.>
Alguns conteúdos desta seção estão disponíveis apenas para quem estiver logado.
Caso tenha acesso, faça seu login aqui
reprodução: http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/aulafordif.htm

Maré alta - Lua nas fases nova ou cheia - as forças de maré provocadas pela Lua e pelo Sol agem na mesma direção, de forma que a maré resultante é mais intensa.
Maré baixa - Lua nas fases de quarto crescente ou quarto minguante - as forças de maré provocadas pela Lua e pelo Sol agem em direções diferentes, de forma que a maré resultante fica atenuada.

 

Em março de 2021, o megacargueiro Ever Given ficou encalhado no canal de Suez por dias, apesar dos esforços de dezenas de rebocadores para retirá-lo e liberar a passagem de navios que usam essa rota entre a Europa e a Ásia. O trabalho só teve sucesso com a subida da maré: a embarcação pôde assim flutuar e liberar o tráfego. Mas por que a maré sobe e desce?

Marés são as alterações cíclicas do nível das águas do mar causadas pelos efeitos combinados da rotação da Terra com as forças gravitacionais exercidas pela Lua e pelo Sol sobre o campo gravítico da Terra.
Informalmente, dizemos que a Lua “puxa” as massas de água em sua direção, mas há outras contribuições, como se disse. A maré é um dos efeitos da ação do campo gravitacional de outros corpos sobre a Terra, mais precisamente, sobre os oceanos. O campo gravitacional foi descrito, em 1667, pelo notável Isaac Newton (1643-1727), reunindo o conhecimento de todos os filósofos naturais que o precederam. Para Newton, a gravidade é uma força que age entre corpos de qualquer tamanho, e depende da massa de cada um e da distância entre eles. É essa força que nos permite a sensação do peso e também regula as distâncias entre os astros no espaço.

A noção de gravidade foi ampliada por Albert Einstein (1879-1955), com a teoria da Relatividade Geral, em 1915. Para Einstein, a gravidade é o resultado de uma deformação do espaço próximo a objetos com massa: quanto mais pesados, mais curvo o espaço em torno deles. O movimento dos objetos, então, segue trajetórias determinadas por essa curvatura. A gravidade é uma das quatro forças fundamentais da natureza, sendo a mais fraca e a mais inclusiva: age sobre todas as partículas, até sobre a luz!

Mas voltemos aos oceanos. A Lua é o corpo celeste mais próximo da Terra; sua massa e a distância a que se encontra determinam forças de atração que variam de acordo com sua posição em torno da Terra, de modo que a região mais próxima do nosso planeta sofre as maiores influências. Quando essa força é aplicada sobre o oceano, há uma elevação do nível da água na direção da Lua, e essa situação é chamada de maré alta. O Sol também exerce influência sobre as marés: o Sol é 30 milhões de vezes mais pesado que a Lua e está quase 4 mil vezes mais distante da Terra do que a Lua, então a sua contribuição é em torno de metade da influência do satélite. Nada que se possa desprezar.

A sizígia é uma situação astronômica em que os três astros estão aproximadamente alinhados (e os casos mais emblemáticos são os eclipses); nessas situações, em que ocorrem a lua cheia e a lua nova, as forças de maré do Sol e da Lua se reforçam e criam as marés de sizígia. É nessa situação que ocorrem as maiores marés altas e as menores marés baixas, porque a maré sobe mais e desce mais do que as médias diárias. Nas fases de lua crescente e de lua minguante, os efeitos dos dois astros praticamente se cancelam, e aí temos as menores marés baixas e as maiores marés baixas.

Há também outros fatores que influenciam a ocorrência de marés, como a translação da Terra em torno do Sol. Nos equinócios de outono e de primavera (que em 2021 ocorrem dia 20 de março, e 22 de setembro, respectivamente), as marés altas são maiores e as marés baixas, menores. Assim, por exemplo, o desencalhe do Ever Given se deu com o trabalho dos rebocadores mais o feliz acaso da ocorrência da maré alta na sizígia e a proximidade do equinócio de outono.

A movimentação das águas ocasionada pelas marés pode, inclusive, ser utilizada para gerar energia. As usinas de energia de maré (maremotrizes) mais importantes estão na região do mar do Norte, próximo à Escócia.
Em tempos de uso consciente de energia, todas as formas de conversão de energia, em geral, para eletricidade, devem ser consideradas. Todos os países têm uma matriz energética específica, de acordo com suas peculiaridades históricas e geográficas. 

