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	<title>fotografia &#8211; Colégio Ítaca</title>
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	<description>Ensino Fundamental e Médio</description>
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		<title>MATO?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[code]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 16:52:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EF1]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando você tem um tema, o mundo é o tema. Lia Vainer No Ítaca, nos terceiros anos do Ensino Fundamental 1 (crianças de 8/9 anos), o tema em curso é [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Quando você tem um tema, o mundo é o tema.</em></strong><br />
Lia Vainer</p>
<p>No Ítaca, nos terceiros anos do Ensino Fundamental 1 (crianças de 8/9 anos), o tema em curso é a preservação da vida, do meio ambiente e, naturalmente, dos animais em extinção e a continuidade da vida.</p>
<p>O mundo, lugar de muitos conhecimentos em que a criança a partir dos 7 anos passa a operar, é campo de planejamento dos professores. Informações e acontecimentos no tempo e no espaço disparam conhecimentos significativos, que os professores conectam com o repertório dos seus alunos, com o entorno e com a história que não cessa. Dessa forma, escritores, pesquisadores, fotógrafos, jornalistas, artistas plásticos, músicos, cineastas, ao narrarem criativamente o mundo em suas diversas facetas, fornecem conteúdos que contribuem para o enriquecimento das propostas didáticas planejadas.</p>
<p>Quando o assunto é preservação ambiental, uma rede de informações, acontecimentos e experiências interligam as crianças às suas próprias vivências, que se prolongam em interesses.</p>
<p><em>Este <strong>percurso </strong>contou com <strong>o livro &#8220;MATO</strong>? &#8221;  </em><br />
Mas iniciou-se pela proposta de conhecer tanto as diferenças como as <strong>conexões entre a zona rural e a urbana</strong>. As pesquisas relativas às produções agrícolas, comércio, o cotidiano dessas duas áreas foi assunto de trocas entre as crianças.</p>
<p>A voz do poeta <strong>Carlos Drummond de Andrade,</strong> na ocasião do seu aniversário de 100 anos, apresentou-se por meio do <strong>poema ‘’Infância’’,</strong> do cotidiano rural na sua cidade natal, Itabira/MG:  Os alunos seguiram pelo lombo do cavalo e pelo aroma do café no fogão a lenha.</p>
<p>De lá, partiram para <strong>a biografia do poeta</strong> e a sua morada, <strong>na idade adulta, na cidade do Rio de Janeiro</strong>. Eis que Itabira, na infância, e Rio de Janeiro, em sua idade adulta, ofereceram <strong>o contraponto entre área rural e urbana da época </strong>.  E os alunos seguiram, inclusive, <strong>fazendo cálculos matemáticos</strong> entre as distâncias dessas duas cidades, os melhores trajetos, considerando meios de transportes , estradas de rodagem, nas diferentes <strong>épocas que variavam entre 1902 e 1980, fases de vida do poeta.</strong></p>
<p>A <strong>fotografia </strong>já se inseria, na época, como <strong>registro de trajetórias no tempo e no espaço</strong>. <strong>O <a href="http://marcellocavalcanti.com.br/sobre/" target="_blank" rel="noopener">fotógrafo</a></strong><strong><a href="http://marcellocavalcanti.com.br/sobre/" target="_blank" rel="noopener"> Marcello Cavalcanti</a>  clicou os mesmos ângulos e fez a montagem com os registros dos locais que <a href="https://ims.com.br/titular-colecao/augusto-malta/" target="_blank" rel="noopener">Augusto Malta</a>, retratara no Rio de Janeiro, no início do século 20</strong>. Os alunos puderam, assim, <strong>visitar a cidade grande</strong>, <strong>zona urbana nos dois tempos</strong>:  no início do <strong>sec. XX</strong> quando então nascia Drummond na área rural mineira e no <strong>sec. XXI</strong> quando então morou na cidade como adulto.</p>
<p><strong>Outro interlocutor </strong>trouxe suas impressões de aldeia e de cidade grande: o <strong>escritor indígena Daniel Munduruku,</strong> no seu livro, <strong>“Crônicas de São Paulo, um olhar indígena”.</strong></p>
<p>Pelo olhar indígena também foi reconhecida outra cidade grande, São Paulo<strong>,</strong> por meio das crônicas desse escritor.  <em>Ibirapuera, Tatuapé, Butantan, </em>foram alguns dos <strong>textos, narrativas que suscitaram interesses e muitas perguntas</strong>.</p>
<p>Como <strong>o </strong><strong>gênero ‘’entrevista” estava presente nos estudos de Língua Portuguesa</strong>, com pesquisas sobre <strong>entrevistas publicadas por escritores como Ruth Rocha</strong> e pelo próprio Daniel Munduruku. Essa jornada de interlocuções seguiu por outros assuntos, analisando-se tal gênero</p>
