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Com a chegada da primavera, as flores desabrocham pela cidade e pela escola e a horta cresce com novos brotos e folhas.

Plantar e aprender, observando as alterações com o passar do tempo, tem sido divertido e valioso para as crianças do 2º EF1.
Orientadas por suas professoras, desenvolvem a atividade de cultivar alguns tipos de hortaliças e frutas, em uma “horta escolar”.

Nessa atividade, elas podem:

- observar e descrever características de vegetais, desde o plantio das sementes até o desenvolvimento da planta e  a colheita;

- observar quais são as condições necessárias para o crescimento dos vegetais, como o solo adequado e a quantidade suficiente de água e luz;

- conhecer a importância das plantas para o equilíbrio da natureza, pela realização da fotossintese, que é fonte de alimentos e oxigênio.

- alimentar-se daquilo que colhem, valorizando alimentos naturais, em comparação aos industriais - processados e ultraprocessados -, sendo feito, em paralelo, um estudo das funções dos alimentos no corpo humano;

Além disso tudo, aprendem como se faz o controle biológico de insetos indesejados, as chamadas “pragas” da lavoura, atraindo para as plantações outros insetos (as joaninhas), como alternativa aos agrotóxicos, tão nocivos à nossa saúde.

Assim, de forma lúdica e agradável, em contato com a terra, os alunos são estimulados a conhecer e a  manter o equilíbrio ambiental, cuidando também da saúde.
 

postado sob 2021, cinema, EF2

A terceira edição do Cinema com o Professor deste ano aconteceu no sábado, dia 28/08, e foi voltada para as turmas de 6° e 7° anos.  Foi uma manhã de muita alegria, encontros, trocas e aprendizados em nossa comunidade. Desta vez, exibimos o filme "The True Cost" (O custo verdadeiro, 2015, Andrew Morgan) e, a seguir, tivemos um debate bastante aquecido, do qual participaram, além de alunos/as e professores/as do Ítaca, nossos convidados Giovanna Gaba e Rafael Körbes, professores da Universidade Anhembi Morumbi, que ensinam moda e trabalham nesse universo. 

Trata-se de um documentário impressionante que revela uma triste e cruel realidade de nossas vidas: a produção e comercialização de roupas, no estilo Fast Fashion, no mundo. E levanta as seguintes questões: Quem faz as roupas que usamos? Por que nossas roupas são feitas em outros continentes? Por que precisamos ter cada vez mais roupas? Para onde vão as roupas que descartamos?

A escolha dessa temática surgiu a partir dos estudos sobre Cinema e sobre Consumo, que já vinham ocorrendo com os alunos de 6º e 7º anos, englobando as temáticas de matemática financeira e planejamento de finanças. Outro fator motivador é a superexposição a propagandas de vestuário a que as crianças estão submetidas, diariamente, nas redes sociais.

O evento promoveu uma importante e enriquecedora troca entre Universidade e Ensino Básico. Nossos alunos e alunas puderam discutir conteúdos e questões  contemporâneas que, para muitos, são abordados apenas na Universidade.

Acreditamos que esse tipo de debate é essencial para motivar mudanças atitudinais fundamentais à nossa existência no mundo.

Assista aos vídeos de debates, abaixo.

postado sob 2021, EF1
CONTEÚDO PARCIALMENTE RESTRITO
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O 3º EF1 finalizou o 1º semestre de 2021 tendo desfrutado de vários encontros com profissionais das mais diversas áreas de conhecimento. Esses profissionais chegaram à sala de aula para compartilhar informações, saberes e interagir com as investigações das crianças.

Na área de História, as culturas indígena e africana destacaram interlocuções importantes, em relação ao reconhecimento da formação e da  história do Brasil, refletidas nas experiências do cotidiano das crianças. Francisco Carlos Machado, artista plástico, e Alan Eduardo de Barros, biólogo e gestor ambiental, foram os convidados indicados por um dos alunos das turmas, pela sua experiência com os povos indígenas, e Fernanda Lopes, psicóloga e mãe de aluna do 3º ano, trouxe sua contribuição, conversando sobre a cultura africana: olhar a África e conhecer o Brasil.

Luana Ribeiro Ricardi Freddi, professora de Biologia do EF2, programou uma aula/conversa sobre os animais vertebrados, tema presente na área de Ciências do terceiro ano, que também aponta para questões importantes relativas ao meio ambiente, preservação da natureza e dos seres vivos ameaçados de extinção. Nesse viés ainda, Rogério Assis, fotógrafo e autor do livro MATO?, foi convidado para trocar reflexões significativas sobre os riscos do desmatamento.

Para concluir, a escritora Flávia Lins foi contatada também por um dos alunos, com a proposta de conversar com os dois grupos de terceiros anos, a partir de perguntas previamente preparadas sobre os seus livros da coleção Diário de Pilar e sobre a série Detetives do Prédio Azul (DPA). 

O encontro com estes profissionais celebra a aproximação da escola com o mundo ao redor, com a sociedade e suas considerações acerca da ciência, da cidadania, da literatura: assuntos imprescindíveis desde o primeiro ciclo do ensino fundamental.

