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O projeto surgiu do desejo de trazer para o espaço do Ítaca mostras de manifestações culturais diversas, do Brasil e de outros lugares. E, mais do que isso, o objetivo foi o de lembrar que tais manifestações podem ser expressas em uma amplidão de ações, por meio de atividades físicas, das artes plásticas, da música, da literatura, dentre outras.

Assim nasceu o Expressão, Corpo e Cultura, do Fundamental 2 e do Médio, que, nesses anos, já trouxe para nossos palcos, quadras e pátios danças gregas, indianas, celtas, brasileiras, africanas; o hip hop; a tradição mexicana do Dia de los Muertos e a comemoração do Ano Novo chinês; as artes visuais (desenhos, pinturas, fotografia...); o futebol, o tchoukball, o kung fu, a aeróbica; mágicos e malabaristas de circo, e muito mais.

Em 2022, foi a vez do skate, da capoeira, do samba, do coco, da artesania e arte de tambores decorados, da “praça” de alunos e alunas retratistas e seus retratados, de canções executadas por estudantes, da técnica do lambe-lambe... E estudantes, suas famílias, professores e profissionais da arte e do esporte dividem os espaços.

Esta é personalidade do evento.

Em paralelo, por todo o Colégio, houve a exposição de variados trabalhos do 6º ano EF2 ao 3º EM, germinados nas aulas de Arte, História da Arte, Linguagem e Expressão, Linguagens Audiovisuais, e nos projetos e estudos do meio envolvendo História, Geografia, Língua Portuguesa, Biologia, Química...

Nessa edição, tivemos, ainda, a abertura da “cápsula do tempo”, quando estudantes do 3º EM resgataram uma caixa com bilhetes, fotos, registro de desejos, enterrada ao concluírem o 9º EF2: um reencontro de cada um consigo mesmo e com colegas e amigos.

Os horizontes deste nosso mundo estão todos aí; temos que abrir os olhos e a alma para eles.

postado sob 2022, EF1, Literatura
+42

O FLÍTACA é o festival literário do Ítaca, que acontece a cada dois anos e envolve todas as turmas do EF1.

Em 2022, professores e crianças mergulharam na leitura/releitura da Odisseia, obra cantada pelos aedos e atribuída a Homero. Trata-se de um dos grandes/excepcionais livros que alguém já concebeu. Nossas crianças mergulharam nele - que tantas leituras oferece ...e, navegantes, criaram e vivenciaram suas próprias odisseias.

Confira material digital produzido pelas turmas AQUI.

postado sob 2022, EF2, estudo do meio
+11

 


Neste ano, a aguardadíssima viagem de Estudo do Meio realizada com os alunos do nono ano teve como destino a cidade de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Ao longo de três dias, os estudantes desbravaram uma das cidades históricas mais conhecidas do nosso país e também lidaram com a distância de seus queridos familiares.

No primeiro dia de campo fizemos uma trilha pela Estrada Real, guiados pelo Pipoca, um simpático morador da cidade e grande conhecedor da história local, que nos contou a respeito da construção da estrada no período colonial, seus desafios do passado e do presente. O trajeto trouxe um desafio extra, a chuva, mas fomos recompensados no final da trilha com um banho gelado no Poço do Tarzan. Então retornamos à pousada para nos preparar para a pizzada e um passeio pelo centro da cidade.
Já o segundo dia foi cheio de atividades. Durante a manhã, fizemos um passeio de escuna. Percorremos belíssimas ilhas, mergulhamos, entramos em contato com o fundo do mar, observamos o costão rochoso. Almoçamos no barco para retornarmos à segunda parte do dia. No período da tarde, fizemos uma caminhada e conhecemos o Morro do Forte, visitamos o seu museu, acompanhados pelo Pipoca, que também nos levou para desbravar as ruas do centro histórico, contando a respeito da origem da cidade, da sua arquitetura a partir de um olhar interdisciplinar.  Após o jantar, a gente se reuniu para trocar as experiências do dia, além disso, os estudantes receberam as cartinhas que escreveram no sexto ano para o seu eu do futuro, ou seja, do nono ano, com a professora Lívia. Um momento que trouxe muitas recordações e risadas. 

Por fim, o terceiro dia, e último, foi uma visita ao Quilombo do Campinho da Independência. Neste momento, houve um encontro com o oitavo ano. Todos reunidos para conhecer a história da comunidade, seu funcionamento, a luta pela titulação da terra e seu cotidiano. Um aprendizado enriquecedor e emocionante. Seguimos para uma apresentação de jongo, onde muitos estudantes deixaram a vergonha de lado e dançaram. Finalizamos a viagem com um almoço delicioso no restaurante do quilombo.

Assim, a realização do Estudo do Meio como prática pedagógica no Ensino Fundamental II é de grande importância para o desenvolvimento da aprendizagem e autonomia dos alunos, além de ampliar o contato direto com determinadas realidades e ampliar a bagagem cultural e humana.

postado sob 2022, EF2, estudo do meio
+50

 

Dois anos de pandemia, um tanto de incertezas e finalmente conseguimos marcar nossa esperada viagem de estudo do meio. E logo para o Saco do Mamanguá, um dos lugares mais bonitos visitados pelos nossos estudantes. Claro, a ansiedade estava enorme!

Chegando lá, nos hospedamos em casas à beira mar, que possuem no máximo um ou outro ponto de luz, abastecidos por energia solar, e onde somos responsáveis por todos os  nossos recursos e alimentação. Assim, com a preciosa ajuda da Vera, caiçara moradora no Mamanguá, cozinhamos coletivamente todas as refeições e também nos responsabilizamos pela manutenção das nossas hospedagens. As atividades se iniciaram com aulas de confecção de rede e de artesanato em caixeta, com o Nerildo e o Charles, também moradores locais.

No segundo dia, logo cedo, tivemos uma aula de pesca com rede de arrasto, e alguns animais foram observados. Depois partimos para visitar o manguezal do Rio Grande e também para uma pequena trilha na APA da Joatinga.

No último dia, saímos cedo do Saco do Mamanguá, chegamos em Parati-Mirim e de lá seguimos para o Quilombo do Campinho, onde nos encontramos com os alunos do 9º ano, que retornavam de seu estudo em Paraty. Lá, tivemos uma incrível conversa com as griôs da comunidade e assistimos a uma apresentação de Jongo. Por fim, todos arriscaram alguns passos.

Na bagagem, trouxemos lindas memórias dos momentos por lá vividos, e o aprendizado adquirido na experiência do campo.

postado sob 2022, astronomia, EF2, EM
+1

 

"Os problemas propostos, que despertam o interesse dos estudantes, discutem as concepções de universo, formação de estrelas, exploração espacial, entre outros.

O caráter formativo e exploratório dessa prova se encaixa com o projeto pedagógico do Ítaca, pois, tanto no fundamental quanto no EM, incentivamos o espírito investigativo, observacional e argumentativo, além da leitura e interpretação de textos complexos, que são habilidades fundamentais para a formação dos e das estudantes e exploradas nessa prova." 
(José Roberto Paião, professor do Ensino Médio do Ítaca)


Lápis, borracha, régua, caneta... raciocínio, habilidades de leitura, vontade, habilidades de solução de problemas, conhecimentos de Matemática e Física, prazer.

Essas foram as ferramentas de alunas e alunos do Ítaca –  EF1, EF2 e EM - para realizar as longas provas da XXV Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), este ano.

E tudo valeu a pena: o desafio, a experiência, os diversos resultados e as medalhas de bronze; as medalhas de prata e as medalhas de ouro.

Aqui, hoje, homenageamos todas as alunas e todos os alunos que participaram, por meio de algumas imagens de nossos e nossas medalhistas.

A Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), é um evento nacional, realizado desde 1998, e tem como objetivo principal difundir o conhecimento astronômico pela sociedade brasileira, fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia e pela Astronáutica e ciências afins.

A partir de 2005 a Agência Espacial Brasileira (AEB) também passou a participar da organização e a olimpíada se tornou Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, e atualmente a Furnas Centrais Elétricas também delega a comissão organizadora.

As competições são um incentivo ao aprendizado e à descoberta de novos campos da ciência e da tecnologia, podendo influenciar, inclusive, a escolha profissional de cada estudante.

A OBA é um evento aberto à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, entre alunos de todos os anos do ensino fundamental e médio em todo território nacional.

Para saber mais, acesse http://www.oba.org.br/site/

postado sob 2022, EF1, matemática
+11

 

A partir de um estudo na área de Matemática, usando noções de Probabilidade e Estatística, os alunos do 4º ano realizaram uma pesquisa que permitisse conhecer melhor colegas de todo o EF1. 


Etapas do trabalho

• Divididos em grupos, os alunos e as alunas criaram questões sobre o que gostariam de conhecer a respeito dos e das colegas. 

• Depois, para entenderem a dinâmica de um estudo assim, a turma foi convidada a responder a uma pesquisa sobre futebol, com questões que apresentavam problemas e/ou eram tendenciosas: ao apontarem os erros ali, puderam rever as questões que haviam elaborado.

• A versão final do questionário foi coletiva, reunindo as várias perguntas elaboradas pelos vários grupos, com os ajustes necessários, para um público-alvo com idades de 6 a 11 anos.

• Concluída a elaboração, chegou o momento da aplicação do questionário, para todas as turmas do EF1.

• Para os 1° anos, utilizou-se a estratégia de entrevista, de modo a se obter maior facilidade para as respostas.

• O processo de análise dos resultados também foi realizado coletivamente. 

