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postado sob 2021, EF1
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O 3º EF1 finalizou o 1º semestre de 2021 tendo desfrutado de vários encontros com profissionais das mais diversas áreas de conhecimento. Esses profissionais chegaram à sala de aula para compartilhar informações, saberes e interagir com as investigações das crianças.

Na área de História, as culturas indígena e africana destacaram interlocuções importantes, em relação ao reconhecimento da formação e da  história do Brasil, refletidas nas experiências do cotidiano das crianças. Francisco Carlos Machado, artista plástico, e Alan Eduardo de Barros, biólogo e gestor ambiental, foram os convidados indicados por um dos alunos das turmas, pela sua experiência com os povos indígenas, e Fernanda Lopes, psicóloga e mãe de aluna do 3º ano, trouxe sua contribuição, conversando sobre a cultura africana: olhar a África e conhecer o Brasil.

Luana Ribeiro Ricardi Freddi, professora de Biologia do EF2, programou uma aula/conversa sobre os animais vertebrados, tema presente na área de Ciências do terceiro ano, que também aponta para questões importantes relativas ao meio ambiente, preservação da natureza e dos seres vivos ameaçados de extinção. Nesse viés ainda, Rogério Assis, fotógrafo e autor do livro MATO?, foi convidado para trocar reflexões significativas sobre os riscos do desmatamento.

Para concluir, a escritora Flávia Lins foi contatada também por um dos alunos, com a proposta de conversar com os dois grupos de terceiros anos, a partir de perguntas previamente preparadas sobre os seus livros da coleção Diário de Pilar e sobre a série Detetives do Prédio Azul (DPA). 

O encontro com estes profissionais celebra a aproximação da escola com o mundo ao redor, com a sociedade e suas considerações acerca da ciência, da cidadania, da literatura: assuntos imprescindíveis desde o primeiro ciclo do ensino fundamental.

 

postado sob 2021, ciências, educação
foto reprodução
a Terra vista do espaço
foto reprodução: Jan Michels
formiga aumentada por microscópio
Foro reprodução: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/06/brasil-ultrapassa-marca-de-70-milhoes-de-brasileiros-com-a-primeira-dose-da-vacina-covid-19
foto reprodução
Couve flor de Romanesco - com estruturas fractais
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A ciência é uma atividade essencial à humanidade, não só pela possibilidade de enfrentar os problemas da vida cotidiana, como também para lançar luzes sobre os fenômenos do mundo e do universo, ampliando o sentido da nossa existência. Dando asas à curiosidade e ao espírito investigativo que nos acompanha ao longo da história, pesquisas aplicadas e básicas procuram atender aos incessantes questionamentos que só a espécie humana é capaz de fazer.

Silvia Gasparian Colello, Educação.

 

8 de julho. Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Cientifico. A data, não por acaso, remete à fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, hoje completando 73 anos. E as comemorações, que acontecem em todo o Brasil, com o objetivo de chamar a atenção para a produção científica do país, estimular o gosto dos jovens pela ciência e divulgar o saber científico para a sociedade.

 

Nos últimos 73 anos de existência da SBPC, a ciência está ficando cada vez mais necessária para, talvez, nossa sobrevivência como espécie humana. Ela nos forneceu e está fornecendo importantes avanços que nos possibilitaram alcançar uma vida mais saudável (remédios, vacinas!) e mais confortável (todas as máquinas que tornam nosso dia a dia mais fácil, do pendrive à máquina de lavar roupa, veículos e até satélites etc etc!) e mais previsível (computação de alto desempenho para prever catástrofes climáticas!). Se dermos ouvidos a ela conseguiremos sobreviver; sem ela, estamos condenados a cair de volta na barbárie e em uma guerra por recursos cada vez mais escassos, além de dar preferência a charlatões egoístas na política.

Gerhard Wunderlich, Ciências Biológicas.

 

A SBPC

Entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, a Sociedade é voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. E, desde sua fundação, em 1948, exerce importante papel na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País.

Para isso, não se restringe apenas ao espaço acadêmico, mas mantém representantes oficiais em mais de 20 conselhos e comissões governamentais, além de, periodicamente instituir grupos de trabalhos – compostos por cientistas renomados em suas especialidades –, com o objetivo de estudar e apresentar propostas para questões específicas de interesse nacional. 

Ao lado disso, anualmente, a SBPC realiza diversos eventos, de caráter nacional e regional, com o objetivo de debater políticas públicas de C&T. A entidade também contribui para o debate permanente das questões relacionadas à área, por meio de diversas publicações, como o Jornal da Ciência, a revista Ciência e Cultura, seu portal na internet, e a edição de livros sobre temas diversos relacionados à ciência brasileira.

 

“A Terra não é plana”

 A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) celebra o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador.  Neste ano, o tema escolhido para a discussão junto à comunidade será “Os desafios atuais da ciência no Brasil”, no âmbito da 73ª reunião da SBPC e dos 70 anos da fundação do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (CNPq), principal órgão do Governo Federal de financiamento para a pesquisa

Gostaria, entretanto, de sair do lugar comum, frequentemente associado à questão do financiamento da pesquisa no Brasil. Ou do foco discursivo que repercute, por meio da prática científica, questões interconectadas com as mazelas que continuam a assolar um país tão rico em recursos como o nosso, especialmente no que tange à Saúde, Educação, Meio Ambiente e Desigualdade Social.

