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18
abril
2017
DRONES QUE SALVAM VIDAS, CRIADOS POR ESTUDANTES

 

O drone que elimina minas terrestres

As minas terrestres (dispositivos que explodem quando alguém pisa neles), vitimam milhões de pessoas, incluindo crianças e idosos, todos os anos. 
No mundo todo, hoje em dia existem cerca de 100 milhões de minas, muitas delas remanescentes de antigos conflitos. 

Dois irmãos afegãos estão à frente do projeto do Mine Kafon Drone (MKD), um drone que tem a capacidade de mapear, detectar e detonar minas terrestres de forma mais rápida, barata e segura.
O drone tem distintas unidades: uma é utilizada para mapear a área, a segunda para detectar as minas, ressaltando-as com marcadores do GPS. 
Após essas duas operações, um braço de robô é usado para colocar pequenos detonadores, do tamanho de uma bola de tênis, sobre a mina. O robô sai da área e as minas são detonadas.

O projeto original partiu do designer Massoud Hassani, que inventava brinquedos eólicos quando era criança. O projeto do drone começou como trabalho de formatura da turma de 2011 da Academia de Design Eindhoven, na Holanda, e também era inicialmente movido a vento e constituído essencialmente por uma esfera feita do bambu, de ferro e plástico. 
Massoud e seu irmão Mahmud (que tb participou do projeto) são de um subúrbio de Kabul, no Afeganistão, onde se concentram aproximadamente 10 milhões de minas, em uma área de 500 quilômetros quadrados.

Eles começaram sua primeira campanha de Kickstarter para aprimoramento e construção do protótipo em 2012, mas tiveram que modificar o projeto, pois o dispositivo era difícil de controlar , uma vez que era movido a vento. O sistema foi aprimorado por controle remoto e melhorado quando resolveram adotar o aerotransporte (drone).
Até agora, não houve uma opção segura ou acessível para a detonação de minas terrestres e o custo de sua remoção pode ser superior a 50 vezes o custo de sua produção. O drone Mine Kafon mapeia facilmente, detecta e, em seguida, detona minas terrestres 20 vezes mais rápido do que a tecnologia de desminagem atual. Além disso, é aproximadamente 200 vezes mais barato. Os novos drones Kafon dos Hassani visam a limpar todas as minas terrestres do mundo em menos de 10 anos.

Os designers reconhecem que ainda há alguns problemas, como a dificuldade de detectar minas enterradas há muitas décadas, portanto mais profundas, uma vez que o drone flutua a 4 cm do solo. Também há questões relativas à precisão da localização desses artefatos, através do GPS, por isso pretende-se fazer uma triangulação por antenas externas.  

Mesmo com essas questões ainda por resolver, se o MKD se aprimorar, poderá mudar e salvar muitas vidas no mundo todo. Os autores acreditam que essa tecnologia tem o potencial de eliminar todas as minas terrestres do mundo em aproximadamente 10 anos. 


O drone ambulância

Os primeiros minutos após uma parada cardíaca ou acidente são fundamentais para determinar o tempo e as possibilidades de recuperação, mas ambulâncias nem sempre conseguem ser rápidas o suficiente, pois enfrentam tráfego pesado das cidades. 
Mas, se ferramentas básicas de primeiros socorros (desfibrilador, materiais para reanimação cardiorrespiratória e medicamentos) puderem ser ser enviadas antes de aambulância chegar, podem-se salvar vidas.

O Ambulance Drone, ou drone-ambulância, é o projeto de conclusão de curso de Alex Monton, aluno da Delft University of Technology, também 

na Holanda. Feito com fibra de carbono, o pequeno avião não-tripulado pode ser a solução da tecnologia para salvar vidas.
“É essencial que as pessoas tenham o tratamento médico necessário nos primeiros dez minutos”, diz Alec Momont. “Se nós conseguirmos chegar ao local da emergência antes, poderemos salvar mais vidas e facilitar a recuperação de muitos pacientes. Isso está estritamente relacionado aos casos de problemas cardíacos, afogamentos, e falhas respiratórias”, conta o engenheiro.

Espalhados pelos principais pontos de uma cidade, os drones seriam comandados pelo mesmo centro de atendimento responsável pelas ambulâncias e, quando alguém precisasse de ajuda, tanto o drone quanto os profissionais médicos seriam acionados para ir até o local. 

Com os drones trabalhando em sintonia com serviços de emergência, as chances de salvamento passam de 8% para 80%. Quando recebem uma chamada relacionada a problemas no coração, o aparelho se prepara para entregar o desfibrilador no local da ocorrência. A nave não tripulada só é capaz de encontrar o endereço por meio dos sinais liberados pelo celular que realizou a ligação.
Além disso, uma conexão de livestream é capaz de situar a equipe médica que ainda não chegou ao local para instruir as pessoas que estiverem na cena. O “drone-ambulância” pode voar a 100 km/h e carregar até quatro quilos de bagagem.

O primeiro protótipo foi feito para transportar um desfibrilador, mas a ideia é expandir esse espaço. Nesse processo, seria importante incluir uma webcam, funcionando como canal de comunicação entre os operadores de emergência e as pessoas que vão aplicar o tratamento no local, antes de a ambulância chegar. “Normalmente, apenas 20% das pessoas conseguem fazer o processo corretamente. Isso pode subir para 90%, se tiverem as instruções corretas”, afirma Momont.
No entanto, é necessário que haja uma nova infraestrutura médica, para que isso funcione. Uma rede de atendimento efetiva é essencial.
Além disso, há outros obstáculos: apesar de conseguir voar de maneira autônoma, isso ainda não é permitido pela lei, pelo que se sabe,(estranho dar esse tipo de informação) em nenhum lugar. O protótipo ainda não foi testado com vítimas ”reais”, mas a invenção traz luz a novas soluções de atendimento médico emergencial, principalmente nas grandes cidades.

Referências
http://engenhariae.com.br/tecnologia/drone-criado-por-jovem-afegao-vai-eliminar-todas-minas-terrestre-do-mundo-em-menos-de-10-anos/
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/12/14/irmaos-afegaos-que-brincavam-em-campo-minado-desenvolvem-drone-para-desativar-minas.htm
http://www.hypeness.com.br/2014/11/drone-ambulancia-poderia-aumentar-as-taxas-de-sobrevivencia-de-acidentes-em-ate-80/
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/11/drone-ambulancia-pode-diminuir-drasticamente-riscos-das-pessoas-com-ataques-cardiacos.html
http://www.tudointeressante.com.br/2016/02/veja-como-funciona-o-drone-ambulancia-que-pode-salvar-muitas-vidas.html
 

30
março
2017
Uma nova possibilidade: veículo movido a energia fotovoltaica

Um ônibus movido a energia solar é a novidade que pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) lançaram e que começou a circular desde dezembro de 2016 e mais assiduamente a partir de março deste ano, como teste, entre o campus da Universidade, perto do centro de Florianópolis, e o laboratório da Universidade, no norte da Ilha de Florianópolis: “Usamos o conceito de deslocamento produtivo. Ele tem mesas de escritório e de reunião, com tomadas e internet wifi. Além disso, não haverá cobrança nenhuma de passagem, será totalmente gratuito”, comenta Ricardo Rüther, coordenador do Centro de Pesquisas.

No teto do ônibus, há baterias de lítio que armazenam energia gerada pelas placas solares fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa. Com tração elétrica, o veículo tem autonomia para andar até 70 quilômetros sem recarga e sem gerar gases poluentes. Quando estiver parado no trânsito, não haverá consumo de energia, como acontece com os veículos com motores a combustão; e a tecnologia de frenagem regenerativa será capaz de gerar energia através das rodas, para ser injetada nas baterias, aumentando a autonomia do veículo.

O projeto nasceu de um convite do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao Centro de Pesquisa da UFSC, que tem experiência no assunto e já criou dois barcos elétricos solares. Além do ônibus elétrico movido a energia solar, o MCTIC financiou, em 2015, a construção do laboratório no qual foi no qual ele foi construído.

Apesar de o custo para construir o ônibus ainda ser elevado – R$ 1 milhão – a viabilização técnica e econômica do projeto pode ocorrer no futuro, quando o ganho de escala deve ajudar a baratear o custo das baterias, ainda bastante elevado. “Não é um projeto para solucionar o problema do campus”, afirma Rüther.
É um projeto para se estender à cidade e não para resolver o problema específico do campus. 

Na Austrália, já existe o Tindo, conhecido como sendo o primeiro ônibus a circular com energia solar e operado pela Adelaide Connector Bus. O veículo foi apresentado à imprensa em dezembro de 2007 e começou a rodar em fevereiro de 2008, gratuitamente, sem custo de passagem. 

Sem poluentes
Um ônibus com consumo médio de 670 litros de diesel por mês emite cerca de 3,9 toneladas de CO2. Em um ano, a emissão chega a 46,8 toneladas de CO2.
Conforme explica o pesquisador Júlio Dal Bem, membro do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC, um estudo do Instituto Totum e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, apontou que cada árvore da Mata Atlântica absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) nos primeiros 20 anos de vida, o que seria uma média de 8,1 kg de CO2 por ano: “Precisaríamos de quase 5,8 mil árvores para resgatar o CO2 emitido por um ônibus urbano comum em um ano de operação”, complementou o pesquisador.