• O 4º ano decidiu, então, a quais perguntas/respostas dariam destaque em cada turma, a partir do que gostariam de saber melhor de cada uma. Também tabularam os dados gerais e os apresentaram no formato de nuvens de palavras.

• Como devolutiva da pesquisa, os resultados foram compartilhados com todas as turmas. 


Veja aqui os resultados
https://bit.ly/3AuWeab

postado sob 2022, EF2, estudo do meio
+34

Após dois anos de pandemia, voltamos a fazer as nossas viagens de estudo do meio. Os estudantes do 7º ano estavam animados, contando nos dedos os dias para a nossa tão esperada saída para Cananéia e Ilha do Cardoso. A viagem não poderia ter sido mais maravilhosa, encantadora e alegre. Todos aproveitaram demais cada momento de estudo, lazer e convívio com os colegas, professores e monitores. 

Tudo começou com uma visita à Fazenda Bela Vista, onde fizemos uma trilha ecológica na agrofloresta de 4 hectares cultivada pelos proprietários do local. Vimos, em uma mesma área de cultivo, bananas, jabuticaba, batata doce, laranja, café, maná cubiu, pupunha e lichia consorciados, e isso nos ajudou a compreender a importância de uma agrofloresta para o meio ambiente e para os que dele dependem. Fizemos alporquia em um pé de cambuci e também provamos algumas frutas e mel de abelha silvestre. 

Depois de um almoço maravilhoso na fazenda, com diversos produtos orgânicos locais, participamos de uma oficina de plantio de mudas de quiabo. Os estudantes se divertiram com as minhocas da compostagem e fizeram duas fileiras de plantação. Para terminar, tomamos um banho de rio no córrego da fazenda. À noite, fomos surpreendidos por uma palestra muito informativa e curiosa sobre o boto cinza, animal aquático presente nas águas do estuário de Cananéia. 

No dia seguinte, fomos de barco para a Ilha do Cardoso, ansiosos para ver os botos cinzas que vivem nas águas da região. Na ilha, aprendemos com os moradores a importância da reserva ecológica e do envolvimento da comunidade na preservação da área. Estudamos a restinga, o costão rochoso, o manguezal e a mata de encosta. Paramos para almoçar em um delicioso restaurante com vista para o mar para finalizar nossas atividades matutinas. À tarde fizemos a nossa tão esperada ida ao manguezal e o banho de mar; antes de nos despedirmos da ilha ainda fomos ao museu para observação de objetos da região e de alguns esqueletos de animais. Nesse mesmo dia, à noite, assistimos a uma apresentação de fandango do grupo Fandango Esperança. Se deixasse, a turma toda entrava madrugada adentro, de tanta festa e alegria que compartilhamos. 

No último dia, fomos visitar o quilombo do Mandira, onde conhecemos a produção sustentável de ostras no manguezal e depois tivemos uma roda de conversa com o Seu Chico Mandira sobre a história, a vida e as lutas de sua comunidade. Almoçamos uma comida deliciosa no restaurante da comunidade e, no período da tarde, participamos de uma oficina de produção de bijouterias, com a associação de mulheres quilombolas, na qual os estudantes tiveram a oportunidade de fazer colares e pulseiras.

Voltamos para a escola com muitos conhecimentos novos e o coração cheio de alegria, pois vivenciamos, aprendemos e compartilhamos ótimos momentos juntos. 

postado sob 2022, EF2, estudo do meio
+25

Neste ano, a tão esperada viagem de Estudo do Meio realizada com os alunos do 6º ano teve como destino o Parque Nacional do Itatiaia, na tríplice divisa entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Com duração de três dias, a viagem teve como alguns de seus objetivos lançar os alunos ao desafio de desbravar uma das serras mais famosas do Brasil e também lidar com a distância da família, depois do confinamento imposto pela Covid-19.

No primeiro dia de campo, visitamos a parte baixa do parque, primeiramente conhecendo os museus do local, em seguida realizando a trilha em direção à Piscina Natural do Maromba. A água gelada trouxe um novo desafio aos que se aventuraram no rio, para então retornarmos ao ônibus e nos encaminharmos para o hotel. 

O segundo dia teve como principal atividade a visita à parte alta do parque, consistindo em uma longa caminhada de ida e volta, com trechos desafiadores para as crianças. Chegamos a 2.548 metros de altitude no Morro da Antena, onde paramos para contemplar a vista, lanchar e refletirmos sobre a experiência da viagem até aquele momento. Para muitos, a sensação era de realização por ter chegado no alto do morro e ter desfrutado de uma linda visão proporcionada pelo local. Foi possível fazer a observação de aves, do sapo-flamenguinho (símbolo do parque), insetos e plantas diversas. No período da noite nos reunimos em torno da fogueira e conversamos sobre o que havíamos aprendido com nossas experiências na viagem até ali.  

O terceiro dia foi dedicado a atividades dentro do hotel, como a execução do caderno de campo e jogos cooperativos, possibilitando maior interação entre os alunos. 

A realização do Estudo do Meio como prática pedagógica no Ensino Fundamental II é de grande importância para o desenvolvimento da aprendizagem e autonomia dos alunos, além de ampliar o contato direto com determinada realidade.

postado sob 2022, EM, estudo do meio
São Paulo – Quilombo Ivaporunduva (Eldorado) – PETAR (Iporanga) – InterCement (Apiaí) – Caverna do Diabo (Eldorado) – São Paulo.
+3

 

A VIAGEM

Viagem muito especial [...] e foi importante para nos conectarmos mais (Gabriela)

Experiências incríveis e muito importantes para formar senso crítico (Catarina)

Aprendi coisas que eu não sabia. Além disso, houve muita diversão e muitas risadas...(Arthur)

Acredito que seja importante que o ensino não se dê só dentro da sala de aula (Luan)

Até algumas pessoas da turma, por mais que tivessem um atrito ou outro, relevaram suas diferenças e tiveram um oportunidade de se entender e se conhecer melhor. (Heitor)

Pude ver que todos mergulharam completamente na experiência. (Isabela K.)

Diria que consegui me superar, pois normalmente não gosto de nada que envolva trilhas etc., mas nessa viagem eu amei, eu fiz e amei. (Manuela)

 

O PETAR

O Petar é tão lindo, é possível criar uma empatia tão grande e um laço muito forte com o lugar.  (Gabriela)

Eu me interessei muito, especialmente por poder associar as questões ambientais tanto com as políticas como com as sociais que permeiam a questão. (Ricardo)

O Petar me encantou em todos os sentidos e a beleza, a vivência e o ambiente fizeram daquele lugar o meu preferido da viagem. (Sofia)

O silêncio absoluto dentro das cavernas me marcou... (Catarina)

Importante saber sobre o processo de concessão do Parque [concessão para exploração pela iniciativa privada). (Heitor)

Uma experiência que eu vou guardar pra vida (Manuela)

+3

 

A MINERADORA/INDÚSTRIA

O passeio à mineradora foi muito interessante e pude entender a grande influência da indústria, inclusive ouvindo as opiniões divergentes de várias pessoas da região, o que agregou muito em minha visão de mundo. (Ricardo)

Provavelmente foi o dia que menos gostei... (Nara)

Entender os pontos de vista da empresa é importante para uma melhor discussão sobre o assunto. (Lucas)

+1

 

O QUILOMBO

A visita ao quilombo foi muito boa (e a comida DELICIOSA). A visita à escola e as atividades com as crianças aqueceram meu coração (Sofia)

Muito interessante descobrir como eles vivem, como se sustentam na comunidade (Arthur)

Saber da História estando em contato direto com sua raiz é de outro mundo... (Isabela K)

Além de tudo, ouvi histórias foi muito bom...(Felipe)

Melhor parte de todas. Amei ouvir sobre a cultura, as ervas medicinais e a história de origem. (Lavínia)

Um lugar muito especial... sem falar daquela comida maravilhosa!! (Amanda)

Achei muito boa a experiência de ir em um quilombo e ressignificar o meu entendimento sobre o  que é um quilombo. (Paula)

Experiência sociocultural única, que aumentou a empatia e o entendimento de um modo de vida tão julgado na atualidade. (Yasmin)

+9

 

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.                                                                               
Cora Coralina

E chegou o momento de partilhar sensações, reflexões, críticas. Então o 1º EM trouxe sua viagem para os demais colegas do EM, sob a forma de fóruns de discussão, simulação de júri, poemas, fotos e questões pontuais sobre as realidades e as belezas da região visitada.

Temos aí um pensamento posto em prática, com a viagem, e voltando a ser pensamento, agora enriquecido, aprofundado, mais sábio.

Daí a importância destes nossos registros sobre o conhecimento, as lembranças, o prazer da companhia e das descobertas.

+10
postado sob 2022, ciências, EM

 

 

COMO UM SABONETE VIRA UM SABONETE, AFINAL?

+3

 

 

CIRCUITOS ELÉTRICOS? O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM? 

+6

 

 

UMA SIMPLES FOLHA TEM TUDO ISSO MESMO? OU, AINDA, OS ÓRGÃOS DE UM POLVO SÃO SEMELHANTES AOS NOSSOS?

+1

 

 

AULAS PRÁTICAS EM LABORATÓRIO DE QUÍMICA, FÍSICA E BIOLOGIA TRARÃO RESPOSTAS A ESSAS E OUTRAS CURIOSIDADES

 

 

No Ítaca, os dias de aula no laboratório de Ciências são sérios e alegres, ao mesmo tempo. Botar a mão na massa produz concentração e risadas e muitas perguntas, em todos os segmentos.

