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postado sob 2020, EF2, EM, história
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A Pedra de Rosetta
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Detalhe da Pedra de Rosetta
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Esculturas do Partenon
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Ir a Londres e visitar o British Museum, um dos mais antigos museus do mundo, é uma experiência inesquecível, mas não impossível.

Na verdade, embora o Museu esteja fechado em razão contexto atual, convidamos nossos alunos do 9ºEF e do 1ºEM a fazerem uma viagem virtual ao longo de dois milhões de anos da nossa história.

Nesta live-tour, conduzida por Loona Hazarika, um  experiente guia de Londres que, inclusive, trabalhou por vários anos no British Museum, vamos embarcar no centro da cidade, atravessar continentes e desembarcar nas Américas.

Esse foi o convite que nossos alunos receberam da cadeira de Inglês do Ítaca.

Além de verem peças raras, de valor histórico inominável (daquelas que reconhecemos das ilustrações em livros...), o exercício da língua inglesa, em uma situação real de comunicação, foi um dos focos importantes também: durante toda a visita, essa foi o idioma do guia e de todos os participantes.

Antes e depois do tour, discussões sobre o papel dos museus e sobre o processo de formação dos acervos e sua legitimidade já ganharam espaço. Produções artístico-reflexivas a respeito de tais aspectos e também sobre como são vistos e valorizados, de modo geral, os museus no Brasil, mostrarão a voz dos estudantes, em uma pequena síntese do projeto.

 

MUSEUS: TEMPOS E  MEMÓRIA

Por Ciça Jorquera

A palavra Museu origina-se na Grécia Antiga, derivada da palavra Mouseion, que significa “lugares de contemplação”. Também podemos relacioná-la a Zeus, que, como a mitologia grega nos conta, casou-se entre outras, com Mnemósina, Titânida que simboliza a memória – ela podia dar o poder de voltar ao passado e relembrá-lo para a coletividade.

Já na denominada Idade Média (476 a 1453 d.C.), o termo Museu não teve muito uso. Ele só reaparece no século XV, quando o colecionismo virou moda na Europa, surgindo as chamadas Coleções Principescas.

Mas, foi na conjuntura da Revolução Francesa (1789-1799) que nasceu a acepção atual do termo Museu, que só irá se consolidar no século XIX, com a criação e fundação de inúmeras instituições museológicas na Europa, concebidas dentro do denominado “espirito nacional”, ou seja, esses espaços objetivavam não apenas guardar as antiguidades nacionais como também os acervos expressivos resultados do domínio colonial.

Esse percurso possibilitou a adoção de dois tipos de modelos de museus espalhados pelo mundo. Os primeiros alicerçados na cultura nacional e na história, como o Louvre, localizado em Paris, na França, e inaugurado em 1793; os segundos, como resultado direto do momento cientifico que o mundo vivia, voltados para a pré-história, arqueologia e a etnologia, a exemplo do Museu Britânico, em Londres, na Inglaterra, inaugurado em 1753.

Museu Britânico (Londres, Inglaterra)

No caso do Brasil, o século XIX também foi um marco. Foi exatamente em 1818, com a doação da coleção de História natural por D. João IV, que foi inaugurado no país o primeiro museu, o Real, atualmente conhecido como Museu Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

No caso de nosso país, podemos afirmar que os museus enciclopédicos iriam ser o modelo adotado até a década de 30 do século XX, pois a questão da Nação só ganharia espaço e audiência museológica em 1922, quando da fundação do Museu Histórico Nacional, também localizado na cidade do Rio de Janeiro.  Desde então, esses espaços se multiplicam e, hoje, o país conta com mais de três mil museus, e a cidade de São Paulo com cerca de 110.

Museu Nacional (Rio de Janeiro, Brasil)

Visitar, mesmo que virtualmente, espaços culturais, científicos, históricos possibilita uma experiência sensível e contribui para a compreensão de mundo, revelando-nos novas dimensões e representações da realidade.

Contudo, não se trata apenas do ato de observar e/ou contemplar o acervo que essas instituições oferecem, mas também de perceber que a organização do espaço, a luz, o ordenamento tem uma intencionalidade estética e ideológica. Outro aspecto muito relevante é o da temporalidade, ou seja, o nosso olhar sobre uma escultura, uma foto ou um artefato da cultura popular, por exemplo, produzida há séculos, com certeza terá uma apreensão diferente daquela vista na época da produção, possibilitando diversas e diferentes interpretações, portanto, inúmeras representações.

Referência
GUIMARÃES, Ruth. Dicionário de Mitologia Grega. São Paulo: Editora Cultrix. 1993. p. 314-317.

 

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