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12
setembro
2016
CONSUMO ALTERNATIVO
Mundaréu, a primeira loja de comercio justo de São Paulo, que funcionou na Vila Madalena - http://bit.ly/2czJu9l
ponto de Economia Solidária e Cultura, no Butantã, a ser apresentado no dia 17 de setembro

As últimas décadas estão marcadas por um aumento do consumo de bens e de gasto energético pelas populações mais abastadas, gerando um grande volume de descarte e importante impacto ambiental.  

Como reação a essa situação, surgem propostas de comportamento social inovadoras no que tange ao relacionamento social e ao consumo.
Nesse contexto, além dos movimentos de Comércio Justo (quando o produto consumido vem com certificação de que não provém de exploração dos produtores), do compartilhamento de espaços de trabalho (co-working) e do crescente consumo de objetos de segunda mão, novas maneiras de pensar o consumo têm sido apresentadas. 

As desigualdades sociais sempre tão patentes, escancarando a falta de oportunidade para quem não tem dinheiro, também acabam por motivar novas formas de pensar e interagir: um “banco de tempo”, por exemplo, em que cada um oferece seu tempo, especificando sua especialidade profissional e podendo por sua vez dispor do tempo dos outros, estabelece uma relação de troca, na qual o tempo é a moeda de câmbio, acessível a todos, sejam engenheiros, designers, dentistas, ou cozinheiros, pedreiros, donas de casa que fazem tricô. E esta é apenas uma das novas ideias e iniciativas.

Há também locais de troca, ou seja, lojas sem dinheiro, onde as coisas são doadas; entre outras ações de inovação social.

Veja o vídeo abaixo e leia a matéria

Share, a biblioteca de coisas
Uma nova experiência, muito interessante, é a Share (que significa “compartilhar”), a biblioteca de coisas. Criada por um grupo de jovens ingleses, da cidade de Frome, é uma loja diferente, que funciona como uma biblioteca, sem ser composta de livros.  São em torno de 600 itens como ferramentas, churrasqueira, vasilhas, etc... que podem ser emprestados.
Para fazer parte desse grupo e começar a usufruir desses empréstimos, a pessoa tem que se tornar um membro e pagar uma contribuição, uma vez que há custos de manutenção do local, aluguel, pessoal, etc.
O período de empréstimo é de uma semana e pede-se uma doação, entre, £1 (aproximadamente R$ 4,30) e £5 por empréstimo, para que o empreendimento possa continuar.
Assim que acabarem de utilizar o item emprestado, mesmo ainda estando dentro do prazo de uma semana, os membros devem devolver o item, para que ele não fique ocioso e esteja à disposição de outros interessados
Para se tornar um membro, é necessário apenas preencher um formulário e fornecer 2 cópias de algum documento, que contenha nome e endereço. Não existem taxas fixas de admissão e empréstimo, mas pedem-se doações mensais ou anuais, sugerindo valores.  As doações são cruciais para manter o projeto vivo.  Essa comunidade acredita na generosidade dos usuários.
Para doar um item à Share a comunidade agradece doações de itens úteis e em boas condições, funcionando.  Além disso, não se aceitam máquinas que dependam de consumo de gasolina.
Para doar tempo à Share: além de estimular as doações de itens, os membros da Share encorajam as pessoas a trabalharem como voluntários na loja, como forma de garantir a longevidade do projeto..
Produtos encontrados na Share: há vários produtos para empréstimo, como instrumentos musicais, pés de pato, brinquedos, caixas de som, videogames, patins, barracas para acampamento, mesa de massagem, colchões para ioga e ginástica, carrinhos de bebê e, principalmente, muitas ferramentas como serras, furadeiras, lixadeiras, etc.(Veja lista aqui)
Compartilhando consertos: todos os sábados, das 10h30 às 12h30, dois especialistas ficam à disposição na Share, para consertos variados.  Quem quiser ter seu objeto reparado deve se informar da data em que o especialista correspondente (eletricista, marceneiro, etc) estará de plantão.

Além dessa iniciativa, outras experiências de consumo alternativo (ou consumo responsável ou solidário) estão surgindo há algum tempo, principalmente na Europa.  

 

Consumo alternativo no Brasil
No Brasil, o Comércio Justo ainda não é muito difundido, mas tem alguma expressão, inclusive na venda de alimentos orgânicos. É o caso do Instituto Chão, na Vila Madalena, São Paulo.

A Economia Solidária (sistema de autogestão onde todos os que trabalham são donos do empreendimento e todos os que são donos trabalham no empreendimento) é contemplada pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), em consonância com o Plano Nacional de Economia Solidária (vinculado ao Ministério do Trabalho). 
O Plano visa apoiar e fortalecer 20 mil empreendimentos econômicos, oferecendo condições de produção, comercialização e consumo, que respeitem parâmetros sustentáveis e solidários e promover a formação de 200 mil pessoas nos próximos cinco anos. 

Estes assuntos serão objeto de outros posts, aqui no site do Ítaca.
Acompanhe!

Referências:
http://muhimu.es/inspiracional/las-tiendas-sin-dinero/#
https://sharefrome.org
http://www.acteursduparisdurable.fr
http://laboutiquesansargent.org
http://facesdobrasil.org.br/comercio-justo-no-brasil/acesso-a-mercado
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/06/lancado-1-plano-nacional-de-economia-solidaria
http://www.economiaviva.com.br/?q=node/163
https://catracalivre.com.br/geral/empreendedorismo/indicacao/comercio-honesto-vende-produtos-organicos-pelo-preco-do-produtor/

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