No Ensino Médio, as aulas práticas de Química, Física e Biologia permitem desenvolver habilidades de experimentação, observação, coleta, registro e análise de resultados.

E, a partir das informações obtidas, os alunos levantam hipóteses, aprimoram conceitos e relacionam teoria e prática, aprendem metodologia científica.

A curiosidade move a aula e também a diversão, por que não?

 

 

postado sob 2022, arte, comunicação, EF2

Em 16/09, foi realizada uma oficina de Mapas Mentais para alunos e alunas de 8º e 9º EF. Ferramenta bastante importante, eles podem ajudar no estudo e na organização dos mais diversos conteúdos, conectando ideias de forma criativa e estimulante. A aula, ministrada pela Profª Cristiane, coordenadora de Tecnologia Educacional, pode ter participação presencial ou on-line

Segundo Tony Buzan, criador do Mapa Mental,  essa é uma ferramenta que mostra externamente o que ocorre dentro da cabeça de um indivíduo: pode atender qualquer coisa que se queira fazer, em termos de pensamento, contemplação, cognição, lembrança ou criação… 

Na oficina do Ítaca, foram abordados os temas: (1) como elaborar mapas mentais; (2) importância das representações visuais e como ajudam o cérebro na sistematização da aprendizagem; (3) uso de cores e formas; (4) reflexão sobre o que pode ser melhorado, “o que eu sei”, “o que ainda não sei". 

Munidos de papel, lápis e canetas de cores variadas e de um mapa anteriormente produzido, os/as estudantes, com muito interesse e participação, puderam pensar em caminhos para melhoria e aprimoramento do uso dessa ferramenta. Foram também apresentados recursos digitais para a produção de mapas mentais. 

 

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Restaurado, renovado, ampliado, modernizado e reinaugurado recentemente, o Museu Paulista está dando o que falar.

Mais conhecido como Museu do Ipiranga, o prédio, inaugurado em 1890, tem passado por uma reforma total, com reparos em todos os detalhes da arquitetura, incluindo os 7.600 metros quadrados das fachadas, que, pela primeira vez em sua história, passaram por limpeza, decapagem, recuperação dos ornamentos, aplicação de argamassa, tratamento de trincas e pintura.

Além disso, ganhou sistemas modernos de segurança contra incêndio e novos ambientes, como espaço para exposições temporárias, um restaurante, criação de infraestrutura para food bikes, reativação da fonte central do jardim, restauro e modernização da iluminação pública e requalificação das vias de acesso, contemplando também equipamentos de acessibilidade.

Para conhecer mais e reservar seu ingresso, acesse:

https://museudoipiranga.org.br

 

Para sabermos um pouco mais dessa qualificada e essencial reforma/restauro, convidamos Heloisa Maringoni –  engenheira titular da Companhia de Projetos Ltda e responsável pelo projeto estrutural do Museu  –, que nos conta um dos tantos “causos” interessantes e desafiadores dos trabalhos.

 

"Antes, de um lado tinha terra sob a rua; do outro, uma fonte e um jardim.

foto reprodução

 

- E se a gente tirasse a terra, abrisse um salão enorme, com uma janela para o jardim?

- Bom, primeiro a gente precisa abrir a rua, tirar a terra até chegar ao muro, e abrir um buraco enorme que pode descalçar o prédio: isso faria com que ele tombasse para dentro do buraco.

- Então, vamos abrindo e segurando tudo com um muro novo, atirantado sob o prédio. O atirantamento é como um parafuso que fixa o muro no solo sob um edifício existente, usando seu próprio peso para impedir o escorregamento.

 

reprodução
foto Heloisa Maringoni

 

- Depois a gente faz uma fundação por baixo do muro, para segurar a estrutura que vai cobrir o salão e liberar o vão da janela.

 

foto H+F

 

- E faz uma viga enorme, com 25 metros de vão.

 

foto reprodução
foto Heloisa Maringoni

 

- Apoia nela uma laje em grelha, pra aliviar a carga; prende o pedaço do muro que não vai ser desmanchado e começa a abrir o vão da janela.

 

foto Heloisa Maringoni
foto Heloisa Maringoni

 

- Até que o rasgo fique todo aberto, e o jardim possa ser visto do salão.

 

Foto H+F

 

- E o salão faça parte do jardim."

 

foto Heloisa Maringoni
Foto H+F

 

 

 

postado sob 2022, história, matemática
Foto reprodução
Página dupla da tradução de Ishaq ibn Hunayn para o árabe, do livro "Elementos"de Euclides.Editado no Iraque, em 1270.
A obra do grego Euclides, escrita em torno de 300 a.c. é composta de 13 livros ou
reprodução: ROYAL ASTRONOMICAL SOCIETY / SCIENCE PHOTO LIBRARY
Whetstone of Witte: trabalho de Robert Recorde (1512-1558). Foi o primeiro uso registrado do sinal de igualdade, de soma e subtração, em um livro de língua inglesa. Esta página é da primeira edição, p
Reprodução - https://www.britishmuseum.org/collection/object/Y_EA10058
Papiro de Rhind - detalhe - coleção British Museum
Papiro de Rhind ou papiro de Amósis é um documento egípcio de cerca de 1.650 a.C., onde um escriba de nome Amósis detalha a solução de 85 problemas d
Reprodução - https://www.britishmuseum.org/collection/object/Y_EA10058
Papiro de Rhind - detalhe - coleção British Museum

Na verdade, eles são resultado de um processo histórico de evolução. Vamos ver alguns dos momentos desse percurso.

Podemos citar o Papiro de Ahmes (ou de Rhind), datado entre 1794 e 1550 a.C., que já continha vários exercícios matemáticos e, neles, um par de pernas caminhando para a frente indicava uma soma, e uma par caminhando para trás, uma subtração.

Bem depois, ao longo da Idade Média, a Matemática desenvolveu-se especialmente entre os árabes: foram eles, por exemplo, que inventaram as equações, mas ainda não usavam símbolos, sendo elas apenas escritas com palavras”, explica Rogério Mol, professor do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais.

Os símbolos como os conhecemos hoje começaram a surgir quando a Álgebra chegou à Europa, já no Renascimento. Primeiramente, surgiu o de soma (+), criado em 1360, pelo francês Nicole de Oresme, para substituir a palavra “et”, que em latim significa “e”. Um século depois, em 1489, o alemão Johannes Widmann usou pela primeira vez este símbolo em uma publicação e ainda criou um sinal para a subtração (-).

O sinal de igualdade (=) surgiu depois, em 1551, em um livro do britânico Robert Recorde, que, aos 14 anos, já estudava na Universidade de Oxford e, aos 21, lecionava Matemática enquanto estudava Medicina: “O próprio Recorde justificava o sinal dizendo que nada pode ser mais igual do que dois segmentos de reta paralelos”, conta Rogério. A lenda que envolve essa criação diz que, quando ele precisava escrever por extenso que um lado da equação era igual ao outro, aborrecia-se e resolveu usar um par de paralelas como símbolo dessa igualdade.

Recorde escreveu vários livros sobre Astronomia, Geometria e Aritmética, em inglês, ao contrário do costume da época de escrever em latim, de modo a permitir qu mais pessoas pudessem lê-los. O estudioso difundiu, ainda, outros símbolos matemáticos, em seu livro A Pedra de Afiar, de 1557.

O primeiro sinal de multiplicação foi o da cruz de Santo André (x), criado em 1618, também na Inglaterra, por William Oughtread. E, ainda no Século XVII, em 1698, Gottfried Leibniz, um alemão, inventou outro sinal: um ponto (.).

Os árabes até criaram um símbolo para a divisão no Século XII (a barra diagonal, /, que seria usada a partir de 1718 pelo inglês Thomas Twining), mas o primeiro sinal a se popularizar foi o segmento de reta entre dois pontos (÷), criado em 1659 pelo suíço Johann Rahn.

Referências:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-40669619
https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_mathematical_notation
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/a-curiosa-origem-dos-simbolos-matematicos-e.ghtml

postado sob 2022, EF1, Ítaca, teatro
+4

Assim foi a ida de professores, pais e estudantes do ensino fundamental I do Colégio Ítaca ao teatro, nos dias 12/13/14 de agosto. 

Inesperado, pois não imaginávamos a beleza do evento compartilhado. O espetáculo Ítaca conta a história de um náufrago e suas peripécias de sobrevivência, interpretada pelo ator Thiago Andreuccetti, que encantou com sua técnica e atuação crianças e adultos. No dia 12, houve um bate- papo muito rico com o ator da peça.

Por meio do universo do palhaço, numa espécie de língua inventada, a interação aconteceu durante toda sessão, com risos e comentários de uma plateia atenta e participativa.

Este ano, nosso Festival Literário - o Flítaca - traz como tema a Odisseia, de Homero, e nossa viagem começou muito bem, com a oportunidade de reunir para essa incrível apreciação teatral os nossos “cidadãos de Ítaca”.

foto reprodução
Niède Guidon
Foto Ruth Klotzel
fábrica de cerâmica
Foto Ruth Klotzel
fábrica de cerâmica
Foto Ruth Klotzel
fábrica de cerâmica
+58

A Ciência, assim como todas as áreas do conhecimento e da própria vida, está representada por mulheres incríveis, cujos trabalhos têm sido de extrema importância pra sociedade. É o caso da arqueóloga brasileira Niède Guidon, que se mudou na década de 1970 para São Raimundo Nonato, no Piauí, um lugar que tinha tudo pra ser apenas mais uma cidadezinha perdida nos rincões do Piauí, mas que hoje tem até faculdade de Arqueologia, em um campus que leva o nome da maior riqueza da região, a Serra da Capivara.

