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postado sob arte, cultura
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Há inúmeras teorias a respeito da origem do Carnaval. Em uma das mais aceitas, supõe-se que tenha surgido das festas da antiga Babilônia, Mesopotâmia (atual cidade Al Hillah, perto de Bagdá, Iraque). Mas também há correntes que consideram o atual Carnaval como descendente direto das festividades pagãs da Antiguidade romana. Havia em Roma as Saturnálias e as Lupercálias: as primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papéis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos  vestindo-se como seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

A palavra carnaval é originária do latim, carnelevarium, cujo significado é retirar ou suspender (levare) a carne. O significado pode estar relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma católica, período dedicado à abstinência, ao jejum e, simbolicamente, ao resguardo do cristão em relação a prazeres mundanos. A Quaresma vai da Quarta-Feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa, no calendário móvel dos católicos. Mas, segundo Rainer Sousa, mestre em História, alguns pesquisadores dizem que a palavra vem do carro naval, que percorria as ruas de Roma com pessoas vestidas com máscaras e fazendo jogos e brincadeiras.

Por volta do ano 1000, o início do período fértil para a agricultura na Europa Ocidental era motivo de carnaval. Os homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos, durante algumas noites, com o rosto enegrecido de fuligem ou sob panos. Como acessórios usavam máscaras, focinhos de porco e capuzes de pele de coelho. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e entravam nos domicílios, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.

A Igreja sempre quis controlar mas nunca conseguiu impedir os excessos e subversões de costumes do Carnaval, que sempre teve vocação popular, apesar dos bailes sofisticados em ambientes privativos. No Renascimento, o Carnaval desenvolveu-se nas cidades italianas, onde surgiu a Commedia Dell’Arte, uma espécie de teatro improvisado, muito popular até o século XVIII e que ainda hoje sobrevive.

Em Florença havia as canções específicas para acompanhar desfiles (precursores de nossas marchinhas de Carnaval, pode-se dizer); os trionfi, carros mitológicos concebidos por grandes pintores da época, como Botticelli, e os carri, que mostraram um mundo burlesco, no qual o cavaleiro carregava o cavalo, e o lavrador puxava uma charrua, sob o comando de um boi. 

Em Roma e Veneza, os festejos celebravam ainda vitórias políticas do passado e outros feitos históricos. Usava-se a bauta veneziana – uma capa de renda com capuz de seda negra, que enquadrava o rosto e cobria os ombros. Os acessórios eram um chapéu de três pontas e uma máscara branca. A fantasia permitia a abolição temporária de diferenças sociais e, em alguns casos, o prazer de um “pecado” à sombra do anonimato. As datas de comemoração desses festejos variavam um pouco de um lugar para o outro, mas eles quase sempre ocorriam entre o período em que hoje festejamos o Natal e a Quaresma.

O Carnaval do Brasil iniciou-se no período colonial, como derivação do entrudo (que quer dizer “entrada”), por volta da metade do sec XVII , uma festa de origem portuguesa que na Colônia era praticada pelos escravos. No final do século XIX surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, sendo que e os bailes de máscaras já eram tradicionais em alguns hotéis.

Em 1907, surgiu o corso, um desfile de automóveis que foi a grande atração do Carnaval carioca, tomando conta da Avenida Rio Branco. Blocos, cordões e o surgimento do samba carioca nesta época desenvolveram uma festa brasileira popular, com a participação de negros, mulatos e brancos. Simultaneamente, hotéis e clubes sofisticados começaram a incluir grandes bailes, preparando um Carnaval para as elites –  o mais famoso, e que ainda existe, é o do Hotel Copacabana Palace, que abriu suas portas em 1924.

Em 1927, o bloco “Deixa Falar”,  fundado no bairro do Estácio de Sá, gerou o formato de samba-enredo  a ser cantado pelas ruas da cidade e também inúmeros outros blocos de mesmo formato, com foliões acompanhando livremente pelas ruas o som dos músicos. Com o decorrer do tempo, esses blocos transformaram-se nas chamadas Escolas de Samba, surgindo no Rio a Mangueira, a Portela, o Salgueiro, entre outras. As Escolas de Samba organizaram-se muito, passando a ser hoje verdadeiras empresas, que contratam inúmeros profissionais e trabalham o ano todo para disputar a competição do maior desfile de Carnaval do mundo, passando também a ser parte importante da economia da cidade do Rio e de outras, como São Paulo, que também  organiza hoje grandioso desfile de Carnaval todos os anos – na capital paulista, os blocos e cordões carnavalescos deram origem às primeiras Escolas de Samba como a Lavapés  (1937) , da Baixada do Glicério e a Vai-Vai, originária do Bloco dos Esfarrapados, também na década de 1930, no bairro do Bixiga.

De qualquer modo, mesmo com mudanças e modernizações, o Carnaval de rua no Brasil continua hoje, ao lado de bailes e desfiles oficias, tendo visto neste ano, por exemplo, um grande aumento de blocos, em diversas cidades, especialmente São Paulo, com expressivo número de foliões divertindo-se em muitos lugares da cidade. Além disso, a festa continua firme também em suas variações regionais: a Bahia, com o trios elétricos; os grandes bonecos de Olinda; os afoxés, frevos e maracatus que passaram a fazer parte da tradição cultural brasileira, fazendo do Carnaval  um dos mais variados, ricos e exuberantes do mundo.

 

Baixe o aplicativo com a programação do Carnaval 2014 de São Paulo:

http://catracalivre.com.br/samba/samba-sp/indicacao/baixe-o-aplicativo-para-pular-o-carnaval-de-rua-de-sao-paulo-sem-pagar-nada/

 

Referências:

http://www.mundoeducacao.com/carnaval/as-origens-carnaval.htm

http://www.brasilescola.com/carnaval/historia-do-carnaval.htm

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/carnaval_-_milenios_de_folia.html

http://www.infoescola.com/artes/historia-do-carnaval-no-brasil/

http://catracalivre.com.br/samba/

http://www.primeoffer.com.br/eventos-prime/carnaval-2013-o-baile-do-copacabana-palace-1189.html

http://museudomeioambiente.jbrj.gov.br/noticia/gritos-de-carnaval

 

 

 

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