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postado sob 2019, EF2, estudo do meio

Em um março chuvoso, alunas e alunos do sexto ano do Colégio Ítaca aproveitaram um ensolarado dia de aprendizagem no Centro da cidade de São Paulo. A proposta desse estudo de meio, em nossa própria cidade, abrange várias matérias e busca proporcionar aos estudantes uma vivência urbana diferente, na qual eles utilizam o tempo para observar, sentir, admirar, questionar e refletir sobre a metrópole. As mudanças na paisagem urbana, os valores e histórias dos bens culturais, as relações com povos indígenas e as belezas dessa região da cidade foram explorados pelos olhos inquietos e atentos de nossos alunos durante todo o dia. 

Artes, Geografia, História, Estudos Étnicos, Linguagem Audiovisual, essas foram as matérias que se envolveram nesse Estudo de Meio. Contudo, fora da sala de aula, todos os saberes se misturam, e a realidade vivida se enriquece com esse caleidoscópio de investigações e interesses. Ao longo do dia, conhecemos logradouros e edificações do centro da cidade, como a praça Ramos de Azevedo, o Teatro Municipal, o Centro Cultural da Ocupação São João, a Rua São Bento, a Catedral da Sé, o Páteo do Colégio, entre outros. À tarde, finalizamos nossas investigações no Cemitério da Consolação com a narração de um conto inédito de Reginaldo Prandi e uma visita às curiosas obras de arte que habitam esse lugar. Cheio de experiênc ias e novidades, o primeiro Estudo do Meio do 6º ano em 2019 foi marcado pelo envolvimento, interesse e reflexão dos nossos estudantes.

Veja a galeria completa de fotos clicando AQUI.

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postado sob arte, cultura, Ítaca
as dobraduras, vindas do Japão para serem doadas ao Ítaca
Cristiane Nakagawa, psicanalista, mãe de aluna do Ítaca
o tsuru e a dobradura de aviãozinho, doados ao Ítaca
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Estas dobraduras simbolizam as memórias e o legado de Shozo Kawamoto, sobrevivente do bombardeio atômico de Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Kawamoto faz dobraduras de tsurus (pássaros) e aviões, há várias décadas. Visitado pela psicanalista brasileira Cristiane Nakagawa, mãe da nossa aluna Ingrid Mai N. Theodoro, disse-lhe que dobraria alguns especialmente para que ela pudesse presentear crianças e pessoas que lhe fossem especiais. Cristiane escolheu o Ítaca para presentear. 
 
Shozo complementou: “Fale para elas que quem os fez com muito carinho foi o último órfão de Hiroshima e conte que o tsuru é o legado deixado pela Sadako, uma hibakusha [sobrevivente do bombardeio atômico] que tinha 2 anos no dia da explosão. Após a guerra, ela teve leucemia e acreditava que dobrando mil tsurus não morreria. Ela não conseguiu terminar de dobrar os mil tsurus, pois morreu antes. Mas nós, hibakusha, continuamos a dobrar seus tsurus respeitando o legado da esperança de Sadako. E, durante a guerra as crianças não podiam ter brinquedos. Minha mãe, escondido, fazia aviões de papel para brincarmos. Uma mulher que no meio da guerra nos fazia brinquedos, que amava os filhos e cuidava de nós da melhor forma possível. Então, também faço aviões de papel sendo pilotados pelos tsurus. E são distribuídos. Assim, o legado de minha mãe será sempre acompanhado pelo legado de Sadako, que fazia os tsurus. Esperança e amor.”

Abaixo, o PDF com texto completo da Cristiane, sobre a história dos tsurus.

 

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