Enquanto ainda trabalhava na USP, no Museu do Ipiranga, Guidon ouviu falar, em 1963, dos sítios arqueológicos do interior do Piauí: uma pessoa da região apresentou imagens do que existia no local, que Niède acabaria visitando apenas em 1970, quando passou a estudar a região, conseguindo apoio financeiro do governo francês..

Em 1979, foi criado o Parque Nacional Serra da Capivara, para preservar vestígios arqueológicos da mais remota presença do homem na América do Sul. Sua demarcação foi concluída em 1990, e o parque é subordinado, hoje, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Por sua importância, a Unesco o inscreveu na Lista do Patrimônio Mundial, em 13 de dezembro de 1991, e também na Lista Indicativa brasileira, como patrimônio misto. Hoje, ainda, a FUMDHAM, entidade civil sem fins lucrativos, realiza atividades científicas interdisciplinares, culturais e sociais no parque.

O maior atrativo cultural do complexo são os registros rupestres pré-históricos, pintados ou gravados sobre as paredes e os afloramentos rochosos. Consideradas como formas gráficas de comunicação utilizadas pelos grupos pré-históricos que habitaram a região, abordam uma grande variedade de formas, cores e temas. Foram registrados abrigos sob rocha pintados com cenas de caça, sexo, guerra e diversos aspectos da vida cotidiana e do universo simbólico dos seus autores.

O Parque tem uma área de 130 mil hectares, com mais de 1300 sítios arqueológicos (o maior número de sítios arqueológicos das Américas). Existem também 2 museus importantes na região: o Museu do Homem Americano e o Museu da Natureza.
Além de ser um território de pesquisas, é um circuito turístico muito rico do ponto de vista natural e histórico. 

APROVEITE AS VISITAS VIRTUAIS:
http://fumdham.org.br/midias/midias-videos/

Referências
https://www.360meridianos.com/2021/03/niede-guidon-serra-capivara.html
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42
http://fumdham.org.br
https://revistapesquisa.fapesp.br/piaui-ganha-museu-da-natureza/

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Além de deter a desertificação, a Grande Muralha Verde também se concentra no acesso à água e à energia solar e no desenvolvimento socioeconômico, incluindo hortas comerciais, piscicultura, criação de gado e aviários, para fornecer empregos para a população local.

Em 2007, 11 países africanos – Burkina Faso, República do Djibouti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Niger, Nigéria, Senegal, Sudão e Chad – uniram-se, formando a União Africana e se comprometeram a plantar árvores que resistem bem à seca, para formar A Grande Muralha Verde (The Great Green Wall), em uma imensa área desértica, na região do Sahel (faixa de mais de 5.000 km que separa o extenso Deserto do Sara da restante África subsariana).

Trata-se de ‘construir’ uma ‘floresta’ de 8 mil km de extensão e 15 km de largura, em um dos lugares mais vulneráveis, pobres e áridos do planeta, onde as temperaturas sobem mais rápido do que a média global, registrando secas e inundações cada vez mais constantes, que levam à degradação de terras e de fontes de alimentos.

Porém, “não se trata apenas de plantar árvores na região, mas também de abordar questões como alterações climáticas, seca, fome, conflitos, migração e degradação de terras”, sublinha Janani Vivekananda, especialista em alterações climáticas da Adelphi, uma think tank (laboratório de ideias), especializada em clima, meio ambiente e desenvolvimento.

Em 2021, a Grande Muralha Verde já contava com 15% da área coberta por árvores porém, além de questões de ordem financeira, a instabilidade política de alguns países da região, que registram a presença de organizações terroristas, pode ser uma dificuldade. Outro problema é o fato de as árvores serem plantadas numa zona onde ninguém poderia viver e cuidar da plantação.

Um documentário
Em 2019, a Grande Muralha Verde foi parar nas telas dos cinemas pelas mãos do diretor Jared P. Scott e do cineasta brasileiro Fernando Meirelles (que, aqui, foi produtor executivo) e pela voz da cantora e ativista malinesa Inna Modja, além do apoio da Convenção de Combate à Desertificação, da ONU.

O filme já foi exibido em diversos festivais e ficou pouco tempo nos cinemas. No Brasil, foi exibido na Mostra Ecofalante de Cinema, mas não está acessível no momento (reproduzimos aqui o trailer).

 

Esperança no futuro

Apesar dos desafios, Hans-Josef Fell, presidente do Energy Watch Group, acredita que o “sonho verde pode tornar-se realidade”. E Vivekananda acredita que, se os governos da África se concentrarem nessas etapas, uma nova maravilha do mundo poderá surgir nos próximos dez anos; em breve poderemos ter não uma parede contínua, mas um mosaico rico de diferentes iniciativas que contribuem para a subsistência e a segurança alimentar das pessoas. Se forem incluídos mulheres e jovens, a Grande Muralha Verde, até 2030, vai ser um sucesso”, conclui.

Referências
https://conexaoplaneta.com.br/blog/a-grande-muralha-verde-iniciada-em- 2007-na-africa-ganha-floresta-olimpica-com-355-mil-arvores/
https://www.dw.com/pt-002/os-desafios-da-grande-muralha-verde-de-africa/a-52990367
https://news.un.org/pt/story/2021/11/1770712
https://www.facebook.com/GreenWallAfrica/

postado sob 2022, arte, cultura
Foto Ruth Klotzel
Foto Ruth Klotzel
Foto Ruth Klotzel
Foto Ruth Klotzel
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Um ato de criação libertário, exercido dentro de um sistema opressivo, isto é, numa cela de manicômio. Uma obra ao mesmo tempo única e feita de múltiplas partes, que exibe, sem hierarquias, mantos, estandartes, esculturas e objetos comuns, mas ressignificados. Uma representação do mundo para ser apresentada a Deus no Dia do Juízo.”(Fonte: site do Itaú Cultural)

 

18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

18 de maio de 2022: abertura da exposição Bispo do Rosario - Eu vim: aparição, impregnação e impacto, reunindo, no Itaú Cultural, em São Paulo, centenas de trabalhos de Arthur Bispo do Rosario (1911-1989) e estendendo-se às obras de outros artistas, modernos e contemporâneos, que foram impactados pelas obras de Rosario.

Diana Kolker, curadora e pedagoga no Museu Arthur Bispo do Rosario, afirma que a produção do artista sergipano, residente no Rio de Janeiro desde os 14 anos, influenciou profundamente a arte contemporânea; não à toa, sua obra já foi exposta em instituições formais de arte em, ao menos, 150 exposições pelo mundo.

No Rio de Janeiro, Arthur Bispo do Rosario foi empregado pela Marinha brasileira – as referências ao trabalho no mar estão presentes na sua obra – e pela companhia de eletricidade Light, além de atuar como boxeador. Em dezembro de 1938, após ter se apresentado no Mosteiro de São Bento como juiz dos vivos e dos mortos, foi diagnosticado como esquizofrênico-paranoico.

Entre 1940 e 1960, alternou períodos de internação e, em 1964, voltou definitivamente para a Colônia Juliano Moreira, instituição em Jacarepaguá voltada para os loucos e outros excluídos em definitivo. Viveu 50 de seus 80 anos nessas instituições, onde construiu sua obra, desfazendo uniformes dos funcionários, além de lençóis, juntando diversos itens e construindo suas memórias e a representação de acontecimentos da época, colhidos nos jornais.

Na década de 1980, essa atuação – em meio a debates da luta antimanicomial e de questões da arte de então – passou a impactar o pensamento social e artístico brasileiro. Nos anos 80, pela primeira vez, a obra de Bispo foi enxergada fora do contexto do manicômio, em um texto de Samuel Wainer Filho: escrito já na conjuntura da luta antimanicomial, Wainer denunciava o tratamento violento que o Brasil usava contra pacientes psiquiátricos, desde o século 19.

Para mostrar como era o espaço de produção do artista, o museu reproduziu o ambiente da cela de Bispo, espaço tomado por um ajuntamento quase compulsivo de objetos: segundo o artista, sua intenção era fazer um grande inventário das criações da humanidade, a ser apresentado a Deus no Juízo Final. A empreitada era guiada por vozes que só ele ouvia.

Nesses termos, a exibição da arte de Rosário também é vetor do debate sobre a saúde mental e das bandeiras levantadas pela reforma psiquiátrica, como defende a organizadora da mostra, Diana Kolker.

E ela instiga: o melhor caminho é tentar pensar como o próprio Arthur Bispo do Rosario, descosturando uniformes, lençóis, tecidos. “Será que ele não recusou, na verdade, o que se convencionou chamar de arte num pensamento moderno?”, pergunta a organizadora. “Talvez ele tenha pegado esse uniforme do hospital psiquiátrico, puxado os fios, desfeito eles e apresentado essa outra coisa. Ele nos faz pensar então não só no que é a arte, mas no que ela pode ser.”

Serviço
Bispo do Rosario – Eu vim: aparição, impregnação e impacto

Visitação: até 2 de outubro de 2022
• terça a sábado: 11h às 20h
• domingo e feriados: 11h às 19h
Entrada gratuita
Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, São Paulo
[livre para todos os públicos]

Referências
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/05/como-bispo-do-rosario-que-passou-50-anos-em-hospicio-mudou-arte-contemporanea.shtml
https://www.itaucultural.org.br/secoes/agenda-cultural/a-arte-e-a-mistica-de-arthur-bispo-do-rosario

foto Ruth Klotzel
foto reprodução
foto Ruth Klotzel
foto reprodução
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No final dos anos 1970, os artistas Frans Krajcberg, nascido na Polônia e Sepp Baendereck, de origem Sérvia, fizeram uma viagem de barco pelo rio Negro, com duração de pouco mais de um mês. Krajcberg voltou várias vezes à Amazônia, viu a colonização e o desmatamento e passou a dedicar sua obra à questão ambiental.