 

postado sob 2021, ciências, educação
foto reprodução
a Terra vista do espaço
foto reprodução: Jan Michels
formiga aumentada por microscópio
Foro reprodução: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/06/brasil-ultrapassa-marca-de-70-milhoes-de-brasileiros-com-a-primeira-dose-da-vacina-covid-19
foto reprodução
Couve flor de Romanesco - com estruturas fractais
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A ciência é uma atividade essencial à humanidade, não só pela possibilidade de enfrentar os problemas da vida cotidiana, como também para lançar luzes sobre os fenômenos do mundo e do universo, ampliando o sentido da nossa existência. Dando asas à curiosidade e ao espírito investigativo que nos acompanha ao longo da história, pesquisas aplicadas e básicas procuram atender aos incessantes questionamentos que só a espécie humana é capaz de fazer.

Silvia Gasparian Colello, Educação.

 

8 de julho. Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Cientifico. A data, não por acaso, remete à fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, hoje completando 73 anos. E as comemorações, que acontecem em todo o Brasil, com o objetivo de chamar a atenção para a produção científica do país, estimular o gosto dos jovens pela ciência e divulgar o saber científico para a sociedade.

 

Nos últimos 73 anos de existência da SBPC, a ciência está ficando cada vez mais necessária para, talvez, nossa sobrevivência como espécie humana. Ela nos forneceu e está fornecendo importantes avanços que nos possibilitaram alcançar uma vida mais saudável (remédios, vacinas!) e mais confortável (todas as máquinas que tornam nosso dia a dia mais fácil, do pendrive à máquina de lavar roupa, veículos e até satélites etc etc!) e mais previsível (computação de alto desempenho para prever catástrofes climáticas!). Se dermos ouvidos a ela conseguiremos sobreviver; sem ela, estamos condenados a cair de volta na barbárie e em uma guerra por recursos cada vez mais escassos, além de dar preferência a charlatões egoístas na política.

Gerhard Wunderlich, Ciências Biológicas.

 

A SBPC

Entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, a Sociedade é voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. E, desde sua fundação, em 1948, exerce importante papel na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País.

Para isso, não se restringe apenas ao espaço acadêmico, mas mantém representantes oficiais em mais de 20 conselhos e comissões governamentais, além de, periodicamente instituir grupos de trabalhos – compostos por cientistas renomados em suas especialidades –, com o objetivo de estudar e apresentar propostas para questões específicas de interesse nacional. 

Ao lado disso, anualmente, a SBPC realiza diversos eventos, de caráter nacional e regional, com o objetivo de debater políticas públicas de C&T. A entidade também contribui para o debate permanente das questões relacionadas à área, por meio de diversas publicações, como o Jornal da Ciência, a revista Ciência e Cultura, seu portal na internet, e a edição de livros sobre temas diversos relacionados à ciência brasileira.

 

“A Terra não é plana”

 A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) celebra o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador.  Neste ano, o tema escolhido para a discussão junto à comunidade será “Os desafios atuais da ciência no Brasil”, no âmbito da 73ª reunião da SBPC e dos 70 anos da fundação do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (CNPq), principal órgão do Governo Federal de financiamento para a pesquisa

Gostaria, entretanto, de sair do lugar comum, frequentemente associado à questão do financiamento da pesquisa no Brasil. Ou do foco discursivo que repercute, por meio da prática científica, questões interconectadas com as mazelas que continuam a assolar um país tão rico em recursos como o nosso, especialmente no que tange à Saúde, Educação, Meio Ambiente e Desigualdade Social.

Nós nos encontramos, enquanto sociedade, em uma situação paradoxal, tendo em vista que vivenciamos, graças à tecnologia digital, um momento extraordinário, em termos do acesso e da troca de informações: a democratização do conhecimento é - ou deveria ser - positiva, tanto para o indivíduo como para a sociedade, uma força motriz para o desenvolvimento humano; entretanto, o que se tem observado, a taxas alarmantes, é a disseminação sistêmica de falsas explicações para uma série de fenômenos naturais e sociais. Explicações baseadas em teorias da conspiração, ideologia, preconceito e misticismos têm escancarado, de maneira explícita, comportamentos regressivos, que podem, se amplificados, colocar em xeque a própria vida (como observado durante a pandemia), o nosso desenvolvimento socioeconômico e a coesão de nossa democracia, podendo vir a comprometer, em última análise, os alicerces sobre os quais o próprio processo civilizatório se deu nos últimos 500 anos.

As crises são recorrentes ao longo da História, sendo correlacionadas ao limiar de mudanças profundas. Nesse sentido - e talvez mais do nunca -, seria fundamental que os cientistas, aqueles que fazem genuinamente do método científico o seu instrumento de trabalho, se apresentem à sociedade de uma outra maneira, se afastando, quem sabe, de um academicismo sisudo, vazio e burocrático. Será somente através da troca de conhecimentos, do verdadeiro debate dialético com os diferentes atores sociais, que aqueles que fazem ciência, a verdadeira ciência, poderão demonstrar que a apropriação do conhecimento científico pode expandir os horizontes de um indivíduo no mundo, contribuindo, muito positivamente, para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, dentro de uma visão de progresso humanista e bem-estar social. 

Rodrigo Franco de Carvalho, Ciências Biológicas.

 

A CIÊNCIA PELOS CIENTISTAS

Por reconhecermos a importância do pensar e do fazer científico, fica nesta publicação a homenagem do Ítaca, nas vozes de pesquisadores ex-alunos e ex-alunas, pais e mães do Colégio, a quem especialmente agradecemos.  