Referências
• Movimentos da Terra e da Lua, com uma animação: http://www.astro.iag.usp.br/~gastao/PlanetasEstrelas/TerraLuaSol.html
Marés
Silveira, Fernando. (2003). MARÉS, FASES PRINCIPAIS DA LUA E BEBÊS. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/306032185_MARES_FASES_PRINCIPAIS_DA_LUA_E_BEBES . Acesso em 27 abr 2021.
• Usina maremotriz
http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/mar/mar.html
https://betaeq.com.br/index.php/2018/04/13/conheca-ak-1000-maior-turbina-movida-energia-de-mares/
https://ciclovivo.com.br/planeta/energia/turbina-flutuante-escocia-energia-mares/
https://www.flickr.com/photos/evo_gt/12266768565/in/photostream/lightbox/

 

 

 

 

postado sob 2021, cultura, Português
foto: Ruth Klotzel
Lisboa
Foto reprodução
Macau
Foto reprodução
Museu da Língua portuguesa, SP
Foto reprodução

Em 2019, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) proclamou 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, a partir de proposta de todos os países lusófonos, apoiada por mais 24 Estados, incluindo Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo e Uruguai.

O evento será celebrado este ano em pelo menos 44 nações: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, Instituto Camões e governos de todas as nações lusófonas, que devem promover mais de 150 atividades pelo mundo, para festejar o idioma falado por 285 milhões de pessoas.
Como todos os anos, a ONU News transmitirá os eventos ao vivo, em sua página, e participará da cobertura com reportagens especiais.

O português é falado em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O idioma também é língua oficial na Guiné-Equatorial e em Macau, na China.

Celebrando a data em São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa, terá uma série de atividades gratuitas, entre os dias 5 e 7 de maio. A programação integra a pré-reabertura do museu, fechado desde o incêndio sofrido em 2015.

Além de contar com muitos eventos on-line, o programa inclui uma visita presencial especial à exposição temporária "Língua Solta", para um público total de 160 pessoas (dez por vez), com acesso exclusivamente mediante emissão antecipada de ingressos pela internet.

Entre as atrações da programação on-line do evento estão uma aula do músico e ensaísta José Miguel Wisnik, uma performance do músico Tom Zé, um encontro virtual ao vivo com os escritores Mia Couto (Moçambique), José Eduardo Agualusa (Angola) e Inês Pedrosa (Portugal), e uma mesa também ao vivo sobre o funk e a literatura, com participação de produtores de conteúdo dos perfis do Instagram Funkeiros Cults, Se Poema Fosse Funk e Favela Business, e do coletivo PerifaCon. 

No encerramento, a cantora Maria Bethânia fará a leitura em vídeo do poema “Os Argonautas”, de Fernando Pessoa. 

Clique aqui e confira a programação completa no site do Museu da Língua Portuguesa.

 

Referências:

https://www.museudalinguaportuguesa.org.br

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/o-que-fazer-em-sao-paulo/noticia/2021/05/02/museu-da-lingua-portuguesa-tem-programacao-especial-online-a-partir-de-segunda-tom-ze-e-mia-couto-estao-entre-as-atracoes.ghtml

https://www.mundolusiada.com.br/cultura/dia-mundial-da-lingua-portuguesa-comemorado-com-150-atividades-em-44-paises/

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/onu-news/2021/04/28/organizadores-divulgam-programacao-do-dia-mundial-da-lingua-portuguesa-2021.htm?cmpid=copiaecola

https://news.un.org/pt/story/2021/04/1748872

postado sob 2021, antropologia, cultura, EF1
o encontro virtual com Uirá Garcia - na foto, meninos que aprendem a caçar desde pequenos
Foto: Uirá Garcia
a caça
Foto: Uirá Garcia
o banho de rio
Foto: Uirá Garcia
Construção
+16

 

 

A retomada de 2021 começou com o EF1 abordando conteúdos significativos do desafiador ano de 2020.

