.>
Alguns conteúdos desta seção estão disponíveis apenas para quem estiver logado.
Caso tenha acesso, faça seu login aqui
postado sob 2022, arte, EF1
+14

O 4° ano do fundamental 1-alunos e alunas da professora Flávia Capeleto -iniciou uma pesquisa a partir da observação da natureza presente na escola. Atentos às diferentes formas, tamanhos e cores, entre outros aspectos, as crianças escolheram e registraram o que lhes despertou maior interesse. 

Os alunos e as alunas do 7º ano, na disciplina de Linguagem Audiovisual, exercitaram aprendizados a respeito da criação de histórias para cinema, em uma atividade individual que contemplou diversas habilidades. Após assistirem a uma animação que discutia como pequenas coisas da rotina podem ser capazes de transformar nossa relação com uma situação maior, foi proposto às turmas que refletissem sobre sua relação com o último ano vivido durante a pandemia, sobre quais os personagens fizeram parte desses momentos (sejam eles reais ou simbólicos de suas próprias experiências), assim como sobre os cenários onde passaram tais momentos importantes (esses cenários também podiam configurar mundos reais ou outros mundos, de suas imaginações, desde que houvesse relação com a realidade). 

A primeira etapa foi cada um/cada uma se visualizar como protagonista dessa narrativa, além de pensar em três outros participantes de sua história e em três locais por onde deveriam passar e, então, fazer a descrição desses itens. Logo após, fizeram a visualização dessas descrições, à mão, para depois criarem uma versão final desses rascunhos, em formato livre. 

Quanto aos cenários, muitos os desenharam; outros digitalizaram e renderizaram esses desenhos; outros, ainda, utilizaram softwares gratuitos de arquitetura e 3D, e alguns utilizaram seus jogos de videogame, como Minecraft e Fortnite. Sobre os personagens, as turmas também pensaram em variações de poses e expressões.

A última etapa consistiu em remover os fundos dos seus personagens, objetos e variações, para poderem montar a estrutura de seus storyboards, responsáveis por, finalmente, mostrar para todos suas pequenas histórias. 

Confira um apanhado do que foi cada etapa!

+3
postado sob 2022, arte, cultura, EF2, EM
Mario de Andrade
Oswald de Andrade
+2

Realizada no Theatro Municipal, em São Paulo, a Semana de Arte Moderna foi um marco na história da cidade, mas estendeu sua importância para muitas outras regiões do país e também foi resultado de escritores, intelectuais, artistas de vários lugares do Brasil, sendo considerada um divisor de águas na cultura brasileira. O evento - organizado por um grupo de intelectuais e  artistas  - declarou o rompimento com o tradicionalismo cultural associado a correntes literárias e artísticas anteriores.

A Semana nasceu no momento em que o mundo assistia ao fim de uma grande guerra e tudo se renovava nas estruturas mentais e políticas da sociedade. Durante três dias, contou com a participação dos maiores músicos, poetas, romancistas, pintores, escultores, intelectuais brasileiros daquela época, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Victor Brecheret, Heitor Villa-Lobos, Graça Aranha e Di Cavalcanti.

Realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o evento incluiu exposição com cerca de 100 obras, aberta diariamente no saguão do Theatro, além de três sessões lítero-musicais noturnas. Os artistas, influenciados pelas vanguardas europeias e pela renovação geral no panorama da arte ocidental resolveram apresentar suas produções ao grande público, buscando desconstruir, na arte brasileira, o conservadorismo vigente no cenário cultural da época.

Na realidade, essa renovação estética também dialogava com as vanguardas europeias (Cubismo, Futurismo, Surrealismo etc..), redefinindo a linguagem artística que se articulou a um forte interesse pelas questões nacionais e ganhou destaque a partir da década de 1930, quando os ideais de 1922 se difundiram e se normalizaram.

Mas também é preciso ressalvar que, apesar de o termo Modernismo remeter diretamente à produção realizada sob a égide de 1922 - na qual se incluem os nomes de Vicente do Rego MonteiroAntonio GomideJohn Graz e Zina Aita - a produção moderna no país deve ser pensada incluindo-se obras anteriores à década de 1920 - as de Eliseu Visconti e Castagneto, por exemplo -, e pesquisas que passaram ao largo da Semana, como as dos artistas ligados ao Grupo Santa Helena (Francisco ReboloAlfredo VolpiClóvis Graciano etc.).

E, ainda que o Modernismo no Brasil deva ser pensado a partir de suas expressões múltiplas - no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, entre outros -, a Semana de Arte Moderna é um fenômeno eminentemente urbano e paulista, conectado ao crescimento de São Paulo na década de 1920, à industrialização, à migração maciça de estrangeiros e à urbanização.