 

"A ciência é um diálogo com o mistério do mundo”. Assim se refere o filósofo Edgard Morin à atividade da ciência. De fato, as razões primeiras e o sentido da existência – do mundo, das coisas, das pessoas - serão sempre um desafio à compreensão humana. Há diversos e importantes modos de estar em contato com esse mistério, como a arte, a espiritualidade, a filosofia, a ciência. Mas o que há de particular nessa última forma, é exatamente o fato de ela ser um diálogo: um modo de fazer perguntas e obter respostas sobre esses mistérios da existência, e por fazer isso de um modo que nos permite agir no mundo com base em conhecimentos interessados na verdade, construídos de forma racionalmente fundamentada, compartilhada e aberta à revisão crítica e reconstrução. É claro que, como tudo que é humano, as ciências estão sujeitas a falhas, deturpações, vieses. Mas o que as torna as ciências especiais é que, por serem baseadas em demonstrações, debate e crítica, elas mesmas tornam possível e necessário identificar e combater esses problemas. E ao ser, assim, um saber construído por humanos para humanos, ao ter a verdade como norte e o debate racional como meio, o conhecimento científico se torna um recurso imprescindível para buscar um mundo onde seres humanos e natureza possam viver de forma mais feliz e harmônica, com justiça e liberdade. Valorizar e cultivar o diálogo científico e esse seu importante papel civilizatório, sem desconhecer e desvalorizar as outras formas de lidar com os mistérios do mundo, mas, ao contrário, entendendo o lugar de cada uma delas na nossa existência e dialogando com elas, inclusive: talvez seja esse o maior desafio ético e político de nosso tempo.

 José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres, Medicina.

  

Referências:

https://www.ufpi.br/ultimas-noticias-ufpi/36697-dia-8-de-julho-e-comemorado-o-dia-nacional-da-ciencia-e-do-pesquisador-cientifico

http://portal.sbpcnet.org.br

 

postado sob 2021, EM, evento
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O semestre se despede.

Um professor trouxe a voz e a poesia; outro, o berimbau e a cantoria lá das Áfricas; um aluno trouxe a bateria, outro, a guitarra, o violão; uma ex-(sempre) aluna trouxe a voz, a autoria da composição; outro, lá de um continente longe, trouxe a música das montanhas do lugar; o público trouxe as palmas, o sorriso, a emoção...

E todos se conheceram um pouco mais e se conectaram e riram, (re)lembrando como é possível e como conseguimos sempre nos (re)humanizar, apesar de todos os pesares e cansaços...

Esse sarau de fechamento do semestre letivo do Ensino Médio, reuniu idades, gêneros musicais e poéticos, paisagens, estilos. Reuniu pessoas (mesmo que tudo permeado pela tela do computador...).

Alunos, alunas, ex-alunos, ex-alunas, professores, professoras.
De maneira simples e informal, ao nosso jeito, confirmamos que estamos juntos.

A todos ali, um abração carinhoso!

Boas  e merecidas férias.

EPIDEMIA DE CÓLERA EM LONDRES
Estudo e reflexão para os alunos do EF2 e EM
EPIDEMIA DE CÓLERA EM LONDRES
Estudo e reflexão para os alunos do EF2 e EM
Antigo mapa de Londres
reprodução
Ilustração de época
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Como parte do curso de Inglês e para uma dinâmica de uso real da língua, para além da sala de aula, professores do Ítaca propuseram uma live-tour sobre assunto que é História daiência e também remete ao vivido hoje em todo o planeta: Surviving an epidemic 150 years ago.

A visita pela exposição, com o 9º EF e com as 3 séries do EM, aborda a epidemia de cólera que assolou vários países, no séc. XIX, mas foca no ocorrido na Inglaterra, mais precisamente na cidade de Londres. Conduzido por Loona Hazarika, experiente guia de Londres, esse tour virtual mostra a situação e os acontecimentos durante essa epidemia, transmitindo, ao mesmo tempo, um pouco da História da Ciência e uma mensagem de esperança; tudo permeado por um olhar bem-humorado, em muitos momentos.

Loona mostra os hábitos e a falta de conhecimento e protocolos sanitários da época e como a causa da epidemia de cólera foi descoberta. Explicou que, em torno de 1830, a doença chegou à Inglaterra, proveniente da Índia. Os ingleses não conheciam sua origem e causa e acreditavam firmemente que era proveniente do miasma, do ar (apesar de beberem água diretamente do rio Tâmisa, onde eram despejadas diariamente várias toneladas de excrementos). Essa teoria atribuia a contaminação ao conjunto de odores fétidos provenientes de matéria orgânica em putrefação nos solos e lençóis freáticos contaminados. 

Atualmente a teoria miasmática é considerada obsoleta, sendo consensual e aceite a teoria microbiana. Mas, já naquela época, John Snow, médico inglês considerado o pai da epidemiologia moderna, conhecido também por desenvolver a anestesia, na Inglaterra, começou a questionar a crença de que a cólera provinha da contaminação pelo ar, uma vez que não causava nenhum mal ao sistema respiratório.

Loona também ressaltou que a noção de saúde pública, área de destaque da Inglaterra, no século XX, não existia na ocasião: a saúde era de responsabilidade individual, e havia, ainda, a crença de que mais de 52.000 pessoas já haviam perdido a vida por uma “lição divina”, pelo mau comportamento dos seres humanos.

Contudo, John Snow observou o cenário com outro olhar e constatou um maior impacto da epidemia em uma área específica de Londres, identificando um maior número de enfermos, entre os que residiam perto da bomba de água pública na Broad Street, atual Broadwick Street. Percebeu, então, que a doença provinha da água contaminada. Essa descoberta deu origem a um plano de saneamento e a uma rede de distribuição de águas, que funciona até hoje em Londres. 

