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postado sob EF2, Ítaca, matemática

 No dia 14 de março comemoramos o dia do PI.

O número π (pi) é a mais popular das constantes matemáticas, sendo considerado por muitos o número mais importante e intrigante. A razão entre o perímetro de um círculo e o seu diâmetro só passou a ser representada na matemática pelo símbolo π (a letra que inicia a palavra "perímetro" em grego) em 1706, mas já despertava a curiosidade do homem desde a Antiguidade. Os egípcios usavam 3,1 como constante, enquanto os gregos chegaram a 3,141, já o recorde atual de cálculo de π é de 8 quatrilhões de casas decimais.

Após uma aula de matemática em que conheceram um pouco mais sobre o π, os alunos do 8º ano sugeriram uma comemoração, o chamado π Day, tradicionalmente festejado ao redor do mundo com tortas por conta da semelhança da pronúncia de π em inglês e da palavra Pie ("torta" naquele idioma). O dia do π, ou dia da aproximação de π, é 14 de março (3/14) pelo fato de a constante ter em 3,14 sua aproximação mais usual.

Os alunos também produziram alguns "piemas", textos com palavras que têm a mesma quantidade de letras dos números que compõem o π . O objetivo desses pequenos textos é ajudar as pessoas a decorarem o π . Veja um exemplo: 

PAZ É AMOR E AFETO (3,1415)
COMPANHIA AO ALHEIO (...926)
DESDE QUE FOSSE (...535)
ABSTRATO, IMPLÍCITO, SUBLIME (...897)
ALEATÓRIO, BOM AO QUE RESPEITA (...93238)
UTOPIA DE PAIXÃO (...626)

Nesse caso, o autor escreveu um π com 21 casas decimais (3,141592653589793238626)!

14 de março também é o dia de nascimento do cientista Albert Einstein e da morte do também cientista Stephen Hawking. Coincidência ou não, o fato é que tudo isso torna esse número ainda mais intrigante.

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Cauê Alves,  ex-aluno e ex-professor de história da arte do Ítaca, é curador da exposição sobre o paisagista Roberto Burle Marx, inaugurada no dia 15 de dezembro de 2018, no Mube (Museu Brasileiro da escultura).
Intitulada “Burle Marx: arte, paisagem e botânica”, a mostra – que se divide em três núcleos: arte, paisagem e botânica – reúne obras inéditas e apresenta a faceta polivalente do paisagista.

Um dos maiores paisagistas do século 20, Burle Marx também realizou trabalhos como arquiteto, pintor, escultor, designer, botânico, joalheiro, ecologista e ativista pelas causas ambientais. Foi pioneiro na utilização de plantas nativas em projetos de jardins e parques, no Brasil. Em companhia de botânicos, realizou inúmeras viagens por diversas regiões do país, para coletar e catalogar exemplares de plantas, reproduzindo em sua obra a diversidade fitogeográfica brasileira.É de sua autoria, por exemplo, o paisagismo do aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e do Parque do Ibirapuera, além do próprio paisagismo do Mube, cujo projeto arquitetônico é  de autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha (ganhador do prêmio Pritzker, em 2006), o mesmo que foi responsável pela renovação da Pinacoteca de São Paulo, muito premiado internacionalmente.

O público poderá conferir cerca de 70 trabalhos, entre desenhos, pinturas, esculturas, tapeçarias, peças de design, projetos paisagísticos e registros de espécies botânicas e de expedições científicas.

Para Cauê Alves, um lado interessante do trabalho de Marx é o fato de ele ter se antecipado às conversas de preservação da natureza brasileira. "Ele é um personagem que tem uma relação muito forte com o campo da ciência. Foi militante pelas causas ambientais quando essa não era ainda uma pauta da sociedade brasileira", afirma ainda em nota à imprensa, relembrando que o arquiteto se posicionou, na década de 1970, contra a derrubada de árvores para a construção de estradas pelo País.