Ao lado disso, outras questões surgem, instigando novos saberes, novos olhares. E as aulas de História e Geografia do 4º ano apontaram para a busca de assuntos territoriais e de identidade. Pensando a cidade como algo a ser descoberto, as turmas já haviam trabalhado, em 2020, com o texto “Butantã“, do livro “Crônicas da cidade de São Paulo”, de Daniel Munduruku, escritor e cidadão indígena. 

Por meio dessa narrativa propôs-se um olhar para outra paisagem da cidade, o Pico do Jaraguá, que tem a presença da comunidade dos Guarani. 

Estava aberto um caminho de pesquisa, identidade, trocas e descobertas, a partir do que é familiar em direção ao desconhecido, despertando curiosidade e empatia.

Esse mergulho na cultura originária de povos nativos do território em que vivemos hoje foi o vislumbre de uma realidade da qual pouco se fala no Brasil atual. E também oportuna por ter sido proposta logo antes do estudo sobre ‘’As Grandes Navegações’’ e o impacto que produziram sobre as populações que viviam nos territórios onde os colonizadores chegaram.

As professoras Fabíola, Mariana e Marina organizaram, então, os alunos em grupos de estudo e pesquisa sobre esses povos e sua cultura, por meio da literatura e de conversas com pessoas e familiares conhecedores do assunto.

Em meio às descobertas e às descobertas, o aluno Tomé levou para seu grupo informações sobre os Awá-Guajá, povo de língua Tupi-Guarani da Amazônia Oriental, cuja cultura seu pai, o antropólogo Uirá Garcia, estuda. A professora Mariana fez, então, um convite a Uirá para um bate-papo com as 3 classes dessa série.

Os alunos e alunas se prepararam para o encontro, elaborando suas perguntas: 
• Você já lutou com alguma onça?
• Você foi em alguma aldeia durante a pandemia? Levou máscaras para os indígenas?

• Os Guajá têm algum ritual?
• Como eles conseguem fazer coisas tão boas só com elementos da natureza? 
• Você precisa de permissão para entrar na aldeia?
• Os Guajá caçam? Se eles caçam, o que mais gostam de caçar?
• Como é seu trabalho? Você gosta dele? Tem alguma equipe?

Essas e outras questões abrangendo um vasto campo de conhecimentos – ambientais, sociais, pessoais, históricos – foram enviadas antecipadamente a Uirá, que reagiu com entusiasmo às indagações.

Manteve-se, no decorrer do encontro, realizado em 17 de março, uma roda de histórias, presenteada pelo antropólogo, com ótimos interlocutores e alimentada por mais perguntas, imagens e casos.

Essas experiências enriquecem a vida, como na reflexão do filósofo e pesquisador Renato Noguera, a partir de outras narrativas:
’O que a história ‘’As mil e uma noites’’ nos ensina é que a vida é um fenômeno narrativo, e a maneira como relatamos nossas histórias, mesmo as mais cotidianas, possibilita que pessoas se aproximem ou se afastem de nós.”

 

Observação: Em Língua Portuguesa os quartos anos estão lendo o livro ‘’As mil e uma noites ‘’, da cultura árabe, em que a personagem Sherazade conta, todas as noites, uma história que continua na noite seguinte, como forma de sobreviver à ameaça de morte. 

 

 

 

foto reprodução
Afresco de Pompéia rertratando Hypatia, matemática nascida em Alexandria no século IV depois de Cristo (não há uma data certa, mas Hypatia viveu, aproximadamente, entre os anos 355 e 415 d.C.)
foto reprodução
Mulheres cientistas
Foto reprodução
Madame Lavoisier por Jacques-Louis David, pintor francês, 1748–1825 - Coleção Metropolitan Museum
+11

É corrente afirmar-se que, antes da chamada Modernidade, não há registro de mulheres na construção do pensamento erudito. Mas isso é uma inverdade, já verificaremos sua atuação na Medicina, na História, na Poesia, enfim, em diversas áreas do conhecimento.

Desde o século V, início da Idade Média, até praticamente o século XIX, as mulheres foram sistematicamente excluídas do mundo do conhecimento e da produção científica ocidental. Mas nem sempre foi assim: nas civilizações antigas, tinham uma participação intelectual maior; na Grécia antiga, a Filosofia Natural era aberta às mulheres; nos séculos I e II, eram ativas cientificamente -  notadamente na protociência da alquimia. Porém, com a ascensão do Cristianismo e a queda do Império Romano, a vida das mulheres cientistas tornou-se muito difícil, como foi o caso de Hipátia de Alexandria (370-415) - considerada a primeira matemática da história, inventora do hidrômetro e do astrolábio -, assassinada por cristãos fanáticos, em 415 d.C.

