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11
março
2016
Sobre nossa saída para perceber a Terra: viagem do 1º EM rumo a Botucatu (SP)

"O que é uma fazenda?" nos perguntava o agricultor Paulo, da estância Demétria, em Botucatu. "Um pedaço de terra?" responderam... e se disséssemos ser  "um pedaço da Terra?" Há alguma diferença?

Entender-se como parte da Terra envolve um posicionamento ético que emerge não das especulações lógicas e racionais, mas da percepção do mundo através de um olhar qualitativo, integrador e holístico. Não é tarefa fácil.... Exige paciência, abertura, porosidade, atenção e muita observação para que algo comece a verter do fenômeno que está diante de nós, para que comecemos a "ler o livro aberto da natureza", como diria Goethe, até que ela a nós se revele, generosamente. Essa metodologia de investigação pode ser controversa, mas não há dúvidas de que seja um caminho bastante fértil para recuperarmos nossa capacidade de construir percepções do mundo (e não só repetir descobertas científicas que tornam o universo um conjunto de objetos a serem utilizados: nós separados do mundo que está a nosso serviço, ou lá, bem longe de minha realidade cotidiana).

Investigar a formação da Terra a partir de nossas observações - percebendo como uma massa rochosa é a cristalização de uma história de bilhões de anos, de movimentos, de feitos e efeitos, e que, ao percebê-lo, somos parte disso - é uma forma de buscarmos outras relações com a natureza, cujo ponto de partida é o próprio processo de percepção. As rochas deixam de ser paredes, calçadas, pias, pisos ou acidentes do relevo no meio das estradas... a fazenda deixa de ser um lugar para se plantar... São todos partes da Terra e nós, nela, ao começarmos a perceber aquilo que está para além do objeto, concreto em nossa frente, tornamo-nos responsáveis por vitalizá-la. 

É a partir do olhar que isso começa a acontecer. E não há momento escolar mais propício para isso do que um estudo de campo.

Saída envolvendo as disciplinas de Geografia, Biologia, História da Arte e Língua Portuguesa.

Texto: Professor Arthur Medeiros

10
junho
2015
10 de junho -  Dia da Língua Portuguesa
http://pt.bab.la/noticias/idiomas-do-mundo.html

O Dia da Língua Portuguesa é comemorado em 10 de junho, por ser o dia em da morte de Luiz Vaz de Camões (1524-1580). Considerado um dos maiores poetas da história lusitana, foi autor de obras memoráveis como “Os Lusíadas”. 

A língua Portuguesa tem sua origem no latim vulgar – o latim falado, que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao sudoeste da Península Ibérica, a partir de 218 a.C.

Atualmente, segundo dados da ONU, pelo menos 235 milhões de pessoas têm o português como primeira língua, em oito países que vão das Américas à Ásia. Mais de 80% desses falantes são brasileiros. Entretanto, muitos falantes do português vivem fora dos países lusófonos em nações da Europa e nos Estados Unidos. Não oficialmente, o português é falado por uma pequena parte da população em Macau, no estado de Goa, na Índia, e na Oceania.

É o quinto idioma mais falado do planeta e o terceiro entre as línguas ocidentais, ficando atrás somente do inglês e do castelhano. É a língua oficial em diversos países como: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e, ainda, Timor-Leste após sua independência. Por toda a importância dada à língua portuguesa, seu ensino agora é bastante valorizado nos países que compõem o Mercosul.

texto editado a partir do site da Portoweb

9
setembro
2013
A vaca foi pro brejo

Imagens extraídas do Livro Pequeno Dicionário de Expressões Idiomáticas de Marcelo Zocchio e Everton Ballardin 


A vaca foi pro brejo???

Há muitas expressões cujo sentido não é ‘literal’. Os provérbios e os idiomatismos são os casos mais óbvios. ‘A vaca foi pro brejo’ não se aplica nem a vacas nem a brejos, e vale para numerosos eventos: o time perde, o político é cassado, o carro pifa, o aluno é reprovado, o professor se engana etc.

‘Filho de peixe peixinho é’ pode não ter nada a ver com peixes.

‘Matar a cobra e mostrar o pau’ significa ‘fazer algo e dar provas de que fez’, ‘defender uma posição e explicitar o argumento’, ‘alegar alguma tese e provar que é verdadeira’ etc. Mas já se disse que o ‘verdadeiro’ provérbio deveria ser ‘matar a cobra e mostrar a cobra’ (esta, sim, seria uma prova de que a cobra foi morta!), enquanto que ‘matar a cobra e mostrar o pau’ seria comportamento de gente falsa. 

O linguista Sírio Possenti, da Universidade Estadual de Campinas, diz que por trás da proposta de corrigir ditados está uma crença errada de que as palavras deveriam ter sempre sentido literal e referir-se ao mundo ‘real’. 

Segundo ele, os sentidos das palavras e das expressões são os que elas vão adquirindo ao longo do tempo. 

Muitas vezes, não há meio de saber como os sentidos surgiram, e muito menos como surgiram algumas expressões ou provérbios com seus diversos sentidos ou com suas diversas aplicações a contextos análogos.

Mas o melhor argumento contra a suposta necessidade de uma interpretação única e que seria ‘literal’ é dar-se conta de que dizemos ‘Ele vai de Piracicaba a S. Paulo’, ‘A Bandeirantes vai de Piracicaba a S. Paulo’ e também ‘O mandato vai de 2011 a 2014’.
Logo vai aparecer alguém que sustentará que devemos corrigir as duas últimas expressões, alegando que uma rodovia não vai. Menos ainda um mandato!

Mais informações e detalhes, clique aqui.

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