O fornecimento da energia para os veículos elétricos
O primeiro ônibus elétrico do Brasil foi construído em um projeto da Mitsubishi Heavy Industries, do Japão, com a empresa Eletra Bus, de São Bernardo do Campo, informou Dal Bem. O veículo foi chamado de E-Bus e rodou por dois anos pelos corredores de ônibus da cidade.
Ao fim do projeto, toda tecnologia trazida ao Brasil pela empresa, como importação temporária, precisava ser devolvida ao Japão ou doada a uma instituição pública de ensino. Assim, carregador e baterias foram entregues à UFSC, depois que o E-Bus foi desmontado. 

Aplicabilidade
“O grande problema em colocar um veículo dessa natureza em operação está na infraestrutura elétrica para carregamento. Ultimamente, temos sido sobretaxados nas contas de energia elétrica como uma forma de estimular a redução no consumo e pagar as despesas de geração com termoelétricas, que é uma energia mais cara e mais poluente, ao invés de investir em fontes limpas e renováveis”, comentou.
Dal Bem explica que a dificuldade em desenvolver este ônibus em larga escala esbarra também na infraestrutura do país: “É exatamente o mesmo problema que dificulta a entrada de veículos elétricos no mercado nacional. Um ou outro veículo elétrico conectado à tomada não é um problema, mas 1 milhão deles, 1% da frota nacional de veículos, já implicaria um impacto considerável no consumo de energia elétrica e previsão de infraestrutura elétrica”, complementou.

Referências:
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2016/09/primeiro-onibus-eletrico-movido-a-energia-solar-entrara-em-operacao-em-sc
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/energia-e-sustentabilidade/primeiro-onibus-movido-a-energia-solar-vai-ganhar-as-ruas-de-florianopolis-bm3be6qj7a4wo2a465z7bhm00
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/09/pesquisadores-da-ufsc-criam-onibus-eletrico-movido-energia-solar.html
http://www.portalsolar.com.br/blog-solar/energia-solar/onibus-australiano-movido-a-energia-solar-tem-tarifa-gratuita.html
https://tecnologia.terra.com.br/cidade-australiana-oferece-onibus-movido-a-energia-solar-gratuitamente,335053da5b55b38a621067b41ccb73669l76htrv.html
http://www.tudosobrefloripa.com.br/index.php/desc_noticias/onibus_movido_a_energia_solar_comeca_a_transitar_em_floripa_em_marco

 

24
fevereiro
2017
Descoberta de 7 exoplanetas*
NASA/JPL-Caltech
Poster sobre como poderá ser viajar ao TRAPPIST-1
reprodução: https://exoplanets.nasa.gov/trappist1/
Uma comparação do sistema TRAPPIST-1 com o sistema solar. As órbitas menores dos planetas da TRAPPIST-1 se assemelham a Júpiter e seu sistema de luas
ilustração reproduzida de: http://www.spitzer.caltech.edu/images/6294-ssc2017-01h-The-TRAPPIST-1-Habitable-Zone
Dos 7 planetas do sistema TRAPPIST-1, 3 deles (TRAPPIST-1e, f e g) encontram-se na chamada "zona habitável" (representada em verde), onde astrônomos calcularam que as temperaturas são propícias à vida

Em um press release de 22 de fevereiro de 2017, a NASA (National Aeronautics and Space Administration), agência espacial dos Estados Unidos, anunciou a descoberta de um sistema de planetas similares à Terra, chamado TRAPPIST-1.  O Spitzer Space Telescope da Nasa revelou pela primeira vez um sistema de 7 planetas, de tamanho similar à Terra, orbitando ao redor de uma única estrela, tal qual o sistema solar. O sistema está na constelação de Aquário, a cerca de 40 anos-luz da Terra, o que não é considerado distante em termos astronômicos. Seus planetas receberam os nomes de Trappist-1b, 1c, 1d, 1e, 1f, 1g e 1h.

O nome da estrela agora descoberta vem de Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (Trappist), telescópio instalado no Chile. Em maio de 2016, pesquisadores que trabalham com o instrumento identificaram três possíveis planetas no sistema da Trappist-1.

Esse sistema, de 7 planetas rochosos – todos eles com possibilidade de ter água na superfície – é uma descoberta emocionante para os que buscam a possibilidade de vida fora da Terra.

Três deles estão localizados em uma zona habitável (área ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso tem condições de ter água em estado líquido). Em condições atmosféricas adequadas, todos podem ter água em estado líquido – chave da vida, nas condições que conhecemos –  , mas as maiores chances são para os 3 planetas. 

Novos estudos serão feitos para tentar determinar se e quais são realmente ricos em água na forma líquida. Seis deles tiveram suas massas estimadas pelos pesquisadores. Quanto ao sétimo, ainda sem massa estipulada, pode ser um objeto gelado.

Mas é preciso ressaltar que “Esses planetas potencialmente podem ter vida, mas não necessariamente. Há alguns problemas, como o fato de estarem muito próximos da estrela anã. Por isso, podem receber radiação muito energética da estrela e isso poderia dificultar a existência de vida”, disse Meléndez.

“Essa descoberta pode ser uma peça importante de um quebra-cabeças na busca de ambientes habitáveis, lugares que são conducentes para a vida”, afirma   Thomas Zurbuchen, administrador da Science Mission Directorate, da Nasa, em Washington.  “Responder à pergunta ‘Estamos sozinhos?’ é uma prioridade máxima e a descoberta de tantos planetas como estes em área habitável e pela primeira vez é um passo significativo em direção a esse objetivo”

Uma combinação de fatores torna a descoberta do sistema Trappist-1 dos mais importantes da história da pesquisa de mundos fora do sistema solar, porque ele reúne duas condições fundamentais: está perto o suficiente de nós e seus planetas realizam trânsitos frequentes à frente de sua estrela, com relação a observadores por aqui (não entendi), o que é raríssimo. 

Os planetas foram identificados ao passarem em frente à estrela.  “A estrela Trappist-1 é muito pequena e, por ter pouco brilho, um planeta facilmente poderia escurecê-la. Quando o planeta transita em frente à estrela, ou seja, quando passa na linha de visada entre a Terra e a estrela-mãe, isso causa uma pequena diminuição na luz da estrela. E, pelo fato dessa estrela ser muito pouco brilhante – ela tem um brilho intrínseco muito baixo –, então é mais fácil detectar planetas em sua órbita”, explicou o astrônomo peruano Jorge Meléndez, Professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, que coordena o Projeto Temático “Espectroscopia de alta precisão: impacto no estudo de planetas, estrelas, a galáxia e cosmologia”.

Os milhares de planetas descobertos até hoje pelo satélite Kepler, da Nasa, fazem tais trânsitos, mas costumam estar longe demais.

"Para estudar esses planetas com maior nível de detalhe serão necessários, provavelmente, telescópios maiores do que o Spitzer. O Spitzer talvez possa ajudar um pouco mais, mas ele não terá a capacidade necessária para conhecer a atmosfera desses planetas", disse Meléndez.  

Meléndez é o único astrônomo brasileiro participante da missão Fast Infrared Exoplanet Spectroscopy Survey Explorer (FINESSE). Lançada pela Nasa em 2016, a missão tem o propósito de observar mais de 200 exoplanetas que realizam trânsitos no infravermelho, entre os 0.7 e os 5.0 micrometros, com um espectrógrafo muito estável e preciso. 

 

 

* Exoplaneta – ou planeta extra-solar – é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol, pertencendo a um sistema planetário diferente do nosso. Até o final da década de 1980, nenhum exoplaneta tinha sido detectado, devido principalmente à dificuldade tecnológica. 

A descoberta do primeiro exoplaneta foi anunciada em 1989, pelos cientistas Lawton e Wright

Referências
http://www.nature.com/news/these-seven-alien-worlds-could-help-explain-how-planets-form-1.21512 
https://www.nasa.gov/press-release/nasa-telescope-reveals-largest-batch-of-earth-size-habitable-zone-planets-around
https://exoplanets.nasa.gov/trappist1/
http://agencia.fapesp.br/sete_planetas_parecidos_com_a_terra_sao_descobertos_/24834/0X8 
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/02/1861255-transitos-dos-planetas-descobertos-facilitam-observacao-a-partir-da-terra.shtml=

18
maio
2016
O "plástico verde”, biodegradável

Os plásticos utilizados atualmente em sacolas, brinquedos, mesas, utensílios domésticos, garrafas, embalagens e nos mais diversos produtos ao nosso redor são de origem fóssil, ou seja, eles são derivados do petróleo.
O petróleo bruto passa por um processo de destilação fracionada, nas refinarias, e produz várias frações. Algumas dessas frações, por sua vez, passam pelo processo de craqueamento, em que moléculas de hidrocarbonetos maiores são quebradas e originam moléculas menores. Esses hidrocarbonetos de cadeias carbônicas menores passam então por reações de polimerização que resultam nesses plásticos.