"Quando teve o impacto da queimada, virou um ambientalista roxo. Ele aprimora seu discurso, no sentido de ‘eu sou um ambientalista, não sou um artista’", conta João Meirelles, ativista ambiental, colaborador e biógrafo de Frans Krajcberg.

Agora, no MUBE, a vida e a obra do artista tornado ativista, já tratadas num documentário e bienais dentro e fora do país, ganham novo fôlego, tendo como mote os cem anos de Krajcberg, nascido em 1921 e falecido em 2017.

Quem visita o Museu pode acompanhar a progressão da obra do artista em cerca de 160 trabalhos, dos quais mais de cem vieram do sítio Natura —uma casa construída no topo de uma árvore, onde Krajcberg morava, no sul da Bahia. Pinturas, gravuras e desenhos figurativos feitos desde o final dos anos 1940, antes de o artista vir para o Brasil, até o início da década seguinte, já em solo brasileiro. Em 1957, ele se naturalizou brasileiro

Em 1972, muda-se para Nova Viçosa, na Bahia, vivendo em meio a uma floresta de 10 mil árvores de espécies nativas que ele plantou, perto da praia. Foi lá em seu sítio Natura que encontrou a matéria-prima de suas obras, nos restos de troncos e raízes carbonizados por queimadas ou resíduos de desmatamentos.

A partir da flora brasileira, "criou uma arquitetura da natureza com sua obra, trazendo a questão ambiental como questão de ordem ética dentro da arte", acrescenta Diego Matos, curador desta exposição.

A mostra é imperdível!
 

SERVIÇO
FRANS KRAJCBERG: POR UMA ARQUITETURA DA NATUREZA
Até 11 de setembro; terça a domingo, das 11h às 17h
MuBE - Rua Alemanha 221, Jardim Europa, São Paulo
Grátis

REFERÊNCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/05/floresta-com-obras-de-frans-krajcberg-ocupa-mube-em-grande-mostra-do-artista.shtml
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-05/centenario-de-frans-krajcberg-e-celebrado-com-exposicao-no-mube
https://www.ebiografia.com/frans_krajcberg/
https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10730/frans-krajcberg

postado sob 2022, carreiras, EM, vestibular
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Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Cecília Meireles

 

Um engenheiro de computação, uma médica, um diplomata, um professor das Letras, um professor de Medicina Veterinária, uma atriz ... por que fariam parte do mesmo cenário?

Para, generosamente, partilharem experiências, informações, para tirarem dúvidas sobre carreiras, ocupações, faculdades, mercado de trabalho.

E, assim, o Ensino Médio do Ítaca, em mais uma edição do Qual é a sua? Um encontro com as profissões, teve o privilégio de receber 20 excelentes profissionais para conversas descontraídas e informais, a partir de desejos e solicitações dos próprios alunos do 3º ano.

Afinal, todos sabemos que a conclusão do Ensino Médio traz consigo os exames vestibulares e, claro, a necessidade de escolher caminhos de vida, ter projetos de futuro próximo e mais distante.

Essas conversas, com as turmas do 1º ao 3º EM, informam de modo pessoal e humano, fazem refletir, ampliam possibilidades, ajudam a diminuir ansiedades e, certamente, tornam as escolhas mais tranquilas.

Apresentamos a todos um pouquinho de cada um desses profissionais e agradecemos por partilharem seus conhecimentos e experiências.

Carla Fraga – Psicologia. Com mestrado em Teoria Psicanalítica (UFRJ) e doutorado em curso (USP), atua em seu consultório e no Ministério Público do Estado de São Paulo - Núcleo de Assessoria Técnica Psicossocial.

Fernando Ferreira – Medicina Veterinária. Graduado em Medicina Veterinária pela USP, com mestrado e doutorado em Saúde Pública também pela USP, hoje é Professor Titular dessa Universidade, atuando, principalmente, em epidemiologia animal, geoprocessamento e modelagem matemática.

João Fernandes – Engenharia da Computação. Formado pela Escola Politécnica da USP, apresenta extenso portfólio, atuando, inclusive, como Desenvolvedor Web e tendo já criado, também, temas WordPress e códigos front-end para projetos.

Felipe Mondoni – Cinema e Audiovisual. Bacharel em Cinematografia e Produção Cinematográfica, também faz parte da maior rede social de filmes do Brasil.

Valéria Valente – Jornalismo. Bacharel pela FMU, atuou como produtora em redes de TV e agências de notícias, sendo hoje Chefe de Reportagem de conhecida rede de TV.

Sandro Silvestre – Ciência da Computação. Graduado pelo ITA e mestre pelo IPT USP, há mais de 30 anos atua na área, em setores como de cosméticos, bancário e metroferroviário, entre outros.

Camila Cohen – Artes do Corpo. Graduada em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP) e formada pela Escola de Arte Dramática (EAD-USP), é atriz, arte-educadora e preparadora corporal, atualmente integrando elenco de dois espetáculos em cartaz.

Michel Joelsas – Artes Cênicas. Graduado pela Escola Superior de Artes Célia Helena, é ator de teatro e cinema, com atuação em vários filmes, como Que hora ela volta? e O ano em que meus pais saíram de férias, além de séries como Boca a boca (Netflix)

Anderson Gonçalves – Letras. Doutor em Filosofia pela USP, com pós-doutorado na UnB, é professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada, na FFLCH-USP.

Beila Dalmolim – Medicina. Pediatra (Unifesp), com pós-graduação em Homeopatia, pela APH, atua em consultório e na Associação Paulista de Homeopatia.

Murilo Siqueira – Administração. Graduado em Administração de Empresas (Mackenzie), mestre e doutor, hoje é coordenador do curso de Adm, na FESPSP, e representante do Conselho Regional de Administração de SP.

Theo Ribas – Economia. Graduando FEA USP, inicia mestrado na França, em 2023. É pesquisador e fundador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (FEA-USP).

Roberta Contte – Fisioterapia. Graduada (Ítalo-brasileiro) e pós-graduada em Fisiologia e Biomecânica do Aparelho Locomotor (HC-FMUSP), com formação em RPG (Philippe Souchard), atua em diversas frentes dos tratamentos fisioterápicos.

Paulo Lepetit – Música. Músico, compositor, arranjador, produtor musical. Já tocou com Itamar Assumpçãp, Chico César, Cássia Eller, Ney Matogrosso, entre outros artistas, tendo também discos lançados com sua banda, Isca de Polícia.

Silvia Colello – Pedagogia. Pedagoga, com mestrado, doutorado e livre-docência pela USP, onde hoje é docente, em Psicologia da Educação. É membro do Núcleo de Pesquisa “Novas Arquiteturas pedagógicas” (NAP/USP) e diretora do “Centro de Estudos – Oriente & Ocidente” (CEMOrOc/FEUSP),

Thalita Febá – Publicidade e Propaganda. Graduada em Comunicação Social e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais (ESPM), hoje é gerente de Marketing, CMI e Martech, na Burger King do Brasil.

João Gualberto Porto Jr. – Diplomacia e RI. Formado pelo Instituto Rio Branco, atuou como diplomata e embaixador, por 46 anos, em diversos países da Europa e da Ásia e nos EUA; foi professor de Relações Internacionais em universidades públicas, como a UFRJ.

Mônica da Rocha – Ciências Sociais. Mestre em Integração da América Latina, pela USP, e doutora em Ciências Sociais pela UnB, com pós-doutorado na Universidad Nacional Autonóma do México, hoje é professora doutora, na UFT, além de outras atuações.

Ruth Klotzel – Design Gráfico. Graduada e mestre em Arquitetura e Urbanismo (USP), foi professora da Arquitetura (FAAP) e do Design Gráfico (Senac) e uma das fundadoras da ADG/Brasil. Atuou como vice-presidente do Icograda (International Council of Graphic Design Associations, e hoje é membro da presidência da Bienal Ibero-americana de Design, de Madri.

Jorge Carvalho – Arquitetura. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, pelo Mackenzie, é mestre em Planejamento Urbano e Regional (USP) e doutorando pela mesma instituição. Em 2014, recebeu o Prêmio APCA, na categoria Arquitetura / Urbanidade, pelo projeto de Reurbanizacão da Favela do Sapé. Atua em escritório e é professor na Escola Panamericana de Arte e Design.

 

 

postado sob 2022, EF2

 

No último dia 28, aconteceram as oficinas de encerramento do semestre do EF2, momento em que professores e professoras organizam aulas diferentes daquelas a que os/as estudantes estão acostumados no periodo letivo. Desta vez, teve um pouco de tudo: oficina de origami, produção de cadernos, tear de papelão, bate-papos incríveis sobre Ratanabá - a cidade perdida da Amazônia, e sobre como o rock nacional dos anos 1980 ainda ecoa no cenário musical brasileiro, culinária, contação de histórias, palavras cruzadas, cubos mágicos, microscopia e muito mais. 

Essas oficinas ocorrem sempre no final do 1⁰ semestre e são oferecidas a todos os alunos do EF2, independente do ano que cursam. Eles se inscrevem previamente e escolhem aquelas que mais despertam o seu interesse. É um momento não só de encerramento do semestre, mas também de construção  do conhecimento, que ocorre de forma lúdica e colaborativa, com a participação ativa de alunos/as e professores/as.