Breve cronologia
1909 - nasce Burle Marx em 4 de agosto, em São Paulo.
1913 - Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde fixam domicílio.
1928 a 1929 - Vive período na Alemanha com a família.
1930 a 1934 - Ingressa e frequenta a Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
1932 - Primeiro projeto de paisagismo para a residência da família Schwartz no Rio de Janeiro.
1934 - Assume a Diretoria de Parques e Jardins do Recife, projeta praças e jardins públicos.
1937 - Cria o primeiro Parque Ecológico do Recife.
1949 - Adquire um sítio de 365.000 m2, em Guaratiba, RJ, onde abriga uma grande coleção de plantas.
1950 - Projeta o Parque Generalisimo Francisco
1953 - Projeta os Jardins da Cidade Universitária da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro.
1953 - Projeta o Jardim do Aeroporto da Pampulha,
1954 - Projeta o paisagismo do Balneário Municipal de Águas de Lindóia-SP.
1954 - Realiza o projeto paisagístico para o Parque Ibirapuera, em São Paulo, SP (não executado).
1955 - Projeta o paisagismo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.
1961 - Projeta o paisagismo para o Eixo Monumental de Brasília.
1961 - Paisagismo do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
1968 - Projeta o paisagismo da Embaixada do Brasil em Washington, D.C. (Estados Unidos).
1970 - Projeta o paisagismo do Palácio Karnak, sede oficial do Governo do Piauí.
1971 - Projeta o paisagismo do aterro da Bahia Sul em Florianópolis.
1971 - Recebe a Comenda da Ordem do Rio Branco do Itamaraty em Brasília.
1982 - Recebe o título Doutor honoris causa da Academia Real de Belas Artes de Haia (Holanda).
1982 - Recebe o título Doutor honoris causa do Royal College of Art em Londres (Inglaterra).
1985 - Doou seu sítio de Guaratiba com seu acervo ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN (na ocasião se chamava Fundação Nacional Pró Memória).
1990 - Projeta o paisagismo do Parque Ipanema, em Ipatinga/MG.
1994 - Morre no Rio de Janeiro, em 5 de junho, tendo projetado mais de 2.000 jardins ao longo de sua vida. O falecimento foi no dia 4 (quatro) de junho.

SERVIÇO
Burle Marx: arte, paisagem e botânica
Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE)
Rua Alemanha, 221 - Jardim Europa, São Paulo (SP)
Até 17 de março de 2019
Das 10h às 18h (terça-feira a domingo)
Mais informações no site do MuBE - https://www.mube.space

REFERÊNCIAS
https://www.guiadasartes.com.br/roberto-burle-marx/exposicao
https://www.arcoweb.com.br/noticias/noticias/mube-realiza-exposicao-em-homenagem-a-burle-marx
https://www.e-pavilion.com/cursoonline/arquitetura/blog/burle-marx-arte-paisagem-e-botnica?fbclid=IwAR0hQbCmGMEOlAdv_6VjNr0YpceW1hsAMiUR7LZc72Q_EbIklzs9CgfJPoE
https://paulomendesdarocha.wordpress.com/perfil/
http://www.revistamuseu.com.br/site/br/noticias/nacionais/5815-29-12-2018-exposicao-no-mube-traz-um-burle-marx-pouco-explorado.html

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“As bibliotecas exercem um verdadeiro fascínio no imaginário das pessoas como lugares de guarda de memórias e produções da humanidade. A questão central envolve a tentativa de preservar, através da palavra, ou em tributo a ela, as sabedorias e também os obscurantismos protagonizados há séculos”, reflete Danilo de Miranda, Diretor do SESC.

Danilo conheceu a exposição “A Biblioteca à Noite”, quando a visitou em Paris, e resolveu trazê-la ao Brasil.
Trata-se de uma experiência imersiva concebida pelo diretor canadense Robert Lepage e a Companhia Ex Machina, inspirada no livro homônimo do escritor argentino Alberto Manguel, que também participou da concepção. O trabalho tem o apoio do Institut Français e Embaixada da França, do Consulado Geral do Canadá e do Escritório do Quebec.

A obra original, do escritor, bibliófilo e discípulo de Jorge Luis Borges, o argentino Alberto Manguel, lançada em 2006, contém ensaios que falam sobre bibliotecas, partindo de sua experiência de organizar seus livros numa construção medieval de uma vila francesa – que ele comprou em ruínas, reformou e transformou em sua casa. 

O primeiro espaço da exposição é justamente uma reprodução da biblioteca francesa do próprio Alberto Manguel, permitindo que o público adentre o universo mais intimista da exposição. A segunda sala, a floresta, é onde começa a experiência imersiva, em realidade virtual. É um cenário fantástico, de árvores de livros e chão de folhas escritas, uma alegoria ao universo da leitura.

A partir daí, o público faz um passeio em realidade virtual por dez bibliotecas reais ou imaginárias: Biblioteca da abadia de Admont (Áustria), Templo de Hase-dera (Japão), Biblioteca Vasconcelos (México), Biblioteca Real (Dinamarca), Biblioteca do Nautilus (20.000 Léguas submarinas), Biblioteca do Parlamento de Ottawa (Canadá), Biblioteca Nacional e Universitária (Bósnia e Herzegovina), Biblioteca Sainte-Geneviève (França), Biblioteca de Alexandria (Egito) e Biblioteca do Congresso (EUA).

A exposição, que já passou pelo Canadá, pela França e Rússia, fica em São Paulo até dia 10/02/2019.

É necessário agendar a visita pelo site:
https://www.sescsp.org.br/programacao/168527_A+BIBLIOTECA+A+NOITE#/content=saiba-mais

Referências:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/09/assim-como-o-brasil-o-quebec-nao-tem-memoria-diz-canadense-robert-lepage.shtml
http://monitoriafabci.blogspot.com/2018/10/relato-visita-exposicao-biblioteca.html
https://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/babel-a-biblioteca-a-noite-exposicao-inspirada-em-livro-de-alberto-manguel-chega-ao-brasil/

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