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postado sob 2022, EF2, EM
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Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.

Elisa Lucinda, 1992


Pedimos licença, antes de tudo, à poeta, pelo uso de uma estrofe de seu poema, deslocada do contexto original, mas tão certeira hoje, tão atual, mesmo que em outras significações. Porém foi no contexto original que Fabiana Teixeira, no Ensino Médio, teve contato com a obra, que a fez “começar a sacar o mundo”, como ela nos contou.

Fabiana Teixeira de Souza trouxe a nós esse poema, quando esteve no Ítaca, no dia 17 último, para uma conversa instigante e muito reflexiva com nossos alunos e nossas alunas do 8º EF2 ao 3º EM. Aqui, a bacharel em Direito, especialista em mediação de conflitos, falou sobre conflitos, escuta, empatia, militância feminista, acolhimento e outros assuntos. E respondeu a perguntas, muitas perguntas.

Seu encontro – Mediação de conflitos: perspectivas sobre diálogo, violência e conflito – buscou estimular nos e nas adolescentes a atenção a si e ao outro, nesses tempos ainda nebulosos, da quase pós-pandemia.

E pudemos entender (ou relembrar) que as soluções para conflitos nem sempre são aquelas que achamos corretas, porque dependem do lugar de fala, do contexto, das pessoas envolvidas, entre outros.

E também lembramos (ou percebemos) que é preciso sempre fundamentar nossas proposições, e é preciso buscar clareza e alicerce. E é preciso empatia, pôr-se de verdade no lugar do outro. E é preciso entender (e praticar) que o espaço de acolhimento é um lugar sem julgamento, no qual a outra pessoa sabe que pode estar. 

É bom (é imprescindível) que possamos manter espaços de reflexão e ponderações e considerações como esse encontro. E que ele tenha sido gatilho para a ação, a atitude melhor para si e para o coletivo. Os tempos pedem isso mais do que nunca!

E, por isso, vai aqui nosso agradecimento à Fabiana e a todos e todas que cocriaram esse momento, como ouvintes, questionadores, interlocutores.

 

Arte e Português no 9º ano

Publicado em 1956, "Morte e Vida Severina", obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, classifica-se como um "poema dramático regionalista", que questiona os limites entre a prosa e a poesia e reflete as inovações propostas pelo autor na construção de seu texto. A obra apresenta, com muita verdade e lirismo, a vida dura do nordestino retirante, que sai de sua terra em busca de uma vida melhor. 

A partir da leitura e da análise do poema e tendo em vista a intenção de ilustrá-lo, os/as alunos/as do 9º ano produziram uma História em Quadrinhos, num projeto interdisciplinar que envolveu Artes e Língua Portuguesa.  Esteticamente, a HQ foi pensada num formato de pranchas numeradas, nas quais foram feitas as ilustrações e escritos os versos dessa narrativa poética. Posteriormente, essas pranchas foram acondicionadas numa caixa forrada com tecido, produzida especificamente com essa finalidade. Para ter acesso a essa belíssima produção coletiva de nossos/as estudantes, visite nossa biblioteca.

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