Com o polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) e com o polietileno de baixa densidade (PEBD ou LDPE) (esses são os memsos dos citados acima? Entraram de repente com outro nome. Seria interessante dizer: Por sua vez, há também os...., gerados por outro processo. Com eles são fabricados....) são fabricados inúmeros objetos, como garrafas de água, refrigerantes e sucos; toalhas de mesa, sacos plásticos, cortinas para banheiro, películas plásticas, embalagens de produtos farmacêuticos e de alimentos, revestimentos de fios, cabos, tubos, brinquedos e utensílios domésticos.
O problema é que esse plástico (o PEAD? O PEBD? O de cima é biodegradável? OU são os mesmos?)) não é biodegradável (não é degradado por micro-organismos, como fungos e bactérias) e acaba permanecendo no meio ambiente por décadas e até séculos, agravando ainda mais o problema de acúmulo de lixo e poluição da água, solo e ar. 

Além disso, a extração e exploração do petróleo também gera poluição e impactos ambientais.
Como é praticamente impossível pensar no desenvolvimento de nossa sociedade sem o uso de polímeros, há algum tempo pesquisam-se alternativas a esses (é isso??) plásticos de origem fóssil.

Plástico feito com cana-de-açúcar
Uma das soluções encontradas foi o plástico verde ou polietileno verde proveniente do etanol da cana-de-açúcar. Ele tem as mesmíssimas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações do polietileno comum, com a diferença de matéria-prima utilizada na sua produção, que, em vez de ser o petróleo, é a cana-de-açúcar.
O seu processo de produção, resumidamente, é o seguinte::
1- A cana-de-açúcar é colhida e levada para as usinas, onde passa pelo processo comum de produção de álcool.
2- O álcool produzido passa por um processo de desidratação para que se obtenha o eteno.
3- O eteno é polimerizado em unidades de produção do polietileno.
4- O polietileno verde é transformado nos produtos desejados, tais como filmes para fraldas descartáveis, brinquedos, tanques de combustível para veículos e recipientes para iogurtes, leite, xampu e detergentes.

Vantagens desse plástico verde:
• Ele é 100% reciclável;
• Sua fonte de matéria-prima (cana-de-açúcar) é renovável, ao contrário do petróleo, que é finito;
• Não contribui para o acréscimo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Esse gás é o principal causador do aquecimento global e é produzido pelos combustíveis fósseis. Já no caso do plástico verde, ele pode contribuir para a redução do aquecimento global, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar realizam fotossíntese, absorvendo o CO2 da atmosfera;
• Mesmo quando incinerado, o polietileno do etanol da cana-de-açúcar é praticamente neutro em relação ao CO2. Assim, depois de usados e descartados, esses plásticos podem ser incinerados para geração de energia, economizando no uso de combustíveis fósseis.

Desvantagens:
• o polietileno verde não é reciclável, mas pode ser classificado como um bioplástico, pois, de acordo com a definição da European Bioplastics Association, plásticos produzidos a partir de fontes renováveis e/ou plásticos biodegradáveis são classificados como bioplásticos ou biopolímeros.
• para produzir o plástico verde é necessário expandir a agricultura da cana-de-açúcar, o que poderia ocupar terras que seriam utilizadas para outras culturas, além do fato de que a cana-de-açúcar já é bastante utilizada para a produção de álcool e açúcar. Estimativas apontam que um hectare de cana-de-açúcar gera três toneladas de plástico verde.
A primeira empresa produtora desse plástico foi a Brasken. Segundo alguns produtores e estudiosos do caso, a produção de matéria-prima do plástico verde é favorável e não afeta a produção de açúcar ou etanol combustível. Acredita-se  também que o desenvolvimento de novas tecnologias pode auxiliar esse processo de produção.

Filme plástico comestível
Após vinte anos de muito trabalho, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação, de São Carlos (SP),  criaram um filme plástico biodegradável que também é comestível, podendo ser utilizado no preparo de alimentos. 
A película pode ser produzida a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica possibilita que outras opções sejam desenvolvidas.
 
A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e teve investimento de R$ 200 mil. Os trabalhos foram coordenados pelos pesquisadores Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.
O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima é composta por água, polpa de frutas e verduras  é transformada em uma pasta.
Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Vantagens da película biodegradável:
• é um plástico orgânico mais resistente e tão eficiente como os convencionais
• decompõe-se em até 90 dias e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto, sem causar impactos ao meio ambiente
•  possibilidade de reduzir o desperdício de alimentos, o que auxilia no aumento da produtividade, sem precisar aumentar áreas de plantio.
• tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, pois os pesquisadores adicionaram a ele quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas,  o que aumenta o tempo de conservação dos alimentos..
• é comestível, podendo ser utilizado como alimento: “As possibilidades de uso deste material são inúmeras. Na área de alimentação, você pode fazer sushis,  podendo usar como uma cobertura de uma outra comida ou algo que possa enrolar, como os Wraps – em que se pode fazer um enroladinho com este filme comestível, como um temaki, por exemplo, já que pode-se comê-lo como a alga nori que é usada no sushi”, explica Marconsini

Desvantagens:
• é sensível à umidade, precisa estar em um ambiente seco, então pode-se usá-lo para embalar alimentos secos como frutas, hortaliças, bolachas, pães.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação a fim de demonstrar interesse na inovação.
Diversas pesquisas, com matéria-prima de origem variada, estão sendo feitas no sentido de encontrar melhores soluções para o plástico ecológico ou orgânico. A produção desse material ainda é bem limitada e dirigida basicamente para a área médica.  Alguns problemas devem ser sanados para a sua viabilidade econômica (o processo é muito caro) e ambiental (uso de grandes áreas de plantação, no caso da cana-de-açúcar).

Mas a preocupação e o investimento nessa direção prometem um grande ganho ambiental para o planeta.

Saiba mais:
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/plastico-verde.htm
http://diarioverde.com.br/2016/04/22/pesquisadores-da-embrapa-criam-plastico-oganico-comestivel-11/
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/01/pesquisadores-brasileiros-criam-plastico-comestivel-que-nao-vira-lixo.html

6
julho
2015
Um aplicativo para controlar zoonoses

Mudanças ambientais geram impactos sobre a biodiversidade e repercussões importantes para a saúde. Animais se aproximam das populações humanas em busca de alimento e abrigo ou deixam de ser controlados por seus predadores aumentando o risco de transmissão de doenças. Monitorar os agentes patogênicos que circulam na natureza ou nas bordas de ambientes rurais e urbanos, antes que cheguem as pessoas, é um desafio num país com as dimensões continentais do Brasil.
 
Nessa conjuntura, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) criou um aplicativo de monitoramento da saúde de animais silvestres, que pode ser baixado e instalado gratuitamente em sistemas Android e iOS, para prevenir doenças. O Sistema de Informação em Saúde Silvestre (Siss-Geo), desenvolvido pelo Programa de Biodiversidade e Saúde da fundação — em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica—, serve para que o usuário envie fotos de bichos flagrados pela cidade, podendo incluir informações adicionais sobre a localização, problemas de saúde e comportamentos atípicos que tenha observado.
 
A partir dos registros de animais observados e da informação de possíveis anormalidades (como feridas, comportamento estranho) e das características do ambiente onde foi feita a observação, o sistema gera modelos de alerta de ocorrências de agravos na fauna silvestre. Estes alertas a serem investigados pelos setores responsáveis e com apoio da Rede de Laboratórios em Saúde Silvestre e de especialistas confirmarão ou não os agentes patogênicos associados ao alerta. Estas informações serão disponibilizadas para os tomadores de decisão e a sociedade e são a base para o desenvolvimento de modelos de previsão, de modo que seja possível agir antes de que doenças acometam pessoas e outros animais.
Em maio deste ano, o Siss-Geo foi um dos três finalistas do Prêmio Nacional de Biodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente. Cerca de 900 trabalhos de todo Brasil concorreram à premiação
 
A coordenadora do programa da Fiocruz, Márcia Chame, diz que o aplicativo vai enviar dados confiáveis para para especialistas e setores responsáveis pelo trabalho de monitoramento. Um sistema de modelagem matemática vai estabelecer relação entre a distância e a frequência dos registros com as anormalidades informadas, o tipo de animal envolvido e outros dados para o desenvolvimento de alertas.
 
— Esse é um sistema de informação de saúde silvestre que utiliza a ciência cidadã. Qualquer pessoa pode participar. Nas regiões do interior onde a telefonia e internet não estão disponível, o agricultor poderá fazer a foto, salvá-la e enviar a imagem posteriormente, quando tiver acesso à rede — diz Márcia, acrescentando. — O usuário do aplicativo contribui ao informar o nome do animal, se está vivo ou morto, se apresentava um comportamento estranho ou ainda se estava próximo de uma área de queimada, rio ou expansão imobiliária.
 
Desde o início do funcionamento do App, foram enviados por colaboradores registros do Rio, do Pará e de Minas Gerais. No município do Rio, as fotos encaminhadas eram de saguis, macacos-prego e quatis. No entanto, na cidade também são encontrados outros animais silvestres como a capivara e o jacaré.
 
Este aplicativo vem colaborar para fortalecer a conservação da biodiversidade brasileira, a melhoria da saúde humana e de todas as espécies e boas práticas para o desenvolvimento sustentável.
 
Referências
http://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br​
http://oglobo.globo.com/rio/aplicativo-da-fiocruz-monitora-saude-de-animais-silvestres-flagrados-em-areas-urbanas-16456666
http://sbmt.org.br/portal/sistema-de-informacao-em-saude-silvestre-permitira-monitoramento-participativo-de-emergencia-de-zoonoses/
http://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/apresentação-0

18
maio
2015
Quando o desperdício vira boa comida!