Na Idade Média (sec. V-XV), apenas às freiras, nos conventos, era permitido o estudo e as mulheres eram excluídas da vida acadêmica, com raríssimas exceções, a exemplo da Universidade italiana de Bolonha, que permitiu que assistissem a palestras desde seu início, em 1088, ou a Universidade de Salerno, na qual Trotula di Ruggiero (1050-1097), médica de Ginecologia e Obstetrícia, estudou. 

Alguns grandes nomes da intelectualidade feminina medieval - como a freira Hildegard de Bingen (1098 – 1179), que antecipou ideias gravitacionais séculos antes de Newton,  e Hroswitha de Gandershein (935 – 1000), que encorajava as mulheres a serem intelectuais – provocaram reações,  e o fechamento das portas de ordens religiosas para as mulheres, excluindo-as da oportunidade de aprender a ler e escrever. 

No século XVIII, apesar da resistência de intelectuais centrais da época, como Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) – para quem o papel das mulheres se restringia à maternidade e a servir seus parceiros – o Iluminismo abriu espaço para as mulheres nas ciências, pela ascensão da cultura de salões, na Europa: espaços que reuniam homens e mulheres em ambientes aconchegantes para discussões filosóficas sobre política, sociedade e ciência. Já que às mulheres era reservado o espaço privado, doméstico, foi a partir da cultura de salões que  puderam participar mais ativamente da produção intelectual e científica e que seus trabalhos em Matemática, Física, Botânica e Filosofia começaram a ter influência e reconhecimento oficial no mundo científico.

Mas, apesar de ganharem algum espaço, principalmente a partir do sec. XVIII, é muito comum ver as figuras das “esposas científicas”, mulheres que faziam ciência à sombra de seus maridos cientistas, como foi o caso de “Madame Lavoisier” (1758- 1836), mesmo nos séculos posteriores.

Recentemente, a Editora Fi lançou o livro “Mulheres intelectuais na idade média: entre a medicina, a história, a poesia, a dramaturgia, a filosofia, a teologia e a mística”, disponibilizado para download gratuito em seu site oficial. A obra, dos historiadores Marcos Roberto Nunes Costa e Rafael Ferreira Costa,  traz a biografia de dezenas de mulheres que se destacaram nas letras durante o medievo.  Acesse aqui.

E para saber mais a respeito das mulheres na ciência, veja artigo da Revista Carta Capital, de 28/02/2019. Acesse por este link.

Mais referências:
https://www.todamateria.com.br/mulheres-que-fizeram-a-historia-do-brasil/
http://setor3.com.br/publicacao-gratuita-com-reflexoes-sobre-a-escrevivencia-de-conceicao-evaristo/

postado sob 2021, ciências, cultura, EF2, física
foto reprodução
Albert Einstein
reprodução
Isaac Newton

Na tradição popular, existe uma regra não verbalizada sobre a percepção da passagem do tempo: em alguns momentos da vida, atestamos e aceitamos que o tempo passa de modo diferente para cada um de nós, e isso parece estar relacionado com o tipo de atividade com que nos envolvemos. Se estamos nos divertindo, por exemplo, o tempo parece passar muito depressa; por outro lado, se estamos realizando tarefas que não nos chamam a atenção, o tempo se arrasta.

Na verdade, sabemos que isso é apenas uma sensação, e a ciência está aí para provar. Isaac Newton considerava o tempo como algo absoluto, verdadeiro e matemático, que transcorre uniformemente, e os maiores filósofos da natureza e cientistas concordaram com essa ideia. 

Assim, tudo corria bem na Mecânica Clássica, até Albert Einstein colocar o conceito de simultaneidade em xeque: fatos que ocorrem simultaneamente para mim podem não ocorrer para você!! O tempo corre de maneira particular para observadores, em diferentes velocidades.