Por isso, em homenagem ao centenário desse evento e à sua importância, a cidade de São Paulo comemorará com programações diversas, que começam na quinta-feira (10/02/22) e se estenderá por todo o ano.

O Theatro Municipal, entre os dias 10 e 17 de fevereiro próximos, será cenário, por exemplo, de shows, saraus, expedições e diversas atividades, com apresentações de Orquestra Sinfônica Municipal, Coral Paulistano, Quarteto de Cordas e o Balé da Cidade.

Veja neste link.

Além disso, durante o ano, várias exposições e eventos acontecerão na cidade:

  • 13/01 a 20/12 – Exposição "Modernismo – destaques do acervo", na Pinacoteca, com 134 obras de artistas modernistas.
  • 10/02 a 31/03 – Exposição "O Atelier de Brecheret", no Museu Catavento, sobre a vida e a obra de Victor Brecheret.
  • 13/02 a 13/04 – Exposição "Pilares de 22", no Memorial da América Latina, com caricaturas de artistas brasileiros que influenciaram o Modernismo no restante da América Latina.
  • 25/02 a 30/06 – Exposição "Esse Extraordinário Mário de Andrade", no Museu Afro Brasil.
  • 13 a 17/02 – Projeção mapeada "100 anos de Modernismo / São Paulo celebra a Semana de 22", do Estúdio Bijari, na fachada do Palácio dos Bandeirantes.
  • 05/03 a 10/07 – Exposição imersiva e interativa "Portinari Para Todos", no MIS Experience.
  • 10/03 a 18/12 – Ciclo de concertos "Clássicos Modernistas", com a execução pela Osesp (Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo), na Sala São Paulo, de 122 obras de compositores influenciados pelo Modernismo.
  • 16/04 a 12/06 – Exposição "A Arte Sacra dos Modernistas", no Museu de Arte Sacra de São Paulo, com bras de artistas modernistas criadas com temática da religiosidade e da fé.
  • 1ª quinzena de abril a julho – Exposição multimídia e interativa "100 Anos Modernos", no MIS, com curadoria de Marcello Dantas.
  • Sem data definida (expectativa é que aconteça em abril) – Inauguração da galeria multimídia do Museu Casa de Portinari, apresentando as obras do pintor, reunidas em seu Catálogo Raisonné.

 

Referências:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/o-que-fazer-em-sao-paulo/noticia/2022/02/07/theatro-municipal-tem-programacao-especial-celebrar-centenario-da-semana-de-arte-moderna-de-1922.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/02/como-a-semana-de-22-virou-vanguarda-oficial-depois-de-50-anos-esquecida.shtml

https://www.cultura.sp.gov.br/semana22/

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo359/modernismo-no-brasil

 

 

postado sob 2022, cultura, EF2
+18

Durante o curso de Estudos Étnicos, os alunos  e as alunas do 6°ano do Ítaca abrem os corações, para ler contos sagrados indígenas que o escritor e ativista Daniel Munduruku organizou no livro "Vozes Ancestrais". Cada conto abre uma oportunidade para conhecerem um povo indígena do Brasil e mergulharem em um modo de ver a vida e o mundo completamente diferente do nosso.

Em 2021, os/as estudantes elaboraram um diário virtual de leitura da obra de Munduruku, usando a plataforma BookCreator, e se envolveram na confecção de seus diários virtuais, elaborando capa, sumário, ilustrações, textos de apresentação dos povos, sínteses e comentários sobre cada conto lido.

No nosso estudo de meio virtual pela Bacia do Rio Tapajós, o 6°ano do Ítaca conheceu Daniel Munduruku e teve uma conversa com ele sobre as vidas, as culturas e as lutas dos povos indígenas do Brasil, o que enriqueceu ainda mais a leitura de sua obra.

Essa atividade alonga e aprofunda a relação dos/das estudantes com os contos e povos indígenas que o autor nos apresenta em seu precioso livro. Ao desenhar, perfilar e comentar cada conto, cria-se um vínculo entre as histórias e esses e essas estudantes. Assim, as sabedorias do mundo indígena brasileiro se fazem mais presentes no olhar atento de jovens que passam a trazer a cosmovisão indígena para alguns assuntos e projetos da escola.

Além disso, tal projeto cria também muitos livros virtuais bonitos e criativos que valem a pena ser lidos e relidos. Veja aqui uma amostra do que nossos e nossas estudantes criaram nesse projeto.

 

fechar