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postado sob 2022, EF2, EM, história, Idiomas
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I'm wandering round and round, nowhere to go
I'm lonely in London, London, is lovely so…
(London, London, Caetano Veloso)

Como parte do curso de Inglês, o Ítaca propôs aos alunos, mais uma vez, 2 live-tours, conduzidas por Loona Hazarika, mestre pela Universidade de Cambridge, apaixonado por história e guia de turismo em Londres há 16 anos.

Desta vez, o 9º ano e o 1º EM partiram para uma viagem virtual pelo British Museum (Londres) - fundado em 1753, é um dos mais antigos do mundo.

Além de verem peças raras, de valor histórico inominável (daquelas que reconhecemos das ilustrações em livros…), antes e depois do tour, houve discussões sobre o papel dos museus e sobre o processo de formação dos acervos e sua legitimidade.

Já as turmas do 2º e 3º EM passeram pelo Londons East End, para conhecer a história da rua principal de Whitechapel.

E foram convidados a imaginar Winston Churchill, de cartola e uma pistola em punho, pronto para lutar contra os russos; revoltas históricas contra os fascistas; a triste história do “homem elefante''... Conheceram, ainda, a enfermeira heroína Edith Cavell; os Kray, gângsteres mais famosos de Londres... E também Stalin e Trotsky, que ali fizeram uma experiência com o carrasco de um rei! Tudo isso aconteceu no entorno dessa rua principal, enriquecida com ondas migratórias que refletem grandes eventos e mudanças nos últimos séculos. 

Mas, para além do prazer em conhecer, para além das informações históricas e do convite à reflexão e à imaginação, o exercício da língua inglesa em situação real de comunicação foi um dos focos mais importantes dessas 2 viagens virtuais: durante toda a visita, essa foi o idioma do guia e de todos os participantes.

Para conhecer um pouco mais do trabalho de Loona, acesse: https://letsdiscoverlondon.com/).

postado sob 2022, arte, EF1, meio ambiente
+19

 

Na semana do meio ambiente, o Colégio propôs um trabalho envolvendo todas as turmas do EF1.

Assim, fizemos do ateliê de Arte e dos nossos pátios lugares de investigação da natureza, e da sala de aula, uma conversa sobre o imenso planeta Terra e suas tão diversas moradias, das quais se parte para o mundo, suas praças, continentes e oceanos.

O ateliê esteve de portas abertas para os grupos se alternarem entre os materiais distribuídos pelas mesas e a busca por pequenos projetos nascidos dos  gravetos, pétalas, folhas e pedrinhas recolhidos no jardim da escola.

Dessa potente parceria - infância e natureza - muitos nascimentos: de uma pedra e seis gravetos, uma fogueira; do caule grosso de um bambu, um poleiro; de muitas pétalas e pedrinhas de rio, uma mandala; dos finos gravetos e algum barbante, um móbile.

Educar é originariamente uma viagem, um voo, uma mudança de espaço. Como um beija-flor é uma ave que viaja o tempo todo, não para de se movimentar, é muito justo que ele possa simbolizar o conhecimento, o conhecimento de beijar as flores e dali tirar o mel e de, eventualmente, polinizar e se deslocar, disseminando outras realidades.
                                                                                                                                                                                   Muniz Sodré

postado sob 2022, ciências, EF1
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Alunos e alunas do 4º ano realizaram, no laboratório, atividades que permitiram trabalhar a habilidade de observação de células vegetais e de fungos, no microscópio óptico: a visão da primeira célula ao microscópio e sua manipulação são mesmo difíceis de esquecer. 

Após muitas conversas, observações no microscópio e explicações sobre o assunto, a turma fez desenhos de observação. 

E, assim, começa-se a fazer ciência.

2022 marca o aniversário de 50 anos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, reconhecida como o primeiro encontro internacional sobre o meio ambiente e como o estímulo para a formação de ministérios e agências ambientais em todo o mundo, dando início a uma série de novos acordos globais.

E também foi ali que as intenções de redução da pobreza e proteção ambiental uniram-se, abrindo caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Durante essa Conferência, instituiu-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, a ser comemorado em 05 de junho.

Com a participação de mais de 150 países, a data internacional envolve governos, empresas, sociedade civil, escolas, celebridades, cidades e comunidades, com o objetivo de sensibilizar e celebrar a ação ambiental.

A cada ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente é sediado em um país diferente, no qual ocorrem as comemorações oficiais. A Suécia é a anfitriã em 2022. 

postado sob 2022, cinema, meio ambiente
foto reprodução
A conspiração da lâmpada
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Frágil equilíbrio
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Mais do que mel
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O caso do Chocolate

5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

A 11ª Mostra Ecofalante de Cinema, organizada pela ONG de mesmo nome, acontece desde 2012, na primeira semana de junho, com o propósito de amplificar e divulgar o Dia Mundial do Meio Ambiente, criado pela ONU em 1972.

Neste ano, a Mostra apresenta uma retrospectiva especial, com 20 títulos de destaque, exibidos nas suas dez primeiras edições, além de alguns debates.

O evento, totalmente gratuito e on-line, ocorre de 1 a 21 de junho, e a programação completa está AQUI

Veja alguns temas abordados e trailers dos filmes a serem exibidos na Mostra: 
 

 

• A obsolescência programada (mecanismo que provoca o encurtamento da vida de um produto para garantir uma demanda contínua), em A Conspiração da Lâmpada.

 

 

• Documentário que propõe uma imersão sensorial no mundo das plantas por meio do trabalho e das reflexões do botânico Francis Hallé.
Era uma Vez uma Floresta (Indicado ao prêmio César (França) de Melhor Documentário)

 

 

• Desenvolvimento sustentável e Antropoceno.. Cientistas argumentam que o Holoceno deu lugar a uma nova era geológica em meados do século XX.
Antropoceno

 

 

• Três jornalistas holandeses embarcam em uma batalha de 10 anos que os leva a explorar o lucrativo negócio do chocolate, tentando provar que é possível produzi-lo de maneira ética e sem a exploração ilegal do trabalho.
O Caso do Chocolate

 

 

SOBRE A ONG ECOFALANTE
A Ecofalante atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade, e produz filmes, documentários e programas de televisão de caráter cultural, educativo e socioambiental. A instituição fornece consultorias a projetos nessas áreas e promove formação de professores, exibições e debates em escolas, universidades e aparelhos culturais. Organiza seminários e workshops, além de realizar o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais: a Mostra Ecofalante de Cinema.

 

 

 

postado sob 2022, EF2, Literatura
FOTO REPRODUÇÃO FJS

Comemorar o centenário de José Saramago é celebrar a Língua Portuguesa. A leitura de sua obra é um mergulho nas metáforas em prosa e também um convite a desvendar aquilo que parece óbvio.

Em "O conto da ilha desconhecida", obra que guia a exposição saramaguiana no Museu da Língua Portuguesa e que faz parte do programa de leitura dos alunos do 8º ano do Ítaca, temos um homem que vai à porta da casa de um rei e pede um barco para ir em busca de uma ilha desconhecida.  Aparentemente, trata-se de uma história comum, mas, durante a leitura da narrativa, o leitor vai percebendo as metáforas escondidas em palavras que pareciam simples. Que ilha é essa? Que barco é esse? Que porta é essa? 

Ir em busca da ilha é ir em busca dos símbolos, dos significados, das palavras de Saramago, autor responsável pela disseminação e pelo reconhecimento da grandiosidade da prosa em língua portuguesa no mundo.

Veja detalhes da exposição AQUI.

REFERÊNCIAS:
 https://www.josesaramago.org/centenario/
https://www.publico.pt/2022/05/06/culturaipsilon/noticia/estar-brasil-comemorar-saramago-lingua-portuguesa-acto-amor-2005124

Ocupação José Saramago
Entre maio e junho
Grátis
Saguão B do Museu da Língua Portuguesa 

Legados Saramaguianos
Entre maio e novembro 

Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz s/n – Luz – São Paulo 
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até as 18h) 
R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) 
Grátis aos sábados 
Grátis para crianças até 7 anos 
Ingressos na bilheteria e pela internet


 

postado sob 2022, cinema, EF2
Pedro Lima, editor de som do filme
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No dia 02 de abril, sábado, realizamos mais uma linda sessão do projeto “Cinema com Professor”, em que assistimos ao filme Abe (Fernando Andrade, 2021). A obra trata da relação de um adolescente novaiorquino, filho de mãe judia e pai muçulmano, descendentes de israelenses e palestinos, com a comida. Abe conhece um chef de cozinha brasileiro, que o ajuda a perceber como a mistura e a complexidade de sua formação pessoal podem ser retratadas em sua cozinha e, em sentido inverso, como seus pratos o auxiliam a entender a complexa relação familiar que ele vive. 

Para a sessão, foram convidados os alunos de 8º e 9º anos, e também tivemos a participação especial do Pedro Lima, editor de som do filme e pai da Isabel, aluna do 8º ano. A discussão foi muito interessante e rica, e Pedro trouxe um pouco mais de sua experiência em pós produção e no trabalho com cinema, o que despertou muito interesse em nossos estudantes. Os professores também participaram, mediando e levantando outras questões, promovendo, assim, ótimas discussões entre todos, pais e mães, convidado, professores e estudantes.

Até a próxima sessão!