Esses e outros fatos, tão alheios ao nosso universo de experiências cotidianas, mas explorados nas artes e nas ciências, foram objeto de investigação de nossos(as) estudantes de 8º e 9º anos, em pesquisas com o TEMPO como tema unificador. Eles se aventuraram, com curiosidade e com boa dose de ousadia, em assuntos que normalmente não trabalhamos na escola.

Alunos e alunas se prepararam assistindo a filmes que indicamos (porque adoramos esses filmes!), lendo textos que consideramos importantes para a compreensão do fenômeno da relatividade ou, mesmo, pesquisando, em uma atividade extraescola, como o tempo é entendido na música, na composição de obras literárias, qual a origem dos mais diversos calendários entre outros temas incríveis. Como resultado, recebemos trabalhos muito originais: uma revisão dos calendários como o desejo do homem em controlar a passagem dos dias; a noção e a contagem do tempo no andamento musical, o espaço-tempo e os buracos negros.

Os trabalhos foram publicados em forma de podcasts, arquivos sonoros que podemos escutar em plataformas de música ou em aplicativos para smartphones.

Parafraseando Caetano Veloso, na canção que nos inspirou nessa tarefa, esse trabalho - que envolveu Ciências, Matemática e Língua Portuguesa - nos revelou o tempo como “um senhor tão bonito... um dos deuses mais lindos” e que ainda tem tanto a nos contar.

OUÇA AQUI ALGUNS PODCASTS:

• 8º ano
O tempo em diferentes planetas

• 9º ano
Como a gravidade modifica o tempo
Mudança do calendário juliano para o gregoriano

 

postado sob 2021, COVID 19, ex-alunos, Ítaca
Flávia Marques Ferrari
André Lorenz Michiles

Meu nome é Flávia Marques Ferrari, sou ex-aluna do Ítaca (turma de 2002) e estudei da 1º série ao 3º ano do Médio, ou seja, o ciclo inteiro. 
Hoje sou bióloga e professora e autora de ciências. Além da profissão, sempre senti que era papel importante a divulgação de ciências e, há muito, atuo nos bastidores dessa área, ou ajudando amigos divulgadores ou organizando coisas com eles. Há dois anos, por exemplo, organizei o Conhecer Eleições, que contou com cientistas entrevistando presidenciáveis. 
Durante a pandemia, me juntei a um grupo de cientistas chamado Observatório Covid-19 BR. A ideia do grupo é juntar especialistas de diferentes áreas, para fazer análises da pandemia. Atuo nas redes sociais do grupo, ajudando na divulgação dessas análises. 
Em dezembro, o grupo se juntou a outros divulgadores e fundou o movimento #TodosPelasVacinas, que visa a mobilizar as pessoas para o tema. Construímos um portal www.todospelasvacinas.info e fomos agregando apoios e materiais, visando a esclarecer questões, como notícias falsas, e sensibilizar a população para o assunto da vacinação.
A última ação do movimento juntou ainda outro ex-aluno do Ítaca, André Lorenz Michiles, cineasta. Juntamos escolas de samba e pintamos um gigante #TodosPelasVacinas, no sambódromo. Criamos essa peça (filmada e dirigida pelo André), que ganhou repercussão internacional sendo tuitada até pela ONU.
Para ver esse filme, no tweet da ONU, clique aqui. Ou então, no Youtube, aqui.

postado sob 2021, cultura, São Paulo

A celebração tradicional do aniversário de São Paulo não acontecerá este ano, devido à pandemia, mas muitos eventos serão adaptados para a versão virtual.

O tradicional Bolo do Bexiga — que sempre media aproximadamente um quarteirão e cujos pedaços eram disputados  por uma multidão —­ vai ter também uma versão virtual: um projeto no bairro coletou 467 vídeos curtos de pessoas com bolos ou outros doces em mãos, em suas casas, dando parabéns à cidade.
A ideia é que haja o bolo e ele siga sendo comunitário, mas virtual. Cada um come o seu, em casa”, afirma a jornalista Nádia Garcia.
O filme, com as mensagens enviadas por pessoas de qualquer lugar do Brasil, serão publicados no site. 

 

Os MUSEUS, CASAS DE CULTURA e outros grupos que produzem cultura também terão programação especial.
Veja algumas abaixo:

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) vai ao ar nas redes sociais, no dia 25 de janeiro, às 18h. O bailarinos dançam trecho de Odisseia, da coreógrafa Joëlle Bouvier, em frente do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com trilha sonora original de André Mehmari e direção de vídeo de Alexandre Cruz, Inês Bogéa e Luciano Cury. Mais informações no site: http://spcd.com.br.