Antes e depois do tour, discussões sobre o papel da ciência e seus métodos - e também sobre manter acesa a esperança e a certeza de que é possível vencer e controlar tragédias como essas - compõem o trabalho não só nas disciplinas de Inglês, mas também nas de Ciências, Geografia, História, Biologia e Matemática.

 

postado sob 2021, ciências, EF2, história
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No dia 10 de maio, os professores Fernando, de História, e Luana, de Ciências, receberam as doutoras Mariana Inglez e Eliane Chim do LAAAE (Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva) da USP, para conversar com os estudantes do 6º ano, dentro do projeto interdisciplinar "Origens". Foi um momento muito rico, importante e potente. Elas falaram sobre suas trajetórias de vida, de estudos e compartilharam suas descobertas e conhecimentos nos campos da arqueologia, antropologia evolutiva, zooarqueologia, paleontologia, bioarqueologia, etc.

Muitos temas e assuntos abordados no projeto com os alunos ganharam corpo e história com esse encontro poderoso. As pesquisadoras, os estudantes e os professores aproveitaram o encontro, e as perguntas foram tantas, que não deu tempo de passar por tudo que elas imaginaram poder contar pra gente.

O projeto “Evolução para Todes” o LAAAE-USP” compartilha conhecimento científico com ampla divulgação e livre acesso em diferentes mídias. Tem como objetivo expandir narrativas mais inclusivas, interessantes para um público não necessariamente acadêmico, e construir novos diálogos – em especial com pessoas negras e mulheres, para se pensar inclusão racial e de gênero, no contexto da divulgação científica. 
Na verdade, tem o intuito de democratizar a ciência e romper com os muros que separam as universidades de grande parte dos cidadãos brasileiros.

Vale a pena conhecer o projeto "Evolução para todes" clicando aqui. 


Veja mais filmes no canal do Youtube: 
https://www.youtube.com/channel/UCgFUEtUb4dhgSDeyXwnFCYQ

 

reprodução: http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/aulafordif.htm

Maré alta - Lua nas fases nova ou cheia - as forças de maré provocadas pela Lua e pelo Sol agem na mesma direção, de forma que a maré resultante é mais intensa.
Maré baixa - Lua nas fases de quarto crescente ou quarto minguante - as forças de maré provocadas pela Lua e pelo Sol agem em direções diferentes, de forma que a maré resultante fica atenuada.

 

Em março de 2021, o megacargueiro Ever Given ficou encalhado no canal de Suez por dias, apesar dos esforços de dezenas de rebocadores para retirá-lo e liberar a passagem de navios que usam essa rota entre a Europa e a Ásia. O trabalho só teve sucesso com a subida da maré: a embarcação pôde assim flutuar e liberar o tráfego. Mas por que a maré sobe e desce?

Marés são as alterações cíclicas do nível das águas do mar causadas pelos efeitos combinados da rotação da Terra com as forças gravitacionais exercidas pela Lua e pelo Sol sobre o campo gravítico da Terra.
Informalmente, dizemos que a Lua “puxa” as massas de água em sua direção, mas há outras contribuições, como se disse. A maré é um dos efeitos da ação do campo gravitacional de outros corpos sobre a Terra, mais precisamente, sobre os oceanos. O campo gravitacional foi descrito, em 1667, pelo notável Isaac Newton (1643-1727), reunindo o conhecimento de todos os filósofos naturais que o precederam. Para Newton, a gravidade é uma força que age entre corpos de qualquer tamanho, e depende da massa de cada um e da distância entre eles. É essa força que nos permite a sensação do peso e também regula as distâncias entre os astros no espaço.

A noção de gravidade foi ampliada por Albert Einstein (1879-1955), com a teoria da Relatividade Geral, em 1915. Para Einstein, a gravidade é o resultado de uma deformação do espaço próximo a objetos com massa: quanto mais pesados, mais curvo o espaço em torno deles. O movimento dos objetos, então, segue trajetórias determinadas por essa curvatura. A gravidade é uma das quatro forças fundamentais da natureza, sendo a mais fraca e a mais inclusiva: age sobre todas as partículas, até sobre a luz!

Mas voltemos aos oceanos. A Lua é o corpo celeste mais próximo da Terra; sua massa e a distância a que se encontra determinam forças de atração que variam de acordo com sua posição em torno da Terra, de modo que a região mais próxima do nosso planeta sofre as maiores influências. Quando essa força é aplicada sobre o oceano, há uma elevação do nível da água na direção da Lua, e essa situação é chamada de maré alta. O Sol também exerce influência sobre as marés: o Sol é 30 milhões de vezes mais pesado que a Lua e está quase 4 mil vezes mais distante da Terra do que a Lua, então a sua contribuição é em torno de metade da influência do satélite. Nada que se possa desprezar.

A sizígia é uma situação astronômica em que os três astros estão aproximadamente alinhados (e os casos mais emblemáticos são os eclipses); nessas situações, em que ocorrem a lua cheia e a lua nova, as forças de maré do Sol e da Lua se reforçam e criam as marés de sizígia. É nessa situação que ocorrem as maiores marés altas e as menores marés baixas, porque a maré sobe mais e desce mais do que as médias diárias. Nas fases de lua crescente e de lua minguante, os efeitos dos dois astros praticamente se cancelam, e aí temos as menores marés baixas e as maiores marés baixas.

