender o Brasil, o País do futebol, de Mouzart Benedito. 
26/06 – 15h às 16h: Lançamento livro FTD. 
29/06 – 15h às 18h: Lançamento coletivo livro infanto juvenil + Homenagem a Ricardo Azevedo.

O Museu fica na Praça Charles Muller, no Estádio do Pacaembu.

Para consultar a programação atualizada:
www.museudofutebol.org.br
www.facebook.com/museudofutebol

 

 

 

 

20
maio
2014
BORBO LETRAS

Este é o nome da exposição de caricaturas que homenageia Gabriel Garcia Marques.

Com a notícia da morte do escritor, no dia 17 de abril deste ano, cartunistas do mundo inteiro resolveram homenageá-lo. Uma exposição organizada por José Alberto Lovetro, o Jal, cartunista e presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, e pelo jornalista espanhol especializado em artes gráficas, Francisco Puñal, reúne artistas como Baptistão (SP), Fernandes (SP), Daniel Paz (Argentina), Boligan (Colômbia), Dario Castillejos (México), JBosco (PA), Calarcá (Colômbia), Mikio (Japão), Raul De La Nuez (EUA), Éden (Uruguai), Cau Gomes (MG), Samuca (PE), Amorim (RJ), Túrcios (Espanha), entre outros. São 73 desenhistas de dez países.

O nome da exposição, Borbo Letras, lembra o personagem Maurício Babilônia, do livro Cem Anos de Solidão, que caminha sempre envolto em uma nuvem de borboletas amarelas.
A exposição abriu no dia 16 de maio e continuará até o dia 21 de junho, na Biblioteca do Memorial da América Latina, em São Paulo/SP, para depois ser exibida nas estações do Metrô.

veja mais:
http://www.universohq.com/noticias/exposicao-de-cartunistas-homenageia-gabriel-garcia-marquez/
http://www.memorial.org.br/2014/05/homenagem-a-garcia-marquez-comeca-dia-16/
http://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/gabriel-garcia-marquez-e-homenageado-em-exposicao-no-memorial/

SERVIÇO
Memorial da América Latina 
entrada gratuita

de 17/05 a 21/06

Segundas, Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 09:00 às 18:00
Sábados das 10:00 às 17:00
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664
Barra Funda 
Estação Palmeiras-Barra Funda (Metrô – Linha 3 Vermelha)
Estação Palmeiras-Barra Funda (CPTM – Linha 7 Rubi)

1
março
2014
Os Fantásticos Livros Voadores do Sr Morris Lessmore!
postado sob arte, cinema, cultura, Literatura

“É uma história de pessoas que devotam suas vidas aos livros e livros que retribuem o favor”, conta o diretor Brandon Oldenburg.

Produção vencedora do Oscar em 2012, na categoria Melhor Curta de Animação

A obra, exibida no Anima Mundi 2013, foi inspirada no ator e diretor Buster Keaton, no furacão Katrina – que destruiu a cidade americana de Nova Orleans em 2005 – e no clássico O Mágico de Oz.

veja a matéria e assista ao filme

9
setembro
2013
A vaca foi pro brejo

Imagens extraídas do Livro Pequeno Dicionário de Expressões Idiomáticas de Marcelo Zocchio e Everton Ballardin 


A vaca foi pro brejo???

Há muitas expressões cujo sentido não é ‘literal’. Os provérbios e os idiomatismos são os casos mais óbvios. ‘A vaca foi pro brejo’ não se aplica nem a vacas nem a brejos, e vale para numerosos eventos: o time perde, o político é cassado, o carro pifa, o aluno é reprovado, o professor se engana etc.

‘Filho de peixe peixinho é’ pode não ter nada a ver com peixes.

‘Matar a cobra e mostrar o pau’ significa ‘fazer algo e dar provas de que fez’, ‘defender uma posição e explicitar o argumento’, ‘alegar alguma tese e provar que é verdadeira’ etc. Mas já se disse que o ‘verdadeiro’ provérbio deveria ser ‘matar a cobra e mostrar a cobra’ (esta, sim, seria uma prova de que a cobra foi morta!), enquanto que ‘matar a cobra e mostrar o pau’ seria comportamento de gente falsa. 

O linguista Sírio Possenti, da Universidade Estadual de Campinas, diz que por trás da proposta de corrigir ditados está uma crença errada de que as palavras deveriam ter sempre sentido literal e referir-se ao mundo ‘real’. 

Segundo ele, os sentidos das palavras e das expressões são os que elas vão adquirindo ao longo do tempo. 

Muitas vezes, não há meio de saber como os sentidos surgiram, e muito menos como surgiram algumas expressões ou provérbios com seus diversos sentidos ou com suas diversas aplicações a contextos análogos.

Mas o melhor argumento contra a suposta necessidade de uma interpretação única e que seria ‘literal’ é dar-se conta de que dizemos ‘Ele vai de Piracicaba a S. Paulo’, ‘A Bandeirantes vai de Piracicaba a S. Paulo’ e também ‘O mandato vai de 2011 a 2014’.
Logo vai aparecer alguém que sustentará que devemos corrigir as duas últimas expressões, alegando que uma rodovia não vai. Menos ainda um mandato!

Mais informações e detalhes, clique aqui.

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