<p><strong>O texto“Butantan”<em>,</em></strong><strong> de Daniel Munduruku,</strong>  <strong>trouxe  o olhar indígena reconhecendo no Instituto </strong>do mesmo nome<strong>, sua floresta, suas cobras, suas pesquisas</strong>. O momento da pandemia, as vacinas. A curiosidade da criança e do cientista: <strong>Rodrigo Franco de Carvalho, biólogo do Instituto  Butantan, foi convidado  a conversar com os alunos. </strong></p>
<p>As crianças organizaram-se previamente com perguntas, prolongamento dos seus interesses e curiosidades. Coincidentemente, no Dia do Biólogo que Rodrigo esteve nas três salas dos terceiros anos. Isso também impressionou a todos.</p>
<p>O tempo das <em>lives</em> não foi suficiente para as trocas entre o pesquisador e os estudantes. <strong>Animais, vacinas, perigos, a instituição, Rodrigo como cientista e suas escolhas pessoais</strong> foram assunto de muita conversa, sintetizada aqui pela pergunta de uma criança e a resposta do cientista:<br />
<strong>O QUE É PRECISO PARA SER UM CIENTISTA<em>?</em></strong><br />
&#8211; Muita curiosidade.</p>
<p>As perguntas não apresentadas estão sendo organizadas para uma nova rodada, agora por e-mail endereçado ao Rodrigo.</p>
<p><strong>Paisagens nativas, progresso, cidade grande, áreas rurais, olhar indígena, aldeia pequena e aldeia grande</strong>, assuntos que trouxeram naturalmente outras perguntas: <strong>E a ameaça de extinção?  E os animais, a floresta, os rios, a queimada?</strong></p>
<p>Chegamos, assim, à pergunta que não quer calar e que intitula o livro de Rogério Assis e Ciro Girard: <strong><em>MATO?</em></strong></p>
<p>Assim como as fotos de Cavalcanti e Malta, de um Rio de Janeiro de antes e depois, mostraram alterações históricas e geográficas, este trabalho valioso sobre a Amazônia trouxe a floresta e sua narrativa histórica que coloca a <strong>ameaça de extinção e a possibilidade de preservação</strong> em pauta.</p>
<p><strong>Chega o livro do Rogério Assis: MATO?</strong><br />
<strong>EM PAUTA: A NATUREZA DESAPARECERÁ?  </strong><br />
<strong>Segue abaixo a proposta feita para os alunos:</strong></p>
<p><em>Conheça algumas imagens da situação atual da Amazônia brasileira, em paralelo a imagens da situação anterior desse vasto território.</em></p>
<p><em>As imagens são do</em><em> fotógrafo Rogério Assis e a montagem do ‘’antes’ e do ‘’depois’’ foi feita pelo designer Ciro Girard. Juntos publicaram esse trabalho no livro MATO?</em></p>
<p><strong><em>Curioso!  Um nome de livro com ponto de interrogação. O que será que os autores estão perguntando? </em></strong></p>
<p><em>1)   </em><em>Olhe para as imagens e imagine uma resposta para essa interrogação: MATO?<br />
2)   Agora leia os comentários abaixo, de Tica Minani, depois de ter olhado as imagens do livro. Tica é coordenadora da campanha do Greenpeace na Amazônia.</em></p>
<p><em>‘’É mata, é brisa, é sol, é árvore, é rio, é formiga, inseto, areia, calor, água fresca, folhas, samaúma, açaí, peixe, onça, jacaré, macaco, lua, coruja, sapo, voadeira, nuvem, chuva, rede, revoada de pássaros, mandioca, banana, fogueira, magia, gente, risos&#8230; </em></p>
<p><em>No mato tem tudo isso. E mais: tem uma riqueza exuberante que sustenta uma teia de vida valiosa e diversa, de muitas formas, muitas cores, capaz de provocar medo, mistério e maravilhamento&#8230;</em></p>
<p><em>Essa mesma riqueza exuberante, que abunda no mato, nos rios, nas árvores, nos minérios e em tantos outros recursos naturais, é motivo de orgulho para a maioria dos brasileiros, mas também desperta outros sentimentos menos nobres que a magia e o maravilhamento.</em></p>
<p><em>Muitos olham para o mato e veem outro tipo de riqueza – uma riqueza que esgota os rios e a terra, que cavouca minérios, que corta as árvores, que expulsa as gentes e silencia os risos&#8230;’’</em></p>
<p><strong>O percurso foi finalizado com a observação de dois alunos,</strong> ao integrarem o vasto tema de preservação ambiental ao conteúdo trabalhado em Ciências, “Polinização, uma memorável parceria’’:</p>
<p>&#8211; <em>Se a gente desmatar, os bichos não terão mais onde morar, aí entra naquele outro assunto que conversamos sobre polinização, não teremos mais árvores e nem bichos para ajudar a “repor” a natureza.</em></p>
<p>&#8211; <em>O ser humano precisa perceber que ele também é a natureza, se destruir e não cuidar, uma hora  não vamos mais existir.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O LIVRO:</strong></p>
<p>Mato?<br />
Autor:  Rogério Assis e Ciro Girard<br />
Editora:<a href="http://www.bancatatui.com.br/editoras/olhave/"> Olhavê</a><br />
ISBN: 978-85-93223-06-8<br />
Idioma: Português<br />
Edição: 1ª<br />
Ano de lançamento: 2018<br />
Número de páginas: 116</p>
<p>PDF do livro. Disponível no site do fotógrafo Rogério Assis: <a href="https://rogerioassis.46graus.com/livros/mato-1/">https://rogerioassis.46graus.com/livros/mato-1/</a></p>
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