Há também outros fatores que influenciam a ocorrência de marés, como a translação da Terra em torno do Sol. Nos equinócios de outono e de primavera (que em 2021 ocorrem dia 20 de março, e 22 de setembro, respectivamente), as marés altas são maiores e as marés baixas, menores. Assim, por exemplo, o desencalhe do Ever Given se deu com o trabalho dos rebocadores mais o feliz acaso da ocorrência da maré alta na sizígia e a proximidade do equinócio de outono.

A movimentação das águas ocasionada pelas marés pode, inclusive, ser utilizada para gerar energia. As usinas de energia de maré (maremotrizes) mais importantes estão na região do mar do Norte, próximo à Escócia.
Em tempos de uso consciente de energia, todas as formas de conversão de energia, em geral, para eletricidade, devem ser consideradas. Todos os países têm uma matriz energética específica, de acordo com suas peculiaridades históricas e geográficas. 

Referências
• Movimentos da Terra e da Lua, com uma animação: http://www.astro.iag.usp.br/~gastao/PlanetasEstrelas/TerraLuaSol.html
Marés
Silveira, Fernando. (2003). MARÉS, FASES PRINCIPAIS DA LUA E BEBÊS. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/306032185_MARES_FASES_PRINCIPAIS_DA_LUA_E_BEBES . Acesso em 27 abr 2021.
• Usina maremotriz
http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/mar/mar.html
https://betaeq.com.br/index.php/2018/04/13/conheca-ak-1000-maior-turbina-movida-energia-de-mares/
https://ciclovivo.com.br/planeta/energia/turbina-flutuante-escocia-energia-mares/
https://www.flickr.com/photos/evo_gt/12266768565/in/photostream/lightbox/

 

 

 

 

postado sob 2021, cultura, Português
foto: Ruth Klotzel
Lisboa
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Macau
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Museu da Língua portuguesa, SP
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Em 2019, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) proclamou 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, a partir de proposta de todos os países lusófonos, apoiada por mais 24 Estados, incluindo Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo e Uruguai.

O evento será celebrado este ano em pelo menos 44 nações: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, Instituto Camões e governos de todas as nações lusófonas, que devem promover mais de 150 atividades pelo mundo, para festejar o idioma falado por 285 milhões de pessoas.
Como todos os anos, a ONU News transmitirá os eventos ao vivo, em sua página, e participará da cobertura com reportagens especiais.

O português é falado em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O idioma também é língua oficial na Guiné-Equatorial e em Macau, na China.

Celebrando a data em São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa, terá uma série de atividades gratuitas, entre os dias 5 e 7 de maio. A programação integra a pré-reabertura do museu, fechado desde o incêndio sofrido em 2015.

Além de contar com muitos eventos on-line, o programa inclui uma visita presencial especial à exposição temporária "Língua Solta", para um público total de 160 pessoas (dez por vez), com acesso exclusivamente mediante emissão antecipada de ingressos pela internet.

Entre as atrações da programação on-line do evento estão uma aula do músico e ensaísta José Miguel Wisnik, uma performance do músico Tom Zé, um encontro virtual ao vivo com os escritores Mia Couto (Moçambique), José Eduardo Agualusa (Angola) e Inês Pedrosa (Portugal), e uma mesa também ao vivo sobre o funk e a literatura, com participação de produtores de conteúdo dos perfis do Instagram Funkeiros Cults, Se Poema Fosse Funk e Favela Business, e do coletivo PerifaCon. 

No encerramento, a cantora Maria Bethânia fará a leitura em vídeo do poema “Os Argonautas”, de Fernando Pessoa. 

Clique aqui e confira a programação completa no site do Museu da Língua Portuguesa.

 

Referências:

https://www.museudalinguaportuguesa.org.br

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/o-que-fazer-em-sao-paulo/noticia/2021/05/02/museu-da-lingua-portuguesa-tem-programacao-especial-online-a-partir-de-segunda-tom-ze-e-mia-couto-estao-entre-as-atracoes.ghtml

https://www.mundolusiada.com.br/cultura/dia-mundial-da-lingua-portuguesa-comemorado-com-150-atividades-em-44-paises/

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/onu-news/2021/04/28/organizadores-divulgam-programacao-do-dia-mundial-da-lingua-portuguesa-2021.htm?cmpid=copiaecola

https://news.un.org/pt/story/2021/04/1748872

postado sob 2021, antropologia, cultura, EF1
o encontro virtual com Uirá Garcia - na foto, meninos que aprendem a caçar desde pequenos
Foto: Uirá Garcia
a caça
Foto: Uirá Garcia
o banho de rio
Foto: Uirá Garcia
Construção
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A retomada de 2021 começou com o EF1 abordando conteúdos significativos do desafiador ano de 2020.

Ao lado disso, outras questões surgem, instigando novos saberes, novos olhares. E as aulas de História e Geografia do 4º ano apontaram para a busca de assuntos territoriais e de identidade. Pensando a cidade como algo a ser descoberto, as turmas já haviam trabalhado, em 2020, com o texto “Butantã“, do livro “Crônicas da cidade de São Paulo”, de Daniel Munduruku, escritor e cidadão indígena. 

Por meio dessa narrativa propôs-se um olhar para outra paisagem da cidade, o Pico do Jaraguá, que tem a presença da comunidade dos Guarani. 

Estava aberto um caminho de pesquisa, identidade, trocas e descobertas, a partir do que é familiar em direção ao desconhecido, despertando curiosidade e empatia.