Dois colegas, Dorival Neto e Felipe Nava, tiveram uma grande ideia: aproveitar a tendência dos Food Trucks e criar um caminhão que arrecada sobras de alimentos e com elas criam-se novos pratos, para serem distribuídos aos moradores de rua.  A agência de publicidade Africa Rio, em parceria com a ONG brasileira Make Them Smile e a Truckvan(empresa que adapta caminhões) desenvolveu o projeto, que se chama Feed Truck. 
 
Durante um mês, foram recolhidos alimentos que seriam jogados fora e chefs voluntários prepararam refeições dentro do próprio food truck. As “quentinhas” foram entregues nas ruas do Rio de Janeiro (Copacabana e Centro) e aproximadamente 2 mil refeições já foram distribuídas com mais de uma tonelada de sobras de alimentos.

Os número são alarmantes: segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 40 mil toneladas de alimentos são desperdiçados por dia no Brasil.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), alerta para o fato de que o desperdício de alimentos causa diversos impactos ambientais, pois para produzir frutas e legumes é necessário usar muita água e terra, que, ao longo do processo de produção e preparo, emitem toneladas de gases de efeito estufa para a atmosfera, impactando diretamente no clima.

É necessário trabalhar para que iniciativas como essa (que teve um piloto de 1 mês no Rio) sejam replicadas e multiplicadas!


referências:

http://www.hypeness.com.br/2015/04/food-truck-transforma-alimentos-que-iriam-pro-lixo-em-refeicoes-pra-quem-precisa/
http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6667
https://razoesparaacreditar.com/empreender/nesse-food-truck-eles-pegam-alimentos-que-iriam-para-o-lixo-e-transformam-em-refeicoes-para-moradores-de-rua/
http://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/O-Programa/noticia/2015/04/food-truck-diferente-alimenta-moradores-de-rua-com-pratos-elaborados-por-chefs.html

 


 

 

22
dezembro
2014
Menos embalagem, menos lixo!

Inaugurado há aproximadamente 3 meses, em Berlim, o Original Unverpackt é um supermercado que procura eliminar o uso de qualquer embalagem.
As embalagens desperdiçam uma quantidade excessiva de materiais e quase sempre se mostram inúteis depois de cumprir sua função principal de transporte do produto. Por esse motivo 2 alemãs, Sara Wolf e Milena Glimbovski, criaram uma start-up chamada Original Unverpackt, com o intuito de abolir completamente as embalagens nas dependências do supermercado. 
Como é possível? O cliente pode levar seu próprio recipiente para guardar as compras, usar uma embalagem de papel reciclável, ou comprar recipientes reutilizáveis. Há também um serviço de depósito de embalagens recicláveis para quem chega às compras despreparado. Produtos embalados em plástico não entram no supermercado.  

O supermercado disponibiliza informações sobre a procedência e os ingredientes do produto e também planeja novas experiências de consumo. 
A empresa afirma que não trabalhará com muitas marcas e que venderá por enquanto alimentos, produtos de limpeza e higiene, dando preferência aos produtores locais e a alimentos orgânicos. A venda é feita por peso, para que não haja desperdício, de maneira que cada um compra apenas aquilo de que necessita.
Uma ótima ideia que merece ser disseminada pelo mundo afora!

 

Referências
http://original-unverpackt.de
http://misturaurbana.com/2014/12/berlim-tem-o-primeiro-supermercado-com-produtos-sem-embalagem/
http://www.hypeness.com.br/2014/06/uma-start-up-alema-inaugura-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-descartaveis-no-mundo/
http://greenme.com.br/consumir/eco-shopping/362-original-unverpackt-o-primeiro-supermercado-sem-embalagens-em-berlim

18
setembro
2014
Aplicativo que ajuda a economizar água?

Hoje, o nível do sistema Cantareira, que abastece de água a grande São Paulo, atingiu níveis preocupantes pela falta de chuva, mas também de planejamento e obras para tal situação. A população, com isso, passou a ter que se conscientizar do problema e se disciplinar, de forma a economizar água como nunca antes.

Para ajudar o brasileiro a economizar água neste cenário de seca e cuidar melhor desse recurso natural por toda a sua vida, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Instituto Akatu lançam o aplicativo sobre vazamentos, chamado “Nossa Água”. 

Ele foi desenvolvido para orientar as pessoas em relação ao consumo consciente da água, além de oferecer calculadora de banho, dicas para um consumo eficiente e o “O Encanador”, no qual o usuário emenda vazamentos em canos, até que as extremidades estejam ligadas para a água fluir por toda a tubulação - quem conectar o aplicativo ao Facebook poderá ver sua colocação no ranking geral de quem baixou o app e joga o game. Já a calculadora é uma espécie de cronômetro que, além do tempo de banho, vai contando os litros gastos no chuveiro: se uma pessoa demora 40 minutos no chuveiro o seu gasto médio pode chegar a 200 litros, enquanto que um banho de 10 minutos gasta 50 litros de água. O app ainda elogia aqueles que economizam e adverte quando o consumo é maior. “Queremos que o usuário perceba que ao reduzir o tempo de banho ele pode colaborar com o meio ambiente e ainda economizar dinheiro na conta de água”, avalia Fábio Moraes, diretor de educação financeira da Febraban. 


A ferramenta faz parte do programa de educação financeira, o portal meubolsoemdia.com.br, sendo que o aplicativo marca o primeiro de uma série de ferramentas sobre consumo consciente que serão lançadas ainda este ano. “Todos nós temos responsabilidade sobre o meio ambiente, seja no descarte incorreto de um lixo como no consumo exagerado da água. Com o app queremos mostrar que a mudança deve começar no dia a dia, com pequenas atitudes sustentáveis e, principalmente, consumo consciente”, avalia Moraes. 

“Aplicativos como o “Nossa Água” garantem que informações sejam disseminadas de forma lúdica e clara aos consumidores sobre os impactos de suas escolhas de consumo e, por isso, têm alto potencial de promover mudanças de comportamento. O problema do consumo excessivo de água – e o impacto negativo que essa prática tem sobre o orçamento individual, o meio ambiente, a sociedade e a economia – pode se transformar em uma oportunidade para tratar das práticas necessárias para se construir estilos mais sustentáveis de vida”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. 

Há mais três ferramentas que serão lançadas até o final do ano, todas com mecânica parecida, tratando de assuntos essenciais à vida humana: a de energia é a próxima, e será lançada ainda em setembro. Depois virão a de alimentação e a de transporte.
Os quatro aplicativos aliam o caráter educativo de uma parte de dicas com o aspecto financeiro (uma calculadora de gastos) e o do entretenimento, representado por um jogo destinado a atrair a atenção dos mais jovens.
— Vai ser possível ver o gasto de cada um dos eletrodomésticos da casa. Isso é algo que ninguém nunca tinha conseguido ver.

Optar por focar nos jovens não é uma decisão infundada. A crescente influência deles nos gastos familiares pesou na decisão:
— Vemos o jovem como agente de mudança. Há pesquisas que mostram que, na classe média, que é o nosso grande foco, o jovem é o influenciador. Ele, geralmente, tem mais escolaridade que os pais, e acaba se tornando formador de opinião dentro de casa. Focando nele, atingimos o adulto e também o idoso. Entendemos o jovem como nosso parceiro e grande disseminador dessa filosofia que queremos propagar — afirma.
O aplicativo é simples de usar e já está disponível para download gratuito no Google Play/Play Store. No momento, o app está liberado para aparelhos smartphones da versão Android.

veja onde baixar o aplicativo:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.soundy.nossaagua

referências
http://www.akatu.org.br/Temas/Agua/Posts/Febraban-e-Instituto-Akatu-lancam-aplicativo-para-ajudar-na-economia-de-agua
http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/febraban-instituto-akatu-lancam-aplicativo-para-estimular-economia-de-agua-13941608

14
setembro
2014
Como falar sobre coisas que não existem

Esse é o título da 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, uma das mais prestigiadas do mundo, que abriu no dia 6 de setembro e vai até dia 7 de dezembro, no Parque Ibirapuera (parque este que, por sinal, acaba de completar 60 anos de existência!). 

Nas 6 primeiras edições, a exposição ficou a cargo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas em, em 1962, foi criada a Fundação Bienal de São Paulo, que passou a ser a responsável pela organização do evento. Localizada no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, em um pavilhão emblemático da arquitetura modernista brasileira, projetado por Oscar Niemeyer, é hoje uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte contemporânea e seu impacto no desenvolvimento das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido.

Desde a primeira edição, em 1951, foram produzidas trinta Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 8 milhões de visitantes. As duas últimas Bienais atraíram mais de 500 mil visitantes em cada edição, além do público registrado nas itinerâncias, realizadas em diversas cidades do país, o que,na 29ª Bienal (2010), foi de 230 mil visitantes e, na 30ª Bienal, foi de 185 mil visitantes.

Esta Bienal de 2014, cuja entrada é gratuita, reúne mais de 250 trabalhos de mais de cem artistas de 34 países. São obras de arte contemporânea que lançam olhares críticos sobre a sociedade, ocupando quatro pavimentos do pavilhão Ciccillo Matarazzo. 