 

postado sob 2022, cultura, EF2
+5

No início do 7⁰ ano, nossos alunos e alunas se perguntam o que sabem sobre o continente africano e depois comparam o que disseram com diferentes fontes de informação: jornais internacionais, filmes, conteúdo de livros, entre outros. De acordo com essa pesquisa, a África é apenas um continente de  miséria, fome, tragédias, conflitos, grandes mamíferos e safaris. 

Essa investigação trouxe uma grave descoberta: carregamos e perpetuamos uma história estereotipada da África que pouco diz sobre esse continente, minimizando a existência de interesses profundos e diversificados sobre esse imenso território, berço de nossa espécie. 

Pouco sabemos sobre as culturas, as histórias e os modos de vida dos mais de 50 países africanos e temos muitas heranças e presenças da África em nosso cotidiano.  

Chocados com tal descoberta, os 7°s anos de 2022 se envolveram em uma intensa pesquisa sobre alguns desses países, com o objetivo de romper com esse circuito de informações estereotipadas. Se você também quer quebrar as histórias únicas, como denuncia a escritora Chimamanda Ngozi Adichie em seu TEDx "Os perigos da história única", veja os trabalhos desses alunos, AQUI.

postado sob 2022, EM, vestibular

 

 

ENSINO MÉDIO: FORMAÇÃO INTEGRAL OU PREPARAÇÃO PARA O VESTIBULAR? 
Por que não ter ambas?

Terminar o Ensino Médio, passar pela maratona de exames vestibulares e Enem e iniciar uma nova etapa da escolaridade, da vida e da realização dos sonhos... Todos os anos, no Ítaca, vivemos o prazer de partilhar esse percurso com nossas alunas e alunos, cada um a seu tempo e modo, sem perder de vista nossa proposta de formação cultural, acadêmica, crítica, leitora, analítica...

Inclusive em tempos de pandemia, em tempos de viver praticamente 1/3 ou 2/3 do curso em situação de ensino a distância ou híbrido. E agora, José? (com licença de Drummond), como seriam os resultados para os formandos e as formandas, nesse contexto?

Escrevo aqui justamente para contar do prazer de vivenciar a mesma seriedade e o mesmo excelente desempenho das turmas de 2020 e 2021, mesmo com as novas exigências da vida, nesses 2 últimos anos. E escrevo, inclusive, para registrar orgulhosos parabéns aos/às agora universitários/as e, também, àqueles/as que continuam na busca dessa realização (isso virá, meninos e meninas, não tenho um pingo de dúvida!).

Nossos altos índices de ingresso imediato nas universidades sempre giram em torno de 60% (e sem cursinho preparatório, na quase totalidade). Não foi diferente desta vez:  a turma de 2020, com 63% e a turma de 2021, com 68,4%.

Abaixo, os nomes e as carreiras de universitários e universitárias dessas duas últimas turmas (mas todos/as os/as formandos/as e formados/as sintam-se também homenageados/as). E mais: sua formação vai muito além dos exames de ingresso... Parabéns também à nossa equipe docente!!

E o que, além de tudo, também nos agrada sobremaneira: a diversidade de carreiras e a busca por universidades e faculdades de excelência em sua área.

Nossos afetuosos abraços a todos e todas e desejos de que tenham seus sonhos concretizados!

 

Mercedes Ferreira e equipe do Ítaca

postado sob 2022, cinema, EF2

Em 26/03, sábado, realizamos o primeiro Cinema com Professor de 2022. Para o evento, foi escolhida a obra "O menino e o mundo" (de Alê Abreu, 2014), tendo como público-alvo os alunos de 5ºs, 6ºs e 7ºs anos e suas famílias. 

A animação trata da relação de um menino e de seus familiares com as mudanças, ao saírem do campo e passarem a viver na cidade, tendo que lidar com as dificuldades dessa nova realidade. Por meio de uma linguagem lúdica, a obra não apresenta falas e seu desenho é bidimensional, fugindo do modelo apresentado pelas atuais grandes produções cinematográficas. 

Para enriquecer a discussão, o convidado do dia foi Pedro Lima, editor de som da animação. No pós-filme, Pedro se apresentou, falou sobre seu trabalho, sobre o processo de produção do filme e mostrou alguns dos instrumentos que utiliza e utilizou para produzir a sonoplastia da obra. 

Os alunos fizeram perguntas sobre seu processo produtivo e seu trabalho de mixagem de som, e ele apresentou também suas experiências com instrumentos musicais. 

O evento foi muito importante para  a discussão de problemas enfrentados no meio urbano, como a pobreza, a precarização do trabalhador e as dificuldades de acesso aos recursos básicos. Além disso, foi bastante enriquecedora a oportunidade de conversar com um membro da produção, descobrindo elementos dos bastidores e aprendendo um pouco sobre produção de som no cinema. 

Pedro Lima, editor de som
Pedro Lima, editor de som
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postado sob 2022, EF2, EM
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Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.

Elisa Lucinda, 1992


Pedimos licença, antes de tudo, à poeta, pelo uso de uma estrofe de seu poema, deslocada do contexto original, mas tão certeira hoje, tão atual, mesmo que em outras significações. Porém foi no contexto original que Fabiana Teixeira, no Ensino Médio, teve contato com a obra, que a fez “começar a sacar o mundo”, como ela nos contou.

Fabiana Teixeira de Souza trouxe a nós esse poema, quando esteve no Ítaca, no dia 17 último, para uma conversa instigante e muito reflexiva com nossos alunos e nossas alunas do 8º EF2 ao 3º EM. Aqui, a bacharel em Direito, especialista em mediação de conflitos, falou sobre conflitos, escuta, empatia, militância feminista, acolhimento e outros assuntos. E respondeu a perguntas, muitas perguntas.

Seu encontro – Mediação de conflitos: perspectivas sobre diálogo, violência e conflito – buscou estimular nos e nas adolescentes a atenção a si e ao outro, nesses tempos ainda nebulosos, da quase pós-pandemia.

E pudemos entender (ou relembrar) que as soluções para conflitos nem sempre são aquelas que achamos corretas, porque dependem do lugar de fala, do contexto, das pessoas envolvidas, entre outros.

E também lembramos (ou percebemos) que é preciso sempre fundamentar nossas proposições, e é preciso buscar clareza e alicerce. E é preciso empatia, pôr-se de verdade no lugar do outro. E é preciso entender (e praticar) que o espaço de acolhimento é um lugar sem julgamento, no qual a outra pessoa sabe que pode estar. 

É bom (é imprescindível) que possamos manter espaços de reflexão e ponderações e considerações como esse encontro. E que ele tenha sido gatilho para a ação, a atitude melhor para si e para o coletivo. Os tempos pedem isso mais do que nunca!

E, por isso, vai aqui nosso agradecimento à Fabiana e a todos e todas que cocriaram esse momento, como ouvintes, questionadores, interlocutores.

 

Arte e Português no 9º ano

Publicado em 1956, "Morte e Vida Severina", obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, classifica-se como um "poema dramático regionalista", que questiona os limites entre a prosa e a poesia e reflete as inovações propostas pelo autor na construção de seu texto. A obra apresenta, com muita verdade e lirismo, a vida dura do nordestino retirante, que sai de sua terra em busca de uma vida melhor. 

A partir da leitura e da análise do poema e tendo em vista a intenção de ilustrá-lo, os/as alunos/as do 9º ano produziram uma História em Quadrinhos, num projeto interdisciplinar que envolveu Artes e Língua Portuguesa.  Esteticamente, a HQ foi pensada num formato de pranchas numeradas, nas quais foram feitas as ilustrações e escritos os versos dessa narrativa poética. Posteriormente, essas pranchas foram acondicionadas numa caixa forrada com tecido, produzida especificamente com essa finalidade. Para ter acesso a essa belíssima produção coletiva de nossos/as estudantes, visite nossa biblioteca.

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postado sob 2022, arte, EF1
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O 4° ano do fundamental 1-alunos e alunas da professora Flávia Capeleto -iniciou uma pesquisa a partir da observação da natureza presente na escola. Atentos às diferentes formas, tamanhos e cores, entre outros aspectos, as crianças escolheram e registraram o que lhes despertou maior interesse. 

Os alunos e as alunas do 7º ano, na disciplina de Linguagem Audiovisual, exercitaram aprendizados a respeito da criação de histórias para cinema, em uma atividade individual que contemplou diversas habilidades. Após assistirem a uma animação que discutia como pequenas coisas da rotina podem ser capazes de transformar nossa relação com uma situação maior, foi proposto às turmas que refletissem sobre sua relação com o último ano vivido durante a pandemia, sobre quais os personagens fizeram parte desses momentos (sejam eles reais ou simbólicos de suas próprias experiências), assim como sobre os cenários onde passaram tais momentos importantes (esses cenários também podiam configurar mundos reais ou outros mundos, de suas imaginações, desde que houvesse relação com a realidade). 

A primeira etapa foi cada um/cada uma se visualizar como protagonista dessa narrativa, além de pensar em três outros participantes de sua história e em três locais por onde deveriam passar e, então, fazer a descrição desses itens. Logo após, fizeram a visualização dessas descrições, à mão, para depois criarem uma versão final desses rascunhos, em formato livre. 

Quanto aos cenários, muitos os desenharam; outros digitalizaram e renderizaram esses desenhos; outros, ainda, utilizaram softwares gratuitos de arquitetura e 3D, e alguns utilizaram seus jogos de videogame, como Minecraft e Fortnite. Sobre os personagens, as turmas também pensaram em variações de poses e expressões.

A última etapa consistiu em remover os fundos dos seus personagens, objetos e variações, para poderem montar a estrutura de seus storyboards, responsáveis por, finalmente, mostrar para todos suas pequenas histórias. 