Esse mergulho na cultura originária de povos nativos do território em que vivemos hoje foi o vislumbre de uma realidade da qual pouco se fala no Brasil atual. E também oportuna por ter sido proposta logo antes do estudo sobre ‘’As Grandes Navegações’’ e o impacto que produziram sobre as populações que viviam nos territórios onde os colonizadores chegaram.

As professoras Fabíola, Mariana e Marina organizaram, então, os alunos em grupos de estudo e pesquisa sobre esses povos e sua cultura, por meio da literatura e de conversas com pessoas e familiares conhecedores do assunto.

Em meio às descobertas e às descobertas, o aluno Tomé levou para seu grupo informações sobre os Awá-Guajá, povo de língua Tupi-Guarani da Amazônia Oriental, cuja cultura seu pai, o antropólogo Uirá Garcia, estuda. A professora Mariana fez, então, um convite a Uirá para um bate-papo com as 3 classes dessa série.

Os alunos e alunas se prepararam para o encontro, elaborando suas perguntas: 
• Você já lutou com alguma onça?
• Você foi em alguma aldeia durante a pandemia? Levou máscaras para os indígenas?

• Os Guajá têm algum ritual?
• Como eles conseguem fazer coisas tão boas só com elementos da natureza? 
• Você precisa de permissão para entrar na aldeia?
• Os Guajá caçam? Se eles caçam, o que mais gostam de caçar?
• Como é seu trabalho? Você gosta dele? Tem alguma equipe?

Essas e outras questões abrangendo um vasto campo de conhecimentos – ambientais, sociais, pessoais, históricos – foram enviadas antecipadamente a Uirá, que reagiu com entusiasmo às indagações.

Manteve-se, no decorrer do encontro, realizado em 17 de março, uma roda de histórias, presenteada pelo antropólogo, com ótimos interlocutores e alimentada por mais perguntas, imagens e casos.

Essas experiências enriquecem a vida, como na reflexão do filósofo e pesquisador Renato Noguera, a partir de outras narrativas:
’O que a história ‘’As mil e uma noites’’ nos ensina é que a vida é um fenômeno narrativo, e a maneira como relatamos nossas histórias, mesmo as mais cotidianas, possibilita que pessoas se aproximem ou se afastem de nós.”

 

Observação: Em Língua Portuguesa os quartos anos estão lendo o livro ‘’As mil e uma noites ‘’, da cultura árabe, em que a personagem Sherazade conta, todas as noites, uma história que continua na noite seguinte, como forma de sobreviver à ameaça de morte. 

 

 

 

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Afresco de Pompéia rertratando Hypatia, matemática nascida em Alexandria no século IV depois de Cristo (não há uma data certa, mas Hypatia viveu, aproximadamente, entre os anos 355 e 415 d.C.)
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Mulheres cientistas
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Madame Lavoisier por Jacques-Louis David, pintor francês, 1748–1825 - Coleção Metropolitan Museum
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É corrente afirmar-se que, antes da chamada Modernidade, não há registro de mulheres na construção do pensamento erudito. Mas isso é uma inverdade, já verificaremos sua atuação na Medicina, na História, na Poesia, enfim, em diversas áreas do conhecimento.

Desde o século V, início da Idade Média, até praticamente o século XIX, as mulheres foram sistematicamente excluídas do mundo do conhecimento e da produção científica ocidental. Mas nem sempre foi assim: nas civilizações antigas, tinham uma participação intelectual maior; na Grécia antiga, a Filosofia Natural era aberta às mulheres; nos séculos I e II, eram ativas cientificamente -  notadamente na protociência da alquimia. Porém, com a ascensão do Cristianismo e a queda do Império Romano, a vida das mulheres cientistas tornou-se muito difícil, como foi o caso de Hipátia de Alexandria (370-415) - considerada a primeira matemática da história, inventora do hidrômetro e do astrolábio -, assassinada por cristãos fanáticos, em 415 d.C.

Na Idade Média (sec. V-XV), apenas às freiras, nos conventos, era permitido o estudo e as mulheres eram excluídas da vida acadêmica, com raríssimas exceções, a exemplo da Universidade italiana de Bolonha, que permitiu que assistissem a palestras desde seu início, em 1088, ou a Universidade de Salerno, na qual Trotula di Ruggiero (1050-1097), médica de Ginecologia e Obstetrícia, estudou. 

Alguns grandes nomes da intelectualidade feminina medieval - como a freira Hildegard de Bingen (1098 – 1179), que antecipou ideias gravitacionais séculos antes de Newton,  e Hroswitha de Gandershein (935 – 1000), que encorajava as mulheres a serem intelectuais – provocaram reações,  e o fechamento das portas de ordens religiosas para as mulheres, excluindo-as da oportunidade de aprender a ler e escrever. 

No século XVIII, apesar da resistência de intelectuais centrais da época, como Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) – para quem o papel das mulheres se restringia à maternidade e a servir seus parceiros – o Iluminismo abriu espaço para as mulheres nas ciências, pela ascensão da cultura de salões, na Europa: espaços que reuniam homens e mulheres em ambientes aconchegantes para discussões filosóficas sobre política, sociedade e ciência. Já que às mulheres era reservado o espaço privado, doméstico, foi a partir da cultura de salões que  puderam participar mais ativamente da produção intelectual e científica e que seus trabalhos em Matemática, Física, Botânica e Filosofia começaram a ter influência e reconhecimento oficial no mundo científico.