"Não há um tema. Levantamos urgências políticas, sociais e econômicas do mundo atual e trabalhamos esses assuntos", diz Luiza Proença, curadora associada. Questões indígenas, de gêneros e ecológicas estão na mostra - que, no entanto, não foge do criativo. "A reticência do título permite o uso de qualquer verbo ali. É possível pensar ou lutar por coisas que não existem."
Coube a cada artista transcender em suas ideias. Dez estrangeiros, inclusive, fizeram isso no Brasil. "Eles passaram meses aqui e incorporaram a nossa realidade em suas linhas de trabalho."  

De acordo com Pablo Lafuente, um dos curadores, a 31ª Bienal “serve para que o público aprenda com as coisas que não existem – ou até lutem contra elas – numa espécie de misticismo”. Lafuente conclui: “É importante entender que arte não faz uma única coisa. Ela pode gerar diversos questionamentos. Por meio da arte, a gente pode mudar o mundo”. O cartaz de divulgação desta edição da Bienal foi feito pelo artista indiano Prabhakar Pachpute, refletindojustamente o espírito de produção coletiva e de transformação.

A programação, produzida pelos curadores, artistas, educadores e demais profissionais da área, tem um olhar voltado à educação. Segundo Nuria Enguita Mayo, também curadora, os artistas e coletivos artísticos desta edição estão ligados a projetos de arte educativos. Nesse contexto, a 31ª Bienal quer analisar, inclusive, diversas maneiras de gerar conflito, por isso muitos dos projetos têm em suas bases relações e confrontos não resolvidos: entre grupos diferentes, entre versões contraditórias da mesma história ou entre ideais incompatíveis. 

O texto do site oficial desta Bienal afirma: “esta não é uma Bienal fundada em objetos de arte, mas em pessoas que trabalham com pessoas que, por sua vez, trabalham em projetos colaborativos com outros indivíduos e grupos, em relações que devem continuar e desenvolver-se ao longo de sua duração e talvez mesmo depois de seu encerramento. Embora se possa dizer que um pequeno grupo de pessoas sejam os iniciadores, o foco da 31ª Bienal é posto sobre todos aqueles que entrarão em contato com ela e dela farão uso, bem como sobre o que será criado a partir dos encontros no evento como um todo. Essa abertura do processo precisa ser entendida como um meio de aprendizagem: uma troca educacional estabelecida ao longo e em cada um dos níveis e que é, por conseguinte, não resolvida e experimental.”

A expectativa é de que todos que entrarem em contato com a 31ª Bienal possam explorar algumas das possibilidades ali presentes, para depois seguirem os seus próprios caminhos, individuais e/ou coletivos, levando algo novo consigo, de modo que este momento seja transformador para todos os envolvidos. 

Desse modo, segundo os organizadores, “as coisas que não existem podem ser trazidas à existência e, assim, contribuir para uma visão diferente do mundo. É provável que seja este, no fim das contas, o potencial da arte.”

 

Referências:

http://www.bienal.org.br

http://www.31bienal.org.br/pt/

http://www.tnonline.com.br/noticias/entretenimento/13,288379,04,09,a-31a-bienal-de-sao-paulo-abre-suas-portas-amanha-no-parque-ibirapuera-com-visoes-de-mundo-variadas.shtml

https://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/31a-bienal-de-sp-tem-data-marcada-e-75-projetos-artisticos-selecionados/

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/01/poster-da-31-bienal-de-sao-paulo-traz-torre-movida-forca-humana.html

https://www.facebook.com/bienalsaopaulo

 

SERVIÇO

6 set - 7 dez 2014  Entrada gratuita 
Parque do Ibirapuera - Portão 3

PAVILHÃO DA BIENAL  

Visitação  
TER, QUI, SEX, DOM E FERIADOS: 9H - 19H (ENTRADA ATÉ 18H)  
QUA, SÁB: 9H - 22H (ENTRADA ATÉ 21H)  
FECHADO ÀS SEGUNDAS

30
agosto
2014
um novo parque, aqui do lado

No dia 17/08, foi anunciada a criação de um parque, no terreno onde atualmente funciona a Chácara do Jockey, vizinha ao Colégio Ítaca, na Vila Sônia. A área é muito significativa e, só para comparar, supera as dimensões do parque da Aclimação:  são 151 mil metros quadrados, com um lago, baias de cavalos dasativadas e jardins. Na década de 1970, quando o turfe estava em seu auge, o local serviu de apoio a treinos de cavalos e jóqueis. Atualmente abriga uma escolinha de futebol, projeto social (criado em 2005) que será mantido, segundo o prefeito, mesmo com a criação do parque.

Entre 2008 e 2009, o Jockey Clube chegou a fazer, na Prefeitura, pedido de aprovação de um empreendimento imobiliário no local, mas o projeto não era desejado pelos moradores locais e acabou não indo adiante: a municipalidade já vinha sendo pressionada desde a última gestão por um movimento dos moradores da região, com abaixo-assinados, página no Facebook etc., para que esse parque existisse. Sua criação, finalmente, se dará por meio de um acordo entre o Jockey e a Prefeitura de São Paulo, uma vez que o Clube tem uma dívida muito grande de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e ainda deve à Receita Federal. O valor será abatido com a desapropriação.

Aguarda-se que a Justiça estabeleça o valor da desapropriação e o plano é abrir o local para a população até o final do ano.  

Referências:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/chacara-do-jockey-vai-virar-parque-em-sao-paulo.html
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/07/1487116-terreno-da-chacara-do-jockey-vai-abrigar-novo-parque-municipal-em-sp.shtml

28
agosto
2014
Um livro sobre plantas medicinais do Acre impresso em papel sintético???????

Fotos do lançamento do livro no Parque Laje, Rio de Janeiro, em 18/07/2014 
Midia Ninja - Creative commons

Pois é! Essa solução servirá para manter o livro Una Isĩ Kayawa por mais tempo, nas condições adversas da floresta:umidade, barro, etc. Foi usado o Vitopaper, material produzido pela empresa Vitopel e originalmente desenvolvido por Sati Manrich, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos, SP (UFSCar), com apoio da Fapesp.

O plástico é proveniente de embalagens e depois é higienizado e moído. Em seguida, são adicionadas algumas partículas minerais para a obtenção de propriedades – como brilho, brancura, contraste, dispersão e absorção de luz – e resistência mecânica à tração e dobras.A mistura é colocada em uma máquina extrusora a altas temperaturas, onde se funde e depois transforma-se em uma folha fina, semelhante a um papel fabricado com celulose, que será cortada.

Segundo o fabricante, para cada tonelada de Vitopaper produzido, são retirados das ruas e lixões 750 quilos de resíduos plásticos, e cerca de 30 árvores deixam de ser derrubadas.

O livro Una Isĩ Kayawa, lançado recentemente em várias cidades do Brasil, propõe-se a preservar o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido oralmente há séculos pelos pajés do povo indígena Huni Kuĩ (também conhecidos pelos nomes de “Kaxinawá”), grupo mais numeroso do Acre, que vive à beira do rio Jordão. Sua presença vai até parte do Peru. No Brasil, somam mais de 7 mil indivíduos, divididos em 12 diferentes terras. O “livro da cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias de uma dessas terras indígenas que se estende pelo rio Jordão.

Chamado de “Livro da Cura” e produzido pelo Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IJBRJ) e pela Editora Dantes, ele descreve 109 espécies da terapêutica indígena, em uma tiragem de 3.000 exemplares em papel comum, couchê, e mais 1.000 no papel sintético, destinado exclusivamente às aldeias indígenas.

O projeto foi idealizado pelo pajé Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru, que morreu pouco tempo antes de a obra ser concluída. A pesquisa e a organização das informações levaram dois anos e meio e foram coordenadas pelo botânico Alexandre Quinet, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

“O pajé Ĩka Muru era um cientista da floresta, observador das plantas. Há mais de 20 anos ele vinha reunindo esse conhecimento até então oral, em seus caderninhos. Buscando informações com os mais antigos e transmitindo para os aprendizes de pajé. Ele tinha o sonho de registrar tudo em um livro impresso, como os brancos fazem, e deixar disponível para as gerações futuras”, contou Quinet. O “Livro da Cura” retrata a terapêutica praticada nas 33 aldeias das terras indígenas que se estendem pelo rio Jordão.

Todo o conteúdo do livro, que apresenta não apenas as plantas medicinais, mas também um pouco da cultura do povo Huni Kuĩ, como hábitos alimentares, músicas e concepções sobre doença e espiritualidade, está escrito em “hatxa kuĩ” – a língua falada nas aldeias do rio Jordão – e traduzido para o português.

“O objetivo inicial do pajé Ĩka Muru era criar um material de ensino para aprendizes de pajé, visando a facilitar a localização das plantas nos jardins medicinais. Mas o livro também tem o objetivo de difundir a cultura da tribo  e a importância de sepreservar a floresta de forma ampla. Buscaram o Jardim Botânico para que esse conhecimento pudesse ser universalizado dentro de bases científicas”, disse Quinet.