Confira um apanhado do que foi cada etapa!

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postado sob 2022, arte, cultura, EF2, EM
Mario de Andrade
Oswald de Andrade
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Realizada no Theatro Municipal, em São Paulo, a Semana de Arte Moderna foi um marco na história da cidade, mas estendeu sua importância para muitas outras regiões do país e também foi resultado de escritores, intelectuais, artistas de vários lugares do Brasil, sendo considerada um divisor de águas na cultura brasileira. O evento - organizado por um grupo de intelectuais e  artistas  - declarou o rompimento com o tradicionalismo cultural associado a correntes literárias e artísticas anteriores.

A Semana nasceu no momento em que o mundo assistia ao fim de uma grande guerra e tudo se renovava nas estruturas mentais e políticas da sociedade. Durante três dias, contou com a participação dos maiores músicos, poetas, romancistas, pintores, escultores, intelectuais brasileiros daquela época, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Victor Brecheret, Heitor Villa-Lobos, Graça Aranha e Di Cavalcanti.

Realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o evento incluiu exposição com cerca de 100 obras, aberta diariamente no saguão do Theatro, além de três sessões lítero-musicais noturnas. Os artistas, influenciados pelas vanguardas europeias e pela renovação geral no panorama da arte ocidental resolveram apresentar suas produções ao grande público, buscando desconstruir, na arte brasileira, o conservadorismo vigente no cenário cultural da época.

Na realidade, essa renovação estética também dialogava com as vanguardas europeias (Cubismo, Futurismo, Surrealismo etc..), redefinindo a linguagem artística que se articulou a um forte interesse pelas questões nacionais e ganhou destaque a partir da década de 1930, quando os ideais de 1922 se difundiram e se normalizaram.

Mas também é preciso ressalvar que, apesar de o termo Modernismo remeter diretamente à produção realizada sob a égide de 1922 - na qual se incluem os nomes de Vicente do Rego MonteiroAntonio GomideJohn Graz e Zina Aita - a produção moderna no país deve ser pensada incluindo-se obras anteriores à década de 1920 - as de Eliseu Visconti e Castagneto, por exemplo -, e pesquisas que passaram ao largo da Semana, como as dos artistas ligados ao Grupo Santa Helena (Francisco ReboloAlfredo VolpiClóvis Graciano etc.).

E, ainda que o Modernismo no Brasil deva ser pensado a partir de suas expressões múltiplas - no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, entre outros -, a Semana de Arte Moderna é um fenômeno eminentemente urbano e paulista, conectado ao crescimento de São Paulo na década de 1920, à industrialização, à migração maciça de estrangeiros e à urbanização.

Por isso, em homenagem ao centenário desse evento e à sua importância, a cidade de São Paulo comemorará com programações diversas, que começam na quinta-feira (10/02/22) e se estenderá por todo o ano.

O Theatro Municipal, entre os dias 10 e 17 de fevereiro próximos, será cenário, por exemplo, de shows, saraus, expedições e diversas atividades, com apresentações de Orquestra Sinfônica Municipal, Coral Paulistano, Quarteto de Cordas e o Balé da Cidade.

Veja neste link.

Além disso, durante o ano, várias exposições e eventos acontecerão na cidade:

  • 13/01 a 20/12 – Exposição "Modernismo – destaques do acervo", na Pinacoteca, com 134 obras de artistas modernistas.
  • 10/02 a 31/03 – Exposição "O Atelier de Brecheret", no Museu Catavento, sobre a vida e a obra de Victor Brecheret.
  • 13/02 a 13/04 – Exposição "Pilares de 22", no Memorial da América Latina, com caricaturas de artistas brasileiros que influenciaram o Modernismo no restante da América Latina.
  • 25/02 a 30/06 – Exposição "Esse Extraordinário Mário de Andrade", no Museu Afro Brasil.
  • 13 a 17/02 – Projeção mapeada "100 anos de Modernismo / São Paulo celebra a Semana de 22", do Estúdio Bijari, na fachada do Palácio dos Bandeirantes.
  • 05/03 a 10/07 – Exposição imersiva e interativa "Portinari Para Todos", no MIS Experience.
  • 10/03 a 18/12 – Ciclo de concertos "Clássicos Modernistas", com a execução pela Osesp (Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo), na Sala São Paulo, de 122 obras de compositores influenciados pelo Modernismo.
  • 16/04 a 12/06 – Exposição "A Arte Sacra dos Modernistas", no Museu de Arte Sacra de São Paulo, com bras de artistas modernistas criadas com temática da religiosidade e da fé.
  • 1ª quinzena de abril a julho – Exposição multimídia e interativa "100 Anos Modernos", no MIS, com curadoria de Marcello Dantas.
  • Sem data definida (expectativa é que aconteça em abril) – Inauguração da galeria multimídia do Museu Casa de Portinari, apresentando as obras do pintor, reunidas em seu Catálogo Raisonné.

 

Referências:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/o-que-fazer-em-sao-paulo/noticia/2022/02/07/theatro-municipal-tem-programacao-especial-celebrar-centenario-da-semana-de-arte-moderna-de-1922.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/02/como-a-semana-de-22-virou-vanguarda-oficial-depois-de-50-anos-esquecida.shtml

https://www.cultura.sp.gov.br/semana22/

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo359/modernismo-no-brasil

 

 

postado sob 2022, cultura, EF2
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Durante o curso de Estudos Étnicos, os alunos  e as alunas do 6°ano do Ítaca abrem os corações, para ler contos sagrados indígenas que o escritor e ativista Daniel Munduruku organizou no livro "Vozes Ancestrais". Cada conto abre uma oportunidade para conhecerem um povo indígena do Brasil e mergulharem em um modo de ver a vida e o mundo completamente diferente do nosso.

Em 2021, os/as estudantes elaboraram um diário virtual de leitura da obra de Munduruku, usando a plataforma BookCreator, e se envolveram na confecção de seus diários virtuais, elaborando capa, sumário, ilustrações, textos de apresentação dos povos, sínteses e comentários sobre cada conto lido.

No nosso estudo de meio virtual pela Bacia do Rio Tapajós, o 6°ano do Ítaca conheceu Daniel Munduruku e teve uma conversa com ele sobre as vidas, as culturas e as lutas dos povos indígenas do Brasil, o que enriqueceu ainda mais a leitura de sua obra.

Essa atividade alonga e aprofunda a relação dos/das estudantes com os contos e povos indígenas que o autor nos apresenta em seu precioso livro. Ao desenhar, perfilar e comentar cada conto, cria-se um vínculo entre as histórias e esses e essas estudantes. Assim, as sabedorias do mundo indígena brasileiro se fazem mais presentes no olhar atento de jovens que passam a trazer a cosmovisão indígena para alguns assuntos e projetos da escola.

Além disso, tal projeto cria também muitos livros virtuais bonitos e criativos que valem a pena ser lidos e relidos. Veja aqui uma amostra do que nossos e nossas estudantes criaram nesse projeto.

 

postado sob 2022, EF1, EF2, Ítaca, teatro
Foto: João Caldas
Foto: João Caldas
Foto: João Caldas
Foto: João Caldas
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Camila Cohen, atriz e professora, leciona dança no EF2 e teatro no EF1 do Ítaca. E, neste mês, teremos o prazer de vê-la também nos palcos de São Paulo, na montagem de Momo e o Senhor do Tempo, de Michael Ende.

A obra foi adaptada para espetáculo teatral por Carla Candiotto, Aline Moreno e Victor. Carla também dirige o espetáculo: conhecida pela criatividade nas montagens e pela qualidade de suas produções no teatro infanto-juvenil, ela, inclusive, recebeu o Prêmio Governador do Estado, em 2015, pelo conjunto da sua obra. E, como explica, a escolha dessa peça surgiu da necessidade de discutir e refletir com crianças, jovens e seus familiares sobre o significado do tempo, atualmente. “Vivemos em uma época em que as pessoas vêm se esquecendo do que importa e têm se distanciado cada vez mais delas mesmas e de suas pessoas queridas”, comenta.

Na obra original, o autor cria a personagem Momo, menina órfã que aparece misteriosamente em uma cidade e vai morar nas ruínas de um antigo teatro abandonado. Ela ouve as pessoas, faz com que aprendam a ouvir e a valorizar as relações entre amigos, os encontros e as ideias diferentes, com empatia e atenção.

No elenco, Camila Cohen, Eric Oliveira, Ernani Sanchez, Fabricio Licursi e Victor Mendes.

Um programão!

SERVIÇO
Entrada gratuita.
Classificação indicativa: livre

15 e 16/01 - 16h / Teatro Alfredo Mesquita
- Avenida Santos Dumont, 1770 - Santana
Telefone: (11) 2221-3657
Capacidade 198 pessoas

22 e 23/01 - 16h / Teatro João Caetano - Rua Borges Lagoa, 650 - Vila Clementino
Telefones: (11) 5573-3774 / 5549-1744
Capacidade Total: 438 lugares

29 e 30/01 -  16h / Teatro Cacilda Becker - R. Tito, 295 -Lapa
Telefone: (11) 3864-4513
Capacidade: 198 pessoas

05, 06/02 - 16h / Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca
Telefone: (11) 2604-5558
Capacidade: 349 lugares

12 e 13/02 - 16h / Teatro Paulo Eiró - Av. Adolfo Pinheiro, nº 765 - Alto da Boa Vista – Santo Amaro
Telefones: (11) 5686-8440 / 5546-0449
Capacidade: 467 lugares

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