Mas, apesar de ganharem algum espaço, principalmente a partir do sec. XVIII, é muito comum ver as figuras das “esposas científicas”, mulheres que faziam ciência à sombra de seus maridos cientistas, como foi o caso de “Madame Lavoisier” (1758- 1836), mesmo nos séculos posteriores.

Recentemente, a Editora Fi lançou o livro “Mulheres intelectuais na idade média: entre a medicina, a história, a poesia, a dramaturgia, a filosofia, a teologia e a mística”, disponibilizado para download gratuito em seu site oficial. A obra, dos historiadores Marcos Roberto Nunes Costa e Rafael Ferreira Costa,  traz a biografia de dezenas de mulheres que se destacaram nas letras durante o medievo.  Acesse aqui.

E para saber mais a respeito das mulheres na ciência, veja artigo da Revista Carta Capital, de 28/02/2019. Acesse por este link.

Mais referências:
https://www.todamateria.com.br/mulheres-que-fizeram-a-historia-do-brasil/
http://setor3.com.br/publicacao-gratuita-com-reflexoes-sobre-a-escrevivencia-de-conceicao-evaristo/

postado sob 2021, ciências, cultura, EF2, física
foto reprodução
Albert Einstein
reprodução
Isaac Newton

Na tradição popular, existe uma regra não verbalizada sobre a percepção da passagem do tempo: em alguns momentos da vida, atestamos e aceitamos que o tempo passa de modo diferente para cada um de nós, e isso parece estar relacionado com o tipo de atividade com que nos envolvemos. Se estamos nos divertindo, por exemplo, o tempo parece passar muito depressa; por outro lado, se estamos realizando tarefas que não nos chamam a atenção, o tempo se arrasta.

Na verdade, sabemos que isso é apenas uma sensação, e a ciência está aí para provar. Isaac Newton considerava o tempo como algo absoluto, verdadeiro e matemático, que transcorre uniformemente, e os maiores filósofos da natureza e cientistas concordaram com essa ideia. 

Assim, tudo corria bem na Mecânica Clássica, até Albert Einstein colocar o conceito de simultaneidade em xeque: fatos que ocorrem simultaneamente para mim podem não ocorrer para você!! O tempo corre de maneira particular para observadores, em diferentes velocidades.

Esses e outros fatos, tão alheios ao nosso universo de experiências cotidianas, mas explorados nas artes e nas ciências, foram objeto de investigação de nossos(as) estudantes de 8º e 9º anos, em pesquisas com o TEMPO como tema unificador. Eles se aventuraram, com curiosidade e com boa dose de ousadia, em assuntos que normalmente não trabalhamos na escola.

Alunos e alunas se prepararam assistindo a filmes que indicamos (porque adoramos esses filmes!), lendo textos que consideramos importantes para a compreensão do fenômeno da relatividade ou, mesmo, pesquisando, em uma atividade extraescola, como o tempo é entendido na música, na composição de obras literárias, qual a origem dos mais diversos calendários entre outros temas incríveis. Como resultado, recebemos trabalhos muito originais: uma revisão dos calendários como o desejo do homem em controlar a passagem dos dias; a noção e a contagem do tempo no andamento musical, o espaço-tempo e os buracos negros.

Os trabalhos foram publicados em forma de podcasts, arquivos sonoros que podemos escutar em plataformas de música ou em aplicativos para smartphones.

Parafraseando Caetano Veloso, na canção que nos inspirou nessa tarefa, esse trabalho - que envolveu Ciências, Matemática e Língua Portuguesa - nos revelou o tempo como “um senhor tão bonito... um dos deuses mais lindos” e que ainda tem tanto a nos contar.

OUÇA AQUI ALGUNS PODCASTS:

• 8º ano
O tempo em diferentes planetas

• 9º ano
Como a gravidade modifica o tempo
Mudança do calendário juliano para o gregoriano

 

postado sob 2021, COVID 19, ex-alunos, Ítaca
Flávia Marques Ferrari
André Lorenz Michiles

Meu nome é Flávia Marques Ferrari, sou ex-aluna do Ítaca (turma de 2002) e estudei da 1º série ao 3º ano do Médio, ou seja, o ciclo inteiro. 
Hoje sou bióloga e professora e autora de ciências. Além da profissão, sempre senti que era papel importante a divulgação de ciências e, há muito, atuo nos bastidores dessa área, ou ajudando amigos divulgadores ou organizando coisas com eles. Há dois anos, por exemplo, organizei o Conhecer Eleições, que contou com cientistas entrevistando presidenciáveis. 
Durante a pandemia, me juntei a um grupo de cientistas chamado Observatório Covid-19 BR. A ideia do grupo é juntar especialistas de diferentes áreas, para fazer análises da pandemia. Atuo nas redes sociais do grupo, ajudando na divulgação dessas análises. 
Em dezembro, o grupo se juntou a outros divulgadores e fundou o movimento #TodosPelasVacinas, que visa a mobilizar as pessoas para o tema. Construímos um portal www.todospelasvacinas.info e fomos agregando apoios e materiais, visando a esclarecer questões, como notícias falsas, e sensibilizar a população para o assunto da vacinação.
A última ação do movimento juntou ainda outro ex-aluno do Ítaca, André Lorenz Michiles, cineasta. Juntamos escolas de samba e pintamos um gigante #TodosPelasVacinas, no sambódromo. Criamos essa peça (filmada e dirigida pelo André), que ganhou repercussão internacional sendo tuitada até pela ONU.
Para ver esse filme, no tweet da ONU, clique aqui. Ou então, no Youtube, aqui.

postado sob 2021, cultura, São Paulo

A celebração tradicional do aniversário de São Paulo não acontecerá este ano, devido à pandemia, mas muitos eventos serão adaptados para a versão virtual.

