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20
abril
2015
O Joaquim que tornou-se mártir
postado sob história, política

Joaquim José da Silva Xavier, chamado de Tiradentes, nasceu na Fazenda do Pombal, entre São José (hoje Tiradentes) e São João Del Rei em Minas Gerais, em novembro de 1746.

Ele ficou órfão muito cedo: perdeu a mãe aos nove anos de idade e o pai aos onze anos e foi criado na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto, pelo seu padrinho.

Exerceu diversos trabalhos, como minerador e tropeiro. Também foi alferes, fazendo parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais. Ganhou o apelido de Tiradentes por ser dentista, mas ficou mais conhecido como soldado, integrante do movimento da Inconfidência Mineira.

Junto com vários integrantes da aristocracia mineira, entre eles poetas e advogados, participou da chamada Inconfidência Mineira, movimento que durou vários anos do final do século XVIII, e que buscava a libertação do Brasil da monarquia portuguesa.

A região da cidade de Vila Rica e entorno era muito rica devido à mineração, à extração de ouro e pedras preciosas. Os portugueses se apossavam dessas matérias-primas e as comercializavam pelos países europeus, fazendo fortuna às custas da exploração das riquezas do Brasil.
Além disso, a corte portuguesa cobrava altíssimos impostos da população brasileira, que estava farta dessas imposições. Nesse contexto articulou-se o movimento chamado Inconfidência Mineira, que também tinha integrantes com espírito abolicionista (combatendo a escravidão), além de pregar a independência do Brasil.
Seus principais objetivos eram: buscar a autonomia da província, estabelecer um governo republicano (com mandato de Tomás Antônio Gonzaga), tornar São João Del Rei a capital, conseguir a libertação dos escravos nascidos no Brasil, dar início à implantação da primeira universidade da região, dentre outros.

Tiradentes era um excelente comunicador e orador o que colaborou para que fosse um líder na Inconfidência Mineira. 
Durante o movimento, as notícias de que os inconfidentes tentariam derrubar o governo de Portugal chegaram aos ouvidos do imperador, que decretou a prisão deles. 
Em 1789, após ser delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados em 1792. Alguns filhos da aristocracia ganharam penas mais brandas como, por exemplo, o açoite em praça pública. Outros foram perdoados pela rainha dona Maria I e expulsos para a África.
Tiradentes, entre aqueles que se rebelaram contra o domínio português, era o de classe mais baixa e, dizem, o único que havia feito propaganda aberta do movimento. Foi condenado à forca e o governo fez questão de mostrar em praça pública o seu sofrimento, dando exemplo e inibindo a população que ousasse se colocar contra a coroa portuguesa. 
Seu ofício de dentista (um trabalho braçal, malvisto na época) também pode ter pesado na decisão. Tiradentes foi enforcado há 223 anos, em 21 de abril de 1792. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados.
Sua cabeça foi cortada e levada para a cidade de Vila Rica. O corpo, esquartejado, foi espalhado pelos caminhos de Minas Gerais. “Era o exemplo que ficava para aqueles que pensassem em questionar o poder de Portugal”, diz o professor de história Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos.

referências
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/tiradentes.htm
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-tiradentes-foi-o-unico-inconfidente-enforcado
http://www.suapesquisa.com/tiradentes/

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