Nós nos encontramos, enquanto sociedade, em uma situação paradoxal, tendo em vista que vivenciamos, graças à tecnologia digital, um momento extraordinário, em termos do acesso e da troca de informações: a democratização do conhecimento é - ou deveria ser - positiva, tanto para o indivíduo como para a sociedade, uma força motriz para o desenvolvimento humano; entretanto, o que se tem observado, a taxas alarmantes, é a disseminação sistêmica de falsas explicações para uma série de fenômenos naturais e sociais. Explicações baseadas em teorias da conspiração, ideologia, preconceito e misticismos têm escancarado, de maneira explícita, comportamentos regressivos, que podem, se amplificados, colocar em xeque a própria vida (como observado durante a pandemia), o nosso desenvolvimento socioeconômico e a coesão de nossa democracia, podendo vir a comprometer, em última análise, os alicerces sobre os quais o próprio processo civilizatório se deu nos últimos 500 anos.

As crises são recorrentes ao longo da História, sendo correlacionadas ao limiar de mudanças profundas. Nesse sentido - e talvez mais do nunca -, seria fundamental que os cientistas, aqueles que fazem genuinamente do método científico o seu instrumento de trabalho, se apresentem à sociedade de uma outra maneira, se afastando, quem sabe, de um academicismo sisudo, vazio e burocrático. Será somente através da troca de conhecimentos, do verdadeiro debate dialético com os diferentes atores sociais, que aqueles que fazem ciência, a verdadeira ciência, poderão demonstrar que a apropriação do conhecimento científico pode expandir os horizontes de um indivíduo no mundo, contribuindo, muito positivamente, para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, dentro de uma visão de progresso humanista e bem-estar social. 

Rodrigo Franco de Carvalho, Ciências Biológicas.

 

A CIÊNCIA PELOS CIENTISTAS

Por reconhecermos a importância do pensar e do fazer científico, fica nesta publicação a homenagem do Ítaca, nas vozes de pesquisadores ex-alunos e ex-alunas, pais e mães do Colégio, a quem especialmente agradecemos.  

 

"A ciência é um diálogo com o mistério do mundo”. Assim se refere o filósofo Edgard Morin à atividade da ciência. De fato, as razões primeiras e o sentido da existência – do mundo, das coisas, das pessoas - serão sempre um desafio à compreensão humana. Há diversos e importantes modos de estar em contato com esse mistério, como a arte, a espiritualidade, a filosofia, a ciência. Mas o que há de particular nessa última forma, é exatamente o fato de ela ser um diálogo: um modo de fazer perguntas e obter respostas sobre esses mistérios da existência, e por fazer isso de um modo que nos permite agir no mundo com base em conhecimentos interessados na verdade, construídos de forma racionalmente fundamentada, compartilhada e aberta à revisão crítica e reconstrução. É claro que, como tudo que é humano, as ciências estão sujeitas a falhas, deturpações, vieses. Mas o que as torna as ciências especiais é que, por serem baseadas em demonstrações, debate e crítica, elas mesmas tornam possível e necessário identificar e combater esses problemas. E ao ser, assim, um saber construído por humanos para humanos, ao ter a verdade como norte e o debate racional como meio, o conhecimento científico se torna um recurso imprescindível para buscar um mundo onde seres humanos e natureza possam viver de forma mais feliz e harmônica, com justiça e liberdade. Valorizar e cultivar o diálogo científico e esse seu importante papel civilizatório, sem desconhecer e desvalorizar as outras formas de lidar com os mistérios do mundo, mas, ao contrário, entendendo o lugar de cada uma delas na nossa existência e dialogando com elas, inclusive: talvez seja esse o maior desafio ético e político de nosso tempo.

 José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres, Medicina.

  

Referências:

https://www.ufpi.br/ultimas-noticias-ufpi/36697-dia-8-de-julho-e-comemorado-o-dia-nacional-da-ciencia-e-do-pesquisador-cientifico

http://portal.sbpcnet.org.br

 

postado sob 2021, EM, evento
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O semestre se despede.

Um professor trouxe a voz e a poesia; outro, o berimbau e a cantoria lá das Áfricas; um aluno trouxe a bateria, outro, a guitarra, o violão; uma ex-(sempre) aluna trouxe a voz, a autoria da composição; outro, lá de um continente longe, trouxe a música das montanhas do lugar; o público trouxe as palmas, o sorriso, a emoção...

E todos se conheceram um pouco mais e se conectaram e riram, (re)lembrando como é possível e como conseguimos sempre nos (re)humanizar, apesar de todos os pesares e cansaços...

Esse sarau de fechamento do semestre letivo do Ensino Médio, reuniu idades, gêneros musicais e poéticos, paisagens, estilos. Reuniu pessoas (mesmo que tudo permeado pela tela do computador...).

Alunos, alunas, ex-alunos, ex-alunas, professores, professoras.
De maneira simples e informal, ao nosso jeito, confirmamos que estamos juntos.

A todos ali, um abração carinhoso!

Boas  e merecidas férias.

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