.>
Alguns conteúdos desta seção estão disponíveis apenas para quem estiver logado.
Caso tenha acesso, faça seu login aqui
postado sob cultura, esporte, história

Aconteceu, de 23 de outubro a 01 de novembro de 2015, em Palmas, capital do estado de Tocantins, a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), sob iniciativa do Ministérios dos Esportes, Agricultura, Defesa e Cultura, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, da Prefeitura de Palmas, do governo do estado do Tocantins, e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

O evento mundial foi consequência de uma versão nacional dos jogos, que vem acontecendo desde 1996, organizada por grupos de indígenas brasileiros.

Em entrevista à agência da ONU, o ministro dos Esportes, George Hilton, destacou a importância do evento para aproximar as populações indígenas do resto da sociedade brasileira.
Segundo o ministro, a realização dos JMPI é uma maneira de incluir as demandas das etnias indígenas brasileiras no contexto dos grandes eventos esportivos que o país tem sediado desde 2007. “Fechamos esse ciclo também com as comunidades indígenas por entender que, além de ser um esporte de inclusão social, tem um apelo muito forte para integrar os povos, para levantar bandeiras importantes que as comunidades indígenas têm”, afirmou. Para Hilton, os Jogos permitem dar visibilidade à situação dos povos indígenas: "o desafio é que não só o evento esportivo possa integrar essas comunidades do mundo inteiro, mas sirva também como um fórum de discussão de outras conquistas pleiteadas por essas comunidades". 
O ministro também afirmou que o governo está atento a questões de inclusão, como a presença das mulheres e deficientes físicos nas competições.

Os jogos congregaram cerca de 2,3 mil atletas indígenas de 22 etnias brasileiras e de mais 23 países, com o lema “Em 2015, somos todos indígenas”. 
Veja os países participantes:
    •    Argentina
    •    Bolívia
    •    Brasil
    •    Canadá
    •    Chile
    •    Colômbia
    •    Costa Rica
    •    Estados Unidos
    •    Etiópia
    •    Filipinas
    •    Finlândia
    •    Gambia
    •    Guatemala
    •    Guiana Francesa
    •    México
    •    Mongólia
    •    Nicarágua
    •    Nova Zelândia
    •    Panamá
    •    Paquistão
    •    Paraguai
    •    Peru
    •    Rússia
    •    Uruguai
O evento foi composto majoritariamente por esportes indígenas, e dividido em:
- jogos tradicionais, em caráter de demonstração,
- jogos nativos, de integração
- esportes ocidentais competitivos, com a proposta de promover a unificação das etnias e dos povos indígenas.

“Estamos vindo para apresentar a cultura e mostrar que somos bons nos esportes, inclusive no esporte não indígena. Hoje recebemos material esportivo e vamos treinar mais futebol e corrida. O mundo todo vai conhecer a cultura Xerente”, garantiu, na abertura do evento, o vice-coordenador esportivo da delegação para os Jogos, Silvino Sirwãwe Xerente.

Além dos indígenas das Américas, também estiveram presentes povos da Nova Zelândia, Congo, Mongólia, Rússia e Filipinas. Do Brasil, cerca de 23 etnias estavam inscritas para participar da competição. Nos primeiros três dias de evento, todas as etnias brasileiras e estrangeiras participaram de atividades como passeios pelos pontos turísticos de Palmas, como forma de ambientação e integração.

O Comitê de Acolhida às Delegações contou com o apoio de lideranças do povo Xerente, anfitrião dos JMPI. O povo Xerente vive a 70 quilômetros ao norte da cidade sede dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), entre os rios Tocantins e do Sono. Nas aldeias que circundam o munícipio de Tocantínia, 50 atletas dessa etnia se prepararam para competir em diversas modalidades.

Não faltaram oportunidades para os participantes apresentarem suas habilidades. Os jogos de integração, com esportes tradicionais praticados pela maioria dos povos indígenas brasileiros, envolveram modalidades como arremesso de lança, arco e flecha, cabo de força, canoagem, corrida de cem metros, corrida de fundo e corrida com tora. 

Os jogos de demonstração apresentam modalidades que são particulares de cada povo, ou seja, praticados e disputados por integrantes da própria etnia. O objetivo é incentivar o resgate às práticas tradicionais.

Os JMPI são uma oportunidade única de difundir a prática de esportes entre os indígenas brasileiros e de difundir as modalidades típicas já existentes entre eles. 


Saiba mais:

http://alfarrabioteske.blogspot.com.br/2015/10/o-que-vi-ouvi-e-senti-na-abertura-dos-i.html​
http://www.jmpi2015.gov.br
https://www.facebook.com/JogosMundiaisDosPovosIndigenas/
http://nacoesunidas.org/onu-e-governo-do-brasil-reunem-etnias-de-22-paises-nos-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/
http://nacoesunidas.org/brasil-e-onu-lancam-a-primeira-edicao-dos-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/=

fechar