Referências:
http://agencia.fapesp.br/19667
https://www.facebook.com/UnaIsiKayawa?fref=ts​
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/jardim-botanico-do-rio-lanca-livro-de-plantas-medicinais-em-tribo-no-acre,1654b87cd9106410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

 

15
agosto
2014
fruta feia pode contribuir para diminuir fome no mundo!

A pera é toda torta. A maçã, pequenininha. O tomate tem mancha. A alface está meio passada. Mas a qualidade é a mesma ou até melhor, porque são fresquinhos, vieram diretamente do agricultor. São apanhados de manhã e vendidos à tarde.  É só uma questão de aparência.
 
Com o lema "Gente Bonita Come Fruta Feia", a cooperativa portuguesa “Fruta Feia”, que já tem apoio da COTEC Portugal (Associação Empresarial para a Inovação) e da Fundação Gulbenkian, pretende criar as bases que permitam diminuir o desperdício de frutas e legumes em Portugal. Em declarações à rádio TSF, sua presidente, Isabel Soares, recordou que toneladas de frutas e hortícolas ficam nos terrenos porque os agricultores nem as apanham, sabendo que não as conseguem vender porque não apresentam boa aparência.
 
Cerca de metade da comida produzida no mundo cada ano vai para o lixo. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o atual desperdício alimentar nos países industrializados ultrapassa 1,3 bilhões de toneladas por ano, suficientes para alimentar as cerca de 925 milhões de pessoas que todos os dias passam fome. 
Pelos dados estatísticos apresentados no ano passado, em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano, ou seja 17% do que é produzido, vai para o lixo. 
Na Europa toda, o desperdício de produtos hortofrutícolas próprios para consumo chega aos 30%. 

Esse desperdício tem consequências não apenas éticas, mas também ambientais, já que envolve o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção (como terrenos, energia e água) e a emissão de dióxido de carbono e metano resultante da decomposição dos alimentos que não são consumidos.
 
Os motivos para tal desperdício são vários e ocorrem ao longo de toda a cadeia agroalimentar: condições inadequadas de colheita, armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade demasiado apertados e promoções que encorajam os consumidores a comprarem em excesso, entre outros, são algumas das causas que contribuem para o enorme desperdício atual.

Em vista desse panorama, o Parlamento Europeu declarou 2014 como o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. A proposta foi apresentada para que sejam tomadas decisões importantes na resolução do problema do desperdício alimentar que existe na Europa. 

Assim como o projeto “Fruta Feia”, há outros, como o “Fruit Moche”, iniciativa francesa do supermercado Intermarché que visam a combater uma ineficiência de mercado, criando um mercado alternativo para frutas e hortaliças “feias” que consigam alterar padrões de consumo. Um mercado que gere valor para os agricultores e consumidores e combata tanto o desperdício alimentar como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção.
 
Essa é uma daquelas ideias simples que, se derem certo, podem ser boas para todo mundo: para o produtor rural, que vende o produto que antes ia para o lixo ou, no máximo, para  a alimentação dos animais; para os consumidores, que fazem uma boa economia, porque compram mais barato e, principalmente, para o meio ambiente, porque há economia de energia, água, espaço.
 
Uma boa ideia, que deveria se espalhar pelo mundo.
 
referências
http://www.frutafeia.pt/projecto
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/12/mercado-de-fruta-feia-oferece-menor-preco-e-reduz-desperdicio-em-lisboa.html
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3414755
http://europedirect.ccdr-alg.pt/site/index.php?name=News&file=article&sid=170#.U-4gc1aZMnU
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-desperdicio-de-comida-imp-,992093
http://envolverdhttp://envolverde.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/e.com.br/sociedade/comunicacao/fruta-feia/

26
junho
2014
Conheça o projeto Composta São Paulo, da Prefeitura, e participe!

O lixo é um grande problema nas grandes metrópoles, em todo o mundo. Em São Paulo, mandamos 18 mil toneladas de lixo para os aterros sanitários  diariamente, sendo 10 mil de resíduos domésticos. 

Dos resíduos domésticos, mais da metade (5 mil toneladas diárias) são resíduos orgânicos, que poderiam ser compostados em casa. 
 

O que é um aterro sanitário?

É uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem para descarte de seus resíduos: o aterramento. Consiste basicamente na compactação dos resíduos no solo, na forma de camadas que são periodicamente cobertas com terra ou outro material inerte. E, mesmo sendo o método sanitário mais simples de destinação final de resíduos sólidos urbanos, exige cuidados especiais para não contaminar o solo e o lençol freático, por exemplo, e técnicas específicas, desde a seleção e preparo da área até sua operação e monitoramento.

Atualmente, os aterros sanitários vêm sendo severamente criticados porque não têm como objetivo o tratamento ou a reciclagem dos materiais presentes no lixo urbano. De fato, são apenas uma forma de armazenamento de lixo no solo, na verdade umaalternativa que não pode ser considerada a mais indicada, até porque os espaços úteis para essa técnica tornam-se cada vez mais escassos. 

Teoricamente, a maioria desses rejeitos também pode ser reciclada, mas não é o que ocorre na prática, pois diversos fatores de ordem técnica e econômica inviabilizam grande parte dos processos, deixando como opção fácil o descarte em aterro. 
 

O que é a compostagem?

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica (como estrume, folhas, papel e restos de comida)  em um material semelhante ao solo, a que se chama composto e que pode ser utilizado como adubo.

A compostagem doméstica, realizada em pequenas composteiras, reduz os impactos ambientais ocasionados pela presença dos resíduos orgânicos nos aterros sanitários e produz adubo para as plantas na própria cidade. Uma solução prática e aplicável, que está ao nosso alcance, mas que depende da conscientização e da atitude de cada cidadão. 
 

O que é uma composteira?

É uma estrutura própria para o depósito e processamento do material orgânico. Geralmente aquelas feitas para locais pequenos possui proteção de tijolos, que formam as 4 paredes de uma espécie de caixa. Nesse local é colocado o material orgânico, além de folhas secas por cima, para evitar o cheiro ruim. 

Existem também composteiras pequenas, pré-fabricadas, também para uso doméstico (veja links no final desta matéria).
 

Sobre o projeto:

O projeto Composta São Paulo é uma iniciativa da Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo, por meio da AMLURB, realizado pelas concessionárias de limpeza urbana LOGA e ECOURBIS. Trata-se de uma iniciativa-piloto do Programa de Compostagem Doméstica, que é parte do RECICLA SAMPA - uma rede de iniciativas para melhor destinação dos resíduos da cidade. A idealização e a execução são da Morada da Floresta, empresa referência em compostagem doméstica e empresarial: 2mil domicílios de diversos perfis serão selecionados para receber uma composteira doméstica e participar de oficinas de compostagem e plantio. Além de fazer parte de uma comunidade online de troca de conhecimento e experiências, os participantes ajudarão a gerar informações e aprendizados fundamentais para a definição de uma política pública que estimule a prática da compostagem doméstica na cidade de São Paulo.

Acima de tudo, o COMPOSTA SÃO PAULO é para pessoas interessadas em uma cidade e um futuro melhor. Faça parte deste movimento!

 

Conheça o projeto:
http://www.compostasaopaulo.eco.br

Conheça como funciona uma composteira:
http://www.ib.usp.br/coletaseletiva/saudecoletiva/compostagem.htm
http://loja.moradadafloresta.org.br/ecommerce_site/categoria_502_5735_Compostagem-Domestica

Mais referências:
http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/biogas/Aterro%20Sanitário/21-Aterro%20Sanitário
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/aterro_sanitario.htm
http://www.brasilescola.com/biologia/aterro-sanitario.htm
http://www.brasilescola.com/busca/?q=reciclagem&x=-1191&y=-86

25
junho
2014
Museu do Futebol homenageia centenário da Seleção Brasileira

Por ocasião da Copa do Mundo, sediada no Brasil, e da vinda de muitos torcedores estrangeiros para o país, o Museu do Futebol (SP) inaugura um espaço (Lounge) em homenagem ao centenário da Seleção Brasileira e tem uma programação especial para o período, com saraus de poesia, audiovisuais, performances litarárias, lançamentos de livros, oficinas, jogos educativos e outras atividades. 

Além disso, tematividades relativas a outros países que participam da Copa e transmissão dos jogos, que não os do Brasil.

As atividades serão gratuitas e o lounge funcionará de terça a domingo, das 10 às 20 h (até dia 13 de julho) e das 10 às 17h (de 15/07 a 03/08), com entrada independente do Museu do Futebol.