A Pinacoteca de São Paulo tem a PinaCanção, evento dedicado às crianças - uma história cantada entre pinturas, criada por Hélio Ziskind. A apresentação, que reúne música, teatro e artes visuais, dura 40 minutos e está disponível no site: https://pinacoteca.org.br/pinacancao/.

O Museu da Casa Brasileira irá promover no dia 25 de janeiro, às 10h, uma oficina de desenho on-line, pela plataforma Zoom, em homenagem ao aniversário da cidade. A intenção é compartilhar imagens, ideias, lembranças, afetos e desejos que giram em torno do imaginário paulistano. Mais informações no site: https://mcb.org.br/pt/ .

Na Pinacoteca, o público pode visitar o acervo do espaço, virtualmente: https://www.portal.iteleport.com.br/tour3d/pinacoteca-de-sp-acervo-permanente/
Veja também a visita guiada da exposição dos Gêmeos, pelos mesmos: https://youtu.be/_fRTGMnZ3xk

Para celebrar o aniversário da cidade, o MIS-SP lançará no próprio dia 25 de janeiro um selo especial de John Lennon, em parceria com os Correios, que parte de uma imagem cedida pelo fotógrafo Bob Gruen.
Confira as exposições virtuais do MIS: https://www.mis-sp.org.br/exposicoes/list/virtual

A Casa das Rosas terá a atividade “De perdizes às galáxias – O cosmopolitismo de Haroldo de Campos”, na própria segunda-feira, 25 de janeiro, pelo Zoom.
O evento acontecerá das 19h às 21h e a  inscrição pode ser feita neste link, até o dia do evento.

A Casa Guilherme de Almeida terá exibição do filme “Afro-Sampas”, acerca da presença africana na música brasileira e na capital paulista. Sábado, 23 de janeiro, pelo Zoom, às 15h. Informações e inscrições:  link, até o dia 22 de janeiro.

A Casa Mário de Andrade terá aula-show “Água do meu Tietê, onde me queres levar?” , no sábado, 23 de janeiro, pelo Google Meet, das 16h30 às 18h30. As inscrições devem ser feitas neste link até o dia do evento.

A Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha vai promover o sarau “Palavras de afetos: músicas e poesias de amor a São Paulo” – apresentação da cantora Luana Bayô, das poetas Mayana Vieira, Midria da Silva e do poeta Igor Chico.
O evento será no domingo, dia 24 de janeiro, das 19h às 20h, pelo Youtube das Fábricas de Cultura (link).

A Oficina Cultural Maestro Juan Serrano promoverá uma programação com atrações artísticas, gastronomia, literatura, música, grafite e teatro, entre outros, na segunda-feira, 25 de janeiro, das 10h30 às 16h30
Basta acessar a página do Facebook

Um feliz aniversário, São Paulo!

#culturaemcasa #culturasp

postado sob 2021, arte, EM, grafite, Ítaca
+21

Já é uma tradição: todo ano, o professor Renato Izabela fecha seu curso de História da Arte do Ensino Médio propondo aos alunos do 3º EM do Ítaca um grande grafite em alguns muros do Colégio.

Dado um estímulo temático (em 2020 foi a Pop Art), a turma discute, decide, planeja. E a obra se inicia. Coletiva em uns momentos; individual em outros.

Na verdade, além de um trabalho de criação e integração bem como de ocupação de um espaço da escola, o grafite é uma proposta atrelada ao final do curso de 3 anos, momento em que a turma estuda os primórdios da efervescência do grafite moderno, nos anos 1970, em Nova Iorque, com Basquiat; no Brasil, com Alex Vallauri, e também os caminhos dessa arte desde o grupo Tupi Não Dá (anos 80) até os hoje consagrados Os Gêmeos, Zezão, Prozac, Ciro Seu, entre outros.

O bônus é cada turma do 3º deixar sua marca e sua despedida por um ano inteiro, nos muros do Colégio (até a próxima turma se formar). Efêmera sim, mas expressiva, rica e significativa ...

Vejam as obras de algumas turmas do Ítaca!!

fechar