O tradicional Bolo do Bexiga — que sempre media aproximadamente um quarteirão e cujos pedaços eram disputados  por uma multidão —­ vai ter também uma versão virtual: um projeto no bairro coletou 467 vídeos curtos de pessoas com bolos ou outros doces em mãos, em suas casas, dando parabéns à cidade.
A ideia é que haja o bolo e ele siga sendo comunitário, mas virtual. Cada um come o seu, em casa”, afirma a jornalista Nádia Garcia.
O filme, com as mensagens enviadas por pessoas de qualquer lugar do Brasil, serão publicados no site. 

 

Os MUSEUS, CASAS DE CULTURA e outros grupos que produzem cultura também terão programação especial.
Veja algumas abaixo:

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) vai ao ar nas redes sociais, no dia 25 de janeiro, às 18h. O bailarinos dançam trecho de Odisseia, da coreógrafa Joëlle Bouvier, em frente do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com trilha sonora original de André Mehmari e direção de vídeo de Alexandre Cruz, Inês Bogéa e Luciano Cury. Mais informações no site: http://spcd.com.br.

A Pinacoteca de São Paulo tem a PinaCanção, evento dedicado às crianças - uma história cantada entre pinturas, criada por Hélio Ziskind. A apresentação, que reúne música, teatro e artes visuais, dura 40 minutos e está disponível no site: https://pinacoteca.org.br/pinacancao/.

O Museu da Casa Brasileira irá promover no dia 25 de janeiro, às 10h, uma oficina de desenho on-line, pela plataforma Zoom, em homenagem ao aniversário da cidade. A intenção é compartilhar imagens, ideias, lembranças, afetos e desejos que giram em torno do imaginário paulistano. Mais informações no site: https://mcb.org.br/pt/ .

Na Pinacoteca, o público pode visitar o acervo do espaço, virtualmente: https://www.portal.iteleport.com.br/tour3d/pinacoteca-de-sp-acervo-permanente/
Veja também a visita guiada da exposição dos Gêmeos, pelos mesmos: https://youtu.be/_fRTGMnZ3xk

Para celebrar o aniversário da cidade, o MIS-SP lançará no próprio dia 25 de janeiro um selo especial de John Lennon, em parceria com os Correios, que parte de uma imagem cedida pelo fotógrafo Bob Gruen.
Confira as exposições virtuais do MIS: https://www.mis-sp.org.br/exposicoes/list/virtual

A Casa das Rosas terá a atividade “De perdizes às galáxias – O cosmopolitismo de Haroldo de Campos”, na própria segunda-feira, 25 de janeiro, pelo Zoom.
O evento acontecerá das 19h às 21h e a  inscrição pode ser feita neste link, até o dia do evento.

A Casa Guilherme de Almeida terá exibição do filme “Afro-Sampas”, acerca da presença africana na música brasileira e na capital paulista. Sábado, 23 de janeiro, pelo Zoom, às 15h. Informações e inscrições:  link, até o dia 22 de janeiro.

A Casa Mário de Andrade terá aula-show “Água do meu Tietê, onde me queres levar?” , no sábado, 23 de janeiro, pelo Google Meet, das 16h30 às 18h30. As inscrições devem ser feitas neste link até o dia do evento.

A Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha vai promover o sarau “Palavras de afetos: músicas e poesias de amor a São Paulo” – apresentação da cantora Luana Bayô, das poetas Mayana Vieira, Midria da Silva e do poeta Igor Chico.
O evento será no domingo, dia 24 de janeiro, das 19h às 20h, pelo Youtube das Fábricas de Cultura (link).

A Oficina Cultural Maestro Juan Serrano promoverá uma programação com atrações artísticas, gastronomia, literatura, música, grafite e teatro, entre outros, na segunda-feira, 25 de janeiro, das 10h30 às 16h30
Basta acessar a página do Facebook

Um feliz aniversário, São Paulo!

#culturaemcasa #culturasp

postado sob 2021, arte, EM, grafite, Ítaca
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Já é uma tradição: todo ano, o professor Renato Izabela fecha seu curso de História da Arte do Ensino Médio propondo aos alunos do 3º EM do Ítaca um grande grafite em alguns muros do Colégio.

Dado um estímulo temático (em 2020 foi a Pop Art), a turma discute, decide, planeja. E a obra se inicia. Coletiva em uns momentos; individual em outros.

Na verdade, além de um trabalho de criação e integração bem como de ocupação de um espaço da escola, o grafite é uma proposta atrelada ao final do curso de 3 anos, momento em que a turma estuda os primórdios da efervescência do grafite moderno, nos anos 1970, em Nova Iorque, com Basquiat; no Brasil, com Alex Vallauri, e também os caminhos dessa arte desde o grupo Tupi Não Dá (anos 80) até os hoje consagrados Os Gêmeos, Zezão, Prozac, Ciro Seu, entre outros.

O bônus é cada turma do 3º deixar sua marca e sua despedida por um ano inteiro, nos muros do Colégio (até a próxima turma se formar). Efêmera sim, mas expressiva, rica e significativa ...

Vejam as obras de algumas turmas do Ítaca!!

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