 

PROGRAMAÇÃO LOUNGE 100 ANOS DE SELEÇÃO BRASILEIRA

Exibição de jogos da Copa

13/6 - 13h: México e Camarões
14/6 - 13h: Grécia e Colômbia; 16h: Uruguai e Costa Rica; 19h: Inglaterra e Itália
15/6 - 13h: Suíça e Equador; 16h: França e Honduras; 19h: Argentina e Bósnia
17/6 - 13h: Bélgica e Argélia; 19h: Rússia e Coreia do Sul
18/6 - 13h: Austrália e Holanda; 16h: Espanha e Chile; 19h: Camarões e Croácia
19/6 - 16h: Uruguai e Inglaterra
20/6 - 13h: Itália e Costa Rica; 16h: França e Suíça
21/6 - 13h: Argentina e Irã
22/6 - 13h: Bélgica e Rússia; 19h: Estados Unidos e Portugal
24/6 - 13h: Itália e Uruguai // Costa Rica e Inglaterra; 17h: Japão e Colômbia// Grécia e Costa do Marfim
25/6 - 13h: Argentina e Nigéria // Bósnia e Irã; 17h: Equador e França//Honduras e Suíça
26/6 - 13h: Portugal e Gana // EUA e Alemanha; 17: Coreia e Belgica//Argélia e Rússia
28/6 (Oitavas de final – jogos a definir)
29/6 (Oitavas de final – jogos a definir)

ATIVIDADES EDUCATIVAS E EXIBIÇÃO DE FILMES RAROS DO ACERVO DA TV GLOBO

O Lounge exibirá filmes do “Baú da Memória”, vídeos raros da TV Globo sobre a seleção brasileira.
Esse filme estará disponível ao público no momento em que não houver programação. As manhãs serão dedicadas a atividades educativas oferecidas pelo Núcleo de Ação Educativa do Museu.

SARAUS DE POESIA

20/06 – 20h às 21h Campeonato de poesia ZAP - com diferentes poetas do coletivo ZAP (Zona Autônoma da Palavra), que declamam poemas e o público atua como jurado.
21/06 – 20h: Futebol e Hai Kai - uma homenagem à comunidade japonesa, que há mais de 100 anos trouxe esse gênero poético para as terras brasileiras.
22/06 – 15h às 16h: Bate-papo com Marcelino Freire Agitador cultural, escritor e poeta radicado em São Paulo, Marcelino trata do futebol destacando a poesia de suas expressões e o drama social contido no jogo.
29/06 – 19h às 21h: Sarau Curta Poesia - Grupo de jovens que realizam o programa Curta Poesia! do canal fechado Canal Curta. Realizam seus saraus no bairro do Butantã e farão uma edição especial no Lounge.

MOSTRA DE FILMES

Relação de filmes que marcaram a produção audiovisual brasileira e internacional sobre futebol.
11/06 – 19h às 22h: Esperando Telê seguido de conversa com diretores. 
24/06 – 19h às 21h: João Saldanha.
27/06 – 20h: Deuses do Brasil, documentário BBC sobre Pelé e Garrincha.

INTERVENÇÕES E PERFORMANCES ARTÍSTICAS

21/06 – 18h30 às 20h: Homenagem a Gilberto Mendes – uma instalação audiovisual com músicas e histórias do compositor de música erudita que, aos 92 anos, assistiu a todas as Copas do Mundo. 
27/06 – 15h às 16h: Sarau do Charles Com experiência em números cômicos e acrobáticos, os palhaços do Sarau recuperam números esquecidos da história do circo e retomaram, especialmente para o Futebol das Artes, o número histórico do Futebol dos Palhaços. 
28/06 – 15h às 16h: Família na Copa – Performance de artistas que retratam os mais variados tipos de torcedores que freqüentam os estádios de futebol.

A HORA DE...

Os escritores José Santos e Selma Maria junto com outros participantes contam histórias relacionadas aos países participantes das Copas. 
10/06 – 14h às 15h: Hora de...Coréia 
14/06 – 15h às 16h: Hora da...Grécia 
14/06 – 18h às 19h: Hora de...Itália 
15/06 – 18h às 19h: Hora de...Argentina 
18/06 – 18h às 19h: Hora de...língua espanhola
24/06 – 16h às 17h: Hora de...Bairro Vila Madalena 
25/06 – 19h às 20h: Hora de papos de Futebol, samba, jongo e futebol: Vagner Dias 
27/06 – 19h às 20h: Hora de...Minas Gerais 
29/06 – 15h às 18h: Hora de.. Ricardo Azevedo, autor de livros sobre futebol

CAIXINHA DE SURPRESAS

Performance artística que faz uso de uma caixa ambulante com textos e objetos, convidando o público a participar de temas variados. 12/06 – 11h às 12h: Caixinha de Surpresas Seleção. 
22/06 – 18h às 19h: Caixinha de Surpresas Portugal.

LANÇAMENTOS DE LIVROS

Para celebrar o aquecimento do mercado editorial no período da Copa, abriremos espaço para lançamentos de livros e encontros com autores. 
15/06 – 11h às 13h: Lançamento de livro Poesia Querido Ronaldo (editora FTD). 
19/06 – 18h Lançamento do livro Craques do Traço (Ed. Panini), com a participação dos chargistas JAL e Gualberto Costa, autores do projeto, já estão preparando novo livro para a coleção que mostrará os grandes craques sob o mesmo tema do traço dos artistas gráficos. 
25/06 – 19hs : Lançamento Coletivo: 
a. De Charles Miller à Gorduchinha - A Evolução Tática em 150 anos de história, de Darcio Ricca; 
b. Sete décadas de futebol, de Milton Bigucci; 
c. Mulheres na Copa e na Cozinha, de Silvia Bruno Securato;
d. O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas; e Jovens craques do Brasil futebol clube, de Nereide Schilaro;
f. Para entender o Brasil, o País do futebol, de Mouzart Benedito. 
26/06 – 15h às 16h: Lançamento livro FTD. 
29/06 – 15h às 18h: Lançamento coletivo livro infanto juvenil + Homenagem a Ricardo Azevedo.

O Museu fica na Praça Charles Muller, no Estádio do Pacaembu.

Para consultar a programação atualizada:
www.museudofutebol.org.br
www.facebook.com/museudofutebol

 

 

 

 

7
maio
2014
Floorball: um novo esporte no Ítaca
postado sob esporte, Ítaca, Novidades

A ABF (Associação Brasileira de Floorball) em conjunto com a Escola de

Aplicação, da Universidade de São Paulo, está fazendo um projeto de difusão
do esporte em colégios da cidade de São Paulo.
O Colégio Ítaca, entre outras escolas privadas e públicas da cidade, está
recebendo equipamentos e treinamentos da ABF, para oferecer o esporte a
alunos de diversas idades.

O Floorball é uma modalidade de jogo criada na década de 1950, nos Estados
Unidos, como alternativa ao hóquei, que depende de saber patinar e é um
esporte muito violento. O novo jogo também nasceu como uma modalidade
coletiva, praticada em pista coberta e seu objetivo é colocar uma bola
plástica na baliza contrária ao respectivo time, usando-se um taco leve.
Ambas as equipas têm cinco jogadores de campo e um guarda-redes.


O primeiro campeonato de Floorball aconteceu em Michigan, EUA, em 1962. Em
poucos anos alcançou grande impacto também em outros países, adquirindo
características próprias, com aspectos técnicos e táticos que o diferenciam
do hóquei. O jogo chegou à Europa no final dos anos sessenta e, na década de
1970, os suecos desenvolveram o esporte, tornando-se desde então o país com
maior tradição na modalidade. A partir dessa época, começou a ser mais
difundido nos colégios e entre jovens esportistas do mundo todo, recebendo
diferentes nomes: Plasticbandy, Softbandy, Floorbandy, Innebandy,
Floorhockey, entre outros, para diferencia-lo bem do hóquei.  Finalmente
passou a ser chamado Floorball ou Unihockey.

Atualmente a modalidade é praticada em vários países no mundo, tais como,
Suécia, Austrália, Japão, Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Brasil,
Argentina, Chile, Coreia, Rússia, entre outros, e conta já com 3.200 clubes
e mais de 250.000 jogadores licenciados em todo o mundo.Agora, o Floorball
acaba de ser aceito como membro provisório no GAISFO (Organização
Internacional de Modalidades Olímpicas), responsável pelas Olimpíadas e
pelos Jogos Mundiais. 

Pela sua fácil jogabilidade e falta de violência, o Floorball contagia
crianças, jovens, adultos, homens e mulheres, e a cada dia que passa
torna-se mais popular e interessante.


www.floorball.org
http://www.floorball.com.br
http://apfball.wordpress.com/historia-do-floorball/=

 

Abaixo, final mundial Suécia X Finlândia

14
fevereiro
2014
COIOTES NAS CIDADES
Animais selvagens em ambiente urbano

Há um fenômeno novo e significativo, que está sendo largamente estudado pela Ecologia urbana: o aparecimento de coiotes nas cidades norte-americanas.

Ecologia urbana é uma nova área de estudos ambientais que procura entender os sistemas naturais dentro das áreas urbanas, lidando com as interações de plantas, animais e de seres humanos em áreas urbanas considerando as cidades como parte de um ecossistema vivo.

O cientista Stanley Gehrt, professor assistente de meio ambiente e recursos naturais na Universidade Estadual de Ohio, estuda o comportamento de coiotes em Chicago há 6 anos e afirma que os cientistas têm se surpreendido com a capacidade de adaptação e desenvolvimento desse animal em ambiente urbano.

Desde que começaram a estudar esse fenômeno, perceberam que as populações urbanas de coiotes são muito maiores do que o que imaginavam, que eles têm vida mais longa do que seus parentes que vivem em ambientes rurais, que fiem menos facilidade de conseguir comida e estão mais vulneráveis à agressão de predadores maior que eles. Notaram também que os coiotes são mais ativos à noite no ambiente urbano do que no rural. Alguns deles vivem em parques das cidades, enquanto outros habitam entre áreas residenciais, comerciais e parques industriais, alimentando-se principalmente de restos de alimentos humanos e de ração de animais domésticos, mas também de outros animais que habitam as cidades, como os ratos. 

Normalmente animais carnívoros selvagens e humanos não se misturam, mas o fato é que eles têm sido vistos há mais de uma década em cidades como Chicago, Portland, Seattle, e até em New York. Em praças de São Francisco, Califórnia, é muito comum encontrar placas que avisam da presença de coiotes durante a noite. Por enquanto não houve episódios que alarmassem as pessoas, seja por oferecerem riscos aos humanos ou aos animais domésticos, por exemplo (seja por ataques ou doenças), desequilibrando a  ecologia urbana.

"Ao entender como esse animal se adapta às mudanças no ambiente, podemos determinar o que realmente precisamos para focar no que realmente deve ser feito", diz Stephen DeStefano, biólogo da University of Massachusetts, e autor do livro, Coyote At The Kitchen Door (Harvard University Press, 2010).

Bill Hebner, do Departamento de Peixes e Animais Selvagens de Washington, diz que recebe uma dúzia ou mais de ligações por dia de cidadãos preocupados com os avistamentos de coiotes, mas que raramente o comportamento do animal põe em risco de segurança humana. "Educar os moradores ajuda a evitar a presença dos coiotes nas cidades ocorra no futuro”, completa.

Gehrt também alerta: “Os coiotes estão testando os limites urbanos e forçando as pessoas a avaliarem e refletirem sobre qual a tolerância que será imposta. Deveremos deixá-los viver nas cidades?”

 

Referências:

http://www.smithsonianmag.com/science-nature/City-Slinkers.html

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/por_que_os_coiotes_se_mudam_para_a_regiao_urbana_.html

http://researchnews.osu.edu/archive/urbcoyot.htm

http://www.npr.org/blogs/thetwo-way/2012/10/05/162300544/coyotes-in-the-city-could-urban-bears-be-next

http://www.bluechannel24.com/?p=15815

http://www.sciencebuzz.org/blog/urban-coyotes-more-are-choosing-live-life-fast-lane

Revista Scientific American Brasil

2
dezembro
2013
Uma centenária moderna
postado sob arte, cultura, Novidades

A artista japonesa Tomie Ohtake completou 100 anos no último 21 de novembro. No mesmo dia, à noite, uma grande mostra com seus trabalhos foi inaugurada no Instituto Tomie Ohtake, em SP. Chamada de “Gesto e Razão Geométrica”, apresenta mais de 60 obras, desde as paisagens que marcaram o começo da carreira da artista até as mais recentes pinturas, obras de grandes dimensões.

O Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) também celebra os 100 anos de Tomie com a exibição da série “Pinturas Cegas”, com curadoria do crítico Paulo Herkenhoff.  todas criadas com os olhos vendados.  E, como o próprio nome sugere, para essa série,realizada entre 1959 e 1962, a artista trabalhou com os olhos vendados. Ambas as exposições ficam em cartaz até dia 2 de fevereiro de 2014.

Nascida em 1913, em Kyoto, Tomie Ohtake chegou ao Brasil em 1936, aos 22 anos de idade. Veio visitar um irmão e, devido à guerra entre Japão e China, acabou ficando por aqui. Casou-se, teve 2 filhos, os conhecidos arquitetos Ruy e Ricardo Ohtake, e só depois de ver os filhos formados dedicou-se inteiramente à pintura, atividade que preencheu mais de metade de seus anos de vida. 

Nos anos 1960, com a ascensão do Movimento Concreto, Tomie conheceu artistas como Hércules Barsotti e Willys de Castro. Seu contato com a linguagem abstrata foi decisiva para o desenvolvimento de seu trabalho.  Durante mais de 60 anos de carreira, dos quais mais da metade dedicados à pintura, também trabalhou muito com gravura e escultura.  Algumas de suas obras públicas são bastante conhecidas em São Paulo, como a grande escultura na Av. 23 de Maio, em frente ao Centro Cultural São Paulo, ou a grande “língua”, na entrada do Auditório do Ibirapuera.

Tomie continua produzindo aos 100 anos, e ainda deverá nos surpreender muito com seu trabalho de traço contemporâneo.  Não deixe de ver a exposição.

Para saber mais, assista ao filme.

 

serviço

Instituto Tomie Ohtake 
Av. Faria Lima 201
São Paulo  SP
Tel 11 2245 1900 
www.institutotomieohtake.org.br
de 23 de novembro de 2013 a 2 de fevereiro de 2014
terça a domingo, das 11h às 20h - entrada gratuita

Museu de Arte do Rio (MAR)
Praça Mauá 5   Centro 
Rio de Janeiro/RJ
Tel  21 3031 2741
http://www.museudeartedorio.org.br
de 19 de novembro de 2013 a 2 de fevereiro de 2014
terça a domingo, das 10h às 17h
ingressos e R$8,00 e R$4,00

 

Fontes
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,tomie-ohtake-completa-cem-anos,1098821,0.htm
http://arte1.band.uol.com.br/tomie-ohtake-100-anos/

Convite impresso do Instituto Tomie Ohtake

22
novembro
2013
Temos o talento de criar um mundo de fantasia. E por isso mesmo  somos sortudos!

Com essa ideia na cabeça, desde 1990 o artista Theo Jansen dedica-se a criar novas formas de vida: os animais da praia. Eles não são feitos de proteína, como as outras formas de existência animal, e sim de outro material básico: tubos plásticos amarelos. Extraem a energia do vento, por isso não têm a necessidade de se alimentar como nós. Theo trabalhou no projeto de suas articulações de maneira que seus movimentos ficaram impressionantemente parecidos com os dos seres vivos. Passou a desenvolver mecanismos de reação nessas criaturas, de modo que evoluiram e quando a maré sobe, elas fogem das águas, tornando-se sobreviventes a tempestades e marés.

O desejo de Theo Jansen é poder liberar diversos animais desse tipo pelas praias.  Refazendo a Criação, ele espera tornar-se mais um criador da natureza, enfrentando seus percalços.

Afirma com humor: “Não é fácil ser Deus; há muitos desapontamentos pelo caminho. Mas, nas ocasiões onde tudo funciona, ser Deus é a melhor coisa do mundo”.

 

Referências:

http://www.strandbeest.com

http://theojansen.net

http://www.archdaily.com.br/br/01-147803/exposicao-theo-jansen-animais-que-se-alimentam-de-vento-theo-jansen-earthscape

 

Vídeos:

http://vimeo.com/53963103#

http://www.youtube.com/watch?v=SGx8UaPJOVc

http://www.ted.com/talks/theo_jansen_creates_new_creatures.html

26
setembro
2013
Comemorando a chegada da Primavera
postado sob arte, cultura, Novidades

CORES LINDAS, TODAS AS CORES.

HOLI ou Festival das Cores é um festival realizado na Índia todos os anos, na chegada da Primavera. As pessoas comem, bebem, dançam e jogam tintas de diversas cores, uns nos outros.

No final, todos estão super  pintados e coloridos.

Com tambores, cantos, bailes e, principalmente, muitas cores, milhões de indianos de todas as idades vão às ruas para dar as boas-vindas à primavera, comemorando a chegada do bom tempo e afugentando os maus espíritos, travando uma intensa batalha de água e pós multi coloridos, exaltando uma rica mistura de cores e pessoas.

"É uma festa de felicidade e esperança perante a chegada da época da fertilidade", disse Rohan, um morador de Nova Déli que trazia o rosto pintado com tons de amarelo, verde, azul e vermelho.

O chamado festival da cor, que paralisa a Índia, e atrai, cada vez mais, turistas do mundo todo, é celebrado na primeira lua cheia de março, sendo que suas origens se remetem a diferentes lendas mitológicas dos hindus.

Este ano São Paulo vai comemorar a entrada da Primavera com uma referência a esse festival indiano, dia 28 de setembro, no Parque Villa Lobos.

VEJA MAIS

Programação em São Paulo

Notícia  

Fotos

10
setembro
2013
Descoberta de novo animal carnívoro: o olinguito!

Há cerca de uma década, o zoólogo Kristofer Helgen, do Instituto Smithsonian e curador do Museu de História Natural de Washington, descobriu por acaso ossos e peles dos animais em um museu em Chicago. Quando olhou o crânio, não reconheceu sua anatomia achando, então,  que poderia se tratar de uma espécie nova.

Por amostras de DNA, Helgen pôde, ao longo dos anos, confirmar a descoberta.
A partir das características do animal, os cientistas tentaram imaginar o tipo de floresta que ele habitaria. Em uma expedição à região entre Equador e Colômbia, ele foi avistado logo na primeira noite da expedição.

É a primeira espécie de animal carnívoro identificada nas Américas nos últimos 35 anos, tratando-se de uma descoberta extremamente rara.

Batizado de olinguito, o animal tem 35 centímetros de comprimento, é um carnívoro - portanto, do mesmo grupo de mamíferos que inclui gatos, cães, ursos e seus semelhantes e vive nas florestas na região entre a Colômbia e o Equador
"Muitos de nós achávamos que essa lista estava completa, mas eis que temos o primeiro carnívoro identificado no continente americano em mais de três décadas", celebrou Helgen.

Clique aqui e leia a matéria na integra.

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